Arquivo da categoria: Arena Maracanã

A responsa é nossa. De novo.

Leia o post original por JC

Digam o que disserem, a verdade é uma só: assim como no clássico contra a cachorrada, a responsabilidade da vitória na partida contra o framengo, hoje na Arena Maracanã, é toda do Vasco. Mesmo jogando com seu time titular, a urubulândia terá todas as desculpas do mundo caso perca (cansaço de viagem, foco na Libertadores, desimportância do Estadual). Já nós, não temos qualquer justificativa para sair do jogo sem os três pontos na nossa conta.

Mas como clássico é clássico – e vice-versa – e a mulambada precisa se recuperar das duas cipoadas que tomou nos seus últimos compromissos, a framengada certamente encara uma vitória hoje como uma chance para dar um levante. Se lembrarmos que uma derrota fará com que eles comecem a arriscar sua posição no grupo que se classifica para as semifinais, fica claro que todo o papinho de que “o carioca não vale nada” e que “hoje é treino” não passa de balela. Eles podem ter as desculpas prontas, mas querem – aliás, precisam – tanto quanto o Vasco da vitória.

E se os vela-de-macumba vão com seus titulares, não podemos dizer o mesmo porque nem o Adilson parece saber qual é seu time titular. Sem confirmar a escalação, o técnico vascaíno parece ter apenas uma dúvida, entre Barbio e Bastos. Para a torcida, essa questão não existe: os dois sairiam do time facilmente. Com a entrada do Everton Costa, que foi bem no empate contra o Nova Iguaçu, e a chegada do Douglas, que já estreia hoje, muitos torcedores – e me incluo nessa – imaginavam que bastaria armar um 4-4-2 com Montoya jogando sem uma posição fixa para o Vasco estar com seu melhor em campo. Não é o caso do Adilson, que parace querer insistir no seu 4-3-3 que poucas vezes mostrou um futebol convincente. Com isso continuamos a ver o absurdo de, tendo alguém com a habilidade que tem o colombiano, não apenas não ter titularidade garantida, como ainda ver que se o formos com quatro no meio de campo, três serão volantes.

Ainda assim, o mais provável é que Adilson escolha Barbio e esse é, dos males, o menor. Essa deve ser a formação que nosso treinador provavelmente considera a mais ofensiva possível e sabe que pode contar com a disposição e obediência tática do cabeleira. Se ele não consegue finalizar bem nem com um gol vazio diante de si, isso não parece fazer muita diferença para o Adilson. Já que na sua visão a correria é mais importante que a qualidade técnica, resta à torcida esperar que Douglas resolva, pelo menos em parte, os problemas que temos na armação de jogadas. Com isso, e se os três homens de frente conseguirem imprimir a mesma movimentação e velocidade ao ataque que mostraram em alguns momentos na última partida, nossas chances de vitória aumentarão consideravelmente. Isso, claro, se as jogadas criadas não forem desperdiçadas pela recorrente falta de pontaria dos atacantes.

VASCO X FLAMENGO
Martín Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Aranda, Guiñazu, Fellipe Bastos (William Barbio) e Douglas; Everton Costa e Edmilson.Felipe; Leonardo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Víctor Cáceres, Lucas Mugni e Everton; Paulinho e Hernane.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Jayme de Almeida. 
Estádio: Arena Maracanã. Data: 16/02/2014. Horário: 16h. Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães.  Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Luiz Antonio Muniz de Oliveira.
  As redes Globo (RJ, ES, DF, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

Vitória no momento certo

Leia o post original por JC

O Vasco teve mais trabalho que o esperado – e mais dificuldades do que deveria – para bater os reservas do Botafogo, mas o magro 1 a 0 foi o bastante para nos manter na segunda colocação e ainda na cola pela liderança. E pelo que se pode ver no jogo, as complicações que tivemos tiveram origem muito mais por conta das nas nossas limitações que pela qualidade do adversário. A garotada do Canil pouco fez e aparentemente pouco poderia ter feito e nós não tivemos capacidade de fazer uma apresentação melhor.

