Todos os posts de Mauro Beting

Jornalismo esportivo está virando posse de bala

Leia o post original por Mauro Beting

FOTO: CÉSAR GRECO (PALMEIRAS)

“Mauro Beting, nos últimos anos você está elogiando muito o Palmeiras!”

Sim, desde 2015, para ser mais preciso. Quando ganhou uma Copa do Brasil, dois Brasileiros, e foi vice em 2017.

Tinha mais é que meter o pau!

Concordo plenamente com quem me criticou por elogiar o time (pelo qual torço e tento não distorcer) que goleou o Santos por 4 a 0.

Pode mesmo falar mal de mim por eu ter enaltecido na televisão o vencedor no clássico contra ótimo rival (que também disputava a liderança). Mereço críticas por babar ovo do povo que goleou o rival que vinha muito bem.

Onde já se viu elogiar um time que jogou bem e bonito e ficou apenas com 36% da bola?!

Bala neles! Facada em mim!

Só pelo atual campeão e atual líder estar há 28 jogos sem derrota no Brasileiro?

Só por 15 dessas 28 partidas não terem sido perdidas mesmo atuando com times alternativos?

Só por 15 desses jogos terem sido clássicos?

Só por vencer como mandante há 15 jogos consecutivos?!

Só sendo torcedor do time para elogiar dupla de zaga que não leva gol há quase mil minutos! Só fanático para bater palmas pra equipe que não perde no Brasileiro desde julho de 2018 em futebol cada vez mais nivelado!

Tinha mais é que golear o rival mesmo sem ter Scarpa, Goulart e Willian!

Só por ter disputado a sua melhor partida com Felipão desde 2018 eu preciso elogiar? Só por também não deixar o Santos jogar marcando bem e lá no alto esse Palmeiras campeão em 2018 merece essa babação toda?

O jornalismo está morrendo mesmo! Tem que sempre dar porrada. Não pode passar pano. Jornalismo é oposição!!! Doa a quem doer! Se quer ouvir elogio vá ao site do clube, porque aqui é acima da medalhinha, aqui só falo a verdade (SIC)!!!

Onde já se viu enaltecer um time que goleia rival na disputa pela ponta? Onde vamos parar?! Daqui a pouco essa imprensa vai ficar elogiando Pelé e Ademir da Guia!

Podem escrever!

Vendidos! Clubistas! Nutellas!

Nos bons tempos só podia elogiar quem ganhasse por 8 a 0 um Derby!

(Quer dizer, nem assim!)

Niki Lauda

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Quem é campeão mundial em 1975, sofre na temporada seguinte um acidente no latifúndio de Nurburgring, recebe até extrema-unção, volta pras pistas no mesmo campeonato e quase consegue o bi mundial que ganharia em 1977, compete até 1979, larga a F1 para montar uma companhia aérea, retorna em 1982 para ser tri mundial em 1984?

O austríaco de 24 poles, 25 vitórias, 52 pódios.

Uma grife. O Beckenbauer do automobilismo daqueles anos 70.

Ícone.

Exemplo e imagem não só de velocidade. Mas de vitórias.

De superação das queimaduras na cabeça que não o impediram de ganhar mais dois mundiais.

Niki Lauda nos deixa aos 70 anos. Como ele deixou os anos 70 anos mais vencedores.

Para quem cresceu naquela década, quando eu acompanhava bastante F1 também por causa dele, muito obrigado por aqueles domingos que passavam mais rápido.

Como você que ainda vai dar muitas voltas por aqui.

Pras cabeças. Athletico 0 x 2 Corinthians

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O Corinthians segue sem jogar bonito, muitas vezes sem jogar bem, algumas vezes sendo dominado, outras errando muito nas bolas cruzadas sobre a própria área.

E segue vencendo onde poucos vencem. Como na Arena da Baixada. Onde um Athletico alternativo foi melhor, mandou bola na trave, teve dois gols bem anulados sem VAR, e ainda assim não superou Cássio e o time de Carille, que abriu de cara o placar com gol de oportunismo de Love, e fechou a conta com Pedrinho que entrou bem, em outro lance discutível do goleiro Caio.

