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Cuca é poupado de cobranças por aliados de presidente do São Paulo

Leia o post original por Perrone

Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Apesar de pressionar Leco por mudanças no departamento de futebol do São Paulo, a base aliada do presidente poupa o técnico Cuca.

O treinador sofre críticas, mas a maioria do grupo entende que ele não é o problema central. O discurso interno é de que o técnico ainda precisa de mais tempo para desenvolver seu trabalho.

A avaliação também é de que há um defeito estrutural e antigo na condução do futebol tricolor que afeta o desempenho do treinador. Ou seja, trocar mais uma vez de comandante sem arrumar a casa não seria produtivo.

Nesse cenário há  mais cobranças sobre funcionários do departamento de futebol do São Paulo, como Raí, Lugano, Alexandre Pássaro, que toca contratações, analistas de desempenho e responsáveis pelas áreas médica e física do que em relação ao treinador do time.

Existem até queixas de que falta na direção questionamentos a algumas decisões técnicas de Cuca.

Pelo menos parte dos descontentes acredita que Leco possa fazer tais mudanças estruturais durante a parada para a Copa América. Isso, segundo eles, ajudaria o trabalho do técnico.

Como mostrou o blog, os aliados do presidente que querem alterações dizem que não pregam necessariamente demissões, mas uma mudança de filosofia no CT da Barra Funda.

 

 

Aliados de Leco cobram reestruturação no departamento de futebol do SPFC

Leia o post original por Perrone

A pressão sobre Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, não é obra só da oposição e de parte da torcida. A base aliada do dirigente faz insistente cobrança por uma reestruturação no CT da Barra Funda.

O entendimento é de que se depois de várias trocas de treinadores e outros membros da comissão técnica, jogadores e diretores de futebol o clube não voltou a conquistar títulos é hora de mudar a filosofia de trabalho no departamento de futebol.

O mantra desses conselheiros e dirigentes é de que não pedem uma caça às bruxas, mas revisão dos métodos de trabalho com o objetivo de implantar nova estrutura no CT. Isso apesar de Raí ter introduzido novas práticas e rotinas profissionais no departamento.

De cara, os aliados de Leco pedem uma discussão sobre as funções de Raí, Lugano, Vágner Mancini e Alexandre Pássaro, gerente executivo, responsável, entre outras funções, por conduzir contratações. Querem saber se não há sobreposições de funções, discutir uma reorganização entre eles e a necessidade de o clube contar com os quatro profissionais, considerados caros por esses apoiadores do presidente.

Outro alvo é o setor de análise de desempenho. Sob o argumento de que vários jogadores foram contratados e não deram certo, pedem uma análise e mudanças nos métodos de avaliação de prováveis reforços. Cobram também mais atenção ao histórico disciplinar dos jogadores pretendidos.

O grupo diz que não prega necessariamente demissões. Fala em reciclagem dos profissionais por desconfiar de desatualização por parte desses funcionários.

O blog telefonou para Leco, mas ele não atendeu ao celular. No CT da Barra Funda o lema é de que não é o momento de dar justificativas, mas de trabalhar para o time reagir rapidamente.