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Só assim

Leia o post original por JC

Como havia dito no post anterior, em condições normais e sem favorecimentos, as coisas ficariam ruins para a mulambada. O Vasco dominou grande parte do jogo (chegamos a ter 73% da posse de bola), teve diante de si um adversário que jogou apenas para segurar o resultado e marcamos o gol que nos daria o título. Mas bastou um lance para lembrarmos que, “condições normais” numa partida contra a urubulândia é acontecerem “erros” da arbitragem favorecendo os mesmos. E vimos o Vasco perder o Estadual por conta de mais uma pixotada grotesca do trio de arbitragem.

Falando do time, Adilson acabou escolhendo o pior dos dois mundos: a única justificativa para se colocar o Barbio em campo era manter o mesmo esquema com o qual o Vasco vinha jogando, com três atacantes. Agora, se era pra mudar a formação do time, certamente haveria gente mais qualificada para colocar em campo.

Com essa decisão, perdemos em poder de penetração e atacamos muito menos do que deveríamos, já que precisávamos da vitória. O primeiro tempo foi um duelo entre quem não queria contra quem não conseguia jogar. Interessados no empate, a mulambada apenas se defendeu; sem criatividade na frente, o Vasco não conseguia levar perigo. Apenas no finzinho da etapa inicial levamos perigo, em chute de Diego Renan que obrigou o goleiro framenguista fazer boa defesa.

No segundo tempo, as coisas precisavam mudar e mudaram um pouco. O Vasco foi um pouco mais agressivo, o Framengo seguia esperando os contra-ataques. O juiz expulsou um de cada lado, os espaços aumentaram e o Vasco conseguiu abrir o placar: Pedro Ken recebe excelente passe de Thalles e é derrubado na área. Douglas bate e deixa o Vasco na frente.

Faltavam pouco minutos, o Vasco vinha se segurando. Até que aos 45 minutos, em um escanteio, a mulambada marca seu gol de empate, em lance impedido não muito complicado de marcar. Mas não foi marcado.

Resultado: mais um ano na fila pelo Estadual, mais um jogo em que não conseguimos a vitória por erros de arbitragem e mais um monte de gente falando com todo orgulho que “roubado é mais gostoso”. O que é até compreensível, já que sem “erros” da arbitragem, quase não haveria títulos para o Framengo.

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Agora, além do gol de ontem, dois dos melhores momentos do Estadual…

As imagens falam mais que qualquer argumento. Que os erros de arbitragens são comuns, ok, todos sabemos. Mas nunca erraram tanto, de forma tão bizarra, sempre no mesmo confronto e para o mesmo lado.

Mesmo que tenha havido erros do Adilson, que o time tenha recuado muito após abrir o placar ou mesmo que o Rodrigo tenha saído no momento errado de campo, é um absurdo culpar a perda do título a qualquer um desses fatores. O Vasco foi clamorosamente prejudicado e ponto. Nada poderia ser mais definitivo que isso.

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Não podemos deixar de dar os parabéns à nossa valorosa federação, pela organização de um campeonato coroado com tamanho sucesso. O final desse Estadual foi o mais apropriado possível para uma competição deixada nas mãos competentes da FFERJ.

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Sem perder o sono

Leia o post original por JC

A questão que mais mexeu com a cabeça dos vascaínos ao longo dessa semana foi a dúvida do nosso treinador sobre quem entraria no lugar do Everton Costa. A maioria absoluta preferia ver o Adilson mudar o esquema que nos levou a final – colocando Bernardo ou Montoya no time – a ver a volta do William Barbio, que na teoria manteria a equipe jogando do mesmo jeito.

A preocupação da torcida parece irrelevante, já que Everton Costa, no final das contas, não é tão diferente do Barbio: ambos têm cabeleiras exóticas, correm muito mais que fazem gols (os dois marcaram apenas um em todo o campeonato, com ligeira vantagem para o primeiro, que atuou nove vezes contra dez do Barbio) e são mais importantes taticamente que tecnicamente. E acho muito difícil que Adilson mude a formação que vem dando certo por conta de Bernardo ou Montoya, dois jogadores que não conseguiram muito além de serem irregulares. O mesmo se aplica ao Bastos, que mesmo tendo melhorado um pouco com sua ida para o banco, é uma opção defensiva demais para quem precisa vencer a partida.

Mas se o substituto do Everton Costa – e talvez o Facebook da mulher do árbitro – foi a grande preocupação da torcida antes de uma final, só podemos deduzir que o adversário que teremos não foi o bastante para tirar o sono dos vascaínos. E na verdade não é mesmo.

A urubulândia, macambúzia por conta da tradicional eliminação na Libertadores, nem exagerou na sua costumeira marrentice ou mitomania patológica. A historinha irreal de vice-campeonatos é o único argumento ao qual podem se agarrar. Alguns até falam que “a vitória certa sobre o Vasco” hoje não vai compensar a saída, ainda na primeira fase, do campeonato continental. Acredite quem quiser em mais essa mentirinha mulamba, o fato é que eles já se preparam para mais uma derrota na Arena Maracanã.

