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Cartolas corintianos miram reunião de Andrés com presidente da Caixa

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A diretoria do Corinthians tenta agendar reunião entre o presidente do clube, Andrés Sanchez, e Pedro Guimarães, que preside a Caixa Econômica Federal.

Os que defendem esse encontro entendem que se trata da melhor forma para tentar acabar com o impasse e fechar um acordo entre a instituição financeira e a Arena Itaquera S.A., ligada à agremiação é à construtora Odebrecht.

Alegando inadimplência, o banco executou na Justiça a empresa criada para viabilizar a construção da arena alvinegra. Foi cobrada antecipadamente a dívida referente aos 400 milhões financiados pelo BNDS por meio da Caixa para quitar parte dos gastos da construção.

Com multas que o banco entende ter o direito de cobrar, o valor exigido é de R$ 536 milhões.

As partes já pediram três vezes a suspensão do processo para tentar o acordo. Como mostrou o blog, o último pedido foi aceito pela justiça em 5 de fevereiro. A suspensão vale por 60 dias.

Por mais de uma vez, os cartolas corintianos entenderam que o acordo estava próximo. Porém, o impasse permanece principalmente porque o clube se recusa a pagar parte das multas. A esperança é que, caso encontre  Guimarães, Sanchez consiga convencer o executivo a aceitar os argumentos alvinegros.

‘Clã’ de Zé Dirceu tem três integrantes com emprego no Corinthians

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O ex-ministro José Dirceu, amigo antigo de Andrés Sanchez, tem três filhas (uma biológica e duas “de coração”) trabalhando no Corinthians.

Já era é de conhecimento público que Joana Saragoça, filha biológica do político, atua na área financeira da arena alvinegra. No entanto, o blog apurou que Catarina e Carolina Ramos, tratadas por José Dirceu como filhas, também trabalham para o Corinthians.

As duas são filhas de outro relacionamento de Márcia de Fátima Ramos, uma das ex-mulheres do ex-ministro e que faleceu em 2013. Ambas tratam Zé Dirceu como pai.

Conforme apuração do blog, Carolina atua no departamento de marketing, e Catarina trabalha na área de comunicação do clube.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians confirmou que ambas são funcionárias da agremiação, mas não especificou suas funções e áreas.

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que as profissionais citadas pela reportagem trabalham para a agremiação. Joana na Arena Corinthians. Catarina e Carolina são oriundas da equipe de atendimento do Fiel Torcedor, antes operada por terceiro, e foram absorvidas pelo clube junto com outros 53 profissionais”, diz a nota oficial enviada ao blog.

As seguintes perguntas feitass Catarina e Carolina também não foram respondidas:

“Elas foram indicadas por alguém ou passaram por processo de seleção? Têm formação e experiência na área?”.

Por meio de aplicativo de celular, este blogueiro enviou esta mensagem para Catarina, na última quarta (19):

“Estou fazendo uma reportagem sobre, além da Joana, Zé Dirceu ter outras duas filhas, você e sua irmã Carol trabalhando no Corinthians. Para não escrever nada errado, gostaria que me contassem as trajetórias de vocês até chegarem no clube e falassem sobre seus trabalhos. Podemos conversar?”.

“Estou em uma reunião, já te dou um retorno”, respondeu Catarina. No entanto, ela não se comunicou mais com o blog e nem atendeu às ligações. Carina não foi localizada pela reportagem.

De acordo com a resposta dada pela assessoria de imprensa do clube, ambas trabalhavam na Omni. A empresa foi contratada pelo Corinthians na primeira gestão de Andrés Sanchez para gerir o programa de sócio-torcedor. A data da contratação das duas não foi revelada.

Em dezembro de 2018, a IBM foi anunciada como nova gestora do Fiel Torcedor. Ou seja, depois disso Carolina e Catarina teriam sido incorporadas ao quadro de funcionários do Corinthians. No entanto, a Omni ainda exerce algumas atividades no clube.

Parte dos conselheiros alvinegros critica Sanchez faz tempo afirmando que, muitas vezes, o presidente corintiano prioriza a contratação de pessoas ligadas a seus amigos. Ele supostamente deixaria critérios profissionais em segundo plano. O dirigente não fala com o blog, por isso não foi possível ouvi-lo sobre o tema.

