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PARA OS “TREINADORES”

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Conforme combinamos aí vão alguns números do brasileirão 2012 tabulados até o término da quarta rodada da competição. Para aqueles que dão uma de treinadores no cartola e os que, como eu, gostam das estatísticas da competição; aí estão os principais destaques positivos e negativos do campeonato em números absolutos.

A respeito da primeira tabela falamos em números coletivos das equipes: Quando mais “verde” melhor, quanto mais “vermelho” atenção!

LEGENDAS: FC-faltas cometidas, CA-cartões amarelos, CV-cartões vermelhos, PC-passes certos, PE-passes errados, RB-roubadas de bola, CR-chance reais de gol.

 PASSES CERTOS
SÃO PAULODENILSON161
GRÊMIOFERNANDO147
FIGUEIRENSEYGOR126
ATLÉTICO GOJOILSON123
SANTOSDURVAL121
INTERNACIONALFABRICIO120
GRÊMIOPARÁ118
FIGUEIRENSEGUILHERME116
SÃO PAULOCÍCERO114
PALMEIRASMARCIO ARAUJO113
INTERNACIONALELTON113
 PASSES ERRADOS
VASCOALLAN27
GRÊMIOPARÁ26
INTERNACIONALFABRICIO24
ATLÉTICO MGRICHARLYSON22
CORINTHIANSDOUGLAS21
FIGUEIRENSEPABLO20
FLUMINENSEDECO19
PONTE PRETACICINHO19
SÃO PAULOJADSON19
ATLÉTICO MGDANILINHO19
 FALTAS COMETIDAS
SÃO PAULODENILSON18
CRUZEIROW. PAULISTA16
CRUZEIROCHARLES15
PONTE PRETACICINHO15
ATLÉTICO MGPIERRE15
ATLÉTICO GOPITUCA14
ATLÉTICO MGMARCOS ROCHA13
CORITIBASÉRGIO MANOEL13
FLUMINENSEEDINHO12
PONTE PRETARENÊ JR12
INTERNACIONALDAGOBERTO12
 FALTAS SOFRIDAS
PONTE PRETARENÊ JR21
NAUTICOELICARLOS20
BOTAFOGOmaicosuel20
FLAMENGOvagner love19
FIGUEIRENSEroni18
PORTUGUESAananias15
FIGUEIRENSEtulio14
ATLÉTICO GOjoilson14
CRUZEIROmontillo14
 CARTÃO VERMELHO
NÁUTICOMARCIO ROSARIO2
ATLÉTICO MGANDRÉ1
BOTAFOGOMÁRCIO AZAVEDO1
CORINTHIANSFÁBIO SANTOS1
CRUZEIROANSELMO RAMON1
FIGUEIRENSESANDRO1
FIGUEIRENSEANDERSON CONCEIÇÃO1
FLUMINENSEWALLACE1
PONTE PRETAROGER1

Copa Libertadores Sub 20

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Inicia hoje em Lima, capital do Peru, a segunda edição da copa libertadores da américa na categoria até 20 anos. Contando com a participação de 16 equipes divididas em 4 chaves o torneio vai até o dia 1º de Julho onde conheceremos o campeão deste ano.

Ano passado, numa final apitada pelo árbitro brasileiro Leandro Vuaden, a equipe local do Universitário, após o empate em 1×1 no tempo normal, venceu o Boca Juniors da Argentina por 4×2 nas cobranças de tiros desde a marca do pênalti e sagrou-se o primeiro campeão continental da categoria.

Em 2011 o Brasil foi representado pelo Flamengo (campeão da copa SP 2011) que acabou caindo nas quartas para o Alianza Lima do Peru após ser goleado pelo placar de 5×1. Este ano nosso país conta com dois representantes: O Corinthians (campeão da copa SP) e o América MG (campeão do campeonato brasileiro da categoria).

Confira todos os clubes e as chaves da competição:

Representando o apito brasileiro está o árbitro central Sandro Meira Ricci e o árbitro assistente Marcelo Van Gasse que já foram designados para a rodada de abertura da competição e hoje dirigem a terceira partida do programa no estádio Monumental entre o atual  campeão Universitario e o venezuelano Real Esppor.

Boa sorte aos brasileiros, tanto árbitros com equipes. O desejo deste blogueiro que possam ter êxito para representar da melhor forma possível nosso país.

