Arquivo da categoria: árbitros

O VAR é bom. Os árbitros é que são fracos .

Leia o post original por Nilson Cesar

O nível de arbitragem do futebol no mundo que é fraco. O VAR é algo moderno e poderia ajudar muito a arbitragem . Os caras conseguem errar mesmo com a imagem. Isso evidencia a qualidade de nossa arbitragem . Erram até na interpretação da imagem . Sou favorável a tudo que existe de moderno para melhorar o futebol. O problema aí é a qualidade humana . Mais humildade para os árbitros não faria nada mal … Entrnder que precisam estudar mais .

Mediocridade da arbitragem é mundial

Leia o post original por Nilson Cesar

Constatei isso nas últimas Copas do mundo e vejo também nas principais competições do planeta. Os árbitros pelo mundo são muito fracos . É verdade que o jogo é cada vez mais rápido. Câmeras espalhadas em todas as partes evidenciam os erros  da arbitragem cada vez mais. Credito muito os erros a prepotência dos árbitros. Alguns sentem-se fantásticos e inatingíveis e mais importantes que os atletas. Acho que boas reciclagens e boas doses de humildade diárias poderiam fazer muito bem para esses caras . Não adianta só profissionalizar. É necessário baixar a bola da arbitragem e punir de verdade erros inconcebíveis .

Arbitragem não é mal intencionada. É ruim de verdade.

Leia o post original por Nilson Cesar

Não acredito que exista arbitro mal intencionado. O problema é que com raras exceções os caras são ruins de verdade. O arbitro quer chegar em casa e ser cumprimentado pela família  pelo trabalho que realizou. Em um campeonato tão longo como o Brasileirão os clubes serão beneficiados e prejudicados. Erros nunca deixarão de existir,mesmo com o arbitro de vídeo. Se o arbitro de vídeo for bem empregado teremos erros minimizados. É necessário sim mais concentração e mais treinamento dos árbitros. Não me iludo pois a história irá mostrar que erros de arbitragem teremos para sempre.

Se a nossa seleção está na Série B, os árbitros brasileiros hoje figuram na Série C ou Série D do futebol mundial!

Leia o post original por Milton Neves

arbitro

Venho há tempos batendo na tecla de que o futebol brasileiro, hoje, está na Série B do mundo.

Os recentes vexames do escrete canarinho provam isso.

Mas, se o nosso futebol está na segunda divisão mundial, em que divisão estariam então os nossos árbitros?

Sem dúvida alguma, na Série C ou Série D dos “homens de preto” do mundo!

Afinal, nunca os nossos juízes da bola erraram tanto quanto neste Brasileirão.

Só na última semana, “milhares” de equívocos que, coincidentemente, mexeram na classificação do campeonato e colocaram o Timão na liderança.

Relembremos os erros: pênalti não marcado quando Uendel, do Corinthians, colocou a mão na bola dentro da área contra o São Paulo; penalidade marcada para o Timão em lance de mão na bola de Rithelly, do Sport; pênalti não marcado para o Galo após toque de mão de Erazo, do Grêmio; penalidade não existente marcada a favor do Santos contra o Atlético-PR; pênalti não marcado para o Goiás contra o São Paulo; duas penalidades não marcadas para o Flamengo contra o Palmeiras; gol legal do Avaí contra o Corinthians que acabou sendo invalidado; e o gol da Chapecoense contra o Galo, que claramente teve toque de mão de Apodi no lance.

E TUDO isso no intervalo de… SETE DIAS!

Vergonhoso!

E ainda os nossos árbitros estão ameaçando fazer greve porque o percentual que teriam na renda de jogo via MP by Dilma acabou sendo vetado.

Ora, do jeito que a coisa anda, daqui a pouco os nossos “homens de preto” terão que pagar para apitar os jogos do Brasileirão.

Concorda?

Opine!

Renovação necessária?!

Leia o post original por Gaciba

Em primeiro lugar, já que este é nosso primeiro contato no ano, gostaria de desejar a todos que nos visitam neste pequeno espaço da rede Mundial um grande ano repleto de saúde e realizações. Aproveito para agradecer aos milhões de acessos do ano que passou e deixar escrita a promessa de sempre estar interagindo com vocês e procurando melhorar a cada dia que passa.