Um exemplo citado pelos críticos é o fato de uma filha do conselheiro Manoel Evangelista, o Mané da Carne, um dos homens de confiança do presidente, também trabalhar para o clube. Nesse caso, após fazer um estágio no departamento de marketing.

Andrés já tinha amizade com Zé Dirceu, condenado na Lava Jato e no Mensalão, antes mesmo de se eleger deputado federal pelo PT.

O cartola também se aproximou de Lula, que atuou para ajudar a convencer a Odebrecht a participar do projeto de construção da Arena Corinthians. O ex-presidente da República, aliás, também teve um filho trabalhando no alvinegro. Luís Cláudio foi contratado em 2009, na passagem anterior de Andrés pela presidência do clube.

Dutovia de etanol passará em área da Arena Corinthians com ‘risco baixo’

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Foto: Diego Canha

A imagem é intrigante. Uma placa avisa: “não escavar, risco de explosão, risco de incêndio”. Ao lado do alerta, que se refere a dutos da Petrobras enterrados na região, descansa uma máquina usada justamente em escavações. Ao fundo está a Arena Corinthians, de portões abertos para saída de seus torcedores após a estreia do time no Campeonato Paulista, com vitória por 4 a 1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, na quinta-feira passada.

Para ver a cena era preciso ter curiosidade e se esforçar com o objetivo de enxergar o que estava atrás dos tapumes.

Após respostas nada ou pouco esclarecedoras dadas por prefeitura, Corinthians e Transpetro, o esclarecimento sobre a obra foi dado ao blog pela Logum Logística S.A. (veja a nota completa no final do post), especializada em transporte de etanol por meio de dutos.

Segundo a empresa, os trabalhos fazem parte da construção de uma dutovia entre Guarulhos e São Caetano para o transporte de etanol.

Indagada sobre se há riscos, já que existem restrições a escavações no terreno, a Logum respondeu que “a construção da obra oferece risco baixo, assim como o duto na fase de operação, conforme avaliação efetuada pelos órgãos competentes na fase de obtenção das licenças ambientais”.

Ainda de acordo com Logum, a CCPS, empresa contratada por ela para tocar a obra, firmou um acordo com a administração da arena estabelecendo os horários adequados para o serviço. A operação não vai interferir na realização de jogos no estádio corintiano. A previsão é de que a obra termine em março.

Os trabalhos acontecem na mesma faixa em que estão dutos da Petrobras operados pela Transpetro, perto da entrada principal da arena. Eles não serão afetados.

Antes de a casa alvinegra ficar pronta, os antigos dutos geraram polêmica. Eles precisaram ser realocados para ficar um pouco mais distantes da área em que está o estádio. Porém, continuam no terreno que tem a arena em sua continuação. As obras acontecem na área que já não pertence ao estádio, apesar de os terrenos serem ligados.

A Logum é controlada por Copersucar (30%), Raízen (30%), Petrobras (30%) e Uniduto Logística (10%).

Mistério

Desde a última quinta, quando o blog viu os tapumes e o maquinário, até esta terça (28), os trabalhos perto dos dutos da Petrobras, no entorno da arena, ganharam um ar misterioso.

Ninguém sabia explicar exatamente o que estava sendo feito. Primeiro, o Corinthians informou se tratar de uma obra da Transpetro.

A empresa, no entanto, negou estar trabalhando no local. Num segundo contato, assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que o clube recebeu um comunicado da prefeitura de São Paulo informando que o local seria usado como canteiro de obras.

Já assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria de Subprefeituras diz desconhecer obra do município na área.

Após uma fonte informar ao blog a ligação da Logum com os trabalhos, a empresa esclareceu o assunto.

Abaixo, veja a resposta enviada por e-mail ao blog pela Logum, após questionamentos sobre a obra.

“O maquinário de escavação mencionado destina-se à obra especial que a CCPS, empresa contratada pela Logum, está executando na faixa de domínio da Petrobras, operada pela Transpetro no trecho de cruzamento com a entrada de acesso à Arena Corinthians, que será parte integrante da dutovia da Logum entre Guarulhos e São Caetano do Sul.

O objetivo da dutovia Logum é possibilitar o transporte de etanol entre Guarulhos e São Caetano do Sul, para fazer a entrega desse produto nos terminais das companhias distribuidoras Raízen, Ipiranga e BR Distribuidora. Com a conclusão dessa obra, se eliminará o transporte desse produto via caminhão, o que implicará na diminuição desse tráfego pesado pelas vias urbanas da região além de se evitar emissão de gases do efeito estufa para atmosfera.

