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Parceiro de Timão e Cruzeiro tem ‘parça’ de Neymar e tentou Galo e Santos

Leia o post original por Perrone

Antes de fechar contrato de patrocínio com Corinthians e Cruzeiro, a empresa responsável pela marca Galera.bet, voltada para sites de apostas, procurou Atlético-MG e Santos. Atualmente, o grupo busca outros times brasileiros que não sejam concorrentes das duas agremiações já parceiras.

Conforme apurou o blog, no Galo o discurso interno é de que não houve interesse do clube em seguir com as conversas. Já com o alvinegro do litoral paulista divergências comerciais impediram o acerto.

O Galera Group, detentor da Galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Seu braço brasileiro tem entre seus conselheiros um “parça” de Neymar e um empresário que ficou conhecido em seu começo de carreira pela amizade com Vanderlei Luxemburgo.

Na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a Galera Gaming, empresa criada pelo grupo no Brasil, está registrada com capital de R$140 mil.

Galo e Santos

A conversa da empresa com o Galo aconteceu faz cerca de dois meses. Segundo fonte no Atlético-MG, o clube não demonstrou interesse em seguir negociação para tentar viabilizar o patrocínio da Galera.bet.

No Santos, porém, as tratativas andaram mais após o departamento jurídico da agremiação dar sinal verde.

A proposta também era para patrocínio na omoplata. No entanto, conforme apurou o blog, a conversa travou porque o Santos queria incluir uma cláusula que permitisse a rescisão caso o clube fechasse patrocínio principal com outra empresa do ramo de aposta. Os responsáveis pela Galera.bet não aceitaram a condição.

Em maio, o Santos anunciou patrocínio do site “Casa de Apostas” na mesma parte da camisa negociada com o Galera Group. A avaliação entre os dirigentes santistas é de que o contrato fechado é mais rentável em relação à negociação que não vingou.

Em nota enviada ao blog, o Galera Group confirmou as conversas com Atlético-MG e Santos.

“Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com
muita precaução. E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiro, que são os senhores
Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso”, diz trecho do comunicado.

“Parça” 

João Celso, conselheiro da empresa, é conhecido “parça” de Neymar. O amigo do astro do PSG é empresário de jogadores.

Em 2018, após marcar um gol pelo PSG, Neymar homenageou o parceiro equilibrando uma chuteira na cabeça. Depois, postou em rede social fotos do empresário equilibrando copos na testa.

Também citado como assessor da empresa, Márcio Carmo começou no futebol sendo conhecido por sua amizade com Luxemburgo e carregando o apelido de Márcio da Kelme em alusão ao nome da empresa para qual trabalhava.

Mudança de nome

De acordo com registro na Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a subsidiária do Galera Group no Brasil está cadastrada com o nome de Galera Gaming Jogos Eletrônicos Eireli. Esse é o novo nome de uma empresa criada como Canal 1 Participações, constituída em outubro de 2018. Em 20 de fevereiro de 2020, ela passou a ter a denominação atual.

Ao ser indagado se o capital de R$ 140 mil registrado pela Galera Gaming na Jucesp não é pequeno para quem acertou contratos milionários com Corinthians e Cruzeiro, o Galera Group respondeu o seguinte:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é uma subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos. Como o setor que ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro”.

Ainda segundo dados disponíveis na Jucesp, o quadro societário da Galera Gaming aponta como titular o israelense Isaac Michael Abihssira, residente em Israel. O brasileiro Saul Simão Valt, com residência em São Paulo, cidade em que fica a sede da empresa, aparece como administrador e procurador de  Abihssira, assinando pela companhia.

Na Jucesp há registro de outra empresa no mesmo endereço da parceira de Corinthians e Cruzeiro. Trata-se da B.K. Mining Consultoria de Mineração. Vinculados a ela estão Valt e Ibraim Neto.

O blog perguntou ao Galera Group se a  patrocinadora dos dois times brasileiros funciona no mesmo endereço de outras empresas.

“Atualmente, a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”, respondeu a empresa.

Respostas

A seguir, na íntegra, leia as respostas do Galera Group ao Blog. O comunicado detalha as parcerias com Corinthians e Cruzeiro, além de explicar o interesse no mercado brasileiro.

