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Qual a responsabilidade de Alexandre Kalil na dívida do Atlético-MG?

Leia o post original por Perrone

Com Thiago Fernandes, do UOL em Belo Horizonte

Alexandre Kalil é herói ou vilão na história do Atlético-MG? Ou um pouco de cada? À medida que a atual diretoria, comandada pelo presidente Sérgio Sette Câmara, se queixa de dívidas feitas por outras gestão e que precisa pagar, esse  assunto ferve no clube. Na esteira dessa discussão, o blog mergulhou em números oficiais e balanços da agremiação. Também entrevistou o ex-presidente, campeão da Libertadores em 2013, e atual prefeito de Belo Horizonte (a íntegra da entrevista está no final do post). Ele presidiu o Galo de 2008 a 2014.

A apuração começou com a obtenção de um documento produzido pela área financeira do Atlético e que mostra que Kalil foi responsável por 48% da dívida do clube com impostos parcelada pelo Profut. Um gráfico em formato de pizza registra que a maior fatia da dívida corresponde à administração de seis anos do atual prefeito, entre 2008 e 2014. A era Ricardo Guimarães, de 2001 a 2006, aparece em segundo lugar com 28%. Daniel Nepomuceno, sucessor de Kalil entre 2015 e 2017, é apontado como responsável por 4% da dívida. São atribuídos 3% desse débito a Ziza Valadares, que ficou no poder entre 2007 e 2008, e 17% a presidentes anteriores.

Também de acordo com relatório da área de finanças do Atlético, a dívida do Galo referente a impostos parcelada no Profut é de R$ 228. 209.769,13. Desse montante, débitos no valor de R$ 110.667.150 foram contraídos enquanto Kalil era o presidente. Esses valores levam em conta os descontos aplicados pelo programa já que o débito inicial era de R$ 340.418.627,66, de acordo com o mesmo documento. Críticos do ex-dirigente afirmam que o fato de ele ser hoje prefeito de Belo Horizonte torna o não pagamento de impostos ainda mais grave.

Kalil não contesta sua fatia na dívida, mas reclama de vazamentos de documentos e diz que, graças a dinheiro gerado em sua gestão, foram pagas antecipadamente parcelas do Profut até 2021. “Essa porcentagem (48% das dívidas no Profut feitas em sua gestão), é o seguinte, se você pegar o Profut, eu deixei pago (esse percentual). Eu deixei a dívida e deixei o pagamento. Deixei o meu imposto pago”.

O ex-presidente se refere à receita gerada pela venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, em 2013. Na ocasião, cerca de R$ 40 milhões, em valores da época, referentes à venda foram bloqueados pela Justiça Federal por causa de dívidas tributárias do Galo. Em 2014, o clube conseguiu aderir ao programa de refinanciamento Refis e pôde usar a receita bloqueada na transferência de Bernard para quitar parte do parcelamento. Em 2017, o Atlético aderiu ao Profut, transferindo esse crédito para lá.

Pessoas ligadas à atual administração afirmam que o que aconteceu é diferente de Kalil pagar as dívidas que deixou. Sustentam que o pagamento só foi feito porque o dinheiro foi bloqueado. Além disso, de acordo com o relatório do clube sobre as dívidas parceladas pelo Profut, a fatia referente à era Kalil supera a quantia usada para antecipar parcelas do Profut. Foram transferidos para o Profut cerca de R$ 59 milhões.

“Ah, eu fui obrigado (a entregar o dinheiro da venda de Bernard por conta do bloqueio). Tá bom, claro que eu fui obrigado. Se eu recebesse o dinheiro, eu iria pagar (parte dos impostos devidos)” afirmou Kalil.

Relatório sobre o parcelamento feito pelo Atlético no Profut tinha em 31 de março deste ano cerca de R$ 86,4 milhões para serem pagos até o final do programa.

Herança

O prefeito de Belo Horizonte diz que quando sentou na cadeira presidencial do Galo também havia dívidas antigas. Então, argumenta ele, optou por pagar débitos de outras gestões para recuperar o crédito do clube e deixar para depois a quitação de contas de sua gestão.

Outro ponto sensível na discussão é a quantidade de dívidas pagas pela atual gestão referentes a jogadores comprados por outros presidentes e que acabaram gerando ações de cobrança, inclusive na Fifa.

Planilha elaborada pelo setor financeiro do clube e obtida pela reportagem aponta que a atual gestão, de acordo com suas contas, já quitou  R$ 86.503.126,12 milhões relativos a débitos relacionados a jogadores contratados por outras diretorias e que estavam em litígio.

A planilha traz dívidas relacionadas às contratações dos seguintes jogadores na gestão de Kalil:

Danilinho – US$ 60 mil.
Maicosuel – 450 mil euros e R$ 13.172.718,48.
André –  200 mil euros.
Réver – 1 milhão de euros.
André –  300 mil euros e 2,1 milhões de euros.
Leonardo Silva – R$ 796,5 mil.
Maicosuel – 825 mil euros.
Cáceres – US$ 1,6 milhão
Tardelli – R$ 859,4 mil e  US$ 3,04 milhões.
Nessa lista, porém, não estão computados juros, multas e correções.

No documento também há negociações feitas Daniel Nepomuceno e que geraram dívidas pagas pela diretoria atual para acabar com litígios. Aparecem as seguintes operações:

Elias – 266,6 mil euros, 900 mil euros e 333,3 mil euros.

Douglas Santos – 591,8 mil euros.

Rafael Carioca – 1,1 milhão de euros.

Otero – 654 mil euros e R$ 574,5 mil.

Prejuízo?

Os críticos de Kalil afirmam que ele trouxe muitos jogadores que saíram do clube sem dar lucro. O ex-cartola reabate afirmando que a culpa é de seus sucessores que venderam atletas e não pagaram as dívidas geradas por suas aquisições.