O tempo estimado de duração dessa obra especial no local é março de 2020.

Ressaltamos que a Logum possui todas as licenças ambientais, alvarás de construção e demais autorizações de nível federal, estadual e municipal para construção da dutovia, incluindo todas as obras especiais. Adicionalmente a CCPS firmou um acordo com a administração da Arena Corinthians definindo os períodos adequados para execução da obra, que não interferirão com a realização de jogos e de outras atividades no local.  A construção da obra oferece baixo risco, assim como o duto na fase de operação, conforme avaliação efetuada pelos órgãos competentes na fase de obtenção das Licenças Ambientais”.

Corinthians usa conselho para tentar derrubar multa imposta pela Caixa

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O Corinthians usa seu Conselho Deliberativo como escudo para tentar dobrar a Caixa Econômica Federal (CEF) em busca de acordo para a execução judicial proposta pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Os representantes da agremiação argumentam que não podem aceitar um acordo no qual o alvinegro tenha que pagar multa por inadimplência porque os conselheiros não irão aprovar a medida.

A diretoria se comprometeu a pedir aprovação do conselho antes de tomar decisões relativas a seu estádio. Na ação de execução, a instituição financeira cobra da Arena Itaquera S/A, ligada ao clube e ao grupo Odebrecht, cerca de R$ 536 milhões.

Por conta de atrasos em parcelas, a Caixa exerceu cláusula que previa que ela poderia exigir o pagamento antecipado da dívida, com juros e multa, em caso de inadimplência. O dinheiro é referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES pela CEF para ajudar bancar as obras da Arena Corinthians. O cálculo teve como base a dívida em 22 de agosto, data em que a ação foi proposta.

Durante as negociações com o banco, o clube afirmou que a direção tem a informação de que os conselheiros não vão aprovar um trato no qual o alvinegro tenha que pagar multa. Isso pelo entendimento de que a partir do momento em que há um acordo as duas partes devem ceder e que não faria sentido manter uma punição financeira em caso de pacto. Até agora a tese não colou.

Além da redução do valor cobrado, o Corinthians fez uma proposta para a Caixa com novas quantias mensais a serem pagas pela Arena Itaquera e um novo prazo. Os detalhes são mantidos em sigilo. Para negociarem, as partes pediram a suspensão do processo duas vezes. Primeiro, no final de outubro, por 30 dias. No mês passado novo pedido foi feito para prorrogar a suspensão da execução por mais 60 dias.

Sem acordo entre Corinthians e Caixa sobre juros, perito deve ser acionado

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A diretoria do Corinthians mantém discurso de otimismo sobre às negociações com a Caixa Econômica Federal (CEF) para um acordo em relação à execução judicial movida pelo banco contra a Arena Itaquera S/A. Porém, ainda estão em aberto pontos cruciais, como cobrança de juros e multa por inadimplência.

As partes discutem a possibilidade de acionar um perito para analisar os juros cobrados até aqui e elaborar um parecer indicando qual valor deve ser estabelecido em seu entender. Essa é uma discussão que precede a ação judicial. Os corintianos já tentavam reduzir as taxas, o que a CEF rejeita.

Em outra divergência, o banco não recua de sua posição de cobrar cerca de R$ 536 milhões, quantia exigida na Justiça. Alegando inadimplência por pare da Arena Itaquera, a Caixa executou o valor total da dívida contando penalidades referentes a atrasos. O débito se refere ao empréstimo de R$ 400 milhões feitos junto ao BNDES por intermédio da CEF para bancar parte da construção da casa corintiana.

O  Arena Fundo de Investimento Imobiliário, dono da Arena Itaquera S/A, criada para colocar o projeto do estádio de pé, insiste para que no novo acordo seja levado em conta o que já foi pago até aqui. O fundo tem Corinthians e Odebrecht como acionistas.

No Parque São Jorge o entendimento é que, mesmo com discussões importantes ainda em andamento, há praticamente um consenso sobre o valor anual que será pago a partir do momento em que o trato for fechado. A quantia é mantida em sigilo. O prazo para a dívida ser quitada será maior ou menor dependendo do montante final ajustado.

Para ganharem tempo na costura de um  acordo, as partes envolvidas na disputa pediram no final de outubro a suspensão do processo por 30 dias e foram atendidas pela Justiça.

