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Cartolas corintianos ligados a caixa 2? Oposição vai à Justiça para saber

Leia o post original por Perrone

Conselheiros do grupo oposicionista Frente Liberdade Corintiana apresentaram nesta sexta (10) na Justiça Federal de São Paulo requerimento para levantar (retirar) o sigilo de inquérito no qual pelo menos um dirigente do Corinthians estaria sendo investigado por receber dinheiro de caixa 2 da Odebrecht.

O pedido é uma reação à reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” apontando o envolvimento de André Luiz de Olvieria, diretor administrativo corintiano e braço direito do presidente Andrés Sanchez, no caso.

A matéria diz que gravações de conversas telefônicas que teriam sido entregues por um doleiro à Polícia Federal indicam que André Negão, como é conhecido o cartola, teria combinado o recebimento de dinheiro suspeito. A quantia faria parte de um esquema de caixa 2 para a campanha de Andrés, eleito deputado federal pelo PT. Os dois dirigentes negam terem cometido irregularidades.

“No inquérito que apura o caixa 2 referido, não consta nenhuma gravação dessa ordem. Meu cliente nega qualquer envolvimento nesses fatos de recebimento de valores por parte da Odebrecht. Inclusive já prestou esclarecimentos a respeito no inquérito próprio. Acredito que as gravações estejam totalmente fora de contexto”, disse ao blog Julio Clímaco, advogado criminalista responsável pela defesa de André no caso.

Os conselheiros pedem para, na hipótese de a Justiça entender que não deve levantar o sigilo, terem acesso aos autos com o compromisso de não divulgarem as informações.

Entre outros motivos, o grupo alega que é dever estatutário dos conselheiros zelar pelos interesses do clube e por isso precisam confirmar se informações divulgadas pela imprensa são verídicas.

Andrés Sanchez tem cinco aliados envolvidos em casos polêmicos

Leia o post original por Perrone

Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, vive situação rara no Corinthians desde que se tornou o mais influente cartola alvinegro. Ao mesmo tempo, ele vê uma série de aliados enfrentarem problemas no clube. Cinco deles ficaram em posições desconfortáveis recentemente, tendo que se explicar sobre as situações nas quais se envolveram.

Um perdeu o emprego e três têm seus nomes em episódios investigados pela Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo e pelo Ministério Público.

Os casos geram turbulência no grupo político de Andrés e podem afetar uma eventual candidatura do deputado federal à presidência como sucessor de Roberto de Andrade.

Veja abaixo a situação dos cinco amigos do ex-presidente.

André Luiz Oliveira, o André Negão – Um dos vices do clube e principal funcionário do escritório do deputado federal Andrés em São Paulo, ele foi alvo de uma condução coercitiva na operação Lava Jato. O endereço dele aparece em uma suposta lista de propinas pagas pela Odebrecht. A anotação registrava o valor de R$ 500 mil e o codinome Timão. O cartola chegou a ficar detido na delegacia por causa de duas armas irregulares encontradas na sua casa. Ele é a pessoa em que Andrés mais confia no clube. A Comissão de Ética e disciplina investiga se André feriu o estatuto com suas atitudes. O caso abala a pretensão do vice de ser o primeiro negro a presidir o Corinthians.

Manoel Evangelista, o Mané da Carne – O conselheiro é apontado como quem apresentou o piloto americano Helmut Niki Apaza ao departamento amador do Corinthians. O estrangeiro afirma que levou dois golpes no clube. Um por pagar US$ 60 mil por 20% de Alyson, jogador que não tinha completado 16 anos e assim não havia assinado contrato profissional com o clube. Logo não existiam direitos econômicos para serem vendidos. Outra acusação de Apaza é ter pago US$ 50 mil por uma carta que lhe dava o direito de representar o clube nos Estados Unidos. Ele afirma ainda que Evangelista foi um dos destinatários do dinheiro. Assim como Negão, Mané esteve ao lado de Andrés desde o início da carreira política do ex-presidente, que demonstra gratidão ao amigo. Ele também é funcionário do escritório político de Andrés na capital paulista. O trio de amigos convivia nas categorias de base nos tempos de Alberto Dualib. E se encontrava na casinha em que despachava o vice Nesi Curi, afastado com Dualib após série de denúncias. Mané nega ter recebido o dinheiro. Além da Comissão de Ética e Disciplina, o Ministério Público também investiga o caso.

Eduardo Ferreira, o Edu dos Gaviões – O diretor de futebol assinou uma das duas cartas emitidas pelo clube para Apaza. Ele afirma, porém, que o documento que tem sua assinatura não é o mesmo pelo qual o americano diz ter pagado. Edu se aproximou de Andrés durante a campanha para expulsar Dualib. Foi ativo no clube e nas arquibancadas, conquistando a confiança e a amizade de Andrés. Também ficou muito próximo de Roberto de Andrade, de quem virou importante cabo eleitoral, sendo nomeado depois para atuar na diretoria de futebol. O deputado federal, nem precisou fazer muita força para defender o amigo. Internamente, Andrade já fez isso, sinalizando que em sua avaliação Edu não fez nada errado ao assinar a carta.

