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Oposição corintiana se movimenta para cobrar ação contra Odebrecht

Leia o post original por Perrone

Conselheiros de grupos oposicionistas do Corinthians recolhem assinaturas para tentar marcar reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com o objetivo de emitir uma posição oficial do órgão sobre eventual ação contra a Odebrecht. A discussão se refere a supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a construção da arena alvinegra e também a obras que a construtora teria deixado de fazer ou executado de maneira incorreta, de acordo com resultado de auditoria encomendada pelo clube.

São necessárias 50 assinaturas de membros do conselho para que a sessão seja marcada. Caso ela aconteça e a maioria decida que o clube deve acionar a empresa, o resultado será enviado para a diretoria. O entendimento desses conselheiros é de que só a direção, sob orientação do presidente Andrés Sanchez, pode tomar a decisão de acionar ou não a construtora. Porém, a aprovação deixaria o cartola pressionado politicamente.

Odebrecht e Andrés sempre negaram terem sido cometidas irregularidades no projeto da casa própria corintiana. A construtora também nunca reconheceu  o resultado da auditoria. E afirma que deixou de fazer parte das obras por conta de um estouro no orçamento, mas em acordo com o Corinthians. Alega ainda que respeitou rigorosamente o contrato.

Trecho do requerimento que está sendo assinado diz que ação, se concretizada, visaria a “apuração de eventuais ilícitos cometidos na construção da Arena Corinthians, bem como pendências sobre obras inacabadas e com defeitos”.

O documento não cita quais seriam os supostos ilícitos, porém, recentemente, como mostrou o blog, conselheiros do grupo de oposição Frente Liberdade Corintiana foram à Justiça Federal para tentar tirar o sigilo de um inquérito no qual ao menos um dirigente corintiano estaria sendo investigado por supostamente receber dinheiro da Odebrecht em esquema de caixa 2.

A medida foi tomada depois de o jornal “O Estado de S.Paulo” publicar reportagem apontando o envolvimento de André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do Corinthians e homem de confiança do presidente Andrés Sanchez, no caso. A acusação é relacionada à campanha do agora novamente presidente do Corinthians a deputado federal.

O advogado de André, Júlio Clímaco, nega que seu cliente tenha recebido valores da Odebrecht e cometido irregularidades. Andrés não fala com o blog, mas afirma publicamente não ter existido caixa 2 em sua campanha e nem falcatruas envolvendo a construção do estádio.

Outro trecho do requerimento diz que o pedido “fundamenta-se no que foi deliberado em reunião desse conselho no dia 4 de fevereiro de 2019 tendo transcorrido o prazo de três meses acordado com o diretor presidente da diretoria do Sport Club Corinthians Paulista para tentar uma solução amigável junto à construtora. Caso seja aprovada a proposta (de ir à Justiça), esta servirá de posição oficial do Conselho Deliberativo, a fim de ser remetida à diretoria para a devida análise dentro de seu poder discricionário”.

Em fevereiro, Andrés afirmou em encontro do órgão que estava perto de fechar um acordo com Odebrecht e Caixa sobre eventuais pendências. O trato evitaria o risco de uma longa disputa judicial.

A discussão no conselho deliberativo sobre o acionar a construtora na Justiça é antiga, assim como a pressão de conselheiros para que a diretoria tome esse caminho.

Se eu ganhasse na loteria, pagaria o estádio do Timão!

Leia o post original por Craque Neto

Ah, sei que falar é fácil. Quero ver fazer. Mas fiquei com esse sentimento hoje durante o programa ‘Os Donos da Bola’ da Band. O duro é que mesmo que eu fosse o vencedor da loteria – e olha que fizemos um baita bolão com a nossa equipe – mesmo assim a grana do prêmio não daria pra pagar o estádio. É brincadeira? Ou seja, a diretoria do Corinthians criou algo tão megalomaníaco que nem uma bolada de loteria consegue pagar. Mas sinceramente gostaria de ser esse paladino meio doido que salvaria a Fiel. E com a Arena chamando JOSÉ […]

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Ayrton Senna impregna Arena Corinthians como se tievesse jogado pelo clube

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Ayrton Senna e Corinthians protagonizam um caso não muito frequente de associação entre futebol e Fórmula 1.

