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Por que executivos viraram protagonistas em clubes e até torcida opina?

Antes chamado de “Mittos” pela torcida do Palmeiras, Alexandre Mattos foi demitido no último domingo após um desgaste que incluiu protestos de organizada em frente ao condomínio em que mora e ameaças de torcedores. Agora, a discussão sobre seu substituto provoca engajamento de torcedores que tratam o assunto como se estivessem falando da contratação do próximo técnico ou de um grande craque. No São Paulo, virou tema prioritário se o clube deve manter ou demitir Raí, dirigente remunerado tricolor. Mas como os diretores executivos de futebol viraram “menina dos olhos dos clubes” e fizeram os torcedores se importarem tanto com eles? Para tentar responder à pergunta, o blog ouviu profissionais da área.

Entre as análises estão o excesso de exposição desnecessária de cartolas remunerados, uma visão equivocada de seus trabalhos nas agremiações e o grau de complexidade que as contratações de atletas e outras funções no departamento de futebol ganharam nos últimos anos.

A final da Copa do Brasil de 2011, vencida pelo Vasco na decisão diante do Coritiba, é um momento importante para se entender a visibilidade que os dirigentes remunerados ganharam no país. Na ocasião, recebeu destaque da imprensa o duelo entre dois cartolas profissionais: Rodrigo Caetano, então no Vasco, e Felipe Ximenes, que trabalhava para a equipe paranaense.

O interesse jornalístico nas atividades dos dois atraiu a atenção dos torcedores e ela não parou de crescer na direção dos profissionais dessa área. Porém, a função já existia há tempos, mas sem tanta badalação. Caetano é prova viva dessa transformação. Passou a ser tratado com status de craque em seu ramo. Hoje está no Internacional e divide com Diego Cerri, do Bahia, o posto de preferido dos dirigentes amadores do Palmeiras para a vaga de Mattos com direito a tratados escritos por torcedores nas redes sociais.

Mattos é um dos que mais colaboraram para a consolidação da fama dos dirigentes profissionais. Com dois títulos brasileiros durante sua gestão no Cruzeiro, ele já chegou ao Allianz Parque com pinta de ídolo.

“A importância é proporcional à responsabilidade que cada um (diretores executivos, outros profissionais e dirigentes estatutários) assume dentro da estrutura. Acho natural que, com a responsabilidade e o papel que todos esses agentes do negócio, do futebol, assumem que isso seja reconhecido”, afirmou Bruno Spindel, diretor executivo de futebol do Flamengo.

Com passagens por São Paulo e Santos como diretor remunerado, Gustavo Vieira de Oliveira, atualmente membro do conselho de administração da Botafogo S/A, ligada ao Botafogo de Ribeirão Preto, atribui, em parte, o destaque dado aos executivos de futebol à participação deles em contratações de atletas.

“Embora as atribuições do executivo sejam bem mais amplas, o que mais gera visibilidade são as negociações, e, nos últimos 15 anos, as negociações passaram a ser mais complexas, demandando maior dedicação de tempo, relacionamentos e expertise para sua condução. Soma-se a isto, o fato de a opinião pública acompanhar com maior interesse, o que tem a ver também com o fenômeno das redes sociais. O executivo personifica o clube neste mercado com mais visibilidade”, afirmou o filho do ex-jogador Sócrates.

Tal visibilidade leva os dirigentes profissionais a serem exaltados ou massacrados nas redes sociais e virarem personagens de selfies ou protestos de torcedores dependendo do resultado do time. Para Tiago Scuro, CEO da parceria entre Red Bul e Bragantino e ex-executivo do Cruzeiro, a atenção que esses funcionários das agremiações recebem tem a ver com a exposição de parte deles na mída.

“Essa situação no Brasil é única. Em outros países, esse profissional não tem a mesma relevância. Na Premier League (Inglaterra), quantas vezes você vê o executivo de futebol dando entrevista coletiva, falando na zona mista ou apresentando jogador contratado? A função do executivo é gerir o clube, não reagir a tudo que acontece. O executivo não deveria ter esse protagonismo que tem no Brasil, mas uma atuação mais discreta como acontece em outros países. Claro, alguns momentos específicos vão exigir um posicionamento (pela imprensa)”, disse Scuro. Recentemente, ele foi sondado para o lugar de Mattos no Palmeiras, mas entendeu que não poderia deixar o projeto de Red Bull e Bragantino num momento de implantação.

