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Por que defesa de Ronaldinho fala em pedir reparação à Justiça paraguaia?

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Ao chegar com seus clientes ao Brasil na última terça (25), Sérgio Queiroz disse para a Rádio Gaúcha que estuda pedir reparação à Justiça do Paraguai por injustiças que Ronaldinho Gaúcho e Assis teriam sofrido. Ao blog, o advogado afirmou que descansaria por alguns dias e depois analisaria essa possibilidade.

No decorrer do processo no qual os ex-jogadores foram acusados de porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso, Queiroz alegou que foram cometidas irregularidades.

Um dos pontos mais criticados por ele é a medida cautelar que revogou a liberação de seus clientes em 6 de março, após serem detidos com os passaportes e cédulas de identidades falsas.

A primeira decisão entendia que os brasileiros não sabiam que os documentos eram falsos e não tinham agido de forma dolosa. Eles poderiam se livrar do processo apenas pagando uma multa como reparo por dano social.

Porém, depois disso, o Ministério Público mudou seu entendimento e pediu a prisão preventiva da dupla, aceita pela Justiça. A principal alegação era a necessidade de se investigar se ambos estavam envolvidos em outros crimes, como lavagem de dinheiro.

Como nunca foi comprovado o crime de lavagem de dinheiro ou outro delito, além do uso e porte de documentos falsos, Queiroz entende que os irmãos ficaram presos no Paraguai entre março e agosto de maneira injusta.

O defensor sustenta nunca ter havido indício de prática de lavagem de dinheiro por parte dos brasileiros. A privação da liberdade é o maior dano sofrido por seus clientes, na opinião do advogado. Ou seja, eventual pedido de reparação atacaria esse ponto.

Depois de passarem 32 dias presos preventivamente num quartel adaptado para funcionar também como prisão, Ronaldinho e Assis passaram para o regime de prisão domiciliar num hotel de luxo em Assunção no mês de abril.

Apesar de Queiroz não detalhar como seria um pedido de reparação de danos, em tese, os gastos com o hotel podem ser questionados.

Na última segunda, a Justiça liberou Ronaldinho e Assis mediante o pagamento de multas por dano social de US$ 90 mil e US$ 110 mil.

O processo contra Ronaldinho foi suspenso por um ano. Assis foi condenado a dois anos de prisão, mas teve a pena suspensa por 24 meses. Se ambos cumprirem todas as exigências da Justiça do  Paraguai, as ações serão arquivadas.

A liberação mediante pagamento de multa é o que a defesa defendia desde o início do processo.

Por sua vez, o Ministério Público paraguaio nega terem ocorrido irregularidades.

 

Amigos de Ronaldinho em prisão acompanham audiência ao vivo e vibram

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A audiência na qual a Justiça paraguaia autorizou a volta de Ronaldinho Gaúcho e Assis ao Brasil teve tratamento de final de campeonato nesta segunda (24) na “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, quartel adaptado para ser usado também como prisão, em Assunção, no Paraguai.

Os ex-companheiros de Ronaldinho e Assis assistiram à sessão ao vivo. A Justiça paraguaia fez a transmissāo ao em rede social.

“Eles (ex-companheiros de Ronaldinho) assistiram pela TV. Seus amigos estão muito felizes pela notícia”, afirmou ao blog o comissário Blas Vera, administrador do local.

De acordo com Vera, os detentos com os quais Ronaldinho fez amizade se reuniram para acompanhar a audiência, mas respeitando regras de distanciamiento social impostas no quartel para combater a transmissão do novo coronavírus.

Nos 32 dias em que ficou preso preventivamente na instituição, até mudar para prisāo domiciliar num hotel de luxo na capital paraguaia, Ronaldinho chamou atençāo pela interação com os demais presos. O ex-astro do Barcelona jogou futebol e futevôlei e participou de churrasco. Ele era constantemente mimado pelos companheiros e frequentemente tirava fotos e gravava vídeos com os novos amigos. Foi no quartel e presídio que Ronaldinho comemorou seu aniversário de 40 anos.

Na audiência desta segunda, a Justiça homologou pedido do Ministério Público paraguaio para suspender por um ano o processo contra o ex-jogador da seleção brasileira por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso. A decisão permite sua volta ao Brasil. A defesa espera que o retorno aconteça já nesta terça. Foi determinado o pagamento de uma multa por dano social de US$ 90 mil (cerca de R$ 503,5 mil).

