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Tema livre

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Parece que em São Januário não se conhece o ditado “melhor prevenir que remediar”: como já estamos acostumados a ver, a diretoria do Vasco resolve tomar uma atitude só depois do problema criado e vai processar Deus e o mundo por conta da garfada sofrida na final do Estadual.

Tá certo que a diretoria solicitou um trio de arbitragem de fora do Rio – o que foi negado pela FFERJ – e nem sei se existe a possibilidade de um clube vetar um dos árbitros escolhidos para uma partida. Mas a partir do momento em que se viu que um dos auxiliares seria um dos mesmos cegos que não viram a bola do Douglas bater 33 cm depois da linha, o clube deveria ao menos fazer um escarcéu público. Se alguém tivesse ido à imprensa e dito que se o tal Luiz Antônio Muniz de Oliveira mais uma vez prejudicasse o Vasco o resultado da final ficaria sob suspeita, talvez o sujeito não fosse tão “descuidado”. Pela segunda vez.

De qualquer forma, mesmo sendo uma atitude tardia, o processo serve ao menos para colocar uma pressão sobre a Federação e sobre os árbitros. Nada mais justo que o Vasco buscar uma reparação por prejuízos causados pela incompetência da FFERJ e de seus comandados. Ainda mais depois da confirmação da tentativa ridícula do Marcelo de Lima Henrique tentar dar um migué na súmula e atribuir o gol em impedimento ao Nixon para livrar a sua cara e a do seu auxiliar. A má intenção e a premeditação de tentar acobertar a besteira feita ficou explicita.

Mesmo que seja exagero pedir – e praticamente impossível conseguir – a anulação da partida, os danos financeiros têm mesmo  que ser reparados. E não há outro meio para conseguir isso além da justiça comum.

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Não adianta ignorar os fatos. Tenho que concordar com as reclamações do Vasco. O clube tem toda razão. Fomos bem na grande maioria dos 126 jogos do torneio, mas erramos em um lance capital a dois minutos do fim. É um ano para se esquecer na arbitragem do Rio de Janeiro. O sentimento é de tristeza pelo fato do campeonato ter sido manchado desta maneira

 ”Os erros são normais e vão acontecer em qualquer área do futebol. É uma pena que isso ocorra tantas vezes com o Vasco. Mas eu posso afirmar que isso é apenas uma coincidência. O Vasco deve reclamar, sim. Eles estão cobertos de razão. Mas não devem imaginar ou falar em complô. Isso não existe” – Jorge Rabelo, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Não teria sido muito mais fácil acatar o pedido do Vasco por um trio de arbitragem de fora do estado?  Por que a requisição do clube foi negada? Quando a esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique falou mais do que devia, o sr. Rabelo teve a chance de dar um pouco mais de credibilidade à arbitragem da final. Mas por arrogância ou conveniência, preferiu deixar o trio escalado. Deu no que deu.

Árbitros são seres humanos e podem errar. Mas há algo que pouco se fala: juízes cariocas estão incluídos nas estatísticas das torcidas do estado. Sendo assim, a probabilidade da maioria deles serem flamenguistas é enorme. Na hora da dúvida, por mais imparciais que tentem ser, é natural que acabem favorecendo o time do coração.

De qualquer forma, o lamento e a admissão do erro do Sr. Rabelo de nada adianta e ainda não o isenta da responsabilidade. Confiar no seu indigente quadro arbitral, é uma coisa. Colocar um bandeira que já tinha errado bizarramente a favor de um dos finalistas e que já tinha cometido outra falha gritante nesse mesmo estadual, favorecendo o Flamengo contra o próprio Vasco  foi, no mínimo, uma temeridade. Mas depois de tudo o que aconteceu com o Vasco nesse campeonato, fazer isso foi pura e simples irresponsabilidade.

Depois é só falar que o lance estava no limite da percepção humana. Convenhamos, usar isso como desculpa é testar com a torcida vascaína os limites da paciência humana….

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Só um comentário: tem candidato a presidente do clube que não apenas é unha e carne com o Jorge Rabello como aprova seu trabalho à frente da FFERJ. Incluindo aí a arbitragem do Estadual.

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E como não poderia deixar de ser, a mulambada apareceu diversas vezes por aqui para deixar seus comentários, todos sumariamente deletados como também era óbvio.

A maioria, além das pilhas sobre superioridade (que só eles viram nos jogos da final), bateu insistentemente na tecla de que os vascaínos só apontam os erros da arbitragem quando nos prejudicam. E citaram o “gol irregular” do Rodrigo, no primeiro jogo da final. A “irregularidade” no lance teria sido a “falta” do Everton Costa no Felipe.

