Futevôlei de Ronaldinho faz parte de ação para compensar falta de visita

Leia o post original por Perrone

As imagens que viralizaram nas redes sociais com Ronaldinho Gaúcho jogando futevôlei na prisão no Paraguai foram feitas no último sábado (28).

Segundo Blass Vera, administrador do quartel e presídio em que o ex-jogador do Barcelona está preso em Assunção, a orientação das autoridades locais é estimular os detentos a praticarem atividades de recreação para compensar a ausência de visitantes. As visitas estão proibidas nos presídios paraguaios como parte das medidas para tentar combater o avanço do novo coronavírus. Os presos só podem receber advogados.

“Por causa da proibição de visitas aos presos, o Ministério da Justiça recomenda dar a eles atividades recreativas (futevôlei, futsal, bilhar pinge-pongue e outros)”, escreveu Veras em mensagem ao blog.

De acordo com o administrador da “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, Ronaldinho joga “futsal” ou “futevôlei” quase todos os dias.

Num primeiro momento, quando as medidas contra a contaminação foram adotadas, os detentos deixaram de praticar esportes e ficaram ainda mais reclusos segundo o próprio Vera. O quadro agora mudou.

Porém, esportes coletivos, como o futsal, estão entre as atividades que médicos recomendam evitar para reduzir as chances de contaminação pelo novo coronavírus.

De acordo com Vera, o quartel e prisão que ele comanda não registra casos confirmados e nem suspeitos de Covid-19.

Ronaldinho e seu irmão Assis estão presos preventivamente por terem portado e usado documentos paraguaios falsos para entrarem no país.

A prisão preventiva pode durar até seis meses. Mas, os advogados dos brasileiros acreditam que eles serão colocados em liberdade assim que o Ministério Público terminar de fazer perícias nos celulares de ambos. Os defensores afirmam que nada suspeito será encontrado nos aparelhos.

Os promotores responsáveis pelo caso querem saber se há indícios de os irmãos estarem envolvidos em outros crimes como lavagem de dinheiro. A defesa nega essa possibilidade e diz que eles acreditavam que os documentos eram verdadeiros.