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Galiotte é criticado por aliados por postura em caso dos aluguéis de Mattos

Leia o post original por Perrone

Maurício Galiotte desagradou até membros da situação no Palmeiras com a forma como tratou o caso dos aluguéis de Alexandre Mattos a funcionários que tiveram reajuste de auxílio-moradia pedidos pelo diretor de futebol, como revelou o blog. A avaliação é semelhante à da oposição: o presidente alviverde teria tratado do tema superficialmente.

O desejo de parte dos aliados do cartola era de que ele demonstrasse mais preocupação com o caso se prontificando a buscar mais informações. Porém, Galiotte apenas disse em entrevista no último sábado que a questão dos aluguéis é pessoal, não tem a ver com o clube. Sobre os reajustes, o dirigente afirmou que eles são concedidos de maneira técnica, passando por outros setores da administração. Ou seja, Mattos pode solicitar os aumentos, mas não é dele a palavra final. O diretor tem a mesma argumentação para defender que não houve irregularidade em seus atos.

Apesar da pressão, Galiotte já sinalizou internamente que não irá mudar de postura. Conforme o blog apurou, o presidente só resolveu se manifestar após a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo para brecar comentários de que ele estava estudando a demissão de Mattos. Com sua fala discreta, o dirigente evitou jogar mais lenha na fogueira.

Também de acordo com apuração do blog, o mandatário alviverde entende que o caso dos aluguéis não deve interferir em sua avaliação sobre o trabalho do diretor de futebol. Para ele a análise deve levar em conta o histórico de Mattos no clube, sua atuação na reestruturação de diferentes áreas, incluindo as categorias de base e, claro, contratações e desempenho do time.

Galiotte concorda que houve erros em algumas contratações em 2019, mas acredita que deve ser colocado na balança todo o trabalho do dirigente desde sua chegada ao clube. E o presidente já elogiou várias vezes a atuação dele no período.

Porém, na diretoria há quem entenda que a atual temporada deva ter peso maior nessa reflexão. Quem pensa assim acredita no encerramento da ‘era Mattos’ no Palmeiras após o Brasileirão deste ano.

Protestos contra Mattos continuam após ação, diz líder da Mancha

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André Guerra, presidente da Mancha Alviverde, afirma que a torcida não mudará sua postura crítica em relação ao diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, após o cartola pedir a ele explicações na Justiça sobre ofensas recentes. Ao blog, o torcedor disse que os protestos vão continuar. Entre esta semana e a próxima novas manifestações devem ocorrer. Além disso, membros da organizada continuarão indo a jogos com uma camiseta que pede a saída do dirigente.

Guerra sustenta que o fato de Mattos acionar a Justiça não o intimidará e assegura o mesmo em relação à torcida. “A ação não muda nada. Vamos continuar protestando porque temos convicção de que muita coisa está sendo feita de maneira errada. O clube gastou R$ 140 milhões com contratações, mas nenhum jogador que chegou no começo do ano é titular. O time não conseguiu chegar em nenhuma final de campeonato, não tem competitividade, o centroavante titular (Luiz Adriano) chegou no meio do ano. O torcedor tem essa convicção de que está errado”, afirmou Guerra.

A Mancha tem criticado Mattos sistematicamente questionando gastos com contratações, qualidade de parte dos reforços e desempenho da equipe em 2019. Por isso Guerra afirma que quem deve explicações é o dirigente. “Ele tem que explicar (por exemplo) porque pagou cerca de R$ 24 milhões num jogador como o Carlos Eduardo, que jogou no Goiás e estava no Egito. Já pedi pra mostrar o DVD que usou pra aprovar essa contratação pra gente ver se ele foi enganado”, disse o torcedor.

Segundo Guerra, a Mancha agora também exige explicações em relação a Mattos ter alugado dois apartamentos seus para membros da comissão técnica que tiveram pedidos de reajuste auxílio-moradia pedidos pelo diretor de futebol (os contratos ainda não tinham sido assinados quando as solicitações de aumento foram feitas), conforme revelou o blog.

“É moral, é  ético Mattos alugar apartamentos para membros da comissão técnica sendo que ele determina o valor do auxílio-moradia? E o presidente tem culpa também. Se ele fez é por que o Maurício [Galiotte] permitiu”, declarou o presidente da Mancha.

