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Ah, São Paulo!

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Já foi o tempo no qual o Morumbi assombrava os rivais são-paulinos pela grandeza e pela força do anfitrião. Nesta temporada, por exemplo, jogar em casa não tem sido garantia de sucesso para o São Paulo. A situação é crítica. O time foi eliminado pelo modesto Talleres da Argentina na primeira fase eliminatória da Libertadores da América. Em toda a temporada, de nove jogos realizados no Cícero Pompeu de Toledo, o Tricolor venceu apenas duas partidas, uma contra o Ituano pelo Paulistão e outra contra o Botafogo pelo Brasileirão. O time ainda empatou outras seis partidas e pela Copa do Brasil acabou sofrendo a primeira derrota em seus domínios diante do Bahia.

Os números expõem a fragilidade são-paulina que passou pelo comando de três técnicos diferentes e perdeu mais do que venceu no ano. Contando o torneio da Flórida, são dez derrotas no ano contra nove vitórias apenas. Cuca está a frente do time nos últimos dez jogos. Venceu apenas três jogos, ainda assim é muito cedo para uma cobrança mais raivosa como sugeriu parte da torcida após o revés antes os baianos.

O clima para o clássico de domingo é dos piores e, novamente, os números não ajudam. O Tricolor vai jogar em Itaquera onde jamais venceu, onde perdeu o título paulista para o rival Corinthians.  Ainda assim, muita calma nesta hora.

 

Vitória pra afastar crise

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Campeão paulista, o Corinthians vivia uma espécie de pré-crise até esse domingo. No Brasileirão, campanha modesta: uma vitória, uma derrota e dois empates. Na Copa do Brasil, derrota em casa para o Flamengo. O futebol apresentado, longe de agradar. Falta de capacidade ofensiva, pouca criatividade e rara inspiração. E, embora jogando em Curitiba no estádio do Furacão, uma derrota para um Athlético reserva ( Thiago Nunes preservou os titulares para a decisão da Recopa contra o River Plate) com certeza conturbaria ainda mais o ambiente às vésperas de jogo importante pela Sul-americana na quinta e clássico contra o São Paulo no final de semana.

Enfim o jogo. O Athlético, fiel à sua proposta ofensiva, mesmo sem força máxima, foi ao ataque, tocando bola, criando oportunidades, acuando o Corinthians no campo de defesa. A questão é que logo na primeira oportunidade, Vagner Love, oportunista que é, não desperdiçou o cruzamento de Jadosn pra fazer um a zero aos 13 minutos. O anfitrião era melhor naquele momento e continuou no comando do jogo. O VAR ajudou a arbitragem na anulação de dois gols marcados pelos paranaenses. E o domínio foi claro até aproximadamente os 30 minutos da etapa final. A partir daí, com Pedrinho em campo, o Corinthians equilibrou mais o jogo e numa bola esticada o próprio Pedrinho ampliou, confirmando a vitória corintiana na Arena da Baixada. O placar não diz o que foi o jogo, o Timão segue devendo, mas traz mais tranquilidade para a sequência do trabalho de Carille.

Deu ruim!

Depois da derrota de ontem para o Flamengo em Itaquera a pergunta que fica é: dá para o Corinthians virar no Rio de Janeiro? A resposta é um óbvio sim, porém pouco provável. O Corinthians tem pecado no quesito criatividade, embora se apresente competitivo. Não por acaso ganhou o Campeonato Paulista. A questão é que o nível agora é outro. O Flamengo tem um dos melhores elencos do País e vai jogar diante de sua fanática torcida em um Maracanã lotado. Tem a faca e o queijo na mão. Só mesmo uma noite muito infeliz do rubro-negro aliada à uma inspiradíssima performance corintiana. Sempre bom lembrar que não há o critério do gol marcado fora, então se vencer por um gol de diferença, independentemente do placar, a decisão vai para os pênaltis.

