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CT do time de Vampeta ganha ‘praia artificial’ e porcos ‘palmeirenses’

Leia o post original por Perrone

Imitação de praia no CT do Audax Fotos: Ricardo Perrone/UOL

Primeiro passe pelo trenzinho na entrada. Caminhe até passar pelos vestiários e as arquibancadas. Vire à direita e dê de cara com uma praia artificial (sem mar) atrás do campo de futebol. Não pise na areia se estiver calçado para não levar bronca. Use a passarela com piso semelhante ao usado em Copacabana, no Rio. Vá reto até encontrar vacas, aves e porcos instalados numa área com a bandeira do Palmeiras.

A paisagem excêntrica descrita acima é obra do ricaço Mário Teixeira no local de treinamentos do Audax, rebaixado em 2018 para a Série A-3 do Campeonato Paulista e presidido pelo ex-volante Vampeta.

Segundo o empresário, o cenário exótico faz parte de um projeto para abrir as portas do centro de treinamento para escolas municipais. “As crianças vão pegar o trenzinho, conhecer a fazendinha, ver os animais, tomar um lanche com pão e todos produtos feitos aqui”, conta o dono do Audax.

O local ainda vai receber mais animais, vindos de uma de suas propriedades ou comprados especialmente para ficar na área ao lado de um dos campos de treinamento da equipe. Ele espera receber os alunos municipais já no final das atuais férias escolares. Os trâmites oficiais estão sendo finalizados com a prefeitura de Osasco, que concede a temporariamente a área para o clube, fundado por outro magnata, Abílio Diniz.

“Os porcos ficam onde está a bandeira do Palmeiras. As galinhas onde fica a bandeira do Guarani. Os peixes com a do Santos. Mas o que eu queria não vai dar pra trazer, uns bambis, são muito grandes”, conta seu Mário com um sorriso traquina no rosto. Apesar de ser o proprietário da equipe de Osasco, ele nunca escondeu sua torcida pela Ponte Preta, o que explica a associação do galinheiro com o Bugre adotando uma provocação feita pelos torcedores da Macaca ao rival.

Área para porcos no CT com bandeira do Palmeiras

Além da fazendinha, o pedaço de areia com coqueiros recentemente plantados, carrinho de água de coco, cadeiras de praia e passarelas que lembram as calçadas de Copacabana são xodós do empresário.

“Não pisem de sapato na areia, senão o seu Mário me mata. Ele fala que a areia é higienizada e pode passar bactérias”, disse um funcionário do clube ao grupo de jornalistas que aguardava a chegada de Ederson, goleiro da seleção e do Manchester City ao local na última sexta (20).

“Areia é para pisar descalço e recarregar as energias. Não pode ter sujeira. Já que tem a passarela é para usar”, diz o empresário. Ele afirma que a praia artificial foi construída para tornar o ambiente mais agradável para os jogadores que moram nos alojamentos do clube dentro do complexo. Uma nova ala está sendo construída.

Gado ao lado de campo de treinos do Audax

Mas seu Mário também tem planos de abrir sua “praia” para a população. “Estamos terminando um palco (na areia). Quando os jogadores não estiverem aqui, vamos fazer shows e colocar food truck”, contou.

Deu pra visualizar o que o empresário falava mais tarde, depois de encerrada a pelada de Ederson com seus amigos. Uma enorme peça de costela assada por horas era servida aos convidados enquanto Vampeta se divertida numa tenda com uma roda de pagode. O ambiente descontraído lembrava mais uma praia do que um centro de treinamento.

O título do Santos no Campeonato do Audax

Leia o post original por Quartarollo

O título do Santos no Campeonato do Audax

Santos ganhou o vigésimo segundo título paulista da sua história e empata com o Palmeiras em número de conquistas.

Conquistas estas que vêm do tempo que o Paulista tinha a mesma importância do Campeonato Brasileiro ou até mais.

Com o tempo foi perdendo folego, perdeu o glamour e hoje é apenas um bom torneio de verão que dá dinheiro aos clubes grandes e ainda mexe com a rivalidade regional.

O Santos fez a sua parte como time considerado grande que é, com sua linda história com jogadores renomados de todos os tempos, mas na última partida foi totalmente dominado pelo pequeno Audax, de Osasco, um time audacioso até numa analogia ao nome e despreocupado até certo ponto com o resultado, mas sim com o bom futebol.