Por usa vez, Mattos entende que não há algo errado porque ele solicita os reajustes, mas não tem poder de decidir se serão dados. O presidente palmeirense segue essa linha. Diz que há um processo técnico com a participação de outros setores do clube para estabelecer os reajustes que serão concedidos. A palavra final não é do diretor de futebol.

No pedido de explicação na Justiça, Guerra é cobrado para declarar porque Mattos tem sido chamado de ladrão durante protestos da torcida e por qual motivo a Mancha enviou flores para sua mulher. O líder da organizada afirma que os torcedores se sentem roubados porque pagam caro para ver o time montado graças a altos gastos em contratações, mas com despenho que não condiz com o investimento. Argumenta ainda que as flores foram enviadas para confirmar o endereço do dirigente, já que o protesto seria na entrada do condomínio em que ele mora.

Conselheiros cobram reunião extraordinária para discutir aluguéis de Mattos

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A revelação feita pelo blog de que Alexandre Mattos aluga dois apartamentos para membros da comissão técnica do Palmeiras que tiveram aumentos em auxílio moradia pedidos por ele aumentou a pressão política no clube contra o diretor de futebol. Conselheiros de diferentes alas cobram que explicações sobre o episódio sejam dadas ao Conselho Deliberativo.

A ideia é convocar o presidente do clube, Maurício Galiotte, além de Mattos, para falar ao órgão. A convocação de funcionários não é comum. Além de ouvir ambos sobre o tema, o desejo é de que a direção apresente documentos, como as requisições de aumentos de auxílio moradia feitas para o auxiliar técnico Andrey Lopes e o treinador de goleiros Oscar Sevory Nunes Rodriguez. Os dois moram em apartamentos de propriedade de Mattos.

“Fui procurado por conselheiros que querem uma reunião extraordinária sobre esse assunto e tudo o que está acontecendo no departamento de futebol, como os gastos com contratações. Expliquei que para isso é preciso um pedido assinado por pelo menos 60 conselheiros ou mil sócios. Muitos querem fazer o abaixo-assinado, mas nada foi protocolado até agora”, disse ao blog Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras.

“O sentimento entre os conselheiros é de que precisamos pedir explicações. Temos que saber se essa prática (reajuste de auxílio-moradia) acontece com outros funcionários do clube. É necessário que o conselho tenha acesso a toda a documentação sobre o assunto. Não estou dizendo que há algo de irregular, mas essa documentação precisa ser franqueada para o conselho. Quanto antes tudo for esclarecido, com transparência, melhor será para o Palmeiras”, disse o conselheiro Luiz Fernando Marrey Moncau.

O pronunciamento de Galiotte sobre o assunto também gerou insatisfação em parte dos integrantes do conselho. O presidente palmeirense disse em entrevista que a questão dos aluguéis não diz respeito ao clube. Afirmou também que os aumentos de auxílio-moradia passam por um processo técnico. O cartola completou dizendo que “as coisas no Palmeiras são sérias”.

“Foi uma explicação rasa porque o dinheiro (referente ao auxílio-moradia) é do clube, os funcionários também. Então não é tão simples”, afirmou Moncau. “Se o presidente acha que é normal, é a opinião dele. Mas não entendo assim. Acho que pode ser legal, mas não é dentro da normalidade”, opinou Seraphim. O presidente do Conselho Deliberativo já teve um áudio vazado criticando a atuação de Mattos no comando do futebol palmeirense. Por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, Galiotte afirmou que não comentaria o assunto.

Opinião: Palmeiras precisa rever critérios de auxílio-moradia

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A revelação feita pelo blog de que Alexandre Mattos aluga dois imóveis para membros da comissão técnica que tiveram reajustes em auxílio-moradia solicitados pelo diretor de futebol joga luz num tema pouco discutido no Palmeiras, mas que merece mais atenção. A ajuda dada para funcionários pagarem suas despesas com habitação deveria ser mais criteriosa.

Na opinião deste blogueiro não faz sentido empregados do clube receberem tal benefício a partir de um determinado patamar salarial. Pior, há casos de quem tem imóvel próprio e ganha o auxílio. Injustificável.

A ajuda deveria ser restrita a quem precisa. E quem tem casa própria em São Paulo, obviamente, não precisa. Quem ganha bem também não. Tal complemento deveria servir, na opinião deste blogueiro, apenas para funcionários que chegam de outra cidade com vencimentos insuficientes para bancar aluguel. O Palmeiras é um clube que paga bem. Ou seja, é pouco provável que membros da comissão técnica do time principal, jogadores e dirigentes remunerados tenham essa necessidade.

