Alô, malas ingratas, parem de falar mal do VAR!

Leia o post original por Milton Neves

A gratidão é a maior virtude do homem e base de todas as demais.

E a ingratidão é tão nojenta quanto a inveja.

Mas, e daí?

Daí que as redes sociais, partezinha da “crônica especializada” e todas (TODAS!) as torcidas, quando seus times perdem, estão metendo o pau no santo VAR!

Sim, santo, democrático, maravilhoso e já indispensável VAR.

E quem o critica, principalmente quando decide-se contra este ou aquele “seu” time, está sendo incoerente e… ingrato!

Ora, há quantos séculos que se clama pela TV no futebol para ajudar os coitados dos homens do apito e dos bandeirinhas?

Sim, bandeirinha, nada de “auxiliar de linha”.

Armando Marques e seus bandeirinhas: eles não tiveram a sorte de contar com a ajuda do maravilhoso e hoje tão perseguido VAR

Pois não é que, “de repente”, pintou o VAR e ele acabou virando o cristo do jogo e sempre a muleta e a desculpa de quem não gostou de sua decisão, demorada ou não?

Gratidão e coerência, gente!

A Fifa demorou uma eternidade, mas inventou o verdadeiro apito amigo dos árbitros e agora ninguém quer esperar por sua “maturação”?

Afinal, não se apita um jogo de futebol sem que “sua senhoria” não cometa um só erro, um errão ou um errinho sequer.

Apitar e bandeirar futebol é tão difícil quanto ser goleiro ou narrador de futebol pelo rádio.

O mais fácil é apresentar programa esportivo de rádio e TV, antes ou após os jogos.

Faço isso há uns 50 anos e nunca errei um resultado do “prélio”… depois do jogo!

Então, azedos, vamos apoiar o VAR e cuidar deste neném bonito que nasceu na Suíça com o mesmo carinho que dispensamos aos nossos microfones e teclados.

E até das jurássicas máquinas de escrever.

Aliás, guardo duas delas com amor e gratidão, mesmo sendo um eterno “catador de milho”.

É possível que muita gente que nasceu depois dos anos 90 nunca tenha visto uma máquina de escrever. Esta é uma belíssima Olivetti Studio 46

E definitivamente precisamos apoiar o VAR, incentivá-lo e esperar mais um pouquinho para que ele deixe a chupeta e as fraldas e vire gente grande.

Mas penso que ele já é um adolescente bonito, sadio e com ares de se tornar o melhor jogador do mundo!

E, ufaaa…, superior ao Pelé!

Sim, porque o VAR é justiça, e justiça é tão nobre quanto a honestidade, a saúde, o amor, a amizade e a família, exagerando um pouquinho.

E creiam que, se o VAR já fosse nosso bisavô ou tataravô, Corinthians e Flamengo não teriam ganho 73,27% de seus títulos.

E o Brasil não teria sido campeão do mundo em 1962, fossem confirmados o gol legal de Puskas da Espanha contra nós e o pênalti de Djalma Santos em chute de Josef Jelínek, da Tchecoslováquia, na final da Copa do Chile (VEJA NO VÍDEO ABAIXO).

E a cotovelada de Pelé no Dagoberto Fontes do Uruguai em 1970?

Além do “coice” de Carlos Alberto Torres no Lee da Inglaterra.

Nada foi marcado e eram expulsões certas.

E a expulsão ridícula de Jonas Thern da Suécia contra nós em 1994?

Quase tudo em jogos eliminatórios, como o gol legal da Bélgica em 2002 em que se marcou “perigo para o Brasil” a favor do “não chargeado” zagueiro Roque Júnior no lance!

Já por aqui temos o gol de Leivinha de cabeça (e não de mão) em 1971 contra o São Paulo, o gol legal de Camanducaia na final do Brasileiro de 1995, o pênalti de Ismael em Ivair naquele Santos x Lusa em 1964 e 7.000.000 de “ajudas involuntárias” do apito a favor de Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Remo, Vitória, Náutico e Fortaleza contra seus coirmãos e adversários, Brasil afora.

Tem gente por aí que não quer largar o “Apito Amigo” de forma alguma!

Então, briguentos, azedos, incoerentes e mal-agradecidos, vamos parar de xingar o VAR?

Porque sem ele sempre teremos uma Inglaterra ganhando Copa do Mundo com gol em que a bola não entrou!

Como você, né, Corinthians, no “Mundial” de 2000 contra o Raja Casablanca.

Podia aquilo, Arnaldo?

Abaixo, confira outros históricos favorecimentos ao escrete canarinho: 

Pênalti claro de Nilton Santos e gol estranhamente anulado de Puskas. Brasil 2 x 1 Espanha, na Copa de 1962

Cotovelada de Pelé (Brasil x Uruguai, na Copa de 1970)

Pênalti em Luizão, que estava “quase no meio-campo”. Turquia operada em 2002

Ainda na Copa de 2002, o árbitro absurdamente anulou esse gol da Bélgica nas oitavas de final (o lance começa em 1:42)

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