O título foi do Santos, mas o Campeonato foi do Audax. Muita gente ainda vai falar desse time em épocas futuras.

Pode ter sido um momento, pode ser apenas sazonal, mas foi marcante a forma como o Audax jogou o Paulista sem preocupações defensivas e com irresponsabilidade infernal.

Mais ainda. Montou um time com refugos que não deram certo em outras equipes e desse amontoado nasceu um belo toque de bola.

Foi o time que mais ficou com a bola no jogo com o Santos e talvez em todo o Campeonato.

Já disse que é mais fácil ser técnico e jogador do Audax do que de um time grande. Não há a grande cobrança.

A imprensa se apaixonou pelo time de Osasco e alguns defendem que é uma modernidade no futebol brasileiro.

Pois lamento informar que não é. É um time de um mecena, senhor Mário Teixeira, que é rico, põe dinheiro à vontade e não se importa com o prejuízo e por isso também acaba ganhando. É um banqueiro perdulário quando se trata de futebol.

Já vimos esse filme em outros clubes. O XV de Piracicaba tinha em Romeu Ítalo Ripoli na década de 70 algo meio parecido.

Pagava salários baixos e prêmios altos. Os prêmios para impressionar eram pagos em dinheiro nos vestiários após cada jogo.

Jogador contundido era encostado depois de 15 dias no então INPS, hoje INSS. Na campanha do vice-paulista de 1976 o elenco tinha apenas 16 jogadores e ninguém se contundia.

Todo mundo queria jogar até mesmo sentindo dores para garantir um bom bicho no fim. O seu Mário não leva tanto a ferro e fogo, mas essa de jogar dinheiro como prêmio nos vestiários é mais velha do que o mundo.

Juvenal Juvêncio fez muito também no São Paulo e muitas vezes deu certo.

O que estou dizendo é que não tem novidade a não ser a forma louca de jogar de Fernando Diniz que mistura o toque de bola e a posse de bola barcelônica.

Para mostrar que o modelo de modernidade é furada é só prestar atenção no que vai ocorrer agora. Haverá uma debandada de jogadores e até o técnico sairá para outra equipe.

Paulo Nobre faz a mesma coisa no Palmeiras. Põe dinheiro do próprio bolso para manter a conta em dia.

Ele disse que vai receber tudo de volta, mas daí já é outra história, isso não é administração moderna como dizem por aí.

No Santos, a família Teixeira várias vezes botou dinheiro do bolso para pagar as dívidas. Quanto quis receber de volta foi chamada de anti-santista.

Tomara houvesse um modelo profissional em todas as equipes com remuneração até para o presidente e demais dirigentes.

Seria mais fácil cobra-los profissionalmente. Mas isso não interessa a muitos deles. Eles ganham mais sendo “amadores”

Vila consagra Ricardo Oliveira, o goleador

Leia o post original por Antero Greco

Um dia, talvez no ano 2.116, quando um pesquisador for estudar o Campeonato Paulista de futebol, verá que as decisões ocorridas na Vila Belmiro eram especiais. Jogos que consagraram nomes como Araken Patusca, Pagão, Coutinho, um certo Pelé, Pepe, Juari, Serginho, Robinho, Neymar e agora Ricardo Oliveira.

Foi dele o gol do título de 2016. O Santos conquistou seu 22.º título estadual. Então jogou melhor do que o Audax Osasco?

Não. O vice esteve melhor, teve o dobro das chances para levar a taça, acertou duas vezes a trave do gol de Vanderlei, ficou com a posse de bola praticamente o jogo todo. E o técnico Fernando Diniz foi mais corajoso, mais ousado do que o excelente Dorival Júnior.

Por que o Santos ganhou, então, por 1 a 0? Porque tem no grupo três jogadores de seleção. E ainda um goleiro excepcional. E teve neste domingo a sorte dos campeões. Porque sem ela teria perdido a partida.

Esta é a verdade!

Dos três craques santistas, logo aos 20 minutos, Lucas Lima deixou o campo sentindo a contusão no tornozelo direito. Gabriel, forte e bom de bola, é também um cabeça-quente. Por enquanto, acha que joga mais do que joga. E quase foi expulso, numa admoestação incomum do árbitro Raphael Claus que o advertiu cabeça a cabeça.

Então sobrou o definidor: o escolhido.