O presidente Maurício Galiotte poderia aproveitar o gancho para repensar o assunto e estabelecer critérios mais saudáveis para o Palmeiras. O cartola não deveria ficar restrito apenas à defesa incondicional de Mattos, que tem seus acertos e erros. O presidente de um clube desse tamanho precisa ter visão mais ampla e trabalhar diariamente para evitar gastos desnecessários.

Mattos aluga imóvel para quem tem auxílio-moradia no Palmeiras a seu pedido

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Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, aluga dois imóveis de sua propriedade para integrantes da comissão técnica que ganham auxílio-moradia, benefício que passa pela solicitação do dirigente.

O auxiliar técnico Andrey Lopes e o preparador de goleiros Oscar Sevory Nunes Rodriguez moram em apartamentos comprados neste ano por Mattos na vizinhança do CT do Palmeiras. Antes de se tornarem inquilinos de seu chefe, eles receberam, a partir do pedido de Mattos, aumento no auxílio-moradia que já ganhavam.

Segundo registros dos imóveis obtidos pelo blog, Mattos sacramentou a compra dos dois apartamentos em 4 de abril. O cartola afirma ter sido em fevereiro. Em 15 de maio, o departamento de futebol do Palmeiras encaminhou para o departamento pessoal no mesmo documento pedidos de aumento para quatro funcionários. Andrey e Oscar estavam entre eles, porém, ambos tiveram também pedidos de aumento de seus auxílios-moradia. O documento, ao qual o blog teve acesso, foi assinado por Mattos.

Para ambos foi solicitado que o auxílio moradia passasse a ser de R$ 5 mil. O valor antigo não é descrito no documento, mas, segundo fonte no departamento de futebol palmeirense, o auxiliar recebia para ajudar nas despesas com habitação R$ 3.500 mensais e o preparador de goleiros R$ 4 mil. Oscar teve solicitação de acréscimo de R$ 10 mil em seu salário, o dobro da quantia de reajuste requisitada para Andrey. Os aumentos foram concedidos.

Em 1º de julho deste ano, menos de dois meses após Mattos ter feito a solicitação de reajuste do auxílio-moradia para Oscar, o preparador de goleiros se tornou seu inquilino. Sete dias depois, foi a vez de Andrey assinar contrato como locatário de um dos apartamentos do diretor de futebol.

Empresa

Os dois imóveis alugados pelos membros da comissão técnica do Palmeiras ficam no mesmo condomínio. Mas o apartamento escolhido por Oscar é exatamente o endereço indicado pelo diretor de futebol como sede de sua empresa, a Afmattos Assessoria e Gerenciamento Esportivo. Movimentação na ficha cadastral da empresa na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) registra a mudança do endereço da empresa para o local atual em 23 de maio.

Antes, a Afmattos tinha como endereço um imóvel na rua Padre Antônio Tomas de propriedade do Palmeiras. “Quando cheguei ao Palmeiras, o (então) presidente Paulo Nobre me pediu para montar uma empresa. Eu não tinha imóvel em São Paulo e segui as orientações do departamento jurídico do clube a pedido do presidente”, afirmou Mattos ao blog, que não localizou Nobre.

Funcionário nega, mas diretor confirma aluguel

Na última sexta (11), este blogueiro foi até o condomínio em que Mattos tem os dois apartamentos para procurar pelos membros da comissão técnica. Oscar estava chegando ao local praticamente no mesmo momento. Abordado, negou que tenha alugado o imóvel de seu diretor. “Sua informação não está correta”, disse com convicção. Indagado se o número de seu apartamento era um dos dois que correspondem às propriedades do dirigente, voltou a negar.

Em seguida, o blog procurou por Andrey junto à recepção. Obteve a confirmação de que seu número de apartamento corresponde a um dos imóveis do cartola. Após este blogueiro se identificar, o funcionário do condomínio interfonou para o auxiliar técnico e disse que ele estava descendo.

Porém, Oscar já tinha avisado a Mattos sobre as perguntas feitas a ele. O diretor telefonou para o blog e passou a concentrar as respostas. Andrey não desceu. Numa segunda tentativa, o recepcionista disse que ele não estava em casa.