A mulambada já sabe que, em condições normais e sem favorecimentos, a coisa vai ficar feia pro lado deles. Cabe ao time do Vasco entrar em campo com essa mesma consciência. Jogando com atenção, disposição e inteligência, não será nenhuma surpresa a conquista do 23º Estadual vascaíno.

FLAMENGO X VASCO
 Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Márcio Araújo e Everton; Paulinho e Alecsandro.Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Barbio (Bernardo ou Fellipe Bastos), Reginaldo e Edmílson.
Técnico: Jayme de Almeida.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Luiz Antonio Muniz de Oliveira.
As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Parabéns ao ídolo vascaíno Roberto Dinamite pelos seus 60 anos. Dentro de campo, foi um dos maiores jogadores da história do clube e merecedor de toda festa possível. Já ao presidente Carlos Roberto, desejamos apenas lucidez para não tentar mais uma reeleição. E humildade para reconhecer que o possível título de hoje não será motivo para mais uma aventura eleitoral pelo Vasco. Todos nós sabemos que uma vitória no Estadual hoje terá acontecido APESAR do presidente e não POR CAUSA do mesmo.

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Faltou rolar a bola

Leia o post original por JC

Finais de campeonato costumam ser partidas muito disputadas. Mas é questão de se perguntar o quanto há de futebol em um jogo que atinge o número de 61 faltas em pouco mais de 90 minutos. A bola acabou rolando muito pouco no empate em 1 x 1 entre Vasco e Flamengo.

E enquanto rolou, vimos mais uma vez o Vasco ser bem superior em uma etapa, recuar na outra e não conseguir o resultado que o interessa. No primeiro tempo, o time não deu chances para a mulambada fazer qualquer coisa, já abrindo o placar aos 11 minutos, com Rodrigo, de cabeça, após escanteio. Mesmo com a vantagem, o Vasco continuou comandando as ações na partida, chegando a ter quase 70% de posse de bola.

O Vasco não correu riscos – Martín Silva não fez sequer uma defesa na primeira etapa – mas infelizmente não conseguiu transformar seu domínio em chances para ampliar. Além do gol, só um chute cruzado de Edmilson levou algum perigo ao gol mulambo antes do intervalo.

Vendo sua vantagem indo para o ralo, o técnico framenguista mexeu, procurando aumentar a velocidade do time. A mudança deu resultado, mas aparentemente Adilson considerou que o Vasco tinha força para segurar o início de pressão mulamba. Aos 9, Jayme de Almeida joga sua equipe ainda mais para frente com nova alteração. E Adilson seguiu sem mexer no time.

E sem mexer, nosso técnico viu o lance que mudou a história do jogo acontecer: Everton Costa, que já tinha amarelo desde o primeiro tempo e que já poderia ter levado outro em dois lances antes dos 10 minutos do segundo, comete uma terceira falta e é expulso. Não demorou muito para a mulambada aproveitar a vantagem numérica, ampliar a pressão e conseguir o empate, em chute de fora da área de Paulinho.

Depois da expulsão e do empate, o juiz – que para evitar problemas já estava marcando qualquer coisa – resolveu aplicar critérios similares aos do basquete para apontar faltas e o jogo não conseguiu ter mais de dois minutos seguidos com bola rolando. Com o Vasco ainda mais recuado por ter menos um em campo e o Framengo satisfeito em manter sua vantagem para o último jogo da final, os dois times pareciam não fazer muita questão de mexer no placar. E tirando uma cobrança de falta relativamente perigosa de Fellipe Bastos, a partida terminou sem muitas emoções.

Assim como na semifinal, o Vasco não conseguiu reverter a vantagem do empate na primeira partida. E mais uma vez como na semifinal, temos totais condições de vencer o jogo e levar o título. Mas, relembrando os confrontos contra o Fluzim, nem sempre conseguiremos sustentar um resultado criado na primeira etapa até o fim da partida. Ao ter uma vantagem no placar, o Vasco pode até jogar de forma mais cautelosa e esperar os contra-ataques, mas não podemos exagerar nessa postura.

Nessa primeira final, a expulsão ainda serve como justificativa. Mas no próximo jogo, caso o Vasco mais uma vez abra o placar, Adilson não pode permitir que sua equipe sofra tanto com a pressão do adversário.

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Uma resposta pelo título

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Faz tempo que o Vasco não sai vencedor numa disputa de título contra a mulambada. A despeito da mitomania megalômana que acomete 99.9% dos framenguistas, isso não é obra do divino, como se fosse uma lei natural; é apenas futebol, um esporte onde nem sempre o melhor vence.

Mas os 11 sujeitos que estarão em campo hoje não tem nada a ver com isso. Nenhum deles disputou uma final contra a urubulândia com a camisa do Vasco e, salvo algum seja realmente vascaíno de coração, não há motivo para que eles considerem que nosso adversário mereça um tratamento diferente ao dado a qualquer outro em um jogo decisivo. Em outras palavras, não há porque o tabu contra os mulambos afete o time hoje. Se existirá uma pressão para cima dos jogadores, será apenas a ansiedade natural de uma partida que vale o campeonato.

Por outro lado, se pessoalmente os titulares não têm qualquer relação com a escrita contra o framengo, ao vestir a armadura cruzmaltina eles se tornam representantes da instituição e da torcida. E aí eles tem sim algumas responsabilidades nessa final (além das óbvias e obrigatórias, como honrar a camisa vascaína e dar tudo de si pelo time).