Como a mulambada nunca primou por ser muito brilhante, vamos explicar pra eles didaticamente:

Antes de qualquer coisa, ignoremos esse erro da arbitragem contra o Vasco no primeiro jogo…

Digamos que mesmo com a clara imagem do pênalti, não tenha sido falta. Ainda assim, como dar cartão amarelo por simulação para um jogador que foi derrubado?

Mas como eu falei antes, ignoremos esse lance e como essa ocorrência modificou o andamento da partida. Consideremos também que o gol vascaíno na primeira final não valeu. A partida termina 1 a 0 para a mulambada.

Estão acompanhando, urubulinos?

Vem o segundo jogo. Vamos considerar o gol legal do Vasco e, assim como fizemos com a primeira partida, desconsiderar o gol em claro, completo e admitido impedimento. A partida termina 1 a 0 Vasco.

O que aconteceria então, mulambinhos? A decisão iria para os pênaltis.

Ou seja: eliminando um gol de cada lado, o Framengo não seria campeão ao final dos 90 minutos do segundo jogo. Mesmo que vocês achem que houve falta sobre o Felipe no gol do Rodrigo e mesmo que desconsideremos esse gol, o Vasco ainda assim saiu prejudicado com o gol totalmente irregular de vocês.

Se vocês ainda não entenderam, podemos desenhar.

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UPDATE FINAL 

Caros amigos vascaínos, quis o destino que meu último post como responsável pelo blog do torcedor do Vasco no Globoesporte.com fosse em um dia de tema livre. Por questões editoriais (para alegria de alguns e – espero – tristeza de muitos) encerro minha participação no portal exatamente um mês antes de completar sete anos no comando desse espaço.

Foram anos de muito trabalho e estresse e, infelizmente, de menos alegrias do que nós vascaínos merecemos. Mas não há como não sair satisfeito por ter conhecido torcedores do Gigante de todos os cantos do Brasil e de fora dele. Agradeço principalmente a vocês, leitores que me aturaram por todo esse tempo, e ao pessoal do ge.com, que me ofereceu essa oportunidade.

Ao meu sucessor, que ainda não conheço, desejo todo sucesso e também paciência, não apenas com os torcedores rivais, mas também com os próprios vascaínos. Somos todos muito exigentes, e, diante de tanta turbulência em São Januário nos últimos anos, mais irritadiços do que nunca. Como sei a barra que você vai enfrentar por aqui eventualmente, já sou seu fã só por aceitar a empreitada.

Ainda não sei qual será minha participação na internet daqui pra frente. A fanpage do Blog da Fuzarca e meu Twitter seguirão ativos, mas pelo menos por enquanto, me darei um descanso das resenhas e colunas. Se aparecer outro projeto de blog ou site, vocês saberão pelas redes sociais (as quais estão todos mais que convidados a participar).

Então é isso. Um abraço fraterno a todos e saudações vascaínas. Nos vemos num futuro próximo, pela internet ou nas arquibancadas, torcendo pelo Vascão.

Só assim

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Como havia dito no post anterior, em condições normais e sem favorecimentos, as coisas ficariam ruins para a mulambada. O Vasco dominou grande parte do jogo (chegamos a ter 73% da posse de bola), teve diante de si um adversário que jogou apenas para segurar o resultado e marcamos o gol que nos daria o título. Mas bastou um lance para lembrarmos que, “condições normais” numa partida contra a urubulândia é acontecerem “erros” da arbitragem favorecendo os mesmos. E vimos o Vasco perder o Estadual por conta de mais uma pixotada grotesca do trio de arbitragem.

Falando do time, Adilson acabou escolhendo o pior dos dois mundos: a única justificativa para se colocar o Barbio em campo era manter o mesmo esquema com o qual o Vasco vinha jogando, com três atacantes. Agora, se era pra mudar a formação do time, certamente haveria gente mais qualificada para colocar em campo.

Com essa decisão, perdemos em poder de penetração e atacamos muito menos do que deveríamos, já que precisávamos da vitória. O primeiro tempo foi um duelo entre quem não queria contra quem não conseguia jogar. Interessados no empate, a mulambada apenas se defendeu; sem criatividade na frente, o Vasco não conseguia levar perigo. Apenas no finzinho da etapa inicial levamos perigo, em chute de Diego Renan que obrigou o goleiro framenguista fazer boa defesa.

No segundo tempo, as coisas precisavam mudar e mudaram um pouco. O Vasco foi um pouco mais agressivo, o Framengo seguia esperando os contra-ataques. O juiz expulsou um de cada lado, os espaços aumentaram e o Vasco conseguiu abrir o placar: Pedro Ken recebe excelente passe de Thalles e é derrubado na área. Douglas bate e deixa o Vasco na frente.

Faltavam pouco minutos, o Vasco vinha se segurando. Até que aos 45 minutos, em um escanteio, a mulambada marca seu gol de empate, em lance impedido não muito complicado de marcar. Mas não foi marcado.