Para Gustavo, essa exposição passa por uma estratégia dos dirigentes amadores. “Há interesse também de conferir visibilidade ao executivo por parte da diretoria estatutária na necessidade de expor alguém que seja o contratado (e descartável) e não aquele que tem carreira política”, analisa. Ou seja, esses profissionais estariam sendo usados como escudos pelos cartolas tradicionais. “A pergunta que temos que fazer é: ‘querem um escudo contra o que?”, opina o executivo do Red Bull Bragantino.

Profissionalismo x amadorismo

A convivência entre “cartolas de carteirinha” e profissionais do futebol nos clubes tem sido conflituosa em alguns casos. E a corda costuma estourar do lado dos funcionários. Na Santos, recentemente, Paulo Autori reclamou de declarações de José Carlos Peres que sugeriam interferência dele no futebol do clube e avisou que deixará a agremiação ao final da temporada. O próprio Gustavo foi demitido na Vila Belmiro depois de uma curta passagem tumultuada por problemas políticos. No Palmeiras, após a saída de Mattos, Maurício Galiotte optou por criar um comitê de diretores amadores para atuar no futebol, sem dispensar a contratação de um novo executivo. Por sua vez, Leco, presidente do São Paulo, sofre grande pressão interna e até de parte da torcida para demitir o executivo Raí, um dos principais ídolos do clube do Morumbi.

“O (diretor estatutário)  tem o desejo de participar, o clube espera que ele participe, ele próprio fez carreira política com a intenção de participar das decisões, ele é perguntado na rua e na família por sua participação, há uma sensação geral de que fazer futebol é fácil, enfim, é muita tentação e pressão para o estatutário administrar o próprio ego e abster de interferir”, afirmou Gustavo ao ser indago sobre a relação entre diretores profissionais e amadores.

A demissão de Mattos também levantou a questão sobre como o trabalho dos executivos é avaliado. O ex-funcionário do Palmeiras não resistiu à falta de taças na atual temporada, mesmo tento no currículo dois títulos Brasileiros e um da Copa do Brasil pelo alviverde.

“Essa importância maior dada aos executivos veio na visão de tirar um pouco o poder do treinador. Mas existe uma distorção na visão sobre as responsabilidades do cargo, creditam o fraco desempenho ou o êxito ao executivo. Dão muito valor às contratações, como o se o executivo contratasse sozinho. Muitas vezes, ele contrata quem o dirigente pede. Como em qualquer indústria, o executivo deve liderar um departamento, ele é parte de uma engrenagem. Sua avaliação não pode ser só em relação às contratações e aos resultados do time. É preciso ver todo seu trabalho. Mas, não existe vítima nessa história. O executivo, muitas vezes, precisa ter um posicionamento mais discreto. Dirigentes e imprensa precisam avaliar melhor esse trabalho. Até o torcedor precisa entender mais essa função”, declarou Scuro.

Gustavo também avalia que jornalistas, dirigentes amadores e torcedores não estão preparados para analisar a atuação desses profissionais do futebol. “Seguramente não. Imagina-se que o trabalho do executivo seja somente contratar e vender atletas, sendo que as atribuições são muito mais amplas. Além disso, os clubes não definem claramente suas metas. E, quando o fazem, têm receio de comunicar ao torcedor. O executivo deveria ser executor das estratégias instituídas pelo clube”, ponderou o profissional da Botafogo S/A.

Por sua vez, o diretor do atual campeão brasileiro e da Libertadores não reclama das avaliações instantâneas de acordo com os resultados do time. “Acho que, como em toda a carreira, qualquer que seja ela, as pessoas são avaliadas pelos seus resultados. Então, é natural que tenha uma avaliação imediata. Nas vitórias e títulos uma avaliação boa. E quando acontece o contrário, dependendo como foi, que seja em sentido contrário. Acho que isso é natural, não dá para esperar nada diferente disso”, afirmou Spindel.

