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Vai falar futuro nome da arena do Corinthians? Veja resposta da Globo

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Com o iminente anúncio da venda dos naming rights da Arena Corinthians, a pergunta do momento é se a Globo vai falar o nome do patrocinador alvinegro. O blog encaminhou o questionamento para quem pode responder: a Globo.

A emissora foi questionada se já há acordo para que seus profissionais pronunciem o novo nome do estádio corintiano e se a empresa vai mudar sua política de não pronunciar nomes de patrocinadores de equipes em diferentes modalidades. Confira a resposta abaixo.

A Globo tem diálogo constante com os clubes para tratar de assuntos de interesse comum e relacionados ao desenvolvimento do futebol brasileiro. A questão dos naming rights é um desses temas, sempre discutido respeitando os acordos estabelecidos com as marcas parceiras das transmissões esportivas da emissora”, diz a nota enviada pelo departamento de comunicação da empresa.

Apesar do pronunciamento cauteloso, entende-se que a Globo conversa com o Corinthians sobre a possibilidade de falar o novo no nome da arena, que deve ser anunciado nesta semana.

‘Caso BMG’ faz oposição corintiana temer surpresa em venda de nome de arena

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O ruído de informação gerado no anúncio do BMG como patrocinador do Corinthians, no início de 2019, provoca clima de desconfiança entre conselheiros de oposição no clube e até entre torcedores nas redes sociais em relação ao iminente anúncio da venda dos naming rights da arena alvinegra.

O temor é de que, depois da apresentação oficial, sejam descobertas cláusulas menos vantajosas em relação à impressão inicial. Algo semelhante aconteceu no começo da relação com o BMG como patrocinador principal do uniforme corintiano.

Por isso, opositores já se movimentam para cobrar que todos os detalhes relativos ao acordo para nomear a Arena Corinthians sejam revelados no Conselho Deliberativo.

No anúncio do BMG como patrocinador, a diretoria informou que o banco faria um adiantamento inicial de R$ 30 milhões e que a quantia a ser paga anualmente poderia ser superior, dependendo do número de contas abertas por torcedores corintianos.

Luís Paulo Rosenberg, então diretor de marketing, falou numa antecipação de R$ 30 milhões feita pelo banco como referência de quanto a empresa confiava na parceria. E que a verba poderia chegar a R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões, dependendo do engajamento da Fiel.

Conselheiros e veículos de comunicação passaram a tratar R$ 30 milhões por ano como valor do patrocínio.

Até que uma ata pública do banco mostrou que o valor fixo pago ao Corinthians é de R$ 12 milhões anuais. Até hoje, o número de contas para elevar significativamente essa receita não foi alcançado.

O caso é usado por opositores para cobrar transparência em relação aos naming rights. Já os torcedores fazem brincadeiras nas redes sociais sobre metas que hipoteticamente teriam que atingir para ampliar o valor dos naming rights da arena.

Após interagir com fãs, multinacional nega negociação por Arena Corinthians

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Depois de interagir no Twitter com torcedores corintianos que incentivavam a empresa a patrocinar a arena do clube, a Samsung empolgou ao menos parte da Fiel. Porém, procurada pelo blog, a empresa negou que esteja negociando a compra dos naming rights do estádio do Corinthians.

A “Samsung esclarece que não possui nenhuma negociação em andamento” , diz a nota enviada em resposta aos questionamentos do blog.

A companhia entrou no radar dos corintianos depois de o ex-jogador e atualmente comentarista Neto afirmar que o clube negociou o nome de sua arena com uma multinacional que já patrocinou o time.

A camisa alvinegra já estampou a logomarca da Samsung. Ao responder a um torcedor que disse esperar que os jogos na arena passem a ter a mesma qualidade de uma câmera da marca, o perfil da da empresa escreveu: “seria incrível, hein?”.

Em outra postagem sobre dar seu nome à Arena Corinthians, a resposta da multinacional foi: “será que devo? Estou tão bem aqui”.

