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Opinião: torcida do Inter é a que mais tem motivos para se preocupar

Leia o post original por Perrone

O risco do São Paulo de ser rebaixado, o milionário elenco palmeirense que não decola, a irregularidade do também caríssimo time do Flamengo. Todos esses clubes dão dores de cabeça aos seus torcedores, mas nenhum tanto quanto o Internacional. Entre as maiores torcidas do país, a colorada é a que tem o principal motivo de preocupação neste momento na opinião deste blogueiro.

Não só pelo sexto lugar na Série B, fora da zona de acesso à elite, mas pela falta evolução do time e ainda mais por não existir hoje perspectiva de um futuro decente.

Conquistar o título da Segunda Divisão é obrigação por conta a diferença de orçamento entre o Inter e seus adversários. Subir em quarto lugar, por exemplo, pode ser considerado um pequeno vexame. Não voltar ao Brasileirão em 2018 seria um fiasco maior ainda do que a queda.

Porém, mesmo que o Colorado suba, o cenário não é dos mais animadores para o próximo ano. Não se vê no Internacional um planejamento que possa ter continuidade na elite. Guto Ferreira pena para permanecer no cargo hoje e, mesmo que consiga se firmar e reconduzir o time à Série A, parece improvável que a diretoria aposte nele para a próxima temporada. Ou seja, a tendência é que o Inter tem comece do zero no ano que vem, o que representa a expectativa de mais sofrimento. E isso no melhor cenário possível, o de retorno à principal divisão do país.

Faltou aos dirigentes do Inter ousadia. Principalmente no que diz respeito ao comando técnico. Antônio Carlos Zago e Guto Ferreira dificilmente seriam escolhidos para treinar o time se o clube estive na Série A. Um treinador de ponta provavelmente teria feito a diferença.

Em termos comparativos, o Corinthians contratou Mano Menezes, que poderia comandado um clube de ponta na Série A, para jogar a Segundona de 2008. Foi campeão da Série B sem sustos e vice-campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte,  ganhou a principal competição nacional disputada no sistema de mata-mata. O alvinegro pensou não só em subir, mas em retomar a trajetória condizente com sua tradição.

Por sua vez, o Inter parece ter se preparado para fazer o mínimo. E até aqui nem isso tem feito. O clube ficou estagnado. Não basta subir. É preciso voltar com força para disputar títulos de expressão na volta à elite. A falta dessa perspectiva de rápida retomada de crescimento é o que mais deve preocupar os colorados hoje.

Quando se imagina que o SP vai reagir…

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo vive fase complicada. Tenta, tenta e não consegue reequilibrar-se. Vacilou no Paulistão, até surpreendeu na Libertadores e faz figuração no Brasileiro.

Bom, sobrou a Copa do Brasil para salvar a lavoura de uma temporada ruim. Daí, recebe o Juventude, hoje na Série C, e o que acontece? Perde por 2 a 1. Derrota constrangedora no Morumbi, na noite desta quarta-feira, e risco de cair fora da competição logo na fase em que estreou. Está obrigado a ganhar por dois de diferença na volta, no dia 21 de setembro.

O Juventude veio como quem não tem nada a perder. E disposto a atazanar a vida tricolor. Deu pra lá de certo. A equipe dirigida por Antonio Carlos Zago, antigo zagueiro são-paulino, jogou certo, sem inventar e com tiros no alvo. O primeiro deles aos 9 minutos, num ataque bem elaborado e com chute maroto de Roberson, que enganou Denis.

A desvantagem deixou o São Paulo atônito. O técnico Ricardo Gomes colocou em campo a formação que considera ideal, com Lugano, Michel Bastos e Buffarini no banco. Lá estavam Maicon, Cueva, Chavez, João Schmidt e outros que tinham a missão de iniciar com eficiência a caminhada para um título inédito.

O nervosismo ficou evidente, mesmo com a boa vontade dos jogadores. O São Paulo apertou, pressionou, tentou empurrar o adversário gaúcho para o próprio campo. Abusou de cruzamentos, arriscou-se a tomar o segundo. Mas, de tanto insistir, empatou aos 39 minutos, e num cruzamento de Carlinhos que Chavez completou de cabeça.

Alívio? Nem tanto. Ricardo mexeu no time na etapa final, a começar pela saída de Schmidt e a entrada de Michel Bastos. A toada se manteve, com mais bolas na área do Juventude, que percebeu a estratégia e recuou com tudo. E, assim como no primeiro tempo, não precisava expor-se. Ao contrário, basta esperar falha do São Paulo, que apareceu na forma de pênalti, cobrado e convertido por Roberson: 2 a 1. E tome vaias do pequeno público no estádio.

Jogadores e treinador são-paulinos saíram de campo com a leve desconfiança de que a bronca da torcida só tende a crescer.