Para se manter otimista, o corintiano tem algo a se apegar. Ano passado, na final do Paulistão contra o Palmeiras, o Timão acabou derrotado no primeiro jogo em casa pelo mesmo placar: 1 a 0. A expectativa de virada no Palestra era pequena, mas acabou acontecendo e o título foi confirmado nos pênaltis depois de uma vitória simples no tempo regulamentar.

Quem sabe os deuses da bola não dão essa colher de chá ao Corinthians de repetir o feito? Antes, porém, o Carille e seus pupilos preciso fazer mais do que estão fazendo.

Na caça ao Galo

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O Brasileirão chega à terceira rodada com um improvável líder. O Atlético Mineiro sob o comando de um técnico interino é o único 100% no torneio e autor de duas das três vitórias fora de casa. Um feito e tanto. Para se ter uma ideia, desde 1980 o Galo não sabia o que era vencer as três primeiras partidas do principal campeonato do País. A surpresa é tão grande que Rodrigo Santana, que vai segurando as pontas enquanto um treinador não chega, mal sabe explicar esse começo sensacional, tampouco assume protagonismo no feito. Prefere dividir o mérito com os jogadores.

Enquanto isso, Palmeiras, São Paulo e Santos seguem na cola dos mineiros na condição de perseguidores imediatos. O curioso é que tanto palmeirenses quanto santistas tropeçaram em Maceió diante do CSA, adversário encardido para os paulistas até aqui. Se luta pra não cair, mostra força em seus domínios o time alagoano.

Falando em luta para não cair, o Vasco, candidato ao rebaixamento, parou um remendado Corinthians em Manaus. O melhor do jogo na noite de sábado foi o lindo gol de Matheus Vital na abertura do placar. Se não foi o resultado dos sonhos, menos mal o empate. Tem muito chão pela frente.

 

Uma surpresa chamada São Paulo

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Um grande começo de campeonato do São Paulo. Por enquanto, já que Santos e Bahia, equipes que venceram na primeira rodada ainda vão jogar, o Tricolor e o Atlético Mineiro são os únicos com 100% de aproveitamento no Brasileirão. Odado reforça o nível de equilíbrio do campeonato nacional. Os maiores favoritos, entenda-se Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Grêmio e Corinthians já tropeçaram com apenas duas rodadas. Dos times com 100%, o Atlético é uma surpresa, uma vez que vinha em crise, com técnico interino e tudo o mais. E o São Paulo, embora vice-campeão paulista, nunca inspirou muita confiança. Havia sim uma enorme expectativa em relação à presença de reforços, em especial Tche Tche e Pato. O meio-campista se encaixou no time, mas tem sido discreto. Não tem sido muito diferente com Pato, mas não há como negar que ele está evoluindo. O atacante tem jogado mais recuado, quase como um meia e está se dando bem. Marcou o primeiro gol na volta dele ao clube contra o Goiás em Goiânia, a segunda seguida do São Paulo. Chama a atenção também a maneira como o time está jogando: mais leve, mais solto, mais ofensivo. Sampaoli tem trazido inspiração para os treinadores brasileiros e a expectativa é de bons jogos nessa edição do nacional. O torcedor agradece e o são-paulino fica mais animado. Quem sabe dessa vez? A parada é difícil, mas há boas razões para acreditar.

Brasileirão começa com show de gols

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Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Enquanto os Estaduais apresentaram jogos modorrentos e 0 a 0 aos montes, o Brasileirão começou com a bola cheia. Enquanto escrevo, ainda vão jogar Palmeiras e Fortaleza, Fluminense e Goiás, mas até aqui 28 gols fizeram a alegria dos torcedores nos oito jogos que abriram a primeira rodada ou seja média de 3,5. É a segunda melhor média da história dos pontos corridos, superando os 3,3 de 2017 e perdendo apenas para 2007 quando a média foi 3,9 gols por jogo.

Na abertura, chamou a atenção a bela vitória do Athlético Paranense sobre o Vasco por sonoros 4 a 1. A vitória do Furacão, pouco citado quando o assunto é “favoritos”, pode brigar pela taça. Já os vascaínos, mais uma vez, devem lutar contra o descenso.