Responder na bola às críticas generalizadas ao time, por exemplo. Mostrar que podemos superar as arbitragens favoráveis à mulambada – como na última partida – e vencer.  Calar a parte da imprensa que, para fazer gracinhas para a torcida rival, prefere ironizar a equipe e menosprezar nossas chances de título. Ou seja, além de representar o Vasco, os jogadores titulares têm o dever pessoal de mostrar seu valor e que possuem a capacidade de passar por todas as dificuldades e serem campeões.

E como para levarmos o título precisamos reverter a vantagem urubulina, nada melhor que unir o útil ao agradável: uma boa vitória hoje nos deixará mais perto da taça e ainda será uma bela resposta dos jogadores aqueles que sempre diminuíram o grupo.

VASCO X FLAMENGO
Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Reginaldo, Éverton Costa e Edmílson.Felipe, Léo, Samir, Wallace e João Paulo; Amaral, Márcio Araújo e Luiz Antônio; Everton, Paulinho e Alecsandro.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Jayme de Almeida.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 06/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá.  Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Jackson Massara.
 As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
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Obrigado Adilson (por ontem).

Leia o post original por JC

Nada surpreendente a vitória vascaína e a consequente eliminação tricolete no segundo jogo da semifinal. A freguesia é grande e o cliente, quando é bem atendido, sempre retorna. Há décadas, tenha equipes melhores, do mesmo nível ou piores, o time do Laranjal sempre muda de cor diante da cruz de malta e amarela completamente.

Mas depois da vitória de hoje, vale ao menos dar méritos a quem só tem sido criticado desde o ano passado. Adilson Batista, um treinador que chegou contestado (e ainda é), hoje merece os parabéns. Longe de fazer um trabalho perfeito, mesmo fazendo escolhas bizarras e não sendo dos técnicos mais genais na hora de fazer substituições, conseguiu fazer o que um bando de treinadores com mais nome e melhores elencos não conseguiu nos últimos dez anos: nos levar a uma final de Estadual.

Ainda que algumas das suas opções sejam um mistério completo para a torcida, é inegável que Adilson deu uma cara para um time completamente desacreditado e que, a julgar pelo que dizia a imprensa esportiva, as torcidas rivais e mesmo um grande número de vascaínos, não passaria de figurante no Carioca. E não apenas isso, mas fez o Vasco voltar a jogar com atitude, coisa que não vemos há pelo menos um bom par de anos.

A postura em campo hoje, contra um adversário – dizem – melhor qualificado e jogando desde o começo com o placar a seu favor é uma bela amostra do trabalho do Adilson. Procurando a vitória quando precisava e jogando com inteligência quando tinha um resultado favorável, o Vasco foi superior ao longo dos 90 minutos. E isso ainda tendo que superar o que deu errado no próprio planejamento do técnico, como a quase inoperância do Douglas e a eterna incompetência na hora das finalizações. Se vencemos e jogamos bem mesmo com isso tudo, é sinal de que as instruções do Adilson deram mais certo que errado.

Mas o agradecimento pela classificação fica por aqui. Afinal de contas, ainda não ganhamos nada e a parte mais difícil vem agora. Ter pela frente a mulambada, que inevitavelmente chegará à primeira partida da final já sabendo que o Carioca é sua única chance de título nesse semestre (e muito provavelmente no ano), será o teste de fogo para a equipe vascaína. Além do nosso próximo adversário ser comandado por um treinador de fato – e não por um churrasqueiro – teremos que suportar a inevitável pressão de voltar a vencer um Estadual depois de mais de uma década.

Superar essas dificuldades, mantendo o equilíbrio e a confiança do time para a final é o que Adilson precisa fazer agora. Conseguindo isso, aí sim, o parabéns da torcida vascaína será completo.

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As atuações…

Martin Silva – uma boa defesa em cada tempo – no primeiro, evitou com o pé um gol de Walter; no segundo uma saída de bola providencial – e de resto quase não teve trabalho.

André Rocha – sofreu na marcação ao rotundo atacante tricolete, levando a pior em vários lances. Nas vezes que foi ao ataque, errou quase todos os lançamentos.

Luan – uma tranquilidade impressionante num jogo com tanta pressão e tendo que encarar o atacante titular da seleção. Mais uma atuação irrepreensível do garoto.

Rodrigo – se saiu ainda melhor que seu jovem companheiro de zaga: além de vencer a maioria dos lances contra os atacantes tricoflores, deu o passe para o gol de Edmilson e ainda evitou uma cabeçada do Fred que tinha tudo para acabar na rede.

Diego Renan – foi tanto ao apoio que acabou o primeiro tempo sendo o jogador das duas equipes que mais finalizou. Tanta ofensividade acabou impedindo as subidas do Bruno, anulando uma forte jogada tricolete. Acabou cansando no segundo tempo e foi substituído por Marlon, que mostrou afobação na marcação e cometeu uma ou outra falta arriscada.

Guiñazú – depois de um começo errando alguns passes, melhorou no fundamento e ainda foi a sombra que impediu o Conca de fazer qualquer coisa de relevante no jogo.