Essa relação de jogadores, isso é ridículo, né? Todo mundo aqui foi vendido. Não fui eu que vendi. Tirando o Danilinho, que eu mandei embora por indisciplina, todos esses jogadores foram (vendidos). O Tardelli, ele foi vendido, sô. Não fui eu que vendi, não. Por que não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Tardelli lá na Fifa? Por que eu não tive nenhum caso na Fifa? Porque, quando eu vendia o jogador, eu pagava. Eu comprei o Maicosuel por 3,3 milhões de euros. O Daniel emprestou o Maicosuel por 2 milhões de euros. Depois vendeu para o São Paulo por mais 1 milhão de euros. Por que isso tá na minha conta? Nessa lista, os meus sucessores venderam esses jogadores todos. Mas optaram, aí tem que perguntar para eles, pôr no custeio, pagar a folha”, declarou Kalil.

O ex-presidente afirma que deixou uma “máquina” para seu sucessor, Nepomuceno. O argumento não convence os integrantes da atual diretoria, que listam jogadores que não deram retorno financeiro. Na relação apontada por eles, aparece, por exemplo, o meia-atacante Guilherme, contratado por 8,6 milhões de euros e que deixou o clube após rescindir seu contrato amigavelmente, sem gerar receitas. Na relação também está André Bebezão, adquirido por 8 milhões de euros e que, em sua saída, gerou receita de aproximadamente 2,9 milhões de euros. Dudu Cearense entra na relação, que ainda tem outros atletas, com investimento de 1 milhão de euros e nenhum retorno financeiro.

Bom negociador?

“Eu comprava bem e vendia bem. Claro que tem mal negócio no futebol. Deve ter mal negócio. Em seis anos deve ter um monte de mal negócio no Atlético. Isso é do futebol, é da bola. Agora não tem nada mal intencionado, não fui perdulário”, defende-se Kalil.

O blog também teve acesso a um levantamento feito por membros da atual gestão com base nos balanços financeiros do Atlético-MG. A pesquisa feita pela equipe de Sette Câmara aponta que nos seis anos de administração de Kalil foi gerada uma receita bruta com a venda de jogadores no valor de R$ 119.328.123,00 e que em dois anos a atual gestão arrecadou com a negociação de atletas R$ 186.823.867.00.

O prejuízo apurado nos balanços publicados nos seis anos de administração do ex-presidente, segundo o mesmo levantamento, foi de R$ 183.541.527,00.

Por sua vez, Kalil exalta a venda de Bernard para o Shakhtar Donetsk, em 2013. “A venda do Bernard foi a maior da história do Atlético. Na época eram R$ 84 milhões. É só você pegar 25 milhões de euros e multiplicar por 6,5 e você tem por quanto eu vendi o Bernard. Foram 25 milhões de euros à vista”, disse o ex-presidente.

O prefeito de Belo Horizonte crítica a atual diretoria por ainda não ter publicado o balanço de 2019, o que deveria ter ocorrido até o final de abril.

A direção atleticana diz que não cometeu irregularidade. Alega que as regras de distanciamento social para combater a Covid-19 e análise da venda de um shopping feita pelo clube em janeiro geraram atrasos e impediram reunião do Conselho Deliberativo para aprovar o balanço.

Procurado para falar sobre as dívidas feitas na gestão de Kalil, o atual presidente disse que não iria se manifestar. Porém, em recente entrevista ao blog, ao comentar sobre dívidas deixadas por outras gestões, sem citar nomes, ele afirmou: “não tem mais lugar para irresponsabilidade de sair comprando jogador e achar que não vai dar em nada. Não é só ficar levantando caneco e deixar a herança maldita para os outros presidentes. A conta chegou. E caiu no meu colo”.

Guimarães não quis comentar a respeito das dívidas em seu mandato. Nepomuceno não foi encontrado pela reportagem após o envio de mensagens e telefonemas.

A seguir  leia na íntegra o que disse Kalil ao blog sobre o tema.

“Quando eu entrei no Atlético, estou te dando valores de 2012 e 2013, precisa trazer esses valores para hoje. O Atlético devia R$ 30 milhões de fundo de garantia que não eram pagos desde 1994. Tributos municipais executados, R$ 10 milhões, 250 ações em curso. Tudo quitado, tá? Eu quitei. Fornecedores, a gente tinha 180 protestos, de R$ 16 milhões. Foi tudo quitado. Está nos meus balanços. Passivos trabalhistas quitados no meu mandato foram em R$ 80 milhões. Mais salários e 13º, que naquela época eram baixos, não eram como hoje, eu tinha R$ 5 milhões.

Então, o que que eu fiz? Eu priorizei o pagamento do que estava para trás porque eu tinha que viabilizar o crédito do Atlético. Eu tinha que voltar, porque o Atlético estava bloqueado. Entendeu?

Então, o que aconteceu? Eu paguei… O Atlético deve imposto desde 1986, estou falando dos que eu quitei. Então, eu paguei os que inviabilizavam o Atlético, e deixei de pagar os meus (de sua gestão). Se eu pago o meu, estou inviabilizado do mesmo jeito. Não teria dinheiro para pagar nem o meu. Aí aconteceu o seguinte: com a venda do Bernard, que foram dívidas realmente… Por que o que acontece? Priorizei o pagamento para trás. Se você somar, vai dar, em valor de hoje, R$ 170 milhões. Aí, quando veio o negócio do Bernard, que pegaram (bloquearam) o dinheiro, além de eu colocar o Atlético lá (no Refis), eu falei: ‘o negócio é o seguinte, vamos fazer o que com o dinheiro?

Aí deu uma briga danada. Tive dez reuniões com o (Luís Inácio Lucena) Adams, que na época era o chefe da AGU no governo da Dilma. Ele falou; ‘Kalil, já desbloqueamos parte do dinheiro, paga o imposto, entra no Refis’. Fui o único clube do Brasil que entrou no Refis. Aí, logicamente… Aí não sou eu mais. Aí já foi o meu sucessor (Daniel Nepomuceno). Só pra você ter ideia, eu deixei o Refis pago para o Atlético no acordo até 2021. De 2014 a 2021, nenhum dos dois presidentes pagaram o Profut (para o qual dívidas do Refis migraram). Tá pago (até 2021).