Em nenhum momento o perfil da Samsung confirmou ou negou a negociação.

O presidente corintiano também usou o Twitter para negar que tenha vendido os naming rights. No entanto, ele deixou uma porta aberta para a torcida ter esperanças.

“Em nome do Corinthians, aviso que não tem nenhuma negociação concluída dos naming rights da Arena Corinthians. O clube continua conversando com diversos interessados e espera ter, em breve, excelentes notícias para toda a torcida e os sócios”, afirmou Andrés na rede social.

Como mostrou o blog, o discurso da diretoria é de que existem conversas como quase sempre existiram, mas o martelo não foi batido. Os dirigentes querem evitar serem acusados de usar os naming rights como arma eleitoral, como ocorreu com Sanchez em 2012. A próxima eleição no clube será em novembro.

Direção do Corinthians tenta se descolar de euforia por naming rights

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Desde que o ex-jogador e atual apresentador Neto afirmou que o Corinthians vendeu os naming rights de sua arena, torcedores do Corinthians ficaram frenéticos nas redes sociais.

Nomes são especulados e a busca por informações é incessante. No entanto, a direção do clube vai na contramão dessa empolgação, mas, ao mesmo tempo, deixando uma esperança.

Os movimentos da diretoria do clube são no sentido de se descolar dessa euforia. O discurso é de que nada está fechado, mas que existem conversas que podem evoluir, como quase sempre existiram.

A linha é a mesma usada no Twitter por Andrés Sanchez para negar que o negócio esteja concretizado, mas deixando a porta aberta para a Fiel sonhar.

“Em nome do Corinthians, aviso que não tem nenhuma negociação concluída dos naming rights da Arena Corinthians. O clube continua conversando com diversos interessados e espera ter, em breve, excelentes notícias para toda a torcida e os sócios”, afirmou o presidente corintiano na rede social.

Há um cuidado na diretoria para que ela não seja acusada de usar os naming rights como combustível eleitoral, o que já ocorreu com Andrés em 2012.

Às vésperas da eleição na qual Mário Gobbi foi eleito como candidato da situação, Sanchez disse em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S. Paulo que a negociação estava praticamente definida.

“Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar (a eleição) em 30, 40 dias sai o ‘naming rights’” afirmou o cartola na ocasião. Porém, até hoje nada aconteceu.

A próxima eleição acontecerá em novembro. Gobbi será candidato de novo, mas agora como crítico de Andrés. Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, é cotado para ser o candidato situacionista.

Antes do pleito, Andrés enfrentará a votação de suas contas relativas a 2019 no Conselho Deliberativo. O Cori (Conselho de Orientação) e o Conselho Fiscal já recomendaram a reprovação, que pode gerar abertura de um processo de impeachment de Andrés.

Nesse cenário crítico, vender os naming rights, em tese, revigoraria o presidente, que enfrenta seu momento mais frágil entre todas as suas passagens pelo cargo.

Ao presidente da Caixa, conselheiros dizem que devolver arena pode ser bom

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Um grupo de conselheiros corintianos postou nas redes sociais neste sábado (1°) resposta ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. No dia anterior, ele brincou com um torcedor ameaçando tirar o estádio do alvinegro por falta de pagamento.

“Quanto as ameaças de que vamos ficar sem estádio, feitas por vossa senhoria , tenha certeza que isso para nosso grupo e para grande parte dos corinthianos não é uma ameaça; para nós pode ser a solução”, diz o texto assinado pelos conselheiros Fran Papaiordanou e Émerson Piovesan (ex-diretor financeiro do clube) e por grupos que apoiam Paulo Garcia. O empresário deve ser candidato à presidência do alvinegro em novembro.

Outro trecho da resposta diz:  “devolvendo também com bom humor, gostaria de saber o que o senhor faria com o estádio, pois o Corinthians com certeza terá onde jogar e saberá onde investir a arrecadação da bilheteria que hoje não nos cabe!”.

