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Fim de sonho. Agora, o SP se preocupa com o Corinthians

Leia o post original por Antero Greco

Dois nomes que a torcida são-paulina não vai esquecer tão facilmente: Borja e Polic. Por causa deles, o time tricolor não teve a mínima chance de bater o Atlético Nacional e sair de Medellín com a vaga para a finalíssima da Taça Libertadores.

Os colombianos venceram por 2 a 1 e provaram que são mesmo melhores que a equipe de Edgardo Bauza.

O atacante Borja é rápido, certeiro em suas finalizações e parece que gosta muito de fazer gols no São Paulo. Tanto que, em apenas duas partidas, marcou quatro vezes.

Já o árbitro chileno Patrício Polic, que é professor de Educação Física e técnico de handebol, ajudou a estragar a noite tricolor no estádio Atanasio Girardot. Ele não atendeu a reclamações de jogadores do São Paulo e não considerou pênalti de Bocanegra em Hudson, quando o jogo ainda estava no primeiro tempo e o placar era de 1 a 1. E deu pênalti de Carlinhos que originou o segundo gol.

Foi um primeiro tempo muito igual. Os dois times tiveram algumas chances, com seus dois atacantes goleadores: Calleri pelo São Paulo e Borja pelos colombianos.

O São Paulo voltou do intervalo com muita vontade, com Calleri partindo para todas as divididas e aos dez minutos o técnico Edgardo Bauza jogou a cartada definitiva ao colocar Alan Kardec no lugar de Hudson. Ele queria time ofensivo, mas o plano não funcionou. Quem teve as maiores chances foi o Atlético Nacional, com Borja exigindo grande defesa de Denis e Mejia perdendo gol certo, quando Bruno apareceu para salvar o segundo gol adversário.

A tensão estava alta em campo e aos 32 minutos, em um cruzamento da direita, a bola bateu no braço do lateral Carlinhos. Polic assinalou o pênalti. Borja, claro, cobrou e fez 2 a 1. Os jogadores tricolores ficaram ainda mais nervosos, reclamaram, aplaudiram ironicamente o juiz e no fim da confusão Wesley e Lugano estavam expulsos.

Agora, o Atlético Nacional vai decidir a Libertadores, enquanto o São Paulo volta para sua crise no Morumbi. E domingo tem clássico com o Corinthians.

São Paulo vence lanterna do Brasileiro

Leia o post original por Fernando Sampaio

spxameColoquei 3×0 no Bolão, antes da quarta-feira.

Depois do desastre na Libertadores, mudei para 0x0.

Pensei, coloquei 1×0, mudei, fui de 2×0.

Deu a lógica.

Colocar empate, mesmo com o time reserva, seria muito pessimismo.

O América-MG é fraco, não está na lanterna por acaso. Se eu fosse técnico do time, teria ido embora após o gol do Lyanco. Inacreditável, ficou todo mundo olhando. Isso não tira o mérito do Lyanco. Óbvio, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Imagine se fosse o Tricolor levando um gol daquele jeito. Você iria dar mérito para o zagueiro adversário ou crucificar seu time?

Lyanco tem muito potencial, subiu com Milton Cruz, foi escalado pela primeira vez pelo Osório contra o Atlético Paranaense. Se os cornetas e aspones não atrapalharem poderá ter futuro no clube. Caso contrário, vai sair e fazer sucesso fora do Morumbi.

Kardec estava precisando ganhar confiança.

A vitória mantém o São Paulo na briga pelo G-4.

 

 

São Paulo caiu na real, faltou elenco

Leia o post original por Fernando Sampaio

rib_8883Dia 20 de maio, quando a semi foi definida, postei: “Atlético Nacional é favorito na semifinal”.

Pesquise no Blog.

Os torcedores irracionais ficaram malucos.

Hoje, acho que mudaram de ideia.

Os colombianos haviam mostrado mais futebol até aquele momento. O time é forte, bem treinado, rápido, perigoso. Reinaldo Rueda é escola Osório. Defesa avançada, ataca a bola, passe com qualidade. O atual elenco do São Paulo nunca me convenceu. É mais fraco do que 2015. Bauza até fez um bom trabalho, montou um time competitivo, dentro do possível.

Semifinal foi além da expectativa.

Ganso, Kelvin e até Centurión fizeram muita falta. Justamente pela falta de elenco.  Sem Ganso o time perdeu a criação. Ficou sem a assistência. Kelvin estava numa boa fase. Wesley é fraco. Ytalo incógnita. O banco de reservas era de chorar. Coitado do Bauza. O Atlético Nacional marcou com facilidade no primeiro tempo. Só Calleri ou Michel Bastos poderiam levar algum perigo ao Armani. Depois, Kardec deu alguma esperança na bola aérea. Nada suficiente para uma boa vitória.