Mattos confirmou ter alugado o apartamento para os dois funcionários e também ter solicitado aumento de auxílio-moradia, prática comum no departamento de futebol palmeirense para ambos. Isso após pedido dos funcionários, segundo sua versão. “Meus investimentos são pessoais, lícitos. Alugo imóveis para quem eu quiser”, disse o diretor.

Sobre ter solicitado aumento do auxílio-moradia para os dois funcionários, o dirigente afirmou não ver problemas éticos ou conflito de interesses. “Quando solicitei os reajustes, eles não eram meus inquilinos. E eu não decido se alguém vai ter auxílio-moradia ou não. Se alguém me pede, eu avalio, se for o caso encaminho para o RH, depois vai para o vice-presidente (Paulo Roberto) Buosi, em seguida, para o presidente (Maurício Galiotte)”, declarou o dirigente.

Indagado sobre se haverá conflito de interesses caso ele resolva aumentar os aluguéis e os dois funcionários solicitem novo reajuste no auxílio-moradia, Mattos disse que não porque a decisão final não será dele. Voltou a sustentar que ele apenas faz o encaminhamento.

O blog apurou que neste ano uma série de funcionários recebeu reajuste salarial. Parte deles tinha propostas de outros clubes. Segundo integrante do departamento de futebol palmeirense, jogadores e outros membros do setor também compraram imóveis no mesmo condomínio como investimento.

Cada um dos apartamentos adquiridos por Mattos tem 60,8 metros quadrados de área privativa. Por um deles o dirigente pagou R$ 539.385,53. O outro custou R$ 552.243,35. Os dados estão nas matrículas dos imóveis. O dirigente se comprometeu a pagar ambos parceladamente.

 

 

Quatro estratégias de Galiotte para combater crise palmeirense

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Para aliados de Maurício Galiotte, o presidente palmeirense conseguiu evitar que a crise no clube provocada pela eliminação na Libertadores diante do Grêmio seguida pela derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileiro, fosse ainda maior. Na tentativa de evitar estragos mais profundos do que a quedade Luiz Felipe Scolari, uma série de medidas foi adotadas. Confira abaixo as principais.

1 – Rápida assinatura com Mano Menezes

Tomada a decisão de demitir Felipão, a meta da diretoria capitaneada por Galiotte foi fechar rapidamente com Mano. A intenção era evitar especulações, a impressão de que o time estava sem rumo e impedir o avanço da rejeição de torcedores e conselheiros ao treinador escolhido. O acordo levou menos de duas horas para ser alinhavado logo depois do anúncio da saída de Scolari, conforme apurou o blog. Os que eram contra a contratação do ex-treinador de Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e seleção brasileira ficaram impotentes diante do comunicado do Palmeiras de que ele já tinha sido efetivado, feito no dia seguinte.

2 – Silêncio

Galiotte adotou a estratégia de não responder publicamente às críticas feitas a ele e a Alexandre Mattos por Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo. As queixas estavam em um áudio enviado a sócios e conselheiros, mas que acabou vazando. O presidente palmeirense também evitou cobrar Del Grande, seu aliado político para fazer oficialmente uma retratação.

A avaliação do presidente do clube e de seu estafe foi de que um pronunciamento sobre o tema reforçaria a tese de que os dois estavam rachados. O silêncio foi seguido de uma manobra para demonstrar sintonia entre ambos. Del Grande foi convidado para participar de uma reunião de diretoria, como mostrou o UOL Esporte. A ideia era de que ao aparecer ao lado do presidente do clube, ele mostraria ainda estar alinhado com a gestão. Além disso, seria natural que o líder do conselho deliberativo desse explicações aos presentes, o que acabou acontecendo.

3 – Alexandre Mattos

No auge das cobranças de torcedores e conselheiros pela demissão do diretor de futebol do Palmeiras, Galiotte optou por uma defesa discreta do funcionário. A análise foi de que quanto mais o principal dirigente alviverde falasse sobre o tema, mais lenha jogaria na fogueira. A estratégia foi manter a rotina de Mattos de participar das apresentações de novos contratados do clube, mas de maneira também discreta.

Na apresentação de Mano Menezes, o cartola remunerado entregou para o treinador um livro sobre a história do clube, como faz com jogadores que chegam à Academia. No entanto, ele não teve protagonismo no evento, diferentemente do que ocorreu na chegada de Ramires, por exemplo. Mattos foi o responsável por apresentar o volante, com direito a discurso. Com Mano, esse papel coube a Galiotte. Assim, o diretor de futebol ficou menos nos holofotes num momento de extrema pressão. Ao mesmo tempo, a simples presença dele ao lado do presidente demonstrava que sua demissão não estava em pauta.