A carta ainda traz críticas aos gestores do clube que cuidaram do estádio até aqui, todos ligados ao grupo do atual presidente, Andrés Sanchez.

“Como o Corinthians não respondeu, resolvemos responder”, afirmou Fran ao blog.

A brincadeira do presidente da Caixa foi feita após entrevista em evento em Bagé e foi registrada pela TV Brasil.

“Vai ficar sem estádio, hein. Fica esperto aí, hein? Se não pagar, a gente tira, hein? Mengão vai jogar em São Paulo. Se pagar, ok. Se não pagar, não. Não tem mais aquela maluquice, não. É de todos os brasileiros. Fica esperto aí”, disse Guimarães para um torcedor corintiano.

No ano passado, o banco entrou com ação na Justiça alegando inadimplência do Corinthians em parcelas do financiamento junto ao BNDES feito por meio da Caixa. O processo foi suspenso seguidas vezes para as partes tentarem um acordo que ainda não foi sacramentado.

Abaixo, leia na íntegra a resposta dos conselheiros corintianos.

“Quanto à brincadeira e a ameaça pública ao Corinthians de que vamos perder o estádio, com todo respeito que tenho ao senhor Presidente da Caixa, quero dizer que o Corinthians é bem maior do que o senhor conhece. Também dizer que somos vítimas, como instituição, de todo processo de negociação feito entre as partes que fizeram essa lambança financeira, inclusive com a participação de seus antecessores, colocando o nome do clube nas páginas policiais e na Lava Jato, e assim, manchando a história de nosso respeitado e glorioso clube.

Também cabe dizer que essas pessoas que pelo Corinthians negociaram, algumas delas, nem corinthianas são; alguns já saíram e deixaram essa situação difícil para nossa instituição. Porém, não sei se o senhor tem conhecimento, nosso clube terá eleições no próximo mês de novembro e deve mudar de direção e filosofia. Caso nosso grupo ganhe as eleições tenha certeza de que vai lidar e tratar com gente séria, profissional e que terá como prioridade única os interesses do clube . Quanto as ameaças de que vamos ficar sem estádio, feito por vossa senhoria, tenha certeza que isso para nosso grupo e para grande parte dos corinthianos não é uma ameaça; para nós pode ser a solução.

Devolvendo também com bom humor, gostaria de saber o que o senhor faria com o estádio, pois o Corinthians com certeza terá onde jogar e saberá onde investir a arrecadação da bilheteria que hoje não nos cabe!”.

Francisco Papaiordanou Jr (conselheiro vitalício )
Émerson Piovesan
(Conselheiro vitalício )
Grupos que apoiam Paulo Garcia e assinam
Grupo de conselheiros Chapa 11
Fiéis Escudeiros (25 conselheiros)
Grupo de conselheiros chapa 25
Mosqueteiros (25 conselheiros)

Ex-Corinthians vê ação do Barça como receita para naming rights no Brasil

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Usar os naming rights de uma arena até aqui sem nome para fazer ações sociais durante a pandemia de covid-19 é uma alternativa para clubes tentarem “desencalhar” direitos que nunca foram vendidos.

Essa é a opinião de Gustavo Herbetta, executivo da Lmid, empresa especializada em marketing esportivo e ex-superintendente de marketing do Corinthians.

Em entrevista ao blog, Herbetta apontou que a decisão tomada recentemente pelo Barcelona indica uma alternativa para agremiações brasileiras que ainda não negociaram o nome de seus estádios, como é o caso corintiano.

O Barça decidiu, pela primeira vez em sua história, comercializar os naming rights do Camp Nou com contrato válido pela próxima temporada. O dinheiro arrecadado será usado em projetos para combater os efeitos da covid-19.

Durante o período do acordo, o estádio terá o nome do parceiro adicionado à marca Camp Nou. Uma parte da receita será usada em projeto de combate à pandemia escolhido pelo comprador. O restante será direcionado a iniciativas na mesma área apoiadas pelo Barcelona. A Fundação Barça vai administrar a operação.