E ele definiu, na única chance de verdade que o Santos teve no primeiro tempo. Vitor Bueno interrompeu o ataque do Audax e iniciou um contra-ataque que acabou com um lançamento para o centroavante de 36 anos: Ricardo Oliveira passou a bola no meio das pernas do zagueiro inimigo e fuzilou na saída do goleiro Sidão.

Foi o que bastou.

No segundo tempo, o Audax alugou o meio-de-campo como diziam os antigos. Ricardo Oliveira foi substituído, extenuado. O time de Osasco ficou com a posse da bola, mas não furou a defesa santista.

Já no finalzinho, o juiz anulou erroneamente um gol de Joel e Ronaldo Mendes perdeu o gol mais feito da partida.

Seria 2 a 0 para o Santos. Ou 3 a 0. Mas seria injusto.

Quando tudo acabou e Ricardo comemorava o título com lágrimas nos olhos, a revelação: ele era dúvida até o início da partida. Não revelou o problema que sentia. Apenas jogou no sacrifício, fez o gol e foi campeão mais uma vez.

Daqui a cem anos quem pesquisar saberá disso.

E saberá também que a Vila Belmiro tem o feitiço alvinegro.

(Com participação de Roberto Salim.)

Como eliminações atrapalham quitação de empréstimo pela Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

As eliminações nas oitavas de final da Libertadores e nas semifinais do Paulista significam um golpe para o Corinthians em termos de pagamento da conta de sua arena. Tendo como base as arrecadações nas últimas partidas do time nas duas competições, o alvinegro deixará de obter pelo menos cerca de R$ 5,3 milhões, o que seria suficiente para pagar quase uma parcela inteira do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES via Caixa Econômica para quitar parte da obra.

Cada prestação custa aproximadamente R$ 5,7 milhões. Nas eliminações contra Nacional e Audax as rendas foram de, respectivamente, cerca de R$ 2,8 milhões e R$ 2,5 milhões. A receita com a venda de bilhetes vai para o fundo que administra o estádio pagar o parcelamento. Além disso, há o gasto aproximado de R$ 2,7 mensais com manutenção e operação da arena.

O cálculo feito pelo blog leva em conta a receita que o clube teria na final do Estadual e nas quartas de final da Libertadores. Se chegasse na final do torneio continental, o alvinegro poderia arrecadar ainda mais cerca R$ 5,6 milhões com jogos em casa. Ou seja, não ser finalista das duas competições significa deixar de levantar aproximadamente R$ 10,9 milhões, dinheiro suficiente para pagar quase duas parcelas do empréstimo.

A diretoria e o fundo que administra o estádio admitiram em reunião do Conselho Deliberativo as dificuldades para quitar as prestações. No último dia 15, a parcela de abril não foi paga, e o departamento financeiro do Corinthians alegou ao blog que não fez o pagamento porque espera conseguir uma nova carência de 19 meses no financiamento para igualar o prazo obtido por outros estádios da Copa do Mundo de 2014.

Mal tratados em Osasco

Leia o post original por Odir Cunha

Sede, desconforto, insegurança – assim o torcedor foi tratado no pequeno Estádio José Liberatti, em Osasco, sem capacidade nem estrutura para receber um jogo de final de Campeonato Paulista. Veja neste vídeo do conselheiro Rachid Bourdoukan como os torcedores santistas sofreram para acompanhar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista.

Torcedores compraram ingressos para um setor demarcado para a torcida do Santos, mas não puderam entrar no estádio por usarem camisas do time. Uma criança tinha sede, mas não havia água para comprar; torcedores tinham fome, mas a lanchonete estava fechada; uma multidão tentava entrar no minúsculo banheiro, mais lotado do que coletivo na hora do rush…

Ingressos numerados? Lugares reservados para deficientes? Esqueça (veja na comemoração do gol do Santos uma muleta ser agitada). O Estatuto do Torcedor foi esquecido pela Federação Paulista de Futebol, presidida por Reinaldo Carneiro Bastos; pelo Santos Futebol Clube, do presidente por Modesto Roma, e pelo Audax, de Vampeta. Os três foram irresponsáveis.

Por não fazer o óbvio, que seria marcar os dois jogos para um estádio maior, como Pacaembu ou Morumbi, a Federação, o Santos e o Audax colocaram os torcedores dos dois times, principalmente os santistas, no caso os visitantes, em uma situação de risco.

Lamentável, mais uma vez, a participação de Modesto Roma em uma negociação importante para o Santos. No ano passado, o time já perdeu a Copa do Brasil por consentir com o adiamento da final, e perdeu também a vaga para a Copa Libertadores por usar reservas em jogos decisivos do Campeonato Brasileiro.