Pilotos que exibem suas paixões por times de futebol temos aos montes. Mas um estádio decorado com camisas de um grande campeão do automobilismo e de um clube ao mesmo tempo virou característica da arena Corinthians.

A Fiel sempre idolatrou Ayrton. Mas ganhou nova forma para unir suas duas paixões com o lançamento da terceira camisa do time no ano passado em homenagem ao tricampeão mundial de F-1, que era torcedor corintiano.

Hoje, o estádio na zona leste é também um local de reverência a Senna, que se destaca com outros personagens que jogaram pelo time, como Sócrates.

Para se ter ideia da relevância da ligação entre “sennismo” e “corintianismo” basta lembrar que a nova camisa número 1  alvinegra homenageia o ex-atacante Ronaldo, um dos principais ídolos da Fiel com a bola nos pés.

Oposição corintiana critica contas e fala em gasto de R$ 20,6 mi com Araos

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Na noite deste sábado (13), o Movimento Corinthians Grande (MCG), uma das alas oposicionistas no clube, divulgou em suas redes sociais manifesto se posicionando contra a aprovação das contas referentes a 2018. O balanço será votado na próxima segunda (15). O grupo alega falta de informações sobre os números relativos à arena alvinegra no relatório financeiro para justificar sua posição. Porém, cita preocupação com os gastos na aquisição de jogadores e aponta um investimento de R$ 20,6 milhões em Ángelo Araos, que veio da Universidad de Chile e é pouco aproveitado por Fábio Carille. Os opositores também cravam que o alvinegro desembolsou R$ 52,9 milhões na aquisição de atletas em 2018.

Apesar de pedir a reprovação do balanço, o MCG afirma que a apresentação dos números operacionais foi “detalhista, acompanhada de parecer de uma renomada auditoria sem ressalvas”, além de terem sido aprovados pelos conselhos fiscal e de orientação por unanimidade. Os oposicionistas também escreveram que “não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a ser cada vez mais vigilantes”.

Matias Antonio Romano de Ávila, diretor financeiro corintiano, não confirmou os números apresentados pelos oposicionistas e disse que não pode se manifestar “antes da aprovação” do balanço. “Será aprovado com louvor, pois está tudo demonstrado com a maior transparência. Esta chapa será sempre oposição à atual administração”, declarou o dirigente. Na última eleição, vencida por Andrés Sanchez, o MCG lançou Felipe Ezabella como candidato à presidência.

O MCG diz que “a despeito de nossa justa posição financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas”. Além de Araos, o comunicado descreve gastos de R$ 9,8 milhões com Richard, reserva do time, e de R$ 6,6 milhões com Douglas, emprestado ao Bahia. Também foram relacionadas compras de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões), Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). Nenhum valor foi confirmado pelo diretor financeiro.

Arena

Os opositores dizem não existir motivos para a não apresentação de informações sobre os números do estádio alvinegro no balanço. E sustentam que em 2018 o clube gastou quase R$ 8 milhões acima do previsto com a arena. Isso sem contar a receita obtida com bilheteria.

Ávila respondeu assim: “em relação aos custos e compromissos da Arena, eles não passam pelo balanço do clube. São administrados pelo fundo da arena, não pelo Clube.
Em relação a custos da Arena estavam orçados R$ 23 milhões, mas foram gastos menos de R$ 8 milhões. Exemplos de gastos: gramado, sócio-torcedor e outras atividades que não têm nada a ver com jogos”.

Abaixo, lei na íntegra o comunicado do MCG.