Quem bloqueou o dinheiro (da venda de Bernard), eles sabem (atuais dirigentes), porque eles participaram, eles estavam dentro do Atlético, foi coisa pessoal. Não comigo, inclusive, com conselheiros aliados. O juiz foi afastado do caso. Ele teve suspeição no caso, só pra você ter uma ideia da gravidade do que ele fez (bloquear a verba). Isso está tudo documentado, só você ir na internet que você vai achar. Entendeu?

Essa porcentagem (48% das dívidas no Profut feitas em sua gestão), é o seguinte, se você pegar o Profut, eu deixei pago (esse percentual). Eu deixei a dívida e deixei o pagamento. Deixei o meu imposto pago. Ah, eu fui obrigado. Claro, Tá bom, claro que eu fui obrigado. Se eu recebesse o dinheiro, eu iria pagar. O Atlético era uma máquina de dinheiro. Atlético x Olimpia (pela Libertadores) ,se você corrigir a renda, deu R$ 20 milhões, é a maior renda de todos os tempos (no Brasil), inclusive de seleção brasileira.

Fui obrigado a pagar, mas eu iria pagar mesmo. A venda do Bernard foi a maior da história do Atlético. Na época eram R$ 84 milhões. É só você pegar 25 milhões de euros e multiplicar por 6,5 e você tem por quanto eu vendi o Bernard. Foram 25 milhões de euros à vista.

Protesto zero, dívida trabalhista zero, tudo zero.

Essa relação de jogadores, isso é ridículo, né? Todo mundo aqui foi vendido. Não fui que vendi. Tirando o Danilinho, que eu mandei embora por indisciplina, todos esses jogadores foram. Vou te dar um exemplo que é típico aqui. O Tardelli, ele foi vendido, sô. Não fui eu que vendi, não. Por que não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Tardelli lá na Fifa? Por que eu não tive nenhum caso na Fifa? Porque, quando eu vendia o jogador, eu pagava.

Maicosuel, vou te dar o exemplo do Maicosuel. Eu comprei o Maicosuel por 3,3 milhões de euros. O Daniel empresou o Maicosuel por 2 milhões de euros. Depois, vendeu para o São Paulo por mais 1 milhão de euros. Por que isso tá na minha conta? Nessa lista, os meus sucessores venderam esses jogadores todos. Mas optaram, aí tem que pergunatar para eles, pôr no custeio, pagar a folha, fazer não sei o que”.

Sobre críticas de contratar jogadores que teriam custado caro e não teriam se valorizado

“O Maicosuel custou para o Atlético 300 mil euros. Sabe quanto títulos ele tem no Atlético? Quatro. Isso é só um exemplo. Tardelli foi vendido por mais de três milhões. Porque não pagaram o Tardelli? Pergunta para o outro presidente, ué. Então, quando nós chegamos no Atlético, encontramos dívidas com clube, atleta, e liquidamos. Sem preocupação de qual gestão que era (a origem do débito). Nunca. Todos os nossos dinheiros foram dentro do nossos mandatos, com contrato da Globo, garantia da Globo, e a gente tinha crédito no banco porque a gente tinha feito esse negócio com os impostos, que pagamos depois. E, para encerrar as suas questões, são 29 títulos (contando categorias desde base) em seis anos (de gestão).

Isso que aconteceu no Atlético, eu parabenizo o jornalista, mas fico muito triste. Documentos de contabilidades, que foram aprovados. Veja bem, todas as minhas contas foram aprovadas. Inclusive, esses que vazaram essa documentação para vocês estavam na reunião, por unanimidade. Em seis anos, as contas foram aprovadas por unanimidade. Enquanto eles, que estão vazando documentos (nota do blog: não foi dito para Kalil como foi obtida a documentação), talvez por isso que eles não publicaram o balanço (de 2019) até hoje, burlando a lei, porque eles estão mexendo em documento de seis anos, sete anos atrás.

Então, desconstruir a história que eu construí no Atlético é muito difícil. Porque balanço meu era enviado para o conselho na data certa, tinha o tempo certo para o conselho avaliar, ia para o conselho fiscal antes, era distribuído para o conselho e nunca um conselheiro do Atlético levantou a mão para questionar ‘a’,’b’ ou ‘c’. Nunca eu tive um voto contra.

Sobre levantar caneco e deixar contas

Não tenho relação com esse presidente do Atlético. Não converso com ele há dois anos. Não tenho que responder para ele. Atlético, não tenho que responder a ninguém. Desculpa por minha modéstia, Clube Atlético Mineiro, eu não tenho que responder a ninguém. Eu me nego a responder sobre Atlético. Os que poderiam debater comigo estão debaixo da terra. São Nélson Campos e Elias Kalil. São os que podiam conversar em Atlético comigo, já morreram há muitos anos, por sinal.

Vitorioso em campo, mas e nas finanças?

Tá no balanço, acabei de explicar tudo. Essa consulta, que você está fazendo como bom jornalista, porque eles vazaram documento de dentro do Atlético, é infantil, sô! Por isso que tem que ter prioridade. Eu peguei o Atlético com R$ 19 mil em caixa, quatro meses de salário atrasado e R$ 2 milhões em cheques sem fundos na rua. Tá no balanço. Eu apresentava balanço. Já era obrigado apresentar balanço na minha época. E balanço fraudulento é crime. Levantar coisa de seis, sete anos atrás para me agredir no Atlético? No Atlético não tem jeito de me agredir, sô. Eu larguei uma máquina, larguei isso tudo para eles venderem. Larguei o Atlético campeão da Copa do Brasil, eles venderam todo mundo. Meu sucessor vendeu todo mundo. São dois presidentes depois de mim. Porque o outro presidente (Nepomuceno) não falou nada, ficou calado?