OS 29 PREMIADOS

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Ao término da quarta rodada do campeonato brasileiro da série “A”, 29 árbitros já foram utilizados nas 40 partidas disputadas até o momento.

Como já foi divulgada a escala deste fim de semana, teremos mais 3 árbitros juntando-se  a estes. Estreiam na competição: Elmo Resende Cunha de Goias (São Paulo x Atlético MG); Dewson Freitas da Silva do Pará (Fluminense x Portuguesa) e Guilherme Ceretta de Lima de São Paulo (Bahia x Sport).

Confira no quadro abaixo as escalas e os números dos 40 primeiros jogos da temporada.

LEGENDAS: AM – amarelos; AMC – amarelos casa; AMV – amarelos visitantes; VM – vermelhos; VMC – vermelhos casa; VMV – vermelhos visitantes

Caso observarmos por estados, até o momento quem mais cedeu árbitros para a competição foi São Paulo com 6 árbitros (8 jogos), Rio Grande do Sul com 5 árbitros (7 jogos), Pernambuco e Bahia com 3 árbitros cada (3 jogos cada), Paraná e Goiás com 2 árbitros cada e 4 jogos cada um e o Rio de Janeiro com 2 árbitros (3 jogos). Os estados que cederam um árbitro são: Minas Gerais, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso e Sergipe.

Mudanças na regra – temporada 2012/13

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A FIFA divulgou as emendas a regra do jogo para a temporada de 2012/13 conforme a circular nº 1302, de 31 de maio de 2012. Eu, particularmente, fiquei decepcionado. Esperava maiores e mais ousadas alterações, mas tenho que entender que é uma filosofia secular conservadora que demora para ceder as pressões e necessidades do mundo moderno.

Mas, o que vale é o que está no papel, então vamos compartilhar estas mudanças que falam a respeito da reunião ocorrida em 3 de março, em Surrey na Inglaterra (126ª reunião geral da International Football Association Board – IFAB).

1. REGRA 1 – O TERRENO DE JOGO

Como em alguns estádios do mundo, começou-se a colocar publicidade até sobre as redes das traves de gol, a FIFA definiu que toda publicidade vertical ou horizontal deve ficar a, no mínimo, 1 metro das: linhas laterais, linha de fundo (incluso a parte de dentro dos “gols” e das redes de meta (atrá e ao lado). Esta medida pretende que não hajam obstáculos visuais para os árbitros da partida.

2. REGRA 3 – O NÚMERO DE JOGADORES

Incluiu-se o seguinte texto: Se um substituto entrar no campo de jogo em lugar de outro jogador designado no início do jogo, sem que tenha sido notificado a mudança ao árbitro:

– O árbitro permitirá que o substituto designado siga disputando a partida;

– Não se adotarão sanções disciplinares ao substituto designado;

– Não se reduzirá o número de substituições permitidas a equipe que cometer a infração; e

– O árbitro fará um informe do ocorrido as autoridades competentes.

Dizem os homens da Board que fizeram esta ressalva pelo fato de que, com frequência ocorrem lesões durante os aquecimentos e este procedimento citado acima já é o padrão quando o árbitro é notificado. Eles escreveram isso para quando o árbitro “não for notificado”! Ora, parece-me que a partir de hoje, estão autorizando aquelas escalações escondidas a treinadores. Pelo que leio, um treinador pode relacionar um atleta e “enganar” o adversário até entrar em campo. Por exemplo, eu relaciono o número 5 como titular e notifico o árbitro e todos presentes antes do jogo. Hoje, para fazer a troca, o árbitro (e no Brasil, pela lei nacional, os torcedores) deveriam ser notificados. Agora, autorizado pela lei, eu posso colocar o número 15 em campo no lugar do 5 no instante que o jogo for iniciar sem avisar ninguém e não serei punido por isso. Vai dar confusão! Escreve aí!

3. REGRA 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

Incluiu-se o seguinte texto:  MEIAS – Se utilizarem algum tipo de fita adesiva o outro material na parte exterior, devrá ser da mesma cor da parte das meias sobre a que usa.

Na prática os árbitros já exigem isso. A verdade é que, por exemplo, antes do jogo, ainda no vestiário decidia-se que a equipe “A” jogará de meias pretas e a equipe “B” de brancas por serem cores contrastantes. Os jogadores da equipe “B” forravam suas meias pretas de esparadrapo branco e a confusão visual estava criada.