“Neste dia 15 de abril, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne para votar as contas do clube relativas à 2018.
Desde já, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTJRA a aprovação das contas pela completa falta de informações sobre os números da Arena Corinthians no Balanço Financeiro de 2018.
Não há sequer UMA justificativa para a não prestação das contas da Arena Corinthians aos conselheiros, associados, torcedores e patrocinadores.
Queremos registrar que a apresentação dos números operacionais foi detalhista, acompanhada de parecer sem ressalvas de uma renomada auditoria, além de pareceres do conselho fiscal e do CORI, aprovados por unanimidade.
Não há nada que sugira qualquer deslize de conduta. Entretanto, os números mostram preocupantes problemas de gestão, que nos obrigam a sermos cada vez mais vigilantes.
Listamos aqui:
1. Arena
O MCG, com frequência, envia ofícios de solicitação de informações analíticas da Arena, apresentação prometida até em reuniões do conselho e nunca exibidas.
As notas explicativas apresentam um resumo que não permite projeções sobre a saúde e condições efetivas de honrarmos nossos financiamentos da arena.
Uma das propostas primordiais da Arena Corinthians era a de não necessitar recursos do clube, a não ser o de bilheteria. Como se pode ler nas notas explicativas, não é o que está acontecendo. Em 2018, a arena custou para o clube quase R$ 8 milhões a mais do que o combinado.
2. Despesas
Apesar das frequentes declarações da diretoria executiva sobre a redução e contenção de despesas, a realidade de 2018 mostra-se BEM distinta.
Se compararmos 2018 com 2017, as despesas de “pessoal” no futebol subiram 11%; as de “serviços de terceiros” cresceram 22%. Na linha de “gerais administrativos”, o valor subiu 36%.
No clube social, as despesas de “pessoal” cresceram 11%; as de “serviços de terceiros” subiram 7%. Os gastos com “gerais administrativo” tiveram um aumento de 19%.
É inaceitável.
3. Investimento em atletas
A despeito de nossa justa situação financeira, foram realizados diversos investimentos em atletas.
Os exemplos foram as negociações dos atletas Ángelo Araos (R$ 20,6 milhões); Richard Coelho (R$ 9,8 milhões) e de Douglas (R$ 6,6 milhões), além das aquisições de parcelas dos direitos federativos de Juninho Capixaba (R$ 6 milhões); Mateus Vital (R$ 5,5 milhões), Marllon (R$ 2,3 milhões) e Fessin (R$ 2 milhões). O total destas aquisições foi de R$ 52,9 milhões.
Esses investimentos preocupam ainda mais a partir do momento que o custo atletas/receitas gira em torno de 80%, delicado número para quem optou pela Lei do Profut. O Profut é importante porque refinancia os débitos dos times com o Governo Federal.
4. Resultados
Como consequência da não adequação das despesas, o déficit ajustado do clube, hoje, alcança R$ 40,5 milhões – equivalente a 10% da receita operacional.
5. Endividamento
Como resultado do excesso de despesas e investimentos, nosso endividamento sofreu forte impacto, que inclusive nos levou a considerar obter empréstimos de agentes de jogadores.
Carlos Leite e Giuliano Bertolucci continuam sendo nossas fontes financiadoras! (Nota do blog: o atual diretor financeiro nega que em sua gestão tenham sido feitos empréstimos com empresários.)
Baseados nos fatos descritos no balanço, mesmo reconhecendo a acuidade técnica da apresentação, o Movimento Corinthians Grande se manifesta CONTRÁRIO à aprovação das contas.
O Corinthians não pode conviver com orçamentos não cumpridos.Temos uma arena a pagar. É preciso austeridade e transparência”.

‘Caso Clayson’ é o terceiro ‘gol contra’ do Corinthians em 2019

Leia o post original por Perrone

O “caso Clayson” entra para a lista de problemas que o Corinthians arrumou para ele mesmo neste ano. São “gols contra” que o clube fez, como se fosse seu próprio adversário. Abaixo, veja três oportunidades em que isso aconteceu.

Clayson

Imagens divulgadas pela Corinthians TV sobre os bastidores da classificação do time para a final do Campeonato Paulista mostram o atacante provocando o árbitro do jogo com o Santos. “Chupa, (Rafael) Claus”, disse o atacante, entre outros disparos. A provocação não tinha se tornado pública até a iniciativa do próprio clube. Depois disso, o jogador entrou na mira do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva).

Minutos depois da divulgação, o clube retirou o vídeo de seu canal no YouTube e publicou uma nova versão sem a ofensa de Clyason ao juiz.