Sobre a maneira como imprensa, torcedores e dirigentes analisam o trabalho dos executivos, o diretor rubro-negro ainda afirma que não se pode generalizar. “O torcedor é o maior patrimônio do clube. No caso do Flamengo é a maior torcida do Mundo. Por eles que a gente faz tudo e o que a gente mais quer é que o clube vença sempre para que eles estejam felizes e que aconteça o que agente viu. Isso não tem preço, o que aconteceu no apoio ao time esse ano todo. Imprensa e dirigente também é difícil de generalizar. O fato é que quanto mais preparado o dirigente do clube, que é representante do torcedor do sócio, mais bem tomadas vão ser as decisões. Imprensa, de forma geral, acho que a qualidade da informação que a ela recebe, tem o papel do clube, dos funcionários, dos executivos de informar e dar o maior subsídio possível à imprensa para que a opinião seja formada à luz das melhores informações possíveis”, declarou o diretor do Flamengo.

Opinião: demissões derrubam discurso de que Galiotte resiste a pressões

Leia o post original por Perrone

As demissões de Alexandre Mattos e Mano Menezes derrubam a imagem que Maurício Galiotte tentava construir de dirigente que não cede a pressões. Esse era o discurso em seu entorno para justificar principalmente a manutenção do diretor executivo de futebol diante das cobranças de parte da diretoria e da torcida para afastar o funcionário palmeirense.

O clima que antecedeu as demissões era de pura pressão. Cadeira voando no gramado do Allianz Parque, placar mostrando 3 a 1 para o Flamengo, torcedores protestando diante do camarote da direção do Palmeiras e o temor de novos protestos da Mancha Alviverde.

Antes mesmo do final da partida contra os rubro-negros, a conversa entre cartolas no estádio palmeirense era de que o resultado deveria provocar protestos mais pesados da principal organizada do clube tendo como alvos principais endereços ligados a Galiotte e Mattos. Na semana passada, torcedores deixaram bananas na empresa do presidente. O ex-diretor executivo de futebol já tinha enfrentado manifestações em frente ao condomínio em que mora.

O anúncio das demissões soterrou a conversa propagada pela tropa de choque do presidente de que suas decisões são puramente técnicas e que ele faria uma avaliação do desempenho dos profissionais do departamento de futebol depois do final do Brasileirão. Acuado, o cartola adotou as medidas radicais faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato nacional.

Na opinião deste blogueiro, nada justifica a decisão de não esperar o fim da temporada, tão próximo, para refazer o planejamento a não ser as pressões interna e externa. Ficou no ar o cheiro de que Galiotte temia o que poderia acontecer nas horas seguintes à derrota para o Flamengo se não entregasse as cabeças de Mattos e Mano.

A entrevista dada pelo cartola com uma postura firme e cobranças ao elenco é uma demonstração de mudança de atitude no auge do cerco ao dirigente. Ele sofre críticas internas de integrantes da diretoria por não ter dado uma entrevista coletiva enérgica após a confirmação da perda do título brasileiro e por ter deixado a missão para Mattos. Cobriu a lacuna agora.

Alguns dos dirigentes mais descontentes com Galiotte se animaram com a reação do presidente ao fracasso em casa diante do atual campeão brasileiro. Ouviram o que queriam. Porém, o dirigente terá que manter a nova postura na próxima temporada para evitar a retomada do fogo amigo.

Demissão de Mattos gera comemoração e alívio no Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Nem parece que o Palmeiras perdeu de 3 a 1 para o Flamengo. Não para quem conversou pouco depois do jogo com conselheiros e diretores que queriam a saída de Alexandre Mattos. O tom deles era de comemoração pela demissão do dirigente.

As críticas ao diretor executivo vinham de longa data. Porém, nos últimos meses, parcela importante da base aliada de Maurício Galiotte, incluindo membros da diretoria, passou a querer a cabeça do dirigente. Como mostrou o blog, até as críticas feitas por Zezé Perrella, gestor do Cruzeiro, a administrações passadas, na última sexta (29), serviram pra aumentar a pressão sobre Mattos.

Havia temor entre aliados de Galiotte de que a insistência com o dirigente remunerado isolasse politicamente o presidente alviverde. Assim, o anúncio da demissão trouxe também alívio. A queda do cartola foi até mais comentada por esse grupo do que a demissão de Mano Menezes.

Também houve comemoração entre apoiadores de Galiotte que queriam a saída de Mattos por conta da entrevista dada pelo presidente após a derrota no Allianz. O discurso é de que, dessa vez, o dirigente não se omitiu. Apareceu e apresentou medidas duras para tentar reverter a situação. Galiotte também foi elogiado por anunciar que vai mudar os rumos da gestão do futebol palmeirense. Esse é um desejo de situacionistas e opositores. O presidente havia sido criticado por não dar entrevista após a confirmação da perda do título brasileiro para o Flamengo.