Resultado: mais um ano na fila pelo Estadual, mais um jogo em que não conseguimos a vitória por erros de arbitragem e mais um monte de gente falando com todo orgulho que “roubado é mais gostoso”. O que é até compreensível, já que sem “erros” da arbitragem, quase não haveria títulos para o Framengo.

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Agora, além do gol de ontem, dois dos melhores momentos do Estadual…

As imagens falam mais que qualquer argumento. Que os erros de arbitragens são comuns, ok, todos sabemos. Mas nunca erraram tanto, de forma tão bizarra, sempre no mesmo confronto e para o mesmo lado.

Mesmo que tenha havido erros do Adilson, que o time tenha recuado muito após abrir o placar ou mesmo que o Rodrigo tenha saído no momento errado de campo, é um absurdo culpar a perda do título a qualquer um desses fatores. O Vasco foi clamorosamente prejudicado e ponto. Nada poderia ser mais definitivo que isso.

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Não podemos deixar de dar os parabéns à nossa valorosa federação, pela organização de um campeonato coroado com tamanho sucesso. O final desse Estadual foi o mais apropriado possível para uma competição deixada nas mãos competentes da FFERJ.

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Sem perder o sono

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A questão que mais mexeu com a cabeça dos vascaínos ao longo dessa semana foi a dúvida do nosso treinador sobre quem entraria no lugar do Everton Costa. A maioria absoluta preferia ver o Adilson mudar o esquema que nos levou a final – colocando Bernardo ou Montoya no time – a ver a volta do William Barbio, que na teoria manteria a equipe jogando do mesmo jeito.

A preocupação da torcida parece irrelevante, já que Everton Costa, no final das contas, não é tão diferente do Barbio: ambos têm cabeleiras exóticas, correm muito mais que fazem gols (os dois marcaram apenas um em todo o campeonato, com ligeira vantagem para o primeiro, que atuou nove vezes contra dez do Barbio) e são mais importantes taticamente que tecnicamente. E acho muito difícil que Adilson mude a formação que vem dando certo por conta de Bernardo ou Montoya, dois jogadores que não conseguiram muito além de serem irregulares. O mesmo se aplica ao Bastos, que mesmo tendo melhorado um pouco com sua ida para o banco, é uma opção defensiva demais para quem precisa vencer a partida.

Mas se o substituto do Everton Costa – e talvez o Facebook da mulher do árbitro – foi a grande preocupação da torcida antes de uma final, só podemos deduzir que o adversário que teremos não foi o bastante para tirar o sono dos vascaínos. E na verdade não é mesmo.

A urubulândia, macambúzia por conta da tradicional eliminação na Libertadores, nem exagerou na sua costumeira marrentice ou mitomania patológica. A historinha irreal de vice-campeonatos é o único argumento ao qual podem se agarrar. Alguns até falam que “a vitória certa sobre o Vasco” hoje não vai compensar a saída, ainda na primeira fase, do campeonato continental. Acredite quem quiser em mais essa mentirinha mulamba, o fato é que eles já se preparam para mais uma derrota na Arena Maracanã.

A mulambada já sabe que, em condições normais e sem favorecimentos, a coisa vai ficar feia pro lado deles. Cabe ao time do Vasco entrar em campo com essa mesma consciência. Jogando com atenção, disposição e inteligência, não será nenhuma surpresa a conquista do 23º Estadual vascaíno.

FLAMENGO X VASCO
 Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Márcio Araújo e Everton; Paulinho e Alecsandro.Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Barbio (Bernardo ou Fellipe Bastos), Reginaldo e Edmílson.
Técnico: Jayme de Almeida.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 13/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Luiz Antonio Muniz de Oliveira.
As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Parabéns ao ídolo vascaíno Roberto Dinamite pelos seus 60 anos. Dentro de campo, foi um dos maiores jogadores da história do clube e merecedor de toda festa possível. Já ao presidente Carlos Roberto, desejamos apenas lucidez para não tentar mais uma reeleição. E humildade para reconhecer que o possível título de hoje não será motivo para mais uma aventura eleitoral pelo Vasco. Todos nós sabemos que uma vitória no Estadual hoje terá acontecido APESAR do presidente e não POR CAUSA do mesmo.

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Tema livre

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Dizem que o Brasil não é um país sério. A antiga frase pode até ser discutível, mas uma coisa é certa: a FFERJ definitivamente não pode ser levada a sério. E não pode por seus únicos e exclusivos méritos. Não basta a incapacidade de fazer um Estadual decente, é preciso também queimar o que resta da sua ínfima credibilidade.

Vejam por exemplo a polêmica criada pelas declarações da esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique nas redes sociais.

Depois da referida sra. postar em seu perfil que o “vice já é certo”, tudo o que a Federação pôde dizer foi que declarações em redes sociais são de cunho pessoal e não interferem em decisões da FFERJ.