Pedro Ken – atento na marcação, foi mais discreto do que deveria ao tentar ajudar na criação.

Douglas – a maior decepção do time. Mais uma vez foi presa fácil da marcação tricolete e não conseguiu fazer quase nada na primeira etapa. E na segunda, quando teve mais espaço, errou passes decisivos e deu um peteleco na única finalização que fez. O gol da vitória nasceu de uma cobrança de falta sua, mas é preciso dizer: se a intenção dele era cruzar para o cabeceio, ele errou o lance, chutando muito forte. Sorte o Rodrigo estar no lugar certo, na hora certa, para consertar tudo.

Everton Costa – correu, atazanou a defesa tricolete e foi boa opção ofensiva pelas pontas. Mas poderia finalizar mais e melhor: perdeu um gol feito em cabeçada no primeiro tempo e errou um passe relativamente fácil que poderia originar nosso segundo gol na etapa final.

Reginaldo – o torcedor que quer ver atacante fazendo gols ou pelo menos tentando fazê-los dificilmente entenderá a escalação do Reginaldo. Mas ontem ele cumpriu uma importante função tática, dando o primeiro combate na saída de bola do laranjal e invertendo posição com Diego Renan para que este chegasse como homem surpresa. Nessa função foi bem até cansar e ceder lugar para Fellipe Bastos, que entrou para reforçar a marcação no meio de campo e cumpriu a função sem muitos problemas

Edmilson – ele se atrapalha com a bola em alguns momentos, é verdade. Mas como falar mal de quem está sempre pronto pra finalizar e que numa dessas fez o gol da vitória (consolidando a artilharia isolada na competição)? Thalles entrou em seu lugar fez pelo menos uma grande jogada pelo lado do campo, dando um drible desconcertante no seu marcador.

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Sem lero-lero

Leia o post original por JC

Se o Vasco teve problemas na primeira partida da semifinal do Estadual, Adilson deve tê-los resolvido na base do papo, já que o time que enfrenta os tricoflores hoje será o mesmo de quinta-feira. Se nosso treinador viu erros de posicionamento, postura em campo ou mesmo questões psicológicas, pode ser que a conversa funcione. Já os problemas técnicos de quem foi titular no jogo passado dificilmente serão corrigidos dessa maneira.

Não que não pudéssemos ter ganho o primeiro clássico – se marcassem todos as penalidades que aconteceram isso seria bem possível – e que não possamos vencer hoje com os mesmos 11. Mas como crer que não teremos as mesmas dificuldades sem mudanças? Se depender do Renight, que na falta do Jean certamente vai levar em consideração a vantagem do empate e deve escalar um marcador em seu lugar, o Fluzim vai novamente se preocupar bastante com a defesa do seu time. Como nosso adversário conseguirá a vaga na final se não sofrer gols, Reginaldo, Everton Costa e Edmilson deverão penar ainda mais com a marcação tricolete.

Com a manutenção do esquema e dos mesmos titulares, Adilson também deve ter resolvido de boca a pequena participação do Douglas como articulador da equipe. Mesmo que no último jogo não tenhamos sentido na prática a superioridade numérica tricoflor no meio de campo, os méritos para esse feito vão para a marcação e não para a criação de jogadas. E precisamos torcer para que as palavras do treinador também tenham resolvido o visível nervosismo dos nossos laterais, que além de ajudar no combate, precisam ser mais efetivos no apoio, até para tentar balancear a solidão do Douglas ao municiar o ataque.

No fim das contas, consiga ou não resolver os problemas do time apenas na conversa, na hora decisiva o papo não adianta nada. Vencer é obrigação e a bola não entrará nas redes do laranjal por convencimento, precisará ser chutada para o gol. Para o Estadual não terminar hoje para o Vasco – decretando a igualdade do maior período sem conquistarmos a competição – precisamos de ação no campo, não de palavras. Resumindo com a expressão que ficou famosa com Fernando Vanucci, hoje não tem “lero-lero, nem vem cá que eu também quero”: só a vitória interessa.

FLUMINENSE X VASCO
 Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Elivelton e Carlinhos; Valencia, Diguinho, Rafinha (Wagner) e Conca; Walter e Fred.Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Reginaldo, Everton Costa e Edmílson.
Técnico: Renato Gaúcho.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 30/03/2014. Horário: 16h. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique.  Assistentes: Luiz Cláudio Regazone e Michael Correia.
As redes Globo (RJ, ES, TO, SE, AL, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO), transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
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Certo e errado

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A tentativa de tornar o Vasco um time mais ofensivo contra o Fluminense acabou não funcionando no que mais deveria funcionar e dando certo onde ninguém esperava. Precisando da vitória para reverter a vantagem tircolete, os três atacantes titulares não conseguiram imprimir a intensidade ofensiva que o time precisava para criar chances claras de gol. Por outro lado, o meio de campo, mesmo com um jogador a menos que nosso adversário, não passou todo o sufoco que a torcida temia que passasse.

O problema é que entre o certo e o errado, não fomos capazes de resolver nosso problema na primeira partida e o empate em 1 a 1 com o time do Laranjal segue para o jogo decisivo da semifinal jogando pelo empate. Caberá ao Adilson, até domingo, encontrar aquilo que faltou ao time ontem.