Diante de um alvinegro fechadinho, a habilidade do Montoya fez muita falta. Com ele em campo, certamente encontraríamos mais espaços no bloqueio botafoguense. Bernardo, seu substituto, foi muito marcado e não conseguiu fazer a diferença. Com isso, não transformamos nosso maior volume de jogo em muitas jogadas claras de gol. E nas poucas oportunidades que tivemos, vimos Renan, o goleiro adversário, ter uma grande atuação e garantindo a igualdade no placar durante o primeiro tempo inteiro.

Adilson, que sem Montoya teve que mudar seu esquema tradicional (atuamos pela primeira vez no ano num 4-4-2 clássico), mexeu na equipe sem alterar sua formação, trocando Bernardo por Pedro Ken ainda no intervalo. A alteração fez com que tivéssemos um domínio ainda maior do meio de campo, mas não resolveu a pouca objetividade ofensiva. O time não tinha penetração e passou a maior parte da etapa final girando a bola no campo adversário sem conseguir criar boas chances para conclusão.

As coisas só começaram a mudar justamente quando o treinador vascaíno resolveu voltar ao 4-3-3 de sempre. Tirando Bastos e colocando Thalles em campo, até cedemos mais espaços ao Botafogo, mas passamos a ser mais efetivos no ataque. O alvinegro até chegou a dar algum trabalho para Martín Silva, mas quem acabou marcando fomos nós, após Marlon acionar Edmilson, que se livrou da marcação e cruzou na medida para o garoto Thalles mostrar mais uma vez sua estrela na Arena Maracanã, marcando seu quarto gol no estádio e garantindo a vitória.

Não foi uma bela partida, não teve goleada, mas garantimos os três pontos e, independente do time escalado pelo adversário, contra um dos grandes do Rio. Foi importantíssimo não perdemos a chance de vencer nesse momento, quando o Botafogo está mais preocupado com a pré-Libertadores. Depois de quarta-feira, o alvinegro terá resolvido sua situação na competição continental e terá que correr atrás do prejuízo no Estadual, certamente dando mais trabalhos nos clássicos que lhe faltam.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.

A responsa é nossa

Leia o post original por JC

Além de ser nosso maior freguês entre os grandes no Rio, o Botafogo também foi vítima do Vasco em várias sapatadas históricas no Estadual, como nos campeonatos de 2001 (7 a 0) e no de 2010 (6 a 0). E como o alvinegro deve priorizar o jogo da Libertadores e ir à Arena Maracanã com seus reservas, e estamos numa fase de goleadas para cima dos nossos adversários, temos tudo para vencer bem o clássico de logo mais.

Enumerando essas razões, parece fácil. Mas a realidade é outra. Mesmo com um time misto, o Botafogo não é nenhum Friburguense ou Audax. Além de terem jogadores experientes e uma garotada promissora, a cachorrada sabe quão importante será uma vitória hoje. Vencer o primeiro clássico do ano fará nosso rival se aproximar do quarto lugar e ainda dará um incentivo para sua torcida ir mais confiante ao jogo de quarta-feira, quando decidirão a vaga na Liberta.

Mas o Vasco não tem nada com isso e entrará em campo também consciente de que três pontos hoje vão não apenas nos manter na segunda colocação na classificação como também servirá como prova de que as últimas vitórias não aconteceram por acaso. E para conseguir a vitória, Adilson terá que fazer pelo menos uma alteração no time, justamente de um dos destaques vascaínos no Estadual: Montoya ainda sente a lesão que o tirou no primeiro tempo da vitória sobre o Audax e sequer foi relacionado. Outra mexida pode ser a entrada do Henrique no lugar do Marlon, que passou a ser dúvida.

