Vantagem mínima? Athletico 1 x 0 Internacional.

Leia o post original por Mauro Beting

Bruno Guimarães se soltou um pouco mais como o Athletico precisava e acertou um chute com efeito que só quem sabe muito joga onde tirou de Lomba. Golaço, aos 12 finais. Justo, justíssimo para o que o Furacão produziu na Arena contra o Inter. 1 a 0. Não é muito. Mas pode ser o suficiente.

A questão é que o Athletico, como o próprio Inter, não é o mesmo longe de casa. E num território tão inóspito como o Beira-Rio, onde o Colorado de Odair exerce o mando de jogo e de campo como poucos no Brasil, a vantagem conquistada em Curitiba pode não ser definitiva. Ou pode levar a mais uma disputa de pênaltis, tal o equilíbrio de muitas forças e poucas fraquezas dos finalistas da Copa do Brasil.

Duas equipes que se respeitam e são mais dos que respeitáveis. Até demais na primeira etapa de poucas chances concedidas pelo Inter, entrincheirado em seu campo, com o 4-1-4-1 reativo e acanhado demais. Sem saída. Para ele e para o Athletico.

Guerrero acabou muito isolado. Sem o apoio dos gringos pelos lados e, sobretudo, da dinâmica cavalaria colorada de Edenilson e Patrick, que desafogam a equipe. Mas que desta estavam muito atrás. Ou mais uma vez fora de casa, sem querer tirar o pé do próprio quintal aquartelado.

Também porque o Furacão era todo ataque. Embora não tenha conseguido ser todo esse ataque. Fazendo na Arena o que o Santos fez contra ele na Vila: os laterais espetados na frente, abrindo o campo e alargando o jogo com a amplitude de Khellven e Márcio Azevedo, com os meias Nikão e Bruno Guimarães chegando para dialogar com Rúben. E ainda Citradini para dar apoio, com Roni para tentar ganhar na velocidade e talento os espaços que o Inter não concedia. E nem parecia propenso a buscar do outro lado.

O gol da vitória que nasceu logo depois da entrada de Thonny Anderson para deixar o Athletico com mais gente na frente. Mas sem necessariamente criar tantas oportunidades assim. Foram três boas chances para cada lado. É pouco. Também porque finais são assim. Também porque o futebol brasileiro tem sido isso. Ainda mais em Copas.

Mas que não se negue o elogio a Athletico e Inter pelo que têm feito. Mais ainda pelo que deixam seus treinadores fazerem por mais de um ano. Dá resultado dar trabalho a quem entende.