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Galo tem R$ 9 mi para parte de dívida por Maicosuel, mas não pagará salário

Leia o post original por Perrone

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, vive neste fim de semana uma situação desesperadora, segundo suas próprias palavras, enquanto vê se esgotar o prazo para pagar dívida cobrada pela Udinese na Fifa. A cobrança se refere à compra de Maicosuel em 2014, na gestão de Alexandre Kalil, hoje prefeito de Belo Horizonte.

Câmara afirma ter R$ 9 milhões, o que dá para quitar apenas parte do débito, pouco superior a R$ 13 milhões, incluindo impostos. O dirigente diz também que, se desembolsar esse valor, não terá dinheiro para pagar os próximos salários de jogadores, comissão técnicas e funcionários. Já há atrasos. Se a quitação não for feita no prazo estipulado pela Fifa, o Galo perderá três pontos no Brasileirão 2020. Abaixo, leia o relato do presidente atleticano feito a partir de perguntas do blog em entrevista por telefone.

“Estou aqui hoje, um sábado, quase cinco horas da tarde, e eu não tenho perspectiva de fazer o pagamento na segunda-feira (27). Se eu não fizer, o Atlético vai tomar três pontos na cabeça. Não sei te dizer direito quais os desdobramentos, mas tenho a impressão de que (além de tirarem três pontos) eles fixam um novo prazo, uma nova penalidade esportiva, que não sei dizer qual é, se é outra perda de pontos ou já é rebaixamento. É desesperador porque me pegou no pior momento, no meio do coronavírus, não tem receita, não tem futebol, não tem Globo, não tem venda, não tem mercado para vender jogador, não tem nada. E o euro acima de R$ 6. Ainda tem uma crise política no Brasil. Aqui tudo é pior. Além da crise na saúde e da crise econômica tem uma crise política que ajuda a fazer com que uma dívida que era de (cerca) de R$ 10 milhões passe para mais de R$ 13 milhões (R$ 13.165.000 pelas contas do dirigente na cotação do euro na última sexta, quando a moeda rompeu a barreira dos R$ 6 no dia do pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça). E aí o que acontece? Todo esse dinheiro, num momento desses, acho que assim, qualquer time grande, se você falar que tem que tirar do bolso agora mais de R$ 13 milhões de reais, ele vai passar por muita dificuldade. Com esse dinheiro eu poderia deixar toda a minha folha, CLT e imagem, em dia. Ficaria com tudo em dia, salários de jogadores e funcionários. Mas eu não vou poder pagar esses caras. Qual a ideia? Eu vou tentar pagar (a dívida na Fifa) com o que eu tiver em caixa, uns R$ 9 mihões e, se a Fifa aceitar como parte do pagamento isso aí, beleza. Senão, vai nos punir com três pontos. É desesperador.

Agora quem é o culpado, sou eu? ‘Ah, você não fez uma reserva’. Pelo amor de Deus, eu já paguei R$ 60 milhões de dívidas referentes a contratações que eu não fiz. Estou pagando Ronaldinho Gaúcho na Justiça do Trabalho. E no segundo semestre ainda vem o Douglas Santos.

A Fifa foi muito insensível. Num tempo de coronavírus em que você tem contratos de trabalho sendo suspensos, contratos bancários sendo suspensos ou prorrogados, Imposto de Renda (com prazo de declaração prorrogado), o próprio FMI deu uma prorrogação para os países que devem. Acho que assim, é mundial esse sentimento de que é preciso prorrogar, negociar ou parcelar dívidas. Eu fiz uma proposta, por escrito, para a Fifa. Eu disse assim: ‘olha, todas as dívidas que eu encontrei na minha gestão não eram minhas e eu paguei. Estou pedindo um parcelamento’. Não é cano, nem prazo, nem prorrogação nem nada. Eu preciso de um parcelamento para poder pagar meus funcionários, mas não é o jogador, é o porteiro, o limpador de piscina. Tem 500 empregados o clube. Estou tentando não demitir. Se você demitir um pai de família numa hora dessas o cara vai passar fome. Passei uma régua no Atlético, todo mundo que ganha até R$ 5 mil eu tenho feito o pagamento. Agora, não vai me sobrar nenhum centavo no cofre. E ela (Fifa) foi implacável comigo. Fui atrás de todo mundo, CBF, Conmebol, não consegui nada. Então, acho que a Fifa foi extremamente insensível com os clubes das federações pobres. Eles soltaram uma nota indicando redução de salários, isso é bem a cara da Europa, e que não haveria condescendência em relação a dívidas.

A Fifa não aceitou nossa proposta de parcelamento. Falei com todas as pessoas que você possa imaginar. Não deixamos de pagar nenhuma dívida que estourou aqui. Como não aceitaram o parcelamento? Nossa proposta era para parcelar em oito ou nove vezes, eram parcelas de 200 mil euros. A Fifa pode dizer: ‘mas a dívida é de 2015’. Aí tenho que enfiar a viola no saco.