Sem o colombiano e com o atual bad boy da Colina em campo, a equipe do Vasco não necessariamente perde em qualidade, mas se torna um time diferente. Não teremos a habilidade do Montoya e os espaços que ele consegue abrir nas defesas adversárias com seus dribles. Em compensação, com Bernardo temos maior poder de fogo nas finalizações e um jogador de mais força na frente. Pensando um pouco mais no jogo coletivo e evitando os excessos de jogadas individuais, Bernardo tem tudo para ser decisivo no jogo de hoje.

No fim das contas, apesar da vitória ser obviamente crucial para os dois times, a responsabilidade recairá predominantemente sobre o Vasco. O Botafogo ainda não conseguiu vencer no Estadual com seu time misto e, caso o alvinegro seja derrotado, ainda terão como justificativa a pré-Libertadores. Já nós, jogando praticamente completos e sem nada que nos desvie o foco da competição, não teremos desculpas. Até porque, sem os três pontos hoje, podemos perder a terceira posição, ver o líder abrir uma grande diferença e ver a briga pela quarta posição aumentar consideravelmente.

Fizemos 10 gols nas duas últimas partidas e o Botafogo gosta de umas chineladas vascaínas no Carioca. Mas pensar em uma goleada hoje não é importante. Precisamos de apenas um golzinho a mais e garantir a vitória no primeiro clássico do ano.

VASCO X BOTAFOGO
Martín Silva, André Rocha, Rodrigo, Luan e Marlon (Henrique); Guiñazu, Aranda e Fellipe Bastos; Bernardo, Edmilson e William Barbio.Renan; Alex, Dankler, André Bahia e Anderson; Fabiano, Rodrigo Souto, Renato, Gegê e Octávio; Elias.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Eduardo Hungaro. 
Estádio: Arena Maracanã. Data: 02/02/2014. Horário: 19h30. Árbitro: Rodrigo Carvalhães de Miranda.  Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa.
  O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

A sorte só acompanha os competentes

Leia o post original por JC

Dizem que a sorte acompanha quem é competente. E como o Vasco demorou muito para mostrar alguma competência nesse campeonato, mesmo quando ele cumpre seu papel, os bons ventos parecem estar longe de São Januário. Quando o time começa a conseguir seus objetivos, como nessa segunda vitória seguida na competição, dessa vez diante do Náutico, nossa situação continua das mais complicadas.

E nem precisamos jogar bem para vencer a combalida equipe pernambucana. Rebaixado há séculos, com grandes problemas internos e sem qualquer força ou motivação para fazer qualquer coisa no campeonato, o Timbu ainda nos deu mais trabalho do que esperávamos. Muito por conta das nossas limitações, já que o Náutico é realmente um arremedo de time. Nosso adversário chegou a protagonizar momentos de comédia pastelão, mostrando porque sua defesa consegue ser pior que a nossa. O Vasco dominou facilmente a partida no primeiro tempo, marcando o primeiro gol logo aos 5 minutos, com Edmilson aproveitando uma sobra de bola após pelo chute de Yotún, que estourou na trave. Mas o Vasco não conseguiu transformar a vantagem no placar e na posse de bola em chances claras de gol.

No segundo tempo, as coisas não melhoraram. O Vasco manteve a posse de bola, mas sem objetividade. Em muitos momentos, parecia que víamos mais um protesto do movimento Bom Senso, com o time trocando centenas de passes inócuos. E, pior ainda, por alguns minutos chegamos a levar calor da fraca equipe alvirrubra. O 1 a 0 não era um placar confiável e Adilson só resolveu mexer na equipe depois de ouvir muito os pedidos da torcida por Bernardo. E mais uma vez ele mostrou sua estrela, marcando o gol da vitória quase no fim do jogo em bela arrancada.

