Todos os posts de Flavio Prado

São Paulo deve, Diniz paga

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O São Paulo têm dívidas enormes com seus jogadores. O vergonhoso rombo no orçamento do ano passado, gerou atrasos de salários, mas não diminuiu a tensão interna por títulos. Jogadores e o antigo treinadores foram cobrados o tempo todo pelos fracassos dos últimos dez anos. E o time naufragou novamente.

Enquanto os resultados vieram ficou mais fácil controlar a situação. Quando a equipe chegou no seu limite, já que jogou além dele por um bom tempo, e as reformas internas começaram, tudo começou a ruir. A emboscada armada antes do jogo contra o Coritiba com gente de dentro do clube dando a rota do ônibus para a tocaia dos marginais, mostrou que os descontentes com as mudanças não dariam tréguas.

As contas no clube são assustadoras. Alguns contratos assinados assombram pelos números e pela falta de zelo com o dinheiro do clube, Mas foram assinados e os credores, os jogadores, têm direito de receber. Depois da emboscada muitos começaram a pensar e agir, visando sair no final da competição. Enquanto isso o treinador ficava exposto como o “grande” responsável.

Tudo muito vergonhoso. O São Paulo está muito doente. E a doença é grave, é antiga. Por certo a cura não virá com uma simples troca de técnico. É importante a nova direção expos o que têm encontrado como herança do período Leco. O buraco é muito fundo. E nem começou a ser fechado com  a simples saída de Fernando Diniz.

Ataque defensivo

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O São Paulo lidera com certa folga o Campeonato Brasileiro e tem a segunda defesa menos vazada, além do melhor ataque. Está também entre as três equipes com maior posse de bola nos jogos realizados. Fernando Diniz está mostrando na prática o que sempre apregoou na teoria. Se você tiver a bola sob controle, você está protegido. Se atacar está perto do gol adversário e longe do seu.

Até os mais leigos no tema perceberam que é melhor impor o ritmo de jogo. O saque no tenis  é fundamental como o ritmo que você e emprega sempre será melhor para você do que para seu adversário. E sobre posse de bola disse que o São Paulo é um dos três como maior aproveitamento. Os outros dois são Atlético Mineiro e Flamengo. Não por acaso os três melhores colocados na competição.

Moleques

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E lá vão eles os moleques da base dando as vitórias para os melhores times do Brasil. As apostas não foram pensadas, mas deram certo. O Santos os usa porque são a única opção de um clube endividado, que ficou quase o ano todo sem poder contratar. Aí entraram os meninos de nomes duplos entre 15 e 20 anos e as coisas começaram a acontecer.

No Palmeiras, enquanto não chamaram os garotos da base o time só patinou. Foram eles que puxaram os demais e todos cresceram. Hoje a bola do time de Abel Ferreira é convincente. E o no caso do São Paulo, que carrega o time é a molecada de Cotia. Brenner, Sara, Luan, Igor Gomes, etc e claro, com o “refugo” Luciano.  Está sendo assim. Até onde eles irão. Isso só saberemos no futuro próximo.

Maradona não é para burros

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Maradona é contestado por seus excessos. E ele os teve de fato. Exatamente por essa razão era Maradona. Viveu de forma muito intensa e ousada. E essa ousadia o levou a fazer coisas impensáveis como um gol de mão numa Copa do Mundo ou driblar todo time da Inglaterra e também os belgas em campos mexicanos.

Bateu na Fifa, claramente corrupta, mas vista até então, como acima do bem e do mal. Foi vítima de tiranos do tipo Havelange e Grondona e os denunciou. Nunca teve medo de escolher lado político e fez muitas amizades e inimizades por causa disso. E caiu pelas drogas, pelo álcool, pela comida desenfreada e pelas loucuras fora de campo. Este personagem foi gigantesco. Virou Deus e morreu divindade mesmo. Isto incomoda os medíocres. Mas Maradona nunca se preocupou em agradar os burros.

A morte de Dios

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Imagine você vivendo a morte de Deus. Seguramente é assim que se sentem os argentinos. Passionais como são eles viam em Maradona o Libertador, pós a catastrófica guerra das Malvinas. Os dois gols contra a Inglaterra, na primeira Copa do Mundo pós guerra, um espetacular e outro de mão, transformaram aquele ser humana num Deus e não é fácil administrar esta dupla situação.