“Seguem abaixo as informações solicitadas sobre o Galera Group, além de dados complementares a respeito do mercado de apostas.

Como sabe, as apostas esportivas hoje representam um mercado consolidado de US$ 144 bilhões e que, todos os anos, cresce dois dígitos. Portanto é um dos poucos mercados globais com um alto potencial de crescimento, principalmente em países que
estão rumo à regulamentação – caso do Brasil.
É um mercado maduro, formado por empresas altamente eficientes, profissionais, com
alta credibilidade e reputação. Muitas delas inclusive são empresas de capital aberto listadas em bolsas de valores.
Por conta disso, em janeiro de 2020, executivos que já participaram de empresas consolidadas neste mercado, como William Hill, Intralot, Winner, bwin, PlayTech, Caliente e Intercasino, se uniram para formar o Galera Group.
O Galera Group é o detentor da marca galera.bet, tem sede em Israel e escritório no Chipre. Nossa empresa fará hospedagem, operação e gestão de todas as plataformas de apostas como a do Corinthians, Cruzeiro e também do GaleraBet, sempre de forma
remota, fora do Brasil.
Nossa parceria com os clubes tem o formato de licenciamento de marca para uma plataforma de jogos, e a parceria vai garantir, na forma de royalties, divisas para os clubes. Diferentemente de outros formatos comumente usados em todo o mundo, a marca que será estampada nas camisetas dos clubes será o nome escolhido pela torcida
dos respectivos clubes, em votações que já estão em curso, e não a marca do Galera.bet.
Essa é uma ação de marketing totalmente inovadora na qual colocamos o clube e seu torcedor como protagonistas da ação.
Portanto serão 3 plataformas distintas: Corinthians, Cruzeiro e a própria Galera.bet.
Acreditamos que esse formato, similar a um white label, via royalties, engaja a torcida e traz um ambiente seguro e confiável para o torcedor de cada time apostar.
Com isso, torcedores dos clubes parceiros, maiores de 18 anos, poderão jogar em modalidades como futebol, tênis, baseball, basquete, boxe, MMA, e-Sports entre outros.
Neste momento, estamos em contato com outros clubes que não conflitam com os atuais contratados. E já respondendo a uma das suas perguntas, infelizmente não chegamos a um acordo com o Atlético Mineiro nem com o Santos, pois não conseguimos fechar um modelo de contrato e parceria que fizesse sentido para o grupo devido a restrições
contratuais das próprias instituições. Outro detalhe importante, como se trata de uma parceria real, não iremos fechar contrato com clubes da mesma localidade e que mantenham rivalidade esportiva. Por isso estamos escolhendo nossos parceiros com muita precaução.
E para esta escolha, e tratativas comerciais, estamos contando com a assessoria de um grupo de especialistas e conhecedores do futebol brasileiros, que são os senhores Márcio Carmo, Ibraim Neto e João Celso.
O Galera Group é uma empresa nova, com um mindset extremante inovador, ágil, e que tem foco em mercados em ascensão já regulamentados ou em processo de regulamentação. Como o Brasil, muito em breve, terá a sua Lei Federal 13.756, de 12
de dezembro de 2018, regulamentada, o país se tornou a maior “aposta” do Galera
Group.
Segundo o Diário Oficial da União as apostas esportivas foram inclusive incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal e incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND), portanto muito em breve o Brasil terá a atividade regulamentada.
Por isso, neste momento, quisemos “colocar o pé no Brasil” criando uma subsidiária do Galera Group. Esta empresa brasileira se chama Galera Gaming, e é uma startup de tecnologia e marketing com foco em dados e entretenimento ligados ao mercado de
esporte. É fundamental termos um braço local, que entenda o mercado brasileiro. Este é um fator crucial para termos sucesso em nossa operação.
A Galera Gaming já começou a desenvolver no Brasil aplicações que usam inteligência artificial e machine learning para calcular probabilidades e estatísticas ligadas a esportes,
além de games sociais e outros serviços de Live Score.
Também tem como missão dois importantíssimos pilares muito ligados ao propósito do Galera Group:
1. entender os hábitos de consumo, e comportamento do brasileiro no que diz respeito a esportes e apostas esportivas para criar a melhor experiência possível aos nossos futuros usuários, e;
2. disseminar conteúdo relacionado ao Jogo Responsável, pois como o Brasil ainda é um mercado imaturo no que diz respeito a apostas esportivas, o pilar educacional é primordial.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming operará no Brasil envolverá apostas a dinheiro.
Como o Galera Gaming é uma subsidiária do Galera Group no Brasil, pode legalmente assinar os contratos com os clubes, pois tem todo o respaldo financeiro do grupo de investidores de nossa empresa.
E aqui, podemos já lhe adiantar uma informação relevante: alguns destes investidores têm ações listadas em bolsa de valores, ou seja, mais um motivo para que tenhamos todo o cuidado e fidúcia para atender as rígidas cláusulas de compliance destas empresas. E por esta, e outras razões tais como procedimentos e processos, o Galera Group, é auditado pela Ernst & Young. Com relação aos demais questionamentos, não respondidos acima, posso afirmar que:
• O Sr. Ibraim Neto não tem e nunca teve sociedade como o Sr. Edinho dos Santos (o blog havia perguntado se ele foi sócio do filho de Pelé);
• No que diz respeito ao Galera Group, o Sr. Josh Baazov participou apenas do escopo inicial do projeto, mas em março de 2020 não entrou de fato numa composição societária e portanto não faz parte do quadro de sócios do Galera Group (o blog obteve a informação de que Baazov teve seu nome vinculado à empresa durante as negociações com Santos e Atlético-MG);
• O Sr. Valt fez parte, de 2007 até 2010, do conselho administrativo de uma empresa no setor de trading de minérios em Israel, a qual possuía acordos em vários países do mundo. Não participou das operações da empresa e não responde a nenhum processo.
• O evento intitulado Panama Papers e os outros mencionados tratou-se de vazamento de informações com todos os nomes de empresas e sócios das mesmas que estavam presentes no país. O Sr. Valt ainda é sócio de duas empresas na localidade perfeitamente documentadas e regulamentadas.