Até crise do Cruzeiro vira munição contra Mattos no Palmeiras

Leia o post original por Perrone

“O Alexandre Mattos quebrou o Cruzeiro e vai quebrar o Palmeiras”. Esse é o discurso adotado insistentemente por críticos do diretor executivo de futebol do Palmeiras. Na última sexta (29), o slogan da campanha pela demissão do cartola remunerado foi alimentado por entrevista de Zezé Perrella, gestor de futebol cruzeirense, na qual ele creditou a crise do clube a gestões passadas.

“Quebraram o Cruzeiro para ser Campeão Brasileiro! É essa cultura que temos que recuperar. O presidente Wagner (Pires de Sá) quando assumiu, foi pelo mesmo caminho tentando ser campeão a qualquer custo. Dia 8, quando o campeonato acabar, vou soltar um balanço e quero que todos saibam a situação real do Cruzeiro. Não estou aqui disposto a quebrar com o Cruzeiro não, mas eu estou fazendo o que posso”, afirmou o ex-presidente cruzeirense em sua entrevista coletiva.

Imediatamente, conselheiros e até gente que integra a diretoria do Palmeiras passaram a usar as declarações como comprovação de tese de que Mattos é tóxico para as finanças alviverdes. Os detratores do cartola associam o histórico dos dois clubes. Com Mattos como dirigente, ambos conquistaram dois títulos brasileiros cada e fizeram uma série de contratações caras.

Atualmente, o Cruzeiro enfrenta sérios problemas financeiros e não consegue pagar salários de jogadores em dia. Já o alviverde viveu nos últimos anos época de vacas gordas, principalmente por conta do forte patrocínio da Crefisa. Porém, este ano, a agremiação registra deficit até aqui, não levantou taças e depende da venda de jogadores para não fechar o ano no vermelho. Os salários continuam sendo pagos em dia.

Nesse cenário, os críticos apertaram ainda mais o botão da pressão sobre o dirigente remunerado assim que souberam das palavras de Perrella. Porém, o cartola cruzeirense não chegou a citar Mattos. O link é feito porque ele era o executivo de futebol do clube de BH nas conquistas do Brasileiro.

Mattos não concedeu entrevista ao blog. Quem o defende, entre outros argumentos, diz que o ataque de Perrella foi político, direcionado a outros dirigentes, como Bruno Vicintin, ex-vice de futebol do Cruzeiro e que teve seu nome pronunciado durante as críticas do cartola cruzeirense. Na defesa do executivo palmeirense também aparece o registro de que ele está no alviverde desde 2015. Ou seja, saiu faz tempo da agremiação mineira, assim, não poderia ser responsabilizado pelo que acontece lá agora.

Por sua vez, Vicintin divulgou uma carta aberta para rebater as declarações dadas por Perrella na entrevista coletiva. Abaixo, leia na íntegra a resposta do ex-dirigente do Cruzeiro.