Ou seja, para a entidade que comanda o futebol carioca, uma pessoa que tenha tanta intimidade com um juiz que apitará uma final pode dizer o que quiser, até que o árbitro beneficiará um dos times. E nem isso fará com que a Federação mude sua escolha.

O que as pessoas que comandam a FFERJ não parecem – ou não querem – entender é que não pode haver qualquer lampejo de desconfiança sobre a integridade de uma arbitragem. Numa final, isso é ainda mais sério. Mesmo que interpretemos de outra maneira o que disse a Sra. Sandra Henrique (que pelo diálogo parece ser vascaína), e que o “o vice é certo” signifique que essa colocação é a mínima que o Vasco terá (e por isso a certeza), ter falado sobre a partida já lança uma sombra de dúvida sobre a atuação do juiz.

Certamente não passa pela cabeça dos estupendos dirigentes da FFERJ que a declaração da Sra. Henrique tenha posto em cheque a atuação do seu esposo. Mesmo que a referida sra. não tenha dito qual time será certamente vice campeão, quem garante que o sr. Marcelo de Lima Henrique não terá dúvidas em marcar um lance polêmico, para qualquer um dos lados? E se ele marcá-lo, como não pensar que foi favorecimento para um time ou outro? Na melhor das hipóteses, o juiz pode simplesmente fugir de confusões e não marcar nada ou se utilizar da lei da compensação para cada decisão, o que nem de longe é apitar um jogo corretamente e é tão ruim quanto favorecer uma das equipes.

Tudo o que queremos é uma arbitragem imparcial e na medida do possível, competente. Não querermos – e nem precisamos – de favorecimentos da arbitragem para vencer no domingo. Manter apitando a final um juiz com noção de que seu trabalho será questionado desde o primeiro minuto de jogo e que se ele acertar tudo, inclusive os lances polêmicos, ninguém acreditará que ele o fez com lisura, certamente não é a melhor maneira de garantir uma arbitragem isenta.

Isso, claro, para qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. O que não parece existir no comando do futebol do Rio de Janeiro.

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Faltou rolar a bola

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Finais de campeonato costumam ser partidas muito disputadas. Mas é questão de se perguntar o quanto há de futebol em um jogo que atinge o número de 61 faltas em pouco mais de 90 minutos. A bola acabou rolando muito pouco no empate em 1 x 1 entre Vasco e Flamengo.

E enquanto rolou, vimos mais uma vez o Vasco ser bem superior em uma etapa, recuar na outra e não conseguir o resultado que o interessa. No primeiro tempo, o time não deu chances para a mulambada fazer qualquer coisa, já abrindo o placar aos 11 minutos, com Rodrigo, de cabeça, após escanteio. Mesmo com a vantagem, o Vasco continuou comandando as ações na partida, chegando a ter quase 70% de posse de bola.

O Vasco não correu riscos – Martín Silva não fez sequer uma defesa na primeira etapa – mas infelizmente não conseguiu transformar seu domínio em chances para ampliar. Além do gol, só um chute cruzado de Edmilson levou algum perigo ao gol mulambo antes do intervalo.

Vendo sua vantagem indo para o ralo, o técnico framenguista mexeu, procurando aumentar a velocidade do time. A mudança deu resultado, mas aparentemente Adilson considerou que o Vasco tinha força para segurar o início de pressão mulamba. Aos 9, Jayme de Almeida joga sua equipe ainda mais para frente com nova alteração. E Adilson seguiu sem mexer no time.

E sem mexer, nosso técnico viu o lance que mudou a história do jogo acontecer: Everton Costa, que já tinha amarelo desde o primeiro tempo e que já poderia ter levado outro em dois lances antes dos 10 minutos do segundo, comete uma terceira falta e é expulso. Não demorou muito para a mulambada aproveitar a vantagem numérica, ampliar a pressão e conseguir o empate, em chute de fora da área de Paulinho.

Depois da expulsão e do empate, o juiz – que para evitar problemas já estava marcando qualquer coisa – resolveu aplicar critérios similares aos do basquete para apontar faltas e o jogo não conseguiu ter mais de dois minutos seguidos com bola rolando. Com o Vasco ainda mais recuado por ter menos um em campo e o Framengo satisfeito em manter sua vantagem para o último jogo da final, os dois times pareciam não fazer muita questão de mexer no placar. E tirando uma cobrança de falta relativamente perigosa de Fellipe Bastos, a partida terminou sem muitas emoções.

Assim como na semifinal, o Vasco não conseguiu reverter a vantagem do empate na primeira partida. E mais uma vez como na semifinal, temos totais condições de vencer o jogo e levar o título. Mas, relembrando os confrontos contra o Fluzim, nem sempre conseguiremos sustentar um resultado criado na primeira etapa até o fim da partida. Ao ter uma vantagem no placar, o Vasco pode até jogar de forma mais cautelosa e esperar os contra-ataques, mas não podemos exagerar nessa postura.