A minha indignação é soltar documento que está prescrito, prescreve em cinco anos, e que foi aprovado por unanimidade, com duas auditorias, com insinuações, entendeu? Eles sabem perfeitamente, essa atual diretoria sabe que o Tardelli foi vendido, que o Maicosuel foi vendido, que o Réver foi vendido, que todo mundo foi vendido e não foi pago. O Maicosuel tinha uma parcela na minha gestão, foi paga. As outras eram para dois anos depois.

Leonardo Silva veio de graça. Você quer que eu escale o time do Atlético campeão da Libertadores? Eu escalo.

Dívidas feitas

Eu larguei dívida, larguei dois meses de salários atrasados, avisei para o presidente do Atlético. Peguei dívida e deixei dívida. Com planejamento. Você conhece algum clube em que o presidente sai e não deixa dívida? Só que eu saí e falei: ‘tá aqui. você tá com uma máquina na mão. Tá com um timaço na mão’. Foi aparecendo proposta, foi vendendo.

Ações

O que aconteceu foi o seguinte, antes de ter que pagar o Tardelli, eles venderam o Tardelli. Maicosuel foi a mesma coisa. Eles venderam o Tardelli. Por que eles não pagaram o Tardelli? Por que não pagaram o Maicosuel? Cáceres eu acho que nem é do meu tempo. Eu acho, porque já tem tanto tempo. Agora, ficar futricando papel e dando na mão da imprensa. Essa baixeza nunca teve no Atlético. O Atlético só teve gente séria lá dentro. Cada um agasalhou e foi tocar, tentar ser vencedor. Porque constuir é muito difícil. Agora, vou te pedir um único favor: colocar a minha indignação do vazamento de documentação legítima, contabilizada e aprovada por unanimidade no conselho do Atlético. Não tem anda aí que não está no balanço do Atlético. As dívidas nunca foram escondidas, as receitas nunca foram escondidas.

Entreguei o Atlético com quase R$ 300 milhões de faturamento. Recebi (o clube) com R$ 33 milhões. Fiz a revolução no Clube dos 13, que nos passamos o futebol brasileiro para R$ 1,1 bilhão. Encabecei aquilo com o doutor Fábio Koff, cê esqueceu? Agora, vou discutir com essa diretoria Atlético? Vocês estão brincando comigo.

A situação atual do Atlético

Não conheço, não sei, o balanço não saiu. Chegou uma carta do conselho dizendo que o balanço não saiu. Tá com problema. Eu não, todos os números que você veio me questionar estão no balanço do Atlético. Repito, aprovado pelo Conselho Deliberativo por unanimidade. Qualquer ano da minha gestão, pode escolher. Todos. Será que eu sou tão poderoso assim dentro do Atlético que não teve um dedinho para levantar e falar: ‘opa, isso aqui tá errado’?

Eu não tomava conhecimento. Entregava para os técnicos fazerem. Só não podia fantasiar nada. Eu quero é saber onde está o dinheiro de todos esses jogadores que foram vendidos e quem vendeu. É só isso. Eu quero saber onde eles enfiaram o dinheiro da venda desses jogadores. Tem que ir no balanço depois de mim e ver quem vendeu o jogador. Onde é que foi parar? Eles deram o Tardelli para os outros? Eles deram o Maicosuel? Deram o Réver? Se deram eu não tenho culpa. Eu compra e vendia. Comprava bem e vendia bem. Claro que tem mal negócio no futebol. Deve ter (mal negócio na lista). Em seis anos deve ter um monte de mal negócio no Atlético. Isso é do futebol, é da bola. Agora não tem nada mal intencionado, não fui perdulário.  Atlético eu discuto com Valmir Pereira, Nelson e Kalil. Com o resto eu não discuto. Não tem jeito de discutir comigo. São 29 títulos de todas as categorias. Eu fico profundamente decepcionado de, enquanto não entregam o balanço do ano, estão futricando balanços oficiais do clube, aprovados pelo conselho deliberativo em todos os anos por unanimidade. Só isso que eu fico triste. Coisa inédita no Atlético.

O meu sucessor, o Daniel, contratou Pratto, Robinho, como eu deixei o Atlético quebrado? Fred, que isso? Tá doido?”

 

BH está mais perto de reabertura gradual do que de lockdown, diz prefeito

Leia o post original por Perrone

ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS

Em entrevista ao blog, Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, afirmou que neste momento é mais provável uma retomada gradual das atividades rotineiras na cidade do que a imposição de um lockdown ou de um simples endurecimento nas regras de distanciamento social. A decisão, segundo ele, será anunciada na próxima sexta (22) com base nas recomendações do grupo de quatro médicos que trabalha no combate à pandemia de covid-19 para a prefeitura da capital mineira.

“O lockdown é uma possibilidade distante, como abrir é uma possibilidade melhor. Mas se precisar fazer (o lockdown), nós vamos fazer, baseados no comitê de cientistas que orienta a prefeitura no combate à pandemia. Aqui nada é feito no ‘eu acho isso, eu acho aquilo’. Eles é que falam o que deve ser feito, se pode abrir alguma coisa ou se não vai abrir nada. Eles vão decidir, na sexta-feira eu anuncio”, afirmou o  ex-presidente do Atlético-MG.

Inicialmente a reabertura gradual do comércio em Belo Horizonte está prevista para o próximo dia 25. Nesta segunda (18), começaram a funcionar barreiras sanitárias para controlar a entrada de veículos na cidade. “A situação do Brasil, de maneira geral, preocupa. Temos gente de outros estados, está vindo gente de fora, isso nos preocupa”, disse Kalil.

 

Contra o Galo, no Pacaembu!

Leia o post original por Odir Cunha

O amigo Esly Juliano, companheiro do Conselho do Santos, corrigiu-me ao explicar que as mudanças dos locais dos jogos, no Campeonato Brasileiro, só podem ser feitas com 10 dias de antecedência. Isso quer dizer que não dá mais para mexer no local do jogo com o Avaí, marcado para este sábado, às 18h30, na Vila Belmiro. Porém, ainda é possível mudar para o Pacaembu os jogos contra a Chapecoense, dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, e o jogaço diante do Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas. Nesses dois dias não haverá jogos na Capital.