“O Barcelona foi brilhante. Aproveitou o momento difícil no mundo e falou: ‘vamos fazer o primeiro ano de naming rights Social, com o valor revertido para a causa. Não existe associação de naming rights por um ano, só a longo prazo. Então, ele aproveitou esse momento para pegar uma propriedade, que ele sabe que ele precisa da receita dela pra ficar cada vez mais competitivo, e vai fazer uma associação comercial, com cunho social,  na qual ele vai conseguir aferir (o real potencial comercial). Fica mais fácil para ele ir ao mercado negociar um contrato mais longo depois”, disse Herbetta.

O executivo usa um exemplo que conhece bem para explicar o modelo.

“Seria como se o Corinthians chegasse para a Nike no primeiro ano da arena e falasse: ‘você vai ter por um ano o nome do estádio’. Depois, você chegaria para as empresas e falaria: ‘foi um teste, temos dados, demos tanto de retorno, fizemos essas ativações… Ficaria muito mais fácil do que você fazer uma apresentação para tentar convencer alguém a investir mais de R$ 300 milhões numa coisa que ele não sabe qual é o retorno”, raciocinou Herbetta.

O especialista em marketing diz que, se desde o início ficar claro que o contrato valerá por uma temporada, a iniciativa não espantará eventuais parceiros em associações mais longas sob o argumento de que o nome temporário “pegou”.

“Mas eu acredito que, ao trazer uma causa social por trás dessa parceria, o clube vai convencer a marca a ficar por mais tempo. Seis meses depois, você já tem argumentos: ‘olha o retorno que você está tendo, vai sair por quê?’ O parceiro pode responder: ‘mas  as pessoas não adotaram o nome’. Mais um motivo para você ficar mais tempo”, disse Herbetta.

Para o ex-funcionário do Corinthians, a ação do Barcelona deveria despertar clubes que parecem ter perdido a esperança de vender os nomes de seus estádios.

“O que a gente percebeu aqui no Brasil é que a principal janela para as arenas conseguirem comercializar essa propriedade foi ali na Copa do Mundo de 2014. E não aconteceu com ninguém. Tirando o Allianz Parque, que não estava na Copa e que fez durante a construção, ninguém fez isso. E agora parece que todo mundo desistiu. Então, espera aí: ‘não vai ter mais naming rights no Brasil’. Acho que tem que ter. Mas tem que criar ideias. E essa (ação do Barça) é a inspiração, pra facilitar a entrada. Depois que o parceiro entrou, a chance de ficar é muito maior”, ponderou Herbetta.

Um problema para a retomada de tentativas de venda de naming rights é a crise econômica deflagrada pela pandemia. O “derretimento” do setor aéreo, um dos principais alvos dos donos de arenas brasileiras, é o exemplo mais quente.

No entanto, Herbetta aponta o crescimento de alguns setores durante a crise. Entre outras que poderiam se interessar em naming rights, ele cita empresas varejistas, do ramo alimentício e da área da saúde.

“Quer um exemplo? Eu pego um atacadão e ofereço pra ele (além do nome) um ponto de venda na Arena Corinthians. Eu tenho terreno, eu tenho espaço, sobrando, tenho estacionamento. Dou um setor do estádio para ele fazer um rodízio de nome entre os parceiros dele. É clichê, mas é verdade. Na crise tem muita oportunidade. Esse é o momento de fazer alguma coisa diferente”, argumentou Herbetta.

Ele cita as arenas de Internacional, Grêmio e Athletico, entre outras, como as que poderiam seguir o Barcelona.

Corinthians

Herbetta chegou ao alvinegro depois que a arena corintiana estava construída e trabalhou diretamente na tentativa de negociar o nome do estádio.