Cordialmente, Galera Group”.

Após o envio desse comunicado, o blog fez novas perguntas e obteve a seguinte resposta:

“Sobre o capital social da brasileira Galera Gaming, como previamente informado a empresa é um subsidiária Galera Group no Brasil, e como tal pode legalmente assinar contratos, acordos comerciais e parcerias e tem todo o respaldo financeiro e lastro do grupo de investidores de nossa empresa, Galera Group, para honrar seus compromissos.

Como o setor ainda aguarda a regulamentação federal, nenhum dos produtos e serviços que a Galera Gaming desenvolverá e/ou operará no Brasil envolverão apostas a dinheiro.

Atualmente a Galera Gaming está localizada em um andar de um edifício comercial, onde existem outras salas comerciais. Devido à pandemia do COVID19 a equipe está trabalhando atualmente em sistema de home office”.

Galo tem R$ 9 mi para parte de dívida por Maicosuel, mas não pagará salário

Leia o post original por Perrone

Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, vive neste fim de semana uma situação desesperadora, segundo suas próprias palavras, enquanto vê se esgotar o prazo para pagar dívida cobrada pela Udinese na Fifa. A cobrança se refere à compra de Maicosuel em 2014, na gestão de Alexandre Kalil, hoje prefeito de Belo Horizonte.

Câmara afirma ter R$ 9 milhões, o que dá para quitar apenas parte do débito, pouco superior a R$ 13 milhões, incluindo impostos. O dirigente diz também que, se desembolsar esse valor, não terá dinheiro para pagar os próximos salários de jogadores, comissão técnicas e funcionários. Já há atrasos. Se a quitação não for feita no prazo estipulado pela Fifa, o Galo perderá três pontos no Brasileirão 2020. Abaixo, leia o relato do presidente atleticano feito a partir de perguntas do blog em entrevista por telefone.

