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Goiás aproveita erros do Palmeiras e ganha o jogo equilibrado

Leia o post original por Thiago Lattes

De Thiago Lattes

Goiás 1×0 Palmeiras

Goiás e Palmeiras fizeram jogo muito parelho no Serra Dourada. O time paulista teve as melhores chances, mas quando seus atacantes não falharam na hora de finalizar a arbitragem interveio no resultado da partida.

Os erros aconteceram no primeiro tempo, ao invalidar um gol legítimo de Barrios e não marcar o pênalti em outro lance do atacante. Houve um não marcado para o Goiás durante o segundo tempo, mas a ordem dos erros interferiu diretamente no jogo.

O Goiás, que nada teve a ver com isso, abriu o placar após o intervalo, em bela jogada de Bruno Henrique.

Depois se fechou e soube gastar o tempo. O Palmeiras, sem muito repertório, não conseguiu furar a retranca esmeraldina.

O técnico Julinho Camargo parece ter achado um jeito muito seguro e eficiente de jogar e deve livrar o Goiás do rebaixamento.

O Alviverde continua oscilando e vivo na briga pelo G4. O título me parece fora da realidade no momento.

Propostas 

Marcelo Oliveira escalou o Palmeiras no 4-3-3.

Isolou o trio de ataque composto por Dudu, Gabriel Jesus e Barrios. No meio, Thiago Santos e Amaral foram os volantes. Robinho, além de ajudar na marcação, era responsável pela criação.

Contava com o apoio de Egídio e João Pedro pelas laterais para levar a bola ao ataque.

Julinho Camargo armou o Goiás em um 4-4-2 clássico. Bruno Henrique abria pela direita e David vinha da esquerda para dentro liberando o corredor por onde o lateral Diogo Barbosa apoiou.

As duas equipes não pressionaram a saída de bola e esperaram o adversário em seu campo. O gigantesco gramado do Serra Dourada e a maratona de jogos podem ter contribuído para essa andamento.

Jogo ruim

Ninguém s expôs no começo do jogo. O medo de perder a bola e tomar um contra-ataque fez com que os times não se expusessem.

Robinho não deu conta, sozinho, de criar as jogadas para o Palmeiras. Não houve um apoio constante das laterais e faltou qualidade e participação dos volantes. Poucas bolas chegaram pela grama ao trio de ataque paulista.

Sem encontrar solução, o Palmeiras abusou dos lançamentos longos em direção de Dudu e Gabriel Jesus, nas costas da defesa, ou para a Barrios dividir pelo alto.

Ao Goiás, faltou qualidade para que as jogadas saíssem.

Começa o jogo

Até aos 23 minutos, quando Dudu dominou um desses lançamentos e chutou para boa defesa de Renan. não havia acontecido nenhuma oportunidade.

Dois minutos mais tarde, Barrios disputou a bola pelo alto e ajeitou para Gabriel chutar por cima.

Erra o juiz

Aos 34, Robinho sofreu falta. A bola foi cruzada na área, Amaral desviou e Lucas Barrios, na mesma linha, fez o gol. O bandeirinha, em lance difícil, anulou o gol incorretamente.

Ao fim do primeiro tempo, pouco depois de Fernando Prass realizar difícil defesa em boa jogada de Zé Eduardo, o Palmeiras teve um pênalti negado.

Em confusão na área, a bola sobrou para Barrios que chutou. Ela bateu no braço do defensor do Goiás e impediu o gol.

Intervalo

Marcelo Oliveira colocou João Paulo no lugar de Egídio. Além disso, inverteu o posicionamento de Dudu e Gabriel Jesus, trazendo o mais jovem para a ponta esquerda.

Toma aqui, da lá.

O começo do segundo tempo foi muito intenso.

Diferentemente do primeiro tempo, quando havia muita cautela, as equipes sentiram que podiam ganhar e se abriram.

O Palmeiras tinha mais posse de bola e ficou mais exposto no contra-ataque. O Goiás aproveitou.

Logo aos 3 minutos, o zagueiro Fred bateu falta no travessão de Prass.

Aos 7, João Paulo, deitado no gramado, colocou o braço na bola. Houve o pênalti não marcado para o Goiás.

Aos 8, Dudu recebeu com liberdade cara a cara com Renan. Demorou para finalizar e perdeu a chance de abrir o placar.

Logo em seguida, foi a vez de Barrios ficar na frente do goleiro esmeraldino e perder a oportunidade para o Palmeiras.

Aos 11, Fernando Prass fez difícil intervenção depois do cabeceio de Zé Love.

Aos 13, João Pedro, no rebote, assustou Renan ao bater por cima do gol.

Dois minutos depois, Gabriel Jesus fez jogada pela linha de fundo e tocou para Robinho errar chutar.

Quem não faz…

O Palmeiras teve dificuldade na recomposição do sistema de marcação.

Bruno Henrique deixou João Pedro no chão e a cobertura não apareceu.

O jogador deu um belo chute no canto de Fernando Prass e abriu o placar.

Tentativa

Após o gol, Marcelo Oliveira sacou Lucas Barrios e Thiago Santos para coloca Alecsandro e Rafael Marques.

A ideia do treinador era pressionar o Goiás ao aumentar o volume de jogo com um posicionamento mais avançado de Rafael Marques que substituiu um volante.

Pouco adiantou

O Goiás se fechou.

Camargo sacou o meia atacante Bruno Henrique e colocou o volante Ygor.

Contou com um contra-ataque para matar o jogo.

Aos 30, João Pedro tirou a bola em cima da linha na última grande oportunidade do Goiás no jogo.

O Palmeiras tentou,  apesar de contar com um jogador a mais no meio campo, os lances pelo alto.

Foram pouco produtivos.

Murilo Henrique ainda substituiu David.

Mesmo com 5 minutos de acréscimo, o Palmeiras não teve mais nenhuma grande chance e perdeu o jogo.

Injusto

A história do jogo seria outra caso não acontecessem os erros da arbitragem no primeiro tempo.

E o Palmeiras foi mais prejudicado no placar de erros da arbitragem.

A atuação do trio foi péssima.

O Goiás, vale ressaltar, foi mais competente em uma finalização e ganhou o jogo.

São Paulo cumpre obrigação de eliminar reservas do Ceará

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Ceará 0×3 São Paulo

O time de Juan Carlos Osorio de novo foi superior aos esforçados reservas da zebra, mas não conseguiu o volume de jogo ofensivo enorme como no Morumbi.

Fez gols depois de Wellington Carvalho ser excluído por causa de um carrinho tão tolo quanto desnecessário.

Até aquele momento, havia finalizado uma vez.

De qualquer forma, cumpriu a obrigação e mereceu se classificar.

Alexandre Pato e Carlinhos foram os melhores em campo.

O Ceará, se mantiver o padrão tático e agregar a isso a técnica dos muitos titulares impossibilitados de atuarem hoje, tende a somar mais pontos no returno da segundona.

A prioridade é evitar o rebaixamento.

O futebol mostrado diante do São Paulo aumenta o otimismo para conseguir isso.

Acima de tudo, é importante manter a garra que não faltou, em nenhum momento, no torneio do qual foi eliminado.

Assim pode elevar o desempenho coletivo.

Propostas 

Michel Bastos e Thiago Mendes como volantes para o time ter jogadores que chegam de trás, com menos marcação, se o Ceará cumprisse o protocolo de ficar fechado e recuado, e podem criar lances de gol.

Os laterais Bruno e Reinaldo apoiando constantemente, Ganso na meia, e o ataque formado por Carlinhos e Pato, pelos lados, porque investem em dribles na diagonal e sabem chutar de média distância, e Wilder como centroavante.

Além disso, os zagueiros Rodrigo Caio e principalmente Luiz Eduardo foram à linha que divide o gramado para um deles, em diversos momentos, iniciar as jogadas de ataque.

Esse foi o plano de Juan Carlos Osorio para o sistema ofensivo.

Carlinhos, Ganso e Pato formaram o trio de criação em frente aos volantes, por isso e o 4-3-3 se transformou em 4-2-3-1, quando o Ceará conseguiu bloquear a entrada da área do goleiro Luis Carlos.

O time de Marcelo Cabo tentou intensificar o que havia realizado no Morumbi.

Priorizou a parte defensiva ao se posicionar no 4-1-4-1 ultra-defensivo com flutuação para o 3-6-1.

O trio de zaga teve Gilvan, Charles e Wellington Carvalho. O meio de campo com Tiago Cametá e Sanchez pelos lados, Carlão, João Marcos e Wescley entre eles, e Fabinho completando o congestionamento, tentou impedir o São Paulo de entrar na área e investir nos lançamentos para Siloé no contra-ataque.

Como Tiago Cametá e Sanchez são laterais, eles recuaram para a linha dos zagueiros, Wellington Carvalho avançou um pouco para se dividir entre as funções de terceiro jogador da função e volante, Carlão, João Marcos, Wescley e Fabinho formaram o quarteto no meio de campo e Siloé se manteve como atacante que participou da marcação.

Muita catimba e algumas faltas duras agregaram ao ferrolho os ingredientes para o Ceará tentar não tomar mais de um gol e seguir no torneio.

Geometria imprecisa 

Fabinho teve a oportunidade de fazer o gol, em contra-ataque, após Thiago Mendes perder a bola no meio de campo, mas finalizou mal, apesar de ter ficado cara a cara com Rogério Ceni.

O São Paulo, mesmo com muita posse de bola ofensiva, teve dificuldade para chutar em gol e até para fazer os cruzamentos, pois alguns foram muitos curtos.

Mas o futebol não faz medidas milimétricas e precisas das construções técnicas e táticas na hora de determinar resultados.

Cinco minutos antes do intervalo, Wellington Carvalho deu carrinho desnecessário, perto da linha do meio de campo, em Alexandre Pato – foi quem mais apanhou- , acertou as duas perdas dele e mereceu ser expulso.

