Todos os posts de Flavio Prado

Mais um golaço

Leia o post original por Flavio Prado

Neymar renovou com o PSG. Serão mais quatros anos ganhando aproximadamente 15 milhões de reais por mês. Além de viver numa das mais belas cidades do mundo com grande prestígio e disputando a Champions League, todo ano, Neymar chegará aos 34 anos em condições de escolher seu futuro no futebol e na vida passando, eventualmente, por encerrar a carreira se assim desejar.

Ele nasceu em Mogi das Cruzes, mas foi criado na periferia de São Vicente, litoral paulista. Mal tinha sapatos para calçar e o pai se virava, como jogador de futebol e outros bicos, para manter a família. O carrinho que conseguiu comprar, quando jogava em Mogi, quase matou a todos, inclusive o bebê Neymar Junior, tal a condição precária que apresentava num bate-volta para a praia.

Hoje a condição é muito diferente. Mesmo num mundo pesado de empresários, cartolas, espertalhões e etc, Neymar consegue salários espetaculares, mídia gigantesca e destaque por onde quer que passe. Há quem entenda que a administração da carreira dele poderia ser melhor. Será mesmo? Você achou um mau negócio esta renovação?

Estourando o menino

Leia o post original por Flavio Prado

 

O garoto Gabriel Menino dará um tempo. Ele está no limite ou passando dele. Na reportagem de Danilo Lavieri está muito claro que o Palmeiras teme até o futuro do jogador, que apesar de bem jovem é humano e como tal precisa descansar para poder seguir rendendo dentro da normalidade.

Jogando muita bola ele foi chamado para a seleção brasileira e não quis parar. O clube também precisou garantir um mínimo de titulares no Campeonato Paulista e com isso foram apenas três dias de férias. E agora o corpo está cobrando. Até pequenas lesões ósseas apareceram. Se um garoto de 20 anos está assim, explica-se facilmente o que ocorreu, por exemplo, com Daniel Alves no jogo contra o Racing.

O anjo perdeu da Covid

Leia o post original por Flavio Prado

 

Em 1989 fui cobrir a Copa América, que seria no Brasil, na cidade de Goiânia para acompanhar a Argentina. Minha missão era entrevistar Maradona, algo que felizmente consegui. Mas a história não é essa. Hoje lembrei de um dia de folga. Fomos ao CT do Goiás e lá organizamos um Brasil e Estrangeiros da imprensa. Era uma brincadeira entre todos que estavam lá cobrindo a competição.

Resolvi jogar mesmo sendo péssimo. E até por essa razão jogo em qualquer lugar. Pensei no ataque mas os zagueiros deles eram Ancheta e Figueroa. Não dava nem para pegar na bola. Na defesa também não dava. Valdano era o centro avante. Optei pelo meio onde estava dois gordos, que não sabia o nome e um senhorzinho com o cabelo todo branco. Fui lá.

Na primeira bola que recebi o tal “senhorzinho” antecipou-se. Sem a menor dificuldade me deu três chapéus seguidos e saiu jogando. Na segunda antecipou-se, deu uma caneta e saiu sorrindo. Eu estrategicamente “senti” uma dorzinho e desisti do jogo. E quis saber que era ele. Era Rafael Albrecht, ex craque do San Lorenzo na sua maior formação a dos Anjos da Cara Suja. Ontem Albrecht morreu de Covid aos 79 anos. Nunca mais time contato com ele. Mas confesso que me deu uma pontinha de tristeza relembrando aquele dia e aquele craque que se foi também, perdendo para o Coronavírus.

Do lixo às taças

Leia o post original por Flavio Prado

 

N’ Golo Kante é filho de imigrantes e como tal muito discriminado. Sua infância em Paris foi ajudando os pais atrás de colocar comida em casa. Ele era catador de lixo. Revirava os latões da periferia procurando objetos, que seriam levados para reciclagem. Era visto com desprezo e arrogância.

O tempo passou e Kante achou seu real caminho nos campos de futebol. Virou referência mundial comandando o Leicester, que ganhou de maneira muito inesperada a Premier League. Foi convocado para a seleção e tornou-se campeão do mundo. Os que não o aceitavam como ser humano, coisa muito comum de vários parisienses com filhos de imigrantes, emocionaram-se com o título.

Agora ele vai para a final da Champions League. Foi o melhor em campo no jogo da classificação contra o enorme Real Madrid. Junto dele estão Thiago Silva e Tomás Tuchel, também desprezados em Paris. Já o PSG ficou pelo caminho. Kante merece toda torcida. Este sim é um vencedor.

No limite

Leia o post original por Flavio Prado

 

Hernan Crespo também não se aguentou. Após perder dois jogadores por lesão muscular no jogo contra o Racing e provocado por uma pergunta, ele também admitiu que o calendário brasileiro torna qualquer nível mais elevado de jogo impossível.