Maradona morreu e fica um vácuo enorme no país todo. Desde Evita Peron o país não tinha uma tragédia tão grande. E mesmo na pandemia não será possível segurar o povo, que por certo irá para as ruas. O Dios argentino subiu. E será muito bem recebido lá em cima. Ele alegrou muita gente na sua vida conturbada.

Cobrança maior

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A chegada de técnicos estrangeiros ao Brasil mudou conceitos. Hoje não se aceita mais a simplicidade de se jogar de qualquer jeito e, eventualmente, obter resultado. A cobrança mudou. Queremos ver qualidade de jogo, alternativas táticas e partidas com melhor nível para o público.

Não estamos vendo espetáculos sensacionais, mas pelo menos há mais respeito por tentativas diferentes de mudanças táticas , coisa quase proibida tempos atrás, quando qualquer coisa servia. Também ficou claro que a permanência de treinadores só traz benefícios. Vamos ver por quanto tempo os estrangeiros ficarão liderando esse movimento. O que se espera é que mudemos o jeito de ver futebol. Ganhar é bom mas não de qualquer maneira.

Seleção fantasma

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O jogo de ontem da seleção brasileira foi visto por pouca gente. O impasse com a TV Globo gerou a necessidade de busca ou pagamento extra para o torcedor assistir aos jogos. Fiz uma enquete na minha rede social e 96% das pessoas demonstraram total desinteresse pelo evento. E 84% simplesmente não viram a partida.

Seleções pelo mundo não encantam como antes. No Brasil não é diferente. Caso as coisas sigam assim o caminho para estes jogos não parece ser dos melhores. Os clubes cada vez ganham mais protagonismo e fica cada um por si. Poucos se importam com as equipes nacionais. Querem vitórias de seus times. Se deixarem de ver os jogos em tvs abertas, talvez a seleção brasileira vire, rapidamente, coisa do passado.

Vai parar novamente?

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Quase 50 jogadores que disputam o Campeonato Brasileiro estão com testes positivos de Covid19. Todo dia novos exames confirmam que o vírus está circulando entre os atletas. Dois treinadores de equipes importantes, Santos e Coritiba, estão internados, sendo que Cuca ficou alguns dias no semi intensivo.

Mas vão parar os jogos? Parece que não. A vida no meio da pandemia ficou em segundo plano. Todos se acostumaram com os riscos. Virou rotina. É triste. O “show” não pode parar custe o que custar. E assim a pandemia vai se ampliando e enquanto não chegar a vacina teremos que conviver com más notícias e descasos.

Que freguês

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Impressionante como o Flamengo virou freguês do São Paulo. Recentemente o clube mais rico do Brasil, que ganhou todos os títulos recente mais importantes, tem apenas um adversário que não consegue vencer, exatamente a freguesia para o São Paulo. Foram três jogos e nenhuma vitória dos cariocas.

E as circunstâncias também são bem distintas. Na primeira Fernando Diniz assumiu o São Paulo na sexta feira e algumas horas depois empatou com o badalado grupo de Jorge Jesus, no Rio de Janeiro. Agora foram duas derrotas, uma vexatória por 4 a 1, mas perdendo dois penaltis e chutando bolas na trave. E por último, jogando melhor, voltou a perder com falha incrível de um garoto de enorme futuro, como o garoto Hugo Neneca. Coisa de freguês.

E as contas de Andres?

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Está um empurra-empurra desta contas da administração Andres Sanchez que não tem explicação.  Porque o adiamento? Não há ilegalidade em adiar, mas eticamente fica uma coisa bem estranha. Dificilmente as contas serão aprovadas, até pelas normas do Profut, mas é  preciso mais transparência para que se possa acreditar no futebol nem que seja no futuro.

Se realmente as contas não forem aparovadas será necessário um processo de impechament para que não venha descontinuidade no dinheiro do Profut. Mas até nisso não implicaria em nada de prático, já que burocraticamente não haverá tempo para o processo ser concluído. Qual será o efeito disso na eleição? dentro de alguns dias saberemos.