Santos usa “haters” para explicar contrato polêmico com criminalistas

Leia o post original por Perrone

Num dos trechos polêmicos de seu relatório sobre as contas do Santos no primeiro trimestre deste ano, o Conselho Fiscal do clube questiona contrato de um ano feito com escritório de advocacia da área criminalista para atuar de forma preventiva. De acordo com o documento, a diretoria justificou a contratação alegando haver crescimento no número de “haters” agindo contra cartolas e funcionários nas redes sociais.

O órgão argumenta que por não considerar comum uma entidade esportiva contratar um escritório criminalista por um ano para atuar preventivamente, com pagamentos mensais, questionou o departamento jurídico do clube.

“A informação recebida foi a de que houve um crescente aumento de ofensas, sobretudo via redes sociais, a membros do CG (Comitê de Gestão) e a funcionários do clube, demandando muitas ações, optando-se por contratar um escritório fixo para barateamento dos custos”, diz o documento.

O Conselho Fiscal entende que o padrão é o clube contratar defensores na esfera criminal pontualmente, conforme houver a necessidade de ações na Justiça.

O órgão também afirma que está aguardando relatório do departamento jurídico com detalhes sobre os casos defendidos pelo escritório, que também atua nas ações que já existiam.

Não há no parecer o valor pago mensalmente ao escritório Malavasi Sociedade de Advogados, contratado em janeiro para prestar “serviços jurídicos na esfera criminal, de consultoria preventiva, extrajudicial, administrativa na defesa do contratante (Santos), e de seus prepostos e funcionários”.

O blog tentou ouvir a diretoria do Santos sobre o tema, mas não obteve resposta.

Conforme mostrou o blog, o relatório do Conselho Fiscal também detalha aluguéis de carros para jogadores e o presidente do Santos, José Carlos Peres, além de comissões pagas em contratações.