E talvez não seja um atacante a mais que traga ao Vasco a efetividade que no domingo será uma necessidade. Se os três homens na frente tiveram sua importância taticamente, marcando a saída de bola tricolete e os obrigando a sair com chutões durante boa parte do jogo, eles não conseguiram fazer o principal: levar perigo ao gol do Fluzim. Tirando um chute de Edilson ainda no primeiro tempo – que, vale lembrar, não surgiu em uma jogada, e sim no rebote de uma cobrança de falta – os titulares do ataque não chegaram a preocupar Cavalieri. As melhores chances no primeiro tempo, em duas cobranças de falta – uma de Douglas e outra do Rodrigo – e um chute perigoso de André Rocha mostraram o quanto o ataque não funcionou como deveria e fez com que pouco adiantasse o nosso domínio da partida na etapa inicial.

Na volta do intervalo tivemos nosso pior momento no clássico. O Fluzim acertou sua marcação e pela primeira vez no jogo fez valer sua superioridade numérica no meio de campo. E em 10 minutos conseguiram o que o Vasco não conseguiu em todo o primeiro tempo: Jean aproveitou o espaço que teve e um dos poucos cochilos da zaga para deixar Fred livre para marcar.

Adilson ainda esperou alguns minutos para dar uma mexida no time, que parecia perdido naquele momento. A primeira alteração foi no ataque, saindo o apagado Reginaldo e entrando Thalles. Essa alteração era a que todo torcedor esperava, mas as duas seguintes certamente irritaram os vascaínos: precisando virar a partida, Adilson mostrou maior preocupação com os laterais, ambos pendurados, e os substituiu praticamente ao mesmo tempo. E para levar a torcida à loucura de vez, além de Diego Renan, o treinador colocou em campo Fellipe Bastos, o maior desafeto da torcida.

Mas nem deu tempo da mãe do Adilson sentir a orelha arder. Praticamente na primeira jogada de Bastos, o volante recupera uma bola no meio de campo, encontra Diego Renan subindo pela esquerda e acerta bom passe para o lateral. Renan avança, centra para a área e Thalles acerta uma voadora na bola, vencendo Cavalieri e empatando o placar.

A igualdade trouxe o Vasco de volta ao jogo, mais uma vez dominando a meiuca. Mas esse também foi o momento em que a partida esquentou, muito em decorrência da arbitragem frouxa do Sr. Wagner do Nascimento Magalhães. O jogo ficou brigado, com muitos lances ríspidos e discussões. E no meio de montes de carrinhos, empurrões e bate-bocas, o jogo acabou sem alterações no placar.

Na prática, as coisas continuam as mesmas: o Vasco ainda precisa ganhar um dos jogos da semifinal e se não foi o primeiro, pode muito bem ser o segundo. Pelo que vimos ontem, não há nada de impossível nessa missão, mas já ficou claro que Adilson precisa encontrar um caminho para tornar nosso ataque mais eficiente. Os três atacantes, jogando como jogaram ontem, não justificam uma nova chance para essa opção. Algo precisa mudar, e se não for no número, que seja nos atacantes escolhidos. Sejam dois ou três atacantes, uma coisa Adilson não poderá deixar de fazer: encontrar um lugar para o Thalles entre os titulares.

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As atuações…

Martin Silva – uma grande defesa em chute de fora da área no primeiro tempo e no mais, não teve muito trabalho. Não poderia fazer nada no lance do gol, mas vacilou numa saída de bola no primeiro tempo que poderia ter acabado em gol tricolete.

André Rocha – justo quando tinha pela frente o Carlinhos, teve uma das atuações mais ofensivas, apoiando com frequência. Por conta disso e do amarelo que levou logo ainda no primeiro tempo, cedeu mais espaços do que deveria e facilitou algumas vezes no combate. Deveria estar marcando o Fred no lance do gol, mas não o alcançou. Pra compensar, evitou um gol certo no primeiro tempo, bloqueando uma bola em cima da linha. Fellipe Bastos entrou em seu lugar e mais uma vez entrou bem na partida, melhorando a marcação pelo meio e fazendo com que recuperássemos o domínio no setor. Iniciou a jogada do gol de empate acertando bom passe para Diego Renan.

Luan – mais uma boa partida do garoto, que já deixou claro que sua falta de experiência não o faz tremer em jogos importantes. Foi muito bem no combate e nas antecipações.

Rodrigo – igualmente bem na partida, complementa a dupla de zaga com sua experiência. Além de se dar bem na maioria das bolas alçadas à área, é importante também na hora de peitar os adversários que tentam apitar o jogo mais que o juiz, como Fred, por exemplo. Sofreu um pênalti claríssimo ainda no primeiro tempo, não marcado, como de costume.

Marlon – apoiou bastante, mas não conseguiu ser eficiente. Defensivamente jogou com firmeza, pelo menos até levar um amarelo de forma questionável. Pouco depois de ser advertido, o gol tricolete nasceu em jogada pela sua lateral. Diego Renan o substituiu e logo na primeira jogada fez o cruzamento para o gol de empate. No mais, foi discreto.