“Estou aqui hoje, um sábado, quase cinco horas da tarde, e eu não tenho perspectiva de fazer o pagamento na segunda-feira (27). Se eu não fizer, o Atlético vai tomar três pontos na cabeça. Não sei te dizer direito quais os desdobramentos, mas tenho a impressão de que (além de tirarem três pontos) eles fixam um novo prazo, uma nova penalidade esportiva, que não sei dizer qual é, se é outra perda de pontos ou já é rebaixamento. É desesperador porque me pegou no pior momento, no meio do coronavírus, não tem receita, não tem futebol, não tem Globo, não tem venda, não tem mercado para vender jogador, não tem nada. E o euro acima de R$ 6. Ainda tem uma crise política no Brasil. Aqui tudo é pior. Além da crise na saúde e da crise econômica tem uma crise política que ajuda a fazer com que uma dívida que era de (cerca) de R$ 10 milhões passe para mais de R$ 13 milhões (R$ 13.165.000 pelas contas do dirigente na cotação do euro na última sexta, quando a moeda rompeu a barreira dos R$ 6 no dia do pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça). E aí o que acontece? Todo esse dinheiro, num momento desses, acho que assim, qualquer time grande, se você falar que tem que tirar do bolso agora mais de R$ 13 milhões de reais, ele vai passar por muita dificuldade. Com esse dinheiro eu poderia deixar toda a minha folha, CLT e imagem, em dia. Ficaria com tudo em dia, salários de jogadores e funcionários. Mas eu não vou poder pagar esses caras. Qual a ideia? Eu vou tentar pagar (a dívida na Fifa) com o que eu tiver em caixa, uns R$ 9 mihões e, se a Fifa aceitar como parte do pagamento isso aí, beleza. Senão, vai nos punir com três pontos. É desesperador.

Agora quem é o culpado, sou eu? ‘Ah, você não fez uma reserva’. Pelo amor de Deus, eu já paguei R$ 60 milhões de dívidas referentes a contratações que eu não fiz. Estou pagando Ronaldinho Gaúcho na Justiça do Trabalho. E no segundo semestre ainda vem o Douglas Santos.

A Fifa foi muito insensível. Num tempo de coronavírus em que você tem contratos de trabalho sendo suspensos, contratos bancários sendo suspensos ou prorrogados, Imposto de Renda (com prazo de declaração prorrogado), o próprio FMI deu uma prorrogação para os países que devem. Acho que assim, é mundial esse sentimento de que é preciso prorrogar, negociar ou parcelar dívidas. Eu fiz uma proposta, por escrito, para a Fifa. Eu disse assim: ‘olha, todas as dívidas que eu encontrei na minha gestão não eram minhas e eu paguei. Estou pedindo um parcelamento’. Não é cano, nem prazo, nem prorrogação nem nada. Eu preciso de um parcelamento para poder pagar meus funcionários, mas não é o jogador, é o porteiro, o limpador de piscina. Tem 500 empregados o clube. Estou tentando não demitir. Se você demitir um pai de família numa hora dessas o cara vai passar fome. Passei uma régua no Atlético, todo mundo que ganha até R$ 5 mil eu tenho feito o pagamento. Agora, não vai me sobrar nenhum centavo no cofre. E ela (Fifa) foi implacável comigo. Fui atrás de todo mundo, CBF, Conmebol, não consegui nada. Então, acho que a Fifa foi extremamente insensível com os clubes das federações pobres. Eles soltaram uma nota indicando redução de salários, isso é bem a cara da Europa, e que não haveria condescendência em relação a dívidas.

A Fifa não aceitou nossa proposta de parcelamento. Falei com todas as pessoas que você possa imaginar. Não deixamos de pagar nenhuma dívida que estourou aqui. Como não aceitaram o parcelamento? Nossa proposta era para parcelar em oito ou nove vezes, eram parcelas de 200 mil euros. A Fifa pode dizer: ‘mas a dívida é de 2015’. Aí tenho que enfiar a viola no saco.

Não vou ter condição de pagar o salário de ninguém, de atleta, de comissão técnica, de funcionário e não vou conseguir pagar a Fifa no valor total. O dinheiro que eu tina para pagar, R$ 10 milhões, pelo câmbio, virou mais de R$ 13 milhões. Não tem milagre. Vou tentar alguma coisa na segunda-feira. Se bobear, vou tentar até vender alguma coisa pessoal para tentar pagar. O que eu vou fazer? E você vender alguma coisa pessoal numa época dessa, sabe como funciona, né? Vale R$ 8 milhões, mas o cara te paga R$ 3 milhões.

