A arte da destruição

Leia o post original por Flavio Prado

 

Amo a Ponte Preta. É coisa do meu pai, dos anos 60, das injustiças de 1977 e de tantos momentos de alegria e tristeza. Não foram poucos os dias e noites, que ganhei, saindo de São Paulo para ver jogos de nível técnico duvidoso, no querido Majestoso. Coisas do amor.

Mas nos últimos tempos estou desiludido. Falo pouco da Nega Véia, as vezes nem acompanho as partidas e noto uma decadência impressionante no meu querido time. Enquanto isso o Bragantino, que já foi rival de primeira linha, a ponto de irmos ver os jogos lá de caminhão, porque a família Chedid não liberava os ônibus para a turma de Campinas ir a Bragança apoiar a Ponte, ruma para a grandeza.

O Bragantino virou Red Bull. A Ponte virou um saco de gatos. Uma impressionante bagunça tomou conta dos nossos velhos corredores. Interesses pessoais se sobrepõem ao clube. E isso já começou quando se deixou escapar a Red Bull, que alugava nosso estádio e adoraria ter a força da nossa torcida, aliada à sua potencia financeira e extrema organização.

Mas optamos por “conselheiros”. Essa maldição que infesta o futebol brasileiro, com suas estruturas arcaicas e poluídas. O modelo clube social com “conselheiros” está morto faz tempo. As grandes marcas do mundo são compostas por imponentes grupos financeiros, CEOS treinados, planejamentos rigorosos e altos investimentos. Esses grupos dificilmente olham para o Brasil. Mas estavam dentro do Moisés Lucarelli. E a Ponte jogou no lixo.

Infelizmente minha querida Ponte Preta vai muito mal. Espero que tenha volta. Sonho que os deuses da bola nos abram outra chance de virarmos empresa. Mas temo que os egos destruam outra vez a possibilidade de nos tornarmos a potência que já fomos. O Bragantino já achou o caminho dele com aquilo que deveria ser nosso. Eles estarão entre os maiores do Brasil rapidamente. Enquanto isso há brigas nojentas no nosso Conselho. Não estou ao lado de ninguém. E sim ao lado da Ponte. Ela é bem maior do que essa gente, que luta desesperadamente pelo seu comando, em busca, apenas, de proveito próprio.

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de proveito próprio.