4. REGRA 8 – O INÍCIO E REINÍCIO DO JOGO

Novo texto que fala a respeito do “bola ao chão”: (…)

Se a bola entra na meta: – Caso se chute uma bola diretamente de um bola ao chão e esta bola entre diretamente na meta contrária se concederá um tiro de meta e se entrar na própria meta se concederá um tiro de canto.

Hoje, os gols seriam concedidos. A Board alterou este texto a pedido da Federação Inglesa pelo grande número de “bolas ao chão sem disputa” (fair play) que ocorrem hoje em dia e para evitar situações desagradáveis de a bola entrar no gol sem intenção e após isso a equipe querer “devolver” o gol ao adversário.

5. REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES

A respeito da mão na bola que um jogador toca impedindo que um adversário a receba. Na regra havia no texto as palavras DELIBERADAMENTE e OSTENSIVAMENTE. Foi suprimido a palavra OSTENSIVAMENTE. Com razão, pois o atleta pode realizar esta infração de forma não ostensiva, disfarçada e produzir o mesmo efeito. Detalhe, mas isso vinha causando problemas na unificação de critérios em diversos países.

Outras (E IMPORTANTES) decisões do IFAB

1. A respeito dos árbitros assistentes adicionais (este é o termo que a FIFA usa para os árbitros de gol) informam que será feito um informe a respeito do experimento na Eurocopa 2012 numa reunião extraordinária do IFAB no próximo dia 5 de julho. Só poderá fazer parte do texto da lei no próximo dia 31 de maio de 2013 (para a copa das confederações no Brasil?);

2. Sistema gol não gol (uso da tecnologia): Informam, apenas,  que passaram para a segunda fase dos testes duas empresas – A HAWK-EYE  (sistema de cameras) e a GOLREF/FRAUNHOFER (sistema utilizando bola imantadas);

3. Trocaram o termo na regra que fala que os árbitros devem proibir que os jogadores e/ou comissão técnica utilizem sistemas ELETRÔNICOS para se comunicar (antigamente falavam em RÁDIO-COMUNICADORES);

4. Apresentaram os resultados informados pela CONMEBOL a respeito dos sprays para medir a distância de 9,15m que seguem permitidos mas ainda em fase de testes.

5. A mais importante alteração deu-se pelo fato das equipes, durante a Copa do Mundo utilizarem doze reservas. Por esse detalhe, o IFAB permite que em competições oficiais o regulamento da competição poderá determinar o número de reservas entre TRÊS e DOZE. (Hoje, este número fica entre 3 e 7 – CAMPEONATO BRASILEIRO, por exemplo tem 7 reservas).

MAS, um detalhe gigantesco: Se aprovo a proposta e se fez constar que o novo regulamento se deixa aplicar a competição PRELIMINAR DO MUNDIAL DO BRASIL.

AS DECISÕES ENTRAM EM VIGOR A PARTIR DE 1º DE JULHO DE 2012. Não obstante, permite que as associações membros que estão com sua temporada em vigor (CASO  DO BRASIL) podem introduzir as mudanças até o começo da próxima temporada.

Escala da Libertadores

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Saiu a escala dos jogos semifinais da Libertadores da América 2012. A Conmebol manteve o mesmo critério que vinha adotando até agora e apostou em arbitragem brasileira para os confrontos.

SANTOS x CORINTHIANS

Na partida de ida uma surpresa: MARCELO DE LIMA HENRIQUE que não apitou nenhum jogo na competição írá dirigir o jogo na Vila Belmiro assistido pelo também carioca DIBERT PEDROSA e o paranaense ROBERTO BRAATZ. O quarto árbitro será PÉRICLES BASSOLS.

Na partida de volta a responsabilidade estará novamente nas mãos do gaúcho LEANDRO VUADEN que será assistido pelo conterrâneo ALTEMIR HAUSMANN e o baiano ALESSANDRO ROCHA MATOS. Como quarto árbitro teremos RICARDO MARQUES.

BOCA JRS X UNIVERSIDAD DO CHILE

Uma equipe colombiana apitará o jogo de ida na Bombonera. WILMAR ROLDAN comanda seus conterrâneos ABRAHAM GONZALEZ e EDUARDO DIAZ que terão como quarto árbitro CARLOS CORADINA.

