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Opinião: Tite precisa mudar. Ataque do Flamengo serve de inspiração

Leia o post original por Perrone

Tite tem suas convicções táticas, e não é de abandoná-las facilmente. Isso mesmo pressionado como agora, depois de mais um jogo ruim da seleção brasileira na derrota por 1 a 0 para a Argentina, nesta sexta (15). Na opinião deste blogueiro, pelo menos uma dessas certezas do treinador do Brasil já deveria ter sido deixada de lado antes da Copa da Rússia. Falo do sistema em que atletas guardam suas posições no campo ofensivo já se preparando para a retomada da posse de bola.

A falta de deslocamento de meias e atacantes facilita a vida dos defensores adversários. No último Mundial, por exemplo, Neymar foi desperdiçado fixo na beirada do campo, e Gabriel Jesus foi mais incentivado a marcar do que a buscar o gol.

Os maus resultados recentes empurram o treinador da seleção para repensar seu estilo de jogo. E uma boa fonte de inspiração é o ataque do Flamengo de Jorge Jesus. Meias e atacantes trocam de posições, dão opções para quem está com a bola e confundem a marcação adversária. É comum o rubro-negro invadir a área rival com quatro jogadores, por exemplo. A chance de o adversário se atrapalhar com um ataque em massa, rápido e flutuante é maior.

O técnico da seleção já rasgou elogios ao atacante flamenguista Bruno Henrique e, certamente, não o convocou mais vezes para evitar prejudicar o time de Jesus, que briga pelos títulos do Brasileirão e da Libertadores.

Mas não basta chamar Bruno Henrique e até mesmo seu parceiro Gabigol e amarrá-los à rigidez tática de Tite. É preciso explorar suas movimentações. Rodrygo também pode ser muito útil se o treinador do Brasil resolver dar outra cara para seu ataque, com mais movimentação e velocidade.

Claro que mudar radicalmente o jeitão da equipe na frente vai exigir ajustes atrás. Tite precisará revisar o seu normalmente sólido sistema defensivo. E não creio que ele se anime com a ideia. Esse é o dilema do treinador para sobreviver no cargo. Se não deixar pelo caminho alguns conceitos e perceber que tem jogadores que podem render muito com outro estilo de jogo, ele terá séria dificuldades para se manter no cargo.

Opinião: exposição de Bolsonaro na Copa América e com Neymar é desastrosa

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, a proximidade exagerada com o presidente Jair Bolsonaro traz mais malefícios do que benefícios, pelo menos a curto prazo, para Conmebol, CBF e Neymar. Chega a ser desastrosa.

Começando pelo atacante, Cosme Araújo, advogado de Najila Trindade, que o acusa de estupro, reclama que a aparição pública do jogador ao lado do presidente na semifinal da Copa América foi uma forma de blindagem ao astro do PSG. E as demonstrações de proximidade entre eles têm sido frequentes.

Na prática o que Neymar ganha com isso? Pra mim nada além de dar brecha para dizerem que mostrar ter amizade com o presidente do Brasil é uma demonstração de poder no momento em que enfrenta uma acusação delicada. Claro que ele tem o direito de se relacionar e aparecer em público com quem quiser. Mas poderia entender melhor o momento e se preservar.

Em termos de Conmebol e CBF a resposta sobre os efeitos negativos da exposição exagerada de Bolsonaro na Copa América foi dada pela AFA. A federação argentina enviou carta para a entidade sul-americana reclamando da arbitragem na derrota por 2 a 0 para o Brasil, mas também de que teria havido manifestação política vetada até pela Fifa com a meia volta olímpica dada por Bolsonaro no gramado durante o intervalo do jogo.

E os argentinos têm autoridade para falar sobre os constrangimentos que podem causar o fato de o presidente de um país não se limitar às tribunas do estádio em um jogo decisivo. O livro “Fomos Campeões”, do argentino Ricardo Gotta, diz que antes do jogo entre Argentina e Peru na Copa de 1978, o general Videla, que comandava uma sangrenta ditatura no país sede do Mundial, foi ao vestiário dos peruanos. Lá discursou sobre a solidariedade entre os dois países. A Argentina precisava vencer por pelo menos quatro gols de diferença. Ganhou de 6 a 0 e tirou o Brasil da decisão, sendo campeã na final contra a Holanda.