Abel Ferreira foi muito criticado por optar pela Libertadores e correr riscos no Regional. O São Paulo era citado como exemplo de que seria possível levar todas as competições simultaneamente. Daniel Alves e Luciano saíram com lesões musculares. Como as coisas serão no futuro ? Só o tempo dirá.

Coragem varzeana

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

A várzea faz falta. Este foi o diagnóstico do coordenador técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, para explicar a maior fragilidade psicológica e contou que se virava sozinho quando jogava, mesmo sendo filho de boleiro varzeano e dos bons. Agora as coisas são diferentes.

A bola ficou muito mais profissional. Os jogadores se transformaram em empresas com muita gente envolvida, mais cuidados e também menos desafios no dia a dia, o que as vezes acaba tirando deles a pegada necessária na hora de decidir jogos. Lógico que isso vale para os atletas de times grandes. Na maioria das equipes brasileiras a estrutura dos clubes e dos próximos atletas é próxima de zero.

O certo é que o mundo mudou. A cobrança aumentou, o medo do erro ficou mais latente e todos os envolvidos têm comportamentos bem diferentes do que há anos atrás. E a técnica, que era quase exclusiva dos sul americanos e africanos, espalhou-se pelo mundo. A tática dos europeus, no entanto, está cada vez mais configurada lá. E aí os jogos entre times de outros continentes, contra europeus, viraram quase brincadeira de criança.

O mesário da Champions

Leia o post original por Flavio Prado

 

 

 

Marcelo não viajará com a delegação do Real Madrid na terça feira para Londres. Ele foi convocado e terá que ser mesário de uma eleição para a Assembleia da cidade. Nem o enorme prestígio do clube mudou as coisas. A justiça eleitoral deles não abriu mão da presença do jogador. Marcelo só viajará para o jogo contra o Chelsea, semifinal da Champions, na própria quarta feira.

O caso gerou muita repercussão e discussão em toda Espanha. Zidane, obviamente, até por ser estrangeiro, não se intrometeu. Mas não é a primeira vez que temos um astro da bola tendo que cumprir obrigações legais mesmo no meio de competições importantes. Son do Tottenham serviu o exército coreano recentemente. É um tema difícil de se definir. O que você, amigo internauta, opina?

Covid seletivo

Leia o post original por Flavio Prado

Não dá para entender o critério. Porque os jogos de futebol, entre times brasileiros têm que ser depois da 20 horas? Se existirem times de fora aí parece que o Covid se inibe. Pode ser mais cedo como foram Corinthians e Peñarol ou Santos e Barcelona de Guaiaquil. Não há a menor lógica.

O mesmo Ministério Público, que já emitiu pérolas do tipo “aglomeração de pessoas em casa vendo televisão”, para proibir partidas embolando ainda mais o sempre complicado calendário brasileiro. Mostrar serviço e fazer policagem virou norma. É uma lástima. O recado que eles passam é que o Covid não atinge ninguém em jogos noturnos ou quando um time fala castellano. É assustador.

Voltou a ser bom?

Leia o post original por Flavio Prado

 

De repente o Abel Ferreira voltou a fazer sucesso. Bastou vencer o bom time do Independiente Del Valle, jogando bem, é verdade, para que virasse, novamente, um treinador de ponta. Abel não teve tempo de mostrar seu trabalho. Ganhou coisas importantes e perdeu dois títulos nos pênaltis, passando a deixar dúvidas para os resultadistas sobre sua capacidade.

Não  sei dizer se ele é bom ou ruim.  Não houve tempo para mostrar por causa do calendário absurdo, que piorou ainda mais com a pandemia.  Se ele ficar aqui por um tempo maior,  poderemos tirar as nossas dúvidas sobre  trabalho dele. Por enquanto os julgamentos, vazios, ficam sempre por conta dos resultados.

Parabéns Holan

Leia o post original por Flavio Prado

 

Ariel Holan pediu demissão do Santos. Depois da derrota para o Corinthians, marginais foram à casa dele como foguetes, muita gritaria e agitação. Ele não teve dúvida, logo cedo entregou o cargo, afinal não veio ao Brasil para isso. O bom trabalho foi interrompido por causa da bandidagem, que já gerou outros enormes prejuízos, não só ao Santos, mas ao nosso futebol. Só que ele não precisa ser refém deste estado de coisas.

Este tipo de “gente” vive as custas dos clubes, tem proteção de policiais, ministério público e dirigentes. Os treinadores brasileiros não podem fazer nada, pois além de terem mercado restrito ao Brasil, salvo raríssimas exceções, sabem que existem estas forças nefastas em todas as equipes. São obrigados a aceitar, dar explicações e se submeter a tal estado de coisas.

Um estrangeiro não tem razão para concordar. Holan volta ´para  Argentina, logo arrumará emprego lá ou em qualquer outra parte da América ou do mundo. Há muito treinadores argentinos espalhados por todos os continentes e esta independência gerou o belo ato. Ariel Holan ganhou um fã. Parabéns pela grandeza e independência. Creio que logo outros estrangeiros farão o mesmo.