Não é derrota para detonar o Furacão. Nem vitória para enaltecer o Timão. Mas é daqueles resultados que lá na frente podem definir várias situações para duas equipes de primeira página de tabela. Duas que brigam por dias e jogos melhores no BR-19.

Em todos os cenários com Love desde o começo. E em quase todos com Pedrinho em campo. Não necessariamente desde o começo.

São Paulo 0 x 0 Bahia. E não foi ruim.

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Era jogo para o São Paulo seguir na ponta no Morumbi com mais de 44 mil pessoas. Mas ao final das contas, o empate sem gols contra o Bahia que foi melhor foi menos pior para o dono da casa, mas não do mando em campo. Porque o time de Cuca jogou pouco. Criou apenas duas chances na primeira etapa quando foi pouco melhor até os 20 minutos de um jogo equilibrado até o intervalo, pouco melhor para o Bahia até a expulsão rigorosa de VAR de Toró, aos 26, e o domínio baiano completo até o final. Só faltou o gol para coroar a boa partida do time de Roger Machado.

Cuca seguiu sem Arboleda, mas a zaga foi firme com Bruno Alves e Walce, que desarmou o veloz Élber na segunda etapa com muita categoria para tão pouca idade. Pato voltou, mas como todo o time não foi bem. Como centroavante, com Toró pela esquerda, fez apenas um bom lance. Mais um tiro desviado de Antony na trave, e só. Também porque Liziero saiu lesionado com 12 minutos. Luan entrou mas não deu dinâmica. Tchê Tchê ficou mais preso. Hernanes segue sem ritmo e não funcionou. Menos ainda na segunda etapa, quando Antony foi pra esquerda e não rolou, Helinho errou tudo que tentou pela direita, e o árbitro Daniel Bins foi rigoroso demais ao dar vermelho (por VAR) à Toró, em lance com Douglas.

Com um a menos desde os 26 finais, o São Paulo se trancou de vez. Roger já tinha feito um Bahia mais ofensivo dois minutos antes com Ramires no meio, Fernandão por Gilberto, e trocando os lados de Artur e Élber. O 4-1-4-1 inicial virou um 4-2-3-1. O Bahia só não abriu o placar pelos erros dos atacantes. Turma da frente que só errou menos do que o São Paulo em partida pálida e afobada.

O melhor Verdão de 2018-19. Palmeiras 4 x 0 Santos.

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Foi a melhor partida do Palmeiras com Felipão desde o retorno em 2018. Como os times de 2010 a 2012 dele não eram grande coisa pela falta do que hoje sobra no elenco, talvez desde 2000 o Palmeiras de Scolari não fizesse o que fez contra o Santos em jornada infeliz de Sampaoli e do time dele.

Com apenas 36% da bola, mas a trabalhando com intensidade, vigor, técnica, dinâmica e vontade, o Palmeiras teve 10 chances de gol contra apenas 4 de um Santos que não teve contundência, qualidade, atenção, sorte e Rodrygo por escolhas infelizes do treinador. Por mais que o tornozelo do raio doesse, pior foi ver o rival jogar como se não houvesse adversário. Santos que até melhorou na segundaetapa. Apesar das insípidas e incipientes mexidas de um senhor treinador de uma equipe que teve grandes partidas em 2019 – e também graves derrotas.

Sampaoli optou por seu time mais precavido no Pacaembu que foi mesmo do Palmeiras. Lucas Veríssimo como lateral-direito o jogo todo sem conter Zé Rafael inspirado, Felipe Jonathan mal na contenção a Dudu em sua melhor versão em 2019, Alisson não encontrando Veiga em ótima noite, Jean Lucas dando espaço a Bruno Henrique, Pituca apagado, Sánchez sem se achar aberto pela direita, Soteldo bem marcado por Marcos Rocha e sem acompanhar o avanço do palmeirense, e Derlis de novo mal depois da lesão.

