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Quando ser normal surpreende

Leia o post original por Rica Perrone

Óbvio que entendo a reação desesperada do vascaíno ao ver seu time ser goleado em casa e eliminado. Mas entendo também que as deliciosas histórias do futebol nem sempre terminam antes de a gente acordar.

O Vascaíno viveu um sonho com diversos indícios de que era sonho. Mas ainda assim, ninguém se recusa a sonhar. E se um dia se recusar, desistiu do futebol.

O cruzeirense vivia um pesadelo. Ver o time montado pra disputar título arriscado a sair na primeira fase era surreal. Tanto quanto o Vasco passar pra fase de grupos e ainda eventualmente eliminar Cruzeiro e Racing com esse elenco que tem.

Nunca será normal o Vasco tomar 4 em casa. Mas o Vasco remendado pós Eurico, com uma eleição que considero altamente duvidosa no aspecto moral e o caos estabelecido no clube dias antes da Libertadores começar, não há camisa que faça esse milagre.

O Cruzeiro desencantou no mesmo momento que o Vasco caiu na real. O choque de realidade não poderia ser mais didático e claro do que um confronto em São Januário com essa goleada. E não porque o volume de jogo do Cruzeiro tenha sido bizarro, mas porque a diferença técnica entre o ataque do Cruzeiro e a zaga do Vasco é quase um bullyng.

O Cruzeiro entrou em 2018 pra disputar título. O Vasco pra fazer milagre.

Não pode ser surpreendente agora que os mineiros tenham acordado e começado a jogar o que deles se espera e o Vasco tenha encerrado a fase mágica onde a vontade supera todos os problemas do clube.

Surpreendentemente, a lógica apareceu.

abs,
RicaPerrone

O desbunde continua

Leia o post original por Rica Perrone

Se eu fosse presidente do Grêmio hoje jogaria na mega sena em nome do clube toda semana. A possibilidade de ganhar é enorme, porque não há nada que um gremista queira há mais de 1 ano que não seja real.

O desbunde continua. O roteiro pre determinado pelo tricolor para atropelar o rival na hora da decisão e ganhar o campeonato que ele sequer disputou está pronto. É fato. O Grêmio será campeão.

Tudo deu certo. Aliás, tudo dá certo desde a Copa do Brasil de 2016.  Eu sei que você pensou em Real Madrid e eu lhes digo que diante dos recentes jogos de brasileiros contra um dos 5 poderosos da Europa, 1×0 foi bem digno e anular o Cristiano foi bem divertido, inclusive.

Mas voltemos ao futebol que nos interessa, o nosso.

O Jael está dando passes de Arílson. O Everton virou Pedro Rocha só que já na época que ele finalizava. E o Ramiro resolveu chutar de longe e acertar.

Senhores, o Grêmio conseguiu ser campeão gaúcho goleando na final sem boa participação do Luan, o craque do time.

Ah mas expulsaram o Éder. Primeiro que mereceu. Segundo que o Eder é um dos piores jogadores que já vi jogar na vida. Não supervalorizem.

O Brasil fez tudo que podia, inclusive faltas para anular o Grêmio. Conseguiu. Mas as faltas tem limites, e quando estourou o limite…. acabou o milagre.

O pior é que o grupo da Libertadores é fácil, a Copa do Brasil só mais na frente, o Brasileirão é por pontos corridos e isso significa que pode pensar na Copa, Tricolor. Até agosto tu não pára de sorrir de jeito nenhum.

abs,
RicaPerrone

Até filme de terror tem final feliz

Leia o post original por Rica Perrone

Era impossível. Mas aconteceu. E como em diversas vezes na história do futebol o inacreditável nos fez relembrar porque amamos tanto esse negócio.

O Vasco fez tudo pra ter uma das piores noites da sua vida. E por 90 minutos até teve. Era um misto de impotência com constrangimento, levando o pequeno Jorge a um patamar de Vasco e vice-versa.

Quando vieram os pênaltis a tendência era piorar. Times brasileiros tem dificuldade em bater no gol na altitude. Ela sobe demais. E não é que o Vasco conseguiu impedir uma história fabulosa que sua própria incompetência havia rascunhado?

São Martin.

