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“A Lusa não vai morrer porque o nosso amor não vai morrer”, diz Paulo Batista

Leia o post original por Luiz Nascimento

O primeiro dos 10 extras do documentário ‘O Fado da Bola’ foi lançado nesta segunda-feira (19). Os vídeos serão divulgados semanalmente. Já assistiu ao curta-metragem? Compartilhe com os amigos! Ainda não viu? Então confira na íntegra agora mesmo! Está no YouTube: http://youtu.be/Q_gupococwg

Os “cardeais” no mundo do “faz de conta”

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Rebaixada à Série C, eliminada na primeira fase da Copa São Paulo, sem patrocinadores, em dívida com jogadores, com bens penhorados por ações judiciais de ex-atletas, com a cota do Paulistão bloqueada para pagamento dos funcionários, com o clube social completamente largado e com reforços sem assinar contrato às portas da nova temporada. Que a Lusa vive o pior momento da história não há dúvidas.

Parte da diretoria do clube tenta selar parcerias, seja em forma de patrocínio ou para investir e gerir o futebol. Outra parte está dividida, inconformada com a omissão e a inércia do presidente Ilídio Lico. O mandatário não demonstra preocupação, não assume responsabilidades, não toma decisões e resolveu não dar as caras à mídia. Alguns torcedores que tentaram reuniões recentes deram com a cara na porta.

Protesto  de Torcedores da Portuguesa x STJD

Aproveitando o caos instalado nas alamedas do Canindé, os chamados “cardeais” da Lusa começaram um movimento. Formaram o que chamam de “junta governativa”. Dizem discordar da forma com que Ilídio Lico administra o clube, pedem o impeachment dele e querem assumir departamentos-chave com a promessa de injetar dinheiro. Os nomes que formam o grupo, porém, criam enorme desconfiança.

Todos tiveram livre trânsito durante as três gestões sucessivas do ex-presidente Manuel da Lupa. Passaram, quase sem exceção, pelo comando de diversos departamentos do clube. Foram – e são – grandes responsáveis por deixar a Rubro-Verde na situação de quase falência – moral e financeira – em que se encontra. Alguns injetaram dinheiro no passado e outros têm pendências jurídicas envolvendo a instituição.

A postura do presidente Ilídio Lico sempre despertou incômodo entre os torcedores. Nunca houve pulso firme, nunca se viu um dirigente que dá a cara a tapa, que dispara socos na mesa para defender o clube. Por outro lado, sempre foi notório que essa é uma característica dele. O problema é que essa apatia sem limites começou a pesar contra ele próprio. Os lusitanos começaram a colocar em dúvida os reais motivos para que Ilídio Lico seja uma figura tão apagada no clube.

Que a salvação da Portuguesa está – muito – longe de ser o atual presidente todos os torcedores sabem. No entanto, os lusos têm ainda mais certeza de que jamais podem colocar a mão no fogo pelos “cardeais” que agora prometem salvar o clube. Mesmo porque foram os grandes responsáveis pelos nove anos de gestão Manuel da Lupa e pela deterioração esportiva, social, financeira, política e moral do clube.

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Se existe solução, ela está na arquibancada. Somente os torcedores, aqueles que realmente amam o clube, podem salvá-lo. Sem qualquer relação, ligação ou aliança com os velhos nomes que destruíram a Portuguesa nos últimos anos. Por quê os tais “cardeais”, que se dizem salvadores, não salvaram o clube antes? Por quê desejam primeiro o poder para depois investir no clube?

Os poucos honestos que investiam na Portuguesa estão distantes do clube. Quantos empresários que por anos patrocinaram a camisa rubro-verde não querem sequer pisar no Canindé? Quantos ex-parceiros não querem sequer lembrar que um dia ajudaram o clube? Quantas ações esses investidores movem contra o clube por malfeitos da diretoria? Todos sabem que, com “situação” ou “oposição”, tudo é obscuro.

