São Paulo precisa ser mais inteligente para combater erros de arbitragem

Leia o post original por Perrone

O São Paulo já foi muito prejudicado pela arbitragem neste Campeonato Paulista. Na opinião deste blogueiro, isso aconteceu de novo em pênalti de Camacho em Igor Gomes não marcado no empate com o Corinthians no último sábado (15). Porém, a diretoria tricolor não reage ao problema da melhor forma.

Sobram barulho em intimidação, faltam inteligência e ações efetivas.

Entupir a entrada do vestiário de gente raivosa rosnando para equipe de arbitragem é uma das práticas mais mofadas e ineficientes do futebol.

Protestar e mostrar indignação diante de erros do juiz é necessário. Mas há limites. Fazer as contestações ainda no gramado é suficiente. 

Um ídolo do clube como Lugano cercar o árbitro no túnel de acesso ao vestiário, como se fosse um dirigente amador, é desgastante para a imagem dele e pouco eficaz. Parece mais medida para agradar a torcida do que para resolver o problema.

Esse tipo de comportamento deixa os juízes que vão apitar as próximas partidas da equipe extremamente pressionados. Em tese, um cara nervoso tende a errar mais. A história nos mostra, como acontece hoje com o próprio São Paulo, que nem sempre o erro vai ser a favor de quem pressiona.

O melhor para equipe do Morumbi é ter em seus jogos árbitros que, além de excelentes tecnicamente, tenham tranquilidade para trabalhar.

Nesse cenário é mais produtivo que a direção do São Paulo sente com os cartolas da federação cobre soluções e apresente sugestões para diminuir esses erros.

Pode ser cobrando determinados critérios para árbitros poderem ser escalados em jogos da primeira divisão do Estadual, sugerindo a contratação de juízes melhores que estejam atuando em outras praças ou pregando a implantação imediata do VAR, antes dos mata-matas.

Em sua entrevista depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí cobrou corretamente que a FPF apresente soluções. Como isso já deveria ter acontecido faz tempo, é hora de o São Paulo agir. Porém, mais com a cabeça, menos com a garganta. A situação é como abrir um vidro de palmito. É preciso mais jeito do que força.