Na briga que envolveram “cachorros grandes”, o Flamengo se deu muito bem contra o Cruzeiro, enquanto o Santos brilhou em Porto Alegre diante do Grêmio. Ganhar na arena gremista não é pra qualquer um.

Sobre os demais paulistas, o São Paulo fez bem a lição de casa contra o Botafogo. Pato, principal reforço do time para o Brasileirão, não marcou e teve estreia discreta. Ainda assim, o torcedor são-paulino pode sonhar com briga por Libertadores, pelo menos, Já o Corinthians, ficou devendo na Bahia. Pagou o preço por erros individuais de gente que tem muito crédito, casos de Cássio e Ralf.  Perdeu por 3 a 2, ainda assim figura entre os favoritos.

 

Corinthians vence e convence

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Caro leitor, talvez você esteja pensando ao ler título deste post: “ok, venceu mas não foi tão convincente assim”. Concordo que ainda há o que desenvolver, evoluir… Inegável, porém, que o Corinthians jogou bem contra a Chapecoense. O time que nunca primou pela criatividade, nesta noite ficou mais com a bola, melhorou a precisão dos passes e criou boas possibilidades de deixar Itaquera com um placar elástico. Acabou fazendo os 2 a 0 necessários para garantir a classificação sem o desespero dos pênaltis.

A confiança advinda da conquista do título paulista deixou os pupilos de Carille mais leves. A força da torcida em Itaquera é outro ponto que favoreceu o time corintiano, o gás a mais que garante o fôlego na briga pela sobrevivência, O mérito do time paulista não se discute, por outro lado, inevitável falar da fragilidade da Chapecoense. O time catarinense não deu trabalho para Cássio. A propósito, o goleiro recordista de títulos no clube, principal destaque da equipe na temporada, pelo segundo jogo seguido não foi muito exigido. Assim como aconteceu contra o São Paulo na decisão paulista, Cássio foi praticamente um expectador. Sinal claro da melhora corintiana.

Vagner Love, o herói!

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Quando ele entrou em campo, aos 21 do segundo tempo, no lugar de Pedrinho, houve certa insatisfação. Não pelo que poderia fazer Vagner Love em campo, mas por sair um dos jogadores que mais se apresentava para o jogo. Carille, o iluminado, poderia ter ousado mais, sacado Ramiro, um dos volantes, mas optou pelo conservadorismo, manteve o esquema.  E deu certo! Aos 44 do segundo tempo, o atacante, como um autêntico “9”, já na área, pegou de primeira pra fazer o gol do título, o gol que garantiu um pouco de emoção numa final chechelenta, com times acomodados, pouco corajosos e que ambicionavam já a loteria das penalidades.

Vagner Love pintou com beleza um jogo entediante. Foi o protagonista, capaz de marcar história no clube. Mas na obra corintiana há de se destacar também Sornoza, ator-coadjuvante, de fundamental importância para a festa alvinegra. Se Vagner teve o mérito do chute certeiro de primeira, o lançamento do equatoriano foi de cinema. Profundo, milimetricamente calculado. O campeão de assistências do elenco corintiano fez, com certeza, a mais importante delas desde que chegou ao clube.

O que dizer então do comandante Carille? Em sua volta ao clube, ele consegue mais um título, o quarto num espaço de aproximadamente dois anos, subtraído, obviamente, o período em território árabe. O treinador não conseguiu melhorar a plástica do futebol apresentado pelo time, pouco ousou nas alterações da equipe, mas segue tirando de seus jogadores a disciplina tática e organização necessárias pra se firmar como um time difícil de ser batido. Mantem o que há de mais claro no seu trabalho: é competitivo e organizado.

Também merece menção honrosa Avelar, jogador outrora questionado e hoje vice artilheiro do time, embora não seja dele a responsabilidade de chegar às redes. Decisivo em clássicos abriu caminho para a vitória.  Ganhou moral pra permanecer no elenco.

Do lado são-paulino, por tudo o que ocorreu na temporada, foi longe demais. Enquanto esse inicio de ano se desenhava um fracasso, a solidificação da imagem de jovens como Luan, Igor Gomes e Antony, mais a presença dos reforços de Pato, Tchê Tchê e Victor Bueno acenam com boas perspectivas para o Brasileirão que se aproxima.

