Peixe de boa na lagoa

Leia o post original por Celso Cardoso

Quem diria? O Santos está colado ao Palmeiras na liderança no Campeonato Brasileiro. Se considerarmos apenas a camisa, a tradição, não há razão para surpresas. Porém, quando comparamos elencos, o feito santista é de encher os olhos dos amantes do futebol. Sampaoli, o maior responsável pelo feito, não tem “os camarões” dos quais dispõem Luís Felipe Scolari e o recém chegado Jorge Jesus. Pra piorar, ainda perdeu jogadores importantes como Jean Lucas e Rodrygo que vinham fazendo parte do time titular. Pois bem, a equipe comandada pelo argentino está ao lado do Palmeiras na liderança do Brasileirão, atrás apenas no saldo de gols.

Contra o Botafogo, no Rio, o time da Vila Belmiro conquistou a quinta vitória seguida, a segunda consecutiva fora de casa. E para os críticos da “falta de equilíbrio” do esquema treinador santista, desde a goleada sofrida para o Palmeiras em maio ( 4 a 0) aconteceram mais seis jogos e o Santos sofreu apenas um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético Mineiro. Mais que resultados, Sampaoli tem feito esse time jogar bola, futebol vistoso há muito raro nesse certame.

A situação do vice-líder contrasta com a do líder Palmeiras. A tensão sobre o mais rico clube do Estado sobe no momento em que se aproxima jogo decisivo pela competição mais importante no planejamento palestrino: a Libertadores da América. O Godoy Cruz está bem longe de ser um bicho-papão, mas em caso de tropeço em Mendonza, famosa pela produção de vinhos, velhos fantasmas vão assombrar o Palestra que antes da parada para a Copa América era o virtual campeão de quase tudo. Aliás, afirmação que despertava a  ira de Felipão. E o tempo mostrou que ele tinha razão para se irritar. A vasta experiência mostra que não há paz que resista à fumaça que o vento traz.