Guiñazú – parecia estar brigando com o time antes mesmo da partida começar e manteve a pilha ao longo de todo o jogo, mostrando que não se pode entrar num clássico sem estar disposto pra luta. E foi o que fez, brigando o tempo todo e conseguindo atrapalhar o Conca sem apelar para muitas faltas. Mas como há jogadores que ficam marcados, na primeira falta mais dura, levou o amarelo.

Pedro Ken – bem na marcação, ainda apareceu na frente em alguns momentos, ajudando na criação. Deixado na podre no lance, não conseguiu impedir o avanço do Jean no lance do gol tricolete. Com a saída do André Rocha, terminou a partida como lateral, não comprometendo.

Douglas – único armador do time, foi o principal alvo da marcação tricoflor. E ele se deixou ser marcado com extrema facilidade, o que prejudicou bastante sua capacidade para criar jogadas.

Everton Costa – pelo que fez ontem, parece que ganhou a vaga no time por conta do estilo, na posição de atacante com cabelo chamativo: assim como Barbio, corre, ajuda na marcação, não tem medo de arriscar jogadas, mas de efetivo, muito pouco.

Reginaldo – mesmo sendo participativo e procurando cumprir bem sua função tática, teve uma atuação discretíssima. Thalles entrou em seu lugar e deu ao time a presença de área que estava faltando, tanto que precisou de poucos minutos em campo para mostrar mais uma vez sua estrela na Arena Maracanã e marcar o gol de empate.

Edmilson – penou com a marcação tricolete e teve poucas chances de marcar, o que não o impediu de perder um gol feito após aproveitar um rebote e chutar em cima do Cavalieri.

***

Mais uma vez, o Vasco foi claramente prejudicado pela arbitragem.

Mas não acredito que tenhamos sido garfados. O problema é com o Sr.  Wagner do Nascimento Magalhães, que mostrou não ter gabarito para uma semifinal de campeonato.

Nem falemos da penalidade claríssima sofrida pelo Rodrigo, ainda no primeiro tempo. Talvez o juiz não tivesse uma boa visão do lance – e aí entra em campo a incompetência dos auxiliares – e por isso não marcou o agarrão de jiu-jitsu dado pelo Gum no nosso zagueiro. Mas não há desculpa para um juiz que passa o jogo todo conversando, que se deixa influenciar pela gritaria dos jogadores e que não tem peito para fazer o seu papel com a autoridade que deveria.

O momento mais evidente da fraqueza do juiz foi ao advertir Marlon: no lance, o bandeirinha assinalou apenas arremesso lateral e o Sr. Magalhães confirmou o marcação. Mas bastou os jogadores tricoletes partirem pra cima do juiz para ele, não apenas dar a falta – vale lembrar, não apontada pelo bandeirinha – , como também aplicar o amarelo para o nosso lateral.

Depois, os responsáveis por esse maravilhoso estadual (que em um clássico decisivo não conseguiu fazer com que nem 10 mil torcedores se interessassem em pagar o ingresso para a partida) têm a coragem de defender o quadro arbitral carioca e dizer não ser necessário chamar juízes de fora para a semifinal e final do campeonato.

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Jogando contra

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Pode-se falar da nossa falta de pontaria, de azar e até de mais uma falha da arbitragem contra nós em um clássico. Mas, mais uma vez, é impossível não falar da grande contribuição do técnico vascaíno no empate com o Fluzim. Com as decisões que o Adilson vem tomando, não precisamos de um adversário para jogar contra. 

Senão vejamos: como era de se esperar, os dois times entraram com três volantes, preferindo no começo da partida a cautela à ousadia. Os times se alternavam nas ações ofensivas, com cada um tendo mais posse de bola por alguns momentos (com os tricoletes ligeiramente mais perigosos). Apesar de movimentado, o jogo ia morno, com os goleiros tendo pouco trabalho. O primeiro tempo poderia ter terminado assim, mas aos 41 conseguimos abrir o placar após um blitz na área laranjinha: depois de um bate-rebate, a bola sobrou para Edmilson arrematar com precisão, marcando seu primeiro gol em um clássico e voltar à artilharia da competição.

Aí veio o intervalo. Vendo seu time em desvantagem, Renight fez alguma coisa, tirando o apagado Sóbis e colocando o rotundo Valter. Os tricoflores passaram a ser mais presentes no ataque, mas nós éramos mais perigosos, principalmente nas subidas do Everton Costa. Buscando o empate, o churrasqueiro foi para o tudo ou nada, colocando um terceiro atacante. E o Adilson nada, permitindo que o Fluminense seguisse com mais posse de bola.

Veio a parada técnica. E assim que ela acabou, o Fluzim empatou com Fred, contando com a ajuda do bandeirinha que não o viu na banheira. Com o empate, Adilson teve que tomar uma atitude (não antes de esperar uns dez minutinhos). E, mais uma vez, ele escolhe justamente alguém que está bem na partida para sair: ele tirou Everton Costa e colocou Thalles.

Com isso, o Vasco perdeu as jogadas agudas pelos lados de campo e passou a criar menos chances, insistindo agora nas jogadas pelo meio, o que facilitou bastante a vida da marcação tricolete. Mas isso só incomodou nosso treinador aos 43 minutos, quando resolveu tirar o Edmilson para colocar o Montoya. Se o colombiano poderia ser uma válvula de escape para o nosso ataque, não teve tempo para sê-lo.

