De olho em patrocinadores, ajuste em estatuto corintiano visa transparência

Leia o post original por Perrone

Na última quinta-feira, além de aprovar seu orçamento ajustado para 2020, o Conselho Deliberativo do Corinthians autorizou a instalação de comissão para estudar uma reforma estatutária.

Entre os principais objetivos da equipe que prepara as mudanças está estabelecer novas regras de transparência com intuito de adequar as regras na agremiação à atual legislação e tentar atrair patrocinadores importantes.

A avaliação do grupo é de que o estatuto está defasado em relação a algumas leis referentes aos clubes.

Também existe o entendimento de que o Corinthians não está em sintonia com as regras de compliance exigidas por grandes empresas que querem associar suas marcas a times de futebol. A suspeita é de que isso pode estar afastando eventuais patrocinadores.

Uma das ideias é estabelecer regras claras para a diretoria manter atualizados no site oficial os gastos com o departamento de futebol e da maneira mais detalhada possível.

Outra sugestão é criar regras de compliance para todas as operações feitas pela instituição.

Antes mesmo de ser formalizada, a comissão acredita que foi vítima de informações falsas nas alamedas do Parque São Jorge. Isso porque alguns conselheiros diziam que uma das intenções era alterar o estatuto para permitir que o clube pudesse se transformar em empresa e vender  ações.

Porém, membros do grupo que estuda o assunto dizem que isso nunca esteve em pauta. Segundo eles, o que será discutida é uma mudança no artigo que permite ao Corinthians constituir sociedade empresarial, podendo ter parceiros para explorar suas atividades.

O argumento é de que as regras atuais possibilitam que um sócio tenha o controle acionário de uma eventual nova empresa, por isso deve ser sugerido que tal constituição só possa ser feita se o alvinegro tiver participação majoritária.

A comissão será presidida por Antônio Goulart dos Reis, presidente do conselho, e terá como relator o promotor de Justiça José Carlos Blat, integrante do órgão corintiano.

A equipe vai debater  internamente as ideias, fará um relatório, apresentará o documento para o conselho deliberativo e, se ele for aprovado, será submetido aos sócios.

Parte dos conselheiros se queixa de que deveria ter ocorrido uma discussão maior para definir quem seriam os membros do grupo. Goulart escolheu os nomes primeiramente e os submeteu ao conselho, que deu seu aval.