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Leco leva Ataíde para Colômbia e dá munição à oposição

Leia o post original por Perrone

Com Guilherme Palenzuela, do UOL, em São Paulo

A presença de Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol do São Paulo, no hotel em que a delegação do time está na Colômbia deu mais munição aos opositores do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva. Leco é o único até agora a anunciar que será candidato à presidência em abril do ano que vem.

O ex-vice e agora diretor de relações institucionais foi fotografado em pelo menos duas situações, uma ao lado do executivo Gustavo Vieira de Oliveira e outra com Leco no hotel em que o time está para o confronto decisivo contra o Atlético Nacional, nesta quarta, pelas semifinais da Libertadores.

Rapidamente as fotos começaram a rodar entre conselheiros. Foi a senha para opositores afirmarem que Leco desrespeitou o Conselho Deliberativo. O órgão expulsou Ataíde de seus quadros sob a acusação de agredir o então presidente Carlos Miguel Aidar, também expulso por supostas irregularidades negadas por ele.

O ex-vice foi afastado do conselho por 120 votos numa sessão com 178 votantes, o que indica o apoio até de situacionistas à exclusão.

Leco já enfrentava um pedido de moção de desconfiança contra ele no conselho por ter mantido Ataíde em sua diretoria. O documento, que deverá ser votado pelos conselheiros, ganhou a promessa de mais assinaturas depois do novo episódio envolvendo o ex-vice.

Os opositores também alegam que a presença de Ataíde mostra que ele ainda tem influência no futebol são-paulino, principalmente porque o vice-presidente da área, José Alexandre Medicis da Silveira, não está presente.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que Medicis não viajou com o time por questões pessoais e que o departamento de futebol está representado por José Jacobson Neto, diretor do setor, Gustavo e Leco.

A assessoria também negou relação do ex-vice com o futebol tricolor e disse que ele foi convidado assim como outros diretores. O clube viajou em voo fretado e chegou a vender mais de 60 assentos para torcedores. Todos cartolas viajaram como convidados.

Sambou

Também procurado pelo blog, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato à presidência derrotado por Leco, se manifestou sobre as fotos que mostraram Ataíde com a delegação.

“Como o Leco o reconduziu à diretoria, apesar de ele ter sido expulso do conselho, considero normal o estafe estar na Colômbia, desde que cada um tenha pago seus gastos com a viagem. Desrespeito foi a nomeação dele como diretor institucional, o resto é consequência”, disse Newton.

Ele também é alvo de polêmica por causa de uma foto postada em rede social. O opositor aparece num evento da escola de samba da torcida organizada Dragões da Real.

A imagem foi resgatada por apoiadores de Leco após Newton cobrar um posicionamento da diretoria sobre os distúrbios que ocorreram do lado de fora do Morumbi, na última quarta, envolvendo, segundo a PM, membros da Independente, maior uniformizada do clube. Em seu texto, Newton criticava Leco por colaborar com as organizadas.

“Estava na escola de samba que é independente da torcida. Sempre defendi o diálogo”, disse Newton ao blog. O conselheiro também enviou um texto no qual afirma que se envolve com desfiles de Carnaval desde os anos 1980 e que participou de um feijoada promovida pela Dragões no lançamento do samba da agremiação para o Carnaval de 2016. Declarou ainda ter se motivado a apresentar um samba para concorrer à indicação na escola para 2017.

Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco

Leia o post original por Perrone

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.

Aidar e Ataíde fora do São Paulo! Mas Ataíde merecia só um belo puxão de orelhas!

Leia o post original por Milton Neves

morumbi expl

Assim como em Brasília, o clima político do São Paulo também está pegando fogo.

Em reunião do conselho deliberativo do Tricolor na noite da última segunda-feira (25), Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro foram expulsos do conselho do clube do Morumbi.

O primeiro, por conta de denúncias de desvio de dinheiro e lesão ao cofre do clube durante a sua última gestão.