Agora, além de correr o grande risco de ser derrotado na primeira partida da final, Roma ainda obrigou seus torcedores a passar situações dramáticas em Osasco. E tudo isso para quê? Para jogar a segunda partida na Vila Belmiro, único estádio em que os jogadores do Santos, e essa diretoria que pensa pequeno, têm confiança em si mesmos. Uma vergonha.

A necessidade de vencer aumentará a pressão sobre o Santos na Vila. Devemos ter confiança na vitória porque o Santos é melhor e tem melhores jogadores do que o Audax, mas o normal era já ter vencido a primeira partida – o que não ocorreu devido às circunstâncias especiais provocadas pela precariedade do estádio, no qual o ambiente hostil aos santistas até pressionou o árbitro Flavio Rodrigues de Souza para cometer erros importantes contra o Alvinegro Praiano, como um pênalti não marcado em Gustavo Henrique, um cartão amarelo ignorado e um impedimento mal assinalado. Jogar em La Bombonera teria sido mais tranquilo. Na Vila nenhum árbitro será louco de prejudicar tão escandalosamente o Santos.

Ronaldo Mendes mais 10

Como em uma final é preciso determinação e confiança na vitória, sugiro que Vitor Bueno seja substituído por Ronaldo Mendes, o jogador mais motivado do Santos no momento. Caso Lucas Lima não possa jogar, que Ronaldo seja escalado. Essa é uma partida em que os jogadores terão de se empenhar além da conta, no ataque e na marcação, movimentando-se bastante, mesmo sem bola. Não dá para ser campeão só cercando, marcando de longe, porque o Audax vai correr bastante e tentar fechar os espaços.

A técnica mais aprimorada e a experiência dos jogadores do Santos, aliadas ao gritos constantes da torcida, só farão a diferença se cada jogador santista se atirar à bola com vontade. E inteligência. Não se pode esquecer que, apesar da longa invencibilidade na Vila Belmiro, muitos dos jogos nesse período terminaram empatados, o que levaria o jogo para a dramática e imprevisível disputa por tiros diretos da marca do pênalti caso uma igualdade volte a ocorrer nesse domingo.

Empatar no caldeirão de Osasco obriga o Santos a vencer domingo. É o único resultado que se espera de um time que fez uma campanha bem superior, tem jogadores mais gabaritados e muito mais bem remunerados, e uma torcida que é mil vezes maior do que a do seu rival.

Promoção do livro Time dos Sonhos vai até 10 de maio

Tenho recebido alguns e-mails de santistas inconformados com o fim da promoção do livro Time dos Sonhos – dentre eles o comovente apelo do garoto Wellington, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nessa promoção, o leitor tem direito ao livro, de 528 páginas, chamado de “A Bíblia do Santista”, com dedicatória, sem despesa de correio, e ainda ganha a versão eletrônica do livro Donos da Terra, tudo isso por apenas 68 reais, que podem ser pagos parceladamente.

“Não tem lógica o senhor acabar com a promoção antes do Santos ser campeão. Será o meu primeiro livro do Santos, senhor Odir, não acabe a promoção”, pediu o Wellington. Pediu, e será atendido. Será um presente do Blog do Odir para o santista comemorar esta oitava final consecutiva do Campeonato Paulista e, se tudo correr bem, mais um título estadual.

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E você, o que acha disso?


Nem parecia final

Leia o post original por Quartarollo

Nem parecia final

O jogo foi tão bom que nem parecia final. Normalmente os jogos decisivos são chatos, amarrados, estudados ao extremo e dificilmente têm tantos ataques.

Santos e Audax chegaram ao gol por 17 vezes. Fizeram poucas faltas e inebriaram aqueles que gostam de futebol.

Cada um ao seu estilo, os dois times foram se distribuindo no gramado com as suas qualidades.

O Audax com posse de bola e o Santos com mais talento individual, mas mostrando um grande conjunto e muita velocidade com Lucas Limas, que prende a bola, mas quando a solta dá um toque especial para os companheiros de ataque onde encontra Ricardo Oliveira e Gabriel pensando muito rápido no que fazer.

Vitor Bueno, bom de bola e uma revelação do Campeonato, destoou nesse primeiro jogo da final. Esteve apagado e meio murcho. Não parecia estar ligado na final. Coisa de garoto.