Mas ainda que tenhamos conseguido a vitória, o fator sorte – ou no caso, a falta da mesma – deu as caras, mostrando como os vários pontos perdidos ao longo do campeonato poderiam fazer a diferença. Como apenas o Fluzim não venceu na rodada, o Vasco não conseguiu sair do Z4 e vai para a última partida precisando não apenas vencer o Atlético-PR (que precisará do resultado diante da sua torcida para se garantir na Libertadores), mas também dependendo que outros concorrentes percam pontos. É o preço que se paga por demorarmos a mostrar  uma maior competência.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.

O ovo e a galinha

Leia o post original por JC

Qualquer pessoa seja minimamente precavida sabe que não se pode contar com o ovo na cloaca da galinha. Mas se o torcedor vascaíno não considerar a partida contra o Náutico um jogo ganho, é melhor desistir da permanência na Série A de uma vez. Na situação em que o Vasco se encontra, vencer o Timbu em casa, dentro de um estádio lotado, é – mesmo que eu não ache que exista isso no futebol, seja qual for o confronto – uma obrigação.

Ainda mais com o time pernambucano na crise em que se encontra. Depois de ameaçar nem entrar em campo por causa dos quatro meses de salários atrasados (parênteses: engraçado como isso só virou notícia quando os jogadores do Náutico resolveram entrar em greve. No Vasco, bastam dois dias de atraso para que o fato vire manchete. Fecha parêntese), a única possível motivação do nosso adversário hoje é não fazer a pior campanha da história dos pontos corridos. E, sem querer menosprezar o alvirrubro, não há muita coisa que eles possam fazer para conseguir esse objetivo hoje. Tirando o Maikon Leite, que chegou a fazer alguns gols nesse returno do campeonato, o Náutico não tem outras armas que cheguem a ameaçar qualquer oponente.

Já o Vasco tem a oportunidade única de deixar melhor encaminhada sua permanência na elite no ano que vem, desde que faça o dever de casa de melhor maneira possível. E isso significa não apenas vencer, mas vencer bem: depois do empate do Fluzim com o Galo, uma vitória com uma diferença de quatro gols fará com que fiquemos com um saldo de gols igual a dos tricoflores, que chegarão à última rodada precisando de uma vitória contra o Bahia. Como o Furacão provavelmente precisará da vitória contra nós na próxima partida, garantir que os tricoleres baiano e carioca não possam fazer um jogo de compadres é importantíssimo.

É, estou contando não apenas com a vitória hoje, como também espero um placar dilatado para o nosso lado. Soa pretensioso, mas para nós não resta muita escolha. Vencer, e vencer bem, se tornou uma necessidade para o Vasco. Adilson escalou o mesmo time que encarou o Cruzeiro, e se jogarmos com a mesma aplicação, podemos conseguir esse objetivo.

VASCO X NÁUTICO
Alessandro; Fagner, Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazu e Pedro Ken; Marlone, Edmilson e Thalles.Ricardo Berna, Maranhão, Alison, Leandro Amaro e Bruno Collaço; Derley, Gustavo Henrique, Martinez e Tiago Real; Rogério e Maikon Leite.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Marcelo Martellote.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 01/12/2013. Horário: 17h. Árbitro: Anderson Daronco (RS).  Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Rafael da Silva Alves (RS).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. No site “Ao Vasco Tudo!também está no ar uma coluna nova.

 

Tema livre

Leia o post original por JC

E no primeiro round entre o Vasco e os representantes do Matheus Índio – não vou colocar o garoto como responsável por essa história, já que nem idade para isso ele tem – o clube da Colina saiu vencedor: o judiciário julgou improcedente a  ação que pedia desligamento do Vasco por atraso salarial e outros encargos trabalhistas. Com essa decisão, Índio volta a ser atleta vascaíno e deve deixar o Panapolense.

