Todos os posts de Mauro Beting

O inebriado Nikão e o vira canecos do Athletico

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Parece que ele está de cara inchada de levantar Copas.

E ele está mesmo.

Nikão é quem mais vezes jogou pelo Athletico no elenco campeão da Sula e da Copa. Em 2015 ele chegou ao clube aos 22 anos com quase 10 quilos acima do peso. Para não dizer que tinha incontáveis litros de álcool sem moderação desde os 12 de idade. Quatro anos depois de ficar órfão da mãe que o criou sem pai. Quatro anos antes de perder a avó que o criou. Cinco anos antes de também perder o irmão Thiago Vinicius. O nome do filho que o amor da vida lhe deu. Junto com uma nova vida de amor e também fé.

Nikão perdeu os quilos acima e os litros que o deixaram 10 anos abaixo da expectativa de vida e carreira. Até chegar à Baixada, ele passou por 14 clubes. Por outros dois países. Sempre se perdendo na bebida. Não ganhando o que poderia conquistar.

A mulher deu o lar. A religião, o chão. O Athletico, o céu.

Nikão enfim foi o campeão que se imaginava quando chegava aos clubes que ele deixava como mais um caso perdido. Mesmo longe de ser unanimidade. Mesmo distante de ser o cara que se pensava.

Não é craque. Mas é um vencedor. Virando o jogo e fazendo história para mostrar que para estar entre os grandes é preciso se superar. Pensar positivo. Fechar a boca e driblar as tentações. Tentar dar algo mais.

Ser o que virou Nikão desde 2015. O que está fazendo o Athletico desde 1995.

Crescendo. Amadurecendo. Ganhando. E peitando quem desconfia. E desconfiando de quem não tem peito para ter coragem e para ter faixa no peito.

Nikão está inebriado e extasiado abraçando um caneco. É a melhor frase e imagem da grande final.

Clube dos 13! Internacional 1 x 2 Athletico (campeão da Copa do Brasil-19)

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Rony trabalhava na roça de Magalhães Barata, Norte do Pará, quando foi jogar no Grêmio. De Vila Quadros, 13 km longe do dentro da cidade de menos de 10 mil habitantes. Mais do que os 2.300 rubro-negros que vibraram na cancha do Inter com o menino da terra fazendo o golaço de mais uma vitória contra o Colorado, na decisão da Copa do Brasil.

A primeira que vai pro Paraná do Athletico. O mais novo membro do Clube dos 13 gigantes do país. O que derrubou nos pênaltis os semifinalistas da Libertadores-19. O que ganhou o caneco do clube que eliminara o campeão brasileiro de 2018. O campeão que venceu as duas finais. O clube que mais cresceu no país no século XXI. Por pensar fora da caixinha. Às vezes pagando contas que não são dele. Criando até despesas e débitos desnecessários.

Mas fazendo tudo que o esporte pede: atacar. Ousar.

Ganhar.

O Furacão do Rony que veio do Pará onde passou fome pelo pai que deixou o lar cedo, com a mãe que não podia morar junto, com a avó que morreu e o avô que fazia um colchão de panos e papéis para os meninos dormirem, como contou Alexandre Alliati no GLOBO.COM. Rony chegou em 2018 ao Paraná. Quando o Athletico apostou nele o que o Corinthians não conseguiu e o Botafogo antes desistira pela disputa jurídica com o Albirex Niigata.

Do calor do Pará à neve japonesa, tudo foi lucro para Rony. Como já era para o Furacão o empate em Porto Alegre até os 51 do segundo tempo. O título estava em ótimos pés que abriram o placar na primeira chegada ao ataque bem construída pelo veloz e ágil ponta para o centroavante Ruben, e do argentino para Cittadini chegar para fazer 1 a 0 aos 23. O Inter até começara melhor a decisão, com uma chance a um minuto com Nico que Santos mais uma vez foi bem.

Sem o lesionado D’Alessandro, Odair apostou no óbvio: Nico pela direita, Wellington Silva aberto pelo outro lado, Edenilson e Patrick chegando.