Para quem, no início do Campeonato Brasileiro, prometeu no mínimo três jogos do Pacaembu e até agora não cumpriu nenhum, o presidente Modesto Roma está em falta com os santistas e os sócios do clube de São Paulo, e deve ao menos marcar os confrontos diante de Chapecoense e, principalmente, Atlético Mineiro, para o estádio municipal paulistano.

Isso não é um favor. Será apenas um sinal de inteligência. Se a Grande São Paulo é a região mais rica e de maior poder aquisitivo da América do Sul e nela vivem mais de um milhão de santistas, trazer um jogo importante para o Pacaembu, estádio que comporta 40 mil pessoas, demonstrará apenas que os dirigentes do clube estão começando a enxergar o óbvio.

Como para o jogo contra a Chapecoense “só” faltam 14 dias e talvez o Santos não seja hábil para pedir essa mudança, eu me contentaria apenas com o jogo diante do Atlético Mineiro. Quarta-feira, 22 horas, são o dia e o horário bem próximos do ideal para apreciarmos esse duelo. Espero que desta vez o presidente Modesto Roma e a diretoria do Santos não nos decepcionem.

Os veteranos e os meninos

Teve gente que não gostou de eu ser paciente com Ricardo Oliveira e exigente com Geuvânio e Gabriel. Ora, há uma diferença entre um jogador consagrado e dois garotos que estão começando e ainda têm muito o que aprender. Em primeiro lugar, se um jogador não consegue proteger a bola e dar um bom destino para ela, ele não terá futuro em time nenhum, muito menos nos melhores. Espero que Geuvânio e Gabriel, os jogadores que mais perdem a bola no Santos, se tornem mais consistentes e regulares. Caso consigam isso, como já possuem velocidade e habilidade (mais Geuvânio do que Gabriel), poderão se firmar no profissionalismo. Do contrário, seguirão marcando passo.

Acredito naquele ditado, que diz: “Quem avisa, amigo é”. Estou avisando, prevenindo para que trabalhem mais a fim de superar suas deficiências e se tornar grandes jogadores. Se preferem quem passe a mão na cabeça, podem escolher, pois o que não falta é bajulador.

Na verdade, o torcedor do Santos precisa ter paciência não só com Ricardo Oliveira, Gabriel e Geuvânio. Além deles, David Braz, Zeca, Thiago Maia e Paulo Ricardo ainda alternam boas e más jogadas. Mas é o que se tem pra hoje. Paciência. Vida que segue…

Outra coisa que os torcedores e os jogadores do Santos precisam deixar de fazer é esperar que Deus vá entrar em campo e ganhar o jogo para eles. Na hora do pênalti, vi Vanderlei ajoelhado e sabia ainda que, se saísse o gol, Oliveira comandaria a prece ao lado da bandeirinha de escanteio. Pô, mas será que se Deus fosse se meter no futebol, ele preferiria o Santos ao Atlético Paranaense, que tem só um título brasileiro?

Se Deus é o destino, ele já fez muito de fazer nascer tantos craques na Vila. Agora, está na hora de a diretoria do clube, comissão técnica e jogadores trabalharem mais. Treinem bastante o chute que não será preciso rezar para a bola entrar. Treinem bastante o passe – viu, seu David Braz – e toda hora haverá um santista na cara do gol. Deixem Deus fora disso!

2005 voltou?

Esta é uma tese sugerida por alguns leitores deste blog. Como se sabe, em 2005 uma série de coincidências envolvendo arbitragens acabaram favorecendo o time que seria campeão brasileiro naquela temporada. Por suspeita de fraude, 11 partidas foram realizadas novamente e isso alterou substancialmente a classificação do campeonato. A cereja do bolo foi o jogo entre o campeão e o Internacional, em que Márcio Rezende de Freitas, aquele, transformou um pênalti para o time gaúcho em falta pró campeão e expulsão de Tinga.

O que estamos vendo nessas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro sugere que aquelas coincidências voltaram. Primeiro, uma sequência de três pênaltis em que a bola na mão foi interpretada sempre de forma a favorecer o mesmo time e a prejudicar o seu concorrente direto ao título. Ainda coincidentemente, o Atlético Mineiro foi presidido até 2014 por Alexandre Kalil, um dirigente que já se colocou publicamente contra a divisão de cotas de tevê pela Globo e a favor da criação de uma liga de clubes, o que contraria os interesses da CBF e da Globo.

Neste domingo, justamente nas duas partidas em que a liderança estava em jogo, o Avaí teve um gol legal anulado quando a sua partida contra o líder estava 1 a 1 e já no segundo tempo. Depois, em Chapecó, o Atlético teve um jogador expulso em lance discutível e no fim, quando empatava em 1 a 1, mesmo com um jogador a menos, sofreu o segundo gol em jogada na qual Apodi levou a bola, escandalosamente, com a mão. Veja os dois lances e diga se não é mesmo muita coincidência que todos os erros de arbitragem sejam a favor ou contra os mesmos times:

Posso garantir que esse Time dos Sonhos está melhor do que o original

Na sexta-feira repassei o texto integral de Time dos Sonhos, com os adendos necessários, e passei o texto para o diretor de arte Clero Junior. Também estamos pesquisando fotos especiais para a obra. Isso quer dizer que, contrariando até mesmo o que eu disse, esse Time dos Sonhos que será relançado nessa campanha de crowdfunding da Kickante, estará mais bonito e mais completo do que o original.

E você poderá adquirir este livro de mais de 530 páginas, muito bem editado e encadernado, por apenas 70 reais. Como presente, ainda terá o seu nome no último capítulo da obra. Estou insistindo para que você entre, porque sei que não irá se arrepender. Eu entraria. Conhecer a história do Santos já me ajudou muito e seu que o ajudará também. Não só nas discussões (civilizadas) sobre futebol, mas para que você tenha uma ideia mais completa do que o nosso Santos representou e representa para este que é o esporte mais popular da Terra.

