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Contra ‘juros altos’, Andrés fala em recuperação judicial de fundo da arena

Leia o post original por Perrone

Em reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians na última segunda (12), Andrés Sanchez cogitou o pedido de recuperação judicial do fundo que controla o estádio do clube caso não haja um acordo com a Caixa Econômica Federal para a redução dos juros cobrados no financiamento feito junto ao BNDES para permitir a construção da casa alvinegra.

De acordo com três conselheiros ouvidos pelo blog, Andrés disse que sua próxima meta é negociar com o banco a redução dos juros. Em seguida, afirmou que uma possibilidade, caso a diminuição da taxa não aconteça, é o fundo pedir a recuperação judicial. O presidente corintiano não fala com este blogueiro, por isso foi impossível ouvi-lo sobre o tema.

Porém, aliado do dirigente afirmou que Sanchez apenas quis mostrar um dos argumentos que têm para tentar convencer a Caixa a fazer um pacto, mas que não existe a mínima intenção de fazer o pedido. Seria apenas uma maneira de dizer ao banco que o fundo não teria condições de continuar honrando seus compromissos sem o acerto por juros menores.

Vale lembrar que a decisão não poderia ser tomada só pelo Corinthians, já que a Odebrecht também é cotista do Arena Fundo de Investimento, assim como a empresa Arena Itaquera, criada especificamente para a operação envolvendo a arena. O pedido de recuperação judicial acontece quando uma empresa não consegue pagar suas dívidas e recorre à Justiça para buscar sua reorganização com o objetivo de evitar a decretação de falência.

Para viabilizar a construção do estádio, Corinthians e Odebrecht buscaram a Caixa como intermediária para levantar um financiamento de R$ 400 milhões no BNDES, parte interessada num eventual acordo. Apesar de se queixar das taxas de juros, a diretoria corintiana alega que está em dia com suas obrigações.

Na mesma reunião em que ventilou o pedido de recuperação judicial, Andrés afirmou que fechou com a Odebrecht um acordo para reduzir a dívida do Corinthians com ela e que o trato será oficializado em breve. Procurada pelo blog a construtora afirmou que “reforça que continua mantendo conversas construtivas com o clube em busca de uma solução que atenda à expectativa de ambas as partes’.

Oposição corintiana se movimenta para cobrar ação contra Odebrecht

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Conselheiros de grupos oposicionistas do Corinthians recolhem assinaturas para tentar marcar reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com o objetivo de emitir uma posição oficial do órgão sobre eventual ação contra a Odebrecht. A discussão se refere a supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a construção da arena alvinegra e também a obras que a construtora teria deixado de fazer ou executado de maneira incorreta, de acordo com resultado de auditoria encomendada pelo clube.

São necessárias 50 assinaturas de membros do conselho para que a sessão seja marcada. Caso ela aconteça e a maioria decida que o clube deve acionar a empresa, o resultado será enviado para a diretoria. O entendimento desses conselheiros é de que só a direção, sob orientação do presidente Andrés Sanchez, pode tomar a decisão de acionar ou não a construtora. Porém, a aprovação deixaria o cartola pressionado politicamente.

Odebrecht e Andrés sempre negaram terem sido cometidas irregularidades no projeto da casa própria corintiana. A construtora também nunca reconheceu  o resultado da auditoria. E afirma que deixou de fazer parte das obras por conta de um estouro no orçamento, mas em acordo com o Corinthians. Alega ainda que respeitou rigorosamente o contrato.

Trecho do requerimento que está sendo assinado diz que ação, se concretizada, visaria a “apuração de eventuais ilícitos cometidos na construção da Arena Corinthians, bem como pendências sobre obras inacabadas e com defeitos”.

O documento não cita quais seriam os supostos ilícitos, porém, recentemente, como mostrou o blog, conselheiros do grupo de oposição Frente Liberdade Corintiana foram à Justiça Federal para tentar tirar o sigilo de um inquérito no qual ao menos um dirigente corintiano estaria sendo investigado por supostamente receber dinheiro da Odebrecht em esquema de caixa 2.

A medida foi tomada depois de o jornal “O Estado de S.Paulo” publicar reportagem apontando o envolvimento de André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do Corinthians e homem de confiança do presidente Andrés Sanchez, no caso. A acusação é relacionada à campanha do agora novamente presidente do Corinthians a deputado federal.

