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No terceiro dia, a ressurreição

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Alexandre Cassiano / O Globo

//PÓS-JOGO//

Na semana que antecede a Páscoa, natural que isso acontecesse. Após a crucificação injusta, na praça dos imorais e infiéis, houve a crucificação. Mas após três dias, vencemos a morte e reestabelecemos o rumo, movidos pela fé da torcida. #RESPEITEOVASCO

O time jogou mal, mas também foi abatido por uma ziquizira braba que foi derrubando os jogadores um a um. A inhaca que começou com Edmílson, passou por Rodrigo e Guiñazu, ainda no domingo, chegou hoje a Diego Renan e Éverton Costa – o pior caso. Nosso ponta rastafari – sem trocadilhos, por favor – não conseguiu fazer seu jogo e assustou toda a torcida com sua saída, ambulância, bandeira tapando a cena… Enquanto aguardamos mais notícias, o que mais assusta é a falta de variação dentro de um jogo. Vá lá que Adílson tem poucas peças que permitam mudar o jogo com alguém que venha do banco, mas nem o pouco que tem ele usa.

Mas agora que levantamos, sacudimos a poeira, vamos dar mais uma volta por cima. E viva a Igreja Cruz-Maltina do terceiro dia! Amém!

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Agora, cá entre nós… Se o Douglas desse passes com a precisão que bate pênaltis, seria o Zidane!!

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Na hora da publicação desse post, as notícias davam conta de que Éverton Costa já se recuperava, consciente, e seguiria para o hospital apenas para exames de segurança. Desejo de pronta recuperação para o Éverton!

Muito esforço, pouco resultado.

Leia o post original por JC

Até que de falta de vontade os vascaínos que lotaram a Arena da Amazônia não podem reclamar. Mas o time reserva do Vasco não ofereceu muito mais que empenho e correria no empate sem gols com o Resende. Não vencer um adversário tão limitado quanto o que tivemos ontem certamente deve ter frustrado os mais 40 mil presentes.

O problema é que o esforço dos jogadores não compensou a evidente falta de ritmo e a já conhecida falta de pontaria do time. O Vasco errou muitos passes e cometeu falhas de posicionamento tanto ofensiva quanto defensivamente. Criamos muitas jogadas e finalizamos várias vezes, mas nem acertamos o alvo nos arremates e ainda cedemos alguns espaços para contra-ataques. Não tivesse o Resende se mostrado tão carente de qualidade quanto na partida pelo Estadual, poderíamos ter tido problemas.

Mas a fragilidade do nosso oponente era tanta que nem aproveitar as cochiladas vascaínas ele conseguiu. No primeiro tempo, até que o Resende tentou alguma coisa. Mas depois do intervalo, ficou evidente a estratégia de se segurar o máximo possível para não sofrer gols. E como o placar não nos deixa mentir, eles conseguiram seu objetivo, contando com uma bela atuação do seu goleiro, um dos melhores na partida.

Apesar do resultado desapontador, podemos destacar dois pontos positivos: o primeiro é o já falado empenho dos jogadores, que pareceram não apenas estarem na luta para ganhar o jogo (ainda que em vários momentos alguns tenham confundido vontade de vencer com um individualismo exagerado), mas também para mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares. E o segundo foi a empolgação dos garotos da base, muitos estreando entre os profissionais e exibindo personalidade. Com mais alguma experiência, alguns mostraram que poderão ser úteis num futuro próximo.

Apesar de não termos eliminado o jogo da volta ou sequer vencido, não dá para crer que o Resende terá capacidade para aprontar alguma em São Januário. Com a decisão da vaga após a final do Estadual, aconteça o que acontecer contra a mulambada, teremos os titulares em campo e a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil virá naturalmente.

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As atuações…

Diogo Silva – mesmo sem quase ter o que fazer, conseguiu dar pelo menos um susto na torcida, numa saída ruim depois de um escanteio.

Danilo – não teve problemas na sua lateral, mas errou mais que acertou quando tentou  apoio.

Jomar – uma apresentação em que, diante de um adversário muito fraco, pareceu mais inseguro do que deveria.