Gramado

Depois das finais do Campeonato Paulista, a Arena Corinthians deve ficar um tempo sem jogos para a recuperação de seu gramado. O problema é decorrente da decisão do clube de alugar o estádio para a realização do Monster Jam (competições com caminhões).

Em 2017, o alvinegro aproveitou que a grama precisaria ser replantada e negociou a realização do evento na terra. Porém, em 2018, foi tomada a decisão de receber a atração sobre o gramado. E em duas sessões, uma a mais do que na temporada anterior.

A grama foi protegida por uma cobertura durante a competição em dezembro. Mas já em janeiro jogadores começaram a reclamar do gramado. Não só adversários. Cássio se queixou mais de uma vez e chegou a relacionar sua dificuldade na reposição de algumas bolas a buracos no campo. Atletas de outras equipes também se queixaram de uso de terra em algumas partes do campo afetadas.

Os responsáveis pelo gramado identificaram que o fato de ele ficar abafado durante o Monster Jam provocou a proliferação de um fungo que o prejudicou. Como a decisão foi interromper as atividades em Itaquera para solucionar o problema, o Corinthians começará a jogar o Brasileiro sem poder atuar em sua casa. Isso como resultado de uma iniciativa tomada pelo próprio clube.

“Corinthianismo”

A campanha desenvolvida pelo departamento de marketing do alvinegro e que compara torcer pelo clube a uma religião incluiu um escudo estilizado. A peça, passou a ser usada em comunicados oficiais da agremiação. A ação fez conselheiros acusarem a diretoria de desrespeitar o estatuto. Isso porque o distintivo não pode ser alterado sem autorização do Conselho Deliberativo.

A decisão foi de não usar mais o símbolo estilizado em comunicações oficiais, evitando problemas internos. A campanha também foi alvo de protestos de religiosos.

 

Opinião: ministro espalha fake news sobre pênaltis roubados em Itaquera

Leia o post original por Perrone

O Corinthians foi ofendido de maneira gratuita e repugnante pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento dele na FGV (Fundação Getúlio Vargas). O problema está no fato de ele dizer que o Corinthians ganha Campeonato Brasileiro porque toda hora tem um pênalti roubado a seu favor, não por ele citar Lula com responsável pela construção da arena do clube e dizer que ninguém consegue pagar pela obra.

Guedes foi deselegante ao falar da construção da casa corintiana, mas não mentiu ao relacionar o ex-presidente à sua existência. Andrés Sanchez, presidente corintiano, já cansou de dizer publicamente que o petista foi fundamental para a obra sair do papel. Também é publica a dificuldade que o alvinegro enfrenta para pagar as pagar a dívida gerada pela construção. A direção, porém, sustenta que não há atrasos.

Mas Guedes espalhou fake news ao falar que o Corinthians ganhou títulos brasileiros porque sempre marcam pênaltis inexistentes a seu favor em Itaquera. Mentira deslavada. O time do Parque São Jorge já foi favorecido e prejudicado pela arbitragem em sua casa e nos outros estádios em que joga. Acontece com todos os clubes.

A fala do ministro é incompatível com a responsabilidade carregada por sua pasta. Mas é compatível com o governo de Jair Bolsonaro, acusado de usar fake news para ganhar a eleição e para continuar tentando desmoralizar seus detratores. Guedes faz coro com colegas de gestão, incluindo o presidente, marcados por criarem polêmicas desnecessárias.

Torcedor falar em apito amigo corintiano é do jogo. Mas esse não é o papel de um ministro durante uma palestra na qual tratava de assuntos sérios. Até parecia, mas ele não estava tomando um chopinho com amigos. Guedes só aumentou a coleção de gafes do atual governo. Desta vez, com uma dose de preconceito contra os corintianos na opinião deste blogueiro.

Areia, lama e grama rala ‘enterram’ fama do gramado da Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Em pouco menos de cinco anos, o gramado da Arena Corinthians foi de exemplar a motivo de críticas de jogador do próprio clube e de adversários. A decadência do campo, até então, motivo de orgulho dos alvinegros, é pontuada por queixas de grama rala e excesso de terra para cobrir supostas falhas.