Já o segundo, pela tentativa de agressão a Carlos Miguel Aidar, em outubro de 2015.

Olha, sinceramente, a punição de Aidar foi justa, tendo em vista as tantas denúncias de corrupção contra ele.

Mas Ataíde merecia uma punição mais branda.

Afinal, quando do incidente, o então presidente de futebol estava completamente fora de si pela situação em que se encontrava o São Paulo.

Ele deveria ter recebido apenas um “puxão de orelhas”.

Enfim…

Agora, toda essa briga política atrapalhará o São Paulo dentro das quatro linhas?

Vale lembrar que o Tricolor tem pela frente um jogo duríssimo contra o mexicano Toluca, válido pelas oitavas de final da Libertadores da América.

E o que você achou das punições de Aidar e Ataíde?

Opine!

Votação sobre Aidar e Ataíde divide atenção de cartolas com jogo em La Paz

Leia o post original por Perrone

Uma pilha de 900 páginas separadas em seis volumes divide a atenção dos cartolas são-paulinos com o jogo decisivo na altitude de 3.600 de La Paz, contra o The Strongest, nesta quinta. A papelada relata o trabalho da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo do clube sobre uma série de denúncias de irregularidades na gestão de Carlos Miguel Aidar.

Nesta sexta, a documentação deve aumentar com o parecer da comissão, que vai indicar se dirigentes, principalmente Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, devem ter seus mandatos de conselheiros cassados ou serem suspensos por 90 dias, se não forem absolvidos.

A reunião, que vai acontecer na próxima segunda, fez muita gente no Morumbi deixar a partida que classifica ou elimina o time da Libertadores em segundo plano. Boa parte da diretoria está empenhada em garantir que, caso a comissão opte pela exclusão de Aidar, a maioria do conselho vote a favor dela. Ao mesmo tempo, dirigentes trabalham para que uma eventual punição a Ataíde seja rejeitada.

 Na oposição, há uma ala considerável que faz campanha para que Ataíde, contra quem pesa principalmente a acusação de agredir o ex-presidente quando ele ainda estava no cargo, seja punido com a mesma intensidade de Aidar.

 Assim, o clima de guerra política se assemelha ao que antecedeu à votação na Câmara sobre a instalação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.

Um dos fatos que fizeram a temperatura subir na véspera do jogo em La Paz foi a queixa de parte dos opositores que afirmavam nos bastidores que o relatório irá ser pesado contra Aidar e leve em relação ao ex-vice de futebol, atualmente diretor de relações institucionais.

“Quem fala que sabe qual vai ser o parecer está especulando porque eu nem o escrevi ainda”, disse ao blog José Roberto Ópice Blum, presidente da Comissão de Ética.

Ciente do trabalho de diretores para convencer conselheiros a aprovarem sua eventual cassação, Aidar contribuiu para o clima de batalha política ao enviar mensagem aos membros do Conselho em sua defesa. “Do ponto de vista técnico, nada ficou provado contra mim e nem ficaria porque nada cometi de irregular. Nem eu e nem ligado a mim ou que tenha participado da minha diretoria cometeu”, diz o ex-presidente em trecho de sua carta.

Na votação sobre o parecer os conselheiros não poderão agravar ou diminuir eventuais penas sugeridas pela Comissão de Ética. Deverão apenas votar se aceitam ou rejeitam o que for indicado.

Mudanças incompletas na diretoria aumentam pressão sobre Leco

Leia o post original por Perrone

Mudar a diretoria de futebol do São Paulo deveria ser um bálsamo para Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mas a receita teve efeitos colaterais e provocou novas dores de cabeça para o presidente são-paulino.

O resultado é que ele está ainda mais pressionado e o time segue vulnerável à troca de tiros entre cartolas. Um dos motivos para isso é a permanência de Gustavo Vieira de Oliveira como executivo do departamento de futebol. Sua cabeça é pedida por membros da diretoria, conselheiros e pelo empresário Abilio Dniz, integrante do Conselho Consultivo. Assim, ainda há um alvo por perto do vestiário tricolor.

