Arquivo da categoria: 5×0

Representados

Leia o post original por Rica Perrone

Nós não queremos só a vitória. Não queremos ter que ir na rede social fingir que não nos importamos. Nem mesmo fazer o ridículo papel de torcer contra. Queremos ser representados. É simples. O que nos representa? Vitórias? Não só isso. Irreverência, alegria, ousadia. Não somos burocráticos com a bola, não somos a zebra nunca,…

O melhor Grêmio que eu vi

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Estou há um tempo querendo fazer essa afirmação, mas ela é muito perigosa. Hoje, sem que eu tocasse no tema, um amigo (Marcelo) me disse isso quando me encontrou. Ele é gremista, tem minha idade, talvez considere o time de 83 mais do que eu que vi bem menos do que gostaria.

Talvez ele tenha em mente apenas o de 1995 pra competir com esse. Eu vi muito o de 1995, de lá pra cá obviamente vi todos. E o de 83 muito mais por video tape de jogos importantes do que por dia a dia. Fato é que tenho no meu inconsciente que o Grêmio é um time que joga duro. Não bonito.

Nunca esperei futebol bailarino desse clube. Toda vez que enfrentava o Tricolor gaúcho era na base do “eles são casca grossa”, não um time de futebol envolvente e encantador.

Esse causa até incômodo.  Como que eles podem jogar tão bem sem ter comprado estrelas e os outros clubes vivem gastando tubos pra não jogar nada ou viver em função de uma bola parada?

Ver o jogo das 21h quando o Grêmio joga as 19 é bastante difícil pra quem adora futebol bem jogado. Raríssimos os times que apresentam algo sequer parecido.

Hoje, não pelos 5×0, mas pela certeza de que é uma nova característica deste time e não uma fase que caiu no colo, eu consigo dizer:  é o melhor Grêmio que eu vi jogar.

E talvez esse time não fosse capaz de vencer o de 1995. Mas ele joga melhor.  E não me refiro a “mais bonito”. É melhor de controle, posse, coletivo, tático, defesa que não sofre sustos. É muito bom ver jogar.

Daqui 40 anos vocês falarão desse Grêmio como falamos hoje dos épicos times da década de 70. Com saudades, orgulho de ter visto e vontade de rever.

Aproveitem. Estamos vendo a história ser escrita em letras garrafais.

abs,
RicaPerrone

“Bad” boys

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O futebol é um universo paralelo onde quem manda somos nós, seus devotos. O mundo clama por gente chata, padrão, muda, que não erra. Nós, no futebol, somos o único mundo possível de não nos rendermos. Aqui ainda podemos rejeitar a idéia de que um drible bem dado é humilhação, mesmo com 5×0 no placar. Podemos …

Baile

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Reunião festiva cuja finalidade principal é a dança. Movimentação de pessoas com objetivo comum.  Em português claro e atual, “O Grenal deste domingo”. Poucas vezes um Grenal tem outra conotação que não uma “guerra”. É quase sempre no aperto, no detalhe, na bola dividida até o fim. Pois hoje o Grêmio jogou 25 minutos bastante […]

O bom fundo do poço

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Gostei.  Longe de torcer contra o Vasco, fiquei até que satisfeito com a goleada sofrida neste sábado pro Avaí.

Tá maluco, Rica?

Não. Tô não. Eu não suporto a idéia de empurrar um problema com a barriga, embora como todo ser humano também faça isso sempre. Mas um clube, diante de milhões de torcedores aflitos vendo que não é necessário o vexame, acho pouco aceitável.

O time do Vasco é bom. Tanto é que a a paulada da torcida não é desesperada pedindo reforço, mas sim no treinador.  Você não tem em qualquer time do Brasil Martin Silva, Rodrigo, Guinazu, Fabricio, Kleber, Maxi, Douglas, Thalles e Kleber. São jogadores que atuariam em diversos times da série A titulares.

A soma de todos eles talvez não tenha dado liga ou talvez seja só o Adílson. Mas não me diga que esse time não é capaz de deitar e rolar numa série B e nem de golear o ABC em casa.

Falta ao Vasco o fundo do poço. E quando nele, é hora de escolher se você recomeça ou se volta alguns passos pra tentar de novo na mesma direção.

Eurico é a mesma direção.  E eu torço pra que o Vasco faça bom uso dessa paulada de estar na Série B tomando de 5 em casa. Como espero que o 7×1 da Alemanha tenha sido um ponto de partida, não o “fim”.