É óbvio que essa questão não está terminada. Certamente ainda haverá recursos e nessa, quem pode acabar sendo o maior prejudicado é o próprio Índio. Não sabe para onde vai ou onde fica e dificilmente encontrará o melhor dos climas na Colina. Enquanto isso, quem lucra com a briga fica esperando o resultado (e a grana que o garoto vale).

A foto que ilustra o post define bem a situação dos talentos vascaínos da base. Sem querer desmerecer a Penapolense: preferir usar essa camisa à uma com a tradição e – já que a grana também é importante – a exposição que tem a do Vasco é um sinal claro de como nossas promessas estão sendo tratadas.

***

O deprimente final do Brasileirão 2013 segue criando histórias inacreditáveis: depois das ridículas acusações sobre uma estapafúrdia entregada do Cruzeiro, essa da articulação para um possível tapetão anti-rebaixamento é de chorar. Ainda bem que todos os possíveis envolvidos – possíveis sim, já que nenhum clube teve coragem de assumir publicamente que usaria desse expediente – desistiram da ideia antes do seu nascimento. Seria um fim ainda mais melancólico para esse campeonato.

***

Começa hoje a venda de ingressos para Vasco x Náutico para os não sócios. Quem pretende dar uma força ao time no estádio deve correr para garantir o seu: em São Januário e na Arena Maracanã as filas estão grandes.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

Respiro na hora certa

Leia o post original por JC

O Vasco ainda tem muito o que fazer nesse campeonato para garantir sua permanência na elite do futebol brasileiro, mas começou bem a série de jogos decisivos. Compensando a falta de técnica com muita garra, o time venceu o Cruzeiro por 2 a 1 e segue vivo na briga para fugir do Z4.

Com uma maioria de reservas e obviamente já pensando nas férias, a raposa acabou surpreendida por um Vasco lutador e que tinha muito mais interesse na partida. O gol de Thalles, mostrando mais uma vez sua estrela no novo estádio, logo aos dois minutos do primeiro tempo também nos ajudou. Além de ter empolgado a torcida e os jogadores, a vantagem deu mais tranquilidade para a equipe, que conseguiu se segurar mesmo quando o Cruzeiro partia para o ataque. Com uma transição entre seus setores defensivo e ofensivo muito mais eficiente que a do Vasco, o time mineiro criou algumas chances e poderiam até ter empatado, como num perigoso chute do Éverton Ribeiro, defendido por Alessandro.

Mas no lance seguinte, o Vasco ampliou: numa das raras saídas de bola não feitas com um chutão do goleiro para o ataque, Yotun tocou para Marlone, que passou para Pedro Ken. O camisa 10 se livrou da marcação, tocou para trás e Edmilson recebeu. O atacante acertou uma bomba de fora da área ampliando a vantagem vascaína.

Na volta do intervalo, Marcelo Oliveira mexeu na sua equipe, colocando Julio Baptista no lugar do apagado Vinícius Araújo. E logo no primeiro minuto o time mineiro conseguiu marcar um gol, anulado pela arbitragem. Era o sinal de que o Cruzeiro não estava morto no jogo. Nosso adversário mantinha a posse de bola, mas sem muita contundência e nós passamos a esperar pelos contra-ataques. E a melhor chance do Vasco no segundo tempo surgiu num contragolpe, com Thalles arrancando e obrigando o goleiro cruzeirense a fazer uma grande defesa após um belo chute.

O Cruzeiro ainda conseguiu diminuir, com Éverto Ribeiro cobrando falta que tinha a intenção de ser um cruzamento mas que acabou no fundo das redes. Com o risco de um empate mais próximo, Adilson aproveitou a contusão do Fagner e colocou Renato Silva em seu lugar, deixando clara a intenção de segurar o resultado. Para isso contou com as dificuldades do próprio Cruzeiro, que mesmo tendo mais posse de bola, não chegava a ameaçar. No fim do jogo, o Vasco passou a segurar a bola no campo adversário esperando o apito final, que veio sem alterações no placar.