Mas existem outras sequelas. Conselheiros que cobravam o afastamento do vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, se queixam de ele ser transferido para a diretoria de relações institucionais. Avaliam que o cartola ainda terá influência na diretoria.

Por outro lado, há descontentamento de membros dos grupos políticos de Ataíde e Rubens Moreno, diretor de futebol, também afastado, por não terem sido consultados sobre as mudanças.

“Não existe diálogo (por parte da diretoria) com ninguém. Por isso disse que nosso grupo hoje não é situação e nem oposição. Vamos só acompanhar o que a direção está fazendo”, afirmou Harry Massis Júnior, conselheiro do partido Vanguarda, ao qual pertence o diretor de futebol afastado e que formou a base aliada de Leco.

“Não tenho nada contra o Gustavo e o Ataíde, mas a limpeza deveria ser geral. Se saiu o diretor (estatutário), o executivo tinha que sair também. E o Ataíde não deveria ter aceitado outro cargo. Como o Moreno, que recebeu o convite para assumir outro posto e não aceitou. Tem que deixar o presidente dar uma arejada”, completou Massis.

“Ataíde vai continuar com um lugar para poder articular o que quiser no clube, e o Gustavo ficou. Então, não mudou nada”, disse Itagiba Alfredo Francez, influente conselheiro da oposição.

Ele é um dos mais indignados com a situação. “Sou do tempo em que o São Paulo era respeitado, hoje virou uma zona. Tem crise, administrativa, financeira, moral e no futebol”, declarou Francez.

“Como a gestão não é profissional, é amadora, ele (Leco) não demite, só arruma outro cargo”, criticou Newton Ferreira, o Newton do Chapéu, oposicionista e que foi candidato à presidência em disputa com Leco.

O aumento das insatisfações provocado justamente pela tentativa do presidente de conseguir uma trégua, cria um ambiente propício para fortalecer a oposição, o que em tese é sinal de mais chumbo grosso pela frente.

“Resolvi fazer união das oposições. Já tinha decidido isso antes dessas mudanças. Devemos fazer uma reunião na terça-feira. Agora vai ser sem grupinho, não vai ter grupo disso, grupo daquilo, vai acabar tudo. A oposição precisa ser uma só. Fazemos convenções com todas as alas e no final temos um só candidato. É o único jeito”, afirmou Francez. A próxima eleição para presidente do clube será em abril do ano que vem.

 

Diretoria de futebol é mais pressionada do que técnico do São Paulo

Leia o post original por Perrone

A crise política no São Paulo faz com que a diretoria de futebol seja mais pressionada do que o técnico. Há um número maior de conselheiros querendo a cabeça do vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, do que elegendo Edgardo Bauza como principal responsável pela má fase.

Isso acontece principalmente porque Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, já sofria cobrança de parte de seus aliados para não nomear Ataíde assim que foi eleito. As principais críticas eram o fato de ele demorar para denunciar supostas irregularidade do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, ter resultados ruins no comando do futebol e sofrer uma investigação interna pela acusação de agredir o ex-presidente.

A derrota para o São Bernardo por 3 a 1, ontem, no Pacaembu, aumentou a pressão.

Parte dos conselheiros avalia que falta na diretoria alguém que conheça bem o elenco e posa dar o mapa da mina para o treinador argentino, que ainda está tateando o terreno no Morumbi. Para os críticos, Ataíde e Gustavo Oliveira, dirigente remunerado do departamento de futebol, não têm essa capacidade.

Ao mesmo tempo, após a nova derrota, o empresário Abilio Diniz, consultor do Conselho Consultivo do clube, voltou a reclamar em seu blog no UOL de Milton Cruz ter sido afastado do cargo de assistente técnico para cuidar de análises de desempenho. Por anos, Milton foi visto no clube como o cara que tinha trânsito no elenco e mapeava o terreno para o presidente Juvenal Juvêncio.