Mas o Athletico respondeu precavido. Bruno Guimarães dando um pé mais atrás ao incansável Wellington, com Cittadini saindo mais para a frente. Jogo truncado até demais. Com 11 minutos, só 29% da bola tinha rolado. Ideal para o Furacão. Preocupante para o Inter que criava pouco. E levou o gol que respondeu com o empate aos 30, quando Nico aproveitou um lance chorado depois de bola parada.

O Inter teria quatro chances até o final do primeiro tempo. Praticamente não mais as teria depois. Só dois lances em bolas cruzadas. Porque as trabalhadas minguaram quando Sóbis substituiu Patrick no intervalo. O iluminado atacante abriu pela direita, deslocando Nico para atuar com o sumido Guerrero no ataque. Edenilson depois foi para a lateral fazer a do lesionado Bruno, com Nonato entrando no meio com Lindoso.

Um 4-2-4 sem meio. E sem meios. Também porque o Athletico, mais uma vez, foi um bloco só com e sem a bola. Muito bem treinado. Muito bem pensado como é o clube desde o final do século passado.

Também pouco fez o Inter porque Bambu foi uma barreira que blindou a área com o grande Léo Pereira limpando a defesa rubro-negra. Nada passou.

Tudo passaria à história aos 51, quando Rony chapou um lance que Marcelo Cirino construiu na lateral, passando por Edenilson e Sóbis como se estivesse em casa num drible espetacular, entortando depois Lindoso como se fosse fácil, e servindo Rony como se a dupla fosse o que são: campeões. Como Tiago Nunes. Um ano e 4 meses de cargo. Uma Sul-Americana e uma Copa do Brasil eternas para um jovem treinador de 39 anos de cabelos brancos que denotam sabedoria. E uma bela carreira pela frente.

A história de Rony é de cinema. Mas a do Athletico é documentário de realidade fantástica. É roteiro programado. Original, não adaptado. Com efeitos especiais como seus atores de todos os lados das câmeras. Com enredo que parece de ficção. Mas é tudo verdade. É todo do Athletico.

Mais um gigante que pensou grande. E passou de vez a ser mais um dos grandes.

Torcida única?

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Sou contra a institucionalização da intolerância que é a torcida única nos estádios. Rima que não é solução e é bastarda da ignorância.

No Holandesão, em Roterdã, o Feyenoord recebeu o Ado Den Haag. O clube mandante fez bela iniciativa convidando crianças de um hospital infantil para assistirem ao jogo, num espaço abaixo do setor de visitantes.

O que fez a torcida do Den Haag? O clube desde 2016 faz campanha para “adotar urso de pelúcia” por um euro. Com esse estoque, levaram 3 mil brinquedos ao estádio. Queriam levar 30 mil, mas a segurança impediu.

Aos 12 do primeiro tempo, a torcida visitante começou a atirar para baixo os ursinhos, surpreendendo as crianças que ainda ganharam mais um presente.

Alguns fatos não precisam de comentário. Apenas aplausos.

É um control C control V para atitudes desse nível.

Não dê bola, Neymar. Jogue

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Os Ultras do PSG podiam vaiar Neymar. Os torcedores do clube também podem ficar chateados pela vontade dele de deixar o clube. Faz parte do jogo. Qualquer um. Ainda mais em dias de intolerância, impaciência, ignorância, imbecilidade.

Normal. Tanto quanto Neymar no último lance do jogo complicado contra o Strasbourg marcar o golaço da vitória. Respondendo como sabe fazer como poucos: na bola.

Na entrevista a Isa Pagliari no pós-jogo ele também pode ser sincero até a medula (o que nem sempre é virtude, tampouco inteligente) dizendo que não queria ficar no clube. Desde que dentro de campo ele siga fazendo o que fez: jogar bola.

Nela, não se atire uma bolinha a Neymar. Ele fez o que se espera. E espero que faça ainda mais. Só jogando bola. Não dando pelota às vaias. Nem brecha a elas.

Zero a zero com gol – parte 396. Fluminense 1 x 0 Corinthians.