Tentei todos os tipos de empréstimo, mas não consegui. Os bancos menores cortaram a conta garantida (similar ao cheque especial) dos clubes. Os bancos maiores não estão mantendo mais aquele cheque especial com os clubes. Então, secaram todas as fontes.

As cotas de TV do estadual já tínhamos recebido antecipadamente. Os patrocínios maiores que eu tenho aqui (BMG e MRV) já tinham pago. Nos patrocínios menores, pediram suspensão ou redução. A gente entende. Os caras não estão faturando, vai fazer o que? Aí você não tem bilheteria, sócio-torcedor não decola, não tem TV, não tem venda de jogador porque nenhum clube da Europa vai comprar agora. E, se forem comprar amanhã, jogador seu que valia 4 milhões de euros,  os caras vão oferecer 1,5 milhão de euros. É o mercado. Salário dos jogadores e comissão técnica nos aplicamos a Medida Provisória, aplicamos a redução de 25% sem devolução.

Tenho até o fim do nosso horário bancário na segunda para fazer o pagamento (da dívida na Fifa). Esperança de reverter esse quadro? Pouca. Estou tentando aqui, vendo com alguns amigos, tentando complementar o valor, não estou nem dormindo. Mas o que eu posso fazer? Já fiz tantos pagamentos no passado, e agora mais esse, fruto de irresponsabilidade de gestão anterior que caiu no nosso colo. O que eu posso fazer? Não tem mais lugar para irresponsabilidade de sair comprando jogador e achar que não vai dar em nada. Não é só ficar levantando caneco e deixar a herança maldita para os outros presidentes. A conta chegou . E caiu no meu colo”.

De Carlos Eduardo a Cueva. Reforços rivais fazem de B. Henrique pechincha

Leia o post original por Perrone

Em janeiro, o Flamengo contratou Bruno Henrique junto ao Santos por R$ 23.620.000 conforme mostra balancete financeiro do rubro-negro, sem contar gastos com comissões de empresários. Na ocasião, pode ter parecido caro já que se tratava de um jogador prejudicado por contusões e com apenas dois gols em 2018. Porém, hoje, a comparação com reforços de valor semelhante adquiridos por outros clubes transforma a aquisição do atacante numa pechincha.

É justo começar a sessão de tortura com os torcedores rivais do Fla pelo Palmeiras, único no Brasil com bala na agulha atualmente para trazer jogadores do mesmo calibre que os trazidos pelo clube da Gávea.

Um dos reforços mais criticados pela torcida alviverde, o atacante Carlos Eduardo, custou cerca de R$ 23 milhões, valor próximo ao de Bruno Henrique. O desempenho de ambos na atual temporada, porém, é distante.

O ex-santista já balançou a rede 18 vezes no Brasileirão deste ano e cinco na Libertadores. Pouco aproveitado no Palmeiras, Carlos Eduardo fez 20 jogos e anotou só um gol em 2019, de acordo com dados publicados pelo clube em seu site. A diretoria alviverde joga na conta de Felipão a escolha pelo jogador que estava no Pyramids, do Egito.

As comparações ficam ainda mais angustiantes para o palmeirense se Borja entrar na roda. Com ajuda de dinheiro emprestado pela parceira Crefisa, o alviverde pagou em fevereiro de 2017 US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,6 milhões pela cotação da época) pelo colombiano.

Só que uma cláusula previa que, se ele não fosse vendido até agosto, o alviverde teria que desembolsar mais US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 11.340.000 na ocasião) pela compra junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. No total, o investimento foi de cerca de R$ 43.940.000.

Com essa grana daria para ter comprado Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 20.320.000. A diferença chega perto do que o Flamengo desembolsou pelo zagueiro Rodrigo Caio, segundo dados oficiais do clube: R$ 21.200.000.

Enquanto Bruno Henrique é ídolo no Flamengo e esperança de gols na final da Libertadores neste sábado (23), contra o River Plate, em Lima, Borja é espinafrado pelos palmeirenses. Segundo as estatísticas do Palmeiras, ele precisou de 111 jogos para marcar 36 gols.