Assis foi condenado a dois anos de prisão, mas teve a pena suspensa por dois anos e aplicaçāo de multa de US$ 110 mil (aproximadamente R$ 615,4 mil). Ele terá que se apresentar a cada quatro meses a uma autoridade da Justiça brasileira. Ambos nāo podem mudar de endereço sem avisar a Justiça paraguaia. Os irmãos têm liberdade para viajar.

Se todas as exigências forem cumpridas, as ações serāo encerradas ao final das suspensões.

As medidas impostas para Assis sāo mais duras porque o Ministério Público acredita que ele tinha conhecimento da confecção dos passaportes e das cédulas de identidade antes de chegar ao Paraguai.

Os promotores nāo comprovaram a participação de Ronaldinho, apenas o uso dos documentos.

A defesa de Assis diz que ele nāo sabia que a papelada era falsa. Sustenta que seu cliente aceitou uma oferta para ter documentos paraguaios pensando que eles eram legítimos e facilitariam eventuais negócios no país.

Defesa de Ronaldinho trabalha para que até amanhã ele esteja no Brasil

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Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Em audiência realizada nesta segunda (24), a Justiça paraguaia homologou pedido do Ministério Público e concedeu a suspensão condicional por um ano do processo contra Ronaldinho Gaúcho por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdos falsos. Assis foi condenado a dois anos de prisão, mas foi concedida a suspensão da pena pelo mesmo período. As ações serão extintas ao final das suspensões, se todas as exigências forem cumpridas.

Com a decisão, ambos estão liberados para voltar ao Brasil depois de ficarem presos em Assunção desde março. A expectativa dos advogados é de que seus clientes retornem até amanhã. A possibilidade de eles voltarem ainda hoje é vista como remota por conta de trâmites burocráticos.

Ronaldinho terá que pagar multa por dano social no valor de US$ 90 mil (cerca de R$ 503,5 mil). O dinheiro será doado para diferentes instituições e para a compra de medicamentos para uma menina que ganhou uma campanha nacional.

No caso de Assis, foi estipulada multa de US$ 110 mil (aproximadamente R$ 615,4 mil). A verba será destinada para a compra de insumos usados na prevenção da covid-19 em instiuições ligadas à Justiça paraguaia.

O irmão de Ronaldinho terá que se apresentar a cada quatro meses a uma autoridade cinculada à Justiça brasileira ainda não definida. O ex-jogador do Barcelona está livre desse comparecimento por decisão da Justiça.

O MP havia pedido que os dois se apresentassem à Justiça brasileira a cada três meses. O juiz Gustavo Amarilla deu um prazo mais longo para Assis e afirmou entender que não havia essa necessidade em relação a Ronaldinho.

Os irmãos não podem trocar de endereço sem avisar a Justiça do Paraguai. Eles já apresentaram residências no Rio de Janeiro para cumprir essa determinação.

Vestindo camiseta, máscara e boina pretas, Ronaldinho passou boa parte da audiência de braços cruzados. Ele e Assis preferiram não exercer o direto de se manifestarem antes da decisão do juiz. A sessão foi transmitida ao vivo pela Justiça do Paraguai.

Após passarem 32 dias presos preventivamente em um quartel adaptado para servir também como prisão, os brasileiros depositaram numa conta judicial US$ 1,6 milhão (por volta de R$ 8,9 milhões) como fiança e mudaram para o regime de prisão domiciliar num luxuoso hotel da capital paraguaia. Com a suspensão condicional concedida, eles recebem de volta o valor referente à fiança, mas com as quantias relativas às multas descontadas.

As condições estipuladas pelos promotores para Ronaldinho são menos duras porque, segundo eles, não foi comprovada a participação do ex-astro do Barcelona no planejamento da confecção dos passaportes e cédulas de identidade com conteúdos falsos.

Porém, os promotores afirmam em seu relatório final que perícia no celular de Assis mostra que ele sabia da elaboração dos documentos antes mesmo de ambos chegarem ao país. A defesa, no entanto, sustenta que ele acreditava serem papéis oficiais e nega haver prova contrariando essa versão.

Na audiência, um dos advogados pediu a palavra para negar que seu cliente tenha pedido os documentos paraguaios, afirmando que ele aceitou uma oferta (de documentos legítimos).

Antes de anunciar sua decisão, o juiz deixou claro para Assis que ele foi condenado pela Justiça, mas que a pena foi trocada pela suspensão.