Rafael Vaz – sem ter muito o que fazer, acabou subindo para tentar ajudar no ataque e fez alguns bons lançamentos. Em compensação, foi lento em algumas recomposições da defesa e quase sofremos um gol no finzinho da partida pelo seu mal posicionamento na marcação

Lorran – pecou pelo preciosismo em alguns lances, coisa natural para um garoto que quer mostrar serviço (ainda mais numa por jogar numa posição em que a disputa pela vaga volta a acontecer). Precisa encontrar um equilíbrio entre suas ações defensivas e ofensivas.

Aranda – não teve dificuldades no combate pelo meio, roubando muitas bolas. Tentou ajudar na criação, mas foi discreto.

Fellipe Bastos – passando para a reserva, Bastos teve uma sequência de jogos em que acabou entrando em campo e se saindo bem. Ontem, voltando a ser titular – com braçadeira de capitão e tudo – voltou a ter uma atuação questionável. Com Dakson muito colado aos atacantes e Montoya jogando pelas pontas, Bastos deveria ter sido mais efetivo na criação de jogadas pelo meio, mas não esteve nem perto de conseguir.

Montoya – teve liberdade para cair pelos dois lados do campo e exibiu sua habilidade em alguns lances. Mas não produziu muita coisa e ainda desperdiçou boa chance no primeiro tempo, chutando fraco quando estava na cara do gol. Foi substituído pelo garoto Yago, que ficou mais fixo na direita e também perdeu uma chance clara ao demorar para finalizar.

Dakson – tentou como pode levar o time ao ataque, ainda que em diversos momentos tivesse preferido arriscar um lance individual quando poderia ter passado para companheiros melhor colocados. Finalizou com perigo umas três vezes, mas parou no goleiro ou chutou para fora. Marquinhos do Sul, entrou em seu lugar e teve boa movimentação na frente, sem parecer intimidado com sua estreia entre os profissionais. Quase marcou com um belo chute de fora da área.

Bernardo – mais uma vez deu a impressão de se considerar o líder do time, exagerando nos lances individuais e tentando ser o dono das bolas paradas. Ainda assim foi um dos mais perigosos do Vasco, criando boas chances de gol. Infelizmente não aproveitou nenhuma.

Thalles – pareceu perdido no meio de tanta gente tentando atacar e não conseguiu se destacar como todos esperavam. Tentou algumas finalizações sem sucesso e sofreu um pênalti, para variar, não marcado pela arbitragem.

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Obrigado Adilson (por ontem).

Leia o post original por JC

Nada surpreendente a vitória vascaína e a consequente eliminação tricolete no segundo jogo da semifinal. A freguesia é grande e o cliente, quando é bem atendido, sempre retorna. Há décadas, tenha equipes melhores, do mesmo nível ou piores, o time do Laranjal sempre muda de cor diante da cruz de malta e amarela completamente.

Mas depois da vitória de hoje, vale ao menos dar méritos a quem só tem sido criticado desde o ano passado. Adilson Batista, um treinador que chegou contestado (e ainda é), hoje merece os parabéns. Longe de fazer um trabalho perfeito, mesmo fazendo escolhas bizarras e não sendo dos técnicos mais genais na hora de fazer substituições, conseguiu fazer o que um bando de treinadores com mais nome e melhores elencos não conseguiu nos últimos dez anos: nos levar a uma final de Estadual.

Ainda que algumas das suas opções sejam um mistério completo para a torcida, é inegável que Adilson deu uma cara para um time completamente desacreditado e que, a julgar pelo que dizia a imprensa esportiva, as torcidas rivais e mesmo um grande número de vascaínos, não passaria de figurante no Carioca. E não apenas isso, mas fez o Vasco voltar a jogar com atitude, coisa que não vemos há pelo menos um bom par de anos.

A postura em campo hoje, contra um adversário – dizem – melhor qualificado e jogando desde o começo com o placar a seu favor é uma bela amostra do trabalho do Adilson. Procurando a vitória quando precisava e jogando com inteligência quando tinha um resultado favorável, o Vasco foi superior ao longo dos 90 minutos. E isso ainda tendo que superar o que deu errado no próprio planejamento do técnico, como a quase inoperância do Douglas e a eterna incompetência na hora das finalizações. Se vencemos e jogamos bem mesmo com isso tudo, é sinal de que as instruções do Adilson deram mais certo que errado.

