O que vale o título paulista para presidentes de Palmeiras e Corinthians?

Leia o post original por Perrone

Abaixo, veja o que a eventual conquista do título Paulista vale para os presidentes de Corinthians e Palmeiras, adversários na decisão:

Andrés Sanchez

O título viria no pior momento político de Sanchez no Corinthians desde que assumiu a presidência pela primeira vez.

Em várias fases de pressão contra o grupo do atual presidente, o Renovação e Transparência, a oposição teve sua voz sufocada pelos resultados em campo.

A parada do Estadual por conta da pandemia de Covid-19 aconteceu num momento em que o time corria até o risco de rebaixamento. Durante a suspensão dos jogos, os conselhos Fiscal e de Orientação fizeram pareceres recomendando a rejeição das contas referentes a 2019.

Agora falta o Conselho Deliberativo votar se aceita ou não a orientaação. Se houver reprovação, um processo de impeachment pode ser aberto contra Sanchez.

O clube ainda aguarda a prefeitura autorizar a reunião presencial. Assim, ela deve ocorrer após a final.

Historicamente, Sanchez usa bem politicamente as grandes vitórias em campo. O título em cima do rival daria ao dirigente argumento para tentar defender sua política financeira já que o adversário tem um elenco bem mais caro.

O título também seria importante para Andrés alavancar a candidatura de Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, na eleição de novembro. Seu nome ainda não foi confirmado como candidato.

Maurício Galiotte

O presidente palmeirense tem sido cobrado por ter terminado 2019 com um time caro e que não conquistou títulos. Em meio à pressão Alexandre Mattos, arquiteto do elenco, foi demitido.

Em 2020, o dirigente continuou sendo cobrado por supostamente não ter conseguido se livrar de todos os jogadores que não renderam o esperado, apesar do alto custo.

Galiotte também é criticado por conselheiros e torcedores por, na visão deles, não identificar os motivos que fazem uma equipe milionária não atingir todo o seu potencial.

Críticos pintam o presidente alviverde como um cartola sem influência nos bastidores na comparação com rivais como Sanchez.

Nesse cenário, o fato de o adversário na final ser o Corinthians é perfeito para Galiotte calar quem o critica.

O título daria a ele o argumento de que a reformulação após a saída de Mattos está sendo bem conduzida e de que não há fragilidade nos bastidores em relação ao principal oponente alviverde.

Porém, se o Palmeiras perder pela segunda vez o Paulista com o último jogo em casa para o Corinthians, Galiotte verá a pressão sobre ele aumentar de maneira drástica..