O vice de futebol também é apontado como um dirigente que tem autonomia em demasia, sem ser cobrado adequadamente por Leco. Já Gustavo é atacado por conselheiros que consideram que ele seus desempenho não justifica o salário pago pelo São Paulo.

Mesmo tendo um alívio por conta de Ataide e Gutavo serem alvos preferidos dos conselheiros mais inflamados, Bauza também já é questionado pelo fato de ainda não fazer o time decolar.

Como o São Paulo virou campo minado para seu presidente

Leia o post original por Perrone

Como quem pisa num campo minado, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai hoje ao Morumbi para participar da reunião em que o Conselho Deliberativo do São Paulo irá decidir se referenda acordo da diretoria para renovar contrato com a Globo.

Costuras políticas para que pudesse chegar ao poder e heranças deixadas por Carlos Miguel Aidar provocam essa dificuldade para o cartola se movimentar no clube que preside.

Não só na reunião desta noite, mas, diariamente, Leco precisa estudar cada passo para evitar explosões.

Protagonista na reunião desta terça, Ataide Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol é personagem fundamental para que se entenda como em apenas quatro meses de gestão Leco enfrenta tantas dificuldades.

Sem a ajuda de Ataide, dificilmente Aidar teria renunciado, pois a gravação feita por ele e  na qual o ex-presidente sugeria dividir comissão na compra de um jogador da Portuguesa foi o golpe fatal no ex-cartola.

Leco é grato pela atitude do vice de futebol. Esse foi um dos motivos que o levaram a empossar Ataíde em sua diretoria. Foi como colocar a primeira mina no Morumbi.

Ataíde sofre rejeição por parte de vários grupos políticos. Eles avaliam que o vice demorou para contar o que sabia de Aidar, classificam como ruim sua gestão no futebol e entendem que por ter agredido o ex-presidente deveria ser punido e ficar fora da direção.

A diretoria teme que essa turma vote contra a proposta de renovação com a Globo para transmissão de jogos do Brasileirão nas TVs aberta e fechada a partir de 2019 só para prejudicar o desafeto. Foi ele quem negociou o contrato e fará a exposição dele aos conselheiros.

Leco disse aos atletas que a renovação com a Globo garante que não haverá mais atrasos nos pagamentos até dezembro. Entrarão imediatamente R$ 60 milhões nos cofres como luvas.

Porém, na reunião desta noite, só o contrato com a Globo poderá ser aprovado. A proposta do Esporte Interativo (EI) pelos direitos em TV fechada será apresentada num quadro, mas não estará em análise. Se o conselho rejeitar a Globo, uma nova reunião precisará ser marcada, caso a diretoria, então, se entenda com o EI. Essa demora deixaria o clube com risco de voltar a atrasar os pagamentos dos jogadores e traria problemas para Ataíde.

Outro efeito colateral da chegada ao poder de Leco também poderá ser sentido na reunião. Ele tem nome e sobrenome: Abilio Diniz. Apesar de não ser conselheiro, o empresário e consultor do Conselho Consultivo tricolor foi convidado pelo presidente do Conselho Deliberativo para falar aos conselheiros.

Abilio ajudou a derrubar Aidar, também usando o salão do conselho como palco. Seus ataques foram importantes para deixar o ex-presidente nas cordas.

Desde então, o empresário acreditava ser um estimado conselheiro de Leco. Mas se revoltou ao ver Milton Cruz, indicado por ele para ser técnico do time, ser afastado da comissão técnica para trabalhar com análise de desempenho no clube. Também não gostou de outro indicado seu, Alexandre Bourgeois, ser demitido do cargo de CEO. E ficou descontente ao saber pelos jornais da contratação de Edgardo Bauza. O empresário esperava ser consultado.

