Rivais podiam organizar novo ‘Jogo das Barricas’ para salvar o Timão!

Leia o post original por Milton Neves

“Você, são-paulino, tem que respeitar o Corinthians e o Palmeiras. Afinal, não fossem os dois rivais disputando o ‘Jogo das Barricas’, em 1938, o Tricolor teria fechado as portas novamente”. 

Não é incomum ouvir o exagerado argumento acima em diversas discussões futebolísticas envolvendo o futebol paulista. 

Sim, o tal “Festival do São Paulo F.C.” realmente aconteceu em 1938, reunindo Palmeiras (ainda Palestra Itália), Corinthians, Portuguesa e o próprio Tricolor no Parque Antarctica. 

E a renda do torneio foi mesmo integralmente para os cofres do clube que anos mais tarde construiria o Morumbi. 

Mas isso aconteceu pelo fato de o São Paulo ser o organizador do festival, algo comum naquele período, e não por estar “fechando as portas”, como muitos dizem por aí. 

Bom, mas pensando bem, até que não seria má ideia promover um “Jogo das Barricas” entre os times paulistas quando a descontrolada pandemia permitir a volta do público aos estádio, não é mesmo?

Mas, desta vez, com toda a sua renda revertida para o quebradíssimo Sport Club Corinthians Paulista. 

Afinal de contas, o Timão, que é dos clubes que mais recebem dinheiro de cota de TV e de patrocínio, está estudando a vergonhosa possibilidade de “passar o chapéu” diante de seus torcedores para amenizar pelo menos um pouco a enorme crise financeira instalada no Parque São Jorge.

Humilhante! 

Ora, a diretoria contrata mal, paga a terceira maior folha salarial do futebol brasileiro para um time que chega na 12ª colocação do Brasileirão e quem tem que pagar a conta é o pobre torcedor, que está se virando como pode nesta enorme crise que o país vive?

Ah, vá tomar banho na soda, sô! 

Quem pariu Mateus que o embale! 

Mas fica aqui a ideia, já que os rivais Palmeiras e São Paulo apresentam hoje situações financeiras mais confortáveis. 

Quando o público puder voltar aos estádios, que tenhamos um “Choque-Rei das Barricas”, com o dinheiro arrecadado sendo revertido para o enroladíssimo Corinthians, que corre sério risco de “Cruzeirar”. 

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