Pouco depois, o lateral Sanchez tentou impedir Carlinhos de driblar na diagonal, demorou um segundo a mais que o ideal e o são-paulino, experiente, permitiu o contato e cavou o pênalti brasileiro.

Rogério Ceni cobrou e fez 1xo.

Menos e mais

Não há nenhum exagero em dizer que o Ceará marcou melhor no Castelão que no Morumbi.

E nem que houve mais oportunidades de conseguir o contra-ataque ou que não teve, semana passada, lance mais fácil que o de Fabinho para fazer o gol.

Apesar de uma agremiações melhorar e a outra piorar, o resultado favorável,  antes do intervalo, foi exatamente oposto ao do jogo anterior.

Osorismo

O Ceará tinha que reforçar a proposta defensiva depois de tomar o gol e ficar com 10 em campo, mas decidiu tentar o gol após o intervalo.

Não foi por isso que o São Paulo fez 2×0.

Tal qual Juan Carlos Osorio havia pedido, Thiago Mendes foi para a entrada da área com pouca marcação e acertou chute forte, preciso, no canto direito.

Aos críticos da modernização tática que o treinador tenta implementar e tende a demorar para conseguir, lembro que um dos gols nasceu com Carlinhos no ataque, o outro com o volante da maneira treinada pelo colombiano, e que Michel Bastos finaliza melhor que o Thiago Mendes de lá e poderia fazer igual.

Por isso, se a proposta coletiva funciona ou não é algo que depende dos jogadores, mas que o plano de jogo e a escalação têm lógica não se pode questionar muito.

Alterações

Wilder e Hudson entrou para aumentar a pegada no meio de campo depois do 2×0.

Ao 23, Michel Bastos, porque tinha o amarelo, deu lugar ao Wesley, e quase junto Sandro e Rafael Costa foram ao gramado para Gilvan e Siloé, que caiu de rendimento, irem embora.

O Ceará não conseguiu volume de jogo ofensivo.

O São Paulo passou a tocar a bola no meio de campo para manter o time de Marcelo Cabo longe do ataque, enquanto tentou encontrar a lacuna e fazer o gol que tornaria quase impossível a perda da classificação.

Julio Cesar foi ao gramado, Wescley saiu, para tentar otimizar o sistema ofensivo,.

As mexidas no Ceará não tiveram impacto no andamento do jogo

Fechou

Aos 30, Bruno cruzou, Alexandre Pato chutou forte e comemorou.

Depois o São Paulo, ciente que tinha garantido a permanência no torneio, se poupou mantendo a bola.

Mereceram

A torcida do Ceará aplaudiu seus jogadores após a eliminação porque mostraram muita garra.

O otimismo dela para o rebaixamento não acontecer deve ter aumentado.

O São Paulo foi superior tanto no Morumbi quanto no Castelão.

Fez o suficiente, contra uma agremiação muito desfalcada, para seguir no torneio.

Ficha do jogo

Ceará – Luís Carlos; Gilvan (Sandro), Charles e Wellington Carvalho; Tiago Cametá, Carlão, João Marcos, Wescley (Júlio César), Sanchez e Fabinho; Siloé (Rafael Costa)
Técnico: Marcelo Cabo

São Paulo – Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Luiz Eduardo e Reinaldo (Matheus Reis); Thiago Mendes, Michel Bastos (Wesley) e Paulo Henrique Ganso; Carlinhos, Wilder (Hudson) e Alexandre Pato
Técnico: Juan Carlos Osorio

Árbitro: Pablo dos Santos Alves – Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Luís Filipe Gonçalves Correa

Juan Carlos Osorio ‘imita’ gigantes espanhóis e São Paulo ganha do Figueirense

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Figueirense 0×2 São Paulo

O time de Juan Carlos Osorio foi muito superior tanto na parte tática quanto na técnica.

O colombiano, mesmo após a equipe mandar no clássico de domingo, alterou a proposta coletiva por causa das características do Figueirense.

E o São Paulo controlou o jogo até Luis Eduardo ser expulso em lance onde sequer merecia o amarelo.

Argel, ciente do estilo de futebol são-paulino, queria que o Figueirense marcasse de maneira consistente investisse no contra-ataque.

Não conseguiu nem um nem outro.

O Figueirense cresceu, um pouco, nos minutos finais, quando teve um jogador a mais diante da agremiação que, naquele momento, priorizou com sucesso a manutenção do resultado.

Barcelona e Real Madrid

No time catalão, Neymar, Messi e Suárez são os mais adiantados do 4-3-3. Quando é necessário marcar no campo de defesa, o brasileiro recua e forma a linha de quatro no meio de campo e o esquema passa a ser o o 4-4-2.

O Real Madrid joga de maneira parecida.

Cristiano Ronaldo faz o mesmo que o argentino, mas do lado oposto, e Benzema igual ao uruguaio. Bale é quem, na direita, tem que correr alguns metros para trás quando os merengues precisam compor o quarteto no meio de campo.

Os esquemas táticos similares dos gigantes da Espanha têm distinções por causa das características dos jogadores.

O treinador colombiano fez no São Paulo uma adaptação da proposta coletiva dos times mais midiáticos do planeta.

O sistema ofensivo atuou no 4-3-3 com Auro na direita, Alexandre Pato do outro lado, e Luis Fabiano entre eles no ataque. Ganso jogou muito perto da área e com obrigação de se mexer para a bola passar mais por seus pés.

Os volantes Breno e Wesley avançaram, assim como os laterais Thiago Mendes e Reinaldo.

A ideia foi povoar o campo de ataque, ter opções de passes porque havia muitos jogadores em cerca de 30 metros de campo, e confundir o sistema defensivo com a troca de posições.

Até os zagueiros apoiaram quando não havia ninguém do Figueirense para o contra-ataque.

Nos poucos momentos em que a equipe de Argel conseguiu a transição de bola, Auro recuou para marcar na direita em frente ao Thiago Mendes, e Ganso ou Pato, – o meia mais –  teve que atuar na linha dos volantes para formar o quarteto do 4-4-2 no meio de campo.

A proposta de Argel

O Figueirense demorou muito para compreender a proposta de Juan Carlos Osorio fora do padrão óbvio nacional. Atlético MG e Corinthians tiveram dificuldade similar.

A equipe jogou no 4-4-2, porque provavelmente Argel sabia que o São Paulo teria a iniciativa e queria o contra-ataque. Em certos momentos, chegou a ter o trio, com Marcão como centroavante, Cleyton do lado e Rafael Bastos, o meia, mais adiantados.

Durante cerca de 25 minutos manteve o que pretendia.

Ao notar que sua equipe perdia com sobra a disputa no meio de campo, teve que pedir ao Rafael Bastos para recuar.

Já havia tomado o gol.

Planejado por Juan Carlos Osorio

Ganso, aos 14, foi para a região do gramado em que Alexandre Pato atuou, e o atacante se posicionou no lugar do meia, na entrada da área, onde recebeu a assistência e chutou muito forte, rasteiro, no canto.

Houve a troca de posições exigida pelo colombiano.

Além disso, Luis Fabiano levou o zagueiro se mexendo e criou a brecha para a finalização.

Tudo isso é o que o treinador quer deles.

O talento em prol do coletivo.

Superior

Cleyton precisou recuar para fortalecer o sistema de marcação e apenas Marcão, lento, ficou adiantado.

Isso diminuiu muito a possibilidade de o Figueirense ter o contra-ataque.

Além da enorme superioridade tática e técnica, os são-paulinos foram melhores nas jogadas aéreas.

Padrão nacional

Em uma delas, Breno, na área, chutou e a bola tocou no braço de Marcão.

Aqui, de novo, reitero a distorção da regra. O zagueiro não tinha como impedir o que ela batesse na ‘mão’. No futebol, isso não é pênalti.

Mas o critério da comissão que orienta Anderson Daroco diz que isso é infração e ele cumpriu a determinação dos patrões.

Como a única maneira de tornar as condições de jogo iguais em todo torneio é padronizar os critério, não questiono Anderson Daroco e a marcação do neo-pênalti, e  sim quem impôs a distorção da regra.

Nem os atletas do Figueirense reclamaram muito.

Rogério Ceni chutou no canto oposto ao que Muralha pulou e fez 2×0.

Chutes

Argel tirou Fabinho para Carlos Alberto tentar melhorar a saída de bola e a criação.

Até o intervalo, o Figueirense não conseguiu nenhum lance de gol.

E continuou assim até o minuto 14, quando Rafael Bastos carregou a bola desde o meio de campo, driblou o Breno e obrigou o goleiro a fazer sua intervenção mais difícil no jogo.

Trocas de jogadores e propostas 

Juan Carlos Osorio, ao notar que o time perder força de marcação no meio de campo, colocou Hudson no lugar de Wesley. Quase junto, Argel tirou o lateral Marcos Pedroso e pôs Suelliton.

O colombiano alterou a estratégia em seguida.

Ao invés de pedir marcação na frente, mandou que iniciasse no meio de campo.

Queria o contra-ataque porque o Figueirense iria para cima, e para ter mais velocidade optou por Carlinhos no lugar de Luis Fabiano.

O reserva reforçou a marcação em frente ao Reinaldo e Alexandre Pato passou a jogar como centroavante.

Aos 25, o zagueiro Marquinhos, machucado, saiu e Bruno Alves foi para o gramado.

Breno, cansado, teve que ser trocado e Juan Carlos Osorio optou por Bruno na lateral e Thiago Mendes como volante.

Nem para cartão amarelo

Cinco minutos depois, Luis Eduardo deu o carrinho para bloquear a bola, em frente e não diretamente nela, para tomá-la de Rafael Bastos.

Como o meia tocou por cima do zagueiro e tentou seguir em velocidade, houve o contato da cabeça do defensor com a perna do jogador do Figueirense.

A exclusão do são-paulino foi totalmente errada.