Garanta o seu exemplar de Time dos Sonhos por um preço promocional. Saiba como clicando aqui.

E então, vamos pedir Santos e Galo no Pacaembu?


Para Kalil, só em país de m… prisão de presidente do Bota pode ser pedida

Leia o post original por Perrone

O blog telefonou para Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, a fim de saber sobre reunião com a Globo da qual ele participou. Ele até falou sobre o encontro, mas estava mais interessado em defender Maurício Assumpção, presidente do Botafogo, que em entrevista para ESPN admitiu ter parado de recolher impostos a espera da aprovação do projeto de lei que vai refinanciar dívidas fiscais dos clubes.

Mais irritado do que de costume quando fala com este blogueiro, o cartola expôs seu raciocínio: “Mandar prender um dirigente que é dentista, homem de bem, tem filho, tem mãe, tem família é só nesse país de merda. Tá boa minha entrevista? É muito bonito falar mal dos clubes. Mandar botar presidente na cadeia agrada à torcida. Quero saber, se o futebol brasileiro acabar quem fala mal vai viver do que? De Partido Comunista Brasileiro? Ele acabou.”.

Pelo tom da revolta até parece que o presidente do Botafogo teve sua prisão decretada. Não teve. O máximo que aconteceu foi o Blog do Juca Kfouri tratar do assunto e dizer que o dirigente do Bota “ainda está solto” depois de confessar ter parado de pagar impostos, entre eles, provavelmente os que são retidos na fonte.

O que fica claro com as furiosas declarações de Kalil é o seu raciocínio simplista sobre a imprensa: se ganha dinheiro para falar sobre futebol, tem que falar bem. Quanto melhor para o futebol, melhor para o jornalista esportivo. Mais empregos, melhores salários. Simples assim.

Robinho traz alegria e esperança para o futebol brasileiro

Leia o post original por Odir Cunha

Minha coluna de hoje no jornal Metro fantasia como seria o futebol brasileiro se os clubes tivessem de pagar todas as suas dívidas de uma hora para outra e a Globo desistisse de investir nas transmissões.

Futebol na estaca zero. Que ótimo!

Jornal Metro de Santos – edição desta sexta-feira

Robinho traz alegria e esperança ao futebol brasileiro

Robinho voltou. E com ele uma alegria da qual os santistas tinham se esquecido. O rapaz realmente traz ótimas lembranças e ainda significa muito não só para o Santos, mas para o que restou do futebol brasileiro. Este filme do Youtube que postamos ontem mostra jogadas que hoje parecem inacreditáveis. Que jogador brasileiro, além de Neymar, pode fazer aquilo?

Robinho não é só um jogador de extrema habilidade. Tem aquela inteligência do boleiro malandro e debochado, mas que sabe o que é importante para se ganhar um jogo. Qual jogador brasileiro, além de Neymar, repito, tem habilidade, confiança e personalidade para fazer o que Robinho faz em campo?

Kaká é outro ótimo jogador que voltou da Europa, mas voltou com sérias limitações clínicas. Infelizmente, jamais será o Kaká dos bons tempos. Ronaldinho Gaúcho era o jogador de maior destaque no Brasil, mas vai embora em busca do inesgotável pé de meia. Quem sobrou com bola e carisma para ocupar o seu espaço? Diga: tem sete letras.

Aos 30 anos, Robinho ainda é jovem. Não padece de nenhum mal crônico, mantém o físico esbelto, a mesma ginga, e talvez só esteja precisando mesmo da confiança e do carinho que os santistas nunca lhe negaram.

Tenho inúmeras ótimas lembranças de Robinho. Não só de suas atuações extraordinárias nos Brasileiros de 2002 e 2004 e no primeiro semestre mágico de 2010, mas por suas demonstrações de amor ao Santos. Em 2003 estive no CT do Santos para levar exemplares do livro “Time dos Sonhos” a Vanderlei Luxemburgo, integrantes da comissão técnica e, principalmente, aos jogadores. Robinho foi um dos mais felizes com o presente.

Recebeu o livro, todo sorridente, posou para a foto que meu filho Thiago e o amigo dele, o Guilherme, fizeram, e depois deve realmente ter lido aquelas mal traçadas linhas, pois em seu perfil no falecido workut, inscreveu o “Time dos Sonhos” como seu livro favorito. Ao conhecer a história do Santos de cabo a rabo, entendeu melhor o honra de jogar nesse time e jamais permitiu que jornalistas ou dirigentes diminuissem o Santos.

Robinho e Santos é um caso de amor correspondido. Muitos clubes brasileiros já quiseram contratá-lo, mas ele sempre preferiu voltar para a querida Vila Belmiro. Agora, como em 2010, o Santos precisa tanto dele, como ele precisa do Santos. Torçamos para que este novo casamento seja para sempre.

Jornalistas José Calil e Fernando Sampaio apóiam nova divisão de cotas

Já tinha o texto quase pronto quando me deparei com a entrevista do presidente do Atlético Mineiro, Aleandre Kalil, no UOL. O dirigente, que tem demonstrado muita coragem em suas declarações, expõe de uma maneira nua e crua os problemas que a política de espanholização adotada pela Rede Globo estão causando aos clubes brasileiros. Em uma de suas contundentes respostas, Kalil afirma:

“A única coisa que eu espero que seja discutida é a “espanholização” do futebol brasileiro, porque eles só querem passar jogos de Flamengo, Corinthians, Corinthians e Flamengo. Só que a maior audiência da Globo no ano passado foi o Atlético-MG na Libertadores, e nós precisamos entender que acabou essa história de que Corinthians e Flamengo dão audiência. Dão porra nenhuma! Quem dá ibope é quem está na frente e quem disputa títulos. Você acha que alguém vai ver jogos do Flamengo com o time caindo? Você acha que o Flamengo no meio da tabela dá mais resultado para a TV do que o Internacional tentando ser campeão, por exemplo? A Globo deve ter visto isso. Ela se fudeu quando deu 52% da renda para cinco times. Acabou com a praça da Bahia, vai acabar com a praça de Belo Horizonte e vai detonar todas as outras. A Globo está fragilizada porque a audiência está indo para o caralho, e é só isso.”