Corinthians consegue nova vitória contra cobrança da PM por segurança

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O Corinthians obteve nova vitória em ação para impedir a cobrança de taxa por parte da Polícia Militar pela segurança nos jogos do time como mandante. Desta vez, a 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo negou recurso ao Estado para tentar modificar decisão que considerou o pagamento irregular.

A publicação da intimação do acórdão foi feita nesta segunda (21) no Diário Oficial de São Paulo. A decisão manteve o entendimento de que o serviço de segurança pública é de natureza individual e indivisível, o que impede a remuneração por meio de taxa.

Em março do ano passado, em primeira instância, a Justiça já havia determinado a manutenção dos serviços prestados pelas polícia Civil e Militar nos jogos do clube sem a cobrança de taxa de segurança, considerada inconstitucional. O Estado ainda pode recorrer. Por meio de outro processo, o Corinthians tenta receber de volta os valores pagos à Polícia Militar pela segurança em suas partidas em casa nos últimos cinco anos.

Corinthians mira redução de juros sem alongar demais prazo para pagar Caixa

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Juros mais baixos do que os cobrados atualmente, mas que não impliquem num grande aumento no prazo de pagamento da dívida. Essa é uma das questões que o Corinthians tenta solucionar para apresentar uma proposta de acordo com a Caixa. Enquanto os corintianos tentam formular uma oferta, o processo de execução do banco contra a Arena Itaquera S/A segue e já teve pedido de bloqueio das contas da empresa, ligada ao clube e à Odebrecht.

Pelo contrato atual referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito pela Caixa junto ao BNDES para ajudar a pagar a construção do estádio alvinegro, os juros cobrados são de aproximadamente 9% ao ano, mas sobem para 12,68% anuais em caso de inadimplência, como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos.

O cálculo da diretoria corintiana é de que uma fórmula interessante seja a que permita o pagamento do débito com o banco estatal em até cerca de 12 anos a partir de agora. Essa projeção é feita com base no acordo discutido, mas não assinado com a Caixa e que previa parcelas de cerca de R$ 2,5 milhões entre novembro e fevereiro. No restante do ano seriam prestações de aproximadamente R$ 8 milhões. Assim, seriam pagos por volta de R$ 58 milhões anualmente.

Otimista após o primeiro encontro entre representantes do banco e da agremiação na última terça (1º), a direção corintiana avalia ser possível uma renegociação do financiamento perto desses moldes. A diminuição das parcelas nos meses de movimento menor em seu estádio é a prioridade do clube.

A Caixa alega que não foram pagas prestações entre março e agosto até a execução. Apontando cláusulas contratuais, pediu na Justiça a quitação antecipada da dívida, calculada pelos advogados do banco em R$ 536 milhões. Porém, nesse valor, há inclusão de multas.

Diante do pedido de bloqueio das contas da Arena Itaquera serão apresentados embargos declaratórios. Apesar do avanço da execução judicial, os representantes do Corinthians viram boa vontade da Caixa em negociar no primeiro encontro entre as partes.

Corinthians vê boa vontade da Caixa após reunião por conciliação

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A diretoria do Corinthians ficou otimista em relação às chances de um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF) depois da primeira reunião com o banco na tentativa de reconciliação. A instituição financeira executou judicialmente a Arena Itaquera S/A para receber antecipadamente pagamento de dívida de R$ 536 milhões. A empresa é ligada ao cube e à Odebrecht. O débito se refere ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da CEF para bancar parte das despesas da construção do estádio alvinegro.

Na avaliação da diretoria corintiana, na reunião desta terça (1º), representantes da Caixa demonstraram boa vontade em negociar uma nova forma de pagamento por parte do clube, evitando a continuidade da execução. Andrés Sanchez não participou da conversa em Brasília. O clube optou por enviar funcionários e deu tom mais técnico à discussão.

No encontro, o Corinthians reforçou que entende ser necessário um novo fluxo de pagamento para a Arena Itaquera S/A conseguir honrar as obrigações. A expectativa é de que o banco aceita algo semelhante ao acordo que avançou, mas não foi assinado e previa pagamentos inferiores nos meses de menos movimento no estádio. Entre novembro e fevereiro, seriam pagos cerca de R$ 3,5 milhões mensais. Nos demais meses, a prestação seria de aproximadamente R$ 6 milhões.