No Chile, a responsabilidadde será uruguaia com o comando de DARIO UBRIACO com MAURICIO ESPINOSA e MIGUEL NIEVAS. O árbitro reserva será LIBER PRUDENTE.

Os dados estão lançados. Boa sorte aos designados.

Discussão de árbitro, já viu?

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Pode não parecer, mas todo árbitro de futebol adora uma boa discussão sobre regras. Não são todas as situações que tem a totalidade das opiniões a respeito de jogadas polêmicas e até mesmo a lei do jogo.

Uma jogada em especial etá agitando os bastidores com duas vertentes a respeito do mesmo assunto.

Trago a questão para que vocês também possam se posicionar sobre a seguinte jogada: Um jogador, próximo a linha lateral do campo com a bola dominada dribla um adversário jogando a bola por um lado (dentro do campo) e corre pelo outro lado (meia lua). O detalhe é que, com a bola ainda em jogo o driblador sai do campo de jogo e seu marcador lhe dá um soco no rosto  fora das quatro linhas impedindo sua progressão. O árbitro para a partida, expulsa o infrator e reinicia o jogo com BOLA AO CHÃO ou TIRO LIVRE INDIRETO?

Já conversei com diversos árbitro, ex-árbitros, instrutores nacionais e internacionais, presidentes de comissão e há um gigantesco empate técnico nas opiniões. O motivo deste impasse é o fato da regra permitir isso.

Vejamos quais são os argumentos das duas vertentes.

VERTENTE BOLA AO CHÃO: Prende-se ao texto da regra XII que fala:

Deverão ser reunidas as seguintes condições para que uma infração seja considerada uma falta: deve ser cometida por um jogador, deve ocorrer no campo de jogo e com a bola em jogo

Se o árbitro paralisar a partida devido a uma infração cometida fora do campo de jogo (quando a bola estiver em jogo), deverá reiniciá-la com bola ao chão no local onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado, a menos que o jogo tenha sido paralisado com a bola dentro da área de meta; nesse caso, o árbitro deixará cair a bola na linha da área de meta paralela à linha de meta, no ponto mais próximo do local onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado.

VERTENTE TIRO LIVRE INDIRETO: O problema é que a regra, um pouco mais tarde (ainda na regra XII falando de diretrizes e interpretações para os árbitros) fala:

Se a bola estiver em jogo e a infração ocorrer fora do campo de jogo:

– se o jogador estiver fora do campo de jogo e cometer a infração, o jogo será reiniciado com bola ao chão no local onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado, a menos que o jogo tenha sido paralisado com a bola dentro da área de meta; nesse caso, o árbitro deixará cair a bola na linha da área de meta paralela à linha de meta, no ponto mais próximo do local onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado.

– se o jogador sair do campo de jogo para cometer a infração, o jogo será reiniciado com um tiro livre indireto do local onde a bola se encontrava quando o jogo foi paralisado (ver Regra 13 – Posição em tiros livres).

Veja que ambas vertentes terão argumentos para defender sua tese. Prometo que posteriormente vou colocar a minha opinião (NÃO VOU FICAR NO MURO), só não a digito agora porque não quero influenciar na sua opinião.

Não entendo o motivo da FIFA não definir logo qual o seu intuito ao escrever os textos acima, enquanto não há definição, não há como cobrar dos árbitros uma decisão definitiva. Oxalá não ocorra esta jogada dentro da área, tenho certeza que criará muita e desnecessária polêmica.

E aí, vai arriscar?

Renovar: Trabalho Duro, Mas Necessário

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Tudo na vida é cíclico. Tudo na vida tem seu tempo. Na arbitragem não é diferente.

Mas a renovação dentro da arbitragem não é facil, pelo contrário, é um trabalho árduo que deixa os cabelos dos diretivos mais brancos a cada ano que passa.

Pare para pensar: Normalmente e naturalmente é mais fácil que as pessoas vejam o futebol pela ótica dos clubes. Um jogador jovem e promissor é uma pedra bruta que é lapidada com carinho dentro dos clubes. Estrutura, profissionais gabaritados em todas as áreas, contratos interessantes e volumosos para proteção do “patrimônio”, além de regalias e “carinhos” justos para aqueles que, em breve, poderão encher o cofre do clube de muito dinheiro.