Claro que seria inocência acreditar que a atuação de ontem seria a mesma contra um Cruzeiro ainda brigando por alguma coisa, mas o Vasco fez por onde conquistar a vitória. Não é difícil para qualquer vascaíno lembrar de vários jogos em que o adversário facilitou a nossa vida e mesmo assim não conseguimos os três pontos. Não foi o caso de ontem: mesmo com as já conhecidas dificuldades da equipe, criamos jogadas, finalizamos um bom número de vezes e podemos dizer que não seria injusto se nossa vantagem fosse mais folgada.

Ainda estamos longe de uma posição confortável. Continuamos precisando vencer os dois jogos que nos restam e, para garantir, secar nossos adversários na luta contra o rebaixamento. Mas essa vitória dá um novo ânimo ao time e à torcida num momento crucial da competição. Conseguimos um breve respiro e temos mais razões para crer que nada está perdido.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Em breve publicarei uma coluna sobre o jogo no site Torcida Carioca, e quando estiver no ar, avisarei por aqui.

Update: já está no ar a coluna no site Torcida Carioca, falando das ridículas suspeitas levantadas sobre a partida…

Uma única opção

Leia o post original por JC

Por conta das circunstâncias o post de hoje será paradoxal. Se por um lado a situação do Vasco é complicadíssima, por outro, escrever sobre a partida contra o Cruzeiro é muito simples. Poderia resumir tudo em uma só frase: para nós, não há outro resultado aceitável além da vitória.

Mas como ficaria feio escrever apenas uma linha, é preciso falar um pouco do nosso adversário. O que, convenhamos, também é fácil. Já campeã, a equipe mineira é a única – além do Náutico, por motivos opostos – que não precisa fazer mais nada no campeonato. Mesmo a ambição de bater o recorde de pontos na competição, que pertence à campanha sãopaulina de 2006, pode ser alcançada nas rodadas que faltam. Até por conta disso, Marcelo Oliveira resolveu fazer experiências e trazer para o Rio uma equipe recheada de reservas. Essa aparente quebrada de galho tem seu lado bom, mas também nos traz riscos: certamente quem não tem chance entre os titulares cruzeirenses devem querer mostrar serviço. E com um elenco tão qualificado, dificilmente teremos um jogo molezinha.

Até porque, na fase em que o Vasco anda, não existe adversário fácil. Com a defesa que temos e com um ataque que parou de funcionar, nossas limitações têm nos trazido mais problemas que nossos oponentes. Adilson Batista parece ter aprendido a lição depois do bisonho desempenho ofensivo do time contra os Gambás e resolveu armar uma equipe com maiores chances de criar jogadas. O 3-5-2 sem armadores mudou para um 4-3-3, com a saída do Renato Silva e a entrada do garoto Thalles. Ainda que o meio não tenha um armador de ofício, Marlone (jogando um pouco mais recuado) e Pedro Ken (se desdobrando entre a marcação e a criação) podem fazer o time mais efetivo do meio pra frente. O que, todos sabem, é desesperadamente necessário hoje.

De mole em mole o Vasco chega às últimas rodadas do Brasileirão precisando de 100% de aproveitamento para não depender de ninguém, sendo obrigado a ter sua primeira sequência de três vitórias na competição. É hora de mostrar a força que o time deixou de mostrar em praticamente todo o campeonato. E como mesmo os três pontos não nos tiram do Z4 e uma derrota pode, na prática, nos rebaixar já nessa rodada, vencer é nossa única opção.

