Ex-diretor acusa Andrés de praticar crimes de injúria e difamação 5 vezes

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Em queixa que apresentou à Justiça contra Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, ex-diretor de esportes terrestres, afirma que o atual presidente do Corinthians incorreu em crime cinco vezes ao citá-lo em duas entrevistas. Ele pede para que o cartola seja processado pela prática dos delitos de difamação (duas vezes) e de injúria (três vezes). Sanchez não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

A queixa-crime foi apresentada após Andrés dizer em entrevistas que Ezabella, diretor em sua primeira gestão no alvinegro, precisa provar como ganhou R$ 500 mil reais entre Sporting, Corinthians e o ex-volante Elias. O dirigente também chamou o desafeto de covarde e afirmou que ele chamava Mario Gobbi de ladrão e agora apoia o ex-presidente, possível candidato à presidência da agremiação no final do ano.

Ezabella diz na representação que nenhuma das afirmações de Andrés é verdadeira.

Ele declara que chegou a ser contratado pelo volante para atuar como advogado em algumas ações. Mas assegura que “nunca recebeu honorários, comissão de agenciamento ou qualquer
quantia do clube, por conseguinte, não recebeu qualquer valor pela transferência do atleta”.

O ex-diretor e ex-candidato à presidência derrotado na última votação ocupava os cargos de  conselheiro e membro do Cori (Conselho de Orientação) quando Elias foi contratado junto ao time português, em 2014. O estatuto corintiano impede que conselheiros sejam remunerados pela agremiação.

Por meio de seus advogados, Ezabella pede ainda que eventuais penas aplicadas sem acrescidas em um terço pelo fato de as supostas injúrias e difamações terem sido feitas em entrevistas, o que, em tese, facilita a propagação delas.

O crime de difamação prevê de três meses a um ano de prisão e multa. A injúria pode render de um mês a seis meses de detenção.

No documento enviado à Justiça, os advogados do ex-aliado de Andrés afirmam que o presidente alvinegro demonstra “o que parece ser uma espécie mal resolvida de admiração (por Ezabella), o querelado não resiste a, sempre que possível, atacar o
querelante. Agora, porém, o ataque foi criminoso”.

De a ordo com a queixa-crime, Andrés começou a citar o nome do opositor quando não tinha sido Indagado sobre ele. Ezabella listou cinco testemunhas. Gobbi é uma dekas.