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Brasil 2×0 Costa Rica

Leia o post original por Rica Perrone

Nervoso, de cara fechada e muito mais tentando não errar do que acertar. Esse foi o Brasil que entrou em campo contra a Costa Rica. Pressionado, sob desconfiança gerada pela confiança conquistada. Quem diria? Jogar bem, no Brasil, é motivo de prejuízo. Por 90 minutos buscamos. Por 45 erramos. O que a Costa Rica fez…

A Cinderela nem sempre encontra o principe

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As histórias que o mundo ostenta são quase todas educativas. No final da trama o vilão se dá mal, a princesa sai feliz, o mocinho é lindo e os mais humildes saem exaltados. A Disney é maravilhosa. Mas não é ela quem faz todos os roteiros do mundo, embora reconheça que se fosse o caso…

Maior que a vaga

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Se havia um motivo até ontem era a vaga na Sul-americana. Pessoalmente, não sou dos maiores fãs do torneio e não me preocuparia em estar nele com tanto apego quanto alguns brasileiros fazem.  Mas entendo, especialmente no Rio de Janeiro, onde há essa “loucura” por um título internacional que ninguém ganha há muito tempo. Hoje,…

“Sem vexame”

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Rubro-negro sofre com o fantasma do “vexame” na Libertadores. Primeira fase ou qualquer adversário que se considere “obrigação” faz do Flamengo uma vítima de si mesmo. Assisti aos 5 jogos do Mengão na Libertadores. Esse foi o que mais me preocupou. – Porra, Rica! Mas jogamos partidas piores que essa! Depende. Eu entendo a ansiedade…

Pra matar saudades

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Aquele Maracanã lotado, rubro-negro e a preços mais aceitáveis até lembrava um Flamengo de personalidade forte, iniciativa de jogo e vitória no fim.

E pra matar a saudades, ele apareceu.

Com o entusiasmo da volta do Guerrero, a atuação espetacular do Diego Alves, o golaço do Paquetá, a fumaça que causa o xodó Vinícius e a vitória construída no segundo tempo, sem folga e com algum sofrimento que é pra ser Flamengo.

O Inter jogou um bom primeiro tempo, mas não voltou pro segundo. O Flamengo fez um primeiro tempo ok, mas sem tentar resolver. No segundo veio pra fazer o gol a todo custo, e fez. Dois.

Não sei o que muda. Nem sei se mantém. O Flamengo alterna jogos como os de hoje com o da Ponte.  Mas é indiscutível a alegria do rubro-negro ao se ver líder, Maracanã lotado, Guerrero de volta e Everton Ribeiro estreando pelo clube finalmente.

Quinta-feira vale vaga. No domingo liderança. Na outra semana, a mais sonhada das classificações.

O céu está mais perto do que o inferno. E pensar que estiveram lá não faz nem 1 semana…

abs,
RicaPerrone

Mais que o título

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O Cruzeiro precisava mais dessa conquista pela temporada do que pela taça em si.  Ameaçado de ver o sonho virar crise muito rápido, a conquista de hoje se tornou bem mais do que um título estadual.

O time é nuito bom. Perdeu Fred, viu seus dois primeiros jogos importantes do ano se tornarem derrotas e a torcida que estava sonhando começou a cobrar.  O paraíso é muito perto do inferno pra um time que cria expectativas. E o Cruzeiro de 2018 é um time de quem muito se espera.

Não assisti ao jogo final ainda. Vi os gols, os melhores lances, a expulsão e a polêmica toda. Sim, concordo com a maior parte dos atleticanos. A expulsão era dupla. O Edílson não só deixa o pé como imediatamente após levar a paulada, devolve com o braço.

Acho que friamente se tirassem as camisas e colocassem camisas vermelhas e amarelas, nem mesmo o presidente do Cruzeiro discordaria disso. Mas sendo azul e a outra preta e branca, é claro que o Edílson não fez nada na visão de metade de Belo Horizonte.