Não vou ter condição de pagar o salário de ninguém, de atleta, de comissão técnica, de funcionário e não vou conseguir pagar a Fifa no valor total. O dinheiro que eu tina para pagar, R$ 10 milhões, pelo câmbio, virou mais de R$ 13 milhões. Não tem milagre. Vou tentar alguma coisa na segunda-feira. Se bobear, vou tentar até vender alguma coisa pessoal para tentar pagar. O que eu vou fazer? E você vender alguma coisa pessoal numa época dessa, sabe como funciona, né? Vale R$ 8 milhões, mas o cara te paga R$ 3 milhões.

Tentei todos os tipos de empréstimo, mas não consegui. Os bancos menores cortaram a conta garantida (similar ao cheque especial) dos clubes. Os bancos maiores não estão mantendo mais aquele cheque especial com os clubes. Então, secaram todas as fontes.

As cotas de TV do estadual já tínhamos recebido antecipadamente. Os patrocínios maiores que eu tenho aqui (BMG e MRV) já tinham pago. Nos patrocínios menores, pediram suspensão ou redução. A gente entende. Os caras não estão faturando, vai fazer o que? Aí você não tem bilheteria, sócio-torcedor não decola, não tem TV, não tem venda de jogador porque nenhum clube da Europa vai comprar agora. E, se forem comprar amanhã, jogador seu que valia 4 milhões de euros,  os caras vão oferecer 1,5 milhão de euros. É o mercado. Salário dos jogadores e comissão técnica nos aplicamos a Medida Provisória, aplicamos a redução de 25% sem devolução.

Tenho até o fim do nosso horário bancário na segunda para fazer o pagamento (da dívida na Fifa). Esperança de reverter esse quadro? Pouca. Estou tentando aqui, vendo com alguns amigos, tentando complementar o valor, não estou nem dormindo. Mas o que eu posso fazer? Já fiz tantos pagamentos no passado, e agora mais esse, fruto de irresponsabilidade de gestão anterior que caiu no nosso colo. O que eu posso fazer? Não tem mais lugar para irresponsabilidade de sair comprando jogador e achar que não vai dar em nada. Não é só ficar levantando caneco e deixar a herança maldita para os outros presidentes. A conta chegou . E caiu no meu colo”.

De Carlos Eduardo a Cueva. Reforços rivais fazem de B. Henrique pechincha

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Em janeiro, o Flamengo contratou Bruno Henrique junto ao Santos por R$ 23.620.000 conforme mostra balancete financeiro do rubro-negro, sem contar gastos com comissões de empresários. Na ocasião, pode ter parecido caro já que se tratava de um jogador prejudicado por contusões e com apenas dois gols em 2018. Porém, hoje, a comparação com reforços de valor semelhante adquiridos por outros clubes transforma a aquisição do atacante numa pechincha.

É justo começar a sessão de tortura com os torcedores rivais do Fla pelo Palmeiras, único no Brasil com bala na agulha atualmente para trazer jogadores do mesmo calibre que os trazidos pelo clube da Gávea.

Um dos reforços mais criticados pela torcida alviverde, o atacante Carlos Eduardo, custou cerca de R$ 23 milhões, valor próximo ao de Bruno Henrique. O desempenho de ambos na atual temporada, porém, é distante.

O ex-santista já balançou a rede 18 vezes no Brasileirão deste ano e cinco na Libertadores. Pouco aproveitado no Palmeiras, Carlos Eduardo fez 20 jogos e anotou só um gol em 2019, de acordo com dados publicados pelo clube em seu site. A diretoria alviverde joga na conta de Felipão a escolha pelo jogador que estava no Pyramids, do Egito.

As comparações ficam ainda mais angustiantes para o palmeirense se Borja entrar na roda. Com ajuda de dinheiro emprestado pela parceira Crefisa, o alviverde pagou em fevereiro de 2017 US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,6 milhões pela cotação da época) pelo colombiano.

Só que uma cláusula previa que, se ele não fosse vendido até agosto, o alviverde teria que desembolsar mais US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 11.340.000 na ocasião) pela compra junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. No total, o investimento foi de cerca de R$ 43.940.000.

Com essa grana daria para ter comprado Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 20.320.000. A diferença chega perto do que o Flamengo desembolsou pelo zagueiro Rodrigo Caio, segundo dados oficiais do clube: R$ 21.200.000.

Enquanto Bruno Henrique é ídolo no Flamengo e esperança de gols na final da Libertadores neste sábado (23), contra o River Plate, em Lima, Borja é espinafrado pelos palmeirenses. Segundo as estatísticas do Palmeiras, ele precisou de 111 jogos para marcar 36 gols.

Se essa conversa está ruim para o palmeirense, imagine para o santista. O torcedor do alvinegro do litoral paulista viu sua diretoria topar pagar ao Krasnodar (RUS) cerca de R$ 26 milhões por Cueva. Ou seja, mais do que recebeu por Bruno Henrique.

A primeira parcela só vence no ano que vem, mas, com fraco desempenho em campo e polêmicas fora dele, o peruano já não faz parte dos planos de Jorge Sampaoli, para desespero do presidente santista, José Carlos Peres.

