Por que o Corinthians não contratou Yony quando ele estava livre?

Leia o post original por Perrone

Yony González em ação pelo Fluminense na temporada passada (Crédito: Pedro H. Tesch/AGIF)

Conforme disse o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, o clube precisou assegurar a compra dos direitos econômicos do colombiano Yony González junto ao Benfica por conta da concorrência.

O dirigente afirmou que o atacante estava na lista de reforços sugeridos pelo técnico Tiago Nunes desde sua chegada ao alvinegro.

O treinador foi anunciado pela direção corintiana em 7 de novembro.

Pouco mais de um mês depois, em 11 de dezembro, Yony se despediu do Fluminense. Seu contrato terminaria no final do ano passado e ele poderia ser contratado por outro time sem gastos com direitos econômicos, como acabou fazendo o Benfica.

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As datas mostram que o Corinthians poderia ter tentado negociar com o colombiano para acertar sua transferência sem ter que pagar pelos direitos econômicos.

Por que, entāo, o alvinegro não fez isso e depois acabou aceitando pagar pelos direitos de um atleta que poderia ter vindo sem esse custo?

O blog fez essa pergunta a Duílio, por meio da assessoria de imprensa do Corinthians e recebeu a seguinte resposta do departamento de comunicação: “a lista [feita pelo treinador] para essa posição tinha aproximadamente oito nomes. No final de 2019, o Corinthians fez proposta pelo Michael [que estava no Goiás], e nessa época o Yony já estava acertado no Benfica”.

Assim, pela versão do dirigente, o Corinthians deixou de tentar o colombiano quando ele estava livre porque tinha como alvo Michael, que acabou acertando com o Flamengo.

O alvinegro anunciou oficialmente ter desistido de Michael em 8 de janeiro, dois dias antes de o Benfica anunciar a contratação de Yony.

Na negociação com os portugueses, a ideia inicial do alvinegro era ter o colombiano por empréstimo até dezembro.

O clube brasileiro, no entanto, se comprometeria a pagar 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador, caso ele fosse titular em 30 partidas, como mostrou o UOL Esporte.

Segundo Duílio, o Corinthians teve que aceitar a obrigação de comprar o atacante após um empréstimo até o meio do ano por que o Benfica tinha propostas de outros interessados na aquisição em definitivo do atleta.

 O dirigente não confirmou o valores, mas declarou que o pagamento será parcelado.