Diniz só terá o conselho como palanque hoje graças a uma herança da gestão passada. Leco era presidente do conselho, então, foi substituído por seu vice, Marcelo Abranches Pupo Barboza, que era alinhado com Aidar. Foi dele a iniciativa de convidar Abilio para a reunião.

“Convidei o Abilio em janeiro, antes dessa troca de e-mails (mensagens que o empresário e Leco enviaram para conselheiros trocando disparos). Fiz um convite para ele dar uma mensagem ao conselho e também por gratidão pela ajuda que ele tem dado ao clube”, disse Pupo ao blog.

A diretoria diz não se queixar do fato de Abilio ter sido chamado, mas reclama de Pupo ter indicado Roberto Opice Blum para presidir o comitê de ética do clube. Os dirigentes afirmam que ele é distante de Leco e desafeto de Ataíde. Entre outros temas, o grupo dirigido por Blum investiga a agressão de Ataide a Aidar no ano passado.

“Isso é bobeira. Opice é uma pessoa seríssima e está trabalhando com neutralidade. Foi uma das melhores indicações que eu fiz para as comissões”, afirmou Pupo.

Diferentemente de Blum e do presidente do conselho, uma série de cartolas ganhou cargos de direção sem fazer parte do grupo político de Leco, mas por participarem da costura que o ajudou a chegar à presidência.

Desde a semana passada, o mais conhecido deles é Rodrigo Gaspar, assessor do presidente que em rede social criticou Michel Bastos, Rodrigo Caio e Milton Cruz. Ele integra uma ala de jovens conselheiros que bombardeou Aidar e é conhecida como “kamikazes”.

Tem sido frequente no clube diretores que pertencem a correntes políticas diferentes da do presidente serem pressionados por seus parceiros que discordam de parte das atitudes de Leco ou dos homens de confiança dele. Cada divergência espalha mais pólvora ao redor do principal cartola são-paulino..

Após queixa de Abilio, empresa recebe lote de documentos do futebol do SPFC

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Na última sexta, Abilio Diniz escreveu em seu blog no UOL Esporte que a diretoria de futebol do São Paulo não colaborava com as consultorias pagas por ele para auditar o clube. Horas depois da publicação, a direção do tricolor procurou a empresa McKinsey e prometeu entregar um lote de documentos na última terça. A promessa foi cumprida e marcou mais um capítulo no atrito entre o empresário e o presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Para aliados de Diniz, a documentação só foi entregue por causa do barulho feito pelo empresário, que também é consultor do Conselho Consultivo do clube. Já a direção acredita que ele usou politicamente o fato por saber que na última sexta terminava o prazo para a entrega de papéis. A diretoria de futebol, porém, nega que tenha se mexido apenas após a cobrança de Abilio.

Ao blog, a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que o departamento de futebol já vinha colaborando com a McKinsey. Tanto que a empresa havia entrevistado uma série de pessoas do departamento para levantar os métodos de trabalho. Mas que na semana que antecedeu o carnaval, após o fim das entrevistas, foi estipulado que até a última sexta uma série de documentos deveria ser entregue. Então, de acordo com a assessoria, a direção explicou para a empresa que teria dificuldades para cumprir o prazo por causa da grande quantidade de papéis pedidos. E por problemas como responsáveis pelas categorias de base estarem de férias. Assim, o departamento de futebol negociou com a consultoria a entrega na terça.

Enquanto Abilio vê má vontade de Gustavo Vieira de Oliveira, dirigente remunerado, e Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, em colaborar com a consultoria, a assessoria de imprensa do São Paulo afirma que nunca houve problema entre o departamento de futebol e a empresa. Alega também que o trabalho de auditoria foi uma bandeira da campanha de Leco.

Permanência de vice de futebol divide diretoria do São Paulo

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Com sua cabeça pedida pelas torcidas organizadas do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro também sofre rejeição por parte de seus colegas de diretoria. Após a goleada de 6 a 1 sofrida para o Corinthians, eles aumentaram a pressão para que o vice de futebol seja demitido por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente tricolor.