Nessa primeira final, a expulsão ainda serve como justificativa. Mas no próximo jogo, caso o Vasco mais uma vez abra o placar, Adilson não pode permitir que sua equipe sofra tanto com a pressão do adversário.

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Uma resposta pelo título

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Faz tempo que o Vasco não sai vencedor numa disputa de título contra a mulambada. A despeito da mitomania megalômana que acomete 99.9% dos framenguistas, isso não é obra do divino, como se fosse uma lei natural; é apenas futebol, um esporte onde nem sempre o melhor vence.

Mas os 11 sujeitos que estarão em campo hoje não tem nada a ver com isso. Nenhum deles disputou uma final contra a urubulândia com a camisa do Vasco e, salvo algum seja realmente vascaíno de coração, não há motivo para que eles considerem que nosso adversário mereça um tratamento diferente ao dado a qualquer outro em um jogo decisivo. Em outras palavras, não há porque o tabu contra os mulambos afete o time hoje. Se existirá uma pressão para cima dos jogadores, será apenas a ansiedade natural de uma partida que vale o campeonato.

Por outro lado, se pessoalmente os titulares não têm qualquer relação com a escrita contra o framengo, ao vestir a armadura cruzmaltina eles se tornam representantes da instituição e da torcida. E aí eles tem sim algumas responsabilidades nessa final (além das óbvias e obrigatórias, como honrar a camisa vascaína e dar tudo de si pelo time).

Responder na bola às críticas generalizadas ao time, por exemplo. Mostrar que podemos superar as arbitragens favoráveis à mulambada – como na última partida – e vencer.  Calar a parte da imprensa que, para fazer gracinhas para a torcida rival, prefere ironizar a equipe e menosprezar nossas chances de título. Ou seja, além de representar o Vasco, os jogadores titulares têm o dever pessoal de mostrar seu valor e que possuem a capacidade de passar por todas as dificuldades e serem campeões.

E como para levarmos o título precisamos reverter a vantagem urubulina, nada melhor que unir o útil ao agradável: uma boa vitória hoje nos deixará mais perto da taça e ainda será uma bela resposta dos jogadores aqueles que sempre diminuíram o grupo.

VASCO X FLAMENGO
Martín Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Pedro Ken e Douglas; Reginaldo, Éverton Costa e Edmílson.Felipe, Léo, Samir, Wallace e João Paulo; Amaral, Márcio Araújo e Luiz Antônio; Everton, Paulinho e Alecsandro.
Técnico: Adilson Batista.Técnico: Jayme de Almeida.
Estádio: Arena Maracanã. Data: 06/04/2014. Horário: 16h. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá.  Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Jackson Massara.
 As redes Globo (RJ, ES, DF, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Bandeirantes (RJ, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) transmitem ao vivo. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
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Muito esforço, pouco resultado.

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Até que de falta de vontade os vascaínos que lotaram a Arena da Amazônia não podem reclamar. Mas o time reserva do Vasco não ofereceu muito mais que empenho e correria no empate sem gols com o Resende. Não vencer um adversário tão limitado quanto o que tivemos ontem certamente deve ter frustrado os mais 40 mil presentes.

O problema é que o esforço dos jogadores não compensou a evidente falta de ritmo e a já conhecida falta de pontaria do time. O Vasco errou muitos passes e cometeu falhas de posicionamento tanto ofensiva quanto defensivamente. Criamos muitas jogadas e finalizamos várias vezes, mas nem acertamos o alvo nos arremates e ainda cedemos alguns espaços para contra-ataques. Não tivesse o Resende se mostrado tão carente de qualidade quanto na partida pelo Estadual, poderíamos ter tido problemas.

Mas a fragilidade do nosso oponente era tanta que nem aproveitar as cochiladas vascaínas ele conseguiu. No primeiro tempo, até que o Resende tentou alguma coisa. Mas depois do intervalo, ficou evidente a estratégia de se segurar o máximo possível para não sofrer gols. E como o placar não nos deixa mentir, eles conseguiram seu objetivo, contando com uma bela atuação do seu goleiro, um dos melhores na partida.

Apesar do resultado desapontador, podemos destacar dois pontos positivos: o primeiro é o já falado empenho dos jogadores, que pareceram não apenas estarem na luta para ganhar o jogo (ainda que em vários momentos alguns tenham confundido vontade de vencer com um individualismo exagerado), mas também para mostrar que podem brigar por uma vaga entre os titulares. E o segundo foi a empolgação dos garotos da base, muitos estreando entre os profissionais e exibindo personalidade. Com mais alguma experiência, alguns mostraram que poderão ser úteis num futuro próximo.

