Todos os posts de Celso Cardoso

Time milionário, futebol pobre!

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Foto: Nelson Almeida/AFP

O Palmeiras ficou devendo mais uma vez e deu adeus à Libertadores da América. Sem repertório, o sonho de chegar ao Mundial caiu por terra num lotado Pacaembu.

Até que o começo de jogo foi bom. Luis Adriano reservou o primeiro gol com a camisa do Palmeiras para um momento decisivo. Fez logo aos 13 minutos acenando com a possibilidade de uma classificação tranquila para as semifinais. O Verdão, melhor naquele momento, abria dois a zero no agregado. Nada mal pra quem jogava “em casa” e com apoio total da torcida.

Só que a sensação durou apenas quatro minutos. Numa bola levantada na área, Éverton Cebolinha, meio sem ângulo, mostrou oportunismo pra empatar e arrefecer os ânimos. O Grêmio que começara muito nervoso estava de volta ao jogo. E quando Éverton resolveu sair driblando rumo à área palmeirense aos 22, Weverton tentou tirar e, no rebote, Alisson marcou o gol da virada, silenciando um verde Pacaembu.

A desvantagem desnorteou o Palmeiras. Pouco inspirado, só foi oferecer perigo nos instantes finais do primeiro tempo. Duas vezes com Willian. Aos 42 ela bateu na trave e aos 43 passou raspando.

Como não marcou nas chances que teve, o camisa 11 deu lugar a Deyverson no intervalo. O menino maluquinho entrou pra ficar mais centralizado, com Scarpa aberto pela esquerda e Luis Adriano pela direita. Dudu pelo meio tentava criar alternativas para furar o bloqueio gremista. E nada! O time de Felipão abusava do jogo aéreo, consagrando Geromel, o melhor zagueiro brasileiro na atualidade e um dos melhores da partida.

Felipão então resolveu sacar Scarpa para a entrada de Zé Rafael, isso aos 21. Renato também já havia tirado André, substituído por Pepê. Raphael Veiga, aos 28, foi a última cartada do comandante palmeirense no lugar de Bruno Henrique. Mas chances de gol que o time precisava… nada! Faltava criatividade enquanto sobrava burocracia.

Já o Grêmio, na dele, se defendia à espera de um contra-ataque capaz de definir a partida. Ainda assim, esteve mais presente na área rival do que o próprio Palmeiras. Aos 44, Pepê teve uma chance incrível, porém mandou pra fora o terceiro e decisivo gol. Com oito minutos de acréscimos dados pelo árbitro, o sofrimento ainda seria grande de ambos os lados. O VAR chegou a animar os palmeirenses já aos 50 minutos. Em vão! A noite foi gremista com toda a justiça!

De que adianta um elenco milionário se o time não joga futebol à altura? Com a palavra, Felipão!

São Paulo entre de vez na briga!

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Em jogo que ninguém viu, exceto quem esteve na Arena da Baixada em Curitiba, o São Paulo deu passo enorme pra se colocar entre os candidatos ao título de Campeão Brasileiro de 2019. A equipe comandada por Cuca tem o melhor aproveitamento após a parada para a Copa América. Conquistou a quinta vitória seguida e já está a dois pontos do líder Santos. Se vencer o Vasco na próxima rodada e os rivais que estão à frente tropeçarem, no caso Flamengo por ter uma vitória a mais, embora tenha a mesma pontuação, e os santistas que lideram, o Tricolor assumirá a primeira colocação, algo inimaginável tempos atrás. Vale lembrar que o Palmeiras também está à frente dos são-paulinos no saldo de gols, mas não joga neste final de semana.

Não bastasse a euforia com a chegada de Daniel Alves que esteve em campo contra o Furacão, e Juanfran, poupado em Curitiba, o São Paulo parece ter ganhado a confiança necessária pra se colocar na briga. Chega forte e de maneira surpreendente. O futebol, só pra ser chato, ainda não é dos mais vistosos, está longe disso, na verdade; porém é competitivo o suficiente para ganhar o respeito da torcida, dos rivais e dos apostadores.

 

Dani Alves fez a diferença

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A torcida foi em peso ao Morumbi só pra ver as estreias de Juanfran e especialmente de Daniel Alves. O espanhol assumiu a lateral direita e Daniel Alves fez jus à camisa dez e atuou pelo meio. A performance, entretanto, se não foi digna de um meia clássico, pelo menos propiciou ao baiano estreante ser o melhor do jogo, em especial pelo que fez no primeiro tempo. Os dois únicos chutes do São Paulo na etapa inicial saíram dos pés da estrela maior da companhia, o segundo resultando no gol da partida. Gol solitário que garantiu três pontos preciosos para o time de Cuca.

Na justiça da bola, entretanto, o Ceará merecia melhor sorte. Obrigou Tiago Volpi a fazer defesas importantes e reclamou com certa razão de um pênalti ignorado pela arbitragem. Produziu mais e dominou parte do jogo. Coisas do futebol.

Para o São Paulo, obviamente o resultado foi fantástico. Deixa o Tricolor a cinco pontos do líder Santos, com um jogo a menos. Portanto está na briga. E o melhor para o fã são-paulino: deve crescer no campeonato assim como as estrelas recém-chegadas.  É esperar pra ver!