Indagado sobre os motivos para a propriedade nunca ter sido negociada, ele respondeu o seguinte:

“Tem um seis fatores para não ter dado certo, apesar de todos os estudos que fizemos quando estive lá. A crise econômica brasileira, a crise de reputação do futebol mundial. Aí a gente tinha uma crise de reputação local, de lava jato, de Odebrecht, de Arena Corinthians quase sempre sendo veiculada com algum tipo de problema. Teve a perda da janela comercial mais apropriada para a venda, que é entre a construção e a inauguração. Passar essas barreiras, é praticamente impossível”.

Cartolas corintianos miram reunião de Andrés com presidente da Caixa

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A diretoria do Corinthians tenta agendar reunião entre o presidente do clube, Andrés Sanchez, e Pedro Guimarães, que preside a Caixa Econômica Federal.

Os que defendem esse encontro entendem que se trata da melhor forma para tentar acabar com o impasse e fechar um acordo entre a instituição financeira e a Arena Itaquera S.A., ligada à agremiação é à construtora Odebrecht.

Alegando inadimplência, o banco executou na Justiça a empresa criada para viabilizar a construção da arena alvinegra. Foi cobrada antecipadamente a dívida referente aos 400 milhões financiados pelo BNDS por meio da Caixa para quitar parte dos gastos da construção.

Com multas que o banco entende ter o direito de cobrar, o valor exigido é de R$ 536 milhões.

As partes já pediram três vezes a suspensão do processo para tentar o acordo. Como mostrou o blog, o último pedido foi aceito pela justiça em 5 de fevereiro. A suspensão vale por 60 dias.

Por mais de uma vez, os cartolas corintianos entenderam que o acordo estava próximo. Porém, o impasse permanece principalmente porque o clube se recusa a pagar parte das multas. A esperança é que, caso encontre  Guimarães, Sanchez consiga convencer o executivo a aceitar os argumentos alvinegros.

‘Clã’ de Zé Dirceu tem três integrantes com emprego no Corinthians

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O ex-ministro José Dirceu, amigo antigo de Andrés Sanchez, tem três filhas (uma biológica e duas “de coração”) trabalhando no Corinthians.

Já era é de conhecimento público que Joana Saragoça, filha biológica do político, atua na área financeira da arena alvinegra. No entanto, o blog apurou que Catarina e Carolina Ramos, tratadas por José Dirceu como filhas, também trabalham para o Corinthians.

As duas são filhas de outro relacionamento de Márcia de Fátima Ramos, uma das ex-mulheres do ex-ministro e que faleceu em 2013. Ambas tratam Zé Dirceu como pai.

Conforme apuração do blog, Carolina atua no departamento de marketing, e Catarina trabalha na área de comunicação do clube.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians confirmou que ambas são funcionárias da agremiação, mas não especificou suas funções e áreas.

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que as profissionais citadas pela reportagem trabalham para a agremiação. Joana na Arena Corinthians. Catarina e Carolina são oriundas da equipe de atendimento do Fiel Torcedor, antes operada por terceiro, e foram absorvidas pelo clube junto com outros 53 profissionais”, diz a nota oficial enviada ao blog.

As seguintes perguntas feitass Catarina e Carolina também não foram respondidas:

“Elas foram indicadas por alguém ou passaram por processo de seleção? Têm formação e experiência na área?”.

Por meio de aplicativo de celular, este blogueiro enviou esta mensagem para Catarina, na última quarta (19):

“Estou fazendo uma reportagem sobre, além da Joana, Zé Dirceu ter outras duas filhas, você e sua irmã Carol trabalhando no Corinthians. Para não escrever nada errado, gostaria que me contassem as trajetórias de vocês até chegarem no clube e falassem sobre seus trabalhos. Podemos conversar?”.

“Estou em uma reunião, já te dou um retorno”, respondeu Catarina. No entanto, ela não se comunicou mais com o blog e nem atendeu às ligações. Carina não foi localizada pela reportagem.