O advogado de André, Júlio Clímaco, nega que seu cliente tenha recebido valores da Odebrecht e cometido irregularidades. Andrés não fala com o blog, mas afirma publicamente não ter existido caixa 2 em sua campanha e nem falcatruas envolvendo a construção do estádio.

Outro trecho do requerimento diz que o pedido “fundamenta-se no que foi deliberado em reunião desse conselho no dia 4 de fevereiro de 2019 tendo transcorrido o prazo de três meses acordado com o diretor presidente da diretoria do Sport Club Corinthians Paulista para tentar uma solução amigável junto à construtora. Caso seja aprovada a proposta (de ir à Justiça), esta servirá de posição oficial do Conselho Deliberativo, a fim de ser remetida à diretoria para a devida análise dentro de seu poder discricionário”.

Em fevereiro, Andrés afirmou em encontro do órgão que estava perto de fechar um acordo com Odebrecht e Caixa sobre eventuais pendências. O trato evitaria o risco de uma longa disputa judicial.

A discussão no conselho deliberativo sobre o acionar a construtora na Justiça é antiga, assim como a pressão de conselheiros para que a diretoria tome esse caminho.

Se eu ganhasse na loteria, pagaria o estádio do Timão!

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Ah, sei que falar é fácil. Quero ver fazer. Mas fiquei com esse sentimento hoje durante o programa ‘Os Donos da Bola’ da Band. O duro é que mesmo que eu fosse o vencedor da loteria – e olha que fizemos um baita bolão com a nossa equipe – mesmo assim a grana do prêmio não daria pra pagar o estádio. É brincadeira? Ou seja, a diretoria do Corinthians criou algo tão megalomaníaco que nem uma bolada de loteria consegue pagar. Mas sinceramente gostaria de ser esse paladino meio doido que salvaria a Fiel. E com a Arena chamando JOSÉ […]

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Ayrton Senna impregna Arena Corinthians como se tievesse jogado pelo clube

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Ayrton Senna e Corinthians protagonizam um caso não muito frequente de associação entre futebol e Fórmula 1.

Pilotos que exibem suas paixões por times de futebol temos aos montes. Mas um estádio decorado com camisas de um grande campeão do automobilismo e de um clube ao mesmo tempo virou característica da arena Corinthians.

A Fiel sempre idolatrou Ayrton. Mas ganhou nova forma para unir suas duas paixões com o lançamento da terceira camisa do time no ano passado em homenagem ao tricampeão mundial de F-1, que era torcedor corintiano.

Hoje, o estádio na zona leste é também um local de reverência a Senna, que se destaca com outros personagens que jogaram pelo time, como Sócrates.

Para se ter ideia da relevância da ligação entre “sennismo” e “corintianismo” basta lembrar que a nova camisa número 1  alvinegra homenageia o ex-atacante Ronaldo, um dos principais ídolos da Fiel com a bola nos pés.

Oposição corintiana critica contas e fala em gasto de R$ 20,6 mi com Araos

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Na noite deste sábado (13), o Movimento Corinthians Grande (MCG), uma das alas oposicionistas no clube, divulgou em suas redes sociais manifesto se posicionando contra a aprovação das contas referentes a 2018. O balanço será votado na próxima segunda (15). O grupo alega falta de informações sobre os números relativos à arena alvinegra no relatório financeiro para justificar sua posição. Porém, cita preocupação com os gastos na aquisição de jogadores e aponta um investimento de R$ 20,6 milhões em Ángelo Araos, que veio da Universidad de Chile e é pouco aproveitado por Fábio Carille. Os opositores também cravam que o alvinegro desembolsou R$ 52,9 milhões na aquisição de atletas em 2018.

Apesar de pedir a reprovação do balanço, o MCG afirma que a apresentação dos números operacionais foi “detalhista, acompanhada de parecer de uma renomada auditoria sem ressalvas”, além de terem sido aprovados pelos conselhos fiscal e de orientação por unanimidade. Os oposicionistas também escreveram que “não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a ser cada vez mais vigilantes”.

Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro corintiano, não confirmou os números apresentados pelos oposicionistas e disse que não pode se manifestar “antes da aprovação” do balanço. “Será aprovado com louvor, pois está tudo demonstrado com a maior transparência. Esta chapa será sempre oposição à atual administração”, declarou o dirigente. Na última eleição, vencida por Andrés Sanchez, o MCG lançou Felipe Ezabella como candidato à presidência.

O MCG diz que “a despeito de nossa justa posição financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas”. Além de Araos, o comunicado descreve gastos de R$ 9,8 milhões com Richard, reserva do time, e de R$ 6,6 milhões com Douglas, emprestado ao Bahia. Também foram relacionadas compras de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões), Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). Nenhum valor foi confirmado pelo diretor financeiro.

Arena

Os opositores dizem não existir motivos para a não apresentação de informações sobre os números do estádio alvinegro no balanço. E sustentam que em 2018 o clube gastou quase R$ 8 milhões acima do previsto com a arena. Isso sem contar a receita obtida com bilheteria.

Ávila respondeu assim: “em relação aos custos e compromissos da Arena, eles não passam pelo balanço do clube. São administrados pelo fundo da arena, não pelo Clube.
Em relação a custos da Arena estavam orçados R$ 23 milhões, mas foram gastos menos de R$ 8 milhões. Exemplos de gastos: gramado, sócio-torcedor e outras atividades que não têm nada a ver com jogos”.

Abaixo, lei na íntegra o comunicado do MCG.

“Neste dia 15 de abril, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne para votar as contas do clube relativas à 2018.
Desde já, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTJRA a aprovação das contas pela completa falta de informações sobre os números da Arena Corinthians no Balanço Financeiro de 2018.
Não há sequer UMA justificativa para a não prestação das contas da Arena Corinthians aos conselheiros, associados, torcedores e patrocinadores.
Queremos registrar que a apresentação dos números operacionais foi detalhista, acompanhada de parecer sem ressalvas de uma renomada auditoria, além de pareceres do conselho fiscal e do CORI, aprovados por unanimidade.
Não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a sermos cada vez mais vigilantes.
Listamos aqui:
1. Arena
O MCG, com frequência, envia ofícios de solicitação de informações analíticas da Arena, apresentação prometida até em reuniões do conselho e nunca exibidas.
As notas explicativas apresentam um resumo que não permite projeções sobre a saúde e condições efetivas de honrarmos nossos financiamentos da arena.
Uma das propostas primordiais da Arena Corinthians era a de não necessitar recursos do clube, a não ser o de bilheteria. Como se pode ler nas notas explicativas, não é o que está acontecendo. Em 2018, a arena custou para o clube quase R$ 8 milhões a mais do que o combinado.
2. Despesas
Apesar das frequentes declarações da diretoria executiva sobre a redução e contenção de despesas, a realidade de 2018 mostra-se BEM distinta.
Se compararmos 2018 com 2017, as despesas de “pessoal” no futebol subiram 11%; as de “serviços de terceiros” cresceram 22%. Na linha de “gerais administrativos”, o valor subiu 36%.
No clube social, as despesas de “pessoal” cresceram 11%; as de “serviços de terceiros” subiram 7%. Os gastos com “gerais administrativo” tiveram um aumento de 19%.
É inaceitável.
3. Investimento em atletas
A despeito de nossa justa situação financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas.
Os exemplos foram as negociações dos atletas Ángelo Araos (R$ 20,6 milhões); Richard Coelho (R$ 9,8 milhões) e de Douglas (R$ 6,6 milhões), além das aquisições de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões); Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). O total destas aquisições foi de R$ 52,9 milhões.
Esses investimentos preocupam ainda mais a partir do momento que o custo atletas/receitas gira em torno de 80%, delicado número para quem optou pela Lei do Profut. O Profut é importante porque refinancia os débitos dos times com o Governo Federal.
4. Resultados
Como consequência da não adequação das despesas, o déficit ajustado do clube, hoje, alcança R$ 40,5 milhões – equivalente a 10% da receita operacional.
5. Endividamento
Como resultado do excesso de despesas e investimentos, nosso endividamento sofreu forte impacto, que inclusive nos levou a considerar obter empréstimos de agentes de jogadores.
Carlos Leite e Giuliano Bertolucci continuam sendo nossas fontes financiadoras! (Nota do blog: o atual diretor financeiro nega que em sua gestão tenham sido feitos empréstimos com empresários.)
Baseados nos fatos descritos no balanço, mesmo reconhecendo a acuidade técnica da apresentação, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTRÁRIO à aprovação das contas.
O Corinthians não pode conviver com orçamentos não cumpridos.Temos uma arena a pagar. É preciso austeridade e transparência”.

