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Mais caro do River, Pratto custou menos do que Fla pagou por Gerson

Leia o post original por Perrone

A diferença de poderio financeiro entre Flamengo e River Plate, adversários na final da Libertadores neste sábado (23), em Lima, pode ser medida pela aquisição de Lucas Pratto pelo time de Buenos Aires, no ano passado. Tratado pela imprensa argentina como a contratação mais cara da história do clube, ele ficaria em terceiro lugar na relação dos reforços mais caros do rubro-negro para a atual temporada.

O River aceitou pagar pelo ex-são-paulino R$ 49.542.000, segundo registro no balanço financeiro do São Paulo referente a 2018. Nessa conta não estão bônus por desempenho acertados na negociação.

A quantia desembolsada pelos argentinos por Pratto é inferior ao investimento feito pelo Flamengo em Gerson, sua segunda contratação mais dispendiosa para este ano. O meio-campista adquirido junto à Roma custou ao rubro-negro R$ 51.347.000, sem contar gastos com intermediação. O dado está disponível em balancete publicado pelo clube da Gávea em seu site.

O mesmo documento aponta como maior investimento feito pelos rubro-negros para a atual temporada a aquisição de Arrascaeta. A compra foi acertada por R$ 76.096.000. Isso sem levar em consideração despesas com comissões e eventuais bônus por desempenho. De acordo com o balancete, desse valor ficou definido o repasse de R$ 51.084.000 para o Cruzeiro com o restante sendo destinado ao Defensor (URU).

Pratto só aparece com valor superior a partir de Bruno Henrique, que custou ao Flamengo R$ 23.620.000 e foi o terceiro maior investimento do time brasileiro. Ao contrário do que acontece com o ex-santista, Arrascaeta e Gerson, Pratto começa a decisão na reserva. Após ser importante para o River na conquista do título continental em 2018, ele perdeu sua vaga entre os titulares na atual edição.

Vale lembrar que, em setembro deste ano, a diretoria do São Paulo acionou a Fifa reclamando de inadimplência do River Plate em pagamento de parcela referente à contratação do atacante.

Prêmio por vaga em final cobre gasto com compra de direitos de B. Henrique

Leia o post original por Perrone

A premiação assegurada pelo Flamengo só pela classificação à final da Liberadores é suficiente para cobrir o gasto com a compra dos direitos de Bruno Henrique e pagamentos de luvas ao jogador. A bonificação é de US$ 6 milhões (R$ 24.049.800 pela cotação desta quinta, dia 24). Essa é a quantia destinada ao vice-campeão do torneio. Ou seja, é o mínimo a ser embolsado pelo time de Jorge Jesus.

De acordo com o balanço do rubro-negro referente aos seis primeiros meses de 2019, a compra dos direitos econômicos e federativos de Bruno Henrique foi acertada junto ao Santos por R$ 23 milhões. O documento também mostra que foi combinado um pagamento de R$ 900 mil ao jogador como luvas. Ou seja, a quantia mínima que o Flamengo vai levar pela vaga na final é suficiente para cobrir esses gastos na transferência de Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 149.800.

Porém, vale lembrar que o clube da Gávea também se comprometeu a pagar R$ 1.277.000 para a D3 Consultoria Esportiva e R$ 1.610.000 para a Yesport Marketing Esportivo pela intermediação na negociação por Bruno Henrique.

Caso conquiste o título da Libertadores, no lugar dos US$ 6 milhões, o Flamengo embolsará US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 48,1 milhões). A bolada supera facilmente o que o clube recebeu nos seis primeiros meses de 2019 em patrocínio: R$ 30.790.000, de acordo com o balanço do primeiro semestre.

Contando o que já recebeu nas outras fases e a premiação mínima por ser finalista, o rubro-negro tem assegurados na competição US$ 13 milhões (cerca de R$ 52,1 milhões). O montante representa quase a metade do que a agremiação gastou com salários no departamento de futebol, incluindo jogadores e seus direitos de imagem até 30 de junho. Segundo o balanço do primeiro semestre, essa despesa, contando encargos e benefícios, foi de R$ 103.138.000.

Se levantar a taça, o Flamengo acumulará premiação total na competição no valor de US$ 19 milhões (cerca de R$ 76,1 milhões). A quantia é suficiente para cobrir a despesa gerada pela compra de 75% dos direitos de Arrascaeta. No balanço do clube referente ao primeiro semestre o custo com direitos do jogador está registrado em R$ 76.096.000. Nesse valor não estão calculados pagamentos de comissões.

