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Corinthians vence e convence!

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Não há dúvidas que o Corinthians segue em franca evolução na temporada. Carille conseguiu dar mais solidez defensiva ao time, sua especialidade, diga-se de passagem, e ao mesmo tempo a equipe está mais solta, finaliza mais fruto da iniciativa que até então inexistia em rodadas anteriores.

Contra o Oeste, neste domingo, em Itaquera, a equipe não chegou a ser brilhante, mas teve criou oportunidades, a maioria delas com Boselli, o melhor do jogo. Percebe-se uma certa ansiedade no argentino que fez apenas um gol na temporada enquanto o titular Gustagol já marcou oito. Ainda assim, apesar do jejum, segue fazendo bons jogos.

Na segunda etapa, Carille mostrou-se mais ousado. Sacou Ralf e mandou Jadson a campo. Ao lado de Sornoza na criação, o veterano camisa dez deu mais ritmo ao Corinthians que chegou ao gol com o questionado Danilo Avelar. Poderia ter feito mais, foi o suficiente porém pra assumir a liderança do grupo.

A vitória corintiana ainda deu uma ajudinha ao São Paulo que só depende do próprio esforço para avançar para a próxima fase. Com certeza, mesmo que secretamente, o torcedor são-paulino agradece.

Quase lá!

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Foto: Staff images

A expectativa era de jogo difícil, só que o Corinthians encarou com altivez o Ceará em Fortaleza e conseguiu uma bela vitória na capital cearense. Mais pelo que produziu no segundo tempo, embora tenha começado bem o jogo e aberto o placar logo cedo com Junior Urso. A propósito, o cara mal chegou e parece ser corintiano há anos. A questão é que o Ceará empatou num pênalti infantil de Manoel e engrossou o jogo na segunda metade da etapa inicial.

A vitória começou a ser desenhada quando Carille trocou Boselli por Ramiro e deslocou Vagner Love que até então jogava mais aberto para a área do rival. E foi do camisa nove o gol, graças a mais uma bela assistência de Sornoza. Logo em seguida, o equatoriano cedeu lugar a Jadson que quatro minutos mais tarde após bela troca de passes fez o terceiro? 3 a 1 e mão na vaga. Difícil imaginar o Ceará metendo 3 a 0 em Itaquera.

Sem dúvida um Corinthians cada vez melhor e a Fiel agradece!

O clássico merecia gols

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Não é sempre que um 0 a 0 não soa melancólico ou modorrento. Mas hoje, Corinthians e Santos mereceriam mais que um placar em branco. O Timão, jogando em casa, surpreendeu os santistas. Mesmo com menos posse de bola, se mostrou mais determinado, especialmente no primeiro tempo, e criou as melhores chances. Mais objetivo, chegava com mais perigo tendo como destaque o lateral Fagner, seguro quando sem a bola e presente nas ações ofensivas. Pedrinho e Clayson mais abertos e Sornoza pelo meio também fizeram bom jogo em Itaquera.

O Santos, por outro lado, encontrou dificuldades pra encaixar o jogo. Não conseguia criar como em outras jornadas e esbarrou numa marcação firme do adversário. Quando Cueva e Rodrygo entraram, o time de Sampaoli melhorou sem, entretanto,  conseguir impor o futebol com o qual nos acostumamos a ver. Na verdade quem quase se consagrou foi Vagner Love, sempre bem quando acionado por Fábio Carille.

Jogo movimentado, pena que não saiu do zero. De consolo, os dois devem se classificar e quem sabe terão  nova oportunidade de mexer no placar nas fases que virão.

Bem no estilo Felipão

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O Palmeiras estreou na Libertadores com vitória, nada surpreendente uma vez que o grupo palmeirense é considerado um dos melhores da América do Sul. Assim como aconteceu na edição passada do torneio, venceu o colombiano Atlético Junior em território inimigo e por placar folgado. Em 2018 foram 3 a 0. Desta vez, 2 a 0, vitória pra dar moral e ratificar o favoritismo palmeirense na luta pelo título.