Mas o agradecimento pela classificação fica por aqui. Afinal de contas, ainda não ganhamos nada e a parte mais difícil vem agora. Ter pela frente a mulambada, que inevitavelmente chegará à primeira partida da final já sabendo que o Carioca é sua única chance de título nesse semestre (e muito provavelmente no ano), será o teste de fogo para a equipe vascaína. Além do nosso próximo adversário ser comandado por um treinador de fato – e não por um churrasqueiro – teremos que suportar a inevitável pressão de voltar a vencer um Estadual depois de mais de uma década.

Superar essas dificuldades, mantendo o equilíbrio e a confiança do time para a final é o que Adilson precisa fazer agora. Conseguindo isso, aí sim, o parabéns da torcida vascaína será completo.

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As atuações…

Martin Silva – uma boa defesa em cada tempo – no primeiro, evitou com o pé um gol de Walter; no segundo uma saída de bola providencial – e de resto quase não teve trabalho.

André Rocha – sofreu na marcação ao rotundo atacante tricolete, levando a pior em vários lances. Nas vezes que foi ao ataque, errou quase todos os lançamentos.

Luan – uma tranquilidade impressionante num jogo com tanta pressão e tendo que encarar o atacante titular da seleção. Mais uma atuação irrepreensível do garoto.

Rodrigo – se saiu ainda melhor que seu jovem companheiro de zaga: além de vencer a maioria dos lances contra os atacantes tricoflores, deu o passe para o gol de Edmilson e ainda evitou uma cabeçada do Fred que tinha tudo para acabar na rede.

Diego Renan – foi tanto ao apoio que acabou o primeiro tempo sendo o jogador das duas equipes que mais finalizou. Tanta ofensividade acabou impedindo as subidas do Bruno, anulando uma forte jogada tricolete. Acabou cansando no segundo tempo e foi substituído por Marlon, que mostrou afobação na marcação e cometeu uma ou outra falta arriscada.

Guiñazú – depois de um começo errando alguns passes, melhorou no fundamento e ainda foi a sombra que impediu o Conca de fazer qualquer coisa de relevante no jogo.

Pedro Ken – atento na marcação, foi mais discreto do que deveria ao tentar ajudar na criação.

Douglas – a maior decepção do time. Mais uma vez foi presa fácil da marcação tricolete e não conseguiu fazer quase nada na primeira etapa. E na segunda, quando teve mais espaço, errou passes decisivos e deu um peteleco na única finalização que fez. O gol da vitória nasceu de uma cobrança de falta sua, mas é preciso dizer: se a intenção dele era cruzar para o cabeceio, ele errou o lance, chutando muito forte. Sorte o Rodrigo estar no lugar certo, na hora certa, para consertar tudo.

Everton Costa – correu, atazanou a defesa tricolete e foi boa opção ofensiva pelas pontas. Mas poderia finalizar mais e melhor: perdeu um gol feito em cabeçada no primeiro tempo e errou um passe relativamente fácil que poderia originar nosso segundo gol na etapa final.

Reginaldo – o torcedor que quer ver atacante fazendo gols ou pelo menos tentando fazê-los dificilmente entenderá a escalação do Reginaldo. Mas ontem ele cumpriu uma importante função tática, dando o primeiro combate na saída de bola do laranjal e invertendo posição com Diego Renan para que este chegasse como homem surpresa. Nessa função foi bem até cansar e ceder lugar para Fellipe Bastos, que entrou para reforçar a marcação no meio de campo e cumpriu a função sem muitos problemas

Edmilson – ele se atrapalha com a bola em alguns momentos, é verdade. Mas como falar mal de quem está sempre pronto pra finalizar e que numa dessas fez o gol da vitória (consolidando a artilharia isolada na competição)? Thalles entrou em seu lugar fez pelo menos uma grande jogada pelo lado do campo, dando um drible desconcertante no seu marcador.

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Certo e errado

Leia o post original por JC

A tentativa de tornar o Vasco um time mais ofensivo contra o Fluminense acabou não funcionando no que mais deveria funcionar e dando certo onde ninguém esperava. Precisando da vitória para reverter a vantagem tircolete, os três atacantes titulares não conseguiram imprimir a intensidade ofensiva que o time precisava para criar chances claras de gol. Por outro lado, o meio de campo, mesmo com um jogador a menos que nosso adversário, não passou todo o sufoco que a torcida temia que passasse.