Em meio ao calvário vivido pela Portuguesa, os tais “cardeais” disputam a tapa um lugar no velório do clube. Os torcedores, que conhecem bem os “arautos da vaidade”, sabem que cada um deles tem uma responsabilidade enorme na decadência da Lusa. Seja da situação ou da oposição. Ou melhor, do esgoto político que virou o Canindé. A salvação tem nome: renovação. E essa palavra exclui “junta”, Lupa e Lico.

Justiça destina cota da Lusa no Paulistão para o pagamento dos funcionários

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A Justiça do Trabalho determinou nesta quinta-feira (15) a penhora da cota destinada à Portuguesa para a disputa do Campeonato Paulista de 2015 para o pagamento dos salários atrasados dos funcionários do clube. Em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho, ficou definido que a verba de R$ 1,9 mi será utilizada para quitar os débitos referentes a novembro, dezembro e 13° salário do ano passado, além dos compromissos de janeiro e fevereiro de 2015. Com a decisão, os funcionários concordaram em retornar aos trabalhos nesta sexta-feira (15). Eles estavam em greve desde o final do ano passado.

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“Esse dinheiro da Federação Paulista de Futebol já estava bloqueado pela Justiça em uma ação trabalhista movida por um ex-atleta do clube [o volante Marcus Vinicius, representado pela advogada Gislaine Nunes]. Os juízes entenderam que o interesse coletivo, dos funcionários, se sobrepõe ao individual, do atleta. Com isso, determinaram que qualquer ação movida por jogadores terá como objeto de penhora o terreno do Canindé”, explicou o presidente do Sindicato dos Empregados em Clubes Esportivos, Wagner Cariato.

O acordo foi intermediado pelo Ministério Público do Trabalho. A Federação Paulista de Futebol será intimada a depositar o montante em uma conta determinada, podendo sofrer punições da Justiça caso transfira o dinheiro à Lusa ou a representantes do clube. O presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, concordou em não exigir qualquer tipo de compensação pelos dias de paralisação.

Matando um clube pela raiz

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O pontapé inicial da Portuguesa na temporada 2015 aconteceu em Atibaia, no interior de São Paulo, pela disputa da 46ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O clube foi eliminado ainda na fase de grupos pelo segundo ano consecutivo. A Lusa somou apenas quatro pontos após empatar com os donos da casa (1×1), perder para o Vitória-BA (2×1) e vencer o Porto-PE (1×0).

O resultado representa a quinta eliminação da Rubro-Verde na primeira fase do torneio desde que conquistou o título pela última vez, em 2002. De lá para cá, os torcedores lusos acompanharam 12 edições do campeonato. Além das cinco eliminações citadas, houve mais cinco na segunda fase, uma na terceira e outra ida às quartas de final – quando perdeu para o Palmeiras em 2010.

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Nas categorias de base, conquistas e títulos não são o mais importante. Um trabalho técnico de tático sério de descoberta, formação e revelação de jogadores é muito mais crucial. No entanto, a Portuguesa tem pecado em todos os aspectos neste período. Os números não mentem e não podem ser ignorados. A falência das categorias de base da Lusa retrata fielmente a decadência do clube na última década.

É possível contar nos dedos as pratas-da-casa que se destacaram vestindo a camisa lusitana na equipe profissional nos últimos 10 anos. Mais raras ainda foram as vezes em que se recorreu à base com resultados positivos. A culpa é dos atletas? De forma alguma. Responsabilizar e queimar jovens jogadores é ingênuo e desvia o foco para a gestão estritamente amadora – no pior significado do termo – desse trabalho.

Os poucos treinadores do time principal que tentaram profissionalizar a base da Portuguesa não tiveram sucesso. Falar em mudanças na direção ou em terceirização sempre foi visto como um crime. Muitos ex-jogadores – ídolos do clube – tiveram os portões do CT batidos na cara ao tentar ajudar, sugerir ou apenas acompanhar os trabalhos. Quantas revelações dali foram para outros clubes sem a torcida conhecer?

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A atual diretoria, capitaneada pelo presidente Ilídio Lico, fechou uma parceria de financiamento das categorias de base com o Centro Profissionalizante de Ensino Educacional e Social. O dinheiro, porém, está sendo esperado mensalmente não para o setor, mas para arcar com dívidas do clube em outras áreas. Os jovens atletas continuam à míngua, com pouquíssima estrutura, saindo na primeira oportunidade e alguns até preferindo acertar contratos externos sem subir ao time “profissional”.