Se essa conversa está ruim para o palmeirense, imagine para o santista. O torcedor do alvinegro do litoral paulista viu sua diretoria topar pagar ao Krasnodar (RUS) cerca de R$ 26 milhões por Cueva. Ou seja, mais do que recebeu por Bruno Henrique.

A primeira parcela só vence no ano que vem, mas, com fraco desempenho em campo e polêmicas fora dele, o peruano já não faz parte dos planos de Jorge Sampaoli, para desespero do presidente santista, José Carlos Peres.

O torcedor do Atlético-MG também tem uma comparação para chamar de sua. Em junho do ano passado, o clube contratou Chará por aproximadamente R$ 22.680.000. São R$ 940 mil a menos do que o Fla pagou por Bruno Henrique.

Desde sua chegada, o colombiano marcou dez gols pelo Galo (um em 2018). São oito tentos a menos do que Bruno Henrique fez este ano só em jogos pelo Brasileirão.

No Corinthians, o balanço financeiro do clube relativo a 2018 certamente vai provocar desconforto no torcedor que notar o meio-campista Araos como o reforço que gerou a maior despesa numa lista de 35 nomes publicados. De acordo com o documento, o chileno custou R$ 20.603.000. Com mais R$ 3.017.000, bem menos dos que os R$ 9.832.000 gastos para ter o volante Richard, seria atingido o valor de Bruno Henrique. Araos foi emprestado para a Ponte Preta, e Richard para o Vasco.

Colaborou Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Estafe fala em Carille de “férias” e sem propostas neste momento

Leia o post original por Perrone

O estafe de Fábio Carille afirma que o futuro do ex-treinador está indefinido e que ele só vai começar a planejar os próximos passos na carreira a partir da semana que vem. Por essa versão, neste momento, a ideia é curtir uma espécie de férias após a demissão no Corinthians.

O discurso é de que não há conversas com o Atlético-MG e nem com outros clubes atualmente. No entanto, o Blog do Juca Kfouri informou nesta quarta (6) que já existe acerto entre treinador e Galo, atualmente comandado por Vagner Mancini, para 2020. Vale lembrar que nenhuma nota oficial foi divulgada para negar o acordo.

No entorno de Carille a conversa é de que o técnico é valorizado no mercado por conta do histórico vencedor e que será natural aparecerem convites, isso apesar de ele ter sido demitido do Corinthians em meio a uma série de oito jogos sem vencer e soterrado por críticas.

 

 

Dívidas: A proporção

Leia o post original por Rica Perrone

Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema. Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando…

Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

Leia o post original por Rica Perrone

  As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve. Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem…

Quem voltou melhor?

Leia o post original por Rica Perrone

Dos 12 grandes, vi alguns. A tal parada de 30 dias normalmente gera expectativa de melhora e quase nada acontece na prática. Mas dessa vez, parece, não será bem assim. Flamengo – Melhorou consideravelmente. Apesar do jogo contra o CAP ter sido normal e com riscos de eliminação, houve melhora. No Maracanã, um baile contra…

Futebol é no campo

Leia o post original por Rica Perrone

Atrapalha, ajuda, é verdade. Mas futebol sempre foi disputado no campo e atrelar resultados a administração, honestidade e transparência nem sempre é muito inteligente. Basta ver que a maioria dos grandes clubes do mundo tem em seus momentos mais gloriosos algumas de suas diretorias mais corruptas e/ou incompetentes. Tal qual a CBF, hoje muito menos…

Sampaoli é um fanfarrão da bola! Quem acredita?

Leia o post original por Craque Neto 10

Acompanhei atentamente pela Rádio Craque Neto o jogo de volta entre Santos e Atlético/MG. Depois do empate sem gols em Minas o Peixe tinha a oportunidade de garantir a vaga nas quartas da Copa do Brasil dentro do Pacaembu. Mas posso falar? Com o Sampaoli no banco não dá. Me desculpem. Sei que tem um monte de gente que paga pau pra esse argentino, mas a verdade é que ele é um fanfarrão como treinador. Muda a escalação toda hora e desequilibra tudo quando só lança o time pra frente. Nitidamente o gol da vitória do Galo, marcado pelo Chará […]

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