Brasil na final de Libertadores?

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Não deu para o Athlético Paranaense eliminado pelo Boca ontem, assim como acabou Libertadores para o Cruzeiro que acovardado em sua própria casa viu o River Plate fazer a festa dois dias atrás. Boca e River, os dois finalistas da edição passada, seguem no torneio e podem se reencontrar nas semifinais. É uma possibilidade e tanto. Mas de certo mesmo é que em caso de classificação gremista na noite desta quinta-feira, depois dos 2 a 0 impostos ao Libertad em Porto Alegre, teremos um finalista brasileiro nesta temporada. Isso porque o clube gaúcho se juntaria ao Palmeiras e ao Inter que se classificaram na terça e ao Flamengo que nos pênaltis despachou o Emelec. Aí teríamos Palmeiras contra o Grêmio, Flamengo versus Inter nas quartas, garantia de uma semifinal brasileira e carimbo no passaporte de um representante do País na tão esperada decisão programada para a cidade de Santiago do Chile. O sonho segue vivo para os quatro. É só esperar o Grêmio fazer a parte dele logo mais em Assunção.

 

No topo, o bom futebol!

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Clubismo à parte, e devo dizer que não há nada de clubismo nas palavras que se seguem, é bom demais ver o Santos no topo da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Na contramão dos principais treinadores brasileiros contaminados pelo medo da derrota, Sampaoli põe seu time pra jogar pra frente, com coragem, com volúpia, com ofensividade, independentemente do placar. Pode estar perdendo por dois, três, ou ganhando por dois, três. Dá gosto de ver! Nem sempre os resultados aparecem, mas no momento, o santista não tem do que reclamar. Já são seis vitórias seguidas e o que parecia improvável pelo elenco inferior quando comparado com Palmeiras e Flamengo os maiores favoritos para a conquista do título, aconteceu: O Santos está no topo, dois pontos à frente da esquadra comandada por Felipão.

Muitos se perguntam agora, inclusive o colunista que neste momento escreve: “Será que fôlego para terminar na frente?” Sampaoli já disse hoje que o psicológico é o maior adversário santista na briga pelo título, além, claro, do Palmeiras. Se mantiver esse entendimento tático, essa intensidade e precisão na pontaria, não há dúvidas de que vai brigar pela taça. E, caso a conquiste, será uma vitória não só do Santos, mas também do futebol.

Peixe de boa na lagoa

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Quem diria? O Santos está colado ao Palmeiras na liderança no Campeonato Brasileiro. Se considerarmos apenas a camisa, a tradição, não há razão para surpresas. Porém, quando comparamos elencos, o feito santista é de encher os olhos dos amantes do futebol. Sampaoli, o maior responsável pelo feito, não tem “os camarões” dos quais dispõem Luís Felipe Scolari e o recém chegado Jorge Jesus. Pra piorar, ainda perdeu jogadores importantes como Jean Lucas e Rodrygo que vinham fazendo parte do time titular. Pois bem, a equipe comandada pelo argentino está ao lado do Palmeiras na liderança do Brasileirão, atrás apenas no saldo de gols.

Contra o Botafogo, no Rio, o time da Vila Belmiro conquistou a quinta vitória seguida, a segunda consecutiva fora de casa. E para os críticos da “falta de equilíbrio” do esquema treinador santista, desde a goleada sofrida para o Palmeiras em maio ( 4 a 0) aconteceram mais seis jogos e o Santos sofreu apenas um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético Mineiro. Mais que resultados, Sampaoli tem feito esse time jogar bola, futebol vistoso há muito raro nesse certame.

A situação do vice-líder contrasta com a do líder Palmeiras. A tensão sobre o mais rico clube do Estado sobe no momento em que se aproxima jogo decisivo pela competição mais importante no planejamento palestrino: a Libertadores da América. O Godoy Cruz está bem longe de ser um bicho-papão, mas em caso de tropeço em Mendonza, famosa pela produção de vinhos, velhos fantasmas vão assombrar o Palestra que antes da parada para a Copa América era o virtual campeão de quase tudo. Aliás, afirmação que despertava a  ira de Felipão. E o tempo mostrou que ele tinha razão para se irritar. A vasta experiência mostra que não há paz que resista à fumaça que o vento traz.

 

Flamengo impressiona!

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Enfim o Brasileirão está de volta depois da pausa de quase um mês para a realização da Copa América.

Atenções voltadas para o clássico “Majestoso” no Morumbi, no sábado. O São Paulo em busca da redenção e o Palmeiras afim de mostrar que segue forte e inalcançável. No fim, nem uma coisa, nem outra. O Tricolor foi melhor no primeiro tempo, o Verdão no segundo e nada de muito empolgante. O time de Cuca segue na parte intermediária na tabela, enquanto os pupilos de Felipão observam a aproximação do Santos que venceu o bom Bahia já no final do jogo com gol de Sanchez. Os santistas agora estão só três pontinhos atrás do líder, façanha fantástica do argentino Sampaoli.