De acordo com a resposta dada pela assessoria de imprensa do clube, ambas trabalhavam na Omni. A empresa foi contratada pelo Corinthians na primeira gestão de Andrés Sanchez para gerir o programa de sócio-torcedor. A data da contratação das duas não foi revelada.

Em dezembro de 2018, a IBM foi anunciada como nova gestora do Fiel Torcedor. Ou seja, depois disso Carolina e Catarina teriam sido incorporadas ao quadro de funcionários do Corinthians. No entanto, a Omni ainda exerce algumas atividades no clube.

Parte dos conselheiros alvinegros critica Sanchez faz tempo afirmando que, muitas vezes, o presidente corintiano prioriza a contratação de pessoas ligadas a seus amigos. Ele supostamente deixaria critérios profissionais em segundo plano. O dirigente não fala com o blog, por isso não foi possível ouvi-lo sobre o tema.

Um exemplo citado pelos críticos é o fato de uma filha do conselheiro Manoel Evangelista, o Mané da Carne, um dos homens de confiança do presidente, também trabalhar para o clube. Nesse caso, após fazer um estágio no departamento de marketing.

Andrés já tinha amizade com Zé Dirceu, condenado na Lava Jato e no Mensalão, antes mesmo de se eleger deputado federal pelo PT.

O cartola também se aproximou de Lula, que atuou para ajudar a convencer a Odebrecht a participar do projeto de construção da Arena Corinthians. O ex-presidente da República, aliás, também teve um filho trabalhando no alvinegro. Luís Cláudio foi contratado em 2009, na passagem anterior de Andrés pela presidência do clube.

Dutovia de etanol passará em área da Arena Corinthians com ‘risco baixo’

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Foto: Diego Canha

A imagem é intrigante. Uma placa avisa: “não escavar, risco de explosão, risco de incêndio”. Ao lado do alerta, que se refere a dutos da Petrobras enterrados na região, descansa uma máquina usada justamente em escavações. Ao fundo está a Arena Corinthians, de portões abertos para saída de seus torcedores após a estreia do time no Campeonato Paulista, com vitória por 4 a 1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, na quinta-feira passada.

Para ver a cena era preciso ter curiosidade e se esforçar com o objetivo de enxergar o que estava atrás dos tapumes.

Após respostas nada ou pouco esclarecedoras dadas por prefeitura, Corinthians e Transpetro, o esclarecimento sobre a obra foi dado ao blog pela Logum Logística S.A. (veja a nota completa no final do post), especializada em transporte de etanol por meio de dutos.

Segundo a empresa, os trabalhos fazem parte da construção de uma dutovia entre Guarulhos e São Caetano para o transporte de etanol.

Indagada sobre se há riscos, já que existem restrições a escavações no terreno, a Logum respondeu que “a construção da obra oferece risco baixo, assim como o duto na fase de operação, conforme avaliação efetuada pelos órgãos competentes na fase de obtenção das licenças ambientais”.

Ainda de acordo com Logum, a CCPS, empresa contratada por ela para tocar a obra, firmou um acordo com a administração da arena estabelecendo os horários adequados para o serviço. A operação não vai interferir na realização de jogos no estádio corintiano. A previsão é de que a obra termine em março.

Os trabalhos acontecem na mesma faixa em que estão dutos da Petrobras operados pela Transpetro, perto da entrada principal da arena. Eles não serão afetados.

Antes de a casa alvinegra ficar pronta, os antigos dutos geraram polêmica. Eles precisaram ser realocados para ficar um pouco mais distantes da área em que está o estádio. Porém, continuam no terreno que tem a arena em sua continuação. As obras acontecem na área que já não pertence ao estádio, apesar de os terrenos serem ligados.

A Logum é controlada por Copersucar (30%), Raízen (30%), Petrobras (30%) e Uniduto Logística (10%).

Mistério

Desde a última quinta, quando o blog viu os tapumes e o maquinário, até esta terça (28), os trabalhos perto dos dutos da Petrobras, no entorno da arena, ganharam um ar misterioso.

