Arquivo da categoria: 2×2

Fake News no Bambonera

Leia o post original por Rica Perrone

É tudo mentira. Os dois finalistas chegaram lá sabemos como, domingo não é dia de Libertadores e final de torcida única não é final. Ok, “a maior final de todos os tempos”  de um torneio continental é um clássico regional. Não, não pode ser. A mais animalesca, sem dúvida. A maior, jamais. E tão estranha…

Brasileirão 2018 – Vitória 2×2 Flamengo

Leia o post original por Rica Perrone

Se no jogo de abertura o erro do arbitro não mexeu no placar do jogo, o segundo jogo foi completamente contaminado pela péssima arbitragem do senhor Wagner Reway.

O Flamengo faz 1×0 com 16 segundos. Com 10 minutos ele marca um pênalti inexistente e expulsa o Everton Ribeiro. Qualquer  bobagem que fizessem no segundo tempo não compensaria a perda do Flamengo.

Atuar 80 minutos com um a menos e tendo um gol sofrido ilegal é uma das maiores perdas possíveis num erro de arbitragem. E pior. Ele volta do intervalo provavelmente sabendo da merda que fez e tem a chance de corrigir uma parte num pênalti não marcado. Também não fez. Piorou seu erro.

Pra ser ainda pior a lambança, o gol do Flamengo (o segundo) estava impedido. Mas aí o erro é do bandeira. O Wagner Reway não teve a honra de fazer todas as cagadas do jogo sozinho.

Enfim. Dificil avaliar a proposta inicial de um time que com 10 minutos perde um jogador expulso e precisa mudar tudo que foi treinado. Entrou Arão, saiu Dourado. Desfigurou.

Mas ainda que com um a menos o Flamengo foi compacto, não deu ao Vitória qualquer momento de pressão no jogo e trancou bem a partida para não perder.

O resultado não é ruim. Lá é sempre difícil vencer, mas se torna ruim na medida que o Flamengo percebe que poderia ter vencido o jogo talvez até com facilidade não fosse o erro do árbitro. Erro, aliás, que é sequencial. O primeiro erro praticamente obriga o segundo. É uma coisa só.

Ainda não conhecemos o Flamengo do Barbieri. Mas eu desconfio que ele é melhor do que o anterior e também do que algum medalhão tipo Levir, Dorival ou outro “mais do mesmo” faria.

#DeixaEleTrabalhar

Percentual de posse de bola individual

Percentual de passes certos individual

abs,
RicaPerrone

Não se perde o que não é seu

Leia o post original por Rica Perrone

Eu não sei quanto tempo o Flamengo vai demorar pra ganhar uma Libertadores de novo. Sei que não acontecerá enquanto o clube entender que vai a campo para evitar vexame e não para conquista-la.

Toda vez que o Flamengo joga uma partida de Libertadores ele tem mais medo de fazer merda do que de acertar. É uma síndrome que o Corinthians levou décadas pra superar, e só com um time cascudo conseguiu.

O Flamengo não briga para conquistar a Libertadores. Ele tenta evitar sair dela. Não há qualquer possibilidade de um campeão surgir dessa forma.  O medo e a vontade podem andar juntos mas a segunda tem que ser maior sempre. E não é o caso.

Com 2×1 o Flamengo jogava como quem pedisse a Deus para que não tomasse o empate. Tomou. Óbvio.  Vai tomar sempre que pedir a Deus pra não acontecer, porque se Deus existir e gostar de futebol é fato que na Libertadores ele não interfere.

Esse campeonato se ganha desafiando, não sendo desafiado. Não é “por uma boa campanha”, é pela glória suprema de levantar a América. É pra ganhar sorrindo, dividir de cara feia e entender que a derrota é rotina. Não vai mudar nada se perder mais uma vez.

95% das vezes que um time joga a Libertadores ele “perde”. Seja ele qual for. Então porque diabos justo o Flamengo, que nem tem um histórico favorável no torneio, entre todo ano morrendo de medo de fazer outro vexame?

Não te falta jogador, torcida, camisa, nada. Te falta raiva. Te falta levar pro continente o prazer que tens de ser arrogante na sua cidade.

O Flamengo não é Flamengo quando joga Libertadores. É um moleque assustado. E enquanto for assim, não vai ganhar.

Libertadores se conquista. Não se evita perder o que não é seu ainda.

abs,
RicaPerrone

Fora da Libertadores

Leia o post original por Rica Perrone

Há alguns meses sei que há uma dívida entre Botafogo e elenco.  Essa dívida não faz diferença se é salário, bicho, luva. O que é combinado entre as partes é devido. E se deve e não paga, vira dívida.