Na arbitragem os talentos naturais também são trabalhados em seus estados de origem só que com jogos sucessivos em diferentes categorias de base, muita instrução, escalas com assistentes experientes para que os mesmos possam passar esta rodagem e muita, mas muita observação.

Hoje, um árbitro tem, em média uma preparação de 5 anos para chegar a primeira divisão de seu estado e, por nova regra da CBF, deve ter dois anos trabalhando na principal divisão estadual para ser indicado para o quadro da confederação. Isso dá em média 7 anos. Como normalmente os cursos profissionais são liberados para árbitros a partir de 18 anos teríamos numa boa hipótese a chagada ao quadro nacional aos 25 anos. Para termos uma noção, salvo raríssimas exceções a CBF colocou como idade limite para entrada no quadro a idade de 30 anos.

Mais uma vez, com os números podemos ver melhor qual é o nível de renovação na arbitragem nacional. Em relação ao ano passado na série “A” do campeonato brasileiro, 4 jogos foram ou serão (estamos levando em conta os sorteios já realizados até o término da 4ª rodada) dirigidos por árbitros que não apitaram a série “A” ano passado. Isto nos dá um índice de 10% de renovação no apito da primeira divisão.

Entre os “novos” árbitros estão Raphael Claus (SP – 2 jogos), Flavio Rodrigues Guerra (também paulista, 1 jogo) e Manoel Lopes Garrido (BA – 1 jogo). 

Levando-se em conta que assistentes já foram escalados em 40 jogos, mas são dois por partida, a renovação é menor ainda ficando no índice de 5% nestas primeiras rodadas. Em relação a 2011, 3 assistentes que não trabalharam na série “A” no ano passado estão na primeira divisão: José P. Wanderlei da Silva (PE – 2 jogos), Francisco N. M. Gaspar (PI – 1 jogo) e Carlos Henrique Selbach (1 jogo).

 

 

Boa atuação em clássico paulista levou Claus a primeira divisão

RAPHAEL CLAUS Foto: Piervi Fonseca

Na série “B” os números são mais impressionantes ainda. Das 42 escalas divulgadas, apenas 1 jogo foi apitado por um árbitro que não havia atuado na competição ano passado. A honra coube a revelação pernambucana Sebastião Rufino Filho. Com os bandeiras nada muito diferente. Somente 1 assistente “estreiará” na série “B” este ano. Falamos do árbitro assistente do Piauí Thyago Costa Leitão.

 

Os árbitros brasileiros estão divididos nas seguintes categorias:

1. FIFA: Árbitros internacionais em número de 20, sendo 10 assistentes e 10 centrais;

2. Especial 1: Ex-árbitros da FIFA;

3. Especial 2: Ex árbitros aspirantes a FIFA;

4. Aspirantes a FIFA: Árbitros com até 37 anos que postulam o quadro internacional;

5. CBF 1: Pequeno número de árbitros com melhor qualificação e experiência que os demais básicos;

6. CBF 2: Categoria de ingresso no quadro nacional.

Renovar é preciso, mas como diz o ex-presidente da FGF, Emidio Perondi, formar um árbitro sempre foi e sempre será infinitamente mais difícil do que formar um jogador. Concordo com ele!

A lei do amistoso

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Hoje a tarde, vendo a derrota da seleção do Brasil frente ao México, fiquei (pra variar) observando a arbitragem do canadense Silvio Pertrescu, verifiquei um equivoco comum de ocorrer em arbitragens. O canadense atuou num “friendly match” de corpo e alma e, dentro do campo, com generosa colaboração do apitador o clima era outro.

Num ritmo lento para marcações técnicas, sem presença física nas jogadas, utilizando em demasia as advertências verbais, Petrescu perdeu o controle disciplinar da partida que por pouco não termina de forma desagradável. Seu erro maior foi ter decidido, antes do início da partida que não apresentaria cartões no primeiro tempo e que no segundo não expulsaria ninguém. Ou seja, criou a “lei do amistoso” esquecendo que a única diferença para um árbitro de futebol em partidas amistosas entre seleções é o número de substituições que irá ocorrer, de resto, a regra é a mesma de um jogo de competição.