Mudou o jogo? Provavelmente.  Uma final com 10 contra um time que naturalmente já é melhor que o seu no papel faz diferença. E deve ter feito.

Independente da polêmica da arbitragem o título dá ao Cruzeiro uma breve tranquilidade para buscar o que ele realmente almeja no ano e as finais deram ao Galo uma sensação que “dava” pra ter batido o rival não fosse o arbitro.

Mais notável que isso só constatar que de novo, como sempre há anos e anos, o gol decisivo de um título foi de quem?  Thiago Neves….

abs,
RicaPerrone

Quando vencer até dói

Leia o post original por Rica Perrone

Eu nem me lembrava dele, pra ser honesto. Talvez eu nunca o tenha notado. Mas aos 35 anos, Paes não terá um futuro brilhante. Tem uma carreira digna, boa, mas que a idade só permite manter, não mais sonhar.

O São Paulo jogou mal. Mas mereceu a vaga porque o São Caetano jogou pior ainda.  O que na verdade era pra ser uma partida de eliminatória simples com resultado bastante comum e previsível, comoveu mais do que convenceu.

Aquele “chupa!”  de torcedor na hora que ele erra virou nó na garganta quando, ao final do jogo, ele se deita no chão e, conforme ele mesmo revelou, olha pro céu e diz “porque comigo?”.

Na entrevista, chora. É um cavalo de quase 2 metros experiente chorando feito um garoto por uma bobagem que eliminou o provável eliminado.  Mas o choro dele é mais alto que os aplausos do Morumbi.  Porque é mais sincero e merecido que os aplausos.

Ele merece ser o vilão pelo erro que cometeu. E também pode chorar, porque como todos nós, um dia dá tudo errado e a gente se sente o mais injustiçado do mundo.

Paes vai sumir. Ele não é uma promessa, nem o primeiro goleiro a falhar e sair chorando. Não será o último também.

Mas seguramente foi a coisa menos esquecível que o Morumbi viu nesta noite.

abs,
RicaPerrone

Constrangedor

Leia o post original por Rica Perrone

Há uma diferença técnica, tática, mando de campo, fase, o que mais você quiser. O que não pode haver é uma diferença na postura em busca do resultado. E há. Gritante. Humilhante. Constrangedora.

O Palmeiras jogou um primeiro tempo como treina todos os dias. Só que ao invés de cones do outro lado tinham jogadores do São Paulo.  Mais fácil, cones não erram passes.

O toque de bola dentro da área adversária empolga o palmeirense, humilha o saopaulino. Por sorte e prudência em virtude da vaga garantida e da Libertadores, o Palmeiras não quis jogar mais meio tempo.

Se quisesse, sabe-se lá como sairia do Allianz Parque o time do SPFC hoje.

O torcedor sai de qualquer clássico derrotado pela arbitragem. Nunca o adversário foi melhor, é uma norma.  Mas quando o adversário nem sacaneia, quando você sai do jogo e nem argumenta, é porque a coisa ultrapassou limites.

Eu sou saopaulino. E durante o jogo os meus amigos palmeirenses não estavam me sacaneando, mas sim me consolando.  É o cumulo da humilhação.

Me odeiem, porra! Pisem em cima. Sou eu! Lembra? O cara do tri mundial.  Não fica com pena, não! Eu não mereço.

Ou mereço?

São pelo menos 12 anos sem jogar um bom futebol, 10 sem títulos, sendo que o conquistado não teve segundo tempo. Ao longo desse tempo o futebol do SPFC só piora, a superioridade do Palmeiras só aumenta.

O que houve hoje no Allianz foi a confirmação de uma nova era.

O São Paulo que era forte. O Palmeiras que era mais fraco. O Morumbi que era o melhor estádio. O soberano que era modelo.

Já era.

O São Paulo não se reconhece mais. E o Palmeiras há tempos não se via tão parecido com o que de fato é.

abs,
RicaPerrone