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Opinião: São Paulo deveria entregar faixas ao Corinthians

Leia o post original por Perrone

Indagado sobre o assunto, o são-paulino Alan Kardec disse que não tinha a mínima vontade de entregar a faixa de campeão brasileiro ao Corinthians neste domingo. Afirmou que se sentiria incomodado.

Não só Kardec, mas o time inteiro do São Paulo não deveria sentir incômodo com uma eventual entrega de faixas ao rival. Pelo contrário. O ideal seria encarar com naturalidade. Afinal, no esporte não é natural lutadores se esmurrarem e se abraçarem ao fim do combate? Quem já assistiu a partidas de rúgbi sabe o respeito com que jogadores e árbitros se relacionam num esporte extremamente truculento, mas que é famoso por confraternizações entre os adversários após os jogos. No tênis, com raras demonstrações de falta de educação, vencido e vencedor não se cumprimentam no meio da quadra?

“Ah, mas a plateia no tênis tem um comportamento diferente, a do futebol não aceitaria gesto tão nobre”, você pode dizer. Esse é um ponto importante. Num momento em que aumentam as estúpidas mortes de torcedores, deveria existir de dentro para fora do campo um movimento a fim de trazer para o futebol um pouquinho de respeito pelo adversário, uma dose de convivência harmoniosa.

Os jogadores são personagens fundamentais para uma transformação. Mas quando têm uma boa oportunidade se comportam como torcedores, revelando uma dupla personalidade. No momento em que recebem propostas de rivais, como o ex-palmeirense Kardec recebeu do São Paulo, são profissionais. Mas para reconhecer o mérito do adversário campeão e ter um gesto cavalheiresco são torcedores ogros.

Não dá para entender como jogadores e dirigentes não entendem que o futebol precisa de mais espírito esportivo e menos espírito de porco.

São Paulo, seu nome é esperança?

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo suou, penou, mas bateu o Coritiba por 2 a 1, neste domingo à tarde, no Couto Pereira. O resultado tem um aspecto prático, o de recolocá-lo no bolo dos que brigam pelo quarto lugar e uma vaga na fase preliminar da Libertadores, etc e tal. Está ali, com 50 pontos, grudado no Santos, assim como o Inter. O Sport tem 49, o Palmeiras 48 e a Ponte Preta 47.

Mas a vitória em Curitiba pode ter desdobramento positivo no duelo complicado com o Santos, na quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil. Vá lá que a situação é delicada, depois dos 3 a 1 sofridos no Morumbi, e a vaga para a decisão anda distante.

No entanto, os jogadores ganharam fôlego e vencer sempre faz bem para a autoestima. E, mesmo que a missão na Vila Belmiro não represente reviravolta, também uma vitória simples pode ajudar nas seis rodadas finais na Série A.

A tarefa de Doriva não será fácil, como se viu pela dificuldade contra um adversário na zona de rebaixamento. Os gols vieram, um em cada tempo, com Alan Kardec e Pato, que podem formar uma parceria interessante, para 2016 e a depender do que rolará no clube.

O São Paulo teve o mérito de propor o jogo, pressionou o Coxa, criou chances. O problema está no fato de sofrer com a oscilação de alguns jogadores, o que tem sido constante em todo o campeonato. Doriva também mexe no sistema que Juan Carlos Osorio tentava impantar – e isso provoca confusão nos atletas. Fica a dúvida se era o momento de mudar muito ou de só fazer ajustes.

São Paulo se diverte no sábado de carnaval

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo começou o carnaval com tudo. O que poderia ser um desafio virou diversão, no começo da noite deste sábado. Muricy Ramalho levou todos os reservas para o jogo com o Bragantino e voltou de Bragança Paulista com 5 a 0 na bagagem, sem fazer esforço. O time precisou do primeiro tempo para liquidar a incumbência (com três gols). Os outros vieram na maciota, sem desgaste e em ritmo de treino.

O técnico tricolor resolveu dar descanso geral para a trupe. No meio da semana, após o empate com o Santos, ainda deixava no ar a possibilidade de não poupar muito. Conversa fiada. Ele sabe que o importante é o clássico da quarta-feira com o Corinthians, pela Libertadores. Não seria tonto de arriscar e foi de mistão mesmo.