Ninguém sabia explicar exatamente o que estava sendo feito. Primeiro, o Corinthians informou se tratar de uma obra da Transpetro.

A empresa, no entanto, negou estar trabalhando no local. Num segundo contato, assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que o clube recebeu um comunicado da prefeitura de São Paulo informando que o local seria usado como canteiro de obras.

Já assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria de Subprefeituras diz desconhecer obra do município na área.

Após uma fonte informar ao blog a ligação da Logum com os trabalhos, a empresa esclareceu o assunto.

Abaixo, veja a resposta enviada por e-mail ao blog pela Logum, após questionamentos sobre a obra.

“O maquinário de escavação mencionado destina-se à obra especial que a CCPS, empresa contratada pela Logum, está executando na faixa de domínio da Petrobras, operada pela Transpetro no trecho de cruzamento com a entrada de acesso à Arena Corinthians, que será parte integrante da dutovia da Logum entre Guarulhos e São Caetano do Sul.

O objetivo da dutovia Logum é possibilitar o transporte de etanol entre Guarulhos e São Caetano do Sul, para fazer a entrega desse produto nos terminais das companhias distribuidoras Raízen, Ipiranga e BR Distribuidora. Com a conclusão dessa obra, se eliminará o transporte desse produto via caminhão, o que implicará na diminuição desse tráfego pesado pelas vias urbanas da região além de se evitar emissão de gases do efeito estufa para atmosfera.

O tempo estimado de duração dessa obra especial no local é março de 2020.

Ressaltamos que a Logum possui todas as licenças ambientais, alvarás de construção e demais autorizações de nível federal, estadual e municipal para construção da dutovia, incluindo todas as obras especiais. Adicionalmente a CCPS firmou um acordo com a administração da Arena Corinthians definindo os períodos adequados para execução da obra, que não interferirão com a realização de jogos e de outras atividades no local.  A construção da obra oferece baixo risco, assim como o duto na fase de operação, conforme avaliação efetuada pelos órgãos competentes na fase de obtenção das Licenças Ambientais”.

Corinthians usa conselho para tentar derrubar multa imposta pela Caixa

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O Corinthians usa seu Conselho Deliberativo como escudo para tentar dobrar a Caixa Econômica Federal (CEF) em busca de acordo para a execução judicial proposta pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Os representantes da agremiação argumentam que não podem aceitar um acordo no qual o alvinegro tenha que pagar multa por inadimplência porque os conselheiros não irão aprovar a medida.

A diretoria se comprometeu a pedir aprovação do conselho antes de tomar decisões relativas a seu estádio. Na ação de execução, a instituição financeira cobra da Arena Itaquera S/A, ligada ao clube e ao grupo Odebrecht, cerca de R$ 536 milhões.

Por conta de atrasos em parcelas, a Caixa exerceu cláusula que previa que ela poderia exigir o pagamento antecipado da dívida, com juros e multa, em caso de inadimplência. O dinheiro é referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES pela CEF para ajudar bancar as obras da Arena Corinthians. O cálculo teve como base a dívida em 22 de agosto, data em que a ação foi proposta.

Durante as negociações com o banco, o clube afirmou que a direção tem a informação de que os conselheiros não vão aprovar um trato no qual o alvinegro tenha que pagar multa. Isso pelo entendimento de que a partir do momento em que há um acordo as duas partes devem ceder e que não faria sentido manter uma punição financeira em caso de pacto. Até agora a tese não colou.

Além da redução do valor cobrado, o Corinthians fez uma proposta para a Caixa com novas quantias mensais a serem pagas pela Arena Itaquera e um novo prazo. Os detalhes são mantidos em sigilo. Para negociarem, as partes pediram a suspensão do processo duas vezes. Primeiro, no final de outubro, por 30 dias. No mês passado novo pedido foi feito para prorrogar a suspensão da execução por mais 60 dias.