No último domingo, o goleiro Cássio e o atacante santista, Rodrygo, reclamaram publicamente da situação da grama, após o clássico entres as esquipes pelo Campeonato Paulista. No entanto, o blog apurou que comentários sobre problemas com o campo também foram feitos internamente por jogadores do São Paulo após a derrota por 2 a 1 para o rival pelo Estadual, no mês passado.

Entre os são-paulinos, ainda conforme apuração do blog, o comentário interno foi de que o gramado estava duro, ralo e que as falhas estavam cobertas com areia e algo similar a um corante verde.

Cássio, por sua vez, “jogou areia” publicamente na fama do gramado alvinegro. “Até nos próprios gols tem muita areia, difícil, tento pegar na bola mas a bola não sai bem”, disse o ídolo corintiano ao explicar uma falha no clássico com o Santos.

Também depois do empate sem gols entre os rivais alvinegros, o santista Rodrygo se queixou. “O gramado está muito diferente do que (aquele em) que jogamos no ano passado, cheio de lama, meio estranho ali no meio”, afirmou o jogador do Santos ao SporTV.

O blog procurou a World Sports, empresa responsável pelo gramado do estádio corintiano, mas foi informado de que, por conta de cláusula contratual, a empresa só poderia se manifestar por intermédio do clube. Já a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que não comentaria o assunto.

No final de janeiro, Andrés Sanchez, presidente alvinegro, declarou que o gramado estava prejudicado por um fungo que o atacou. O discurso interno da diretoria atualmente é de que a situação do campo melhorou e que ele estará bom para os mata-matas do Campeonato Paulista.

Saber reagir

Leia o post original por Rica Perrone

As vezes nós esquecemos que estamos discutindo futebol e nos tornamos insensíveis chatos que só enxergam números na frente. 442? 352? É centroavante? É o goleiro? Onde está o problema? Em vários lugares. É óbvio. Mas além de todo trabalho do elenco e comissão técnica, o futebol requer algo mais. E esse “algo mais” pode…

Promessa já dura 7 anos: por que Corinthians pena para vender naming rights

Leia o post original por Perrone

Imagem: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Hoje (6 de fevereiro) seria dia de cantar parabéns no Corinthians, não fosse constrangedora a data completada. Faz sete anos que Andrés Sanchez afirmou que estava perto de serem vendidos os “naming rights” da arena do clube em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo. “Isso já está bem adiantado. Depois que o novo presidente ganhar (a eleição) em 30, 40 dias sai o ‘naming rights’. afirmou o cartola na ocasião.

De lá para cá, ele foi eleito deputado federal, já cumpriu o mandato, viu seus aliados Mário Gobbi e Roberto de Andrade presidirem o alvinegro, voltou à presidência e nada de o nome do estádio ser negociado.

A lista de empresas com as quais o clube tentou negociar a propriedade mais valiosa da arena é grande. Seguradora Zurich, Hyundai, Etihad Airways, Qatar Airways, MetLife, Brasil Kirin, Visa, Caixa Econômica, Jeep e Huawey estão entre elas. Houve até estudo em universidade americana e levantamento dos públicos em shows no Morumbi usados, em vão, como recursos para tentar fechar negócio.

“Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura dos recursos de publicidade” são as principais causas para a venda ainda não ter acontecido na opinião de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube e um dos idealizadores do projeto da arena (no final do post veja sete perguntas respondidas por ele sobre o assunto).

A não venda impacta diretamente no pagamento do financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES feito por meio da Caixa Econômica. Por contrato, o dinheiro eventualmente arrecadado com a negociação deve ser usado para o pagamento da dívida com a Caixa. Ou seja, se os direitos sobre o nome do estádio tivessem sido negociados, o débito poderia ser quitado em menos tempo. Na semana passada, em entrevista para a ESPN Brasil, Rosenberg afirmou que atualmente há um déficit de R$ 12 milhões anuais entre receitas e despesas da arena.

O primeiro preço colocado nos “naming rights” foi de R$ 40 milhões por ano. Nesse modelo, o comprador daria o nome à arena durante o período que ainda faltava para a construção terminar e por 15 anos a partir da inauguração. As parcelas seriam corrigidas anualmente pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mais acréscimo real de 5%.