4 – Leila Pereira

Outro momento tenso nos bastidores do Palmeiras aconteceu quando Leila Preeira, presidente da Crefisa, patrocinadora alviverde, respondeu a um torcedor em rede social que não é responsável por contratações ou por escalar o time. Parte dos conselheiros do clube passou a farejar uma possível discordância entre a empresária e Mattos, o que consequentemente a colocaria em rota de colisão com o presidente.

De novo, Galiotte não fez alarde. E, como faz em momentos relevantes, recebeu Leila e o marido dela, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, para participar da apresentação de Mano. A aparição do casal ao lado do cartola pode ser interpretada como uma resposta aos comentários de conselheiros sobre um suposto atrito entre eles.

A postura da empresária, que evitou comentar a respeito da  pressão sobre Mattos, foi comemorada por apoiadores de Galiotte, já que não houve novo incêndio para ser apagado. Vale lembrar que Leila, assim como seu marido, é conselheira do clube. Ela é cotada para ser apoiada pelo atual presidente para se candidatar a ocupar a principal cadeira no clube.

Por que Galiotte banca permanência de Alexandre Mattos no Palmeiras?

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A Mancha Alviverde, o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, a maioria dos conselheiros de oposição e parte dos situacionistas pedem a demissão de Alexandre Mattos. Mas, Maurício Galiotte mantém o diretor de futebol do Palmeiras. Por quê? Abaixo veja cinco justificativas apontadas por gente próxima ao presidente do clube para a manutenção do contestado dirigente remunerado.

 

1 – Convicção

Galiotte tem dito a pessoas próximas estar convicto de que o melhor para o Palmeiras é a manutenção de Mattos. O mesmo sentimento ele já não tinha em relação a Felipão, que perdeu o emprego depois da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã.

2 – Acertos e erros

Na avaliação do presidente palmeirense, Mattos acertou mais do que errou até aqui em seu trabalho no alviverde. De acordo com interlocutor de Galiotte, ele admite que algumas contratações feitas pelo diretor neste ano não deram certo. Porém, acredita que sua trajetória no Palmeiras é marcada mais por bons resultados do que por insucessos.

3 -Gastos e receitas

Uma das principais críticas dos que querem a saída do diretor de futebol é em relação às despesas com contratações durante sua gestão. O argumento é de que o desempenho do time não é compatível com os gastos, considerados altos. Apesar de ter conquistado títulos, o Palmeiras não teria estabelecido uma hegemonia nacional que justificasse os investimentos.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o presidente entende que  o clube gasta mais com Mattos porque arrecada mais. O equilíbrio financeiro da instituição não estaria em xeque (há opositores que não enxergam dessa forma).

Outro ponto citado para combater a fama de gastador do cartola é o de que Mattos comandou negociações que geraram importantes receitas para a agremiação na venda de jogadores.

4 – Reestruturação

Mais um elogio que Galiotte faz a Mattos, de acordo com interlocutor do presidente, é por sua participação na reestruturação do CT do clube, que é considerada por ele fundamental para o sucesso do projeto.

5 – Confiança

Por fim, há o discurso de que o diretor de futebol não fez nada para quebrar a confiança do presidente nele. Em meio às cobranças pela demissão do executivo, Galiotte tem reforçado que confia no funcionário.

No Palmeiras, até atitude de Bruno H. em cobrança de torcedor é criticada

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Apesar de Bruno Henrique não ter sido agressivo com o torcedor que o importunou na rua na última segunda (2), parte dos conselheiros e até gente da diretoria reclama do comportamento do jogador do Palmeiras.

São duas as queixas centrais. A primeira é que ele não deveria reclamar da cobrança do torcedor. Na opinião dos queixosos, o fã do clube tem o direito de protestar pacificamente contra a má fase, e o jogador deveria aceitar a crítica, sendo mais compreensivo. Outra reclamação é sobre a esposa de Bruno Henrique, Bhel Dietricht, ter tomado a iniciativa de reagir. Nesse ponto, os críticos afirmam que o atleta deveria ter demonstrado mais personalidade e “controlado” sua mulher.