O blog tentou ouvir Márcio Garotti, diretor de financeiro do Flamengo, sobre como o clube usa a premiação recebida no torneio continental, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

 

Compreensível

Leia o post original por Rica Perrone

O rubro-negro sempre foi megalomaníaco. Sua postura nunca foi proporcional aos resultados e a graça do Flamengo é exatamente essa. A facilidade com que se vai do céu ao inferno e a injustificável confiança em momentos não tão favoráveis. Ser Flamengo é esperar o improvável como tendência. Nunca o flamenguista foi tão “insuportável”.  Também pudera,…

… de novo?!

Leia o post original por Rica Perrone

Quando o Flamengo escalou o time reservas hoje não esperava tamanha dificuldade em conseguir o empate. Mas sabia estar lidando com um time de psicológico assustadoramente frágil. Talvez por isso eu tenha dito aqui na semana passada que era melhor pro Vasco o Flamengo titular. Tiraria dele a pressão e a “obrigação”, pois poucos times…

Sem capricho

Leia o post original por Flavio Prado

 

Ronaldo Fenômeno estreou no Corinthians em Itumbiara, contra o time local. E terminou sua passagem pelo clube em Ibagué.

 

 

Arrascaeta foi a maior contratação do futebol brasileiro dos últimos anos. Gabigol custa uma fortuna. E ambos podem estrear no Flamengo contra o Resende, em Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca. Meu Deus, nada mais anti-marketing. Até pelo que custaram e pelo barulho que deu, especialmente Arrascaeta, o bom senso manda que se fizesse um evento especial para o primeiro jogo.

Sei que os campeonatos regionais são desinteressantes em qualquer lugar. Mas num clássico, no Maracanã, já atenuaria. A renda poderia ser bem melhor, ajudando a amortizar as dívidas com as duas compras. E não é o primeiro caso. Ronaldo Fenômeno estreou no Corinthians em Itumbiara, contra o time local. E terminou sua passagem pelo clube em Ibagué.

Há muito que evoluir. Inclusive nesta área, onde clubes grandões do mundo ganham milhões. No Brasil é tudo de qualquer maneira. Vai do jeito que der. E são perdidas ótimas chances de momentos marcantes e faturamentos especiais.  Esses momentos são cada vez mais raros no nosso futebol. Deveriam ser melhor aproveitados.

Bastidores da venda de Arrascaeta têm 246 mil mensagens hostis e tensão

Leia o post original por Perrone

De Arrascaeta se transformou na contratação mais cara da história envolvendo clubes brasileiros depois de três dias de reuniões, momentos de tensão e alegação de centenas de milhares de mensagens ofensivas. Os encontros aconteceram em Montevidéu, no Uruguai, com os vários interessados na negociação que tirou o jogador do Cruzeiro e o colocou no Flamengo.

No ápice da polêmica, Arrascaeta e Daniel Fonseca, um de seus empresários, alegaram terem recebido em seus celulares cerca de 246 mil mensagens hostis de torcedores do time mineiro. Conforme apurou o blog, eles chegaram a falar em pedir a liberação do atleta na Fifa apontando falta de segurança para continuar em Belo Horizonte.

O argumento foi rebatido por André Cury, empresário que representou o Cruzeiro nas tratativas. Ele respondeu que, se fosse “fácil assim”, ninguém precisaria desembolsar uma fortuna para tirar Neymar do PSG, por exemplo. Bastaria vazar  o número de telefone dele para os torcedores e esperar a reação em cadeia.

O blog não conseguiu localizar Arrascaeta e Fonseca para falar sobre o assunto. Mas, no início do rompimento com seu ex-clube, o meia emitiu nota reclamando de mensagens ofensivas. Ele afirmou que depois da reunião em que Itair Machado, vice de futebol cruzeirense, e seu empresário se desentenderam por conta da primeira oferta do Flamengo, os números dos celulares de ambos se tornaram públicos. Imediatamente teriam virado alvos de centenas de mensagens com insultos e ameaças. Na ocasião, o uruguaio também disse que estava avaliando com seu estafe o que seria melhor para sua segurança.

Depois da discussão entre o vice do Cruzeiro e o empresário do meia, o clube de Belo Horizonte chamou Cury para representá-lo na tentativa de acordo. Então, o empresário foi para o Uruguai onde estava o jogador.

Das reuniões realizadas a partir de então, também participaram o outro agente de Arrascaeta, Javier Manzo, e Bruno Spindel, CEO do Flamengo, entre outras pessoas. De acordo com um dos participantes, até o representante de uma financeira que seria credora de um dos envolvidos no negócio chegou a ter assento numa das tratativas. Também foi apontada a presença de guarda-costas.

Na última segunda, por volta da 1h, uma das reuniões terminou com o negócio praticamente fechado. Na manhã seguinte, porém, houve nova divergência em relação a um valor que o Club Atenas, do Uruguai, tinha a receber do Cruzeiro. O impasse adiou o fechamento da transferência, que aconteceu após nova rodada de discussões.