O problema é que entre o certo e o errado, não fomos capazes de resolver nosso problema na primeira partida e o empate em 1 a 1 com o time do Laranjal segue para o jogo decisivo da semifinal jogando pelo empate. Caberá ao Adilson, até domingo, encontrar aquilo que faltou ao time ontem.

E talvez não seja um atacante a mais que traga ao Vasco a efetividade que no domingo será uma necessidade. Se os três homens na frente tiveram sua importância taticamente, marcando a saída de bola tricolete e os obrigando a sair com chutões durante boa parte do jogo, eles não conseguiram fazer o principal: levar perigo ao gol do Fluzim. Tirando um chute de Edilson ainda no primeiro tempo – que, vale lembrar, não surgiu em uma jogada, e sim no rebote de uma cobrança de falta – os titulares do ataque não chegaram a preocupar Cavalieri. As melhores chances no primeiro tempo, em duas cobranças de falta – uma de Douglas e outra do Rodrigo – e um chute perigoso de André Rocha mostraram o quanto o ataque não funcionou como deveria e fez com que pouco adiantasse o nosso domínio da partida na etapa inicial.

Na volta do intervalo tivemos nosso pior momento no clássico. O Fluzim acertou sua marcação e pela primeira vez no jogo fez valer sua superioridade numérica no meio de campo. E em 10 minutos conseguiram o que o Vasco não conseguiu em todo o primeiro tempo: Jean aproveitou o espaço que teve e um dos poucos cochilos da zaga para deixar Fred livre para marcar.

Adilson ainda esperou alguns minutos para dar uma mexida no time, que parecia perdido naquele momento. A primeira alteração foi no ataque, saindo o apagado Reginaldo e entrando Thalles. Essa alteração era a que todo torcedor esperava, mas as duas seguintes certamente irritaram os vascaínos: precisando virar a partida, Adilson mostrou maior preocupação com os laterais, ambos pendurados, e os substituiu praticamente ao mesmo tempo. E para levar a torcida à loucura de vez, além de Diego Renan, o treinador colocou em campo Fellipe Bastos, o maior desafeto da torcida.

Mas nem deu tempo da mãe do Adilson sentir a orelha arder. Praticamente na primeira jogada de Bastos, o volante recupera uma bola no meio de campo, encontra Diego Renan subindo pela esquerda e acerta bom passe para o lateral. Renan avança, centra para a área e Thalles acerta uma voadora na bola, vencendo Cavalieri e empatando o placar.

A igualdade trouxe o Vasco de volta ao jogo, mais uma vez dominando a meiuca. Mas esse também foi o momento em que a partida esquentou, muito em decorrência da arbitragem frouxa do Sr. Wagner do Nascimento Magalhães. O jogo ficou brigado, com muitos lances ríspidos e discussões. E no meio de montes de carrinhos, empurrões e bate-bocas, o jogo acabou sem alterações no placar.

Na prática, as coisas continuam as mesmas: o Vasco ainda precisa ganhar um dos jogos da semifinal e se não foi o primeiro, pode muito bem ser o segundo. Pelo que vimos ontem, não há nada de impossível nessa missão, mas já ficou claro que Adilson precisa encontrar um caminho para tornar nosso ataque mais eficiente. Os três atacantes, jogando como jogaram ontem, não justificam uma nova chance para essa opção. Algo precisa mudar, e se não for no número, que seja nos atacantes escolhidos. Sejam dois ou três atacantes, uma coisa Adilson não poderá deixar de fazer: encontrar um lugar para o Thalles entre os titulares.

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As atuações…

Martin Silva – uma grande defesa em chute de fora da área no primeiro tempo e no mais, não teve muito trabalho. Não poderia fazer nada no lance do gol, mas vacilou numa saída de bola no primeiro tempo que poderia ter acabado em gol tricolete.

André Rocha – justo quando tinha pela frente o Carlinhos, teve uma das atuações mais ofensivas, apoiando com frequência. Por conta disso e do amarelo que levou logo ainda no primeiro tempo, cedeu mais espaços do que deveria e facilitou algumas vezes no combate. Deveria estar marcando o Fred no lance do gol, mas não o alcançou. Pra compensar, evitou um gol certo no primeiro tempo, bloqueando uma bola em cima da linha. Fellipe Bastos entrou em seu lugar e mais uma vez entrou bem na partida, melhorando a marcação pelo meio e fazendo com que recuperássemos o domínio no setor. Iniciou a jogada do gol de empate acertando bom passe para Diego Renan.