E o a formação “alternativa”, como alguns gostam de falar, deu conta do recado com um pé nas costas. Com toque de bola rápido, deslocações, passes certos, envolveu o Bragantino desde o início e os gols saíram naturalmente. Boschilia aos 21, Alan Kardec aos 28 e Pato aos 35 decidiram a partida com os respectivos gols. No segundo tempo, no gingado de escola de samba, Boschilia aos 2 e Centurion aos 46 completaram a surra.

Gostei do gringo Centurion. Estreou com personalidade, tirou rivais para dançar, levou pancadas, fez tabelas e ainda fechou a conta no placar. Pode crescer muito. Dória também fez a primeira aparição. Discreto, seguro, sem trabalho com os atacantes do Bragantino. Kardec e Pato continuam firmes na disputa por vaga ao lado de Luis Fabiano.

Enfim, um São Paulo reserva que proporcionou a Muricy observar alguns jogadores para a quarta-feira e também para a consolidação do São Paulo para 2015.

 

Bom retorno às provocações

Leia o post original por Antero Greco

Oba, tem novidade boa no futebol. Qual? Eu conto. Leio que Dudu provoca e recebe o troco de Alan Kardec.

A história foi mais ou menos assim: o reforço mais badalado do Palmeiras afirmou que, se fizer gol em clássico contra o São Paulo, vai comemorar como se estivesse a tirar o chapéu. Seria uma referência ao “chapéu” que seu novo clube aplicou no tricolor ao surpreender e atropelar na negociação com o Dinamo Kiev. O tema tem sido motivo de gozação entre as torcidas.

Não demorou para vir a resposta de Alan Kardec, centroavante que “virou casaca” no ano passado, ao abandonar o barco verde e trocá-lo pelo são-paulino. O atacante garantiu que, se Dudu tiver a cara de pau de festejar de tal forma, também deverá aguentar uma “tirada de chapéu”, se o Palmeiras levar gol. Com a ressalva de que se trata de provocação sadia.

A observação de Kardec seria desnecessária em tempos idos. Cutucadas entre atletas sempre existiram e fazem parte do folclore do futebol, da promoção do espetáculo, do bom relacionamento entre profissionais que são rivais só dentro de campo. Cansei de ver apostas entre atletas que envolviam entrega de cestas básicas, pagamento de jantar, fora raspar o cabelo, a barba ou vestir alguma fantasia. A imprensa divulgava, o torcedor curtia.

Agora, com politicamente correto ou com ódios disseminados, as declarações de Dudu e Kardec podem ser tomadas como “desrespeito à instituição” (entenda-se “clube”), com direito a pronunciamentos irados de representantes de torcidas e puxões de orelhas de dirigentes e autoridades. Não duvido que tenha até reprovação de conservadores da imprensa.

Pois deixo um aplauso para os dois. Em primeiro lugar, pela sinceridade e por quebrarem protocolo tão rígido que cerca hoje em dia qualquer atitude de boleiros. E por resgatarem um pouco da rivalidade que é a essência do futebol.

Espero que não deem ouvidos a conselheiros caretas e levem o projeto adiante. E que marquem no próximo Palmeiras x São Paulo que houver.

 

 

Feliz com convocação de Souza, Kardec exibe foto antiga no Vasco

Leia o post original por blogdoboleiro

 

Uma foto para lembrar. Nesta quinta-feira, depois de saber que o volante Souza tinha sido convocado pelo técnico Dunga para fazer parte da seleção brasileira que vai disputar dois amistosos na China (contra Argentina) e em Singapura (contra o Japão), o atacante Alan Kardec preparou um texto para parabenizar o amigo de adolescência. Os dois jogadores foram formados na base do Vasco da Gama e Kardec tem a foto para provar. JUnto com ela, o colega do time do São Paulo lembrou que a dupla tem amiozade antiga: "São tantos momentos até chegar no dia de hoje, momentos onde ninguém imagina tudo o que passamos até chegar ao grande sonho que é representar nossa nação…Você é meu irmão, você é da minha família".

Ele também espera por uma convocação. Alimentou a esperança de ter sido chamador por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo disputada este ano no Brasil. Não foi convocado e viu Fred, Jô e Hulk jogando no ataque brasileiro ao lado de Neymar.