Logo em seguida na tabela de classificação figura um incrível Flamengo, autor da maior goleada no campeonato até aqui. Sob o comando de Jorge Jesus, o Mengão já havia deixado lampejos de bom futebol no meio de semana diante do Athlético em Curitiba, pela Copa do Brasil. Mas contra o Goiás, que jornada. Com Arrascaeta e Gabigol inspirados os cariocas meterem seis e chegam voando com farol aceso pressionando quem está na frente. Logo deve encostar pedindo passagem, embora já possa ser visto no retrovisor.

O Corinthians também fez a lição de casa. Discreto, como sempre, venceu de maneira básica. Econômico, mas competitivo. Tem um jogo a menos, o que deixaria o Timão em quarto caso venha a vencer o Goiás em jogo adiado da sétima rodada com data ainda a ser definida.  Até lá, entretanto, muita coisa ainda pode rolar.

Seleção campeã com Tite!

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Enfim, Tite ganhou seu primeiro título à frente da Seleção Brasileira. O feito é justo, considerando o incrível começo dele no comando de um time que estava fora da zona de classificação para a Copa do Mundo da Rússia. Tite fez muito quando se esperava pouco. Resgatou a autoestima perdida e um certo orgulho da seleção.

Veio a Copa e a eliminação para a Bélgica. Até aí, normal se olharmos para o momento e não para o passado glorioso. Os belgas realmente eram melhores em todos os aspectos. Ainda assim, o Brasil lutou até o final com chances de empatar e mudar a história daquele jogo. Deixou o mundial de cabeça erguida, apesar da tristeza. Sei que muitos vão torcer ao lerem essa frase, porém trata-se de sensatez e distanciamento crítico da paixão.

Já na Copa América, esperava-se mais da seleção. Ganhou, ok! Levantou a taça no Maracanã, então o que poderíamos querer mais? Simples: mais futebol. O Brasil ganhou sim, mas esteve longe de empolgar. Venceu a Bolívia sem brilho, empatou com Venezuela e Paraguai, passou pela Argentina que jogou melhor e com críticas à arbitragem e duas vezes derrotou o Peru que, respeitosamente, cá entre nós, não é lá essa coisas e ainda assim deu sufoco ao anfitrião na decisão no Maracanã.

Não se iludam. A taça vai ficar na CBF, mas as Eliminatórias prometem ser pedreira. E Tite vai ter que se reinventar. O que vimos até aqui é um time normal, sem brilho, sem encanto, sem aquele algo a mais.

Adiós, Hermanos!

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Gabriel Jesus fez a diferença no Mineirão. Abriu o placar e deu a assistência para Firmino ampliar. Deixou o campo ao 35 do segundo tempo muito aplaudido, aplausos para fazer jus a uma das melhores partidas do questionado garoto com a camisa da seleção brasileira. Fez com maestria o papel ofensivo quando com a posse da bola e cumpriu bem a função tática, com boa dose de entrega quando sem ela. E foi o que mais aconteceu na etapa final, uma vez que a Argentina partiu pra cima em busca do empate.

O brilho de Jesus ofuscou Messi que mais uma vez vê a Argentina cair num torneio oficial. Já são 26 anos de jejum e nada de título do camisa 10. Tudo bem que já foi medalha de ouro em Jogos Olímpicos, mas com a seleção principal jamais conheceu o sabor de um título. Uma frustração que o cinco vezes melhor mundo ainda vai ter que lidar.

Domingo, a final no Maracanã terá Brasil em campo. Pode ser o primeiro título de Tite à frente da seleção brasileira. Mais que a taça, tem a garantia de que estará no Catar em 2022.

Fantasma exorcizado

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Foto: Jeferson Guareze / AFP

A noite prometia ser fantasmagórica para o torcedor brasileiro. Também pudera. Se em condições normais o Paraguai está mais para Gasparzinho do que para Assombroso, no retrospecto o medo do fantasma paraguaio fazia algum sentido, Em 2011 e em 2015, nessa mesma Copa América, nessa mesma fase, o Brasil caíra diante do rival nos pênaltis. E não é que o drama se repetiu na arena gremista em Porto Alegre?

Verdade seja dita. Os pupilos de Tite criaram boas possibilidades de evitar os penais, principalmente depois da expulsão de Balbuena. Foram nove chances reais em pelo menos 20 chutes a gol. Caprichosa, a bola hesitou em entrar. Ora era interceptada pelo ótimo Gatito, ora desviada por algum paraguaio ávido por por tirar a pelota pra longe de sua área. A entrega do Paraguai é digna de elogio e na base da raça – e também da sorte – conseguiu segurar a seleção brasileira até o apito final.

Drama escrito e ensaiado, hora dos penais. Alisson ao pegar a primeira cobrança acenou com a possibilidade real de exorcizar esse fantasma. Mas quando Firmino chutou para fora, ele ameaçou assustar a plateia gaúcha, Quem se assustou, entretanto, foi Derlis Gonzales, O atacante santista mandou pra fora e ainda viu Jesus finalizar o exorcismo. Já era!

Que venham as semifinais. Tudo indica que será a Argentina o rival da próxima fase. Vamos aguardar!