Felipe Melo novamente imperial na frente dos irrepreensíveis Luan e Gómez que juntos não levam gol há quase mil minutos. De um time melhor como tem jogado muito Weverton. De um Palmeiras que merece todos os elogios que antes não vinha recebendo também por dever bola pelo elenco que tem.

(E quando se diz que foi a melhor partida com Felipão, tanto é elogio quanto crítica. Não é torcida. Apenas constatação).

Só é inaceitável (da minha parte) dizer que na transmissão da TNT se torceu pelo Palmeiras ou se distorceu contra o Santos. Quando um time chega a 28 jogos sem derrota (15 dessas partidas com times alternativos, e 15 desses jogos sendo clássicos), quando faz 4 a 0 com propriedade em time que joga bonito mas que perdeu feio, quando consegue 15 vitórias seguidas como mandante, e sem talentos como Scarpa, Goulart e Willian, o elogio é obrigatório como era a cobrança pelo desempenho que hoje foi compatível. Absurdo é quando se quer o pescoço de Felipão ou se quer enxergar mofo na cabeça dele.

Não é a Academia 3.0. Mas jogou como grande. Como o Santos que hoje perdeu foi muito mal. E tem potencial para jogar muito mais.

Richarlison é nosso

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De uns tempos a esta parte (só pra usar uma expressão mais de antanho que “de antanho”) se tem registro em vídeo de todas as reações humanas. Da revelação do sexo do bebê até o sexo dos pais concebendo a criança revelado em nudes. Estamos expostos numa fratura e fartura avassaladora, de fazer ainda mais sem graça os BBBs que bundalizaram o país.

A imagem de Richarlison celebrando com a família e amigos a convocação para a Copa América comove porque parece qualquer vídeo de gol do Brasil em Copa do Mundo. Mas é “apenas” a confirmação do que se esperava e é mais do que merecido. E, agora, também, a melhor imagem de uma geração que parece (ou faz querer parecer e aparecer aos fãs) que não dá a menor pelota à Seleção. Algo que não é fato. Mas parece ser por uma incerta desfeita e errado despeito de alguns que são mais estrangeiros que brasileiros. Mais do mundo que do berço.

Eles não são. Mas parecem estar nem aí e muito menos aqui. Até quando ganham. Também porque os pachecos daqui têm tolerância zero ou cada vez pior com craques e bagres do Brasil. Sobretudo os que voltam pra cá.

Todos nós criamos esse estádio de sítio desterrado. Os que jogam e os que torcem. E muitas vezes não torcem mais tanto. Quando não torcem mesmo contra.

Até os anos 80 havia nariz torcido contra a Seleção por bairrismo ou clubismo – e não apenas de torcedores e imprensa. Agora existe perigoso distanciamento entre todos. Não só porque o Brasil mais joga na Inglaterra do que no país. Mas porque passa a impressão que não todos vibram como Richarlison. Nem todos celebram a “simples” convocação como se fosse o gol do hexa.

Não sei vocês. Mas eu vou torcer ainda mais pela Seleção por causa dele. E vibrar como celebrei embarcar na semana que vem para Madri por ser convocado para mais uma final de Champions. Como este que vos tecla de 52 anos que vibra porque não tem forma adulta de ser feliz como criança quando se ganha um prêmio.

Richarlison é ótimo atacante. E ainda melhor brasileiro. Sempre no melhor sentido de realizar um sonho de criança que não tem pátria. Tem sentimento.

Tite convoca Copa América. Trocaria quatro nomes.

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Para comentar e cornetar os chamados do treinador é essencial escalar os meus diletos. Seriam esses os meus chamados para a Copa América.

GOLEIROS – Alisson. Ederson. Cássio. Os “europeus” em excelente fase. O “brasileiro” em momento melhor do que em 2018.

LATERAIS-DIREITOS – Daniel Alves ainda não se discute. Experiência de capitão, vontade de ganhar o que não pôde no Mundial em que se lesionou. Militão na reserva. Até por também atuar na zaga e de volante. Versáteis em Copas são essenciais.