O técnico Dorival Júnior foi inteligente ao obrigar seus homens da frente a correr humildemente atrás dos defensores do Audax para provocar os erros deles. E conseguiram em várias ocasiões.

O goleiro Sidão é grande no tamanho, mas não domina todos os fundamentos que um goleiro deve dominar.

Ao contrário de Vanderlei, que é muito bom goleiro e que segundo seu treinador Sebastião Martins Oliveira Júnior, o Arzul, tem nível de Seleção Brasileira e nos pênaltis é especialista porque seu tempo de reação é assombroso.

Enquanto o Santos tem mais individualidades, o Audax tem um conjunto muito bem treinado por Fernando Diniz, que segundo informações, às vezes treina 11 titulares contra 13 reservas para os jogadores aprenderem a se livrar em espaço pequeno da marcação e melhorar os passes.

A posse de bola é a maior virtude do time. Tem na frente esse bom Mike, formado no Internacional, de Porto Alegre, e ainda Camacho, que nunca jogou nada na vida, mas agora é o craque e capitão do time, e Bruno Paulo com pífias passagens em outros times grandes como Palmeiras e Flamengo.

Mas num time de bom conjunto o jogador médio se ajusta. O que faz falta é mesmo na hora da decisão. Aí a individualidade acaba pesando um pouco mais.

Mesmo assim não parece uma final comum. O Santos tem o retrospecto de não perder há 27 jogos na Vila Belmiro.

Só no Campeonato Paulista são 5 anos sem derrota em seu estádio, mas o Audax joga bem fora de casa e já passou por pressão maior no Itaquerão contra o Corinthians e mesmo contra o São Paulo, em Osasco.

A final está aberta. Na torcida e na análise acho que vai dar Santos, mas o Audax está mais vivo do que nunca.

Não fico em cima do muro. O Santos será campeão domingo na Vila Belmiro

Leia o post original por Nilson Cesar

Não gosto de ficar em cima do muro. Gosto de pecar pela ousadia e nunca pela omissão. O Audax fez um campeonato brilhante, tem um time muito bom , mas o Santos irá conquistar o título do Paulistão 2016 no domingo na Vila Belmiro. O time do Santos também é muito bom e tecnicamente tem um grupo melhor. Peças individuais do Santos são melhores e isso irá fazer a diferença no jogo de domingo. O empate de ontem foi muito bom e domingo na Vila o torcedor do Santos irá comemorar mais um título paulista. Se eu errar, parabéns ao Audax e segue a vida.

Santos arranca empate e leva favoritismo

Leia o post original por Fernando Sampaio

santosaudaxO Audax tinha tudo para sair na frente.

Fez 1×0, ganhou empolgação, confiança…

Levou o empate.

O resultado deixou o Santos em vantagem.

O Peixe joga em casa por uma vitória simples.

Não foi um jogo com grandes oportunidades mas foi um jogo com duas equipes com propostas ofensivas. Diferente de outras finais, modorrentas, com equipes cheias de volantes e jogando no erro do adversário, a primeira partida mostrou equipes buscando o ataque, cada uma a sua maneira. O Audax pressionando na frente, com sua linha de defesa avançada. O Santos fechado, explorando o contra-ataque.

O Audax buscou mais e saiu na frente.

O time de Osasco tinha tudo para fazer 2×0 e abrir uma boa diferença no confronto.

Seria bem difícil para o Santos reverter na Vila.

Mas, o Peixe não estava morto, foi lá, empatou e levou o favoritismo para casa.

O Audax não está morto, só perdeu a chance de abrir uma boa vantagem.

Pênaltis seria uma boa aposta.

 

 

Foto: Marcos Ribolli

 

Empate caiu do céu

Leia o post original por Odir Cunha

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Depois de criar mais chances no primeiro tempo, quando acertou bolas vezes a trave, o Santos caminhava para a derrota aos 30 minutos da segunda etapa. Perdia por 1 a 0 – gol de Mike, aos 12 minutos –, sofria novos ataques do Audax e a torcida local já começava a gritar “olé”. Para complicar as coisas, Lucas Lima, o cérebro do time, saíra de campo com o tornozelo machucado, substituído pelo voluntarioso Ronaldo Mendes. Havia pouca esperança de sair da arapuca de Osasco ao menos com um empate. Foi aí que os deuses do futebol resolveram mexer os pauzinhos…

Aos 32 minutos, o valorizado Tchê Tchê, que acaba de ser contratado pelo Palmeiras, tentou virar uma bola em sua defesa e jogou nos pés de Ronaldo. Este, matou a bola e deu dois passos com ela. Mais preocupados com Gabriel e Ricardo Oliveira, os defensores do Audax não se apressaram em ir pra cima do santista. Com personalidade, Ronaldo encheu o pé e, de canhota, estufou as redes do bom Sidão.