As categorias de base da Portuguesa são geridas tão mal quanto o time principal. Salvo raras exceções de dirigentes e abnegados, não se pode esperar muito resultado dali. Um clube como a Lusa deveria profissionalizar o setor não apenas por ser uma obrigação básica, mas porque é a única saída para um clube atolado em dívidas e rombos financeiros. Além disso, ao longo dos 94 anos de história, a Rubro-Verde só deu certo quando olhou com seriedade para as categorias de base.

Em vez de xingar os atletas eliminados ano após ano na Copa São Paulo, no Brasileiro Sub-20 e no estadual homônimo, é preciso cobrar os reais responsáveis pela agonia da base. Estão matando a Portuguesa pela raiz há tempos. E basta conversar com alguns jovens atletas para perceber a falência completa, tanto estrutural quanto econômica, do departamento. Dirão que só se critica e pouco se ajuda. Questiono: onde estão os retornos para as sugestões formais feitas pela torcida em 2014?

O documentário ‘O Fado da Bola’ está lançado e disponível aos lusitanos

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Péssimas campanhas ao longo dos últimos anos, um rebaixamento mal explicado nos tribunais e a primeira queda à terceira divisão em 94 anos de história. O documentário ‘O Fado da Bola’ aborda o sentimento dos torcedores da Portuguesa em meio a anos de desmandos e declínio no futebol brasileiro. A partir do depoimento de diferentes gerações de lusitanos, a obra independente do produtor multimídia Cristiano Fukuyama e do jornalista Luiz Nascimento retrata a revolta, a descrença, a esperança e o amor de uma sofrida, porém, apaixonada torcida.

O curta-metragem tem duração de 26 minutos e está disponível no site www.ofadodabola.com.br/. O projeto foi desenvolvido ao longo do segundo semestre de 2014, em meio à pior campanha da história do clube culminando na queda inédita à Série C do Campeonato Brasileiro.

Conhecido por ser um dos mais ilustres torcedores da Rubro-Verde, o maestro João Carlos Martins explica que não voltou mais ao estádio do Canindé “após o rebaixamento nos tribunais em 2013″. O ator Norival Rizzo engrossa o coro e diz que “a reaproximação do torcedor depende do esclarecimento do ‘caso Héverton’ e da punição aos responsáveis”. A obra ouviu 10 torcedores com histórias de vida intimamente ligadas à Lusa e com diferentes percepções da atual situação.

‘O Fado da Bola’ busca dar voz às reais vítimas da decadência de um dos mais tradicionais clubes do futebol brasileiro. Entre eles estão o jornalista Flavio Gomes, o comentarista esportivo Antonio Quintal, o coordenador do Museu Histórico da Lusa, Vital Vieira Curto, o músico Zero Freitas, além do cartunista Paulo Batista e do consultor de Marketing Rogério Salgado.

O documentário também retrata a tristeza de ex-jogadores do clube, como Badeco – capitão do time campeão paulista em 1973 – e Ivair, conhecido como “o Príncipe do futebol”.

Confira o documentário no site oficial: http://www.ofadodabola.com.br/

Assista ao teaser oficial de ‘O Fado da Bola’: http://bit.ly/1zBCDAB

Acompanhe novidades na página do Facebook: http://www.facebook.com/ofadodabola

Presente de Natal aos lusos! O teaser do documentário ‘O Fado da Bola’ está no ar!