Um pouco melhor

Juan Carlos Osorio não podia mais fazer alterações, por isso pediu para Reinaldo ser zagueiro e Carlinhos lateral depois de ficar com 10 jogadores.

Formou duas linhas de quatro para garantir o resultado.

O Figueirense cresceu por ter um jogador a mais.

Não o suficiente para conseguir grandes oportunidades.

Os cruzamentos foram a principal e ineficaz opção do time.

Ficha do jogo

Figueirense – Alex Muralha; Leandro Silva, Marquinhos (Bruno Alves), Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso (Sueliton); Paulo Roberto, Fabinho (Carlos Alberto), João Vitor e Rafael Bastos; Clayton e Marcão
Técnico: Argel Fucks

São Paulo – Rogério Ceni; Thiago Mendes, Rafael Toloi, Luiz Eduardo e Reinaldo; Breno (Bruno), Wesley (Hudson) e Ganso; Auro, Alexandre Pato e Luis Fabiano (Carlinhos)
Técnico: Juan Carlos Osorio

Árbitro: Anderson Daronco (RS) – Assistentes: Marcelho Barison e José J. Silveira

Juan Carlos Osorio ‘imita’ gigantes espanhois e São Paulo ganha do Figueirense

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Figueirense 0×2 São Paulo

O time de Juan Carlos Osorio foi muito superior tanto na parte tática quanto na técnica.

O colombiano, mesmo após a equipe mandar no clássico de domingo, alterou a proposta coletiva por causa das características do Figueirense.

E o São Paulo controlou o jogo até Luis Eduardo ser expulso em lance onde sequer merecia o amarelo.

Argel, ciente do estilo de futebol são-paulino, queria que o Figueirense marcasse de maneira consistente investisse no contra-ataque.

Não conseguiu nem um nem outro.

O Figueirense cresceu, um pouco, nos minutos finais, quando teve um jogador a mais diante da agremiação que, naquele momento, priorizou com sucesso a manutenção do resultado.

Barcelona e Real Madrid

No time catalão, Neymar, Messi e Suárez são os mais adiantados do 4-3-3. Quando é necessário marcar no campo de defesa, o brasileiro recua e forma a linha de quatro no meio de campo e o esquema passa a ser o o 4-4-2.

O Real Madrid joga de maneira parecida.

Cristiano Ronaldo faz o mesmo que o argentino, mas do lado oposto, e Benzema igual ao uruguaio. Bale é quem, na direita, tem que correr alguns metros para trás quando os merengues precisam compor o quarteto no meio de campo.

Os esquemas táticos similares dos gigantes da Espanha têm distinções por causa das características dos jogadores.

O treinador colombiano fez no São Paulo uma adaptação da proposta coletiva dos times mais midiáticos do planeta.

O sistema ofensivo atuou no 4-3-3 com Auro na direita, Alexandre Pato do outro lado, e Luis Fabiano entre eles no ataque. Ganso jogou muito perto da área e com obrigação de se mexer para a bola passar mais por seus pés.

Os volantes Breno e Wesley avançaram, assim como os laterais Thiago Mendes e Reinaldo.

A ideia foi povoar o campo de ataque, ter opções de passes porque havia muitos jogadores em cerca de 30 metros de campo, e confundir o sistema defensivo com a troca de posições.

Até os zagueiros apoiaram quando não havia ninguém do Figueirense para o contra-ataque.

Nos poucos momentos em que a equipe de Argel conseguiu a transição de bola, Auro recuou para marcar na direita em frente ao Thiago Mendes, e Ganso ou Pato, – o meia mais –  teve que atuar na linha dos volantes para formar o quarteto do 4-4-2 no meio de campo.

A proposta de Argel

O Figueirense demorou muito para compreender a proposta de Juan Carlos Osorio fora do padrão óbvio nacional. Atlético MG e Corinthians tiveram dificuldade similar.

A equipe jogou no 4-4-2, porque provavelmente Argel sabia que o São Paulo teria a iniciativa e queria o contra-ataque. Em certos momentos, chegou a ter o trio, com Marcão como centroavante, Cleyton do lado e Rafael Bastos, o meia, mais adiantados.

Durante cerca de 25 minutos manteve o que pretendia.

Ao notar que sua equipe perdia com sobra a disputa no meio de campo, teve que pedir ao Rafael Bastos para recuar.

Já havia tomado o gol.

Planejado por Juan Carlos Osorio

Ganso, aos 14, foi para a região do gramado em que Alexandre Pato atuou, e o atacante se posicionou no lugar do meia, na entrada da área, onde recebeu a assistência e chutou muito forte, rasteiro, no canto.

Houve a troca de posições exigida pelo colombiano.

Além disso, Luis Fabiano levou o zagueiro se mexendo e criou a brecha para a finalização.

Tudo isso é o que o treinador quer deles.

O talento em prol do coletivo.

Superior

Cleyton precisou recuar para fortalecer o sistema de marcação e apenas Marcão, lento, ficou adiantado.

Isso diminuiu muito a possibilidade de o Figueirense ter o contra-ataque.

Além da enorme superioridade tática e técnica, os são-paulinos foram melhores nas jogadas aéreas.

Padrão nacional

Em uma delas, Breno, na área, chutou e a bola tocou no braço de Marcão.

Aqui, de novo, reitero a distorção da regra. O zagueiro não tinha como impedir o que ela batesse na ‘mão’. No futebol, isso não é pênalti.

Mas o critério da comissão que orienta Anderson Daroco diz que isso é infração e ele cumpriu a determinação dos patrões.

Como a única maneira de tornar as condições de jogo iguais em todo torneio é padronizar os critério, não questiono Anderson Daroco e a marcação do neo-pênalti, e  sim quem impôs a distorção da regra.

Nem os atletas do Figueirense reclamaram muito.

Rogério Ceni chutou no canto oposto ao que Muralha pulou e fez 2×0.

Chutes

Argel tirou Fabinho para Carlos Alberto tentar melhorar a saída de bola e a criação.

Até o intervalo, o Figueirense não conseguiu nenhum lance de gol.

E continuou assim até o minuto 14, quando Rafael Bastos carregou a bola desde o meio de campo, driblou o Breno e obrigou o goleiro a fazer sua intervenção mais difícil no jogo.

Trocas de jogadores e propostas 

Juan Carlos Osorio, ao notar que o time perder força de marcação no meio de campo, colocou Hudson no lugar de Wesley. Quase junto, Argel tirou o lateral Marcos Pedroso e pôs Suelliton.

O colombiano alterou a estratégia em seguida.

Ao invés de pedir marcação na frente, mandou que iniciasse no meio de campo.

Queria o contra-ataque porque o Figueirense iria para cima, e para ter mais velocidade optou por Carlinhos no lugar de Luis Fabiano.

O reserva reforçou a marcação em frente ao Reinaldo e Alexandre Pato passou a jogar como centroavante.

Aos 25, o zagueiro Marquinhos, machucado, saiu e Bruno Alves foi para o gramado.

Breno, cansado, teve que ser trocado e Juan Carlos Osorio optou por Bruno na lateral e Thiago Mendes como volante.

Nem para cartão amarelo

Cinco minutos depois, Luis Eduardo deu o carrinho para bloquear a bola, em frente e não diretamente nela, para tomá-la de Rafael Bastos.

Como o meia tocou por cima do zagueiro e tentou seguir em velocidade, houve o contato da cabeça do defensor com a perna do jogador do Figueirense.

A exclusão do são-paulino foi totalmente errada.

Um pouco melhor

Juan Carlos Osorio não podia mais fazer alterações, por isso pediu para Reinaldo ser zagueiro e Carlinhos lateral depois de ficar com 10 jogadores.

Formou duas linhas de quatro para garantir o resultado.

O Figueirense cresceu por ter um jogador a mais.

Não o suficiente para conseguir grandes oportunidades.

Os cruzamentos foram a principal e ineficaz opção do time.

Ficha do jogo

Figueirense – Alex Muralha; Leandro Silva, Marquinhos (Bruno Alves), Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso (Sueliton); Paulo Roberto, Fabinho (Carlos Alberto), João Vitor e Rafael Bastos; Clayton e Marcão
Técnico: Argel Fucks

São Paulo – Rogério Ceni; Thiago Mendes, Rafael Toloi, Luiz Eduardo e Reinaldo; Breno (Bruno), Wesley (Hudson) e Ganso; Auro, Alexandre Pato e Luis Fabiano (Carlinhos)
Técnico: Juan Carlos Osorio

Árbitro: Anderson Daronco (RS) – Assistentes: Marcelho Barison e José J. Silveira

São Paulo mandou no clássico; Corinthians teve sorte e por isso conseguiu o empate

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

São Paulo 1×1 Corinthians

O resultado não refletiu o desempenho coletivo dos times, porque o do Morumbi criou mais oportunidades, acertou três vezes as traves e ainda não teve um pênalti marcado a seu favor no último minuto.

O melhor em campo foi Luis Fabiano. Lembrou, pela raça e dificuldade que impôs aos defensores de marcá-lo, o jogador das passagens anteriores pelo clube.

O Corinthians foi razoável na parte coletiva e mal na técnica.

O sistema defensivo não mostrou a consistência que Tite pretende.

E havia possibilidade de o time ser mais incisivo no contra-ataque se acertasse mais passes.

 Os jogadores da meia, assim como de Elias e Luciano, não mostraram quase nenhuma inspiração.

Estilos

Era muito óbvio que o São Paulo teria a iniciativa de jogar e o Corinthians investiria no contra-ataque, chutes de média distância, cruzamentos e cobranças de faltas ou escanteios.

Os treinadores, ambos muito competentes, pensam o futebol de seus times de maneira antagônica e seria algo fora da curva se alterassem no clássico o padrão que tentam implementar.

Tática

Juan Carlos Osorio e Tite escalaram e posicionaram os times de maneira coerente com suas propostas.