Percebe-se que as ideias que são divulgadas e discutidas neste blog há mais de três anos finalmente estão germinando por aí. Ainda ontem enviei para amigos jornalistas a proposta que elaborei para a divisão de cotas de tevê. Dois deles já me responderam, apoiando a medida e sugerindo algumas alterações. Foram José Calil, da Rádio Transamérica, muito conhecido entre os santistas por comandar um programa apenas sobre o Santos na Rádio Trianon, e Fernando Sampaio, eclético comentarista da Rádio Jovem Pan. A seguir, transcrevo a íntegra de suas respostas:

Fala Odir,

Já tinha lido sua proposta. É muito boa mesmo. Eu sempre lutei contra essa espanholização que querem implantar por aqui.

Pessoalmente defendo uma proposta mais simples, com os 12 maiores clubes do Brasil recebendo rigorosamente a mesma quantia da TV e com o pagamento de alguns bônus por conquistas. E os demais clubes sendo divididos em categorias inferiores de pagamento de acordo com seu desempenho nos anos anteriores.

Qualquer hora conversamos com calma.

Um abraço.

José Calil

Grande Odir,

É, sou contra a divisão atual, falo isso há um tempo. A espanholização prejudica o futebol, não existe Brasileirão forte sem todos fortes, afinal os maiores clubes já têm, naturalmente, uma receita maior porque vendem mais camisas, ingressos, patrocínios, etc…

Concordo com 50% dividido entre todos. Eu faria o restante pela ordem técnica.

Esta proposta de audiência é complicada. Não acho justo a TV ser obrigada a fazer jogos de clubes que não tem grande audiência. A TV tem suas obrigações e entregas comerciais. Acho justo fazer um mínimo, tudo bem, mas a maioria dos jogos devem ficar na escolha da TV, até porque alguns grandes podem estar fracos e outros disputando título ou rebaixamento.

Agora, o mais importante, FUNDAMENTAL, é negociação coletiva, como fazem as ligas que você citou: Alemanha e Inglaterra. Isso estava sendo feito aqui com o Clube dos Treze, mas em troca de favores (títulos e estádio) os clubes implodiram a negociação coletiva.

Alguns clubes só tiveram aumento na cota graças a entrada da RECORD na parada, caso contrário a Globo não teria aumentado a oferta.

Abs e saudades,

Fernando Sampaio

A situação submissa e inferiorizada de quase todos os times brasileiros diante da Rede Globo já era prevista logo que o Clube dos Treze foi desmantelado e a negociação coletiva foi trocada pela individual. A manobra, que teve Andres Sanchez como instrumento, a médio prazo só beneficiaria dois clubes, como vem ocorrendo. Olha só o que este Blog já dizia em 24/02/2011:

Pode ser o fim do Clube dos Treze ou pode ser o fim do futebol na Globo

E em 25/02/2011:

Negociação individual desvalorizará o Campeonato Brasileiro

E em 04/03/2011:

Negociação individual não deu certo na Europa

E em 24/03/2011:

Santos assina com a Globo e sacramenta sua inferioridade

Parabéns mestre Zito, o mentor do melhor time de todos os tempos

Um belo filme do amigo Wesley Miranda sobre o Zito

Um grande time não se faz só com craques habilidosos, mas sim com líderes natos, que colocam a alma em campo e conseguem passar essa vontade para seus companheiros. O melhor time de todos os tempos teve a sorte de contar com um mentor exigente e destemido chamado José Ely de Miranda, o Zito. Hoje, 8 de agosto, ele completa 82 anos. Nasceu em Roseira, que na época nem era cidade e pertencia à Aparecida do Norte, e desde que chegou à Vila Belmiro, em 1952, aos 20 anos, adotou Santos como sua cidade. Zito marcou 57 gols em 727 jogos pelo Santos, mas seu forte era a marcação, a organização do time, a liderança dentro e fora do campo. Podia-se dizer que era o auxiliar direto do técnico Lula, pois funcionava como um técnico dentro do campo. Ganhou 22 títulos oficiais com o Alvinegro Praiano: 2 Mundiais, 2 Libertadores, 5 Brasileiros (Taça Brasil), 4 Rio-São Paulo e 9 Paulistas, além de inúmeros torneios. Mande sua saudação ao mestre e ele a receberá.

E você, acha que Robinho pode brilhar no Campeonato Brasileiro?

Andrés Sanchez, Fernando Carvalho ou Alexandre Kalil? Se você pudesse mudar o comando da CBF, quem você escolheria???

Leia o post original por Milton Neves

marin

A humilhação brasileira diante da Alemanha criou um sentimento de mudança.

A indignação popular com a trágica derrota muitas dúvidas sobre o futuro do futebol brasileiro floresceram.

Onde estamos errando?

Uma das respostas esbarrou no comando da CBF, a entidade máxima que gerencia o futebol no país.

José Maria Marin trouxe Felipão e apostou em um discurso ufanista para tentar levar a Copa.

Agora, o já eleito Marco Polo Del Nero seguirá o mesmo rumo ou fará mudanças radicais na CBF?

E se você, amigo internauta, pudesse escolher o cartola da Confederação Brasileira de Futebol, quem seria?

– o corintiano vencedor Andrés Sanchez;

– o colorado campeão do mundo Fernando Carvalho;

– o atleticano ousado Alexandre Kalil;

– o tricampeão brasileiro Juvenal Juvêncio;

– o atual campeão nacional Gilvan Pinho Tavares;

– o astuto Paulo Nobre;

Algum outro nome importante?