VASCO X CRUZEIRO
Alessandro; Fagner, Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazu e Pedro Ken; Marlone, Edmilson e Thalles.Rafael; Ceará, Léo, Paulão e Egídio; Nilton e Lucas Silva; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Vinícius Araújo.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Marcelo Oliveira.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 23/11/2013. Horário: 19h30. Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES).  Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Anderson Antonio Zanotti  (ES).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

***

Até ontem, menos de 25 mil ingressos foram vendidos. Muita gente deve deixar pra comprar na hora, outras tanta já não acreditam na reação do time. Mas vale lembrar que nesse momento, a força da torcida é importantíssima para empurrar a equipe. Ninguém precisa esquecer as críticas a tudo o que acontece na Colina, mas a briga para permanecer na elite deve ser prioridade. Quem puder ir apoiar a equipe em campo, não pode deixar de fazê-lo. Basta lembrar que o VASCO é mais importante que qualquer coisa.

***

Caminhão derrubando muro em São Januário? Pra acabar com essa fase do clube, só mesmo uma reza forte ou um banho de descarrego!

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.

Nunca é o bastante

Leia o post original por JC

Mais uma vez o Vasco teve a chance de dar uma respirada no Brasileirão e mais uma vez deixou a chance ir embora. Ainda que estejamos no momento fora do Z4, não há muitos motivos para comemorar o empate contra o Santos, na Arena Maracanã. Primeiro, porque se terminamos a rodada fora da degola, não foi por mérito nosso, e sim pela ajuda do Fluzim. Depois, porque ainda que se leve em consideração os problemas que tivemos ao longo do jogo, eles não justificam os erros que continuamos cometendo e que sempre comprometem os resultados dos jogos.

Falando dos problemas, é impossível não considerar o impacto de se perder dois jogadores por contusão ainda nos primeiros 25 minutos de jogo, ainda mais quando um deles é o craque do time. O Vasco, que vinha tentando impor seu ritmo no começo da partida, sentiu a saída do Juninho logo aos 8 minutos e viu o Santos passar a jogar com mais consciência e ter as melhores chances. Sem seu líder em campo, o time acusou o golpe e pareceu mais nervoso, errando passes e falhando na marcação, dando muito espaço para o Peixe encaixar seus contra-ataques.

Com a lesão do Reginaldo e a segunda substituição precoce acontecendo, o Santos precisou de apenas um minuto para abrir o placar, numa situação bem conhecida pela torcida: jogador jovem do time adversário, que não havia marcado um gol sequer em toda a competição, tenta um chute do meio da rua e conta com a colaboração do nosso goleiro (seja ele qual for). Em desvantagem no placar, o time se perdeu de vez e sofreu outro gol três minutos depois, numa cochilada coletiva da defesa após bola alçada à área.

Diminuir o prejuízo poucos minutos depois, com mais um gol de Edmilson, deu alguma esperança aos mais 56 mil vascaínos presentes no estádio. Mas seria preciso mais que a força da torcida para que o time revertesse a situação no segundo tempo.

E como no atual momento o Vasco não pode pensar em perder pontos, no segundo tempo o time voltou com outra postura, mais ofensivo e com uma marcação mais adiantada. Contando com o Santos, que passou a esperar pelos contra-ataques, o Vasco passou a dominar a partida e pressionar o adversário. As chances surgiam, mas não se concretizavam por conta da boa atuação do goleiro Aranha ou por conclusões erradas ou precipitadas. O empate só veio depois dos 30 minutos, em tabela feita entre Edmilson e André, que marcou ao acertar um chute de virada.

O empate fez o Santos acordar para o jogo e os minutos finais foi de fortes emoções, com ambos os times procurando o gol da vitória. Mas se houve alguma festa até o final da partida para a torcida na Arena, foi apenas quando soubemos do gol do Pato, que decretou a derrota do Fluminense e a saída do Vasco do Z4.

O time lutou, conseguiu empatar na base da raça, terminar a rodada fora da zona de rebaixamento, mas isso foi muito pouco. Perdemos a chance de abrir três pontos do Z4 e chegar à 15ª colocação num momento em que não poderíamos vacilar. Agora teremos duas partidas dificílimas fora de casa e nossos concorrentes terão adversários teoricamente menos complicados. Dependemos apenas das nossas forças, mas a situação não permite qualquer relaxamento. Precisamos muito de pelo menos uma vitória contra Grêmio ou Corinthians para continuar fora da degola. E para isso acontecer, será necessário fazer mais do que fizemos ontem.