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Talvez tenha sido a bolada ainda no aquecimento que deixou Cássio atordoado nos mais de 30 graus na Brasília há mais de 100 dias sem chuva e seca como foi a partida na primeira etapa. Três boas chegadas do Corinthians de início sem Manoel, Avelar, Jadson e Love (uma cabeçada de Gil na trave, outros lances pra fora). Três jogadas mais perigosas do Fluminense: uma falta de Nenê (em melhor jornada mais à frente) pra fora. Uma confusão pela esquerda no final. E o tiro logo e fácil de Ganso (melhor um pouco mais solto no 4-3-3 de Oswaldo) que Cássio aceitou de modo lamentável.

Outro zero a zero com gol em um tempo no BR-19. Pouca intensidade (apenas 9 faltas), transições leeeennnntaszzzzz, trocas de passe a esmo e em ritmo de lesma. Fora o estreante Janderson na labuta, correria e ousadia , o talento de Pedrinho, e a qualidade de Allan para pensar o jogo tricolor, pouco de bola se viu no clássico sonolento.

Confesso que a análise pode ter ficado comprometida pelo meu desarranjo intestinal que me prostrou na cama no domingo. Mas por vezes eu parecia mais disposto que as equipes no Mané. Nenhuma defesa simples fizeram Muriel e Cássio. Nem mesmo a banal.

No tempo final, o Corinthians tentou jogar mais à frente. A ponto de acabar a partida fraca com Jadson e Vital no meio, uma linha de quatro inerme com Pedrinho, Boselli, Love e Janderson. O que não é tanto o jogo de Carille. E não conseguiu jogar esse jogo contra um Fluminense que conseguiu o resultado desejado. Mas ainda longe do desempenho necessário.

Como o Corinthians que volta a variar, vacilar, e não jogar bem.

Reencontros. Palmeiras 1 x 0 Cruzeiro.

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O Cruzeiro ainda vai sofrer muito no returno. Porque os principais jogadores não estão bem, ou parecem não estar nem aí (não Fred, que ao menos se esforçou muito). Os jovens têm potencial como o zagueiro Cacá. Mas quando a fase é ruim, para não dizer pavorosa, a equipe praticamente não concedeu chances ao campeão do Brasil na casa dele até sofrer o gol aos 45, quando Bruno Henrique aproveitou a única boa finalização palmeirense no Allianz Parque.

O zero a zero com gol na primeira etapa fez com que o jogo fosse um pouco melhor no segundo tempo. O Cruzeiro tentou sair mais para o jogo, explorando Pedro Rocha pela esquerda. Mas Marquinhos Gabriel por dentro e David pela direita pouco fizeram. O jovem Ederson ajudou Henrique a anular Scarpa. Mas não mais do que isso. Os laterais sentiram o peso da fase. O Cruzeiro só teve mesmo um lance de perigo aos 5 minutos do primeiro tempo, quando Weverton fez duas grandes defesas.

Mais não fez. O Palmeiras melhorou com mais espaço nos 45 finais. Dudu criou pela direita muito bem. Só não foi melhor do que Felipe Melo, imperial à frente da zaga, e ainda armando os poucos lances paulistas num jogo que não foi bom do Palmeiras. Ou não tão bom e eficiente como ainda será a equipe no returno. Ou como foram Felipe Melo e Dudu na etapa final.

Gabigolaço! Flamengo 1 x 0 Santos.

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Sim. Gabigol. Mesmo. Gabigolaço! E quase teve outro de Bruno Henrique.

Ainda prefiro chamar por Gabriel Barbosa. Melhor. Mais justo. Porque se Pelé não era Pelegol, Zico não era Zicoshow, melhor Gabriel Barbosa.

Mas o golaço no final do primeiro tempo mais equilibrado do que o esperado por inegáveis méritos santistas, esse é pra guardar nos olhos. Sasha errou passe, Everton Ribeiro descobriu o artilheiro do Brasil solto pela direita, e ele avançou como Everson estava avançado em relação à meta. Normal. Faz parte do estilo dele e da escola de Sampaoli.