Meu primeiro post não poderia falar de um assunto diferente do que a relação de árbitros internacionais do Brasil para o ano de 2013. Uma análise técnica das alterações na listagem nacional se faz necessária para que possamos tentar compreender o motivo das alterações.

Primeiramente o quadro de árbitros que teve apenas uma troca já esperada de Evandro Roman (reprovado nos testes físicos) pelo jovem Wilton Pereira Sampaio. Mesmo não tendo sido o melhor ano de Wilton, creio que sua promoção veio pelo conjunto da obra. Escrevi neste espaço que, para mim, Sampaio foi o melhor árbitro do campeonato brasileiro de 2011 e, caso tivesse a caneta na mão, o teria promovido ao quadro internacional em Janeiro de 2012 no lugar de Francisco Carlos Nascimento. Já este ano, ainda falando da minha opinião, não o escolheria como o melhor do campeonato como a comissão o fez, e sim o Baiano Jailson Macedo Freitas (mais regular e responsável por “segurar os rojões” em jogos decisivos e de alta visibilidade). Assim mesmo, acho justa a indicação. Entre os aspirantes a FIFA que estavam a disposição da CBF, creio que Wilton é o de maior potencial técnico e indiscutivelmente o de maior preparo físico (fator que, infelizmente, deve ser levado muito em conta nos dias de hoje).

Aos que ficam, alerta técnico aceso a Francisco Carlos Nascimento (que muitos apostavam que iria perder o escudo) e aplausos da minha parte a comissão de arbitragem pela manutenção de Wilson Luiz Seneme para o ano de 2013. Explico: Seneme hoje é, novamente falando do meu ponto de vista, o melhor árbitro Brasileiro no aspecto técnico e foi afastado do processo de seleção para a copa do mundo por ter sido reprovado (2 vezes) nos índices mundialistas do teste físico da FIFA (30 por 30 nos tiros intermitentes). Em Janeiro, fez a prova para árbitros de elite alcançando o índice de 30 por 35, portanto estando apto para jogos internacionais. Desculpe-me aqueles que pensam diferente mas, apitar não é só correr e, além disso, por trás daqueles apitos existem homens e mulheres que dedicam toda sua vida para um ideal. Portanto, o respeito a história pessoal e o desempenho técnico de Seneme dentro das quatro linhas (onde um árbitro verdadeiramente deve ser testado) deve ser exaltado.

Já no quadro de árbitros assistentes, o mundo da arbitragem foi pego de surpresa em várias alterações realizadas. A primeira foi a já prevista saída de Roberto Braatz por alcançar a idade limite. O mais natural e esperado seria a substituição do jubilado pelo assistente aspirante a FIFA de seu estado Bruno Boschilia. Pois isso não ocorreu e, além disso, mais duas vagas foram disponibilizadas e o Paraná não conseguiu emplacar Bruno no quadro internacional. Aliás, 2012 será lembrado como o ano em que o estado sulista perdeu todas as suas tão suadas vagadas no quadro internacional ficando sem nenhum representante na elite Nacional (além de Roman e Braatz já citados, Heber agora é filiado a Santa Catarina).

Prosseguindo com as saídas, a comissão não teve o mesmo critério utilizado para os árbitros centrais em relação aos assistentes. Alegando “renovação” retirou dois bons assistentes abreviando suas carreiras internacionais: O carioca Dibert Pedrosa e o catarinense Carlos Berkenbrock. Digo que o mesmo critério não foi mantido, pois, a alegação foi de que os bandeiras que saíram não tinham mais idade para alcançar o próximo ciclo mundial (copa de 2018) no quadro internacional. Ora, há árbitros exatamente na mesma situação que, nem por isso foram sacados do quadro.

Não compartilho com a abreviação de carreiras internacionais quando não há motivos técnicos ou físicos para a substituição. Estes assistentes estão no ápice de sua experiência e ambos tiveram um bom ano dentro e fora do campo. No momento de desfrutarem suas melhores partidas após merecido esforço, escutam que estão “velhos” para a função. Um baque emocional para quem tanto lutou para conquistar o escudo da FIFA.