Luan – mais uma boa partida do garoto, que já deixou claro que sua falta de experiência não o faz tremer em jogos importantes. Foi muito bem no combate e nas antecipações.

Rodrigo – igualmente bem na partida, complementa a dupla de zaga com sua experiência. Além de se dar bem na maioria das bolas alçadas à área, é importante também na hora de peitar os adversários que tentam apitar o jogo mais que o juiz, como Fred, por exemplo. Sofreu um pênalti claríssimo ainda no primeiro tempo, não marcado, como de costume.

Marlon – apoiou bastante, mas não conseguiu ser eficiente. Defensivamente jogou com firmeza, pelo menos até levar um amarelo de forma questionável. Pouco depois de ser advertido, o gol tricolete nasceu em jogada pela sua lateral. Diego Renan o substituiu e logo na primeira jogada fez o cruzamento para o gol de empate. No mais, foi discreto.

Guiñazú – parecia estar brigando com o time antes mesmo da partida começar e manteve a pilha ao longo de todo o jogo, mostrando que não se pode entrar num clássico sem estar disposto pra luta. E foi o que fez, brigando o tempo todo e conseguindo atrapalhar o Conca sem apelar para muitas faltas. Mas como há jogadores que ficam marcados, na primeira falta mais dura, levou o amarelo.

Pedro Ken – bem na marcação, ainda apareceu na frente em alguns momentos, ajudando na criação. Deixado na podre no lance, não conseguiu impedir o avanço do Jean no lance do gol tricolete. Com a saída do André Rocha, terminou a partida como lateral, não comprometendo.

Douglas – único armador do time, foi o principal alvo da marcação tricoflor. E ele se deixou ser marcado com extrema facilidade, o que prejudicou bastante sua capacidade para criar jogadas.

Everton Costa – pelo que fez ontem, parece que ganhou a vaga no time por conta do estilo, na posição de atacante com cabelo chamativo: assim como Barbio, corre, ajuda na marcação, não tem medo de arriscar jogadas, mas de efetivo, muito pouco.

Reginaldo – mesmo sendo participativo e procurando cumprir bem sua função tática, teve uma atuação discretíssima. Thalles entrou em seu lugar e deu ao time a presença de área que estava faltando, tanto que precisou de poucos minutos em campo para mostrar mais uma vez sua estrela na Arena Maracanã e marcar o gol de empate.

Edmilson – penou com a marcação tricolete e teve poucas chances de marcar, o que não o impediu de perder um gol feito após aproveitar um rebote e chutar em cima do Cavalieri.

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Mais uma vez, o Vasco foi claramente prejudicado pela arbitragem.

Mas não acredito que tenhamos sido garfados. O problema é com o Sr.  Wagner do Nascimento Magalhães, que mostrou não ter gabarito para uma semifinal de campeonato.

Nem falemos da penalidade claríssima sofrida pelo Rodrigo, ainda no primeiro tempo. Talvez o juiz não tivesse uma boa visão do lance – e aí entra em campo a incompetência dos auxiliares – e por isso não marcou o agarrão de jiu-jitsu dado pelo Gum no nosso zagueiro. Mas não há desculpa para um juiz que passa o jogo todo conversando, que se deixa influenciar pela gritaria dos jogadores e que não tem peito para fazer o seu papel com a autoridade que deveria.

O momento mais evidente da fraqueza do juiz foi ao advertir Marlon: no lance, o bandeirinha assinalou apenas arremesso lateral e o Sr. Magalhães confirmou o marcação. Mas bastou os jogadores tricoletes partirem pra cima do juiz para ele, não apenas dar a falta – vale lembrar, não apontada pelo bandeirinha – , como também aplicar o amarelo para o nosso lateral.

Depois, os responsáveis por esse maravilhoso estadual (que em um clássico decisivo não conseguiu fazer com que nem 10 mil torcedores se interessassem em pagar o ingresso para a partida) têm a coragem de defender o quadro arbitral carioca e dizer não ser necessário chamar juízes de fora para a semifinal e final do campeonato.

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Jogo relâmpago

Leia o post original por JC

Para quem não esperava surpresas numa partida contra o lanterna da competição, Reginaldo acabou fazendo com que o jogo entrasse para a história do clube: balançando as redes antes de se completarem oito segundos de bola rolando, o atacante deve ter feito o gol mais rápido da história do Vasco no Estadual (e talvez em qualquer competição).

