Neymar, Carol e médico agora brigam por valor de serviço prestado em parto

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Herbert Kramer, médico que processou Neymar e Carol Dantas para cobrar por seus serviços no parto de Davi Lucca, em 2011, pediu à Justiça a nomeação de um perito para ajudar a definir o valor de sua remuneração.

O pedido foi feito em ação de execução de sentença, depois de a Justiça decidir que ele tem dinheiro a receber. Porém, a definição da quantia ficou para a liquidação em arbitramento, fase na qual se calcula o montante do débito.

O valor da ação inicial era de R$ 51 mil, mas levava em conta também honorários de dois profissionais que trabalharam com Kramer e já tiveram seus pagamentos definidos judicialmente. Na fase de execução, a defesa de Carol argumentou, apresentando documento, que o preço acertado com o responsável pelo parto de seu segundo filho foi de R$ 15 mil. A informação foi usada para sustentar a tese de que Kramer cobra um valor exagerado.

O obstetra, porém, rebateu afirmando que os honorários médicos cobrados levaram em conta fatores específicos em relação ao parto do filho do jogador do PSG. Alega, entre outras razões, que os pais de Davi solicitaram que ele ficasse três dias seguidos em São Paulo, tendo que deixar seu consultório em Santos fechado, deixando de faturar. Suas advogadas entendem que isso deve ser levado em conta para definir o montante que ele tem a receber. Também é lembrada a despesa com deslocamento do litoral para a capital.

As representantes do médico afirmaram também que o pagamento feito ao obstetra que cuidou do parto do irmão de Davi é inferior à quantia determinada pela justiça como honorários de assistente de Kramer. “Ou seja, os executados querem fazer crer que o médico encarregado pelo parto teria que receber honorários muito menores que o de seus próprios assistentes”, diz trecho da petição.

A assessoria de imprensa de Neymar afirmou que ele e seus advogados não se manifestariam sobre o assunto. Por sua vez, Carol não foi localizada para falar a respeito do tema.

A solicitação de nomeação de um perito foi feita no dia 16 de agosto. No último dia 25, o juiz Carlos Ortiz Gomes, da 9ª Vara Cível de Santos, deu 15 dias para as partes se manifestarem sobre as alegações feitas até aqui na fase de execução.