Vida que segue; e as 3 vagas foram preenchidas por:

Fabio Pereira (Tocantins): Excelente assistente. Dedicado e competente, Fabio conquistou espaço mesmo sendo de um estado de pouca tradição dentro da arbitragem. Além de suas qualidades técnicas Pereira é um assistente que “compõe bem o grupo”. O escudo deve lhe dar “moral” para que se torne um assistente diferenciado, ou seja, para que aprenda a “salvar” os árbitros centrais quando as circunstâncias do jogo se apresentarem para tanto Discreto em campo e fora dele é aspirante desde o 2010 (ano em que o quadro foi criado) e manteve a regularidade por 3 anos.Com 33 anos, fez por merecer sua indicação.

FABIO PEREIRA

Rodrigo Fernando Henrique Correa (Rio de Janeiro): A maior surpresa da lista de 2013. Não por suas qualidades técnicas já que a postura do auxiliar desde que apareceu no cenário nacional mereceu elogios dos críticos e de seus pares e mostravam que seu futuro seria o quadro internacional. Mas a “precoce” indicação surpreendeu a todos. O fato dá-se porque o assistente foi promovido ao quadro de aspirantes a FIFA em 1º/9/2012 e exatamente 4 meses depois nomeado internacional. Talvez um ano mais de maturação e sonhos no quadro de aspirantes fosse o mais indicado tanto para o seu amadurecimento profissional como para evitar discursos maldosos de apadrinhamento. Não tenho dúvidas que, em curto prazo será um assistente de elite do Brasil. Fará 30 anos no próximo dia 21.

Kleber Lucio Gil (Santa Catarina): Quando a comissão de arbitragem indicou seu nome ao lado de Altemir Hausmann como melhores assistentes do campeonato brasileiro, acenou que promoveria Kleber (fica aqui o registro da sentida ausência de Roberto Braatz entre os indicados no ano de sua despedida). Assistente seguro e experiente aos 35 anos alcança o topo da carreira. Boa postura e colocação e com índice alto de acertos, Kleber também faz parte do quadro de aspirantes desde o ano de sua criação (2010). Particularmente pensei que sua “troca” por Berkenbrock ocorreria ano que vem quando Kleber alcançaria a idade limite de ascensão ao quadro internacional.

KLEBER LUCIO GIL

Nosso quadro internacional feminino segue  mesmo de 2012, tanto no quadro de centrais como no quadro das assistentes.

Como curiosidade, já que vai além da minha área, informo que o Brasil hoje possui, além dos 20 escudos do quadro masculino (10 árbitros e 10 bandeiras) mais 8 escudos no futebol feminino (4 árbitra e 4 assistentes), 4 escudos no futebol de areia e 8 escudos no futsal (4 árbitros e 4 árbitras); totalizando 40 árbitros e árbitras internacionais filiados a FIFA.

Boa sorte e sucesso aos que ingressaram na relação e força aqueles que saíram, assim é o mundo da bola, redondo e cíclico, como ela.

CARTÕES PELO MUNDO AFORA

Leia o post original por Gaciba

Ontem escrevemos sobre as médias de faltas cometidas e uma curiosidade me veio na cabeça. Os árbitros brasileiros são rigorosos com condutas inadequadas no campo de jogo? Como são as médias de cartões apresentados comparadas ao resto do mundo?

Bom, para isso fomos buscar as médias de cartões amarelos e vermelhos das principais competições mundiais e dos principais campeonatos nacionais Europeus. Não necessariamente podemos relacionar o número de cartões com o número de faltas cometidas já que em muitas situações estes cartões são aplicados com a bola fora de jogo (reclamações, retardamento, conduta inconveniente etc.)

Mas as médias de advertências e expulsões podem nos dar uma noção de quantos cartões são necessários para que tenhamos o controle disciplinar numa partida de futebol. Todos os dados referem-se a partidas disputadas até o dia 4.10.2012.

Começamos pela maior competição do “planeta futebol”: A fase final da Copa do Mundo. Levantamos os dados de 2010 e chegamos as médias de cartões distribuídos durante a copa da África do Sul. Lá, em 64 jogos disputados, foram apresentados 251 cartões amarelos ( MÉDIA: 3,92) e 17 cartões vermelhos (MÉDIA: 0,26). Outro parâmetro quando reunimos culturas é o torneio olímpico. Em Londres 2012 os árbitros apresentaram 118 amarelos em 32 jogos (MÉDIA: 3,68) e 9 cartões vermelhos (MÉDIA: 0,28). Números bem semelhantes que mostram o que acontece quando juntamos todos continentes em uma disputa única.