Isso já seria o bastante para desmontar de vez a fraca equipe do Duque de Caxias, mas pra piorar tudo para o time da Baixada, ainda marcamos o segundo 14 minutos depois, após Everton Costa receber bom passe de Aranda e chutar sem dar chances ao goleiro caxiense.

E se a regra não obrigasse a continuação da partida até seus 90 minutos regulamentares, o juizão bem que poderia dar por encerrado o jogo. Nem o Caxias conseguiria fazer muita coisa, dada sua incapacidade, nem ao Vasco adiantaria fazer mais ou menos gols (ou mesmo pontos, já que os resultados da rodada não permitiriam qualquer modificação na classificação final). Teria sido um jogo como o gol do Reginaldo: relâmpago, o que pouparia a todos tempo e aos jogadores, energia para as semifinais com os tricoletes.

Mas como a partida teve que continuar, o único que poderia ter algum interesse a mais no jogo fez a sua parte. Edmilson, ainda na briga pela artilharia da competição, marcou mais dois, chegou ao décimo gol e segue como maior goleador do Estadual.

No mais, foi como eu disse ontem. O Duque de Caxias era um compromisso de tabela e só. Desde que a classificação foi assegurada, não havia como pensar em nada além das semifinais. O primeiro turno, que acabou ontem oficialmente, já era passado há um bom tempo.

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As atuações…

Martin Silva – poderiam ter cobrado o ingresso do goleiro, que fez pouco mais que qualquer espectador no estádio.

André Rocha – outro que não teve muito trabalho, já que se ateve mais à marcação e o adversário não lhe exigiu muito. Quando foi ao apoio não teve precisão nos cruzamentos e ainda perdeu um gol feito, na pequena área.

Luan –  sobrou em campo, se saindo melhor em praticamente todos os lances e ainda mostrando categoria em alguns momentos. Chegou a fazer uma boa assistência em lance de escanteio, desperdiçada pelo André Rocha.

Rodrigo – com a disposição e seriedade de sempre, não teve problemas com o ataque adversário.

Marlon – com bastante liberdade para ir ao ataque e muito presença no apoio. Exatamente por isso deixou muitos espaços na sua lateral, e foi por ali que o Duque de Caxias criou todas as suas jogadas. Contra um adversário mais forte, poderíamos ter complicações.

Aranda – foi bem no combate e não errou muitos passes, inclusive o que deixou Everton Costa em condições de marcar o segundo da partida.

Fellipe Bastos – tirando algumas falhas ao cobrir as laterais (o que foi corrigido no segundo tempo), fez uma boa partida. Teve disposição no combate e ajudou na frente, começando a jogada do terceiro gol com um bom lançamento para o Reginaldo. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo.

Douglas – se não chegou a jogar mal, parecia claramente desinteressado na partida. Se limitou a tentar passes em profundidade e lançamentos, sem muito sucesso. Dackson entrou em seu lugar faltando 10 minutos para o fim do jogo e foi o autor da assistência para o quarto gol do Vasco.

Everton Costa – marcou o segundo da partida, tornando o jogo mais fácil. Mas seu primeiro gol pelo Vasco parece tê-lo deixado confiante demais, exagerando no individualismo em alguns momentos. O que não o impediu de inteligentemente fazer  a assistência para o terceiro gol. Saiu para a entrada do Bernardo, que já entrou em campo cobrando uma falta com perigo, sua única participação relevante no jogo.

Reginaldo – com um gol antes dos oito segundos de bola rolando, abriu as portas para a goleada. Deu trabalho à defesa adversária jogando pelas pontas com velocidade (foi assim que ajudou na jogada do terceiro gol). Deu lugar ao Montoya, que bagunçou com os zagueiro caxienses várias vezes, numa delas iniciando a jogada do quarto gol, mas não conseguiu marcar o seu.

Edmilson – no primeiro tempo, fez excelente assistência para Reginaldo nos primeiros segundos de jogo e se enrolou com a bola no restante dos 45 minutos. Deixou para mostrar seu faro de gol no segundo tempo, marcando dois – o primeiro, um golaço – e se consolidando na artilharia da competição com 10 gols.

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