Pouco depois, foi preparado um material em inglês para empresas estrangeiras e obtido pelo blog que calculava o valor dos “naming rights” em  11.437.889 de euros anuais (cerca de R$ 43,9 milhões em valores atuais). O cálculo era feito com base no impacto que a propaganda poderia ter em determinado grupo de pessoas, entre outros fatores. Foi usada pesquisa realizada pelo Datafolha em 2011 estimando em 31.191.435 o número de corintianos no Brasil.

Rosenberg (primeiro à esq.) adota cautela em negociação dos naming rights da Arena. Imagem: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Trecho curioso do mesmo material traz levantamento sobre a quantidade de pessoas que assistiram a shows no estádio do rival São Paulo em 2011. O cálculo aponta público de 728 mil pessoas em 11 sessões no Morumbi. Sob o argumento de que eventos com capacidade de atrair essa plateia poderiam acontecer em Itaquera, o documento estipula como valor final dos “naming rights” da casa corintiana em 11.704.899 euros anuais (aproximadamente R$ 49 milhões atualmente). Só que a direção corintiana sempre disse que não pretende organizar apresentações musicais no local.

Essa não foi a única vez em que os corintianos recorreram à língua inglesa na tentativa de tornar seu produto mais atraente. Em abril de 2015, o clube encomendou um estudo sobre o valor da propriedade na “Kellogg School Management” na Northwestern Univerity, nos Estados Unidos.

Em abril de 2015, o acordo para a exploração dos naming rights por um fundo de investimentos esteve perto de ser fechado. A torcida escolheria o nome do estádio e o fundo lucraria com a venda de produtos e serviços como cartões de descontos para os torcedores. No final das tratativas, porém, houve desacerto entre as partes e o negócio fracassou. O preço estipulado era de R$ 320 milhões por 15 anos de contrato.

Calejada depois de tantas dificuldades, a diretoria do Corinthians tem evitado estipular prazos para concretizar o sonho do nome próprio para seu estádio. Essa cautela fica clara nas respostas de Rosenberg ao blog sobre o tema. Confira abaixo.

Blog – A previsão inicial  era de vender os “naming rights” em quanto tempo?
Luís Paulo Rosenberg – No menor prazo possível.

Blog – Quais as principais causas que impediram a venda?
Rosenberg – Virada recessiva da economia brasileira e ascensão do digital sobre o analógico na captura de recursos de publicidade.

Blog – Por contrato, uma eventual receita  com os “naming rights” deve ser repassada para a Caixa ou para amortizar a dívida com a Odebrecht?
Rosenberg – Abater a dívida com a Caixa.

Blog – Qual o impacto da não venda no clube?
Rosenberg – Nenhum. O impacto é no fundo da arena: quanto antes vendermos, mais cedo receberemos as “sobras” de arrecadação de ingressos que decorrerão do aumento de receita.

Blog – Hoje, o clube negocia com quantas empresas?
Rosenberg – Várias.

Blog – Há previsão de quando devem ser vendidos os “raming rights”?
Rosenberg – Vide resposta à pergunta 1 [no menor prazo possível].

Blog –  Quanto o clube paga de juros por mês pelo financiamento?
Rosenberg – Algo menos do que 1% ao mês.

Quadros de Lula e homenagem a Emílio Odebrecht viram alvos no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Quadro no Parque São Jorge com caricatura de Lula e outros corintianos famosos Foto: Arquivo pessoal de Ricardo Buonomo

Reflexos da Operação Lava Jato chacoalharam reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians na última terça (11). Três requerimentos foram apresentados por conselheiros pedindo medidas em relação a personagens envolvidos na investigação.

Os pedidos são para a retirada de dois quadros do clube com caricaturas do ex-presidente Lula, cancelamento de título de sócio benemérito dado a Emilio Odebrecht, patriarca da construtora protagonista do escândalo de corrupção, e afastamento do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) da diretoria corintiana.