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Péssimas campanhas ao longo dos últimos anos, um rebaixamento mal explicado nos tribunais e a primeira queda à terceira divisão em 94 anos de história. O documentário “O Fado da Bola” aborda o sentimento dos torcedores da Portuguesa em meio a anos de desmandos e declínio. A partir do depoimento de diferentes gerações de lusitanos, a obra retrata a revolta, a descrença, a esperança e o amor de uma sofrida, porém, apaixonada torcida. O filme completo será lançado no dia 5 de janeiro de 2015. Esse documentário é uma produção independente de Luiz Nascimento e Cristiano Fukuyama. Confira o site: http://www.ofadodabola.com.br/

 

COF aprova projeto de parceria para reformulação do terreno do Canindé

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Os membros do Conselho de Orientação e Fiscalização da Portuguesa aprovaram nesta quarta-feira (17) uma parceria para a reformulação do terreno do clube. O projeto segue agora para análise do Conselho Deliberativo. Representantes da Lusa e da empresa investidora têm uma reunião marcada com técnicos da Prefeitura de São Paulo na próxima semana para discutir a viabilidade das obras. O acordo depende dessas duas reuniões para ser assinado.

O presidente do clube, Ilídio Lico, e outros três diretores da Portuguesa se reuniram com o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, na semana passada. O encontrou foi intermediado pelo vereador do PSDB, Marco Aurélio Cunha. Um representante da empreiteira apresentou o projeto a Haddad, que demonstrou apoio à proposta e permitiu que as tratativas técnicas e jurídicas tenham início. Outro objetivo da reunião era tratar da compra de parte do terreno do clube.

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Isso porque uma grande parcela da área que compõe o clube não pertence à Portuguesa, mas sim à Prefeitura de São Paulo, e está atrelada a um comodato concedido pelo ex-prefeito Paulo Maluf na década de 1990. O projeto prevê que a construtora compre a parte pública do terreno e repasse à Lusa no futuro. Fernando Haddad aceitou negociar a área, sendo que o dinheiro será destinado ao Fundo Municipal de Habitação, para a construção de casas populares.

A parceria chegou a propor que, em vez de pagar pela área, fossem construídas habitações sociais pela empreiteira em outro terreno escolhido pela administração municipal. Haddad, porém, preferiu que a venda do terreno seja feita normalmente. Segundo interlocutores, o projeto agradou o prefeito porque vai de encontro com os projetos da Prefeitura de revitalização das margens do Rio Tietê – o Arco Tietê -, com um melhor aproveitamento dos terrenos administrados pela iniciativa privada.

O projeto

Alguns diretores e conselheiros da Portuguesa enxergam nesta parceria a única saída para a grave crise financeira enfrentada pelo clube. O nome da construtora é mantido em sigilo e será apresentado caso o projeto seja aprovado tanto pelo Conselho Deliberativo quanto pelos técnicos da Prefeitura de São Paulo. Os realizadores da parceria garantem que o acordo não implicaria na perda de patrimônio do clube, já que o terreno público seria agregado ao da Lusa.

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A proposta prevê uma reformulação dividida em sete módulos. Um deles é a construção de uma sede social verticalizada, ou seja, convertida em um só prédio administrativo – assim como ocorreu no Palmeiras. O estádio do Canindé seria derrubado e, no mesmo local, construído outro poliesportivo aos moldes internacionais e com capacidade para 20 mil pessoas. O restante do terreno abrigaria um hotel, um condomínio residencial, um centro de convenções, um estacionamento e um mol com centro gastronômico.

Os defensores da parceria afirmam que todo o terreno seria explorado comercialmente pela empresa investidora, mas o rendimento seria repassado à Portuguesa gradualmente. De início, o clube teria direito a 10% de todo o lucro proveniente do uso comercial do terreno. A parcela aumentaria a cada ano, até que em aproximadamente 20 anos tudo retornaria à Lusa. De acordo com os idealizadores do projeto, o primeiro passo seria a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para garantir que não haja risco de perdas ao clube.

Após negação de Ilídio Lico, Lusa assina com o técnico Ailton Silva

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Após o presidente do clube, Ilídio Lico, cometer uma gafe e dizer que ele era o “plano C” para a comissão técnica, a diretoria da Portuguesa acertou a contratação de Ailton Silva. Ele afirmou na terça-feira (16) que desejava um profissional “de mais nome”, no patamar de Gilson Kleina. Com um currículo recheado de equipes do interior e de times das categorias de base,  Ailton trabalhou com jovens no Palmeiras, no São Bento e no Santo André. Ele retorna ao Canindé após ter comandado o Sub-17 da Lusa em 2010. O técnico também teve passagens por Mogi Mirim e Ferroviária.