O entendimento no clube é de que uma arrastada briga na Justiça também não é de interesse da Caixa, o que reforça o otimismo em relação a um eventual acordo. Ainda não foi definida a data de uma nova reunião. A ideia é que o Corinthians monte uma proposta antes. Porém, enquanto isso, a Arena Itaquera S/A, com intensa participação do departamento jurídico alvinegro, seguirá sua defesa na ação de execução.

Procurado, o departamento financeiro corintiano não quis se pronunciar sobre o assunto. Já a assessoria de imprensa da CEF não respondeu ao questionamento feito pelo blog nesta segunda sobre o encontro até a publicação deste post.

Pressionado, Andrés se explica para grupo de conselheiros antes de reunião

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Nesta sexta (27), Andrés Sanchez se reuniu com conselheiros de diferentes correntes políticas do Corinthians e deu explicações sobre o acordo feito com a Odebrecht e a execução de dívida realizada pela Caixa em relação à Arena Itaquera S/A, vinculada ao clube e à construtora. Para pelo menos parte dos mais de dez participantes do encontro, tratou-se de uma prévia da sessão do Conselho Deliberativo marcada para a próxima segunda. Nela o presidente corintiano será sabatinado sobre os dois temas em meio a uma série de críticas feitas pela oposição.

Quatro dos presentes à reunião de sexta disseram ao blog terem saído do Parque São Jorge convictos de que Andrés tentou usar o encontro para diminuir o tom bélico que envolve o evento do conselho na segunda. O entendimento é de que com diálogo, explicações e exibindo documentos, o cartola pretendia acalmar os ânimos e começar a convencer conselheiros de que nada fez de errado. O quarteto, porém, mantém as críticas que tinha antes. Alguns dos participantes se sentiram desconfortáveis por fazerem parte de um grupo privilegiado que teve a oportunidade de questionar o presidente antes dos demais.

Setores da oposição acusam Sanchez de ter mentido ao dizer que o clube nada devia para Caixa, sendo que depois houve a execução. Essa cobrança foi feita na sexta-feira. O presidente manteve o posicionamento de que não mentiu.

Conselheiros que conversaram com o blog sobre o encontro afirmaram terem sido chamados pelo presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Goulart dos Reis, que não respondeu mensagem enviada pelo blog sobre o assunto até a publicação deste post.

Foram chamados para a conversa membros de comissões do Conselho responsáveis por temas específicos (arena e finanças, por exemplo). Também esteve presente Paulo Garcia, segundo colocado na última eleição no clube, mas que não faz parte desses grupos de trabalho. Andrés não fala com o blog, por isso foi impossível ouvi-lo  sobre seus objetivos com a conversa.

Fala de Andrés contraria expectativa da Caixa por tom amistoso para acordo

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Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Andrés Sanchez foi na contramão do clima de conciliação iniciado entre Caixa Econômica e Corinthians ao dizer que haverá um acordo, mas do jeito que o clube quer. A declaração foi dada depois da derrota por 2 a 0 para o Independiente del Valle, na última quarta (18), e é exatamente o que executivos do banco não esperavam ouvir neste momento.

Como mostrou o blog, as duas diretorias mantiveram contato telefônico na tentativa de um acordo amigável sobre a ação de execução proposta pelo banco contra a agremiação. A Caixa alega seis meses de atraso no pagamento de parcelas deste ano referentes ao financiamento de R$ 400 milhões feito por intermédio dela junto ao BNDES para ajudar a arcar com os gastos da construção da arena corintiana. Por conta da inadimplência, o banco executou o contrato cobrando antecipadamente a dívida total de aproximadamente R$ 536 milhões.

A conversa sobre uma eventual renegociação foi em tom amistoso e caminhou para o agendamento de uma reunião na próxima semana entre as duas diretorias. No entanto, a Caixa sinalizou ao Corinthians que esperava uma postura pública de Andrés na mesma linha das conversas internas, sem agressividade, para criar clima propício a um acerto em relação à cobrança judicial.

Conforme apurou o blog, representantes do banco estatal esperavam que o presidente corintiano adotasse a postura de um devedor que quer resolver o problema, não de quem está disposto à briga e em condições de impor regras. A expectativa era de que Andrés chegasse para a reunião de tentativa de acordo entendendo que o clube precisa convencer a Caixa a ceder, logo, o confronto não seria a melhor solução para o Corinthians. O presidente do alvinegro não fala com o blog, por isso foi impossível ouvi-lo sobre o assunto.