O futebol apresentado, entretanto, ainda está aquém do que se espera. A qualidade dos jogadores do Palestra sugere futebol mais bonito, mais vistoso… mas para Felipão o que importa mesmo é o resultado. É uma questão de estilo. Você pode gostar ou não, mas assim ele foi campeão da Libertadores duas vezes, uma com o Grêmio, outra com o próprio Palmeiras, campeão da Copa do Brasil com o modesto Criciúma e claro, também com Grêmio e Palmeiras e campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002. É o atual campeão brasileiro, vale lembrar, sem falar em outros títulos Brasil afora. Então, feio ou não, o Palmeiras promete brigar por todas as taças em condições de arrebatá-la. Ótimo para o palmeirense. Já pra quem gosta de futebol bem jogado é melhor fazer outro programa.

Cássio é o cara!

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Foto: JAVIER GONZALEZ TOLEDO/AFP

A noite na qual Cássio se iguala a Gylmar dos Santos Neves como segundo goleiro que mais jogou no Corinthians – Ronaldo é o primeiro – , não poderia ter sido melhor para o corintiano. A vaga na próxima fase da Copa Sul-americana teve como grande herói o goleiro que pegou três penalidades, a defesa final no tiro desferido por Solari.  Seguro, experiente e tranquilo, Cássio soube esperar o momento certo para deixar o Timão vivo no torneio continental. Definitivamente, ele é o cara! Cravou o nome dele na história, embora novas marcas possam ser quebradas nos três anos que ainda tem de contrato.

Vagner Love também merece reverência. Assim como aconteceu contra o Avenida, semana passada, pelo Copa do Brasil, o atacante entrou pra mudar a partida. Fez o gol de empate no comecinho do segundo tempo – Cristaldo havia aberto o placar na primeira etapa -, teve a chance da virada não fosse uma defesa milagrosa de Gabriel Arias e ainda converteu uma dos pênaltis da decisão.   O “artilheiro do amor” está fazendo jus à contratação e a Fiel agradece.

Susto e sorrisos

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

A hecatombe estava desenhada: 2 a 0 Avenida com menos de dez minutos de jogo. Poderia ter feito o terceiro, acertou a trave… Um Deus nos acuda em Itaquera. Aí, Henrique que falhara no segundo gol gaúcho, acendeu a luz da esperança no finalzinho do primeiro tempo.

O primeiro gol corintiano mudou o psicológico do jogo. O Avenida que não jogava mal, segurava o Corinthians e levava perigo nos contra-ataques. Só que de tanto martelar, o Timão conseguiu empatar com Danilo Avelar, virar com Junior Urso e sacramentar a classificação com ele, claro, Gustagol.

Vagner Love que entrou ainda no primeiro tempo em lugar de Ralf, não marcou, mas foi o nome do jogo. Brigou, armou, chutou, chamou a responsa. Mostrou a que veio. E nessa toada, o time comandado por Carille segue em franca evolução.

Empate com sabor de vitória

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Que não seria fácil já era sabido. O Racing é líder do Campeonato Argentino, está no meio da temporada, enquanto o Corinthians ainda busca a melhor formação para o ano que apenas se inicia. E o que se viu foi mesmo a superioridade argentina, especialmente no primeiro tempo. Verdade seja dita: o Timão não jogava mal, mas não era melhor diante de um adversário bem treinado, sólido e consciente de todas as ações. Andres Rios marcou aos 22 minutos depois se livrar de Manoel e chutar sem defesa para o goleiro Cássio. O Corinthians até levou perigo com Vagner Love e Gustagol, esse sempre de cabeça.

No segundo tempo, o time comandado por Carille voltou melhor. Teve a posse de bola, e na base do abafa buscou o empate de todas as maneiras. À procura da igualdade mandou a campo Pedrinho, Clayson e Sergio Díaz. Teve muita correria, porém pouca inspiração. Só mesmo na bola parada poderia acontecer alguma coisa. E aconteceu nos minutos finais, precisamente aos 43. Sornoza levantou a bola após cobrança de falta na cabeça de Gustagol, definitivamente o melhor cabeceador do Brasil hoje. Pelo empenho na segunda etapa, resultado justo!

Empate definido e para o Corinthians tem sabor de vitória. Ficou mesmo de bom tamanho!