Ailton Silva ainda se reunirá com os diretores da Portuguesa para tratar de contratações. No entanto, a lista de atletas do atual elenco que podem permanecer no clube já está pronta. O objetivo é mesclar as jovens pratas da casa com contratações modestas, tendo à frente do elenco um profissional acostumado a disputar divisões inferiores e, inclusive, a própria Série C do Campeonato Brasileiro. Emerson Leão, um dos cobiçados pela Lusa, trabalhou ao lado de Ailton.

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O treinador de 48 anos não tem grandes conquistas no currículo, assim como nunca assumiu clubes de maior porte. Ainda jovem, teve atuações apagadas em times do interior de São Paulo. No São Caetano, por exemplo, desempenhou um trabalho razoável, mas sem conquistar o acesso. Na Ferroviária, rescindiu contrato após sucessivos maus desempenhos do time. Ailton Silva, porém, integra a galeria de treinadores para os quais é vantagem trabalhar na Portuguesa.

Na atual situação do clube, na qual uma Série A1 de Campeonato Paulista é a vitrine mais atraente, muitos nomes conhecidos que estão no mercado sequer cogitam desembarcar no Canindé. Mesmo que tivessem boa vontade, a grave crise financeira impediria o acerto de salários. E, ainda que assumisse o elenco, logo perceberia que entrou em uma barca furada guiada pelo amadorismo e pelo retrocesso. Os problemas lusos estão cada vez mais evidentes, afastando profissionais e parcerias.

Claro que, olhando o leque fácil apresentado por agências e empresários, surgirão inúmeros nomes que ainda não despontaram. Há também a opção de correr atrás de velhos amigos, conhecidos, gente que já passou pelo clube. O problema é: qual a garantia de que essa aposta em alguém desconhecido e pouco habituado a dirigir clubes como a Lusa vai dar certo? Já que se vai atirar no escuro, não seria melhor tentar lançar um ex-jogador como técnico do time?

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Ao menos haveria identificação com a Portuguesa e com a torcida. Inclusive, algo tão em falta nas alamedas do Canindé nos últimos anos. Após uma temporada na qual os jogadores e as comissões técnicas não demonstraram qualquer preocupação com o rebaixamento do clube, o comprometimento com a história da Lusa seria crucial. Afinal, falamos de um torneio em que as chances de cair para a A2 são enormes e de outro onde a possibilidade de subir não é, nem de longe, grande.

Sabedores dos problemas financeiros que perdurarão ao longo dos próximos meses, seria melhor apostar em alguém que conhece o clube e tem algo a perder – nem que seja a reputação no Canindé – caso o fracasso venha. Se fosse para trazer alguém com perfil para as atuais circunstâncias ou algum nome claramente novo de mente arejada, tudo bem. No entanto, essa aposta no simpático e barato, justificando pelo contexto de crise, não passa uma boa impressão para o futuro.

Se a escolha do treinador já foi motivada por esses aspectos, sem qualquer criatividade ou planejamento aprofundado, imaginem a formação do elenco. No Canindé, nada parece ser tão ruim a ponto de que não possa piorar. Os poucos lusitanos que ainda acompanharão a Lusa certamente torcerão para que Ailton Silva surpreenda e tenha sucesso. Afinal, não há nada contra o treinador. Mas, sim, contra a incompetência e a falta de visão que reina entre os “homens da carteirinha”.

Lico desmente contratação de Ailton Silva

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O presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, afirmou nesta terça-feira (16) que o treinador Ailton Silva é “o plano C” da diretoria para assumir a comissão técnica do clube. Procurado pela reportagem da Rádio Globo, o mandatário desmentiu a informação de que há um acerto com o profissional. Segundo ele, a Lusa aguarda a concretização de uma parceria de financiamento do futebol rubro-verde para conseguir contratar um treinador “de mais nome”. O técnico Ailton Silva, porém, disse na segunda-feira (15) que já havia assinado um contrato de dois anos com o clube e que estava dando início ao planejamento da próxima temporada.