Fabio Barrozo – Contratado para trabalhar nas categorias de base do clube como homem de confiança de Andrés. É apontado por Apaza como o principal articulador das operações das quais se diz vítima. Pediu demissão logo depois de o americano levar o caso ao departamento jurídico corintiano, mas nega ter cometido crimes e recebido o dinheiro pelo documento para Apaza. Exibe com orgulho uma carta de referência dada pelo clube.

Joaquim Grava – O consultor médico do Corinthians e pai de um dos médicos do clube, Ivan, é amigo de longa data de Andrés. Foi homenageado com seu nome no CT alvinegro, como desejava Sanchez. Recentemente, Grava foi a público para falar sobre duas situações desconfortáveis envolvendo o departamento no qual atua. O primeiro caso se refere à suspeita de que os médicos demoraram para diagnosticar uma fissura sofrida por Elias. Na ocasião, Grava negou ter havido erro. Depois, veio o caso de Yago, flagrado no exame antidoping por ter tomado remédio sob orientação do clube. O consultor deu entrevista assumindo a responsabilidade pelo episódio e preservando o jogador.

Veja o que quatro conselheiros do Corinthians têm a ver com a Lava Jato

Leia o post original por Perrone

Entre os mais de 250 conselheiros do Corinthians, quatro têm alguma relação com a operação Lava Jato. A situação é reflexo da aproximação do clube com o PT, que começou ainda na administração Alberto Dualib. Claro que isso não significa suspeita de atos irregulares por parte do clube. Veja abaixo quem são os quatro conselheiros.

Lula – Alvo mais ilustre da Lava Jato, ele foi indicado para ser conselheiro vitalício quando ainda era presidente da República, em 2003. Na ocasião, o presidente do clube (Alberto Dualib) podia indicar quem ocuparia o cargo. Não havia votação como hoje. O petista foi importante para convencer a Odebrecht a construir o estádio corintiano, como ele mesmo chegou a admitir em discurso no Parque São Jorge. Mas, desde que foi nomeado, nunca compareceu a uma reunião do Conselho Deliberativo. A informação é confirmada por Guilherme Gonçalves Strenger atual presidente do órgão. Conselheiros vitalícios podem perder o cargo se faltarem a cinco sessões seguidas ou a dez alternadas sem apresentar justificativas. Strenger não soube dizer se todas as ausências de Lula foram justificadas.

Luiz Paulo Teixeira Ferreira – Deputado federal pelo PT, Paulo Teixeira acompanhou Lula como testemunha no depoimento do ex-presidente à Polícia Federal após condução coercitiva. Ele também aparece no processo como testemunha do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto. Segundo o “Blog do Josias”, Teixeira precisou explicar ao juiz Sérgio Moro como um repasse de R$ 190 mil feito pela empreiteira Enegevix parou na contabilidade de sua campanha em 2014. Ele afirmou se tratar de um engano. Teixeira também se tornou um dos principais críticos da Lava Jato. Segundo colegas de conselho, ele costuma comparecer às reuniões do órgão no Corinthians, para o qual foi indicado com vitalício.

Vicente Cândido – Também, deputado federal pelo PT, ele foi eleito para um período de três anos como conselheiro em 2014, quando Mário Gobbi venceu a eleição para presidente. O político entrou na chapa principalmente pelo bom relacionamento com Andrés Sanchez e por seu trânsito em Brasília. Na ocasião, ele era relator da lei geral da Copa. Em 2014, a “Folha de S.Paulo” publicou que o nome dele aparecia em relatório da Lava Jato por causa de uma declaração do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens do escândalo de corrupção. Ele teria afirmado que, a seu pedido, um executivo esteve com Cândido em São Bernardo em busca de recursos, mas não obteve êxito. Na ocasião, o deputado disse ao jornal ter conhecido o doleiro numa viagem para Cuba, mas afirmou não se lembrar de ter encontrado com um emissário dele. No clube, Vicente costuma participar das reuniões do Conselho. No final de 2015, ele foi destaque do site oficial do Corinthians por entregar uma camisa do time ao presidente do Banco Industrial e Comercial da China, apresentado na nota como o maior banco do mundo.

André Luiz Oliveira, o André Negão – Vice-presidente do Corinthians foi alvo de uma condução coercitiva para explicar à polícia porque seus endereço e telefone apareciam numa suposta planilha de pagamentos de propina da Odebrecht, que construiu o estádio corintiano,  sob a alcunha de Timão. O valor registrado era de R$ 500 mil. Ele acabou detido por algumas horas por ter em casa duas armas irregulares. André não tem ligação umbilical com o PT, mas atuou na linha de frente da campanha de Andrés Sanchez a deputado federal e hoje trabalha no gabinete dele em São Paulo. O dirigente nega ter recebido propina. Seu sonho é ser o primeiro presidente negro do Corinthians.