Sem os erros de arbitragem, o Vasco poderia ter vencido os três clássicos e estaria tranquilamente na segunda colocação na tabela (e se não houvesse erros contra os pequenos, talvez até ainda disputando a primeira colocação). Mas com os equívocos recorrentes do Adilson, é injustiça responsabilizar apenas as falhas de juízes e bandeirinhas. Mesmo com o gol irregular dos tricoletes, poderíamos ter buscado a vitória. Mas ontem, foi nosso treinador quem não deixou o Vasco vencer.

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As atuações…

Martín Silva – não parece ter sentido a falta de treinos nas últimas semanas: foi um dos melhores em campo (apesar de uma ou outra saída em falso em escanteios), fazendo grades defesas e foi fundamental para a equipe

André Rocha – muito discreto no apoio, não acertou os lançamentos nas poucas vezes que passou da linha de campo.

Luan – vinha bem, ganhando quase todas as disputas pelo alto na área vascaína e sendo eficiente no combate. Mas vacilou ao marcar Fred no lance do gol.

Rodrigo – fez uma boa partida, se sobressaindo aos atacantes tricoflores na maioria dos lances.

Marlon – com o Flu atacando mais pelo seu lado de campo, não teve muitas oportunidades para subir ao ataque. Mas participou do lance do gol, iniciando a jogada com uma tabela com Pedro Ken.

Guiñazu – além da disposição habitual na marcação, tentou ser mais participativo ofensivamente e fez pelo menos uma boa jogada com Edmilson.

Aranda – foi bem no combate, mas errou passes demais quando foi à frente. Desperdiçou bom contra-ataque finalizando de fora da área, mesmo tendo companheiros melhor posicionados 

Pedro Ken – mesmo tendo participado do lance do gol – a bola que sobrou para Edmilson marcar surgiu após chute dele – poderia ter sido mais participativo na criação. Na marcação foi regular.

Douglas – movimentou-se pouco e acabou sofrendo com a marcação tricolete. Sumiu da partida em alguns momentos mas fez algumas boas jogadas, principalmente uma em que driblou dois marcadores na entrada da área, mas concluiu mal.

Everton Costa – depois de um primeiro tempo em que a transpiração foi maior que a inspiração, teve sua melhor atuação pelo Vasco na etapa final, infernizando a defesa adversária subindo com velocidade pela direita e não respeitando os marcadores. Mas bastou se destacar para ser inexplicavelmente substituído por Thalles, que tentou também jogar pelos lados do campo, mas sem a mesma eficiência. Acabou finalizando apenas duas vezes, sem perigo.

Edmilson – no primeiro tempo, se movimentou bastante e foi o jogador mais perigoso do time, inclusive marcando seu oitavo gol no campeonato. No segundo tempo caiu de produção e além de se enrolar com a bola algumas vezes, perdeu um gol feito após excelente jogada de Everton Costa, que o deixou na cara do gol. Cansou e poderia ter saído antes, mas Adilson só o substituiu nos minutos finais por Montoya, que mal teve tempo para tocar na bola.

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Mais importante do que parece

Leia o post original por JC

Com os tricoletes já classificados para as semifinais e o Vasco com 99% de chances de conseguir o mesmo, alguns podem pensar que o clássico de hoje não vale muita coisa. Nada mais enganoso. Há, com perdão pelo trocadilho, muita coisa em jogo nessa partida.

Pra início de conversa, a rivalidade de um clássico já garante o interesse pelo jogo. E quando o vencedor ainda pode acabar levando o Torneio Super Clássicos, a disputa ganha mais graça. Mesmo que não valha muita coisa, levar o prêmio por ser o melhor nos clássicos até pela moral que o Vasco pode ganhar para a próxima fase.

(parênteses: vale lembrar que nem precisaríamos vencer o Fluzim para sermos os melhores nos clássicos, se não fosse a cegueira do juiz de linha na partida contra a mulambada. Fecha parênteses)

Mas o que realmente importa é que uma vitória vascaína praticamente nos garantirá a segunda colocação, o que nos dará a vantagem de dois empates na semifinal. Terminando em segundo na tabela e com um pouquinho a mais de sorte, podemos até mesmo pegar a Cabofriense nas primeiras partidas decisivas (antes que falem, lembro que perdemos para o time da Região dos Lagos nessa fase, mas ninguém deve discordar que decidir o campeonato tendo apenas um clássico pela frente nos facilitaria as coisas).

Assim como Adilson, Renight também não confirmou a equipe titular hoje. Ambos tem mais de uma alternativa para escalar seus times, mas pelo que sabemos dos dois, o mais provável é que nenhum faça loucuras ofensivas. Ainda que o churrasqueiro escale o Fluzim com três volantes, Conca e Fred são razões de sobra para preocupar a defesa vascaína.

A dúvida no Vasco é a mesma. Adilson tanto pode escalar três atacantes como três volantes. Como já disse, por tudo o que o treinador fez ao longo do Estadual, Aranda deve ganhar a vaga no meio e deixar Everton Costa no banco. Mas temos algumas boas notícias: com a melhora de saúde da sua filha, Martín Silva volta ao gol e depois de muito tempo voltaremos a ter os titulares André Rocha e Marlon nas laterais. E, é sempre bom destacar, Felipe Bastos deve começar no banco.