No mais, parabéns ao campeão!

 

 

Ficou pra Itaquera!

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O inicio do jogo no Morumbi criou certa ilusão de uma final emocionante. Com menos de um minuto, dois chutes a gol, um de cada lado, sinalizavam com uma partida movimentada. Mas tudo ficou no imaginário. A expectativa de um grande jogo foi dissipada aos poucos com o passar do tempo. Poucas chances agudas foram criadas. A mais significativa aconteceu no final da primeira etapa quando Arboleda cabeceou pra difícil defesa de Cássio. A bola não entrou por pouco.

O São Paulo trouxe Hernanes para o segundo tempo e pressionou um pouco mais. Livre entre as duas linhas de marcação corintiana, o meia apareceu tanto na armação de jogadas quanto como opção de arremate. Foram dele as mais perigosas finalizações da etapa final.  Pelo que produziu na segunda metade do jogo, o Tricolor merecia melhor sorte. Nem tanto pela eficiência na criação, mas pelo volume. Controlou a partida, dominou o Corinthians que, por outro lado, assim como aconteceu contra o Santos, se encolheu ante um adversário mais agressivo, embora não seja possível comparar o futebol desse time do Cuca com o apresentado pelo pupilos de Sampaoli. O que chama a atenção é a incapacidade corintiana de criar ou de trocar pelo menos cinco passes em sequência.  Mais uma vez o alvinegro decepcionou, ficou devendo melhor futebol.

De qualquer forma, o 0 a 0 fica de bom tamanho para o time de Carille que decide em casa no próximo domingo. Tem mais uma oportunidade de jogar bem e fazer por merecer a conquista do título diante de sua torcida. Ao São Paulo resta o consolo de que tem força pra enfrentar o rival fora de casa. Um novo empate leva aos pênaltis, assim como aconteceu nas semifinais contra o Palmeiras fora de casa. E cá entre nós, trata-se de algo bem viável.

São Cássio salva!

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As ações no Pacaembu transcorreram com certa obviedade. O Santos tomou a iniciativa, não só por característica ou filosofia de jogo, mas principalmente porque só a vitória interessava. Dois gols de diferença pra avançar ou pelo menos um gol pra levar a decisão para as penalidades. Criou uma, duas, três, quatro oportunidades e Cássio foi se consagrando. A estratégia corintiana pautada no famoso “saber sofrer”, favorecia o brilho do goleiro bombardeado pela artilharia santista.  É o preço que se paga ao dar a bola ao adversário e se fechar com duas linhas de quatro, às vezes cinco. Teve o Santos na primeira etapa volumosos 71% de posse de bola.

A questão era: quanto tempo o time de Carille suportaria essa pressão? Os comandados de Sampaoli tocavam, viravam o jogo, faziam a bola rodar e praticamente não corriam riscos no contra-ataque tamanha retranca armada pelo rival. Para se ter uma ideia, com menos de dois minutos do segundo tempo, Cássio já havia feito duas incríveis defesas em sequência. E outras quatro defesas significativas nos minutos seguintes.

Faltava aos santistas a jogada individual capaz de quebrar as linhas. Faltava também o centroavante que decide. Foi quando Gustavo Henrique resolveu brincar de “nove” e foi para área adversária aos 41 minutos, bola rolando, diga-se de passagem. O cruzamento de Victor Ferraz foi preciso para que o zagueiro subisse mais que todo mundo como um autêntico atacante pra tirar o zero do placar.  Justo, muito justo por tudo que se viu na partida.

Aí, nos pênaltis… Vanderlei brilhou diante de Boselli, Cássio contou com a sorte do erro de Kaio Jorge… e com a pontinha dos dedos desviou para a trave o tiro de Victor Ferraz já na oitava cobrança. Graças ao seu goleiro, o Corinthians é finalista pelo terceiro ano seguido. Quanto ao Santos deixa o torneio de cabeça erguida.