O Vasco que empurrava com a barriga o ano de 2014 agora vai ter que pegar no tranco. Não há mais ambiente pra alternar o aceitável e o ruim.  Chegou no insustentável. E com ele, as mudanças.

O Vasco sobe.  Com Adílson, Lazaroni, Roth ou o padeiro da esquina. Ele sobe.

O problema é que “subir” é um detalhe muito irrelevante perto dos motivos pelo qual ele chegou onde está.  E se for preciso tomar de 5 pra que as coisas mudem de fato, que seja.

É o primeiro resultado do Vasco em 2014 que não terá sido em vão. E isso me causa mais otimismo do que o “vamo que vamo” que tem sido.

abs,
RicaPerrone

A resposta

Leia o post original por RicaPerrone

Eu conheço gente de todas as organizadas que você possa imaginar. Todos eles sabem que acho que a idéia deu errado e que as organizadas, hoje, fazem mal pro futebol, pros clubes e pra torcida.

Nesta semana Fred reclamou de algumas atitudes comuns de torcida organizada e gerou uma grande parte de torcedores a seu favor, outra repetindo feito papagaio aquele bla bla bla de “quando vai jogar em Manaus quem vai é a Organizada….”, etc, etc, etc.

Papo de 20 anos atrás. Hoje não cola mais. Todo mundo sabe que rola ingresso, ajuda, revenda de ingressos para sustentar a torcida, entre outros. Mas a partir do momento que você cria o Sócio Torcedor, as coisas PRECISAM mudar.

Ninguém tinha dúvidas que o Tricolor atropelaria o Horizonte hoje. A grande dúvida era o que aconteceria em caso de gol do Fred. E acho que a resposta foi dada numa naturalidade quase assustadora.

Quase todo mundo no estádio ficou do lado do jogador, entendendo que a organizada não os representa e não tem direitos como o de ir num vestiário cheia de razão. E não falo dessa ou daquela, são todas absolutamente iguais no que diz respeito a se considerarem “mais torcedores” que os outros.

E não são.

O interessante nisso tudo é que parecem surdos. Todos os lados estão dizendo pras organizadas que não concordam com o que elas tem feito. E o que elas fazem? Batem no peito e brigam com o mundo defendendo uma causa perdida.

Havia uma chance de recuperar a credibilidade perdida a socos, tiros e pontapés nos últimos anos talvez buscando uma nova cara.  Mas a partir do momento que clube, jogador, torcida e mídia te viram as costas, algo está errado.

Se a semana foi pra levantar uma questão importante, a resposta foi dada de forma muito clara.

“Não, não pode fazer o que bem entender como donos do clube!”.

Vaiar pode. E Fred até merece ser vaiado pelo que tem jogado. Mas só isso. Qualquer passo além deste é um abuso. E se alguém tem o direito de se sentir “mais representante” de uma torcida de futebol é aquela que paga pro clube, não pra terceiros.

O Fred te pegou. Você duvidou, eles responderam.

Quer que desenhe?

Paz. É só futebol.

abs,
RicaPerrone

“2×0 é perigoso”

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Quando favoritos, perdemos.  Quando desacreditados, voltamos campeões.

Se é que alguma vez na história a seleção brasileira foi a algum campeonato desacreditada, diga-se. Talvez por nós, azedos, vira-latas. Jamais pelo resto do mundo.

Era pra dar tudo errado. Do técnico anterior aos problemas com os medalhões. Da Copa em casa a crise com a torcida.  Até mesmo a maldita mania da mídia sem direitos de transmissão de atrelar a CBF e seus dirigentes ao time do Brasil.

E nada funcionou.

A seleção está pronta. Voando, ganhando, convencendo, jogando bem e em paz.

Favorita, e muito.

Vai em grande fase. Fazendo tudo direitinho, sem abrir espaço para grandes contestações. E então, companheiro natural e inseparável de um bom brasileiro, surge o pessimismo.

“Quando tudo vai bem…. não dá certo”.

São os mesmos que adoram dizer que 2×0 é um resultado perigoso.

Os de sempre.

Os azedos, os resultados, a favorita e, talvez, o final feliz.

Perigoso é jogar contra o Brasil.  E 2×0 é sim um resultado complicado, mas sempre pra quem está perdendo.  Não o contrário.

abs,
RicaPerrone