O São Paulo, no 3-4-1-2, com Rafael Toloi, Lucão e o estreante Luiz Eduardo na zaga, Bruno e Carlinhos como alas na mesma linha dos volantes Hudson e Michel Bastos, e Ganso  em frente ao quarteto e atrás de Centurión e Luis Fabiano.

O Alvinegro atuou com Jadson, Renato Augusto e Malcom na meia, Bruno Henrique como volante, Elias se dividindo entre essas duas funções e fazendo a flutuação do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1, e Luciano como centroavante.

A linha de defesa contou com os laterais Fagner e Uendel, além dos zagueiros Felipe e Gil.

No time do Morumbi, Hudson priorizou a marcação e Michel Bastos, quando o time tinha a bola, se transformou em meia ou atacante pelos lados. Bruno e Carlinhos apoiaram constantemente. Centurion se mexeu muito. Ganso ficou perto de Luis Fabiano. Em certos momentos, os 10 jogadores ocuparam o campo de ataque.

O treinador corintiano queria o contra-ataque e para isso tinha em frente ao Bruno Henrique três atletas velozes. Ou seja: quando o time retomou a bola contra o adversário que atuou com os zagueiros na linha do meio de campo, havia diversas opções para esses lances.

Sorte de duas cores

O São Paulo atacou  e criou mais oportunidades antes do intervalo.

Ganhou a disputa no meio de campo e venceu o sistema de marcação corintiano.

Criou oportunidades tanto em cruzamentos quanto com a bola no chão.

Não fez o gol por falta de sorte.

Acertou três vezes as traves.

Competência

O Corinthians foi pragmático ao seguir as determinações do treinador, apesar de não cumpri-las a contento.

Inconsistente na marcação, ficou atrás, sequer tentou manter a bola na meia, mas mostrou competência na jogada em que comemorou o gol.

Uendel se deslocou da maneira necessária, nenhum são-paulino correu com ele, Malcom observou e tocou para o lateral chegar à linha de fundo e dar a assistência na medida ao Luciano.

O Alvinegro poderia criar mais oportunidades nas brechas que o ousado time de Juan Carlos Osorio tinha quando perdia a bola no ataque.

Não fez isso por causa dos erros de passe.

O melhor em campo

Luis Fabiano igualou, logo após o intervalo, no rebote de Cassio que espalmou o chute de Centurion. O próprio centroavante deu o passe para o argentino.

O gol premiou uma das melhores partidas dele nessa fraca passagem pelo clube.

Se mantivesse tal nível de desempenho e esforço em campo, não seria tão questionado.

Meu elogio não tem a ver especificamente com o gol que fez.

Se mexeu para receber a bola em melhores condições, fez o pivô direito, deu sequências aos lances, ganhou divididas e por isso o considerei o principal jogador do clássico.

Saiu de trás

O Corinthians decidiu ‘ir para o jogo’ depois do 1×1.

Adiantou a marcação e as lacunas no meio de campo, para ambos os times, ficaram maiores.

O jogo ganhou velocidade.

As equipes trocaram poucos passes porque atuaram, como se diz no ‘futebolês’, na vertical, em direção ao gol.

De novo as falhas nos passes, de ambas as agremiações, impediram a criação de mais oportunidades.

Mas nenhum torcedor pode reclamar que faltou emoção.

Alterações

Juan Carlos Osorio, preocupado porque o jogo ficou corrido e com mais lances onde seus zagueiros, laterais e volantes poderiam ficar mano a mano na marcação, colocou Wesley na função de Michel Bastos, que foi deslocado para a ala pois Carlinhos, amarelado, aos nove, saiu.

Cinco minutos depois o colombiano optou por Breno no lugar de Hudson, que havia recebido o cartão.

Como não mexeu na proposta tática e os substituídos cumpriram suas funções de maneira razoável – o volante, inclusive, com muita raça na marcação e dificuldades nos passes – acho que o técnico quis, acima de tudo, impedir o time de perder jogadores.

Carlinhos provavelmente se cansou, assim como Bruno, que deixou o gramado para Auro tentar otimizar o lado direito do sistema ofensivo.

Tite, ao notar lacunas no campo de defesa do São Paulo e provavelmente irritado com as falhas no passe que impediram o time de aproveitá-las, aos 30 mandou Malcom, sumido, descansar e o Rildo jogar.

Luciano, que fez o gol e jogou mal, logo depois foi trocado por Danilo.

As mexidas mostraram que o treinador queria elevar a qualidade da condução de bola em velocidade e do passe, ambos fundamentais para os contra-ataques, e a marcação pelos lados porque o São Paulo forçou muito os ataques nas alas.

Expulsão

No contra-ataque são-paulino, Centurion ficou mano a mano contra Felipe.

O atleta corintiano abriu os braço, tocou no corpo do argentino que caiu no gramado e pôs a mão na cara, onde sequer houve contato, como se tivesse sido atingido lá.

Leandro Vuaden considerou falta e não jogo de corpo do zagueiro que tinha amarelo, por isso o excluiu restando 7 minutos.

A decisão de quem precisa impor as regras foi questionável,.

E, para mim, se não há convicção de que houve a infração o lance deveria seguir.

Jadson, mal no jogo, saiu para Edu Dracena recompor a dupla de zagueiros.

Pênalti

No último minuto, após o bate rebate na área, Wesley chutou e Uendel, de propósito, colocou a mão na bola, dentro da pequena área, de maneira que os atletas de ambos os times observaram.

Os são-paulinos, indignados, correram em direção ao bandeirinha reclamando o pênalti inquestionável.

E os corintianos, que em princípio foram para Leandro Vuaden no intuito de impedir que marcasse a infração, pois sabiam que aconteceu, ficaram observando a irritação dos oponentes futebolísticos enquanto o relógio corria.

Depois de tudo que houve no jogo, principalmente as bolas na trave, o empate, no Morumbi teve sabor indigesto apenas para o time de Juan Carlos Osorio.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Rafael Toloi, Lucão e Luiz Eduardo; Bruno (Auro), Hudson (Breno), Michel Bastos e Carlinhos (Wesley); Ganso; Luis Fabiano e Centurión
Técnico: Juan Carlos Osorio

Corinthians – Cássio; Fagner, Gil, Felipe e Uendel; Bruno Henrique; Jadson (Edu Dracena), Elias, Renato Augusto e Malcom (Rildo); Luciano (Danilo)
Técnico: Tite

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS) – Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Alex Ang Ribeiro (SP)

Jogo teve baile do Flamengo até o intervalo e depois empate heroico do Santos

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Flamengo 2×2 Santos

As agremiações proporcionaram um jogo de futebol com muitas emoções aos torcedores.

Os do Santos ficaram mais satisfeitos com o resultado e os do Flamengo, creio, sentiram-se frustrados porque não ganharam.

O time de Cristovâo Borges deu um baile antes do intervalo, quando conseguiu enorme volume de jogo ofensivo, fez os gols e se impôs com sobras.

Tinha que manter a marcação na frente mas, por falta de força física,  opção tática ou ambos os motivos, recuou.

O Santos cresceu muito e sob a liderança técnica de Lucas Lima conseguiu o empate.

Nos acréscimos, Vladimir não permitiu que o Rubro-Negro ganhasse.

Tática

Cristovão Borges optou pelo 4-2-3-1 muito ofensivo.

Emerson Sheik na direita, Éverton do outro lado e Alan Patrick, entre eles, atuaram no trio atrás do centroavante Guerrero.

Os laterais Pará e Jorge apoiaram constantemente.

Canteros apareceu na meia e na área para tentar as assistências e os chutes em gol.

Apenas Marcio Araújo, parceiro do argentino na função de volante, e os zagueiros César e Wallace, não participaram da criação.

A marcação adiantada completou a proposta de jogo.

A ideia foi retomar a bola na frente e ficar com ela no campo de ataque.

Dorival Jr improvisou o zagueiro Paulo Ricardo na função de volante junto com Renato.

Gabriel na direita, Geuvânio do outro lado e Lucas Lima, entre eles, formaram o trio na meia.

Ricardo Oliveira foi o centroavante.

Os desenhos táticos similares redundaram no jogo com raros minutos de equilíbrio entre os times.

Baile

Diante de cerca de 52 mil pagantes, o Flamengo marcou no ataque, impediu a transição de bola, ganhou o meio de campo, ditou o ritmo, e manteve a intensidade antes do intervalo do primeiro ao último minuto.

Apesar de mostrar mais força na direita com Emerson e Pará, atacou por ambos os lados e entrou na área algumas vezes.

Equívocos na hora do último passe e nas finalizações fizeram o time demorar para conseguir o gol.

O Santos tomou um vareio.

Marcou atrás, tentou fechar lacunas e investir nos contra-ataques.

Não conseguiu executar nada a contento.

Gabriel e Geuvânio tinham que ficar atentos aos avanços de Pará e Jorge, mas perderam alguns lances para eles.

Victor Ramos e Zé Carlos foram sobrecarregados.

Lucas Lima, devido às circunstâncias desfavoráveis, recuou e se transformou em terceiro volante.

Ricardo Oliveira ficou isolado entre Marcio Araújo e os dois zagueiros flamenguistas quando não preferiu, pela necessidade da partida, completar o sistema de marcação perto da área de Vanderlei.

A cena mais rara antes do intervalo foi o time de Vila Belmiro trocando passes à frente da linha que divide o gramado.

Mereceu

O Flamengo fez o gol cinco minutos antes do intervalo.

O chute forte de Alan Patrick, no meio e alto, apenas transformou em resultado a dinâmica de jogo muito favorável..

No lance seguinte, o Santos, porque perdia, foi à frente e proporcionou, pela primeira vez até então, brechas para o contra-ataque flamenguista.

Canteros, importante no sistema de criação – em diversos momentos partiu de trás dos meias do time dele e confundiu o sistema defensivo santista. Ficou nítido que nenhum jogador sabia quem deveria marcar o argentino – durante o jogo,  deu a assistência para Emerson Sheik tocar na saída do goleiro.

