Dívidas dos outros

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

As notícias se repetem. São Paulo e Corinthians estão com prejuízos elevados em 2019. Nada de novo. Infelizmente, pelo sistema vigente nos clubes brasileiros onde o clube não é de ninguém, os gastos “políticos” se somam, ano após ano. As contratações nem sempre obedecem critérios técnicos. Elas surgem para atenuar erros dos cartolas ou resultados ruins em campo.

Quando uma equipe não está bem, tenta-se de tudo, desviando os olhares dos problemas reais ou dos verdadeiros responsáveis. Empresas não agem assim, daí o futebol nos principais centros do mundo, ser comandado, cada vez mais, por grandes corporações de entretenimento, envolvendo grandes somas de dinheiro e lucro para os investidores.

No Brasil ou temos apaixonados, que não medem consequências ou aventureiros que arriscam tudo em associações tradicionais, deixando os eventuais prejuízos para os futuros administradores. Os clubes sociais, de conselheiros, não têm donos, então gasta-se muito e caso não funcione, simplesmente passam os débitos para outros que vierem e que repetirão as mesmas práticas;

Marcas gigantescas como São Paulo, Corinthians, Vasco, Botafogo, Cruzeiro e outros do mesmo quilate, merecem modernidade e respeito nas suas finanças, mas esta é a última preocupação dos atuais gestores. Eles olham o momento e não projetam nada. O resultado é a falência quase geral e certeza de intervenções governamentais, perdoando as falhas e roubos dos quais essas marcas populares vivem sendo vítimas.