ZAGUEIROS – Thiago Silva ainda é o cara. Marquinhos também, igualmente pela versatilidade de atuar como volante e lateral. Dedé merece sempre. E seria minha escolha no lugar de Fagner que tem atuado bem – mas prefiro Militão, mais jovem e versátil. Miranda completa a zaga que também poderia ter Geromel.

LATERAIS-ESQUERDOS – Marcelo não fez grande Copa e teve temporada para esquecer no Real Madrid. Mas talento e tarimba não se desprezam. Ainda mais numa competição no Brasil. Na reserva, sem muita convicção, entre Filipe Luís, Alex Telles e Alex Sandro, todos ótimos nomes, fico com o último. Também por jogar no meio.

VOLANTES. Casemiro. Fabinho (e este brigando pela titularidade com o monstro do Madrid. E também por jogar de lateral e até zagueiro. Melhor e mais versátil que o ótimo Allan).

MEIAS. Artur. E abro mão de Fernandinho na lista para dar espaço a mais um atacante – até porque Fernandinho é muito cobrado pelos erros que não comete no City, mas foi infeliz em jogos decisivos da Seleção. Militão, Marquinhos, Thiago Silva e até Alex Sandro podem jogar também no meio. Paquetá. Coutinho (momento não é bom. Mas talento e tarimba não se desprezam).

EXTERNOS – Neymar. David Neres. Everton Cebolinha. Vinicius Júnior (precisa de mais cancha, e mostrou no Madrid que não tem jogo difícil pra ele). Ou vou no lugar do madridista com Douglas Costa, que também desequilibra, joga nas duas pontas, mas se lesiona demais? Minha maior dúvida.

ATACANTES – Firmino. Richarlyson (joga melhor na Seleção do que no clube e atua também pelo lado). Gabriel Jesus (quero mais um centroavante, por isso Lucas Moura fica fora, e Jesus também joga pelo lado).

MEU TIME PRA COMEÇAR A TREINAR: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Marcelo; Fabinho, Artur e Paquetá; Coutinho, Firmino e Neymar. 4-3-3, com Coutinho flutuando a partir da direita (onde melhor atuou com Tite, em 2016-17). Sem a bola, um 4-4-2, com Firmino e Neymar na linha de frente, Coutinho, Fabinho, Artur e Paquetá na linha de 4.

Alternativa tática para essa escalação seria um 4–1-4-1, com Fabinho na cabeça da área, a linha de 4 com Coutinho, Artur, Paquetá e Neymar, Firmino como referência.

Sempre com total liberdade para Neymar. E um pedido para se associar mais à frente com Firmino. Vez e outra até trocando, com o meia-atacante do Liverpool recuando, e Neymar mais próximo do gol.

No frigir das bolas, trocaria apenas quatro nomes: Fagner por Dedé; Filipe Luís por Marcelo; Casemiro por Allan; Fernandinho por Fabinho.

0x0 chocho. Atlético Mineiro 0 x 0 Santos

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Rodrigo Santana fez em um mês de Galo mais do que Levir não vinha fazendo no Atlético. Deu uma ajustada geral, uma revisão, apertou algumas peças soltas. Mas o elenco como um todo precisa mais do que uma retífica. Tem que ser renovado. Para não ficar apenas disputando torneios sem muitas ambições. Pouco para a camisa. E quase nada para nomes históricos que já ganharam muito pelo Galo e na carreira.

Ainda assim, pelas circunstâncias, e sem Fábio Santos desde 5 minutos, o empate sem gols e com no máximo cinco oportunidades para cada lado não foi ruim para o dono da casa. Até porque do outro lado havia um Santos forte, animado pela excelente atuação contra o Vasco. Mas que uma vez mais fez partida abaixo da ótima média fora de casa. Ficando com a bola, marcando e jogando com intensidade, mas finalizando como criou em BH: pouco.

Se Ricardo Oliveira estava isolado pela falta de profundidade e dinâmica do Galo, no Santos faltava o pé pra fazer o gol. Derlis González, desde a lesão, caiu de produção. Jean Mota também murchou a bolha goleadora. As mudanças no trio ofensivo na segunda etapa não renderam.