Toda dívida dá ao credor uma condição diferenciada.  Não há clube no mundo onde o elenco que tem algo a receber do time seja cobrado e tratado da mesma forma que quando em dia.  Clube, padaria, loja, tanto faz.  Quem deve, manda menos do que poderia.

Some o cansaço do ano, da temporada que começou antes do que todos os demais, a limitação absurda de elenco, a perda de peças e o descontrole sobre o elenco por dívidas, o Botafogo cairia de rendimento sem a menor dúvida.

Aconteceu. Foi por pouco, mas de fato dava pra ter se classificado. Como historicamente acontece, ficou fora da Libertadores e tratar isso como um absurdo é tipo o flamenguista revoltado com a má campanha na Libertadores. Acontece todo ano, e cobram como se fosse comum o contrário.

Não é comum o Botafogo ir a Libertadores. Então não façam cara de espanto quando ele não for.

A tristeza é aceitável. A raiva de ter visto nas mãos e perdido, idem. Mas a queda do time é absolutamente compreensível e dá pra listar fatores. O time do Botafogo que entrou em campo hoje é rebaixável no papel.  Não um time de alto desempenho.

Acostumar-se com o limite gera decepção. E o Botafogo que você se apaixonou jogou 8 meses no limite. Uma hora não resistiu.

Ano que vem tem tudo de novo. E nenhum desses 11 é culpado por 22 anos sem o título que vocês esperam.  Cobre da sorte, das diretorias passadas, mas não bata no filho de um assassino achando que isso é justiça contra o crime do pai.

Foi um ano que terminou mal, mas que você nunca mais vai esquecer tudo que viveu nele.

abs,
RicaPerrone

O combustível

Leia o post original por Rica Perrone

Se imagine ator. Você entra no teatro e tem 40% de lotação.  Você fará seu trabalho, é claro, mas não fará o seu melhor. Simplesmente porque a primeira reação que você teve ao pisar no seu local de trabalho foi de frustração.

Aquele público te diminui. Te diz que você não é esse sucesso todo e inconscientemente você produz menos do que poderia.

Quem me explicou isso uma vez foi um amigo ator. E logo levei ao futebol. Quando perguntei, na mesma mesa, para um jogador e um treinador, ambos concordaram que era “exatamente isso” também no futebol.

Um estádio vazio é a garantia de um jogo menor. Toda vez que há um estádio cheio, o jogo tende a melhorar pelo simples fato de haver platéia.  Jogador de futebol vive de vaias e aplausos, e todo jogo que gere interesse é também de maior intensidade.

No Pacaembu, ontem, o ex-morno São Paulo empatou um jogo que deveria vencer. Mas pelas circunstancias, esteve perto de perde-lo.

Não fosse o estádio cheio, o ambiente de grandeza a sua volta, fatalmente o 2×0 viraria vaias, “olés”, melancolia e explicações no final.  Um jogo de futebol tem todo seu sentido na arquibancada. É pra eles que jogam, é pra lá que correm no gol, é pra lá que se viram pra pedir silêncio.

Um jogo sem torcida perde mais do que uma torcida sem um grande jogo.

abs,
RicaPerrone

Não adianta homeopatizar a queda

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Todo saopaulino que encontro puxa o mesmo assunto: o possível rebaixamento. Diante de um rival bancamos firmes e valentes que “nem fudendo”. Entre nós, como toda torcida, a conversa é outra. Saopaulino é o cara que menos quer cair no mundo. Ele passou a vida jurando que “ele não”. E quando alguém sugeria a idéia …

Não adianta homeopatizar a queda

Leia o post original por Rica Perrone

Todo saopaulino que encontro puxa o mesmo assunto: o possível rebaixamento. Diante de um rival bancamos firmes e valentes que “nem fudendo”. Entre nós, como toda torcida, a conversa é outra. Saopaulino é o cara que menos quer cair no mundo. Ele passou a vida jurando que “ele não”. E quando alguém sugeria a idéia …

Reconhecimento e megalomania

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O Flamengo é movido a sua grandeza e especialmente ao seu complexo de grandeza.  Dali de onde nada se espera, eles sempre esperam tudo. E de onde muito se espera, sai nada. O time de 2016 começou o campeonato taxado pelos mesmos torcedores que hoje lamentam a “perda” do título como fraco. Se tornou razoável, …