Ronaldinho havia desembarcado em Assunção para participar de eventos beneficentes de uma ONG mantida pela paraguaia Dalia Lopez, hoje considerada foragida pela Justiça local. Além de ser apontada como peça fundamental na confecção da papelada falsificada, ela é suspeita de praticar crime de lavagem de dinheiro. Seus advogados negam as acusações.

O brasileiro Wilnondes Souza Lira também foi preso sob a acusação de participar do planejamento para a produção dos documentos adulterados.

A prisão dos brasileiros detonou uma profunda investigação que resultou na prisão de vários agentes públicos paraguaios.

Os advogados de Assis sustentam que ele recebeu a oferta de documentos paraguaios legítimos e se interessou por acreditar que os papéis facilitariam eventuais operações comerciais no país. A argumentação é de que Ronaldinho não se envolveu no assunto e que seus negócios sempre são tocados pelo irmão.

R10 tem audiência hoje e pode voltar ao Brasil: o que se sabe sobre o caso

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Nesta segunda (24), a Justiça paraguaia realiza audiência que pode determinar a volta de Ronaldinho e seu irmão, Assis, ao Brasil.

Na sessão, com a participação dos ex-jogadores, o juiz do caso decidirá se homologa o pedido do Ministério Público para que seja concedida liberdade condicional aos irmãos. Se isso acontecer, a expectativa da defesa é de que na terça eles já retornem ao Brasil.

Como os advogados dos brasileiros não se opuseram à indicação do MP, a tendência é de que a liberdade condicional seja concedida.

Caso ocorra a homologação, o processo por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso contra Ronaldinho ficará suspenso por um ano mediante pagamento de multa por dano social no valor de US$ 90 mil.

No caso de Assis, a suspensão seria por dois anos e a multa estipulada em US$ 110 mil. O MP pede também para que ambos se apresentem trimestralmente à Justiça brasileira.

Se ambos cumprirem todas as exigências, ficarão livres dos processos ao final das suspensões.

A defesa acredita num trâmite rápido para a liberação do retorno dos dois ao Brasil em caso de homologação do pedido do Ministério Público.

Um dos facilitadores é o fato de já haver um depósito judicial como fiança no valor de US$ 1,6 milhão. Assim, não será preciso que a dupla providencie nova transferência de dinheiro para o Paraguai a fim de pagar as multas. A quantia será descontada do montante referente à fiança, que será devolvido aos dois.

Os termos para a suspensão do processos de Ronaldinho são mais brandos porque o MP acredita não haver provas de que ele se envolveu na confecção dos passaportes e cédulas de identidade com conteúdo falsificado.

Porém, a promotoria entende que a perícia no celular de Assis mostra que ele sabia das falsificações antes de chegar ao Paraguai. Sua defesa, no entanto, diz que ele acreditava que a papelada era oficial.

Os irmãos foram presos em março depois de entrarem no país com a documentação falsa. Primeiro, ficaram 32 dias presos num quartel adaptado para funcionar também como prisão.

Em abril, eles foram autorizados a ficar em prisão domiciliar num hotel de luxo em Assunção, no qual aguardam o momento da audiência.

MP do Paraguai abre caminho para Ronaldinho pagar multa e voltar ao Brasil

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O Ministério Público do Paraguai concluiu sua apuração a respeito da denúncia contra Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, pelo porte e uso de documentos paraguaios falsos.

Os promotores indicam que Ronaldinho cometeu um crime que tem pena prevista de dois anos de prisão. Mas consideram que como o ex-jogador não tem antecedentes criminais e não foi provada sua participação direta na produção dos passaportes falsos, ele tem direito ao benefício da suspensão condicional do processo por um ano.

Para isso ele terá que cumprir obrigações como pagar multa de US$ 90 mil por dano social, indicar residência fixa e se apresentar trimestralmente à Justiça brasileira. O procedimento é equivalente à liberdade condicional.

Se tudo for cumprido por Ronaldinho, ele se livra do processo ao final do prazo de um ano.

Antes , porém, um juiz paraguaio precisa homologar o pedido do MP. Existe a possibilidade de o magistrado ser contrário, mas a chance é considerada remota pela defesa do brasileiro.

No caso de Assis o período de suspensão condicional do processo seria de dois anos com multa de US$ 110 mil.

As condições são mais duras porque o MP entende ter ficado provado após perícia em telefones celulares que, antes de chegar ao Paraguai, Assis sabia que seriam confeccionados documentos falsos para ele e seu irmão. Sua defesa, no entanto, diz que Assis acreditava que os passaportes e cédulas de identidade eram autênticas.