 

Comissão de ética vai apurar caso de vice corintiano citado na Lava Jato

Leia o post original por Perrone

Em resposta à carta aberta escrita por representantes da oposição, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Guilherme Gonçalves Strenger, enviou para a Comissão de Ética do órgão a situação de André Luiz Oliveira, vice-presidente do clube citado na Lava Jato. Também respondendo aos opositores, ele criou uma comissão para analisar o resultado do trabalho de auditores independentes na arena do clube.

Oliveira foi alvo de um mandado de condução coercitiva para depor na Polícia Federal na semana passada sobre seu endereço, com o codinome Timão, e seu telefone aparecerem em suposta planilha de pagamentos de propinas por parte da Odebrecht, que construiu a arena corintiana.

“A comissão de ética do conselho vai apurar se o vice-presidente fez algo infringindo a ética, de acordo com o estatuto. Ele já deu entrevista dizendo que não fez nada irregular e terá todo o direito de defesa. Não faço parte dessa apuração, mas acredito que ela ocorrerá paralelamente à investigação no Ministério Público (federal)”, disse Strenger ao blog.

Ele afirmou também que não pediu e não recebeu solicitações para o afastamento do dirigente durante a investigação.

Oliveira, conhecido como André Negão, afirma não estar envolvido em recebimento de propina, mas confirma que chegou a ficar detido na delegacia por ter em casa duas armas com registros vencidos.

“No caso da auditoria no estádio, a comissão terá que esperar o trabalho dos auditores. Então, ela vai analisar o resultado e dizer se devemos tomar alguma providência”, declarou o presidente do conselho.

A comissão já foi nomeada e é presidida por Carlos Antonio Luque. Os demais membros são Antônio Roque Citadini, Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube, Newton David Ferrari e Flávio Adauto.

O Corinthians só vai considerar a obra como aceita depois de uma auditoria analisar se tudo foi feito conforme o contrato. Há também outra auditoria sobre a parte arquitetônica da arena, além de trabalhos de auditores para investigar causas do desabamento de uma parte do forro do teto na entrada da área vip e os motivos para a abertura de dois buracos do lado de fora do estádio após fortes chuvas.

A carta dos opositores ainda pedia esclarecimentos sobre a negociação de direitos do volante Ralf, que envolveu o empresário e ex-conselheiro Fernando Garcia. Strenger encaminhou o assunto para a diretoria.

Delação premiada da Odebrecht preocupa corintianos

Leia o post original por Quartarollo

Depois do suposto envolvimento do vice-presidente André Luiz Oliveira, André Negão, em propina na construção da Arena Corinthians, popularmente conhecida como Itaquerão, outro fato começa a preocupar as hostes corintianas.

Ontem no começo da noite a Odebrecht anunciou que fará uma colaboração definitiva com a justiça dentro da operação Lava Jato.

Colaboração definitiva é uma forma elegante de chamar a deleção premiada.

Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho de 2015, já tinha liberado vários funcionários para fazer a delação e se livrar de um processo mais doloroso.

Agora a informação é que todos farão, inclusive o próprio Marcelo.

A colaboração definitiva vai envolver suborno, propinas e dinheiro escuso para vários envolvidos.

Atingirá não só os políticos, que querem fugir da Lava Jato de qualquer maneira, mas também instituições públicas e privadas e principalmente contará a história da construção de vários Estádios para a Copa-2014, entre eles o Itaquerão, que segundo Andrés Sanchez em gravação de 2011, custaria 780 milhões, mas que o preço anunciado seria de mais de um bilhão, que acabou sendo o mesmo o preço anunciado pelo estádio.

O Corinthians entidade não tem nada a ver com isso, mas que os supostos culpados que enlamearam o nome da instituição paguem a conta.

A própria Odebrecht está sofrendo as consequências dos atos dos seus dirigentes, mas é uma das maiores empreiteiras do mundo e emprega centenas de milhares de pessoas que estão sobressaltadas neste momento com as denúncias que vão se confirmando em relação a instituição.

Em nota oficial a empresa reconhece que há no Brasil um sistema ilegal para financiar partidos políticos confirmando também o seu pecado, mas deixando em maus lençóis os pecadores também conhecidos como corruptos.

A empreiteira está fazendo acordo de leniência com a justiça para poder continuar trabalhando e concorrendo a obras públicas, coisa que é proibida se a empresa estiver envolvida em falcatrua comprovada.

O acordo garante a sobrevivência da Odebrecht e outras empreiteiras estão seguindo pelo mesmo caminho.

Não adianta destruir a empresa e com ela um importante campo de trabalho.

Os funcionários também seriam penalizados. A pena é de quem errou, não de quem trabalhou.