“Entendo o desespero do ex-presidente Zezé Perrella. Ele aproveitou a oportunidade para tentar desviar o foco me atacando, mas vamos aos fatos:
Zezé Perrella estava fora do clube e as coisas andavam bem dentro do possível. Ao término do seu mandato como senador, sem qualquer força política, voltou ao clube por debaixo dos panos e quando teve que assumir e colocar a cara, imaginou que iria ser o salvador da pátria. Entretanto, as coisas ficaram ainda piores agora. E em uma tentativa insana vem me acusar. De quê?
Quando saiu em 2011, entregou um Cruzeiro a um ponto da zona de rebaixamento. Com muito trabalho e dedicação, de muita gente séria e que tem amor verdadeiro ao Cruzeiro, o clube foi bicampeão brasileiro, fato esse que ele não consegue engolir.
Do time que foi entregue da diretoria da qual fiz parte, para a atual gestão, o único que ganhou o título brasileiro de 2013, como titular, foi o goleiro Fábio.  Do time que conquistou a Copa do Brasil no ano passado, contra o Corinthians, dos 11 titulares, 10 atletas que jogaram a final foram deixados por nossa administração.
Ele faz ilações de que tenho seis procurações de jogadores da base, mas isso é mera desinformação. Atualmente eu represento muito mais de seis atletas no clube, porque eu tenho uma empresa aberta de representação, empresa com CNPJ, registrada na CBF e que paga todos os seus impostos. Eu sou um investidor no futebol. De de cara limpa e todos sabem disso, porque é fato público.
Existe um exemplo muito claro nesse sentido: no Atlético-MG, nosso maior adversário, um ex-presidente montou um fundo de investimentos e opera no futebol. Tudo dentro da lei e com muita responsabilidade.
Para deixar ainda mais claro, são mais de 100 jogadores representados por minha empresa em 19 clubes brasileiros
Mas quero fazer um desafio ao Zezé Perrella e seu fiel seguidor, Itair Machado: que eles me acompanhem na Receita Federal, para que lá possamos abrir nossas contas pessoais e que eles apresentem as verdadeiras contas pelas quais são responsáveis nos dois últimos anos no Cruzeiro.
Eu fui dirigente no Cruzeiro Esporete Clube por seis anos e jamais tive qualquer responsabilidade pela parte financeira. E sei que eles passaram os últimos dois anos, entre desculpas e fracassos, procurando alguma coisa do período em que estive no departamento de futebol. É óbvio que não acharam absolutamente nada, ou alguém tem alguma dúvida de que se tivesse algo, já teriam colocado na imprensa?
Esse é um sinal de evidente do desespero do Zezé Perrella. Lamento muito por envolver o Cruzeiro, clube que amo e que lutei pra torná-lo maior, mesmo com limitações nas minhas funções. Mas o fato é que, em dois anos, esse pessoal conseguiu destruir tudo que estava sendo feito, por conta de muita incompetência e extrema vaidade.
A título de comparação, do time que entrou em campo ontem e foi derrotado pelo CSA, na 35ª rodada do campeonato brasileiro, todos os jogadores ou foram trazidos pela atual administração ou, se da minha época, tiveram seus contratos renovados também pela atual gestão, o que determina que foram escolhas deste pessoal.
É interessante como Zezé Perrella não cita nessa entrevista coletiva seu parceiro e antecessor, Itair Machado, responsável direto pela formação do atual elenco. Nem sequer comenta sobre seu filho, Gustavo Perrella, que esteve trabalhando para essa gestão – em algo que nem se sabe o que, afinal, transparência não é com eles.
A verdade pura e cristalina é que a conta chegou para esse pessoal.
O Zezé Perrella usou o Cruzeiro para atingir seus objetivos, usou o Clube e o tamanho de nossa torcida para alcançar projeção política e isso é inegável. Até por ser um cidadão que, antes do Cruzeiro, não tinha nenhuma expressão.
Quero fazer mais uma lembrança: o Zezé Perrella foi presidente do Conselho na gestão do Wagner Pires, tinha obrigação de fiscalizar e não apresentou nada, agora pela pressão do atual momento vem querer acusar a gestão anterior. Estou faz dois anos completamente afastado do Cruzeiro, não frequento o Clube e até pelas divergências, eu não queria atrapalhar. Mas ele e seus parceiros não me esquecem.
Esse momento do Cruzeiro é bastante delicado e todos deveriam pensar apenas no Clube, porém, infelizmente esse pessoal prefere sangrar ainda mais o Cruzeiro. É preciso registrar da forma correta: foram eles que tiraram o clube das manchetes esportivas e o colocou o Cruziero Esporte Clube nas páginas policiais.”

Parte dos diretores dá razão a torcedores que chamam Galiotte de banana

Leia o post original por Perrone

Parte dos diretores de Maurício Galiotte no Palmeiras avalia como justos os protestos de torcedores que chamam o presidente do clube de “banana“. Esses aliados do cartola consideram que ele  merece a crítica por não se manifestar nos últimos dias sobre o atual momento do time. Faz parte da avaliação o fato de a palavra oficial da direção após a confirmação  da perda do título brasileiro ter sido dada em recente entrevista por Alexandre Mattos, diretor executivo de futebol e que tem sua demissão pedida por muitos conselheiros do clube faz tempo.

O blog ouviu de dois cartolas alinhados com Galiotte e que pediram para não serem identificados que o presidente deixa o dirigente remunerado agir como se fosse Mattos o principal responsável pela agremiação.

Uma das posições que os insatisfeitos cobram de Maurício é em relação a quem vai comandar o time no próximo ano. A opinião é de que ele deveria dar uma entrevista e anunciar a permanência de Mano Menezes para estancar especulações sobre uma possível mudança na comissão técnica.