Os principais argumentos são que o vice não conseguiu em sua gestão levar o time a resultados expressivos, é o responsável pela montagem do elenco atual, humilhado pelo Corinthians e que já foi chamado por ele de um dos melhores do país, seria teimoso demais para ocupar o cargo, fez parte da administração de Carlos Miguel Aidar e estaria atrapalhando a nova gestão.

O blog não conseguiu falar com Ataíde sobre a pressão por sua saída, mas Leco bancou a permanência do vice durante entrevista coletiva na última segunda. Na ocasião, afirmou considerar injustas as críticas ao cartola e lembrou que ele foi o principal responsável pela renúncia de Aidar ao gravar uma conversa na qual o então presidente teria oferecido dividir dinheiro de comissão na compra de um jogador.

Leco não é o único da diretoria que defende a manutenção de Ataíde. Outros diretores consideram que o vice está sendo injustiçado e apoiam a decisão do presidente, dividindo a direção em relação ao tema.

Apesar da resistência, os dirigentes defensores do afastamento do vice, não diminuíram a pressão e prometem fazer mais força ainda pela mudança depois do final do Brasileirão, se o cartola continuar até lá, como parece que continuará.

Presidente do São Paulo é aconselhado a romper com Independente

Leia o post original por Perrone

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, tem sido aconselhado por membros de sua diretoria a romper com a Independente, principal torcida organizada tricolor. O rompimento seria feito principalmente com um anúncio de que a uniformizada não representa o clube e de que não terá canal exclusivo para comprar ingressos. Leco tem respondido apenas que não vai tolerar violência.

O principal argumento dos que defendem o rompimento são as ameaças de atos violentos por parte da Independente e a pressão para que Leco afaste seu vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.

Parte dos diretores enxerga uma motivação política na exigência da demissão de Ataíde. Associam a cobrança a José Edgard Galvão, ex-chefe de gabinete de Carlos Miguel Aidar. Influente na torcida e afastado por Leco, ele foi o responsável por aproximar o ex-presidente dos líderes da Independente. Ataíde se desentendeu com Galvão no dia em que o então chefe de gabinete foi ao CT das categorias de base. O vice não admitiu a presença dele no local.

“Quem fala que estou por trás disso é um palhaço. Quem acha que uma torcida precisa ser estimulada a fazer algo diante do estado falimentar e humilhante em que o São Paulo está é um verdadeiro imbecil”, disse Galvão ao blog.

No domingo, membros da Independente foram ao CT do clube após a derrota por 6 a 1 para o Corinthians protestar. Pediram a cabeça de Ataíde e pelo menos uma pedra foi arremessada no ônibus da delegação.

“É inaceitável que a direção do São Paulo insista num diretor que claramente provou não ter habilidade para o cargo e vive num estado falimentar. Ele não dá conta da própria vida, como vai dar conta da vida do clube. Só um imbecil mesmo para achar que alguém precisa motivar a torcida contra alguém assim e que ainda dá risada depois do que aconteceu domingo”, declarou Galvão.

Ataíde é criticado pela Independente por rir durante uma entrevista após a goleada e por não contratar Lugano, entre outras coisas.

O vice de futebol não atendeu aos telefonemas do blog. Porém, Leco explicou que o dirigente sorriu ao ser gentil com um repórter depois da partida, mas que estava sofrendo com a goleada. A respeito de Lugano, a direção sustenta, desde a época de Aidar, que quem não quis trazer o uruguaio foi o técnico Juan Carlos Osorio.

A Independente, que sempre negou agir com motivação política, se revoltou ao ouvir Leco bancar a permanência de Ataíde durante entrevista coletiva nesta segunda. “Leco, com essa sua afirmação de que o Ataíde continua, sua história como presidente será curta, não vai se reeleger”, escreveu a Independente em sua conta no Twitter.

A Independente marcou para o início da tarde desta terça um novo protesto, agora em frente ao portão principal do Morumbi.