O jogo tinha tudo pra terminar 0x0 até que Maicon fez a sua lambança. O zagueiro jamais poderia ter empurrado a cabeça do Borja. Arriscou, dançou. Se fosse o Lucão… Sorte que o garoto já está na Europa. Mauro Vigliano foi bem na partida mas pisou na expulsão. Não era para vermelho, ainda mais num jogo pegado de Libertadores. Até aí tudo bem, mas Maicon teve muito mais culpa que o árbitro argentino.

Postei outro dia sobre a compra do Maicon.

Pesquise no Blog.

Continuo pensando da mesma forma. Pelo momento, a negociação envolveu muito mais paixão que razão. A falta de elenco também contou na transação. Por isso pagaram tão caro. Lugano está mais para treinador que jogador, Caio sozinho seria desastre. Zaga com Denis, Bruno e Mena não é fácil. Os garotos da base tem qualidade, mas precisam de amadurecimento.

Agora é cair na real e trabalhar para voltar à Libertadores.

No início do ano, olhando o elenco, eu dizia que não voltaria pelo G-4.

Continuo achando que não, embora torcendo para que sim.

Pena que torcida não adianta, bom mesmo é ter elenco forte e equilibrado.

 

 

 

Bauza vai dando cara (boa) ao SP

Leia o post original por Antero Greco

Quando o jogo começou no estádio Couto Pereira, muitas dúvidas passeavam pelo ar frio de Curitiba: o São Paulo de Edgardo Bauza, mesmo desfalcado, jogaria bola? E Alan Kardec? Marcaria um gol após 25 jogos de jejum? O artilheiro Kleber faria a festa da torcida do Coritiba mais uma vez? E Gilson Kleina seria ainda o técnico ao final da partida? Para completar: o jogo com esses ingredientes seria bom?

 Foi bom.

 O empate de 1 x 1 não encheu os olhos da torcida com técnica refinada ou grandes jogadas, mas teve emoção, disputa constante e muitas oportunidades de gol. Kleber e Alan Kardec não balançaram as redes, nem jogaram bem.

 Gilson Kleina, embora seu time tenha saído na frente do placar, vai continuar sofrendo a pressão da torcida e com certeza não vai resistir se o Coritiba perder do Grêmio no fim de semana.

 E Edgardo Bauza? Bem, este está com a bola toda.

 Claro que a torcida são-paulina está de olho nas semifinais da Taça Libertadores, que começam em julho. Acontece que torcedor nenhum quer ver seu time perdendo pontos no começo do Campeonato Brasileiro para depois correr feito doido para fugir do rebaixamento.

 Mas com sabedoria, ele poupa um jogador, descansa outro, recupera outro, dá moral a atletas que estão em má fase e arma a equipe de acordo com o adversário. O São Paulo não se acovardou contra o Coritiba, exigiu muitas defesas do goleiro Wilson e só mostrou mesmo falhas na sua zaga, onde Lucão deu algumas vaciladas comprometedoras.

 Com inteligência, quando sofreu o gol de Alan Santos, mexeu rapidamente na equipe: trocou Auro por Rogério e recuou Wesley para lateral. E foi Rogério quem recebeu na entrada da área, limpou o lance e bateu forte, surpreendendo o goleiro que nada pode fazer dessa vez.

 No fim de semana, vamos ver como Bauza armará o seu time para pegar o Palmeiras. Vale a pena prestar atenção nesse técnico, que sabe muito de futebol.

(Com participação de Roberto Salim.)

Clássico mostra Santos mais definido que SP

Leia o post original por Antero Greco

O clássico que Santos e São Paulo disputaram no início da noite deste domingo foi sem graça. Ou seja, cumpriu o que se previa. Com um punhado de desfalques para cada lado, dificilmente o jogo entraria para a antologia da rivalidade das duas equipes. O 1 a 1 ficou de bom tamanho.

Nem por isso foi inútil. A partida na Vila mostrou que duas equipes com estágios de preparação diferentes. O Santos de Dorival Júnior é coeso, tem um plano de jogo, uma estratégia. Tem cara. Evidentemente, a ausência de Lucas Lima e de Ricardo Oliveira, para ficar nos nomes mais ilustre, pesa. Ambos são responsáveis por grande parte dos gols. Mesmo assim, nota-se que o treinador tem uma roteiro planejado para a equipe e que, à maneira de Tite no Corinthians, faz os reservas se encaixarem na proposta tática.