Apesar de não termos eliminado o jogo da volta ou sequer vencido, não dá para crer que o Resende terá capacidade para aprontar alguma em São Januário. Com a decisão da vaga após a final do Estadual, aconteça o que acontecer contra a mulambada, teremos os titulares em campo e a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil virá naturalmente.

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As atuações…

Diogo Silva – mesmo sem quase ter o que fazer, conseguiu dar pelo menos um susto na torcida, numa saída ruim depois de um escanteio.

Danilo – não teve problemas na sua lateral, mas errou mais que acertou quando tentou  apoio.

Jomar – uma apresentação em que, diante de um adversário muito fraco, pareceu mais inseguro do que deveria.

Rafael Vaz – sem ter muito o que fazer, acabou subindo para tentar ajudar no ataque e fez alguns bons lançamentos. Em compensação, foi lento em algumas recomposições da defesa e quase sofremos um gol no finzinho da partida pelo seu mal posicionamento na marcação

Lorran – pecou pelo preciosismo em alguns lances, coisa natural para um garoto que quer mostrar serviço (ainda mais numa por jogar numa posição em que a disputa pela vaga volta a acontecer). Precisa encontrar um equilíbrio entre suas ações defensivas e ofensivas.

Aranda – não teve dificuldades no combate pelo meio, roubando muitas bolas. Tentou ajudar na criação, mas foi discreto.

Fellipe Bastos – passando para a reserva, Bastos teve uma sequência de jogos em que acabou entrando em campo e se saindo bem. Ontem, voltando a ser titular – com braçadeira de capitão e tudo – voltou a ter uma atuação questionável. Com Dakson muito colado aos atacantes e Montoya jogando pelas pontas, Bastos deveria ter sido mais efetivo na criação de jogadas pelo meio, mas não esteve nem perto de conseguir.

Montoya – teve liberdade para cair pelos dois lados do campo e exibiu sua habilidade em alguns lances. Mas não produziu muita coisa e ainda desperdiçou boa chance no primeiro tempo, chutando fraco quando estava na cara do gol. Foi substituído pelo garoto Yago, que ficou mais fixo na direita e também perdeu uma chance clara ao demorar para finalizar.

Dakson – tentou como pode levar o time ao ataque, ainda que em diversos momentos tivesse preferido arriscar um lance individual quando poderia ter passado para companheiros melhor colocados. Finalizou com perigo umas três vezes, mas parou no goleiro ou chutou para fora. Marquinhos do Sul, entrou em seu lugar e teve boa movimentação na frente, sem parecer intimidado com sua estreia entre os profissionais. Quase marcou com um belo chute de fora da área.

Bernardo – mais uma vez deu a impressão de se considerar o líder do time, exagerando nos lances individuais e tentando ser o dono das bolas paradas. Ainda assim foi um dos mais perigosos do Vasco, criando boas chances de gol. Infelizmente não aproveitou nenhuma.

Thalles – pareceu perdido no meio de tanta gente tentando atacar e não conseguiu se destacar como todos esperavam. Tentou algumas finalizações sem sucesso e sofreu um pênalti, para variar, não marcado pela arbitragem.

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Para relaxar um pouco

Leia o post original por JC

A estreia do Vasco na Copa do Brasil, justo nesse momento e contra um adversário como o Resende, pode ser encarado como um momento de relaxamento antes da decisão do Estadual. Podemos deixar um pouco de lado a ansiedade pela partida de domingo voltando nossas atenções para uma partida com um grau de pressão bem menor.

Bom, pelo menos para a torcida, já que os titulares ficaram no Rio e o time que joga na Arena Maracanã deve estar completamente focado na final.

E, se o Resende mantiver o nível de atuação apresentado no Estadual, não só a torcida como os reservas que vão a campo hoje podem relaxar também. O time do Vale do Paraíba foi o adversário mais fácil que tivemos na Taça Guanabara e mesmo não tendo levado uma sapecada histórica em São Januário (graças à nossa famosa falta de pontaria), a verdade é que nosso adversário, mesmo com todo respeito que a equipe possa merecer, talvez não desse problema nem para a equipe sub-20 do Vasco.

Claro que, para garantir de vez a vaga, sem a necessidade do jogo da volta, os reservas vascaínos não poderão exagerar no relaxamento. E jogando com um mínimo de seriedade e empenho, não há desculpas para um time com Thalles, Montoya, Bernardo, Dakson , Aranda, Bastos e Vaz não vençam o Resende com relativa facilidade.

Então é aproveitar o passeio, curtir a visita a mais um estádio da Copa, aproveitar a moral dada pelos vascaínos de Manaus – que vão lotar a Arena da Amazônia ainda que seja para ver o time B do Vasco – e jogar bola. E de preferência, retribuindo o carinho da torcida no estádio com uma boa apresentação e uma vitória sem muitos percalços.