À suposta omissão é somado o fato de, com investimento alto, o Palmeiras ter passado o ano sem levantar uma taça. Nesse ponto, voltam as cobranças relacionadas a Mattos.

O discurso é de que o diretor executivo tem seus acertos desde que chegou ao clube, mas que abusa de contratações caras e que especialmente neste ano elas não deram resultado, já que a equipe passou 2019 em branco. Existe ainda a preocupação com as finanças, pois o clube acumula deficit em 2019. Também gera incômodo a não publicação de balancetes financeiros periódicos no site alviverde.

Mattos é visto pelos descontentes como um profissional que tem carta branca para fazer o que quer e nunca é cobrado publicamente pelo presidente. Galiotte já recebeu até a sugestão de formar uma comissão de conselheiros para supervisionar o trabalho do funcionário, mas não a aceitou e é criticado por supostamente não ter pulso firme com o subordinado.

Diretores que criticam o presidente neste momento dizem internamente estarem incomodados também porque são cobrados por sócios e esperavam que, com um posicionamento oficial, Maurício respondesse a eles.

Nesse cenário, aliados do mandatário palmeirense apontam que ele sofre grande risco de murchar politicamente caso não mude de postura.

Galiotte

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente afirmou que não comentaria as críticas.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o cartola entende que faz parte das atribuições de Mattos se pronunciar oficialmente pelo departamento de futebol. Assim, não teria havido omissão por parte do mandatário, que em outras oportunidades se pronunciou.

Sobre os pedidos de demissão do diretor executivo, o discurso é de que o presidente não age sob pressão e toma decisões técnicas.  A renovação com a Globo e a troca da Adidas pela Puma são episódios usados para exemplificar esse modo de agir.

Também segundo pessoa próxima a Galiotte, o cartola entende que o deficit atual pode diminuir ou ser anulado até o final do ano.

Internamente, o presidente justifica o momento deficitário pela estratégia de investir alto em contratações e na manutenção de em busca de títulos.

Pagamentos de dívidas feitas em gestões passadas e receitas que não atingiram a expectativa, como a comercialização de placas de publicidade, também entram no bolo.

O argumento usado por Galiotte nos bastidores é de que a não conquista de taças nesta temporada não significa que a situação saiu do controlo. Isso porque o risco era calculado e administrável.

A respeito de os balancetes financeiros não estarem sendo publicados, a mesma fonte ligada ao presidente  diz que o procedimento é comum entre os clubes e que todos os dados são exibidos ao CPF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Sob pressão, Mattos responde a questões de grupo de conselheiros em reunião

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Pressionado no cargo, Alexandre Mattos encarou perguntas de conselheiros do Palmeiras numa reunião com cerca de 50 membros do Conselho Deliberativo na última terça (22). O encontro foi marcado pelo presidente Maurício Galiotte, que deu preferência a membros da situação ao fazer os convites. Mesmo assim, aconteceram questionamentos críticos. Além do diretor de futebol, foram convocados para detalhar o funcionamento do departamento de futebol chefes de áreas.

Membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), Carlos Degon, foi um dos mais críticos nos questionamentos ao dirigente, conforme apurou o blog. O conselheiro mostrou descontentamentos pontuais em relação à gestão de Mattos, principalmente no que diz respeito ao desempenho esportivo palmeirense. Procurado pelo blog, Degon afirmou que só se manifesta sobre questões internas no Conselho Deliberativo. Mattos também não quis falar sobre o tema.

O dirigente fez uma apresentação a respeito das atividades do futebol alviverde. Em clima pacífico, ele e outros membros do departamento responderam a questões sobre reforços criticados, jogadores lesionados e custos das contratações, entre outras perguntas. Mattos respondeu até sobre comparações entre reforços palmeirenses e flamenguistas. O cartola afirmou entender que trouxe atletas de alto nível para esta temporada.

Outro questionamento feito foi sobre o diretor remunerado ter alugado dois apartamentos para membros da comissão técnica que tiveram pedidos de reajustes em seus auxílios-moradia feitos por ele, como revelou o blog. Mattos nega haver conflito de interesses nesse ato.

Entre os presentes para falar com os conselheiros também estavam Galiotte, Gustavo Nicoline, analista de desempenho, Gustavo Magliocca, médico, Jomar Ottoni, coordenador de fisioterapia, Cícero Souza, gerente de futebol, e João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base.