O São Paulo, ao contrário, tateia, busca uma definição, continua sem identidade. Edgardo Bauza não conseguiu ainda tornar clara sua ideia para a equipe. Ele muda, mexe, altera, testa, observa e não despontou até agora um time confiável. Persiste a interrogação que pesa sobre os são-paulinos desde as trocas de comando no ano passado. Um fato é evidente: Ganso, hoje, é o melhor da companhia e a falta dele diminuiu muito o poder de criação e de finalização. Foram poucos os lances de destaque do lado tricolor.

Há dúvidas a rondar o São Paulo. No gol, Dênis tem a sombra imensa de Rogério Ceni e não passa confiança. Lugano está longe de ser o xerife de tempos atrás, assim como Carlinhos é vulnerável. No meio Thiago Mendes e João Schmidt são limitados e Centuriòn até hoje não disse a que veio. Calleri é esforçado e nem um pouco extraordinário. Kardec entrou como opção a Daniel e sobressaiu pelo gol; senão, passaria em brancas nuvens como em outras oportunidades.

O Santos sem presunção dá sinais de que irá longe no Estadual, como tem sido praxe nos últimos anos. O São Paulo mostra vocação para proporcionar sobressaltos e, até, alguma boa surpresa. Vai saber…

Calleri estréia bem. É o novo nome do gol, é o pé que balança a rede do tricolor

Leia o post original por Quartarollo

Jonathan Calleri veio com fama de artilheiro e confirmou já na primeira vez no São Paulo F.C.

Entrou no segundo tempo e empatou o jogo com o fraco César Vallejo, em Trujillo, no Peru, 1 x 1.

Colocou o tricolor de volta na disputa, se bem que a derrota por 1 x 0 também não seria irreversível para a quarta-feira de cinzas, no Pacaembu, porque o Morumbi está em obras.

Calleri mostrou que é do ramo ao dominar uma bola que no começo da jogada era mais do zagueiro que dele, e além de tirar bem o defensor, teve clarividência ao tocar por cima do goleiro. Coisa de atacante que sabe o que faz dentro da área.

Tomara continue assim. É o novo nome do gol, é o pé que balança a rede no São Paulo. Encantou na estréia, vamos ver a sequência agora.

Bauza estava precisando de uma referência como essa e quem deve dançar no time titular é Alan Kardec que é mais segundo que primeiro atacante.

A favor de Kardec, além de ser querido no elenco e ter bom futebol, ontem enquanto esteve em campo ajudou bastante e até fez um gol no primeiro tempo, mal anulado pelo árbitro Roddy Zambrano, do Equador, que pareceu um pouco perdido em campo.

É aquela situação que o tira-teima pode ajudar, mas como exigir que na pequena Trujillo, num estádio acanhado como aquele tenha tanta parafernália eletrônica para ajudar o árbitro.

Nessa hora vai no olhômetro mesmo e sendo justo também, era mais lance do bandeira do que do árbitro.

Para mim o São Paulo não terá nenhuma dificuldade em vencer o César Vallejo na volta e se classificar para integrar o Grupo 1 ao lado de River Plate, atual campeão; The Strongest, da Bolívia, e Trujillanos, da Venezuela.

Primeiro jogo na fase de grupos está marcado para o dia 17 próximo e se o São Paulo confirmar passagem enfrentará o Strongest, aqui na capital paulista.

Ah, o César Vallejo não conseguiu ser o Tolima do São Paulo. Assustou um pouquinho com um golaço no primeiro tempo e depois só não perdeu porque as traves, a arbitragem e o goleiro Libman não deixaram.

São Paulo merecia ter vencido e liquidado a fatura já no jogo de ida.

Empate serve como ensaio pra Libertadores

Leia o post original por Antero Greco

Amigo são-paulino, gostou do empate com o Red Bull, na abertura do Paulistão? O 1 a 1 em Campinas não foi grande coisa, pelas imperfeições do time e pelo nervosismo. Não era a estreia que se imaginava de uma equipe que passou por reformulações e tem técnico novo.

No entanto, não se viu nenhum desastre em Campinas, no campo da Ponte Preta, onde o RB mandou o jogo. O São Paulo mostrou erros e defeitos previsíveis de início de temporada. Muita coisa vai mudar, e logo. Nem a formação titular é definitiva.

Edgardo Bauza está convencido de equipe compacta significa o melhor caminho para o sucesso. É uma tese, e às vezes pode ser confundida com retranca. Não foi assim. O São Paulo teve muitos momentos ofensivos, ao mesmo tempo em que se notou preocupação dos jogadores de se reagruparem logo, assim que perdiam a bola. Falta sincronia entre defesa e meio-campo.