RESENDE X VASCO
 Mauro, Lucas, Marcelo, Thiago Salles e Gerson; Leo Silva, Dudu, Bruno Gallo e Marcel; Clebson e Linhares.Diogo Silva, Eron, Jomar, Rafael Vaz e Lorran; Aranda, Fellipe Bastos e Dakson; Montoya, Bernardo e Thalles.
Técnico: Aílton Ferraz.Técnico: Adilson Batista.
Estádio: Arena da Amazônia. Data: 03/04/2014. Horário: 20h30. Árbitro: Edmar Campos da Encarnação.  Assistentes: Marcos Santos Vieira e Jander Rodriges Lopes.
Os canais Sportv e ESPN Brasil transmitem ao vivo para seus assinantes. O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Tema livre

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A chamada para a matéria sobre a classificação do Vasco para a final do Campeonato Estadual, veiculada ontem pelo jornal Extra, foi, para dizer o mínimo, uma total pisada na bola do diário. Para ser mais preciso, um desrespeito inaceitável para com a instituição.

Como não poderia deixar de ser, o título “Pintou o vice?” teve uma repercussão negativa como há muito não se via por parte da torcida vascaína. Dirigentes reclamaram publicamente, o clube emitiu uma nota oficial e até o sempre passivo presidente reclamou da conduta do jornal.

Hoje o jornal repercutiu o assunto, dando uma explicação sobre o acontecido. A emenda, no entanto, saiu pior que o soneto. Alegando ter sido “uma brincadeira”, o Extra ainda tenta justificar o disparate afirmando que apenas questionou as provocações rubro-negras nas redes sociais.

Isso não é, nem de longe, algo que repare a falta de respeito com uma instituição grandiosa como o Vasco da Gama. Um pedido formal de desculpas seria o mínimo aceitável por parte do jornal Extra.

E nem falei que, além de desrespeitar o Vasco e toda sua torcia, o jornal prestou um completo desserviço ao jornalismo em si. Se o objetivo do jornalismo é divulgar o que acontece de relevante na sociedade, de forma isenta e imparcial, qual é o critério para julgar as provocações de um time rival mais importantes que a classificação do Vasco para a final do campeonato (com o agravante de ter sido um fato que não acontece há uma década e com uma vitória em clássico)? Para os editores do jornal, o fato relevante na vitória vascaína sobre o Fluminense foram as piadas feitas por uma torcida que sequer participou do jogo?

Entende-se que a gracinha inapropriada agradaria uma parcela enorme da população, já que a torcida do Flamengo é a maioria no Estado. E na hora da venda na banca, é bom ter a maior torcida comprando o jornal por conta de uma piada sacaneando um adversário (e já contando que o título irá para a Gávea). Mas isso não é motivo nem para achincalhar com seus rivais e muito menos ainda razão para atropelar todas as regras do jornalismo sério. Tentar se justificar, como fez hoje o Extra, não é o bastante. Uma retratação, na qual seja feito um humilde mea culpa, será apenas um começo para uma futura reparação pelo absurdo cometido pelo jornal.

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Isso sem falar que o simples fato de alimentar “a lenda do vice” pra cima do Vasco já é um absurdo sob a ótica do jornalismo. Basta uma pesquisa rápida nos googles da vida para qualquer um saber que o Vasco não é o clube que tem mais vice-campeonatos. Nem no país, nem no Rio. Aliás, o maior vice do estado é justamente quem inventou a lenda: a mulambada.

Mas isso, obviamente, NUNCA é manchete no Extra.

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Já que piadas nas redes sociais são importantes o bastante para pautar o que sai na primeira página do jornal Extra, gostaria de saber duas coisas:

  1. Caso o Flamengo seja eliminado da Libertadores amanhã, veremos uma chamada de capa irônica para anunciar o fato?
  2. E, caso haja a eliminação e a capa do jornal não trouxer um título baseado em provocações das torcidas rivais, como o Extra poderá dizer que sua cobertura esportiva é isenta e imparcial?

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Obrigado Adilson (por ontem).

Leia o post original por JC

Nada surpreendente a vitória vascaína e a consequente eliminação tricolete no segundo jogo da semifinal. A freguesia é grande e o cliente, quando é bem atendido, sempre retorna. Há décadas, tenha equipes melhores, do mesmo nível ou piores, o time do Laranjal sempre muda de cor diante da cruz de malta e amarela completamente.

Mas depois da vitória de hoje, vale ao menos dar méritos a quem só tem sido criticado desde o ano passado. Adilson Batista, um treinador que chegou contestado (e ainda é), hoje merece os parabéns. Longe de fazer um trabalho perfeito, mesmo fazendo escolhas bizarras e não sendo dos técnicos mais genais na hora de fazer substituições, conseguiu fazer o que um bando de treinadores com mais nome e melhores elencos não conseguiu nos últimos dez anos: nos levar a uma final de Estadual.