Já Souza comemorou via internet , agradecendo os clubes por onde passou (Vasco, Grêmio e São Paulo) e prometendo "muita raça e determinação"

 

Vice do São Paulo: “Não temos nenhum interesse no Wesley”

Leia o post original por blogdoboleiro

O Blog do Boleiro recebeu a ligação de Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo. Foi uma conversa rápida e incisiva. O assunto? Wesley, volante do Palmeiras que, no noticíario dos últimos dois dias, é dado como certo no São Paulo a partir de fevereiro do ano que vem. É quando termina o contrato dele com o Palmeiras. Por estas informações, o jogador estaria perto de assinar um pré-contrato, mas o assunto vem sendo tratado com cautela pelos dirigentes tricolores porque poderiam aumentar ainda mais o conflito com os parceiros alviverdes. Afinal, o São Paulo contratou Alan Kardec e despertou a ira do presidente Paulo Nobvre que não fala com seu par do Morumbi, Carlos Miguel Aidar. E as coisas não andam lá muito boas pelos lados da Academia de Futebol onde o lanterna do Campeonato Brasileiro trabalha para tentar escapar do rebaixamento. Wesley treinou normalmente nesta terça-feira, depois de duas semanas no departamento médico.

Então estaria tudo certo entre São Paulo e Wesley. Só que não.

Blog do Boleiro – Vocês estão negociando com  o Wesley?
Ataíde Gil Guerreiro –
Você já conseguiu me irritar com esta pergunta. Que coisa mais boba! Não tenho contato nem nunca tive com o Wesley. Não temos nenhum interesse nele. O interesse é zero. Agora, os jornais ficam publicando estas coisas e meu telefone não para de tocar. 

Então o senhor nunca falou com o Wesley?
Nunca falei com ele.

Nem o Gustavo Vieira (gerente de futebol)?
Nem o Gustavo. Até porque ele precisaria falar comigo e, como já disse, não temos nenhum interesse no Wesley.

São Paulo encurta distância para a Raposa e pode sonhar com título. Arbitragem continua errando muito no Brasileiro

Leia o post original por Quartarollo

São Paulo fez o que faz normalmente contra o Cruzeiro. É histórico. Sempre consegue bons resultados e neste domingo não foi diferente, no Morumbi. Venceu por 2 x 0 com mais um gol de Rogério Ceni contra o goleiro Fábio … Continuar lendo

Galáctico sim senhor!

Leia o post original por RicaPerrone

Eu custo a usar o rótulo porque não e filosofia do treinador o “espetáculo”.  Mas não consigo me esquivar de olhar pro time do São Paulo e perceber que ninguém, talvez nem mesmo o clube, dê a este elenco a dimensão que deveria.

Ouço a todo tropeço que precisa de reforços, que isso, que aquilo. Como se não bastasse, como se fosse um frágil esquadrão.

Ora, senhores. No time titular, hoje, os 4 jogadores de frente foram a seleção brasileira nos últimos anos. No banco, mais dois. Oswaldo e Luis Fabiano.

Talvez uma grande quantidade de clubes pelo mundo considerados grandes não tenha tanto “nome” em seu elenco.  E tem mais!

Na lateral, o titular da seleção do Uruguai. No gol, uma lenda do futebol.  E acredite: Dos demais titular, apenas dois não foram da seleção sub 20 do Brasil.

É sim um São Paulo pra virar quadro na parede. Se não pelo título, que só pode ser de um, por um momento mesmo que breve da retomada da verdadeira alma do clube, que é jogar futebol e não fabricar resultados sem apresentar nada demais.

Há brilhantismo no time do São Paulo desde o meio campo.

Porra, me esqueci! Chegou o Michel Bastos, titular da seleção brasileira em Copa.

Ai você pensa:  “Então é mais time que o Cruzeiro?!”.  E lhe digo, sem receio algum que “sim”.  Claro que sim!  Mas isso no papel.  Não significa que ele será usado da melhor forma, apenas que tem peças para formar algo que funcione.

Muricy não é um estimulador do futebol bem jogado. Mas não tem alternativa quando um ataque será criado por Kaká e Ganso.  Nem que ele obrigue o time a fazer cruzamentos, serão de 3 dedos e não um chuveirinho.