Este é o contexto global, agora, hora de choque de culturas e critérios! Comecemos pelas competições continentais que envolvem seleções da CONMEBOL e UEFA. Você pode conferir a média dos últimos torneiros realizados pelos respectivos continentes e verificar o quão diferente agem os árbitros europeus e americanos. Enquanto aqui o “saque” da “tarjeta” é mais rápido, lá a cultura da conversa é mais usada. Quando se fala em expulsar então as diferenças tornam-se muito mais visíveis. Enquanto na copa América um jogador foi expulso a cada duas partidas, na Eurocopa esta média é de um atleta expulso para cada dez jogos.

CONMEBOL (COPA AMÉRICA 2011) – Jogos: 26, Amarelos 122 (4,69), Vermelhos 14 (0,53)

UEFA (EUROCOPA 2012) – Jogos: 31, Amarelos 120 (3,87), Vermelhos 3 (0,09)

Quando trazemos os números dos torneios envolvendo clubes, conseguimos perceber que a média de amarelos fica praticamente igual aos respectivos torneios de seleções. Já o vermelho é presença menos constante na Libertadores do que na copa América. Eurocopa e Copa dos campeões assemelham-se novamente. Comparem os dados da última Libertadores ( edição 2012 ) e da atual Copa dos campeões ( edição 12/13  fase de grupos ).

CONMEBOL (LIBERTADORES) – Jogos: 138, Amarelos 636 (4,60), 41 Vermelhos (0,29)

UEFA (COPA DOS CAMPEÕES) – Jogos: 32, Amarelos 125 (3,90), 5 Vermelhos (0,13)

Agora os campeonatos Nacionais. Comparamos o brasileirão com 6 dos principais campeonatos Europeus. As médias de nossos árbitros (5,03 amarelos por jogo e 0,29 expulsões por partida) não são extremos nestas comparações. O rigor extremo fica com os Espanhóis e do outro lado da moeda (sem surpresas) ficam os Ingleses. Ainda, ninguém expulsa mais, em média, do que os Portugueses. Confira as médias por País:

 

Completando as informações, confira o quadro disciplinar dos 48 árbitros que já dirigiram jogos na série A este ano:

VALE 2013!

Leia o post original por Gaciba

No futebol nos acostumamos a ouvir que “esta semana vale o ano todo” quando os clubes vão para momentos e jogos decisivos.

Pois esta frase aplica-se muito bem para a elite da arbitragem brasileira a partir de hoje. Nesta terça-feira (14/08) começa uma semana intensa de testes e treinamentos no estado do Rio de Janeiro. Os resultados obtidos balizarão a formação do quadro da FIFA do Brasil no ano de 2013.

Os árbitros estão divididos em 2 grupos de 30 centrais e assistentes cada. Hoje o primeiro grupo (com os principais ranqueados do Brasil exceto PC Oliveira, Carlos Berkenbrock e Rodrigo Joia, escalados na copa Sul Americana pela CONMEBOL) realizam as rigorosas provas físicas no complexo Célio de barros na capital do Estado.

Ainda a noite, partem para a granja Comary onde continuam reunidos até o fim desta semana para avaliações teóricas (inglês e espanhol), medidas antropométricas (dobras cutâneas, percentual de gordura, controle de peso…), estudos de casos (análises de vídeos de lances do campeonato brasileiro), treinamento do sistema de comunicação de rádio, treinamento prático e teórico de sistemáticas para os árbitros assistentes adicionais, filmagem e análise de lances de impedimento em real time, trabalho psicológico coletivo sobre concentração e individual com a Dra. Marta A. Magalhães Sousa, palestras com a Comissão de arbitragem, instruções técnicas da FIFA com o ex-árbitro Oscar Ruiz e instrutores brasileiros, debate com a ANAF (Associação Nacional de árbitros) sobre a profissionalização da classe, abordagem sobre a súmula on line com Fernando França, palestra da Comissão Nacional dos Médicos do futebol, exposição do corregedor da arbitragem Edson Rezende de Oliveira, palestra com o ouvidor da CBF Aristeu Leonardo Tavares,  treinamento físico com o instrutor FIFA da Argentina Cristian Rosen além de diversas atividades sobre tema técnicos propostos pelos próprios árbitros.