Os promotores afirmam que o crime cometido pelo irmão de Ronaldinho tem previsão de até cinco anos de prisão, mas entendem que sua liberdade condicionada a regras não coloca a sociedade em risco.

“Foi reconhecido pelo Ministério Público que inexiste crime de natureza financeira ou corretado em relação ao Ronaldo e ao Roberto. Após cinco longos meses, restou demonstrado exatamente o que se defendeu desde início: a utilização de documentos públicos adulterados sem o conhecimento dos defendidos”, disse Sérgio Queiroz, advogado dos brasileiros.

O MP manteve ambos presos no Paraguai sob o argumento de que era necessário identificar se eles cometeram outros crimes, além do uso dos documentos falsificados. Nada foi encontrado durante as investigações.

“Resumindo: o processo ficará suspenso. Será fixado um prazo. Após, é declarada a absolvição do Ronaldo. Na verdade, tudo que aconteceu no dia 6 de março está acontecendo agora. Utilizou  documento adulterado, sem saber que estava adulterado. Não houve má-fé”, completou Queiroz.

Ele se referiu à primeira decisão que dava à dupla o benefício de retornar ao Brasil apenas pagando indenização por não ter antecedentes criminais. Os dois foram presos em março e ficaram parte do período em um quartel usado também como prisão.

Os irmãos aguardam a posição da Justiça no hotel em Assunção no qual cumprem prisão domiciliar.

 

Ronaldinho completa 4 meses de prisão e encara ‘silêncio’ de autoridades

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Nesta segunda (6) Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, completam quatro meses presos no Paraguai sob a acusação de portarem e usarem documentos paraguaios com conteúdo falso ao entrarem no país. Neste momento os ex-jogadores encaram, em prisão domiciliar num hotel, uma longa espera e o silêncio das autoridades locais sobre o último recurso tentado pela defesa, em maio.

“O Ministério Público está em total silêncio, eis que não encontrou nada contra nossos clientes. Nada! E, agora, o MP não tem como se explicar pela ilegal e arbitrária prisão”, disse ao blog Sérgio Queiroz, advogado dos irmãos.

O recurso contesta o que a defesa chama de nulidades que acarretaram na prisão preventiva de ambos no começo de março, transformada em domiciliar em abril mediante fiança de US$ 1,6 milhão.

O MP nega que tenham existido irregularidades. A Justiça não informou aos advogados de Ronaldinho quando julgará o recurso.  “O recurso pode ser julgado a qualquer momento”, declarou Queiroz.

A prisão preventiva/domiciliar pode durar até seis meses. Dentro desse prazo, que se encerra no início de setembro, o MP deve concluir suas investigações e apresentá-las à Justiça.

Quando diz que o MP não encontrou nada contra seus clientes, Queiroz se refere principalmente ao fato de os celulares dos irmãos terem sido periciados sem que nada comprometedor fosse encontrado.

Aguardar a análise dos aparelhos foi um  um dos motivos usados pelo Ministério Público para pedir a manutenção da prisão dos brasileiros.

Os promotores alegaram na ocasião que queriam ver se havia mensagens que pudessem indicar o envolvimento dos irmãos com o que eles acreditam ser uma organização criminosa especializada, principalmente, em lavagem de dinheiro.

O MP confirma que não encontrou nos aparelhos provas desse suposto envolvimento.

Ronaldinho e Assis alegam que foram ao país para que o ex-jogador do Barcelona participasse de evento beneficente. Eles confirmam terem pedido os documentos paraguaios, incluindo passaportes, mas alegam que pensavam se tratar de papéis válidos.

A documentação teria sido oferecida aos dois por interlocutores como uma forma de facilitar a eventual abertura de uma empresa no Paraguai, caso eles tivessem interesse de um dia fazer negócios no país.

A investigação já culminou numa série de prisões de pessoas acusadas de envolvimento na obtenção dos documentos por parte dos ex-jogadores.

Ronaldinho Gaúcho e Assis voltam a recorrer em processo no Paraguai

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Os advogados de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Assis, entraram com pelo menos mais um recurso na Justiça paraguaia para tentar colocar os ex-jogadores em liberdade.

A ideia é recorrer contra o que os defensores chamam de nulidades do processo que culminou com a prisão preventiva de ambos por porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso.

Primeiro, durante 32 dias, eles cumpriram a prisão preventiva, que pode durar até seis meses, num quartel adaptado para funcionar também como cadeia. No mês passado, seus advogados conseguiram que eles fossem transferidos para o regime de prisão domiciliar num hotel de Assunção. Lá os brasileiros aguardam o desenrolar do processo.