CBF contra o futebol

O veterano foi comemorar com os torcedores e, por isso, levou o amarelo.

Essa ideia de pautar a festa, impedindo reações espontâneas, diminui a felicidade por condicionar os jogadores e o público a raciocinarem automaticamente quando podem simplesmente extravasar emoções.

É a plastificação da alegria.

Não adianta criticar Anderson Daronco, pois ele acertou ao cumprir as determinações.

O critério linear, inclusive se for ruim para o esporte, é que faz o torneio ser disputado em condições iguais no que diz respeito às regras se for igual em todos os jogos.

Mexeu

Marquinhos Gabriel ocupou o lugar de Paulo Ricardo após o intervalo.

O reserva tem mais qualidade no passe e características para ajudar o sistema ofensivo.

Mas não foi isso que fez o time crescer.

O Santos decidiu marcar na frente e o Flamengo recuou para iniciá-la na linha que divide o gramado.

Houve alterações nas propostas coletivas.

Outro Santos

Com muito mais posse de bola ofensiva, o Santos pode aproveitar as virtudes de seus jogadores mais talentosos e testar o inconsistente sistema defensivo do Flamengo.

Mandou no jogo até empatar.

Não apenas o goleiro

Lucas Lima cobrou o escanteio e o Ricardo Oliveira, aos 7, de cabeça, na pequena área, fez  2×1.

O centroavante se antecipou ao goleiro, que poderia intervir e demorou um segundo a mais para ir na bola.

O equívoco não foi apenas nele.

Algum jogador de linha no Flamengo deveria ter marcado o veterano especialista em fazer gols.

Não pode se mexer, na área, e ficar sozinho.

O empate aconteceu aos 28.

Lucas Lima, o melhor do Santos depois que o time começou jogar a futebol, com categoria e jeito, chutou de fora da área.

Paulo Victor tocou na bola antes de ela ir para o fundo da rede.

Era um lance defensável, mas difícil para qualquer goleiro em plena forma.

Ritmo

Ele ficou dois meses longe do time por causa do problema na fíbula.

A posição de quem joga com as mãos é a que mais exige sequência porque isso aumenta a concentração e principalmente o reflexo.

Era mais simples para o meio de campo, que bobeou, marcar Lucas Lima no lance do empate, do que exigir do goleiro a difícil intervenção.

Eis a maior questão

Enquanto marcou na frente, o Flamengo foi superior.

Depois que recuou e investiu em contra-ataques, caiu muito de rendimento e o Santos empatou.

Antes do 2×2 ficou nítido que um time piorou muito e o outro cresceu depois que alteraram o posicionamento.

Ou o Flamengo não teve pernas para fazer a marcação na frente, ou optou pela estratégia que acabou sendo ruim.

Não tenho a resposta precisa, mas sei que isso e a mexida no sistema de criação do Santos foram os grandes responsáveis pela igualdade.

Dorival Jr satisfeito

O Santos ainda tentou, por alguns minutos, manter a iniciativa do jogo.

Mas rapidamente o seu treinador alterou os planos e decidiu recuar.

Antes de igualar, colocara Neto Berola no lugar de Gabriel e deslocara Geuvânio para a direita.

Depois, tirou o atleta revelado no clube e pôs, aos 34, Lucas Otávio para reforçar a marcação no meio.

Mandou cinco jogadores fazerem a ‘parede’ em frente aos zagueiros e laterais, todos perto da área, e manteve apenas Ricardo Oliveira adiantado.Nitidamente ficou feliz com o empate e queria, apenas se possível, o contra-ataque.

Cristovão Borges havia trocado Alan Patrick por Gabriel.

O Flamengo foi para cima, mas pareceu cansado para conseguir lances de gol.

Insistiu muito nos cruzamentos e perdeu todas para os marcadores do Santos.

Eis que, do nada, arrumou força para tornar, de novo, o jogo intenso.

Vanderlei brilha

Os acréscimos foram parecidos com a partida antes do intervalo.

Gabriel colocou Éverton de frente para Vladimir e o goleiro, rápido e preciso ao fechar o ângulo, manteve o empate.

O jogador que perdeu a grande oportunidade pediu para sair e Almir entrou.

Aos 50 minutos, Vanderlei, com o pé, não deixou o cruzamento, pela grama, de Gabriel chegar para o reserva fazer o gol na pequena área.

Lógico

Depois de tudo que houve no jogo, o empate não tinha como deixar o Flamengo feliz.

O Santos deixou o gramado com a sensação de alegria pelo ponto que conseguiu após iniciar perdendo e atuando mal.

Ficha do jogo

Flamengo – Paulo Victor; Pará, César, Wallace e Jorge; Márcio Araujo e Canteros; Everton (Almir), Alan Patrick (Gabriel) e Emerson Sheik; Guerrero
Técnico: Cristóvão Borges

Santos – Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo (Marquinhos Gabriel) e Renato; Gabriel (Neto Berola), Lucas Lima e Geuvânio (Thiago Maia); Ricardo Oliveira
Técnico: Dorival Júnior

Árbitro: Anderson Daronco – Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Rodrigo F Henrique Correa

 

São Paulo ‘osoriano’ mereceu ganhar do ‘luxemburguês’ Cruzeiro; treinadores idealizaram propostas distintas de jogo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

São Paulo 1×0 Cruzeiro

Não foi um jogo tecnicamente elogiável.

Ficou emocionante, após o intervalo, por conta dos erros dos jogadores.

Faltou inspiração para a maioria.

Carlinhos, autor da assistência com cara de gol dele, e Michel Bastos, pela participação intensa no sistema ofensivo, chutes que geraram oportunidades no rebote e passe para Centurión perder em frente ao Fábio,  foram os melhores em campo.

O São Paulo criou mais oportunidades e mereceu ganhar na conta do chá.

Vanderlei Luxemburgo tem que melhorar o o sistema de criação do time.

Foi ‘quese retranqueiro’ no planejamento coletivo e escolha dos atletas.

Levou em conta que enfrentou o time com potencial para ser forte na parte ofensiva e que seria ousado desde o início.

Desprezou a falta de entrosamento que fez os são-paulinos oscilarem neste e noutros jogos.

Com mais posse de bola no campo de ataque aumentaria a possibilidade de falhas no sistema de marcação idealizado por Juan Carlos Osorio, mas preferiu diminuir a de tomar gols.

Tática

Juan Carlos Osorio, que não ficou no banco por causa expulsão contra o Sport, insiste, reitero, com razão, na modernização da forma de o o time jogar.

Preparou o 4-1-4-1 com flutuação para o 4-2-3-1, de acordo com o andamento do jogo. Michel Bastos na direita, Pato do outro lado, e Boschilia entre eles, atuaram em frente aos volantes Lucão e João Schmidt, e atrás de Centurión, o chamado ‘falso’ centroavante.

O treinador pediu ao quarteto mais adiantado que se mexesse para confundir a marcação, e que os volantes participassem da criação.

Jogar com a bola na grama, trocar passes e invertê-la, além de ocupar as lacunas do gramado, são grande parte da meta idealizada pelo colombiano.

Na zaga, optou por Rodrigo Caio junto de Rafael Toloi..

O Cruzeiro jogou no 4-2-3-1 mais estático.

Vanderlei Luxemburgo colocou Marinho na direita, William do outro lado e  Marcos Vinícius entre eles. Os laterais Ceará e Fabrício apoiaram pouco. O volante Henrique alternou os avanços com Charles.

Vinicius foi o centroavante.

Como o treinador do Cruzeiro sabia que o São Paulo teria a iniciativa do jogo, preferiu investir em contra-ataques.

Por isso colocou o centroavante mais veloz.

Tinha convicção que os laterais e os volantes são-paulinos iriam ao ataque.

Marinho e William marcaram aos primeiros, Marcos Vinicius fez isso com um dos atletas no centro, e Vinicius esperou os lançamentos longos para correr contra os zagueiros.

Alho, sal, pimenta, cebola…

O arroz com feijão simples que Vanderlei Luxemburgo planejou foi mal temperado.

Ficou completamente insosso porque o contra-ataque, a única opção para o time fazer gol tirante em cobranças de faltas e escanteios, foi ruim por causa dos erros de passes e do posicionamento muito recuado dos jogadores,

De nada adiantou a leitura correta, do técnico, a respeito de como o São Paulo pretendia atuar.

Ele pareceu preguiçoso ao não imaginar nada específico para tentar controlar o jogo ou ser mais incisivo na busca pelo gol.

Em formação

Pouco inspirado e precisando de entrosamento, em alguns momentos o São Paulo foi superior, noutros equilibrou o jogo, mas nunca ficou acuado como diante do Sport.

Depois de cerca de meia hora de disputa no meio de campo, talvez um pouco mais, quando os sistemas de criação de ambas as agremiações não haviam criarado oportunidades de gol, o time do Morumbi passou a jogar mais perto da área e depois a entrar nela.

Restando cinco minutos para o intervalo, conseguiu a primeira grande oportunidade após chute de Michel Bastos. A bola ficou com Alexandre Pato e Fábio fez difícil intervenção.

Logo em seguida o São Paulo pediu pênalti quando a bola tocou no braço de Manoel.

Dois ou três minutos depois, Carlinhos cruzou de direita com precisão, Alexandre Pato desviou, de cabeça, de maneira quase imperceptível e Fábio, no meio do gol, aguardou para saber se o atacante conseguiria tocar nela segundos antes até os quase 30 mil torcedores comemorarem.

Acertou

O Cruzeiro pediu um pênalti de Thiago Mendes em Vinícius. O cruzeirense desabou no gramado após o contato normal com o lateral-direito.

A penalidade que o São Paulo queria, quando Lucão chutou e a bola tocou no braço de Manoel, foi daquelas que a Fifa nos impede de dizer se houve ou não.

No futebol, não foi. No neo-futebol, aconteceu.

Os  tais critérios ‘fifaísticos’ tornaram a regra dúbia.