‘Caso Clayson’ é o terceiro ‘gol contra’ do Corinthians em 2019

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O “caso Clayson” entra para a lista de problemas que o Corinthians arrumou para ele mesmo neste ano. São “gols contra” que o clube fez, como se fosse seu próprio adversário. Abaixo, veja três oportunidades em que isso aconteceu.

Clayson

Imagens divulgadas pela Corinthians TV sobre os bastidores da classificação do time para a final do Campeonato Paulista mostram o atacante provocando o árbitro do jogo com o Santos. “Chupa, (Rafael) Claus”, disse o atacante, entre outros disparos. A provocação não tinha se tornado pública até a iniciativa do próprio clube. Depois disso, o jogador entrou na mira do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva).

Minutos depois da divulgação, o clube retirou o vídeo de seu canal no YouTube e publicou uma nova versão sem a ofensa de Clyason ao juiz.

Gramado

Depois das finais do Campeonato Paulista, a Arena Corinthians deve ficar um tempo sem jogos para a recuperação de seu gramado. O problema é decorrente da decisão do clube de alugar o estádio para a realização do Monster Jam (competições com caminhões).

Em 2017, o alvinegro aproveitou que a grama precisaria ser replantada e negociou a realização do evento na terra. Porém, em 2018, foi tomada a decisão de receber a atração sobre o gramado. E em duas sessões, uma a mais do que na temporada anterior.

A grama foi protegida por uma cobertura durante a competição em dezembro. Mas já em janeiro jogadores começaram a reclamar do gramado. Não só adversários. Cássio se queixou mais de uma vez e chegou a relacionar sua dificuldade na reposição de algumas bolas a buracos no campo. Atletas de outras equipes também se queixaram de uso de terra em algumas partes do campo afetadas.

Os responsáveis pelo gramado identificaram que o fato de ele ficar abafado durante o Monster Jam provocou a proliferação de um fungo que o prejudicou. Como a decisão foi interromper as atividades em Itaquera para solucionar o problema, o Corinthians começará a jogar o Brasileiro sem poder atuar em sua casa. Isso como resultado de uma iniciativa tomada pelo próprio clube.

“Corinthianismo”

A campanha desenvolvida pelo departamento de marketing do alvinegro e que compara torcer pelo clube a uma religião incluiu um escudo estilizado. A peça, passou a ser usada em comunicados oficiais da agremiação. A ação fez conselheiros acusarem a diretoria de desrespeitar o estatuto. Isso porque o distintivo não pode ser alterado sem autorização do Conselho Deliberativo.

A decisão foi de não usar mais o símbolo estilizado em comunicações oficiais, evitando problemas internos. A campanha também foi alvo de protestos de religiosos.

 

Opinião: ministro espalha fake news sobre pênaltis roubados em Itaquera

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O Corinthians foi ofendido de maneira gratuita e repugnante pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento dele na FGV (Fundação Getúlio Vargas). O problema está no fato de ele dizer que o Corinthians ganha Campeonato Brasileiro porque toda hora tem um pênalti roubado a seu favor, não por ele citar Lula com responsável pela construção da arena do clube e dizer que ninguém consegue pagar pela obra.

Guedes foi deselegante ao falar da construção da casa corintiana, mas não mentiu ao relacionar o ex-presidente à sua existência. Andrés Sanchez, presidente corintiano, já cansou de dizer publicamente que o petista foi fundamental para a obra sair do papel. Também é publica a dificuldade que o alvinegro enfrenta para pagar as pagar a dívida gerada pela construção. A direção, porém, sustenta que não há atrasos.

Mas Guedes espalhou fake news ao falar que o Corinthians ganhou títulos brasileiros porque sempre marcam pênaltis inexistentes a seu favor em Itaquera. Mentira deslavada. O time do Parque São Jorge já foi favorecido e prejudicado pela arbitragem em sua casa e nos outros estádios em que joga. Acontece com todos os clubes.