Anormal (ou pensando bem, normal para tanta categoria e frieza) é o camisa 9 do Flamengo mandar onde mandou a bola espetacular que raspou o travessão e entrou na meta e na história do BR-19.

Golaço. Belíssimo. De inteligência, técnica, frieza, daqueles do tamanho do Maracanã. De um grande líder e campeão merecido de turno.

Ainda que não tenha feito o jogo esperado. Também porque Sampaoli mais uma vez foi bem. Mudando bem a equipe. E mantendo o ótimo nível alvinegro. Sem Pituca, Alisson protegeu a linha de quatro da impressionante dinâmica dos quatro de frente rubro-negros com Luan Peres na lateral esquerda. Jorge foi adiantado para fazer a de Felipe Jonathan no meio, no 4–3-3 com Marinho e Soteldo pelas pontas, e Sasha espetado por dentro.

O Santos criou mais situações pela direita do que o esperado. Marinho foi muito bem para cima do excelente Filipe Luís. Mas ainda faltava algo em campo. Ou mesmo no banco. A limitação em quantidade e qualidade (ou milhagem) atrapalha o Santos que faz mais do que se imaginava. Contra um Flamengo que ainda tem potencial para fazer muito mais do que fez no Maracanã.

E ainda assim ganhou um clássico de mais de seis pontos contra um dos times que deverá lutar até o fim. E precisará seguir se superando como tem feito.

Difícil é imaginar que o Flamengo não mantenha o ótimo nível. Mesmo em dupla e possível jornada. No passado recente, o time rubro-negro empacava em jogos como esse. E se saiu muito bem no duelo decisivo.

Rei Pelé, Rainha Marta

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Marta merece mais do que um estádio. Em Alagoas, merece mais do que o Estado. No Brasil, mais do que o mundo que ninguém conquistou mais individualmente no futebol.

Mas Pelé merece mais do que o planeta de onde Ele veio.

E ninguém merece ser “desnomeado” de um lugar. Nem João Havelange merecia ser trocado por Nilton Santos no Engenhão.

(Ok, ele merecia).

Mas mudar uma rua da Felicidade por Rua Anitta se justifica. Um nome comum por próprio não causa problema – a não ser aos moradores.

Mas mudar uma história por outra, jamais.

Palavra de um filho cujo pai virou túnel que não tinha nome na Imigrantes. Ponte do Piqueri que agregou o nome dele na capital. E poderia ter virado o nome do meu pai a Turiaçu se a própria família pedisse ao vereador que teve a ideia (que agradecemos para sempre) não tivesse dito que há palmeirenses que mereciam muito mais a homenagem.

Como Palestra Italia merece ainda mais o nome que era da Turiaçu.

Trocar o estádio Rei Pelé por Rainha Marta não me parece a melhor decisão. Mas não apito nada.

Mas a ideia de o estádio se chamar “Rei Pelé, Rainha Marta”, por exemplo, me parece justa.

Os dois merecem. Sem desmerecer a rainha da terra e o rei de outro planeta.

Corporativismos e os extremismos no futebol

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Jorge Jesus faz excelente trabalho com o baita elenco que o Flamengo montou em 2019. Impressionante como uma base que não havia chegado ao clube em dezembro já está dando bola e gosto de ver com quatro titulares que chegaram no começo do ano, mais quatro depois da Copa América. Comandados por um treinador que estreou no Brasil junto com esses quatro de excelente nível.

É muita mudança e pouco tempo para estar jogando assim, com reais chances de título brasileiro e também sul-americano.

Como qualquer tsunami, ainda mais num Flamengo que desperta todas as reações para o Zico e para o mal, a favor e contra, Jorge é cada vez mais Jesus para os milhões, ou Judas para os de sempre. Dependendo do que se toma. Tinto ou verde, para ficar na infantil questão enóloga que embriagou a análise futebolística. E é mesmo um porre achar que quem defende é amigo e quem ataca é inimigo. O debate é mais maduro no maternal.