OPINE!!!

 

 

 

Tite foi procurado pra substituir Autuori no Galo

Leia o post original por Neto

Tite foi campeão mundial com o Corinthians em 2012

Tite foi campeão mundial com o Corinthians em 2012

A derrota no primeiro jogo decisivo das oitavas Libertadores para o Atlético Nacional foi o suficiente para derrubar o Paulo Autuori do comando técnico do Atlético/MG. Foi a gota d’água que já havia começado com a perda do título Estadual para o arquirrival Cruzeiro. Para o lugar dele a diretoria do Galo já estava procurando o Tite. Isso mesmo! O presidente Alexandre Kalil falou com o ex-comandante do Corinthians e lhe fez uma bela proposta de trabalho.

Vale lembrar que Tite já esteve no Atlético em 2005 mas não deixou muitas saudades por lá. Até pelo elenco fraco que tinha no comando. O problema desse retorno é que não estão conseguindo convencê-lo porque ele já tem um projeto quase irrecusável para assumir após a Copa do Mundo. Ele não quis passar os detalhes, mas não duvido nada se ele assumisse a Seleção Brasileira. Dá pra duvidar? Sei não, viu!

Kalil tá certo! Esse Anelka é um fanfarrão!!!

Leia o post original por Neto

Aos 35 anos, Anelka defendeu o West Bromwich em 2013

Aos 35 anos, Anelka defendeu o West Bromwich em 2013

Vivo do futebol profissional há quase quatro décadas e cansei de ver jogador de futebol meia boca se sentir Pelé. Em terras estrangeiras essa característica é ainda mais marcante. Esse tal de Anelka é um caso clássico disso. Vejam bem, esse francês até fez um sucesso relativo no Arsenal no começo da carreira. Brilhou um pouco mais com a camisa do Chelsea entre 2008 e 2011. Mas como centroavante é um sujeito de poucos gols. Nunca foi titular nem sumidade absoluta na seleção de seu País.

Por si só já achava uma péssima contratação por parte do Atlético/MG. Mas fazer o que, né? O presidente Alexandre Kalil, que reputo ser um dirigente correto e competente, acreditou no cara e anunciou sua contratação. E não é que o gringo armou um baita de um papelão? Acertou tempo de contrato, salários e ainda por cima queria regalias? Para vai! O cartola do Galo mandou ele pastar bonito. Demorou, aliás! Depois o tal de Anelka negou a história toda. Bem ao estilo mau caráter.

Agora uma coisa é fato, o Kalil tem que trabalhar melhor a divulgação de notícias importantes em suas mídias sociais. Senão queima cartucho. Facebook, Twitter, Instagram e afins são muito legais. Mas no caso de um presidente de um clube importante como o Atlético precisa ser usado com precisão. Convenhamos, não dava pra esperar mais um pouco para anunciar o francês?

A verdade é que esse Anelka é um fanfarrão. Tem muita moral pra pouca bola. O Galo se livrou de um tremendo bonde.

Palmeiras não pode pensar pequeno. Kleina precisa de um elenco melhor para ganhar mais em 2014

Leia o post original por Quartarollo

Kleina renovou contrato no fim da noite de ontem com salário menor que o atual. Dos comentados 300 ou 350 mil por mês, vai receber ”apenas” 200 mil mensais. Na atual conjuntura é um salário baixo para um grande clube … Continuar lendo

O Galo, campeão inVICTOR da Libertadores, agora é do Mundo! E o São Paulo virou o Íbis paulista?

Leia o post original por Milton Neves

 

E logo pela manhã, toca o meu celular.

Era o angustiado Pep Guardiola.

Conversei em bom catalão com o agora técnico do Bayern de Munique, que insistiu quatro vezes para que eu passasse algumas dicas de como parar a “máquina mineira”, como o próprio se referiu ao Galo.

Eu, obviamente, não abri a boca, mas acabei descobrindo algumas coisas.

A principal delas é que o treinador escalará time misto no Campeonato Alemão até o final do ano.

Ele pretende poupar seus jogadores para o duelo diante do time que mais encantou e que segue encantando o mundo em 2013.

Quanto respeito, hein, Guardiola?

Brincadeiras à parte, algumas observações sobre o feito atleticano:

– O Galo competente e campeão teve pela primeira vez na vida ao seu lado o jogador sorte!

– Mas o apito-inimigo se fez presente ontem mais uma vez contra o Atlético-MG!

– No 2 a 0, teve pênalti absurdo em Jô!

– A torcida MAIS VIBRANTE DO MUNDO também entrou para a história pela renda de 15 milhões de reais que proporcionou!

– Em Minas Gerais, nunca o azul foi tão branco e preto.

– Alexandre Kalil e a MASSA serão eternamente gratos a Patrícia Amorim por ter liberado Ronaldinho Gaúcho ao Galo, em 2012.

– Victor jamais será esquecido!

– Cuca agora tenta virar Telê!

– Alexandre Kalil é o cartola do ano!

– Paulo Morsa e milhares de invejosos quebraram a cara com o CAVALO ÁRABE PURO DE ORIGEM que é o Galo!

– Nunca houve um torcedor mais feliz com um título como o do Atlético-MG em 2013!

– Que o Bayern comce a tremer!

– E eu vou para o Marrocos!

– E ficou claro de novo: eu não sou pé frio!

– E o Corinthians não é mais o “campeão atual da Libertadores”!

Mas e o São Paulo, hein?

Com oito derrotas seguidas, o outrora temido Tricolor paulista está a um revés de atingir a marca histórica do… IBIS!

Como o mundo dá voltas, não?

E o próximo jogo é SÓ contra o Corinthians, que sempre foi especialista em massacrar o rival do Morumbi.

Que fase, hein, são-paulino?

Pelo visto, Autuori, que deixou o SPFC pela última vez com um título mundial, sairá do clube agora sem conquistar um ponto sequer.

Anotem!

Opine!