Ainda que algumas das suas opções sejam um mistério completo para a torcida, é inegável que Adilson deu uma cara para um time completamente desacreditado e que, a julgar pelo que dizia a imprensa esportiva, as torcidas rivais e mesmo um grande número de vascaínos, não passaria de figurante no Carioca. E não apenas isso, mas fez o Vasco voltar a jogar com atitude, coisa que não vemos há pelo menos um bom par de anos.

A postura em campo hoje, contra um adversário – dizem – melhor qualificado e jogando desde o começo com o placar a seu favor é uma bela amostra do trabalho do Adilson. Procurando a vitória quando precisava e jogando com inteligência quando tinha um resultado favorável, o Vasco foi superior ao longo dos 90 minutos. E isso ainda tendo que superar o que deu errado no próprio planejamento do técnico, como a quase inoperância do Douglas e a eterna incompetência na hora das finalizações. Se vencemos e jogamos bem mesmo com isso tudo, é sinal de que as instruções do Adilson deram mais certo que errado.

Mas o agradecimento pela classificação fica por aqui. Afinal de contas, ainda não ganhamos nada e a parte mais difícil vem agora. Ter pela frente a mulambada, que inevitavelmente chegará à primeira partida da final já sabendo que o Carioca é sua única chance de título nesse semestre (e muito provavelmente no ano), será o teste de fogo para a equipe vascaína. Além do nosso próximo adversário ser comandado por um treinador de fato – e não por um churrasqueiro – teremos que suportar a inevitável pressão de voltar a vencer um Estadual depois de mais de uma década.

Superar essas dificuldades, mantendo o equilíbrio e a confiança do time para a final é o que Adilson precisa fazer agora. Conseguindo isso, aí sim, o parabéns da torcida vascaína será completo.

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As atuações…

Martin Silva – uma boa defesa em cada tempo – no primeiro, evitou com o pé um gol de Walter; no segundo uma saída de bola providencial – e de resto quase não teve trabalho.

André Rocha – sofreu na marcação ao rotundo atacante tricolete, levando a pior em vários lances. Nas vezes que foi ao ataque, errou quase todos os lançamentos.

Luan – uma tranquilidade impressionante num jogo com tanta pressão e tendo que encarar o atacante titular da seleção. Mais uma atuação irrepreensível do garoto.

Rodrigo – se saiu ainda melhor que seu jovem companheiro de zaga: além de vencer a maioria dos lances contra os atacantes tricoflores, deu o passe para o gol de Edmilson e ainda evitou uma cabeçada do Fred que tinha tudo para acabar na rede.

Diego Renan – foi tanto ao apoio que acabou o primeiro tempo sendo o jogador das duas equipes que mais finalizou. Tanta ofensividade acabou impedindo as subidas do Bruno, anulando uma forte jogada tricolete. Acabou cansando no segundo tempo e foi substituído por Marlon, que mostrou afobação na marcação e cometeu uma ou outra falta arriscada.

Guiñazú – depois de um começo errando alguns passes, melhorou no fundamento e ainda foi a sombra que impediu o Conca de fazer qualquer coisa de relevante no jogo.

Pedro Ken – atento na marcação, foi mais discreto do que deveria ao tentar ajudar na criação.

Douglas – a maior decepção do time. Mais uma vez foi presa fácil da marcação tricolete e não conseguiu fazer quase nada na primeira etapa. E na segunda, quando teve mais espaço, errou passes decisivos e deu um peteleco na única finalização que fez. O gol da vitória nasceu de uma cobrança de falta sua, mas é preciso dizer: se a intenção dele era cruzar para o cabeceio, ele errou o lance, chutando muito forte. Sorte o Rodrigo estar no lugar certo, na hora certa, para consertar tudo.

Everton Costa – correu, atazanou a defesa tricolete e foi boa opção ofensiva pelas pontas. Mas poderia finalizar mais e melhor: perdeu um gol feito em cabeçada no primeiro tempo e errou um passe relativamente fácil que poderia originar nosso segundo gol na etapa final.

Reginaldo – o torcedor que quer ver atacante fazendo gols ou pelo menos tentando fazê-los dificilmente entenderá a escalação do Reginaldo. Mas ontem ele cumpriu uma importante função tática, dando o primeiro combate na saída de bola do laranjal e invertendo posição com Diego Renan para que este chegasse como homem surpresa. Nessa função foi bem até cansar e ceder lugar para Fellipe Bastos, que entrou para reforçar a marcação no meio de campo e cumpriu a função sem muitos problemas

Edmilson – ele se atrapalha com a bola em alguns momentos, é verdade. Mas como falar mal de quem está sempre pronto pra finalizar e que numa dessas fez o gol da vitória (consolidando a artilharia isolada na competição)? Thalles entrou em seu lugar fez pelo menos uma grande jogada pelo lado do campo, dando um drible desconcertante no seu marcador.

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