***

Quem merece os parabéns pela atuação de ontem, como não poderia deixar de ser, é a torcida. Compareceu em peso – e é a nova dona do recorde de público pagante na Arena Maracanã – e apoiou o time sempre. Como disse o Adilson Batista, os torcedores presentes mereciam uma vitória como retribuição.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também falo mais sobre a partida numa coluna já publicada no site Torcida Carioca.

Hora da retribuição

Leia o post original por JC

A torcida cumpriu seu papel e acabou com os ingressos na Arena Maracanã. O Galo nos ajudou, empatando com o Bahia. Agora, falta o Vasco fazer a sua parte, vencer o Santos e sair, depois de um tempo muito maior que o aceitável, do Z4. Já tivemos outras chances parecidas para sair da zona do rebaixamento e vacilamos. Dessa vez não podemos facilitar novamente, e não apenas porque o campeonato vai acabando, mas principalmente porque se o time decepcionar mais de 60 mil vascaínos no estádio, vai ser difícil reconquistar a confiança do torcedor nessa reta final de Brasileirão.

E isso fica ainda mais claro quando percebemos que até o adversário da partida é um dos mais propícios. Exatamente no meio da tabela, o Santos está naquela situação em que uma vaga para a Libertadores é um sonho distante e o pesadelo do rebaixamento é uma possibilidade remota e facilmente evitável. Mesmo tendo um bom time – e com Edu Dracena, Arouca, Cícero, Montillo e Willian José, o Santos efetivamente o tem – o Peixe não tá lá muitos motivos para suar demais por uma vitória. Isso pode não significar que o jogo será uma moleza, mas o Vasco tem por obrigação que mostrar muito mais luta que o seu adversário.

Adilson Batista pouco mexeu na equipe que venceu o Coritiba e, aparentemente, as alterações melhoram o time. Com Wendel suspenso, Abuda entra em seu lugar e aumenta o poder de marcação no meio. E Francismar, que não fez nada de útil contra o Coxa, cede lugar ao Reginaldo. Assim, o Vasco assume o 4-3-3 (ou para os mais exigentes, um 4-2-1-3), com Marlone, Edmilson e o próprio Reginaldo jogando no ataque e Juninho, recuperado da lesão que o tirou no início da partida na última rodada, será o responsável pela criação do time, tendo menores obrigações defensivas. Com isso, Pedro Ken deve ficar mais preso à marcação e tanto Fagner como Yotún precisarão dosar suas subidas ao apoio.

Todos nós, incluindo os torcedores que enfrentaram as quilométricas filas para comprar o ingresso e verão o time no estádio, sabemos que nem a Arena Maracanã lotada, nem a possível falta de vontade do nosso oponente e muito menos as mudanças técnicas ou táticas do Adilson que transformarão o Vasco, do nada, em uma equipe maravilhosa. Mas a prova de apoio que virá das arquibancadas deve, no mínimo, ser retribuída pelos jogadores através do esforço total em honrar a camisa que milhares de vascaínos estarão usando hoje. Os que entrarão em campo logo mais sabem a responsabilidade que está em seus pés. E tanto o clube como a torcida esperam que todos cumpram seu papel a contento.

VASCO X SANTOS
Alessandro; Fagner, Cris, Jomar e Yotún; Abuda, Pedro Ken, Marlone e Juninho Pernambucano; Edmílson e Reginaldo.Aranha; Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Eugenio Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Willian José.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Claudinei Oliveira.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 10/11/2013. Horário: 19h30. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).  Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Rafael da Silva Alves (RS).
  O SporTv  transmite para todo Brasil, exceto RJ. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

***

Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG.