Retranca e as bestas

Leia o post original por Mauro Beting

Daniel Farke treina o Norwich, simpático time dos canários que volta depois de 3 anos ausente da Premier League. Na estreia, pela frente apenas o hexacampeão europeu Liverpool, em Anfield. O time que foi o maior vice da

história inglesa na temporada passada.

“Nós somos a zebra do torneio. O maior favorito para ser o último colocado (na Inglaterra). Mas não é por isso que vamos colocar um ônibus na na frente da área. Vamos jogar como gostamos e sabemos. Vamos tentar atacar”.

Não deu certo. Ou não deu resultado. Um gol contra de cara. Mais três do Liverpool. 4 a 1. Mas jogando. Ou tentando jogar o seu jogo.

Se estivesse todo atrás, mais não querendo jogar do que sair pro jogo, teria sido muito diferente?

Em nossos campos, o Fluminense é muito mais do que o Norwich. Como também pode muito mais sem a bola o time de Diniz.

Mas tem como conseguir resultados muito melhores com o que tem?

O Tricolor não consegue se dar bem no BR-19 não exclusivamente pela ideia de jogo do seu ousado treinador. Tem muito a vez com uma série de coisas. Inclusive as que não se veem.

Mas só botar na conta do estilo e da escola de jogo de Diniz é um desrespeito a ela e ao próprio jogo no Brasil.

Claro que há excessos. O gol que deu a vitória ao Galo também nasceu de uma prática que não condiz com a técnica. Não adianta sair jogando como Iniesta se você não é o Xavi. É preciso botar a bola no chão e o ego também. Ser mais simples. Por vezes mais direto.

Mas não significa só fechar a casinha o caminho. É preciso arrumá-la. E ser mais equilibrado não só em campo.