É óbvio que há nisso um mérito absurdo nos bolivianos. Mas é impossível não notar a partida sonolenta, ridícula e os gols quase de pelada que o Vasco sofreu.

Era pra ser uma noite histórica. Mas até nisso a bola tem seus preferidos.

O Vasco consegue sair quase herói de um fiasco. E se obviamente preocupa o que foi apresentado, empolga a caminhada até aqui. Dos 4 jogos, fez 3 viraram baile. Um virou história.

Mas história dele, não do Jorge.

abs,
RicaPerrone

Acadêmicos do Vasco da Gama

Leia o post original por Rica Perrone

Ja é quinta-feira.  Chove no Rio de Janeiro como há tempos não chovia. Falta luz, o transito está um caos, há indícios de alagamento e até em show já deu merda.

Há dois lugares na cidade em que não falta luz, não alaga, não há qualquer preocupação e essa “garoa” é só pra refrescar: Nilópolis e São Januário.

A primeira comemora mais um título. O segundo comemora ainda sem saber se já pode. Mas pode. É claro que pode.  Deve.

O Vasco encontrou sem Nenê uma forma de jogar coletiva, que não obriga a equipe a ir numa direção.  Se com saudades do ídolo ou não, outros 500. Mas é fato que o time ficou mais leve.

Fez 10 gols em 3 jogos, não sofreu nenhum.  Está com os pés na fase de grupos, aterrorizando a noite daqueles que juravam que seria um fiasco.

Zé, o “culpado” de lá, pouco pede holofotes. Mas merecia. Seu time sabe exatamente até onde pode ir, como e joga perto do limite.

Não dá pra dar show. Mas dá pra entender que o coletivo é a única salvação deste Vasco. E através dele o time se encontrou, destroçou os dois adversários e segue firme na Libertadores que pra muitos era tombo certeiro.

A luz voltou. A chuva diminuiu.  Não há nada alagado e só não vai abrir o sol porque não tem como.

Avisa lá que altitude é distância do nível do mar. Grandeza é a distância que separa o Vasco do tal do Jorge.

abs,
RicaPerrone

Você não vai se livrar dele

Leia o post original por Rica Perrone

No dia da eleição do Vasco devo ter ouvido uns 20 amigos dizendo que “chega!”.  Já havia sofrido demais, não aguentava mais isso e que não perderia mais tempo com o Vasco por um bom tempo.

Eu entendi. A dor de ver o Eurico vencer uma eleição é consideravelmente forte pra quem ama o clube. Mas também entendi o prazo. E ele seria determinado pelo primeiro momento digno de Vasco do clube.

“Ah mas o adversário é fraco!”.  E você faz o que contra adversários fracos?

Joga bem e goleia.

O Vasco jogou o que ninguém esperava, venceu com enorme facilidade e passou de fase na Libertadores.

Mais do que obrigação? Não. Ninguém tem obrigação de nada numa Libertadores. E os que acham que tem são normalmente os que raramente chegam.  Exatamente por não compreende-la.

Não é exatamente pela vitória. Mas pela conduta. O Vasco entrou em campo como time grande que é, se postou como Vasco o tempo todo e não pediu licença.  Arrebentou o Concepcion em sua propria casa sem a menor piedade.

Vai brigar por título? Provavel que não.  É parâmetro? Não.

Então porque a euforia?

Porque o Vasco foi dormir pequeno na noite da eleição, e não é.  Vai dormir enorme hoje, e é.

Mas a maior vitória desta noite não aconteceu no Chile. Aconteceu na casa de cada vascaíno que, desiludido, puto, previamente disposto a nem se importar com uma eventual derrota, se viu novamente sorrindo em frente a tv, batendo no escudo no peito e “ganhando tempo” com seu clube de coração.

Perda de tempo é achar que um dia você pode se livrar dele. Aceita. Tu vai morrer vascaíno, seja qual for o presidente.

abs,
RicaPerrone

O reencontro

Leia o post original por Rica Perrone

O Maracanã está para o Flamengo como qualquer estádio particular está para seu dono no mundo todo. A idéia de um estádio de todos é bastante contestável toda vez que o Flamengo entra em campo. Diria que se os dois pudessem falar, implorariam aos dirigentes para jamais sequer sugerirem a idéia de um outro estádio. …