Um São Paulo como há muito não se via, buscando aquilo que há pouco andou fazendo com frequência: ser campeão. Mas serei honesto, quase maluco, e direi a vocês que se este time não der nem quarto lugar mas devolver ao clube a cara de um time que joga um grande futebol, pra frente, no chão e cheio de ousadia, eu já estarei feliz.

Mais feliz até, talvez, do que outros que ganharam na base do Deus me livre.

“O São Paulo é um clube cuja grandeza não consiste em ganhar títulos, mas sim em merecê-los.”

abs,
RicaPerrone

Depois de um ano, Muricy diz que craques e ambiente fazem grande time

Leia o post original por blogdoboleiro

“Acho que naquele momento não tinha outro treinador que pudesse fazer isso. Não porque me ache melhor, mas porque eu conheço o São Paulo”. A frase é do técnico Muricy Ramalho que, nesta terça-feira, completa um ano do retorno ao clube. Ele foi contratado com a missão de tirar o time do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. “Foi a primeira vez em que tive que fazer este tipo de coisa”, lembrou.

Quando chegou no Morumbi, encontrou um grupo desunido e uma equipe em crise. Além da missão de evitar o rebaixamento, Muricy precisou pensar na reformulação do grupo de atletas. Já em 2014, o técnico conseguiu montar um plantel que considera melhor qualificado e que vive um bom ambiente.

Em 2013, Muricy dirigiu o time em 25 jogos. Venceu 12, empatou cinco e perdeu oito vezes. Já na atual temporada, foram 44 partidas, com 23 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. O São Paulo é vice-líder do Campeonato Brasileiro com 36 pontos, sete  a menos do que o Cruzeiro. Está na briga pelo título de campeão.

De quebra, começa a ganhar fama de time que joga futebol bonito e eficiente com muita marcação. O quarteto formado por Kaká, Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e Alan Kardec vem melhorando e chamando a atenção pela qualidade que levou o time a vitórias contra o Internacional (1 x 0) em Porto Alegre e Sport (2 a 0).

Mas, segundo Muricy Ramalho, esta história só terá final feliz se a equipe ganhar.

Blog do Boleiro – Muricy, você acha que tem uma equipe daquelas que serão lembradas no futuro?
Muricy Ramalho –
Ainda é cedo, precisa jogar mais, ganhar mais. Mas já mostra alguma coisa boa. Quando reformulamos o elenco, tivemos a preocupação de ver o lado técnico, mas também o caráter do jogador. Melhoramos muito. Temos um grupo aplicado e disciplinado. Mas se vai ser um time memorável, vai depender se vai ser campeão.

E é uma experiência de curta duração.
Pois é. Vai ter gente saindo no final do ano (Kaká). O Rogério (Ceni) diz que vai parar. O clube vai precisar negociar algum atleta para fazer caixa. Então era bom que este grupo conquiste alguma coisa ainda este ano.

Por que você aceitou dirigir o São Paulo naquela crise de 2013?
Eu não podia falar não. O São Paulo foi o clube que me abriu as portas desde que eu tinha nove anos de idade. E depois eu vinha acompanhando a torcida pedindo meu nome depois dos jogos. Isso pesou. Mas foi um grande risco para a minha história aqui no clube. Mas acho que naquela hora não tinha outra pessoa para fazer isso. Não porque me ache melhor, mas é que eu conheço o clube por dentro.

Você disse muito no ano passado que o ambiente não era dos melhores.
O grupo era muito bom, mas tinham atletas que não estavam comprometidos com o clube. Essa falta de comprometimento era péssimo.

A reformulação passou por este problema?
A situação do São Paulo era muito ruim. Na parte financeira, seria o maior desastre da história do clube. Tivemos muito trabalho para livrar o time do rebaixamento. Além disse, começamos um trabalho de reformulação e isso machuca porque sou parceiro de jogador. Muito chato ter que tirar o atleta do grupo. Agora melhorou.

A personalidade do jogador pesou na contratação de reforços?
Esse ano, ao contratarmos, escolhemos a dedo. Além da parte técnica, pesou o caráter do jogador. Grandes times têm grandes craques e um ótimo ambiente. O que havia aqui no ano passado era péssimo, com jogadores sem comprometimento com o clube.