Para pelo menos dois membros da diretoria, a reunião foi feita numa tentativa de aliviar a pressão sobre Mattos, já que conselheiros situacionistas e oposicionistas cobravam explicações do dirigente, além de criticá-lo. Por essa lógica, o cartola ganhou uma chance de se defender pessoalmente das críticas e tentar mudar a opinião de pelo menos parte dos descontentes. Há até uma corrente que quer uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para debater a questão dos aluguéis e outros temas envolvendo o diretor.

No entorno de Galiotte, no entanto, essa versão é negada. A explicação é de que o presidente entende que a maioria dos conselheiros não sabe como funciona o departamento de futebol e decidiu, faz cerca de duas semanas, convocar os funcionários para apresentarem os procedimentos adotados no clube.  Por essa versão, o foco não era só sobre Mattos, por isso outros funcionários compareceram e responderam a questões.

Por meio do departamento de comunicação do Palmeiras, o presidente afirmou que não se manifestaria sobre o tema. Outras reuniões com mais conselheiros deverão acontecer.

 

Aliados de Galiotte temem isolamento político de presidente por Mattos

Leia o post original por Perrone

A insistência de Maurício Galiotte em bancar Alexandre Mattos gera temor em parte de membros da atual diretoria do Palmeiras e em conselheiros alinhados com o presidente alviverde de que ele fique isolado politicamente. Isso porque é grande a insatisfação dos apoiadores do cartola com o atual diretor de futebol.

A preocupação é a de que haja uma fuga em massa do grupo de apoio ao presidente por conta da rejeição a Mattos. Os descontentes já deixaram claro para o dirigente acreditarem que o ciclo do diretor de futebol no clube acabou. Boa parte dos críticos até defende que ele termine a temporada no cargo, mas seja desligado no final do ano.

É forte a corrente que considera que Mattos fez bons trabalhos para o clube, mas que, além de falhas em outros anos, em 2019 errou muito em contratações e que está desgastado no clube. A revelação feita pelo blog de que o cartola remunerado aluga apartamentos para dois membros da comissão técnica que tiveram aumentos de auxílio moradia pedidos por ele aumentou a cobrança por sua demissão.

Caso ela não aconteça existe o receio de que o presidente tenha dificuldades para administrar o clube sem o mesmo apoio que possui agora até o fim de 2021, quando termina seu mandato. Consequentemente, o eventual isolamento do cartola poderia ter reflexo em sua sucessão.

A esperança dos críticos de Mattos alinhados com o presidente de que ele anuncie a saída do diretor de futebol após o Brasileirão reside principalmente no fato de Galiotte ser considerado um dirigente que faz boa leitura da política ao seu redor. Ou seja, além de avaliar o trabalho de Mattos, ele estaria atento aos efeitos políticos de sua permanência ou da decisão de trocar o comando do futebol.

Galiotte é criticado por aliados por postura em caso dos aluguéis de Mattos

Leia o post original por Perrone

Maurício Galiotte desagradou até membros da situação no Palmeiras com a forma como tratou o caso dos aluguéis de Alexandre Mattos a funcionários que tiveram reajuste de auxílio-moradia pedidos pelo diretor de futebol, como revelou o blog. A avaliação é semelhante à da oposição: o presidente alviverde teria tratado do tema superficialmente.

O desejo de parte dos aliados do cartola era de que ele demonstrasse mais preocupação com o caso se prontificando a buscar mais informações. Porém, Galiotte apenas disse em entrevista no último sábado que a questão dos aluguéis é pessoal, não tem a ver com o clube. Sobre os reajustes, o dirigente afirmou que eles são concedidos de maneira técnica, passando por outros setores da administração. Ou seja, Mattos pode solicitar os aumentos, mas não é dele a palavra final. O diretor tem a mesma argumentação para defender que não houve irregularidade em seus atos.

Apesar da pressão, Galiotte já sinalizou internamente que não irá mudar de postura. Conforme o blog apurou, o presidente só resolveu se manifestar após a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo para brecar comentários de que ele estava estudando a demissão de Mattos. Com sua fala discreta, o dirigente evitou jogar mais lenha na fogueira.