A fala do ministro é incompatível com a responsabilidade carregada por sua pasta. Mas é compatível com o governo de Jair Bolsonaro, acusado de usar fake news para ganhar a eleição e para continuar tentando desmoralizar seus detratores. Guedes faz coro com colegas de gestão, incluindo o presidente, marcados por criarem polêmicas desnecessárias.

Torcedor falar em apito amigo corintiano é do jogo. Mas esse não é o papel de um ministro durante uma palestra na qual tratava de assuntos sérios. Até parecia, mas ele não estava tomando um chopinho com amigos. Guedes só aumentou a coleção de gafes do atual governo. Desta vez, com uma dose de preconceito contra os corintianos na opinião deste blogueiro.

Areia, lama e grama rala ‘enterram’ fama do gramado da Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Em pouco menos de cinco anos, o gramado da Arena Corinthians foi de exemplar a motivo de críticas de jogador do próprio clube e de adversários. A decadência do campo, até então, motivo de orgulho dos alvinegros, é pontuada por queixas de grama rala e excesso de terra para cobrir supostas falhas.

No último domingo, o goleiro Cássio e o atacante santista, Rodrygo, reclamaram publicamente da situação da grama, após o clássico entres as esquipes pelo Campeonato Paulista. No entanto, o blog apurou que comentários sobre problemas com o campo também foram feitos internamente por jogadores do São Paulo após a derrota por 2 a 1 para o rival pelo Estadual, no mês passado.

Entre os são-paulinos, ainda conforme apuração do blog, o comentário interno foi de que o gramado estava duro, ralo e que as falhas estavam cobertas com areia e algo similar a um corante verde.

Cássio, por sua vez, “jogou areia” publicamente na fama do gramado alvinegro. “Até nos próprios gols tem muita areia, difícil, tento pegar na bola mas a bola não sai bem”, disse o ídolo corintiano ao explicar uma falha no clássico com o Santos.

Também depois do empate sem gols entre os rivais alvinegros, o santista Rodrygo se queixou. “O gramado está muito diferente do que (aquele em) que jogamos no ano passado, cheio de lama, meio estranho ali no meio”, afirmou o jogador do Santos ao SporTV.

O blog procurou a World Sports, empresa responsável pelo gramado do estádio corintiano, mas foi informado de que, por conta de cláusula contratual, a empresa só poderia se manifestar por intermédio do clube. Já a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que não comentaria o assunto.

No final de janeiro, Andrés Sanchez, presidente alvinegro, declarou que o gramado estava prejudicado por um fungo que o atacou. O discurso interno da diretoria atualmente é de que a situação do campo melhorou e que ele estará bom para os mata-matas do Campeonato Paulista.

Saber reagir

Leia o post original por Rica Perrone

As vezes nós esquecemos que estamos discutindo futebol e nos tornamos insensíveis chatos que só enxergam números na frente. 442? 352? É centroavante? É o goleiro? Onde está o problema? Em vários lugares. É óbvio. Mas além de todo trabalho do elenco e comissão técnica, o futebol requer algo mais. E esse “algo mais” pode…

Promessa já dura 7 anos: por que Corinthians pena para vender naming rights

Leia o post original por Perrone

Imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Hoje (6 de fevereiro) seria dia de cantar parabéns no Corinthians, não fosse constrangedora a data completada. Faz sete anos que Andrés Sanchez afirmou que estava perto de serem vendidos os “naming rights” da arena do clube em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. “Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar (a eleição) em 30, 40 dias sai o ‘naming rights’. afirmou o cartola na ocasião.

De lá para cá, ele foi eleito deputado federal, já cumpriu o mandato, viu seus aliados Mário Gobbi e Roberto de Andrade presidirem o alvinegro, voltou à presidência e nada de o nome do estádio ser negociado.

A lista de empresas com as quais o clube tentou negociar a propriedade mais valiosa da arena é grande. Seguradora Zurich, Hyundai, Etihad Airways, Qatar Airways, MetLife, Brasil Kirin, Visa, Caixa Econômica, Jeep e Huawey estão entre elas. Houve até estudo em universidade americana e levantamento dos públicos em shows no Morumbi usados, em vão, como recursos para tentar fechar negócio.

“Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura dos recursos de publicidade” são as principais causas para a venda ainda não ter acontecido na opinião de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube e um dos idealizadores do projeto da arena (no final do post veja sete perguntas respondidas por ele sobre o assunto).

A não venda impacta diretamente no pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES feito por meio da Caixa Econômica. Por contrato, o dinheiro eventualmente arrecadado com a negociação deve ser usado para o pagamento da dívida com a Caixa. Ou seja, se os direitos sobre o nome do estádio tivessem sido negociados, o débito poderia ser quitado em menos tempo. Na semana passada, em entrevista para a ESPN Brasil, Rosenberg afirmou que atualmente há um déficit de R$ 12 milhões anuais entre receitas e despesas da arena.

O primeiro preço colocado nos “naming rights” foi de R$ 40 milhões por ano. Nesse modelo, o comprador daria o nome à arena durante o período que ainda faltava para a construção terminar e por 15 anos a partir da inauguração. As parcelas seriam corrigidas anualmente pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mais acréscimo real de 5%.

Pouco depois, foi preparado um material em inglês para empresas estrangeiras e obtido pelo blog que calculava o valor dos “naming rights” em  11.437.889 de euros anuais (cerca de R$ 43,9 milhões em valores atuais). O cálculo era feito com base no impacto que a propaganda poderia ter em determinado grupo de pessoas, entre outros fatores. Foi usada pesquisa realizada pelo Datafolha em 2011 estimando em 31.191.435 o número de corintianos no Brasil.

Rosenberg (primeiro à esq.) adota cautela em negociação dos naming rights da Arena. Imagem: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Trecho curioso do mesmo material traz levantamento sobre a quantidade de pessoas que assistiram a shows no estádio do rival São Paulo em 2011. O cálculo aponta público de 728 mil pessoas em 11 sessões no Morumbi. Sob o argumento de que eventos com capacidade de atrair essa plateia poderiam acontecer em Itaquera, o documento estipula como valor final dos “naming rights” da casa corintiana em 11.704.899 euros anuais (aproximadamente R$ 49 milhões atualmente). Só que a direção corintiana sempre disse que não pretende organizar apresentações musicais no local.

Essa não foi a única vez em que os corintianos recorreram à língua inglesa na tentativa de tornar seu produto mais atraente. Em abril de 2015, o clube encomendou um estudo sobre o valor da propriedade na “Kellogg School Management” na Northwestern Univerity, nos Estados Unidos.

Em abril de 2015, o acordo para a exploração dos naming rights por um fundo de investimentos esteve perto de ser fechado. A torcida escolheria o nome do estádio e o fundo lucraria com a venda de produtos e serviços como cartões de descontos para os torcedores. No final das tratativas, porém, houve desacerto entre as partes e o negócio fracassou. O preço estipulado era de R$ 320 milhões por 15 anos de contrato.

Calejada depois de tantas dificuldades, a diretoria do Corinthians tem evitado estipular prazos para concretizar o sonho do nome próprio para seu estádio. Essa cautela fica clara nas respostas de Rosenberg ao blog sobre o tema. Confira abaixo.

Blog – A previsão inicial  era de vender os “naming rights” em quanto tempo?
Luís Paulo Rosenberg – No menor prazo possível.

Blog – Quais as principais causas que impediram a venda?
Rosenberg – Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura de recursos de publicidade.

Blog – Por contrato, uma eventual receita  com os “naming rights” deve ser repassada para a Caixa ou para amortizar a dívida com a Odebrecht?
Rosenberg – Abater a dívida com a Caixa.

Blog – Qual o impacto da não venda no clube?
Rosenberg – Nenhum. O impacto é no fundo da arena: quanto antes vendermos, mais cedo receberemos as “sobras” de arrecadação de ingressos que decorrerão do aumento de receita.

Blog – Hoje, o clube negocia com quantas empresas?
Rosenberg – Várias.

Blog – Há previsão de quando devem ser vendidos os “raming rights”?
Rosenberg – Vide resposta à pergunta 1 [no menor prazo possível].

Blog –  Quanto o clube paga de juros por mês pelo financiamento?
Rosenberg – Algo menos do que 1% ao mês.