O time do Laranjal está melhor colocado, tem uma equipe com mais recursos técnicos e com mais prestígio junto à imprensa esportiva. Mas como essa é a tônica dos últimos anos e mesmo assim são raras as vezes que os tricoflores se dão bem contra o Vasco, podemos ficar confiantes em um bom resultado para o time da Colina.

 

FLUMINENSE X VASCO
Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Chiquinho; Valencia, Diguinho, Jean e Conca; Sobis e Fred.Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Éverton Costa, Reginaldo (Aranda) e Edmílson.
Técnico: Renato Gaúcho.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 16/03/2014. Horário: 18h30. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá.  Assistentes:  Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa.
O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Força Pilar! E força também ao lateral do Flu, Carlinhos!

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Garfados. De novo.

Leia o post original por JC

Senão vejamos: no primeiro tempo, o Vasco massacrou o Framengo, dominando amplamente a partida (chegamos a ter quase 70% de posse de bola), comandando as ações no meio de campo e criando chances de gol. Aí a arbitragem começou a fazer lambança, primeiro não confirmando um gol que até Stevie Wonder veria e depois, quando já havíamos aberto o placar – em bela jogada de Douglas, que foi muito bem na estreia – inventou uma falta em Elano em lance que terminou no gol de empate.

O empate mulambo, pela forma como aconteceu (com o juiz de linha do nosso lado fazendo o trabalho que o meliante do lado oposto não fez) tiraria do sério qualquer equipe, mesmo que fosse uma seleção budista do Nepal. Prova disso foi o destempero dos jogadores do Vasco no final da primeira etapa, quando o quinteto de arbitragem precisou da ajuda da polícia para sair de campo.

No segundo tempo, vendo que as coisas estavam bem ruins para seu time, o treinador da urubulândia tratou de jogar sua equipe pra frente. A framengada equilibrou o jogo e em alguns momentos teve mais posse de bola. Mas na prática, o Vasco correu poucos riscos. O problema é que, enquanto as alterações mulambas melhoraram seu time, as nossas, quando foram feitas, tiveram efeito contrário: Barbio, Ken e Bernardo seriam, no máximo, trocas seis por meia dúzia. E nem isso foram. Sem Aranda – que vale lembrar, já tinha um amarelo – perdemos um pouco de força no combate pelo meio  e sem Douglas, passamos a não ter qualquer jogador para armar jogadas.

Abusando das ligações diretas e dependendo apenas dos contra-ataques que poderiam surgir com a velocidade do Barbio, o Vasco passou a claramente gostar do resultado e esperava o apito final. O preço dessa atitude foi sofremos um gol aos 44 minutos do segundo tempo, num lance bobo e infeliz, no qual a bola só entrou por conta de um desvio na nossa marcação.

O resultado foi injusto, não apenas por não refletir o que aconteceu no jogo, mas principalmente porque se não fossem as pixotadas da arbitragem – e podem incluir aí um pênalti claro sofrido pelo Everton Costa no primeiro tempo – poderíamos ter vencido a partida. Não fosse o placar construído em cima dos erros dos árbitros, agora estaríamos falando da evolução do time, que teve no primeiro tempo do jogo sua melhor atuação no ano.

Perder um jogo para a mulambada por erro de arbitragem é como a violência no Rio: acontece sempre e as autoridades são incompetentes demais para resolver o problema. Os dirigentes, tanto do Vasco quanto da FERJ, não fazem nada para mudar o que já podemos infelizmente chamar de tradição carioca. O pior é saber que além de perdemos na garfada, termos caído na tabela e perdido nossa invencibilidade, a maioria da torcida não poderá avaliar com isenção o que houve de positivo no time do Vasco.

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Um erro é pouco…

No Brasileiro de 2011, o Sr. Péricles Bassols apitou as duas partidas entre Vasco e mulambos. Nas duas ocasiões, o dito “árbitro de futebol” ignorou solenemente dois pênaltis claríssimos a nosso favor, um em cada jogo. Como prêmio – além de ter sido promovido ao quadro da FIFA – o Sr. Bassols foi um dos escolhidos pelo Sr. Jorge Rabello, presidente da comissão de árbitros do Rio, para o sorteio dos árbitros para a final do Estadual de 2012.

À época, para explicar a escolha, Rabello disse:

Entendemos que na final tem que estar os melhores, e obviamente ele (Bassols) é um dos melhores”.

Ontem, após a falha clamorosa do Sr. Rodrigo Castanheira, dito “fiscal de linha”, Rabello foi taxativo:

Não vai haver punição. (…) Não há como se opor às imagens do replay. Infelizmente ele errou. Normal”.

Diante dessas atitudes, podemos deduzir que, para o dito “presidente da comissão de árbitros do Rio”, o normal é a arbitragem errar contra o Vasco. E mesmo com o reconhecido erro e com evidências de que ele seja torcedor do framengo, seguindo essa lógica, o Sr. Castanheira deve receber uma promoção em breve.

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