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Corinthians e Flamengo começam duelo sem trio que custou quase R$ 100 mi

Leia o post original por Perrone

Corinthians e Flamengo devem iniciar a partida desta quarta (15) pelas oitavas de final da Copa do Brasil, em Itaquera, sem três jogadores que juntos custaram quase R$ 100 milhões. Os flamenguistas Vitinho e Piris da Motta e o corintiano Angelo Araos representaram para seus clubes gasto de R$ 97.939.000. Os números referentes às contratações estão nos balanços dos dois times relativos a 2018.

Vitinho e Piris são reservas que entram na equipe. Ambos participaram da vitória do Flamengo, que poupou titulares, sobre a Chapecoense, no último domingo, por 2 a 1, e foram bem. Por sua vez, Araos não atua há três meses e pode ser emprestado.

Para tirar Vitinho do CSKA, o Flamengo investiu R$ 53.932.000, de acordo com o balanço do clube.

O documento mostra também que o gasto para buscar Piris da Motta no San Lorenzo foi de R$ 23.404.000. Nos dois casos, os montantes são registrados como “valor reconhecido incluindo gastos necessários”.

Nessas despesas necessárias não estão comissões pagas a empresários, já que existe outra tabela com tais gastos. Nela, está registrado o pagamento de R$ 2.469.000 com comissões na compra de Piris da Motta. O dinheiro foi repassado para IG Teams e Players S.A. Não há registro de gasto de intermediação na compra dos direitos de Vitinho.

No balanço corintiano, é divulgado o valor de R$ 20.603.000 como custo da contratação de Araos junto à Universidad de Chile. Ele é o jogador mais caro de uma lista de 35 contratações feitas pelo alvinegro nos últimos anos. A relação foi divulgada no documento sobre as finanças no ano passado.

Araos e G. Augusto tiveram custos mais altos entre 35 reforços corintianos

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Foto: Daniel Vorley/AGIF

O balanço financeiro do Corinthians relativo a 2018, aprovado pelo Conselho Deliberativo na última segunda (15), traz uma lista de 35 jogadores contratados pelo clube nos últimos anos com os custos de cada aquisição de direitos econômicos. No topo da relação, no entanto, não está um dos atletas nos quais a Fiel mais aposta para vencer o São Paulo no próximo domingo (21) e levantar o tricampeonato paulista. O líder do ranking é o chileno Ángelo Araos. Sua aquisição, de acordo com o documento, gerou despesa de R$ 20.603.000,00.

Com o segundo maior custo aparece Giovanni Augusto, que tem contrato com o alvinegro até o final de 2019, mas está emprestado ao Goiás. Para comprar 60% dos seus direitos econômicos, os corintianos aceitaram pagar R$ 15.329.000. Em seguida aparece Marquinhos Gabriel, hoje no Cruzeiro. Os 70% de seus direitos econômicos custaram R$ 12.418.000.

A relação não traz a porcentagem dos direitos econômicos de Araos pertencentes ao Corinthians. Internamente, a justificativa para isso é de que foi combinado com a Universidad de Chile, ex-clube dele, que o alvinegro só poderá lançar 100% dos direitos no balanço quando terminar de pagar as parcelas da compra.

Giovanni Augusto foi o segundo com custo mais alto do Corinthians. Foto: Andre Yanckous/AGIF

O parcelamento não está detalhado no documento, porém, o blog apurou que o clube brasileiro pagou uma parcela no ano passado e outra no começo de 2019. Pelo menos mais dois pagamentos serão feitos, um no segundo semestre deste ano e outro em 202o. O contrato do chileno vai até o final julho de 2023.

Entre dirigentes corintianos existe a avaliação de que Araos ainda enfrenta dificuldades de adaptação, mas que pode vingar e ser negociado sem deixar prejuízo para o clube.

Cássio, maior ídolo alvinegro na atualidade, aparece com o 16º valor mais alto: custo de R$ 2.397.000. Conforme apurou o blog, essa quantia se refere aos gastos de uma  das renovações contrato do goleiro. A lista traz ainda despesa de R$ 19.995.000 referente a outros atletas não especificados. Abaixo, veja reprodução de trecho do balanço corintiano com os custos das contratações.

 

 

Oposição corintiana critica contas e fala em gasto de R$ 20,6 mi com Araos

Leia o post original por Perrone

Na noite deste sábado (13), o Movimento Corinthians Grande (MCG), uma das alas oposicionistas no clube, divulgou em suas redes sociais manifesto se posicionando contra a aprovação das contas referentes a 2018. O balanço será votado na próxima segunda (15). O grupo alega falta de informações sobre os números relativos à arena alvinegra no relatório financeiro para justificar sua posição. Porém, cita preocupação com os gastos na aquisição de jogadores e aponta um investimento de R$ 20,6 milhões em Ángelo Araos, que veio da Universidad de Chile e é pouco aproveitado por Fábio Carille. Os opositores também cravam que o alvinegro desembolsou R$ 52,9 milhões na aquisição de atletas em 2018.

Apesar de pedir a reprovação do balanço, o MCG afirma que a apresentação dos números operacionais foi “detalhista, acompanhada de parecer de uma renomada auditoria sem ressalvas”, além de terem sido aprovados pelos conselhos fiscal e de orientação por unanimidade. Os oposicionistas também escreveram que “não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a ser cada vez mais vigilantes”.

Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro corintiano, não confirmou os números apresentados pelos oposicionistas e disse que não pode se manifestar “antes da aprovação” do balanço. “Será aprovado com louvor, pois está tudo demonstrado com a maior transparência. Esta chapa será sempre oposição à atual administração”, declarou o dirigente. Na última eleição, vencida por Andrés Sanchez, o MCG lançou Felipe Ezabella como candidato à presidência.

O MCG diz que “a despeito de nossa justa posição financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas”. Além de Araos, o comunicado descreve gastos de R$ 9,8 milhões com Richard, reserva do time, e de R$ 6,6 milhões com Douglas, emprestado ao Bahia. Também foram relacionadas compras de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões), Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). Nenhum valor foi confirmado pelo diretor financeiro.

Arena

Os opositores dizem não existir motivos para a não apresentação de informações sobre os números do estádio alvinegro no balanço. E sustentam que em 2018 o clube gastou quase R$ 8 milhões acima do previsto com a arena. Isso sem contar a receita obtida com bilheteria.

Ávila respondeu assim: “em relação aos custos e compromissos da Arena, eles não passam pelo balanço do clube. São administrados pelo fundo da arena, não pelo Clube.
Em relação a custos da Arena estavam orçados R$ 23 milhões, mas foram gastos menos de R$ 8 milhões. Exemplos de gastos: gramado, sócio-torcedor e outras atividades que não têm nada a ver com jogos”.

Abaixo, lei na íntegra o comunicado do MCG.

“Neste dia 15 de abril, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne para votar as contas do clube relativas à 2018.
Desde já, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTJRA a aprovação das contas pela completa falta de informações sobre os números da Arena Corinthians no Balanço Financeiro de 2018.
Não há sequer UMA justificativa para a não prestação das contas da Arena Corinthians aos conselheiros, associados, torcedores e patrocinadores.
Queremos registrar que a apresentação dos números operacionais foi detalhista, acompanhada de parecer sem ressalvas de uma renomada auditoria, além de pareceres do conselho fiscal e do CORI, aprovados por unanimidade.
Não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a sermos cada vez mais vigilantes.
Listamos aqui:
1. Arena
O MCG, com frequência, envia ofícios de solicitação de informações analíticas da Arena, apresentação prometida até em reuniões do conselho e nunca exibidas.
As notas explicativas apresentam um resumo que não permite projeções sobre a saúde e condições efetivas de honrarmos nossos financiamentos da arena.
Uma das propostas primordiais da Arena Corinthians era a de não necessitar recursos do clube, a não ser o de bilheteria. Como se pode ler nas notas explicativas, não é o que está acontecendo. Em 2018, a arena custou para o clube quase R$ 8 milhões a mais do que o combinado.
2. Despesas
Apesar das frequentes declarações da diretoria executiva sobre a redução e contenção de despesas, a realidade de 2018 mostra-se BEM distinta.
Se compararmos 2018 com 2017, as despesas de “pessoal” no futebol subiram 11%; as de “serviços de terceiros” cresceram 22%. Na linha de “gerais administrativos”, o valor subiu 36%.
No clube social, as despesas de “pessoal” cresceram 11%; as de “serviços de terceiros” subiram 7%. Os gastos com “gerais administrativo” tiveram um aumento de 19%.
É inaceitável.
3. Investimento em atletas
A despeito de nossa justa situação financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas.
Os exemplos foram as negociações dos atletas Ángelo Araos (R$ 20,6 milhões); Richard Coelho (R$ 9,8 milhões) e de Douglas (R$ 6,6 milhões), além das aquisições de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões); Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). O total destas aquisições foi de R$ 52,9 milhões.
Esses investimentos preocupam ainda mais a partir do momento que o custo atletas/receitas gira em torno de 80%, delicado número para quem optou pela Lei do Profut. O Profut é importante porque refinancia os débitos dos times com o Governo Federal.
4. Resultados
Como consequência da não adequação das despesas, o déficit ajustado do clube, hoje, alcança R$ 40,5 milhões – equivalente a 10% da receita operacional.
5. Endividamento
Como resultado do excesso de despesas e investimentos, nosso endividamento sofreu forte impacto, que inclusive nos levou a considerar obter empréstimos de agentes de jogadores.
Carlos Leite e Giuliano Bertolucci continuam sendo nossas fontes financiadoras! (Nota do blog: o atual diretor financeiro nega que em sua gestão tenham sido feitos empréstimos com empresários.)
Baseados nos fatos descritos no balanço, mesmo reconhecendo a acuidade técnica da apresentação, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTRÁRIO à aprovação das contas.
O Corinthians não pode conviver com orçamentos não cumpridos.Temos uma arena a pagar. É preciso austeridade e transparência”.

Na diretoria do Corinthians a LÓGICA deixou de existir!

Leia o post original por Craque Neto

Fiquei sabendo nesta terça-feira (31) que o Corinthians acabou de acertar contrato com o jovem meia Ángelo Araos, de 21 anos, que estava jogando pela Universidad de Chile. Dizem por lá que o moleque é até bom de bola e tudo mais, só que a diretoria pagou por ele – que é uma APOSTA – pouco mais de R$ 17 milhões. Ou seja, mais do que venderam o Rodriguinho, um dos melhores do elenco e REALIDADE, que foi negociado por R$ 15 milhões. O que me faz perguntar em alto e bom som: QUAL A LÓGICA??? A mesma ‘Família Transparência’, […]

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