Membro da diretoria, mas não do departamento de futebol, afirmou ao blog que Bruno Henrique mostrou desequilíbrio emocional e que isso seria uma extensão da postura do time em campo. Ele preferiu não ser identificado. Em grupos de trocas de mensagens formados por conselheiros, o jogador foi ironizado por não conter a esposa. Bhel chegou a tentar tirar o celular da mão de quem filmava a cena.

Mas também existem conselheiros que apoiam Brunho Henrique e reprovam a hostilidade do torcedor. O palmeirense teria chamado o jogador de pipoqueiro. No vídeo, ele afirma que se referiu ao time, não ao atleta, sendo contestado pela mulher do atleta. Por sua vez, sem alterar o tom de voz, o meio-campista pergunta se o desafeto acha que está certo de fazer a cobrança num momento de folga, diz que não está feliz com a fase do time e reclama que foi desrespeitado enquanto passava pela rua com sua esposa.

“Acho um absurdo o que fizeram com o Bruno Henrique. Ele foi muito educado, mesmo tendo sido desrespeitado. Torcedor quer reclamar, vai reclamar com o Alexandre Mattos (diretor de futebol) e com o presidente (Maurício Galiotte). Eles são os responsáveis, o regime do clube é presidencialista. Não tem que ofender jogador na rua”, afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Procurada, a assessoria de imprensa de Bruno Henrique declarou que ele não se manifestaria sobre as críticas. Porém, o blog apurou que, na avaliação do estafe do jogador, ele agiu da melhor maneira possível diante da situação.

Um mal necessário?

Leia o post original por Craque Neto 10

Após demitir o Felipão sem dó nem piedade, a diretoria do Palmeiras acertou a contratação do técnico Mano Menezes, que estava desempregado desde que tinha deixado o Cruzeiro no mês passado. A rejeição dele por parte da torcida é tremenda. Algo próximo de 100% e até hashtag #ManoNão foi criada. E esse ódio vem muito mais pelo fato dele ter uma forte ligação com o arquirrival Corinthians no passado do que propriamente com o estilo de jogo retranqueiro parecido com o do seu antecessor. Mas posso falar? Nesse momento de crise vejo o Mano como um mal necessário para o […]

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Opinião: demissão de Felipão fortalece quem quer derrubar Mattos

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Em tese, a queda de Felipão fortalece os críticos de Alexandre Mattos no Palmeiras. Ficou claro que a diretoria palmeirense cedeu às pressões de torcedores, conselheiros e até de colegas de direção para trocar de treinador. Tal reação deve dar mais ânimo para os que querem derrubar o diretor de futebol. “Quem derrubou um, derruba dois”, devem estar pensando os insatisfeitos.

Felipão foi campeão brasileiro no ano passado, acumula eliminações em 2019, mas chegou a fazer uma campanha muito boa no Brasileirão, com direito à folga na liderança, antes da pausa para a Copa América. Na primeira crise os dirigentes resolveram entregar a cabeça do treinador numa bandeja. Só consigo pensar que não aguentaram a pressão.

Num cenário de coerência, convicção e confiança, os cartolas teriam peitado os críticos, mantido o treinador, mas cobrado a comissão técnica e jogadores, trabalhado para identificar os problemas (digo aqueles profundos, não os apontados nas análises cheias de ódio e superficiais). Era preciso ter o cuidado de ir a fundo na análise do desempenho de cada jogador, ver se tem gente acima do peso ou com outros problemas. E fazer o mesmo em relação a todos os profissionais da comissão (preparadores físicos, fisioterapeutas, médicos, auxiliares …). Era preciso olhar para o que a própria diretoria tem feito com o objetivo de corrigir erros. Será que Scolari é o único que não está rendendo bem? Duvido.

Porém, a reação foi de fraqueza na minha opinião. A mudança, independentemente de quem assumir o comando, num primeiro momento mergulha mais o alviverde na crise. Neste instante, não há projeto para um dos elencos mais caros do país. Tudo terá que ser refeito. Pode dar certo e render o título do Brasileiro. Mas hoje a crise é maior do que ontem. Além disso, há um exército revoltado com o desempenho do time querendo ver cabeças rolarem. Desde o final da tarde desta segunda (2), eles estão mais fortes. Ou, pelo menos, estão se sentindo mais poderosos, acreditando na capacidade de conseguirem o que querem na marra.