Há muitas caras novas, a começar pelo gol, agora por conta de Denis, depois de duas décadas de reinado absoluto de Rogério Ceni. O herdeiro não comprometeu e não teve chance alguma no pênalti cobrado por Roger, na etapa final, e que estabeleceu o empate no resultado.

Na zaga, Breno teve chance, participou de lance de perigo no início, depois foi trocado por Lucão. A vaga tem dono e será de Lugano, tão logo esteja pronto. Mena foi discreto na esquerda.

No meio-campo, Thiago Mendes e Hudson se revezaram na marcação, Ganso teve espaço para avançar (fez o gol). Mais à frente, Michel Bastos se esforçou (foi dos melhores), enquanto Kardec e Centurión ensaiaram entrosar-se e ficaram longo do ideal.

A exibição tricolor não foi nada excepcional. O importante, porém, é que serviu de etapa de preparação para os jogos com o Cesar Vallejo por vaga na fase de grupos da Libertadores. O primeiro jogo será na semana que vem. No estágio atual, o São Paulo pode ter dificuldades, mas mostra condições de classificar-se.

São Paulo continua correndo para salvar o ano perdido

Leia o post original por Quartarollo

Foi uma vitória importantíssima do São Paulo sobre o Figueirense, 3 x 2, de virada agora há pouco, no Morumbi.

Vitória que mantém o time em quarto lugar do Campeonato Brasileiro com 59 pontos ganhos, não será alcançado amanhã nem que o Santos vença o Vasco da Gama e tem tudo para confirmar a Libertadores-2016 salvando um ano que estava perdido.

O time foi muito vaiado principalmente pela torcida organizada por causa dos 6 x 1 que tomou do Corinthians e porque permitiu a virada do Figueirense para 2 x 1 quando estava comandando o marcador inicial.

Sobrou para o garoto Lucão. Vaiaram demais o zagueiro. Assim ele não vai conseguir jogar o futebol que dizem que tem.

A culpa pelo estado atual do São Paulo não é dos garotos, é de gente mais graúda do elenco e muita gente da diretoria. A torcida está pegando no pé do lado mais fraco da situação. Estão vaiando as pessoas erradas.

Luís Fabiano viveu momentos emocionantes. Chorou ao ouvir o Hino Nacional, fez um gol, beijou o distintivo do clube e disse adeus ao Morumbi.

Só tem mais um jogo para disputar e depois deixa o tricolor como o terceiro maior artilheiro da história do clube, mas com poucas conquistas no seu currículo.

Além dele, Alexandre Pato também se despediu do estádio e dos mais de 20 mil torcedores que foram ver o jogo do tricolor.

Ele deve voltar para o Corinthians ou o mais certo é que vá mesmo para o futebol inglês já que quer voltar a atuar na Europa e seus salário são europeus.

Rogério Ceni não pôde jogar por contusão e não volta mais ao Morumbi em Campeonato Brasileiro. Foi uma despedida longe do gramado.

E talvez nem volta mais a jogar só passando para dizer adeus dia 11 de dezembro numa festa só para ele.

Os outros gols do tricolor hoje foram marcados por Alan Kardec e Thiago Mendes.

Kardec, apesar do pênalti perdido contra o Corinthians, tem entrado bem e pode ser um jogador muito eficiente para a próxima temporada.

O São Paulo se beneficiou também do empate entre Fluminense 1 x 1 Internacional, no Maracanã, o que deixou o time gaúcho com 57 pontos ganhos e na última rodada vai receber o Cruzeiro, no Beira Rio.

O São Paulo vai à Goiânia enfrentar o Goiás e só depende dele para confirmar presença no G-4 para a Libertadores-2016.

Se vencer estará qualificado, se empatar vai depender do resultado do Internacional.

Time reserva do Corinthians humilha o São Paulo com goleada de 6 x 1

Leia o post original por Quartarollo

Corintians fez história de novo. Bateu o São Paulo por 6 x 1, na Arena Corinthians, popularmente conhecida como Itaquerão, jogando com time reserva.

O alvi-negro devolveu uma goleada com o mesmo placar que ocorreu em favor do tricolor no longínquo ano de 1933, há mais de 80 anos.

Isso não acontece todo o dia. Foi um placar anormal mesmo diante das diferenças atuais de Corinthians e São Paulo.

Dos titulares habituais só entraram em campo Cássio, Felipe e Ralf, o capitão que no fim levantou a taça de campeão brasileiro de 2015 merecidamente.