Como se previa, o Santos passou um sufoco no minúsculo Estádio José Liberatti, que recebeu apenas 12.269 pagantes. Depois de chegar mais perto do gol na primeira etapa, o Alvinegro Praiano parece ter cansado no segundo tempo e foi dominado pelo Audax. Além do gol, o time local teve chance incrível aos 23 minutos, quando Mike tabelou com Ytalo e colocou na saída de Vanderlei, que jogou para escanteio com as pontas dos dedos.

Sabendo que M é mau, R é regular e B é bom, as atuações dos santistas merecem a seguinte avaliação: Vanderlei (B), Victor Ferraz (R), Gustavo Henrique (R-), David Braz (R-) e Zeca (R); Renato (R), Thiago Maia (R+), Vitor Bueno (R-), Paulinho (M), Lucas Lima (R), Ronaldo Mendes (B), Gabriel (R+) e Ricardo Oliveira (R). Técnico: Dorival Júnior (R).

Sobre o desempenho dos santistas, novamente é preciso salientar a insegurança da dupla de zaga, principalmente do garotão Gustavo Henrique, que no gol de Mike quis dar o carrinho, caiu de bum-bum no chão e ficou apreciando o jogador do Audax fulminar Vanderlei. Nem na várzea um zagueiro que se presa entra afoito assim.

No próximo domingo o jogo será na Vila Belmiro. Quem vencer será o campeão, o empate levará para a disputa de tiros diretos da marca do pênalti. Como, acreditando na “mística da Vila Belmiro” o técnico, os jogadores, o presidente, a faxineira e o papagaio preferiam perder dinheiro para jogar em Osasco e no Urbano Caldeira, o Santos agora tem a obrigação de ser campeão, ou sairá derrotado em campo e na tesouraria.

De qualquer forma, o jogo em Osasco mostrou algo de bom: ensinou que mesmo um terceiro reserva, desde que motivado e corajoso, pode ser mais útil do que jogadores afamados que estão com a cabeça bem longe da decisão do Paulista. Ronaldo Mendes pode ter decidido a final com seu petardo de fora da área.

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Audax 1 x 1 Santos
Primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2016
01/05/2016, Estádio Municipal José Liberatti, Osasco, 16 horas.
Público: 12.269 pagantes. Renda: R$ 463.730,00.
Audax: Sidão, André Castro, Yuri Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Mike, aos 12 minutos, e Ronaldo Mendes, aos 34 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Souza, Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (regular, com três falhas importantes no primeiro tempo, entre elas um pênalti não dado sobre Gustavo Henrique).
Cartões amarelos: André Castro e Wellington (Audax); Lucas Lima e Gustavo Henrique (Santos).

E você, o que achou do Santos em Osasco?


Uma final bonita. E perigosa

Leia o post original por Odir Cunha

Importante
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Todos estão falando do futebol bonito e ofensivo que Santos e Audax devem mostrar na decisão do Campeonato Paulista, que começa hoje, às 16 horas, no acanhado estádio José Liberatti, com capacidade para apenas 12 mil pessoas, em Osasco. Os dois times gostam de ter a bola e tocá-la de pé em pé. Ótimo. Mas, em uma final, a estética nem sempre prevalece. Experiência, determinação e vontade costumam ser mais importantes.

O Santos cumpriu uma campanha melhor no campeonato, mas só venceu um clássico, contra o Corinthians, na Vila Belmiro. O Audax chegou a perder dois jogos seguidos em casa, para Água Santa e Ponte Preta, mas se aprumou na reta final, batendo Palmeiras e São Paulo, em Osasco, e eliminando o Corinthians, na disputa por pênaltis, no Itaquerão.

Com elenco mais gabaritado, e caro, o Alvinegro Praiano depende do seu trio selecionável Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel. Destes, Lucas é o mais técnico, o chamado maestro da equipe; Gabriel tem mostrado mais fome de gol, e Ricardo Oliveira, aparentemente desmotivado depois de não conseguir sua milionária transferência para a China, ganhou sexta-feira um motivo a mais para se animar nessas finais: nasceu seu terceiro filho, Guilherme Lucca, a quem Oliveira quer presentear com o troféu de campeão.