Seria fundamental se, ao menos em cada campeonato houvesse interpretações iguais em todos os jogos, mas isso não ocorre.

Eu precisaria ter convicção de como Marcelo de Lima Henrique avaliou noutras partidas lances similares antes de afirmar que errou ou não.

Enquanto não sei isso, concordo com ele, que achou tudo normal, porque não gosto do estilo de jogo do neo-futebol.

Simplificando, foi bola na mão e não o contrário, pois o zagueiro não quis tocá-la com o braço.

Tentativas

Mayke e Gabriel Xavier, após o intervalo, entraram nos lugares de Ceará e Marcos Vinícius. O treinador queria, com o lateral mais ofensivo e a troca na meia, fazer o time criar alguma oportunidade.

Além disso, adiantou a marcação para tentar tomar a bola na frente.  O Cruzeiro chegou mais vezes lá e errou as finalizações, todas, salvo engano, fora da área.

Alterações e brechas

O Cruzeiro, por marcar mais adiantado, abriu lacunas no campo de defesa. O São Paulo tinha alguns atletas rápidos que podiam aproveitá-las.

Centurión, após receber de Michel Bastos, na área, finalizou e Fábio impediu o gol.

Marinho, na direita, deu a caneta no Rodrigo Caio e na hora de tocar optou por fazê-lo onde não havia ninguém, mas deveria ter, e a bola passou pela pequena área.

Faltou leitura de jogo ao Vinícius e ao William.

Talvez por causa dessa dificuldade e ade se posicionar na área, Vinícius saiu e Leandro Damião foi ao campo para atuar lá e fortalecer a jogada aérea.

Mayke e os cruzamentos

Com ele, o lado direito do sistema de criação se tornou o mais funcional.

O lateral levantou a bola para Leandro Damião cabecear por cima do gol. Pouco depois, tocou, por baixo, e o centroavante, no carrinho, não conseguiu chegar nela.

Mexidas no São Paulo

Hudson ocupou o lugar de João Schmidt para reforçar a marcação no meio. Era óbvio que Vanderlei Luxemburgo pediria para ambos os volantes  tentarem criar lances de gol.

Outras alterações foram Edson Silva por Boschilia e a formação do trio de zaga com os que permaneceram em campo.

Thiago Mendes e Carlinhos passaram a ser alas, pois jogaram na mesma linha de Lucão e Hudson, os volantes, mas tinham que recuar, um de cada vez, para a lateral, se o Cruzeiro tivesse a bola na meia.

A ideia inteligente, que o São Paulo ainda precisa aprende a fazer de maneira consistente, fortaleceria a marcação mais adiantada e os contra-ataques, pois Alexandre Pato e Michel Bastos, abertos, tanto poderiam recuar no meio de campo quando os laterais do rival apoiassem,  como, juntos de Centurion, iniciarem os desarmes na frente.

Como Alexandre Pato não tem essas características, atuou do lado de Mayke e tinha que marcá-lo, João Paulo entrou para ser o centroavante, Centurion foi para a direita e Michel Bastos atuou na faixa de campo do lateral-direito.

Catimba e gols perdidos

O São Paulo ainda não sabe jogar de maneira consistente no 3-4-3.

Por isso o meio de campo ficou esburacado.

Charles tocou para Leandro Damião, na área, e quando o centroavante ficaria na frente de Rogério Ceni, Edson Silva deu carrinho preciso, na bola, e impediu.

Os outros lances de gols favoreceram o time do Morumbi.

No primeiro, Centurión recebeu de Carlinhos, falhou no domínio e Fabio conseguiu fechar o ângulo no chute do argentino. No outro, Michel Bastos cruzou na medida, de maneira precisa, para ele, cara-a-cara com o goleiro, cabecear mal.

Nos minutos finais, o ‘hermano fez o possível para irritar. Tomou faltas e ainda dividiu, por cima, apenas na bola, o que irritou Fabrício.

Se houvesse o menor contato com o lateral, mereceria o vermelho. Tinha que levar o amarelo e Marcelo de Lima Henrique tirou o cartão do bolso apenas o nervoso ex-atleta do Internacional, que falhou numa saída de bola e proporcionou para João Paulo a última oportunidade de gol.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Thiago Mendes, Toloi, Rodrigo Caio e Carlinhos; Lucão; Michel Bastos, Boschilia (Edson Silva), João Schmidt (Hudson) e Alexandre Pato (João Paulo); Centurión
Técnico: Juan Carlos Osorio

Cruzeiro – Fábio; Ceará (Mayke), Manoel, Paulo André e Fabrício; Charles e Henrique; Marinho, Marcos Vinícius (Gabriel Xavier) e Willian; Vinícius Araújo (Leandro Damião)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE) Assistentes: Clovis Amaral da Silva e Albino Andrade Albert Junior

Sport esbanja entrosamento para vencer o São Paulo cheio de erros coletivos

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Sport 2×0 São Paulo

O entrosamento foi muito importante para o Sport ganhar.

Seus jogadores entraram em campo cientes do que deveriam fazer em prol do coletivo diante do time ainda em formação.

Por isso foram melhores.

O São Paulo teve várias dificuldades para colocar em prática a inteligente proposta do seu treinador.

Juan Carlos Osorio preparou sistema tático complexo, moderno inclusive nos padrões europeus.

A possibilidade de acontecerem equívocos na marcação, tal qual houve, era enorme.

Os individuais merecem mais questionamentos.

Ganso e Luis Fabiano, os renomados e até pouco tempo tratados por grande parte dos são-paulinos como intocáveis, foram expulsos e diminuíram a possibilidade de o time empatar.

Não há nada de novo quando, por qual motivo for, deixam a equipe na mão.

A arbitragem, não por causa dessas expulsões, foi muito ruim.

De qualquer forma, os três pontos ficaram com o time que os mereceu.

Entrosado

O Sport iniciou o jogo no 4-2-3-1 com variação para o 4-4-2. A formação base contou com Elber na direita, Marlone do outro lado e Diego Souza, entre eles, no trio de criação.

Quando o adversário tinha a bola no ataque. dois desses três atletas ficaram na linha dos volantes Wendel e Rithely, e o que não recuou ou permaneceu na meia ou mais adiantado, aberto, como segundo atacante.

O time entrosado, onde os jogadores conseguem fechar lacunas e se mexem de maneira coordenada, mostrou facilidade para compreender as necessidades da partida diante do São Paulo em formação.

Aplausos para Juan Carlos Osório

O treinador tentou implementar o 3-4-3  (meu esquema tático preferido), que exige muita inteligência dos jogadores e treinamentos para se adaptarem, mas, na prática, o time atuou no 3-4-1-2.

A linha de frente contou com Centurión na direita e Pato do outro lado.

Ganso atuou centralizado. Tinha que transitar entre o meio de campo e o ataque, mas ficou como meia, em frente ao quarteto que teve Thiago Mendes e Michel Bastos pelos lados, como alas, mais Hudson e Rodrigo Caio, que foram volantes.

A proposta coletiva é mais complicada de funcionar de maneira harmônica por diversos motivos;

Na marcação pelos lados,  os alas precisam entender quando devem ocupar a lateral, um de cada vez, ou os volantes precisam saber a hora de fazer a cobertura nos momentos em que o ala não consegue recuar.

Além disso, e o zagueiro deve compreender quando tem que ir à lateral, com o ala do outro lado, para formar a linha de quatro.

Se o adversário, por exemplo, mandar os meias pelos lados se posicionarem como atacante, é fundamental impedir o trio de zaga de ficar mano a mano com eles e o centroavante.

Tudo isso exige leitura de jogo muito rápida.

Na frente alguém precisa entrar na área ou ficar na meia-lua, como falso centroavante..

É lógico que o São Paulo cometeu erros, pois apenas com sorte conseguiria, diante da equipe ‘redondinha’ na parte tática, fechar todas as lacunas e se mexer, em campo, como plena sincronia com regularidade.

O treinador faz o certo ao insistir na modernização do jeito do time jogar.

Não pode ficar pensando na manutenção do emprego, na insatisfação da opinião pública (parte dos torcedores e jornalistas) e dos dirigentes, que em regra sequer compreendem a ideia do técnico, as razões dela e aonde pode chegar, se houver paciência, com isso.

O único porém para atuar neste esquema tático (tende a ser um pouco mais ofensivo, mas, se implementado com precisão, pode ser consistente atrás e se adaptar às necessidades do jogo) é que o ideal seria contar com ao menos um zagueiro rápido.

Mas não foi isso que criou as dificuldades para o time nessa partida.

Andamento

O Sport jogou melhor desde o primeiro tempo.

Teve mais posse de bola ofensiva e investiu mais nos ataques pelos lados.

André não ficou na área, parado, como pivô. Se mexeu para tentar a tabela com os companheiros, em especial com o trio de criação, e confundis o sistema de marcação são-paulino.

Diego Souza foi o principal organizador do time.

O São Paulo, no ataque, não encontrou seu falso centroavante.

Pato e Centurión ficaram muito abertos e por isso previsíveis; Ganso, que poderia entrar na área, não o fez.

Aliás, não há nenhuma novidade na dificuldade desse jogador se mexer como o time necessita, seja qual for o esquema tático.

O gol

O lance nasceu de um dos vários erros de marcação do São Paulo pelos lados.

Rodrigo Caio tinha que acompanhar o Marlone, que recebeu belo passe de calcanhar do André, pois o Lucão havia saído da área para marcar o centroavante.

Como o volante não fez a parte dele, Marlone deu assistência para Elber, na pequena área, com Michel Bastos perto, fazer 1×0.

Confusa e ruim

O jogo não foi tão complicado assim para quem tinha que impor as regras.

Mas o trio conseguiu irritar ambos os times.

Houve um lance em que Durval tenta cabecear e a bola bate no braço dele.

Como havia pulado, teve que abrir os braços para ganhar impulso e não perder equilíbrio.

No futebol, isso não é pênalti.

