De Peixe pra Pato. São Paulo 3 x 2 Santos.

Leia o post original por Mauro Beting

São Paulo não ganhava clássico havia um ano. Santos não perdia jogo havia 8 no BR-19. O time de Pato mereceu o resultado que buscou. O Peixe não jogou mal. Mas não foi tão eficiente defensivamente nos 15 minutos que foram fatais no reinício de jogo.

O ótimo do Santos de Sampaoli é que pela filosofia de jogo da equipe, quase todo jogo é alegre. Aberto. Bom de ver. Como será o São Paulo com os reforços que chegam e as ideias de Cuca. O treinador que melhor mexe no futebol brasileiro. Ou que as mudanças costumam dar mais certo.

Na primeira etapa, o Santos foi mais feliz nos contragolpes e fez o gol com Sasha, aproveitando rebote de bola na trave de Pituca. Quando botou a pelota no chão e transou pelo meio, o time não teve problemas contra Luan e Tchê Tchê que não conseguiram dar sustentação à frente da zaga. Sem Antony lesionado, Cuca optou por Toró aberto à direta, Pato do outro lado, e Everton por dentro. Estranho. Mas gerou lances. Também pela marcação opressiva na saída de bola alvinegra.

Cuca voltou com Hernanes no meio, com Tchê Tchê mais atrás. A equipe mais ofensiva nem conseguiu ser testada. Num escanteio Pato empatou, com menos de 10 minutos Aguilar fez pênalti tolo depois de novo escanteio. Pato faria mais um em nova falha de Aguilar. O Santos ainda diminuiria na infelicidade de Raniel, marcando contra depois de uma falta que eu não teria marcado.

Mas era tarde para a reação santista. E ainda cedo para cravar qualquer favoritismo. Não era o Palmeiras absoluto. Não é o Santos absoluto. Mas eles seguem na luta. E com mais gente com potencial para fazer barulho. Como o São Paulo.