Sandro Ricci e Wagner Reway em treinamento na Comary – Foto CBF

Na próxima terça-feira repete-se a rotina com o segundo grupo também com 30 árbitros e assistentes.

Conforme se percebe será uma semana de imersão profunda no “mundo do apito” e o que não faltará será trabalho na serra Carioca.

EM TEMPO: No momento do fechamento deste post recebemos os resultados das provas físicas do primeiro grupo. Foram 27 aprovações, 1 árbitro reprovado: Evandro Rogério Roman (FIFA-PR) que abandonou a prova de tiros intermitentes e 2 árbitros assistentes reprovados: Dibert Pedrosa (FIFA-RJ) que sentiu uma lesão na perna quando da bateria de tiros de velocidade e Vicente Romano Neto (ASP FIFA-SP) também nos intermitentes de 150 metros.

Média de cartões despencando no Brasileirão 2012

Leia o post original por Gaciba

Desde o início do Brasileirão deste ano, a média de cartões amarelos e vermelhos vem tendo uma queda significativa. Você reparou?

Perceba o quadro comparativo das 12 rodadas iniciais dos últimos 5 anos da série “A” e note o número de cartões e as médias durante os 120 primeiros jogos da competição:

Chamo a atenção para o decréscimo, em especial das advertências deste ano que, pela primeira vez no período baixam da média de 5 cartões por jogo. Somente para o ano passado, são 73 cartões a menos.

Nas expulsões, um novo e inédito índice de aproximadamente 1 expulsão a cada 5 jogos, ou seja, 2 por rodada. Caso compararmos com o período de 2008 a 2010, a média cai em mais da metade.

De forma antagônica, a média de faltas marcadas, segue praticamente inalterada em relação aos anos anteriores. Veja e compare as médias de 2008 a 2011 (toda competição – 380 jogos) com a edição de 2012 em seus primeiros 130 jogos (até 13ª rodada):

 

Os números nos chamam a uma reflexão: Qual o motivo da média de cartões ter diminuído tanto?

Como o número de faltas segue o mesmo, os imediatistas e mais críticos diriam que os árbitros não estão coibindo a violência. Com sinceridade, a partir do momento em que passei a ter um contato maior com o público, posso sentir uma “temperatura” e o foco das reclamações de torcedores e lhes garanto: O número de reclamações por jogadas disciplinares não coibidas são baixos. Na minha opinião, o campeonato não pode ser considerado violento, aliás, longe disso!

Alguns instrutores ao ver estes números imediatamente perguntaram: Seriam os árbitros assistentes adicionais (árbitros de gol)? Eu particularmente não creio que a inclusão destes profissionais possa ter influenciado tão significativamente nesta redução. Talvez alguns cartões foram “poupados” com atitudes preventivas, mas nada para uma mudança tão grande.

Uma outra hipótese estaria no fato de os árbitros estarem um pouco mais “conhecidos” em relação a alguns anos atrás. O grupo de elite da CBF hoje é mais experiente que nos campeonatos anteriores. A renovação foi forte neste período e agora, os que conseguiram se firmar na primeira divisão, já são mais conhecidos dos atletas (que os testam menos) e não encaram mais um jogo da primeira divisão como novidade (o que aumenta a utilização do cartão como “escudo”). Árbitros mais experientes conseguem manter o jogo sob controle sem ter a necessidade de apresentar muitos cartões.

Seria uma mudança de “filosofia” da arbitragem brasileira? Não creio. A comissão segue orientando o combate ao jogo violento com a mesma ênfase nestes 5 anos. Teriam os árbitros “aprendido” a valorizar os cartões em jogadas realmente dolosas?

Afinal de contas, são números que nos permitem diversas interpretações. E você, o que pensa sobre os dados que tem a sua disposição. Você acredita em alguma destas teses ou tem sua própria teoria. Gostaria muito de debater o tema com vocês. Um grande abraço.

PS: Amanhã, o quadro disciplinar dos clubes da série “A” e os números dos árbitros que estão apitando o Brasileirão 2012. Na sexta, será a vez de voc~e ver como está o seu time e seus adversários em quesitos técnicos e dos cartolas receberem dicas em ítens específicos da competição como: faltas cometidas, sofridas, finalizações, defesas difíceis…