No neo-futebol, principalmente aqui no Brasil, tais lances muitas vezes são considerados infrações, por isso os jogadores do São Paulo, que tiveram alguns assim marcados contra si desde o início do ano, reclamaram muito.

Na jogada seguinte, André driblou Hudson, o volante colocou o braço no ombro do centroavante que despencou na área.

André Luis de Freitas apontou para a marca do pênalti, mas determinou que houve apenas a falta.

Não resta a menor dúvida que foi dentro. Se achou que aconteceu a infração, tinha que dar o pênalti.

A opinião do auxiliar, ali, tanto faz, pois o lance foi no lado oposto dele e em frente ao árbitro.

Houve um gol anulado de André, o qual pretendo acompanhar novamente para saber se a posição do atacante foi irregular.

E um impedimento de Pato, que não houve, quando o atacante recebeu a bola na área e ficou mano a mano contra o rival que o segurou ou por ter observado a determinação do bandeirinha ou para evitar que atleta fosse em direção ao gol.

Danilo Fernandes 1×0 Alexandre Pato

Pato ficou de frente para o goleiro em lance de contra-ataque, após receber o passe de Ganso, tentou driblar e o jogador do Sport conseguiu tocar na bola para impedir o empate.

Foi a melhor oportunidade do São Paulo.

Alterações

Eduardo Basptista, após o intervalo, trocou Elber por Ferrugem para reforçar a marcação na direita e ainda ter chegada na frente.  Sabia que o São Paulo atacaria muito daquele lado com Pato e Michel Bastos.

Juan Carlos Osorio, após alguns minutos onde o São Paulo aumentou a posse de bola e continuou com dificuldade de ultrapassar a marcação do Sport, alterou o esquema de jogo ao tirar Edson Silva, zagueiro, colocar Luis Fabiano como centroavante, recuar Michel Bastos e Thiago Mendes para as laterais, formar o 4-1-4-1 e pedir muita marcação na saída de bola.

Depois, adiantou Michel Bastos para a meia, aberto, no lugar do argentino, que saiu para Reinaldo entrar.

Regis e Rodrigo Mancha, aos 28, nos lugares de Wendel e Diego Souza, foram as últimas mexidas de Eduardo Baptista, que pareceu mais interessado em manter a força física do meio de campo que em alterar a proposta de jogo.

Cinco minutos depois, Thiago Mendes pediu para sair, Hudson foi atuar na lateral e Boschilia jogar na meia, ao lado de Ganso, com Pato e Michel Bastos pelos lados e Luis Fabiano, adiantado, como pivô.

São Paulo e suas estrelas

Dois ou três minutos depois de Juan Carlos Osório colocar o time com criação em todos os setores – obviamente fica mais vulnerável na marcação -, Ganso, que tinha amarelo, reclamou com André Luis de Freitas.

O meia sabe que a orientação é para mostrar o cartão e já tinha levado um noutro lance. Não houve rigor logo de primeira, ele insistiu na fala e foi expulso ao levar o segundo.

Luis Fabiano, pouco depois, fez a falta, por trás, ainda no campo de ataque, e mereceu cartão.

Já tinha sido punido antes e, por isso, excluído.

Ficou em campo cerca de 25 minutos.

Resolveu

O Sport, mesmo quando o São Paulo tinha 11 em campo, criou mais oportunidades, quase todas em contra-ataques.

Com dois jogadores a mais, desperdiçou algumas até André tocar para Ferrugem, na área. garantir o 2xo e os merecidos 3 pontos ao time.

Ficha do jogo

Sport – Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Rafael, Durval e Renê; Wendel (Rodrigo Mancha) e Rithely; Elber (Ferrugem) , Diego Souza (Regis ) e Marlone; André
Técnico: Eduardo Bapstista

São Paulo – Rogério Ceni; Lucão, Rafael Toloi e Edson Silva Luis Fabiano); Thiago Mendes (Boschilia), Hudson, Rogerio Caio e Michel Bastos; Ganso, Centurion e Pato
Técnico Juan Carlos Osorio

Árbitro: André Luiz de Freitas – Assistentes: Alessandro Rocha de Matos e Eduardo Goncalves

No limite, Corinthians vence Atlético MG em jogo acima da média do Brasileirão

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Corinthians 1×0 Atlético MG

Gostei muito do jogo.

Intenso, tático e disputado de maneira inteligente, foi acima da média do Brasileirão.

O Corinthians, apesar de atuar diante de seus torcedores, não teve o menor constrangimento em optar por deixar a bola com o Galo e investir nos contra-ataques, tal qual fizera contra o Flamengo.

O Atlético MG foi mais ofensivo, teve iniciativa de ir à frente e foi mais frequente lá.

Apesar da dificuldade de superar o bloqueio, não fez gol porque perdeu algumas oportunidades, teve azar na cobrança de falta de Giovanni Augusto e o goleiro Walter, inspirado, foi preciso nas raras vezes que algum jogador atleticano ficou em frente a ele.

O Corinthians perdeu uma oportunidade para ampliar e parou em Victor que, quando exigido, deu conta da missão.

Foi uma partida de xadrez de times que sabiam o que pretendiam fazer, e orientados de maneira elogiável pelos seus treinadores.

Os times

Tite posicionou o Corinthians no 4-2-3-1 e no 4-1-4-1.

Malcom, na direita, Rildo, do outro lado, e Renato Augusto, entre eles, formaram o trio de criação em frente dos volantes.  A variação tática aconteceu quando Elias atuou na linha dos meias.

O Atlético MG iniciou no 4-3-3.  Luan e Thiago Ribeiro, pelos lados, e Lucas Pratto, o centroavante, jogaram mais adiantados.  De acordo com as necessidades da partida, houve a flutuação no esquema.

Quando um deles recuou, a equipe formou 4-4-2. E, em certos momentos, Luan e Thiago Ribeiro recuaram para a meia, abertos, com Giovanni Augusto, centralizado, na mesma linha deles, atrás do centroavante argentino, formando o 4-2-3-1.

O atleta revelado pelos mineiros, simbolo da épica conquista da Copa do Brasil, se machucou e Carlos foi para o jogo.

Levir Culpi, por isso, inverteu o lado de Thiago Ribeiro, que passou a atuar na direita.

Estratégia e necessidade

Como as equipes jogaram, tal qual se diz no futebolês, compactadas, houve poucas brechas no meio de campo nos 25 minutos inciais.

O Corinthians tentou marcar a saída de jogo.

Dificultou algumas vezes a proposta do Galo que insistiu em fazer a transição com a bola na grama.

Nos momentos em que os corintianos não conseguiram, o sistema de marcação, no meio de campo, ficou um pouco vulnerável.

Por isso, Tite, pragmático, pediu para a marcação começar alguns metros à frente da linha que divide o gramado.

Levir Culpi determinou isso desde o primeiro minuto.

Por causa das ideias coletivas dos treinadores, os zagueiros e laterais atuaram fora da área.

Nas pequenas brechas entre eles e os goleiros, os times tentaram lançamentos por cima da defesa. Ambos contaram com jogadores de velocidade, pelos lados, e centroavantes que não são lentos.

A ideia era válida.

Depois que o Corinthians recuou, o Atlético MG passou a ter mais posse de bola e iniciativa de tentar fazer o gol.

Como fez na vitória diante do Flamengo, preferiu investir na marcação e nos contra-ataques.

Isso aumentou a posse de bola do Atlético MG na frente.

Era o que ambos os treinadores queriam naquele momento.

Tite 1×0 Levir Culpi

Duas ou três vezes Vágner Love recebeu a bola ‘nas costas’ de Marcos Rocha.

Havia um enorme trecho do gramado para correr com ela.

Em um dos lances, tocou mal.

No outro, deu a assistência para Malcom.

A vitória do treinador corintiano foi fruto de acertos no plano de jogo.

Isso não significa que Levir Culpi foi mal.

Ao contrário; o atleticano fez o que era necessário.

No futebol, muitas vezes os dois técnicos acertam, mas a matemática permite que apenas um deles ganhe.

Dependem dos jogadores e em muitas oportunidades um erro de passe,  ou centímetros  na direção de um chute, ou simplesmente a falta de sorte, não permite que a proposta inteligente se transforme em gol.

Mantidos

Os times retornaram do intervalo com suas filosofias de jogo intactas.

O Atlético MG forçou os ataques pela direita, onde Marcos Rocha e Thiago Ribeiro atuaram.

Conseguiu ir à linha de fundo três vezes e, numa delas, Lucas Pratto perdeu a oportunidade de igualar.

Alterações

Aos 14, Rildo deu lugar ao Mendoza. O colombiano jogou em frente ao lateral Uendel.

Tinha fortalecer a marcação e correr com a bola, de trás, se houvesse a oportunidade.

Levir Culpi, aos 23, optou por tirar Thiago Ribeiro e colocar Cardenas. O ex-jogador do Atlético Nacional se revezou, com Giovanni Augusto, nas funções de meia e de atacante, ambos, sempre, na direita.

Tite, logo em seguida, trocou Vágner Love por Danilo.

Azar de Giovanni Augusto

O meia, inteligente, cobrou a falta por baixo da barreira que pulou.

Teve azar porque a bola tocou na trave.

Não havia a menor possibilidade de Walter intervir.

O goleiro ficou posicionado do outro lado, no canto oposto ao que cobriu com a barreira.

Conservador

Tite poderia colocar Danilo, aberto, em frente ao lateral, e deixar Mendoza avançado.

Assim, teria alguém capaz de segurar a bola no meio de campo, mais qualidade no passe longo , além de proporcionar ao colombiano a possibilidade de correr contra os zagueiros Jemerson e Leonardo Silva.

Outra ideia viável seria adiantar Renato Augusto e deixar o veterano centralizado na meia.

Mas o treinador preferiu pedir para Danilo jogar como falso centroavante.