Claro que há uma enorme diferença entre os gestos dos militares Videla e Bolsonaro. Porém, foi aberta a porta para os argentinos, eliminados pelo Brasil, reclamarem. Foi desnecessário. A voltinha ao redor do campo não vai fazer Bolsonaro ser mais popular entre os eleitores brasileiros. E nem representou alguma vantagem para a CBF ou para a Conmebol. Não de imediato, sei lá o que podem tentar costurar no futuro. Muito menos para a Copa América, que ganhou um item a mais na relação de queixas contra sua organização.

Teria sido melhor para todas as partes que Bolsonaro se limitasse a um comportamento institucional, como tantos presidentes em competições recebidas por seus países. Quase sempre eles se restringem à presença protocolar nas tribunas dos locais de competição.

Para o capitão também não vejo benefícios ao misturar sua imagem com a Copa América, torneio que tem sua organização tão criticada. E ainda mais depois de tantos casos sinistros envolvendo políticos e grandes eventos esportivos no país nos últimos anos. Se todos os envolvidos pararem para pensar, teremos uma presença mais discreta de Bolsonaro no Maracanã, se ele aparecer na final entre Brasil e Peru neste domingo (7).

Gabriel Jesus é exemplo do ‘MIMIMI’ dessa boleirada moderna

Leia o post original por Craque Neto 10

Sei que hoje a molecada domina as redes sociais e dá um valor danado para essa tal de ‘Geração PlayStation’. Mas a verdade é que esse monte de jogador de hoje em dia, a maioria desses milionários que integram a Seleção Brasileira, não limpam as chuteiras de jogadores de um passado recente. Dá pra comparar um Ronaldo Fenômeno, Romário, Edmundo, Rivaldo com esses atacantes atuais? Pelo amor de Deus! É até vergonhoso falar. Mas existe o fato de que a Fifa e o mundo da bola sempre os classificam como os melhores da Europa. Sempre estão naquela Seleção de craques […]

É muito melhor

Leia o post original por Rica Perrone

O Galvão tem razão. É muito melhor contra eles. É diferente. Temos apenas nesse jogo a sensação de ganhar de um rival com a seleção. Por mais que Itália e Alemanha sejam consideravelmente maiores que a Argentina, a gente não se odeia. A gente se respeita. Por mais que seja o Uruguai que nos calou…

Melhor jogo da ‘Era’ Tite… e a Argentina chora!

Leia o post original por Craque Neto 10

Me recuso a concentrar meus comentários na atuação do Messi. Também não quero ficar analisando a atuação fraca da equipe da Argentina como um todo. O que vale ressaltar hoje é a apresentação sólida e consistente da Seleção Brasileira . Sem sombra de dúvida foi o melhor jogo desse time sob o comando do técnico Tite. Claro que não podemos contar aí essas babas caça-níqueis que a CBF marca para ganhar dinheiro. Nesse duelo do Mineirão o nosso treinador armou muito bem a equipe taticamente. Os argentinos praticamente não levaram perigo ao gol do Alisson. Talvez exceção a um chute […]

Ousadia combinada com disciplina de Tite põe Brasil na final

Leia o post original por Perrone

Dribles, chapéu, ousadia e improviso colocaram a costumeiramente pragmática seleção de Tite na final da Copa América.

O Brasil foi Brasil como não era havia muito tempo. Isso não significa que a seleção deixou de lado o rigor tático de seu treinador. O que houve foi a combinação entre disciplina, criatividade e ousadia. Algo que certamente Tite buscava, mas não alcançava, como não alcançou na Copa da Rússia.

O primeiro gol resume bem isso. Daniel Alves deu chapéu e drible para avançar com a bola. Daí Firmino e Gabriel Jesus, autor do tento, estavam onde o treinador queria que estivessem para concluir a jogada e abrir o placar. A ousadia serviu à disciplina.

O segundo gol também teve essa combinação de posicionamento treinado e drible com Jesus e Firmino, que balançou a rede.

Mas quem assistiu à vitória brasileira por 2 a 0 no Mineirão sabe que não foi fácil. Assim como o Brasil, a Argentina também fez sua melhor atuação no torneio.

E deu no que deu. Uma partida com golaço, dribles lindos, bola na trave, nervosismo, discussão.  Tudo que os melhores duelos entre os rivais costumam ter.

O saldo foi um jogo que salvou a Copa América, fraca tecnicamente até aqui, mostrou o crescimento do Brasil e uma sensível melhora argentina.

Brasil tem pontinha de favoritismo contra a Argentina.

Leia o post original por Nilson Cesar

Estarei no Mineirão nesta terça e acho que irei narrar uma vitória Brasileira. Só tenho um receio. Se o Messi resolver jogar nesta Copa América diante do Brasil a coisa pode complicar. O Brasil tem um time mais pronto. A Argentina está jogando mal, mas se trata do adversário de maior rivalidade do Brasil. Tite precisa parar com discursos complicados para se entender, e exigir um melhor desempenho…

Fonte

Opinião: nas semifinais, só Brasil tem pequeno favoritismo

Leia o post original por Perrone

Pelo que apresentaram nas quartas de final os quatro sobreviventes, só o Brasil, diante da Argentina, chega às semifinais da Copa América com um pequeno favoritismo, na opinião deste blogueiro. Entre Chile e Peru não há favoritos.

A seleção brasileira sofreu mais para eliminar o Paraguai nos pênaltis do que os argentinos, que fizeram 2 a 0 na Venezuela. Porém, nos 90 minutos, o time de Tite mostrou mais capacidade de criação, ajudado, claro, pelo fato de o adversário estar com um a menos durante quase todo o segundo tempo.

Na base de mudanças durante o torneio, Tite fez seu time apresentar pequena evolução. E parece existir margem para crescer mais.

Já a Argentina está estagnada. Nos primeiros minutos contra a Venezuela deu a impressão de que mostraria crescimento. Porém, depois de abrir o placar voltou a ser o mesmo time lento e aparentemente desinteressado dos outros jogos.

A menos que o verdadeiro Messi resolva desembarcar no Mineirão no lugar do craque cansado que temos visto, a Argentina vai depender de sua velha garra. Ela  também ainda não se apresentou na competição. Enfrentar seu maior rival ajuda muito para isso acontecer.

Jogar em casa é o fator que completa esse mínimo favoritismo brasileiro.

Do outro lado, a tendência é que Chile e Peru façam um jogo tão equilibrado quanto feio.

O cardápio de jogadas ofensivas das duas seleções é enxuto. Os peruanos insistem angustiantemente em chutões em busca de Guerrero isolado na área.

Por sua vez, os chilenos tocam mais a bola, mas têm pouca criatividade para fazer algo além de cruzá-la na área, o que executam com eficiência.

O cenário descrito acima mostra como é difícil fazer previsões sobre quem serão os finalistas. Está mais duro do que nas quartas. E acertei apenas 50% dos semifinalistas: Brasil e Argentina. Colômbia e Uruguai, meus outros favoritos, ficaram pelo caminho.  Ou seja, a chance de queimar a língua agora é muito maior.

 

Opinião: Peru se classifica após jogo tão ruim que parecia do Brasileirão

Leia o post original por Perrone

Medalhões jogando mal, abundância de passes errados, finalizações bizarras, lentidão, passes laterais e excesso de chutões, principalmente buscando Guerrero, cercado por rivais. Teve ainda muita resenha do árbitro com os jogadores e demoradas checagens do VAR.

A descrição poderia ser de uma partida frequentemente assistida no Brasileirão, mas é o retrato do que foi Uruguai 0 x 0 Peru pelas quartas de final da Copa América. Nada muito diferente dos outros três jogos dessa fase. Dois deles sem gols (Brasil x Paraguai e Chile x Colômbia). Só a Argentina não precisou dos pênaltis ao vencer a Venezuela por 2 a 0, mas também sem brilho.

Na Fonte Nova, os uruguaios Cavani e Suárez e o peruano Guerrero jogaram muito abaixo do que podem, como já havia feito Messi na vitória argentina.

Os números da partida mostram como foi ruim o jogo em Salvador. Foram só três finalizações certas nos pouco mais de 90 minutos, todas do Uruguai, que ainda errou seis arremates. Cavani foi preciso em suas duas tentativas e marcou na disputa de pênaltis. Suárez falhou no único tiro ao gol e ainda perdeu seu pênalti. Os peruanos erraram as três conclusões feitas por eles. Guerrero não finalizou durante o jogo. Porém, deixou sua marca na disputa dos pênaltis. Os dados são do site especializado Footstats.

Depois do sonolento duelo no tempo regular, a perfeição dos peruanos nos pênaltis foi premiada. Acertaram as cinco cobranças e viram o Uruguai perder uma. Assim, temos mais um semifinalista que chega sem encantar, como Brasil, Argentina e Chile.