A nova tentativa de recurso foi possível porque no último dia 4 entrou em vigor no Paraguai a “quarentena inteligente”. A medida visa o relaxamento progressivo do distanciamento social imposto para combater o avanço do novo coronavírus.

Com a nova configuração, serviços da Justiça paraguaia que estavam suspensos foram retomados. Durante o período mais rigoroso da quarentena só procedimentos considerados urgentes eram possíveis, o que limitou a ação dos advogados dos brasileiros.

A a defesa de Ronaldinho e Assis não quis detalhar os recursos, alegando que o sigilo é necessário para preservar sua estratégia.

Como Ronaldinho convenceu Justiça e optou por prisão em hotel

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Na quarta-feira da semana passada, a defesa de Ronaldinho Gaúcho e Assis já sabia que a perícia no celular dos irmãos, feita a pedido do Ministério Público paraguaio, não havia encontrado dados incriminadores. Com essa informação, começou o trabalho para transformar a prisão preventiva de ambos em domiciliar. O plano foi concluído com sucesso nesta terça (7). Depois de 32 dias presos preventivamente na  “Agrupación Especializada de la Policia Nacional”, em Assunção, eles foram autorizados a ficar em prisão domiciliar num hotel enquanto durar o processo.

Nesta quarta, os advogados dos brasileiros devem se reunir para traçar nova estratégia com o objetivo de colocar a dupla em liberdade.

Os defensores dos ex-jogadores confiavam que conseguiriam convencer o Ministério Público e a Justiça a aceitar a prisão domiciliar se o exame nos aparelhos telefônicos não apontasse indícios de outros crimes, além de porte e uso de documentos paraguaios com conteúdo falso.

Quando recusaram dois pedidos semelhantes, promotores e a Justiça alegaram que era preciso averiguar se os brasileiros tinham alguma outra ligação com demais envolvidos no caso.

O principal objetivo era saber qual o vínculo dos irmãos com Dalia López, empresária foragida da Justiça paraguaia. Ronaldinho participaria de evento da ONG comandada por ela. López  pediu para dois intermediários providenciarem cédulas de identificação e passaportes paraguaios para os brasileiros. Entre outras questões, a empresária é suspeita de prática de lavagem de dinheiro. Seus advogados negam que ela tenha cometido crimes.

“Nós sabíamos que nada seria encontrado no celulares porque não existe mais nada além dos documentos”, afirmou ao blog Sérgio Queiroz, advogado brasileiro de Ronaldinho e Assis.

Com a informação de que o MP não havia encontrado outros vínculos entre os brasileiros e López, Queiroz e os defensores paraguaios decidiram pedir novamente a troca da prisão preventiva pela domiciliar. Esse era um dos poucos pedidos que poderiam fazer durante a quarentena no Paraguai para tentar evitar o avanço do novo coronavírus. Apenas solicitações consideradas urgentes podem ser feitas à Justiça local neste momento.

O primeiro passo foi pensar na fiança a ser oferecida. Precisava ser um valor substancial a ponto de Ministério Público e Justiça entenderem que Ronaldinho e Assis não fugiriam, deixando a quantia para trás.

No primeiro pedido de prisão domiciliar, a garantia seria um imóvel emprestado avaliado em pouco menos de US$ 800 mil. Promotores e juízes consideraram o valor baixo perto do poder aquisitivo dos irmãos.

Na segunda tentativa, foi recusada  proposta de fiança de US$ 1,6 milhão via depósito judicial. As autoridades bateram na tecla de que precisavam ampliar as investigações, principalmente fazendo perícia nos celulares dos ex-jogadores.

Com a informação de que os peritos não tinham nada contra Ronaldinho e Assis, os advogados decidiram manter a oferta de US$ 1,6 milhão.

O trabalho, então, foi providenciar a transferência da quantia para uma conta judicial no Banco Nacional de Fomento do Paraguai.

Outra etapa foi encontrar um local para oferecer como moradia dos irmãos para a Justiça. Na primeira tentativa rejeitada pelas autoridades, foi apresentada uma luxuosa casa cedida por um empresário paraguaio. Na segunda oportunidade, os advogados ofereceram como opção um apartamento a ser alugado. Na ocasião alegaram que o imóvel menor seria mais fácil de ser vigiado.

Desta vez, no entanto, escolheram um hotel por causa das rigorosas medidas de restrição de locomoção em Assunção por conta da pandemia de Covid-19.