O lance que retrata suas atitudes pode ser visto no vídeo abaixo quando, percebeu uma falta mais forte em Neymar e decidiu aplicar a “vantagem” (tecnicamente correto) não percebendo que o clima havia ficado quente entre os atletas (ou sendo omisso). Consequência disso a bola seguiu e na próxima disputa, claramente com sequelas da primeira, Neymar perdeu a cabeça após mais uma “beliscada” e tentou agredir o adversário mexicano com um soco/tapa nas costas e posteriormente foi empurrado no peito. Vermelho para os dois jogadores não apresentado pelo árbitro. Isso é que é uma lição legal para ser aprendida: As vezes é melhor marcar uma falta e deixar de lado uma vantagem na lateral do campo para “economizar” duas expulsões na sequência do jogo. Veja o vídeo:

UM DIA DA CAÇA…

Se contra os EUA tivemos um pênalti inexistente marcado a nosso favor, agora uma penalidade máxima nos foi subtraída. Aos 7 minutos do segundo tempo Oscar apostou uma corrida de velocidade com o goleiro mexicano e venceu. Como o atleta brasileiro chegou primeiro e tocou a bola, sobrou sua perna para o adversário segurar. Dá uma observada na saída do goleiro mexicano e aquela olhada de canto de olho para trás para ver se o árbitro marcou algo. Na minha opinião, pênalti!

Ainda, sem sombra de dúvidas, tivemos um pênalti marcado contra o Brasil que nem mesmo a presidente Dilma Rousseff deixaria de marcar.

Fica o ensinamento: Amistoso só para os times, para árbitro de futebol, tudo é final de copa do mundo.

Eu posso ficar mais tempo…

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Fim de semana “light”, folga no campeonato brasileiro e ligados na televisão para ver a nossa “nova” seleção atuar. Hora de postar mais uma história que vivi ou ouvi nestes 21 anos dentro dos campos.

Nestes espaço, de tempos em tempos, conto histórias que o público não vê e acontecem todo fim de semana pelos campos do Brasil e do mundo. Os bastidores engraçados do futebol.

Uma das “figuras” mais hilárias que conheci foi Claudio Duarte. Lateral campeão e competente que teve que encerrar sua carreira de forma prematura por lesão, ex-treinador vitorioso e comentarista de TV tem no bom humor e alto astral sua marca registrada. Claudio se gaba de ser o único comentarista gago da televisão brasileira.

Em suas palestras, ele ensina como uma deficiência pode jogar a seu favor.

Não pedi autorização ao Claudião, mas como conheci todos envolvidos vou compartilhar esta história com vocês.

Claudio era treinador do Paraná Clube que estava numa situação delicada e a beira de um rebaixamento para a segunda divisão. A tabela não ajudava e colocava no seu caminho o poderoso Atlético MG de Taffarel.

Em um jogo tenso na Vila Capanema, pressão do Atlético com bola na trave e tudo mais, o Paraná não se encontrava em campo mas num contra-ataque no segundo tempo o time de Claudião “achou” um gol salvador. Um a zero mas ainda restava 30 minutos de jogo.

Claudião ainda como treinador

Na época, os árbitros tinham ordens expressas para não permitir que os treinadores ficassem o tempo todo na área técnica. Eles deveriam instruir suas equipes e regressar ao banco. Era duro manter os técnicos em seus reservados. Pois levado pelas emoções do jogo Claudião esqueceu da instrução e ficou na área técnica esbravejando e pensando o que fazer para segurar o Galo naquela meia hora restante.

O árbitro do jogo, Paulo Fellipe, era um juiz gaúcho linha dura e não tolerou a atitude de Claudião. Ao ver que o treinador não respeitava a regra enveredou em sua direção com o forte intuito de expulsá-lo do jogo. Ao chegar próximo Fellipe esbravejou: – Claudião eu já te avisei e vou te botar para fora. Tu tens que falar e voltar para o banco ou eu vou te tirar. Estás ficando muito tempo na área técnica.

O treinador sabia que sua expulsão seria fatal para concretizar seus objetivos, mas ao mesmo tempo sentia que a equipe precisava dele na área técnica. Então, de forma genial Claudião achou a solução para o asunto. Ressaltando seu “gagues” respondeu ao árbitro: – Popoxa Fellipe, tu saaasabe que eu soso gagagago! Eu tetenho didireito dede ter mamais tempo queque os outros papara ffffalar. Eu dededemoro bebemm mamais.

