25 anos do tetra pra acabar com 24 de seca

Leia o post original por Mauro Beting

Roberto Baggio é o melhor cobrador de pênaltis da história da Série A. Aproveitamento de quase 95%. Mas há 25 anos ele jogou a final em

Pasadena no maior calor em meus 52 com uma coxeira por 120 minutos. Tinha uma lesão muscular que o obrigou a chutar forte um pênalti que costumava bater colocado. Porque ele temia não ter força suficiente para fazer a bola vencer Taffarel.

Goleiraço brasileiro que garantira o empate sem gols e sem graça contra uma Itália esgarçada que se superava como o mítico Baresi, que fizera uma artroscopia no joelho DURANTE a Copa e se recuperara para não levar gols de Romário e Bebeto que comandavam o melhor time de 1994. Pressionado como 10 atletas de 1990 já tinham sofrido na Itália. Nenhum mais do que Dunga. Justo o capitão do título tão justo e correto quanto aquele time era correto e sofria críticas injustas. Pesadas.

Mas compreensíveis para um Brasil então na fila de 24 anos. Mas que fazia sofrer e irritar um pouco além da conta com uma Seleção de grande potencial, mas castrada pela camisa de força tática que limitava talentos e limava a armação da equipe.

Era um time muito bem armado defensivamente. Pragmático. Com a dupla de zaga reserva que manteve o padrão de excelência da titular dos lesionados Ricardos.

Nem o o outro Ricardo, o lesado presidente Teixeira, poderia atrapalhar o caminho e o tetra de Parreira e Zagallo. Na Copa que terminou num longo jogo insuportável como o calor no Rose Bowl, numa final

criminosamente iniciado ao meio-dia.

Faz 25 anos que o Brasil superou aquele fila de 24. O jejum foi mais longo que agora.

Obrigado, campeões.