 

Fora do prumo*

Leia o post original por Antero Greco

Que situação de porca miseria a do Palmeiras. Empatava com o São Paulo no sufoco e com pênalti mandrake. Já no fim, desperdiçou duas chances consecutivas pra virada, na mesma arrancada e num ataque que começou com impedimento. Na sequência, Alan Kardec, o ex que pulou o muro, deu uma testada que pegou na trave, bateu nas costas de Fábio e entrou. Gol em cima da hora, sem tempo para a reação. Nona derrota verde em 15 rodadas, 14 pontos e na zona de rebaixamento. Retrospecto de candidato firme para a Série B.

Os 2 a 1 para o São Paulo doeram na pele dos palestrinos – ainda que esteja curtida de tanto flagelo, aí incluídas duas imersões na Segundona nos anos 2000. Talvez esperassem tropeço no Pacaembu, porque a fase anda ruim de lascar. (O empate servia como consolo, vá lá.) Mas levar gol de centroavante que até meses atrás era a esperança de salvação da lavoura verga o ânimo de qualquer um, fere, humilha. Espezinha tanto quanto a política infeliz e suicida que há décadas mina o clube.

A subida de Kardec, com marcação frouxa, como fosse um treino – ou jogada anulada –, carrega ironia brava que vou te contar. A cena resume o Palmeiras, não apenas de Paulo Nobre, mas também a de antecessores: economia e acertos no varejo, gastos equivocados e erros no atacado. Um clube que se livra de Barcos e do próprio Kardec, sob a alegação de contenção de custos, e aposta em Leandro e Valdivia, por exemplo, com retorno ridículo para investimento alto. Difícil de engolir a lógica embutida nesse modo de agir.

O Palmeiras outra vez virou um bando de jogadores a ciscar pra lá e pra cá, em tentativas desesperadas e individuais para resolver situação de risco. E, o que é pior, sem tranquilidade e/ou qualidade para tal. O elenco não tem um craque, não conta com um goleador, não possui talentos com carisma, poucos são os jovens promissores, parca a serventia dos mais experientes. E a toda semana desembarca no Palestra Itália alguma nova esperança…

Enfim, é um nada. Sob o comando de um técnico cada vez mais assustado com o tamanho da encrenca em que se meteu. Ricardo Gareca, coitado, imaginou que dirigir o Palmeiras equivaleria a sentar no banco do Velez, com a pressão costumeira da função. Em vez disso, caiu num caldeirão, num fogo fervente de uma agremiação com tradição e torcida formidáveis, mas que vive o dilema de não saber mais como ser grande. O Palmeiras perdeu a identidade – e não adianta vir com papo furado de campeão do mundo em 1951!

Eventual terceira queda é pra jogar a pá de cal e se contentar com o papel de figurante, cuidar da bocha, da malha e dos Periquitos em Revista. E das discussões de aliados do califa, do pescador, da harmônica ou da nobreza. Um monte de grupelhos que olham pro umbigo, vivem do passado e deixam passar o trem da história. A torcida que se lasque e aguente o tranco. Para ela, os modelitos de camisa lançados a todo momento. É o que resta: camisa.

O embaraço fica maior com o fato de que o São Paulo não teve atuação impecável. No primeiro tempo, enredou-se na postura do rival, com jogada bem elaborada aqui ou ali pelo quarteto Kaká, Ganso, Pato, Kardec. A turma de Muricy emitia sinais tímidos de que entrava nos eixos, depois da eliminação na Copa do Brasil diante do Bragantino. O Palmeiras no trivial habitual e com Valdivia, na enésima volta e, claro, na enésima contusão: ficou no gramado, 16 minutos e alguns quebrados.

O nó começou a desfazer-se na segunda parte, com bola mal reposta por Fábio, bem roubada pelo São Paulo e que foi parar nos pés de Pato para abrir a vantagem. O mérito palmeirense foi o de correr, o prêmio veio com a ajuda da arbitragem, na forma de pênalti mal marcado e de impedimentos inexistentes no ataque tricolor – ao menos dois.

O desfecho veio com a cabeçada de Kardec, um dos poucos destaques de um clássico (outro) sem brilho. Allione teve lampejos de criatividade no Palmeiras. Muito pouco.

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, segunda-feira, dia 18/7/2014.)