O competente treinador português agora paga até o que não deve. Ou por declarações pesadas ou passadas. Ele não conhecia muitos treinadores brasileiros para dizer que estavam defasados como disse ano passado. Aliás, para quem se gaba (e por isso não é devidamente cobrado pela turma do Porto) de não ler livros sobre futebol, que é autodidata (e parece ser mesmo), sorte dele que não sofre pelo humor (e desamor) que Luxemburgo e Renato recebem quando dizem e praticam o mesmo jogo e jogadas pra galera – mas hoje com resultados bastante distintos entre eles.

Jorge Jesus está fazendo muito bem seu trabalho. Devidamente respeitado por quem indevidamente aposenta carreiras e pessoas sem o respaldo dos fatos e do respeito ao currículo.

Mas ele merece ser contestado pelas declarações que têm de fato muitas realidades que alguns treinadores daqui insistem em não enxergar. E outros que os detonam insistem em querer ver menos onde existe muito mais.

Ele está sendo incensado pelos mesmos que amam incinerar quem tem história. Extremismo intolerante e ignorante de todas as partes. Radicalismo que bloqueia o debate em gangues grogues.

Quando JJ disse ano passado que “os treinadores brasileiros tinham menos necessidade de criar ideias coletivas” pelo pé-de-obra qualificado que dispunham, admitamos, ele apenas repetiu o que nossos próprios técnicos sabem. Ou deveriam reconhecer.

Mas algumas reações mais fortes ao que ele disse parecem mesmo mais do corporativismo sempre deplorável. Em qualquer classe. Até mesmo nas que não têm maior categoria.

Vantagem mínima? Athletico 1 x 0 Internacional.

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Bruno Guimarães se soltou um pouco mais como o Athletico precisava e acertou um chute com efeito que só quem sabe muito joga onde tirou de Lomba. Golaço, aos 12 finais. Justo, justíssimo para o que o Furacão produziu na Arena contra o Inter. 1 a 0. Não é muito. Mas pode ser o suficiente.

A questão é que o Athletico, como o próprio Inter, não é o mesmo longe de casa. E num território tão inóspito como o Beira-Rio, onde o Colorado de Odair exerce o mando de jogo e de campo como poucos no Brasil, a vantagem conquistada em Curitiba pode não ser definitiva. Ou pode levar a mais uma disputa de pênaltis, tal o equilíbrio de muitas forças e poucas fraquezas dos finalistas da Copa do Brasil.

Duas equipes que se respeitam e são mais dos que respeitáveis. Até demais na primeira etapa de poucas chances concedidas pelo Inter, entrincheirado em seu campo, com o 4-1-4-1 reativo e acanhado demais. Sem saída. Para ele e para o Athletico.

Guerrero acabou muito isolado. Sem o apoio dos gringos pelos lados e, sobretudo, da dinâmica cavalaria colorada de Edenilson e Patrick, que desafogam a equipe. Mas que desta estavam muito atrás. Ou mais uma vez fora de casa, sem querer tirar o pé do próprio quintal aquartelado.

Também porque o Furacão era todo ataque. Embora não tenha conseguido ser todo esse ataque. Fazendo na Arena o que o Santos fez contra ele na Vila: os laterais espetados na frente, abrindo o campo e alargando o jogo com a amplitude de Khellven e Márcio Azevedo, com os meias Nikão e Bruno Guimarães chegando para dialogar com Rúben. E ainda Citradini para dar apoio, com Roni para tentar ganhar na velocidade e talento os espaços que o Inter não concedia. E nem parecia propenso a buscar do outro lado.

O gol da vitória que nasceu logo depois da entrada de Thonny Anderson para deixar o Athletico com mais gente na frente. Mas sem necessariamente criar tantas oportunidades assim. Foram três boas chances para cada lado. É pouco. Também porque finais são assim. Também porque o futebol brasileiro tem sido isso. Ainda mais em Copas.

Mas que não se negue o elogio a Athletico e Inter pelo que têm feito. Mais ainda pelo que deixam seus treinadores fazerem por mais de um ano. Dá resultado dar trabalho a quem entende.