A iniciativa contra os desenhos em homenagem a Lula foi do conselheiro Ricardo Buonomo. As peças estão no ginásio principal do alvinegro e numa lanchonete da sede corintiana.

“Haja visto que os mesmos (quadros) denigrem a imagem do clube, pois é fato que diversos torcedores rivais comparecem em nosso clube para assistirem a jogos no ginásio, além de outros eventos nas dependências do clube, sendo que muitos já tiraram fotos e fizeram vídeos dos aludidos quadros, postaram nas redes sociais e divulgaram em grupos de WhatsApp com os seguintes dizeres: ‘o ídolo deles é um presidiário’, ‘ganharam a arena do Lula, tem que colocar no quadro mesmo’. Esses são alguns exemplos das mais diversas piadas que acabam circulando, denegrindo a imagem do Corinthians”, escreveu Buonomo no documento.

Em outro trecho ele diz ser salutar para o alvinegro demonstrar não ter vínculos com o ex-presdidente preso em Curitiba. O conselheiro também afirmou que foi procurado por sócios pedindo o sumiço das caricaturas.

“Desta maneira, acredito no bom senso do presidente Andrés Navarro Sanchez para que providencie a imediata retirada dos quadros em questão”, diz a parte final do requerimento.

Ao blog, Buonomo afirmou que, se os quadros não forem retirados, ele vai pedir para que a medida seja votada pelos conselheiros durante nova reunião do órgão. O pedido foi endereçado a Sanchez e ao presidente do conselho alvinegro, o deputado Antônio Goulart dos Reis, colega do presidente corintiano como deputado federal.

Homenagem contestada

O disparo na direção de Emílio Odebrecht partiu do conselheiro Romeu Tuma Júnior, ex-candidato à presidência do Corinthians. Ele alega que o empresário não preenchia requisitos previstos no artigo 29 do regimento interno do Conselho Deliberativo para poder ganhar o título de associado benemérito em 2013. O empenho dele na construção do estádio corintiano por meio da empresa de sua família foi um dos motivadores da honraria.

Ser sócio por 20 anos seguidos e conselheiro por dois mandados são as exigências que Tuma alega não terem sido cumpridas. Além da questão técnica, o pedido se refere a fatos ligados a Lava Jato e envolvendo Emílio.

“Não é admissível manter um preso, réu confesso e delator do maior esquema de corrupção da história do Brasil como sócio intitulado benemérito”, afirma o conselheiro em parte do documento.

Tuma pediu para que seu pedido fosse votado já na reunião da última terça, mas Goulart respondeu que o caso só será debatido na próxima sessão do órgão, em fevereiro.

Afastamento

Um dia antes da reunião do conselho, o blog revelou movimentação de membros do órgão para pedir o afastamento temporário de Vicente Cândido, ex-dirigente da CBF e atualmente diretor de relações institucionais e internacionais do clube.

Na sessão, o conselheiro Carlos Eduardo Garcia de Miguel apresentou requerimento pedindo que o dirigente fique afastado de seu cargo até ser concluída investigação iniciada após delações que o envolveram na Lava Jato.

Delatores ligados a Odebrecht afirmam que ele recebeu, por meio de caixa 2, R$ 50 mil da construtora para sua campanha a deputado em 2010. A empresa teria interesse na ajuda dele em questões envolvendo financiamento relativo a fundos para a construção da Arena Corinthians.

Cândido nega ter cometido irregularidades. Por meio de sua assessoria de imprensa, antes de o pedido ser protocolado no conselho, o deputado e dirigente afirmou conhecer o assunto, mas considerar o tema irrelevante.

“Ainda que ele não seja culpado, essa situação denigre a imagem do clube. É um diretor que precisa se relacionar com outras instituições. Ele mesmo poderia pedir para se afastar enquanto as investigações são feitas. Falei no conselho: ‘as empresas que têm departamento de compliance não vão querer negociar camarote, naming rights e patrocínio com quem tem um diretor nessa situação”, declarou Miguel ao blog.

O tema também não foi colocado em pauta e deve ser discutido no encontro de fevereiro. Procurado, Goulart não atendeu aos telefonemas e nem respondeu às mensagens de texto.