O entendimento foi de que a logística seria mais fácil no hotel. Em um imóvel residencial, o stafe dos brasileiros avaliou que teria dificuldade para transitar pela capital paraguaia com o objetivo de comprar mantimentos e material de limpeza, além das dificuldades para encontrar funcionários.

No hotel, os irmãos passam a ter tudo isso à mão. Foi escolhido um local no qual pelo menos um dos advogados já tinha se hospedado e considerava confortável. O hotel Palmaroga aceitou receber os brasileiros e assinou  termo para ser apresentado à Justiça.

Com tudo pronto, os advogados fizeram o pedido pela prisão domiciliar nesta terça pela manhã. No final da tarde já tinham conseguido a resposta positiva do MP e da Justiça.

Ronaldinho e Assis não poderão sair do hotel, mas terão trânsito livre na dependência do estabelecimento, segundo Queiroz. O local conta com piscina e sala de ginástica. Ainda segundo o advogado brasileiro dos irmãos, só poderá haver guardas do lado de fora do hotel. Eles não podem receber visitas que não sejam de seus advogados. Isso já acontecia no quartel adaptado para ser também prisão no qual eles estavam.

“Foi restabelecida uma parte da Justiça. A outra será restabelecida quando eles forem colocados em liberdade”, afirmou Queiroz ao blog. A defesa dos irmãos alega uma série de irregularidades no processo que culminou com a prisão preventiva de ambos e ainda aguarda a análise de duas apelações pedindo a anulação de decisões que resultaram na prisão de seus clientes.

O Ministério Público nega existirem falhas e aponta que ainda há investigações a serem feitas.

“Aceitamos o pedido da defesa, por um lado, por causa do avanço investigativo. Por outro lado, por que os processados ofereceram uma quantia que entendemos garantir que eles se submeterão à prisão domiciliar”, afirmou Osmar Legal, um dos promotores responsáveis pelo caso.

Justiça analisa novo pedido de prisão domiciliar para Ronaldinho e Assis

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Nesta terça (7), às 16h de Brasília (15h no horário paraguaio), haverá audiência em Assunção para que a Justiça analise novo pedido para transformar a prisão preventiva de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, em domiciliar.

Os dois já tiveram duas solicitações semelhantes rejeitadas. O novo pedido foi feito nesta terça pela manhã.

A Justiça paraguaia está trabalhando em regime de urgência por conta do isolamento social para combater o avanço do novo coronavírus no país. Pedidos como o feito agora pelos defensores dos irmãos estão entre os poucos que continuam podendo ser realizados.

O  ex-jogador do Barcelona e da seleção Brasileira está preso com seu irmão desde o início de março. Eles são acusados de entrarem no país com documentos paraguaios de conteúdo falso. Ambos afirmam que foram enganados, pois acreditavam que cédulas de identidade e passaportes eram originais.

Ronaldinho e Assis superam veto a visitas em prisão com telefone emprestado

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Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho e seu irmão Assis contam com um telefone emprestado pela administração do presídio para contornar a falta de visitas. A entrada de visitantes na “Agrupación Especializada de la Policia Nacional” está proibida como medida de combate ao avanço do novo coronavírus. Os detentos só podem receber seus advogados.

Indagado pelo blog se Ronaldinho tem acesso a um celular no presídio, o administrador do quartel adaptado para funcionar também como casa de detenção disse: “emprestamos um telefone em algumas ocasiões. É Assis quem o usa”, afirmou Blas Vera.

De acordo com o administrador, todos os detentos têm direito ao aparelho emprestado para falar com familiares de uma a duas vezes por semana. A medida visa compensar a proibição de visitas.

Também segundo Vera, para poderem realizar as ligações, por questões de segurança, os detentos precisam registrar os números que serão chamados.

Como mostrou o blog, seguindo orientação da Justiça paraguaia, o quartel e presídio tem incentivado os presos a praticarem atividades de lazer. Futevôlei e futsal são as preferidas do ex-jogador do Barcelona.

Ronaldinho e Assis estão em prisão preventiva por portarem e usarem documentos paraguaios com conteúdo falso para entrarem no país.

A defesa espera pela conclusão de perícia em seus celulares. Os advogados avaliam que eles serão colocados em liberdade depois dos exames nos aparelhos.

 A tese é de que o Ministério Público não encontrará indícios de participação dos dois em outros crimes que não sejam porte e uso de documentos falsificados, considerados de menor potencial. A prisão preventiva pode durar até seis meses.