Taticamente, porém, outra aula de Sampaoli (mesmo suspenso). Lucas Veríssimo novamente foi mais lateral do que zagueiro. Victor Ferraz foi volante e ala. Jorge foi lateral e ala e quase ponta.

Só faltou mais criatividade e chances. Mas ainda é um Santos que tem o crédito que o cheque especial do Galo não tem.

0x0 chocho. Atlético Mineiro 0 x 0 Santos

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Rodrigo Santana fez em um mês de Galo mais do que Levir não vinha fazendo no Atlético. Deu uma ajustada geral, uma revisão, apertou algumas peças soltas. Mas o elenco como um todo precisa mais do que uma retífica. Tem que ser renovado. Para não ficar apenas disputando torneios sem muitas ambições. Pouco para a camisa. E quase nada para nomes históricos que já ganharam muito pelo Galo e na carreira.

Ainda assim, pelas circunstâncias, e sem Fábio Santos desde 5 minutos, o empate sem gols e com no máximo cinco oportunidades para cada lado não foi ruim para o dono da casa. Até porque do outro lado havia um Santos forte, animado pela excelente atuação contra o Vasco. Mas que uma vez mais fez partida abaixo da ótima média fora de casa. Ficando com a bola, marcando e jogando com intensidade, mas finalizando como criou em BH: pouco.

Se Ricardo Oliveira estava isolado pela falta de profundidade e dinâmica do Galo, no Santos faltava o pé pra fazer o gol. Derlis González, desde a lesão, caiu de produção. Jean Mota também murchou a bolha goleadora. As mudanças no trio ofensivo na segunda etapa não renderam.

Taticamente, porém, outra aula de Sampaoli (mesmo suspenso). Lucas Veríssimo novamente foi mais lateral do que zagueiro. Victor Ferraz foi volante e ala. Jorge foi lateral e ala e quase ponta.

Só faltou mais criatividade e chances. Mas ainda é um Santos que tem o crédito que o cheque especial do Galo não tem.

Festa na flavela. Corinthians 0 x 1 Flamengo.

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Arão chegou na área em Itaquera para dar um belo chute de cabeça na bola passada por Bruno Henrique. Só assim para superar Cássio. Mais uma vez assim para ultrapassar a zaga corintiana que, como todo o time de Carille em 2019, ainda não consegue passar aquela firmeza toda para se defender, ainda não dá confiança na criação (mesmo bem na Sula, tricampeão estadual, e ainda vivo na Copa do Brasil). Mas respirando por aparelhos depois da justíssima derrota na Arena para um time melhor, para um elenco melhor, para um futebol enfim melhor como se esperava no Flamengo.

O primeiro tempo não foi grande coisa. O time de Abelão chegou três vezes com perigo. Pouco pelo domínio de bola e espaços. Mas muito acima de um mandante que não teve uma mísera chance. Boselli apagado à frente, Love correndo atrás dele, Clayson ciscando, Matheus Vital discreto, Sornoza sonolento, laterais preocupados em conter a qualidade rubro-negro. Éverton Ribeiro muito bem rodando a partir da direita. Arrascaeta saindo do meio pra esquerda. BH se aproximando de Gabriel no comando de ataque, com o camisa 9 também se mexendo para dar opções a um time melhor.

Na segunda etapa, os primeiros 15 minutos foram ainda mais apagados. Mas com Pedrinho e Jadson escalados, Carille foi feliz. O Corinthians chegou mais. Teve bolas paradas perigosas. Mas com mais espaço para o contragolpe, o Flamengo foi ainda mais letal, até o gol de Arão.

Quando Itaquera murchou. E o Flamengo teve um placar condizente à atuação. Como havia acontecido contra o Peñarol no Uruguai. Mas agora com o placar favorável. E que placar merecido e confortável para a volta, no Rio.

Para acalmar as línguas mais ferinas e fogosas. Para mostrar enfim que esse Flamengo vai encorpando. Com atraso. Mas vai. E vai longe.