O torcedor do Atlético-MG também tem uma comparação para chamar de sua. Em junho do ano passado, o clube contratou Chará por aproximadamente R$ 22.680.000. São R$ 940 mil a menos do que o Fla pagou por Bruno Henrique.

Desde sua chegada, o colombiano marcou dez gols pelo Galo (um em 2018). São oito tentos a menos do que Bruno Henrique fez este ano só em jogos pelo Brasileirão.

No Corinthians, o balanço financeiro do clube relativo a 2018 certamente vai provocar desconforto no torcedor que notar o meio-campista Araos como o reforço que gerou a maior despesa numa lista de 35 nomes publicados. De acordo com o documento, o chileno custou R$ 20.603.000. Com mais R$ 3.017.000, bem menos dos que os R$ 9.832.000 gastos para ter o volante Richard, seria atingido o valor de Bruno Henrique. Araos foi emprestado para a Ponte Preta, e Richard para o Vasco.

Colaborou Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Estafe fala em Carille de “férias” e sem propostas neste momento

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O estafe de Fábio Carille afirma que o futuro do ex-treinador está indefinido e que ele só vai começar a planejar os próximos passos na carreira a partir da semana que vem. Por essa versão, neste momento, a ideia é curtir uma espécie de férias após a demissão no Corinthians.

O discurso é de que não há conversas com o Atlético-MG e nem com outros clubes atualmente. No entanto, o Blog do Juca Kfouri informou nesta quarta (6) que já existe acerto entre treinador e Galo, atualmente comandado por Vagner Mancini, para 2020. Vale lembrar que nenhuma nota oficial foi divulgada para negar o acordo.

No entorno de Carille a conversa é de que o técnico é valorizado no mercado por conta do histórico vencedor e que será natural aparecerem convites, isso apesar de ele ter sido demitido do Corinthians em meio a uma série de oito jogos sem vencer e soterrado por críticas.

 

 

Dívidas: A proporção

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Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema. Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando…

Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

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  As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve. Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem…

Quem voltou melhor?

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Dos 12 grandes, vi alguns. A tal parada de 30 dias normalmente gera expectativa de melhora e quase nada acontece na prática. Mas dessa vez, parece, não será bem assim. Flamengo – Melhorou consideravelmente. Apesar do jogo contra o CAP ter sido normal e com riscos de eliminação, houve melhora. No Maracanã, um baile contra…

Futebol é no campo

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Atrapalha, ajuda, é verdade. Mas futebol sempre foi disputado no campo e atrelar resultados a administração, honestidade e transparência nem sempre é muito inteligente. Basta ver que a maioria dos grandes clubes do mundo tem em seus momentos mais gloriosos algumas de suas diretorias mais corruptas e/ou incompetentes. Tal qual a CBF, hoje muito menos…

Sampaoli é um fanfarrão da bola! Quem acredita?

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Acompanhei atentamente pela Rádio Craque Neto o jogo de volta entre Santos e Atlético/MG. Depois do empate sem gols em Minas o Peixe tinha a oportunidade de garantir a vaga nas quartas da Copa do Brasil dentro do Pacaembu. Mas posso falar? Com o Sampaoli no banco não dá. Me desculpem. Sei que tem um monte de gente que paga pau pra esse argentino, mas a verdade é que ele é um fanfarrão como treinador. Muda a escalação toda hora e desequilibra tudo quando só lança o time pra frente. Nitidamente o gol da vitória do Galo, marcado pelo Chará […]

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Times que ficam menos com a bola dominam Brasileiro

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Ficar mais com a bola do que o adversário não tem sido bom negócio no Brasileirão. Nenhum dos três primeiros colocados (Palmeiras, Atlético-MG e Corinthians) tem média de posse superior a 50%.

Além disso, entre os times que mais ficam com a bola em seu poder, só o Santos aparece entre os cinco primeiros colocados.

O caso mais emblemático é o do líder Palmeiras. A equipe de Felipão é apenas a 17% no ranking de posse de bola, segundo o site especializado Footstats. Sua média é de 46%, superior apenas às marcas de Bahia e de CSA e Goiás, que se enfrentam nesta segunda (27).

O Fluminense, time que mais tem a redonda sob seu domínio com média de 58%, é o 15º colocado do campeonato. Empatados em segundo lugar nesse quesito com média de 56%, Botafogo, Grêmio e Santos,  ocupam respectivamente 10º, 17º e 5º lugares no Nacional.

Na parte de cima da tabela, o vice-líder Atlético-MG segue o estilo palmeirense de ter a bola por menos tempo do que os rivais e ostenta média de posse de 49%. É o décimo colocado nesse critério.

O Corinthians, terceiro na tabela e famoso pelo estilo de contra-ataques adotado por Fábio Carille, tem média de 50% de posse de bola, ocupando a 9ª posição nesse ranking.

Além do gosto pelos contra-ataques, a pouca posse de bola de times que estão bem na tabela pode ser explicada por gols marcados no início e que obrigam o adversário a propor o jogo e pela marcação sob pressão que faz o oponente trocar passes laterais e para trás.