 

 

“Crônica de uma morte anunciada”

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Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Pego emprestado de Gabriel Garcia Marques o título de uma de suas obras primas para falar sobre a demissão de André Jardine pelo São Paulo.  Desde que fora anunciada a saída de Diego Aguirre na reta final do Campeonato Brasileiro, no ano passado, o quadro atual já era imaginado. Pouco tempo de preparação, uma decisão com menos de dez jogos na temporada e o fim de um ciclo para o novato treinador. Era bola cantada, história com final óbvio, típico de filmes comerciais sem apelo artístico.

A covardia e a incompetência dessa diretoria também pesaram para a premonição do caos. Causa estranheza Raí, ídolo do clube, fazer parte disso. De Leco, o presidente, já era esperado, mas de Raí? Todos parecem (na verdade sempre pareceram) perdidos. Agora anunciam Cuca como treinador para assumir daqui a dois meses. Ou seja, Vagner Mancini toca o barco nos próximos 60 dias e quando Cuca chegar para o Brasileirão começa tudo outra vez. Nova formação tática, novos treinos, nova pegada. Talvez não saibam que o futebol é sequência, é repetição. Talvez não saibam nada mesmo. Pior para o são-paulino que padece da falta de títulos importantes há uma década.

Ah, teve a Sul-Americana em 2012. Mas cá entre nós: está longe de preencher o vazio do fã tricolor. Mais do mesmo, em mais uma “crônica de uma morte anunciada”.

Profeta salvador!

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Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Já fora assim em 2017 quando o São Paulo lutava pra não cair. Hernanes chegou com status de “salvador da pátria” e correspondeu às expectativas com gols e liderança. Fez nove gols em 19 jogos, números que contribuíram para desfecho digno no Brasileirão e que permitiram afastar de vez uma vexaminosa queda para a segunda divisão.

Hoje, a situação é diferente. O Tricolor não luta contra o rebaixamento, mas tenta evitar o vexame de não passar da primeira fase eliminatória da Libertadores da América. Quarta-feira, os são-paulinos têm dura missão em Córdoba, na Argentina, contra o Talleres e a confiança não é das maiores. O treinador ainda é visto como uma aposta, os resultados não encantam e o futebol apresentado ainda está longe do ideal.

Quis o destino, entretanto, que Hernanes, apelidado de “Profeta” (embora se pareça mais com um filósofo pelas reflexões profundas durante as entrevistas coletivas), ressurgisse para iluminar um caminho um tanto quanto escuro. Hoje contra o São Bento esteve em campo um time remendado, pouco inspirado mas com ele entre os titulares. E ele fez o que melhor sabe: daqueles gols de quem trata a bola com carinho.

Mais que a vitória, o golaço serve de alento, uma esperança renovada de uma noite melhor ainda na Argentina.

Santástico de Sampaoli!

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Não é possível cravar que o Santos vai ganhar um título nesta temporada, mas sem dúvida é, entre os grandes de São Paulo, o que apresenta o futebol mais agradável de se ver.

Sampaoli resgatou definitivamente o estilo ofensivo que faz parte da história santista. A obsessão pela posse de bola aliada à rapidez na hora de trabalhar as jogadas, além da presença muitas vezes de quatro ou cinco jogadores na área adversária, fazem da performance santista algo atraente para quem gosta de futebol bem jogado. É um time intenso do começo ao fim do jogo, forte na marcação e também volátil e agressivo.

Se por um lado faltam reforços de peso e algumas das principais estrelas como Gabigol e Bruno Henrique se foram, por outro, Sampaoli está fazendo o time render com o que tem em mãos fruto de muito empenho nos treinamentos. A proposta do argentino é visível aos olhos, mesmo com tão pouco tempo de trabalho, o que significa que há muito ainda o que evoluir. Se vierem os reforços que ele pede então, o Santos será grande na prática e não apenas por tradição.

Neste domingo, o bom futebol acabou coroado com vitória no primeiro clássico do Paulistão. Luiz Felipe, de cabeça, fez o primeiro; Gonzáles, o segundo. 2 a 0 sobre o São Paulo. Mas mesmo se não tivesse vencido, já teria valido o ingresso.

Sobre o Tricolor que tão bem na estreia contra o Mirassol foi assim como brilhou frente ao Novorizontino,  ficou o gosto amargo da decepção.