Segundos de silêncio. Fellipe olhou para Claudião deu um leve sorriso com o canto da boca, balançou a cabeça negativamente e disse: – Ta Claudião, fica aí e não incomoda!

Isso é que eu chamo transformar um limão em uma limonada.

Abraço Claudião e obrigado por esta e outras histórias que só poderiam partir de alguém que sabe levar a vida com o bom humor que ele merece.

Para que serve esta área?

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Marcas, linhas, áreas, cada detalhe de um campo de futebol é lembrado mentalmente pela grande maioria dos brasileiros. Mas, você já parou para pensar para que serve estas áreas no campo de jogo? Algumas utilidades são fáceis, de conhecimento de todos, mas as áreas tem algumas funções que poucos sabem.

Vamos a algumas destas funções das famosas marcações:

MEIA LUA: Ela é formada traçando um círculo que tem como centro a marca de pênalti e com 9,15 m de raio (10 jardas). Aí percebe-se qual o único motivo dela existir. Ela nada mais é que uma limitadora da distância que os atletas devem ficar na cobrança de uma penalidade máxima. Como os atletas também não podem permanecer dentro da grande área, o que vimos no campo é o que resta do círculo de 9,15 metros.

Um macete que os árbitros usam é usar esta referência para a cobrança de faltas. Caso uma falta ocorra bem no centro do campo, na linha da meia lua, necessariamente a barreira tem que ficar na marca do pênalti.

MARCA DO PÊNALTI: Situada no centro do campo e distante a 11 metros da linha de gol, serve para mostrar o lugar da falta máxima no futebol: o pênalti.

PEQUENA ÁREA (ÁREA DE META):

 – Delimita o local da cobrança do tiro de meta (a bola pode ser posta em qualquer ponto dela para cobrança);

– Igualmente delimita o espaço onde um defensor pode cobrar uma falta que foi cometida dentro desta área a seu favor;

– Sua junção com a linha de fundo a 5,50 m da trave mostra a posição do bandeira nas decisões por pênaltis;

– Delimita o espaço onde o goleiro não pode sofrer carga, caso ocorra, falta;

– Caso ocorra uma infração punida com tiro livre indireto a favor do ataque dentro da área ou uma bola ao chão neste local, o árbitro deve cobrar esta infração “puxando” a bola para sua linha a 5,50 da linha de fundo mais próxima de onde ocorreu a infração. Veja o exemplo abaixo: Marca laranja: local da falta. Marca azul: local da cobrança.

 GRANDE ÁREA ( ÁREA DE PÊNALTI):

– Delimita o espaço onde o goleiro pode utilizar as mãos;

– Faltas punidas com tiro livre direto a favor do ataque dentro desta área dão direito a cobrança de um pênalti;

– Delimita o local onde os atletas (exceto cobrador e goleiro) devem permanecer durante a cobrança do pênalti (fora dela);

– Delimita o momento onde a bola entra em jogo na cobrança de um tiro de meta ou qualquer falta a favor da defesa (ao sair da área);

– Os atletas da equipe contrária a que tem um tiro livre a seu favor no campo de defesa devem ficar necessariamente fora da grande área;

– Sua junção com a linha de fundo a 16,50 m da trave mostra a posição correta do bandeira na cobrança de um pênalti durante o jogo;

LINHA CENTRAL:

– Obviamente divide o campo em duas partes;

– Delimita a posição onde o jogador nunca estará impedido (seu campo de defesa);

CIRCULO CENTRAL:

– Com raio de 9,15 m serve para mostrar a distância regulamentar no tiro de saída;

– Espaço onde os atletas não cobradores e não goleiros devem permanecer nas decisões por pênaltis;

ÁREA TÉCNICA:

– Não obrigatória, deve ser marcada levando em consideração os reservados. Seu tamanho é variável e parte de um metro a mais nas laterais dos reservados até um metro da linha do campo. Nela um membro da comissão técnica por vez (não necessariamente o treinador) pode permanecer e comunicar-se com sua equipe.

– Local de permanência dos atletas substitutos, substituídos, excluídos (não expulsos) e comissão técnica durante as cobranças de pênalti em decisões.

QUARTO DE CIRCULO:

– Local da bola na cobrança de escanteio.

Você tem alguma curiosidade a mais? Alguma função a acrescentar nas áreas e locais em questão? Escreva aí! abç