O time passou a ficar um pouco mais com a bola no ataque, mas não o suficiente para impedir o Atlético MG de continuar ditando o ritmo de jogo e em busca de lacunas na marcação.

Por cima

Nos últimos minutos, Tite pôs Ralf e tirou Bruno Henrique.

O Atlético MG investia nos cruzamentos e com a mexida pretendia tornar o sistema de marcação mais forte nas jogadas aéreas.

Goleiros

Nos acréscimos, Mendoza perdeu o gol em lance que Victor foi preciso ao fechar o ângulo.

Na sequência,  Lucas Pratto, em contra-ataque, ficou em frente ao Walter e o goleiro precisou intervir na jogada favorável ao centroavante.

Giovanni Augusto, dentro da área, chutou em cima de Walter, que, de novo, impediu o empate.

No jogo extremamente coletivo e difícil, ou o goleiro foi o melhor em campo ou quase isso.

Treinadores

Tite deve ter ficado irado porque o time tão defensivo quanto o dele permitiu dois contra-ataques no final.

Mas isso serviu para aumentar a emoção da vitória.

Levir Culpi deve lamentar os gols perdidos e pequenos equívocos de passe como o que permitiu ao adversário fazer o gol.

Em geral, creio, ambos os treinadores gostaram do futebol de seus times.

Ficha do jogo

Corinthians – Walter; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique (Ralf) e Elias; Rildo (Mendoza), Renato Augusto e Malcom; Vagner Love (Danilo)
Técnico: Tite

Atlético MG – Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete (Guilherme), Rafael Carioca e Giovanni Augusto; Luan (Carlos), Thiago Ribeiro (Cardenas) e Lucas Pratto
Técnico: Levir Culpi

Árbitro: Anderson Daronco (RS) Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Bruno Raphael Pires (GO)

 

 

Na técnica; assim o Corinthians ganhou com facilidade do Flamengo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Flamengo 0×3 Corinthians

O Alvinegro foi superior nas partes tática e técnica.

Jogou de maneira objetiva, priorizando marcação e contra-ataque.

Consistente antes do intervalo, quando fez dois gols, oscilou um pouco depois, mas em nenhum momento deu oportunidade para o rival esboçar reação.

O Flamengo passou 90 minutos, em vão, buscando alternativas para tornar o sistema de criação mais forte.

Perdeu porque tinha jogadores inferiores na qualidade individual e menos preparados coletivamente.

Houve o gol mal-anulado de Jonas. Não creio que, se fosse validado, seria o início da melhora do futebol flamenguista e que permitia ao time levar ponto à Gávea.

Ninguém na equipe de Cristovão Borges merece aplausos.

No Alvinegro, apenas Vagner Love destoou.

Elias e Jadson, nessa ordem, foram os melhores em campo, seguidos por Renato Augusto e Uendel, que entra na lista por causa do lance todo –  não apenas da finalização –  do terceiro gol.

Com Guerrero e Emerson Sheik, o roteiro do jogo, creio, seria muito mais difícil para o vencedor.

Sobre eles 

A ausência da ex-dupla do Corinthians gerou uma série de consequências.

Gabriel foi mal, o treinador escalou na meia a dupla de estrangeiros limitada na criação, Marcelo Cirino teve que ser o centroavante….

Diante do Internacional, Emerson Sheik e Éverton, pelos lados, Jonas, Canteros e Cáceres realmente na função de volante e Guerrero na de centroavante, tornaram a equipe mais forte na marcação em frente aos zagueiros e laterais, e na parte ofensiva.

O treinador poderia, se contasse com ambos,  abrir mão de um dos volantes para colocar alguém capaz de fortalecer as tentativas de desarmar no campo de ataque.

Mas teve que pensar em reorganizar em vez de tentar agregar algo ao que funcionou.

Não tinha opções para isso.

Poderia mandar a equipe ficar atrás, enquanto recebia vaias da própria torcida, e mesmo desse jeito a possibilidade de perder era maior que a de vencer.

Limitado

Cristovão Borges escalou o Flamengo no 4-1-4-1. O quarteto em frente ao volante Jonas contou com Gabriel na direita, Éverton na esquerda, e Canteros e Cáceres entre eles. Marcelo Cirino foi o centroavante.

O desenho tático mostrou que o time tentaria atacar mais pelos lados, onde o competitivo sistema defensivo do Corinthians tinha sido é um pouco menos consistente nos últimos jogos.

O andamento do jogo confirmou a teoria.

O Flamengo forçou a criação com Gabriel, mal desde o início, e Éverton, que não merece elogios apesar de ter jogado melhor que o outro.

Com os gringos a possibilidade de superar o bloqueio corintiano era pequena, pois eles tecnicamente não têm tanta qualidade.

A equipe, talvez por isso, pouco forçou a criação por onde jogaram.

O Rubro-negro fez alguns cruzamentos, tentou chutes de média distância e apenas um, dentro da área, com Éverton.

Não teve a intensidade que precisava para se impor.

Racional

Tite tentou aperfeiçoar o que o time tem feito nas últimas rodadas e adaptar isso a forma de o Flamengo jogar.

Na vitória contra o Atlético PR, o sistema de marcação, pelos lados, não correspondeu como ele queria, apesar de não ter tomado gols.

Ciente de quais são as principais virtudes do Rubro-Negro,  deve ter pedido atenção para Jadson e Malcon na marcação em frente aos laterais Fagner e Uendel.

E para Elias, desatento na cobertura durante aquela partida, cooperar mais com o meia experiente.

Renato Augusto, centralizado, completou o quinteto no meio de campo e Vagner Love jogou como único atacante.

Como o Flamengo tem velocidade por ambos os lados e com o centroavante, o treinador decidiu posicionar o time um pouco mais atrás, entre a linha que divide o gramado e a da grande área do gol de Cassio.

Não podia abrir lacunas para a correria de Gabriel, Éverton e Marcelo Cirino.

Calculou que a necessidade do time da Gávea vencer e o impacto de atuar diante da sua torcida o faria avançar.

Preparou o Alvinegro para os contra-ataques.

O primeiro gol aconteceu assim.

Éverton perdeu a bola com o Flamengo quase todo na frente.

Jadson tocou para Elias, que colocou Vágner Love diante do César.

O goleiro conseguiu fechar o ângulo, fez difícil intervenção e, no rebote, Elias finalizou com categoria por cima dele.

Não havia ninguém perto do volante artilheiro porque os flamenguistas corriam de maneira desordenada para recompor o sistema de marcação.

Reforçou

Malcom foi jogar na direita um pouco mais avançado e Jadson na meia, do outro lado, menos aberto e próximo ao Renato Augusto.

Tite queria aumentar a velocidade do contra-ataque, melhorar a organização desses lances e, se necessário, a capacidade de manter a bola na frente.

Como o time sabe fazer as flutuações do 4-2-3-1 (Elias e Bruno Henrique são os volantes, Malcom, Renato Augusto e Jadson e o trio de criação) para o 4-4-2 ( Malcom forma dupla de ataque com Vagner Love) e 4-1-4-1 ( Bruno Henrique é o volante entre os quartetos), o técnico pode variar de acordo o que avalia ser melhor em cada momento.

Além disso, o som das arquibancadas ficou mais alto após cada erro dos jogadores do Flamengo, o que aumentou a tensão do time de Cristovão Borges.

Nos acréscimos, o Alvinegro retomou a bola no ataque.

Uendel entrou na área, Renato Augusto abriu como se fosse o lateral e deu a assistência para o gol.

O sistema de marcação flamenguista, mal-posicionado naquele lance por conta do erro na saída de jogo, com as linhas do meio e da defesa longe um da outra, se confundiu quando o lateral em vez de correr para a linha de fundo foi esperar o cruzamento.

Mexeu

Walter no lugar de Cassio foi a única alteração logo após o intervalo.

Tite manteve a inversão de Jadson com Malcon, mas o primeiro foi de novo jogar perto da linha lateral.

Melhorou

Daquele lado, Cristovão Borges pediu para o Airton apoiar mais.

O lateral não é competitivo na marcação, mas a opção do treinador corintiano tirou de perto dele quem atua em velocidade e gosta de driblar.

Isso fez o lado direito do sistema ofensivo flamenguista, praticamente nulo até então, melhorar.

Marcelo Cirino, da entrada da área, chutou forte para Walter intervir e a bola tocar no travessão.

Aos 12, Alan Patrick entrou no lugar do sumido Gabriel.

Pragmatismo

O Corinthians manteve a ideia de marcar e investir no contra-ataque. Assim, Elias acertou a trave após o passe de Renato Augusto e o mesmo volante, minutos depois, retomou a bola na frente e deu a assistência para Jadson fazer o gol.

Não houve o impedimento

Aos 23, Cristovão Borges trocou Cáceres por Paulinho para aumentar a criatividade no meio de campo.

Aos 28, Tite colocou Rildo no lugar de Renato Augusto para fortalecer o contra-ataque e a marcação, se necessário, do lado.

O Flamengo trocou passes e tentou chutes de média distância.

Após cobrança de escanteio, aos 30, a bola sobrou para Jonas, livre, fazer o gol invalidado por causa do impedimento que não houve.

A jogada nem foi tão complicada para o Rafael Da Silva Alves avaliar.

Rapidamente

Ao notar que o Flamengo, após as alterações, tinha brechas perto da meia-lua da área para finalizar, Tite tirou Jadson e colocou Ralf.

A mexida melhorou o sistema de marcação e o jogo não teve mais lances de gol.

Ficha do jogo

Flamengo – César; Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Jonas; Gabriel (Alan Patrick), Canteros, Cáceres (Paulinho) e Everton; Marcelo Cirino
Treinador: Cristóvão Borges

Corinthians – Cássio (Walter); Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique e Elias; Jadson (Ralf), Renato Augusto (Rildo) e Malcom; Vagner Love
Treinador: Tite

Árbitro: Leandro Vuaden (RS) – Assistentes: Marcelo Bertanha Barison e Rafael da Silva Alves