Foi um massacre para não dizer que foi uma humilhação. O São Paulo ficou a mercê do Corinthians, foi irreconhecível para quem viu o mesmo time bater o forte Atlético Mineiro por 4 x 2 no meio de semana, no Morumbi.

Não há explicação plausível para a surra que levou. Bruno Henrique, Romero e Edu Dracena fizeram os três gols da primeira etapa. Todos nasceram de escanteios e os jogadores do São Paulo ficaram vendidos nos três.

No segundo tempo, Milton Cruz tirou Bruno e o insosso Wesley para colocar Luís Fabiano e o não menos insosso Reinaldo.

Tudo continuou na mesma. O Corinthians fez mais três gols e poderia ter feito mais.

Lucca, Hudson contra e Cristhian batendo pênalti completaram o placar. Carlinhos diminuiu para o São Paulo e Alan Kardec ainda perdeu um pênalti que Cássio defendeu.

Corinthians fez sua festa particular e o São Paulo foi embora preocupado com o futuro.

O time, por incrível que pareça, termina a rodada no G-4 com 56 pontos ganhos e uma vitória a mais que o Internacional que se igualou em pontos hoje ao vencer o Grêmio, 1 x 0, no Beira Rio.

O Santos que poderia ultrapassa-lo continua na sua sina de não fazer nada certo fora de casa. Acabou perdendo, em Curitiba, para o Coritiba por 1 x 0 e caiu para a sexta posição em jogo com portões fechados, ou seja, sem pressão nenhuma para a equipe reserva de Dorival Júnior.

Enquanto o Corinthians pensa em futuro deslumbrante para 2016, o São Paulo procura técnico e também jogadores com mais qualidade, ou porque não dizer, com mais personalidade.

Corinthians provou que tem elenco para suportar jogos difíceis. No Paulista, o técnico Tite andou se aventurando com a equipe B e se deu bem em vários jogos também.

Já o São Paulo tem uma equipe A com cara de C e jogadores bastante discutíveis no elenco.

Mas ao mesmo tempo, por uma dessas coisas que só acontecem no futebol, esse elenco pode ainda levar o time a pré-Libertadores salvando em parte o ano de 2015.

Nessa goleada corintiana muitos se queimaram de vez com a diretoria. Até o bom Milton Cruz ficou chamuscado.

Rogério Ceni está se despedindo, Luís Fabiano vai embora e outros também devem sair. O problema é onde encontrar substitutos para tanta gente que precisa deixar o tricolor para o oxigenar o ambiente e o elenco também.

Lavada corintiana

Leia o post original por Antero Greco

Teve são-paulino que se animou ao ver a escalação do Corinthians cheio de reservas para o clássico deste domingo. Pensou: “Os caras estão em festa, comemoraram a valer e agora estão de ressaca.” A tarefa, pelo visto, não seria das mais complicadas no jogo da taça. Era dia de carimbar as faixas.

Com menos de 30 minutos, a casa tricolor caiu e o campeão brasileiro fazia 2 a 0, com direito a olé. Na saída para o intervalo, o placar no Itaquerão apontava 3 a 0. No final do clássico, o luminoso estampava 6 a 1 para a rapaziada de Tite. Com gols de reservas, gol contra, de pênalti…

A comemoração corintiana superou qualquer expectativa. Nem o mais maluco do bando poderia supor que haveria surra tão sonora e bem aplicada no São Paulo. E com facilidade: parecia treino; ou melhor, parecia jogo de adultos contra crianças. O Corinthians fez o que quis, e quando quis. Humilhou, mesmo sem ter tal intenção explícita. Destroçou um adversário perdidinho.

Tite pôs os titulares para descansar e homenageou diversos reservas que quebraram o galho durante a temporada. Era a forma de dividir com eles, diante do público, o sucesso da campanha vitoriosa. A resposta veio aos 23, com o gol de Bruno Henrique. Pouco depois, aos 28, Romero aumentou a diferença e Edu Dracena fechou a conta antes do repouso parcial.

No segundo tempo, o Corinthians até tirou o pé, apesar de a torcida gritar olé, de novo, desde a saída de bola. O quarto gol veio como os outros, sem forçar, e foi marcado por Lucca aos 15. Hudson, contra, fez o quinto aos 17. A desgraça diminuiu um pouco, mas bem pouco, com Carlinhos, mas Cristian, de pênalti, deu a estocada final aos 31 minutos. O juiz ainda deu uma forcinha, em pênalti para o São Paulo, que Alan Kardec chutou e Cássio pegou.

O que se viu foi o retrato dos dois times na temporada: o Corinthians organizado deu uma lição no São Paulo bagunçado. E pensar que, até alguns anos atrás, a situação era a inversa…