Além do trio, Dorival Junior tem escalado o jovem meia-atacante Vitor Bueno, que entrou muito bem na equipe, mas caiu de rendimento contra o Palmeiras. Vejamos como se sairá nessas finais, uma grande oportunidade de se firmar no Santos e no futebol.

Essa decisão também será importante para avaliar o desempenho de outros jogadores santistas que não têm correspondido plenamente, como os zagueiros Gustavo Henrique e David Braz, maiores responsáveis pelos gols-relâmpagos palmeirenses que quase tiraram o Santos da decisão.

De qualquer forma, se igualar no espírito de luta e tiver a humildade de marcar bem o time de Osasco, o Santos pode ao menos conseguir um empate nessa primeira partida, o que o tornará favorito para garantir o título no próximo domingo, na Vila Belmiro.

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Tiki-taka osasquense

Corajoso, o time de Osasco prefere sair jogando lá de trás invés de acionar o ataque com chutões, em um estilo já batizado de “tiki-taka osasquense”. Sem grandes individualidades, a equipe adota o futebol coletivo, implantado pelo inteligente técnico Fernando Diniz.

Mineiro de Patos de Minas, 42 anos, psicólogo formado, Diniz segue o estilo amigão dos jogadores, mas isso não o impediu de mandar embora, por indisciplina, o artilheiro Rodrigo Andrade, que o enfrentou no vestiário depois do empate de 3 a 3 com o São Bernardo.

Mesmo com orçamento limitado, o clube sediado em Osasco desde 2013 conseguiu contratar bons jogadores, como o volante Camacho, 26 anos, revelado pelo Flamengo, cérebro da equipe, cotado para ser escolhido como o melhor jogador do Paulista.

Outros trunfos do Audax são o artilheiro Ytalo, seis gols no campeonato, vindo do Atlético Paranaense; o meia-atacante Bruno César, habilidoso, que costuma se deslocar para a ponta-esquerda, e o meio-campo e lateral Tchê Tchê, 23 anos, que acaba de assinar um contrato de três anos com o Palmeiras.

Como os contratos dos jogadores do Audax acabam com o fim do Campeonato Paulista, eles sabem que para terem uma sequência nessa temporada dependerão de boas exibições nessa final com o Santos, ou seja, motivação não faltará ao time de Osasco.

Perrengue desnecessário

Fiquei sabendo que a torcida do Santos comprou 4.100 ingressos para o jogo deste domingo. Espero que seja mais. Ocupar apenas um terço do pequeno estádio José Liberatti seria desanimador e deixaria evidente o erro crasso do presidente Modesto Roma na negociação com Vampeta, presidente do Audax, pelos locais dos jogos nessa decisão.

A ideia fixa de Roma de fazer a segunda partida na Vila Belmiro deu a Vampeta a possibilidade de marcar o primeiro encontro para Osasco, criando a situação irreal de se ver um time com uma das maiores torcidas do Brasil ter menos torcedores no estádio do que outro praticamente sem torcida.

Assim, em vez de dois jogos em Pacaembus ou Morumbis lotados com 95% de torcedores a seu favor, o Santos se sujeitará a disputar o título em um estádio similar ao Martins Pereira, em São José dos Campos, onde, em 28 de fevereiro, um domingo, o Alvinegro Praiano sofreu sua única derrota neste Paulista, diante do Red Bull, por 2 a 0.

Com as escolhas do José Liberatti e do Urbano Caldeira já se sabe que esta final será a de menor público em todas as decisões do Campeonato Paulista. Menor até do que Bragantino e Novo Horizontino, que em 1990 teve dois jogos com 15 mil pagantes cada um e, após dois empates em 1 a 1, terminou com o título para o time de Bragança.

Audax x Santos
Decisão do Campeonato Paulista de 2016 – jogo de ida
Estádio José Liberatti, Osasco, 01/05/2016, 16 horas
Audax: Sidão, André Castro, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho; Mike, Ytalo e Bruno Paulo. Técnico: Fernando Diniz.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabigol e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Júnior.
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Sousa, auxiliado por Hermam Brumel Vani e Miguel Caetano Ribeiro da Costa, todos de São Paulo.

E você, o que espera do Santos, hoje, contra o Audax?