Também de acordo com apuração do blog, o mandatário alviverde entende que o caso dos aluguéis não deve interferir em sua avaliação sobre o trabalho do diretor de futebol. Para ele a análise deve levar em conta o histórico de Mattos no clube, sua atuação na reestruturação de diferentes áreas, incluindo as categorias de base e, claro, contratações e desempenho do time.

Galiotte concorda que houve erros em algumas contratações em 2019, mas acredita que deve ser colocado na balança todo o trabalho do dirigente desde sua chegada ao clube. E o presidente já elogiou várias vezes a atuação dele no período.

Porém, na diretoria há quem entenda que a atual temporada deva ter peso maior nessa reflexão. Quem pensa assim acredita no encerramento da ‘era Mattos’ no Palmeiras após o Brasileirão deste ano.

Insustentável?

Leia o post original por Craque Neto 10

Acabei de saber que o executivo de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, entrou com uma ação judicial contra o presidente da torcida Mancha Alviverde. Não cabe aqui eu falar que tem razão ou não. Acho sim que os torcedores tem razão total de protestar. Ainda mais com um trabalho de planejamento tão mal executado como o dele em 2019. Pra falar a verdade a denúncia dos apartamentos alugados e o tal ‘auxílio moradia’ que ele cedia como diretor aos funcionários pegou mal demais. Só que também entendo a revolta do Mattos principalmente em relação as ameaças contra a esposa dele. […]

O post Insustentável? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Protestos contra Mattos continuam após ação, diz líder da Mancha

Leia o post original por Perrone

André Guerra, presidente da Mancha Alviverde, afirma que a torcida não mudará sua postura crítica em relação ao diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, após o cartola pedir a ele explicações na Justiça sobre ofensas recentes. Ao blog, o torcedor disse que os protestos vão continuar. Entre esta semana e a próxima novas manifestações devem ocorrer. Além disso, membros da organizada continuarão indo a jogos com uma camiseta que pede a saída do dirigente.

Guerra sustenta que o fato de Mattos acionar a Justiça não o intimidará e assegura o mesmo em relação à torcida. “A ação não muda nada. Vamos continuar protestando porque temos convicção de que muita coisa está sendo feita de maneira errada. O clube gastou R$ 140 milhões com contratações, mas nenhum jogador que chegou no começo do ano é titular. O time não conseguiu chegar em nenhuma final de campeonato, não tem competitividade, o centroavante titular (Luiz Adriano) chegou no meio do ano. O torcedor tem essa convicção de que está errado”, afirmou Guerra.

A Mancha tem criticado Mattos sistematicamente questionando gastos com contratações, qualidade de parte dos reforços e desempenho da equipe em 2019. Por isso Guerra afirma que quem deve explicações é o dirigente. “Ele tem que explicar (por exemplo) porque pagou cerca de R$ 24 milhões num jogador como o Carlos Eduardo, que jogou no Goiás e estava no Egito. Já pedi pra mostrar o DVD que usou pra aprovar essa contratação pra gente ver se ele foi enganado”, disse o torcedor.

Segundo Guerra, a Mancha agora também exige explicações em relação a Mattos ter alugado dois apartamentos seus para membros da comissão técnica que tiveram pedidos de reajuste auxílio-moradia pedidos pelo diretor de futebol (os contratos ainda não tinham sido assinados quando as solicitações de aumento foram feitas), conforme revelou o blog.

“É moral, é  ético Mattos alugar apartamentos para membros da comissão técnica sendo que ele determina o valor do auxílio-moradia? E o presidente tem culpa também. Se ele fez é por que o Maurício [Galiotte] permitiu”, declarou o presidente da Mancha.

Por usa vez, Mattos entende que não há algo errado porque ele solicita os reajustes, mas não tem poder de decidir se serão dados. O presidente palmeirense segue essa linha. Diz que há um processo técnico com a participação de outros setores do clube para estabelecer os reajustes que serão concedidos. A palavra final não é do diretor de futebol.

No pedido de explicação na Justiça, Guerra é cobrado para declarar porque Mattos tem sido chamado de ladrão durante protestos da torcida e por qual motivo a Mancha enviou flores para sua mulher. O líder da organizada afirma que os torcedores se sentem roubados porque pagam caro para ver o time montado graças a altos gastos em contratações, mas com despenho que não condiz com o investimento. Argumenta ainda que as flores foram enviadas para confirmar o endereço do dirigente, já que o protesto seria na entrada do condomínio em que ele mora.