Todos os posts de Mauro Beting

Botafogo…

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Erik foi muito bem no BR-18. Ótimo que retorne ao clube. Como João Paulo ajuda a qualificar o time no meio-campo depois de longa e sensível ausência. Alan Santos retornando depois de 10 meses é boa notícia na cabeça da área.

Mas o Botafogo voltou a perder muita gente. Só apostar na boa molecada campeã brasileira sub-20 em 2016 é quase nada.

Não há equipe que desde então tenha se superado tanto. De um time ameaçado ao rebaixamento no BR-16 com Ricardo Gomes ao clube classificado para a Libertadores-17 com Jair Ventura. De ótima campanha na competição com pouco. Título estadual em 2018 com ainda menos. Campanha digna pelas limitações no BR-18.

Mas ainda menos gente qualificada e rodada em 2019. Zé Ricardo talvez exagere na tese de elenco enxuto. Não pode ser esquálido. Macérrimo.

Não pode ser o que pouco parece ser para este ano. Por três anos o Botafogo se superou. Não sei se por quatro.

Virar o jogo. Flamengo 2 x 1 Bangu

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“Ter um número desse de gente no Maracanã e não ter empatia com a equipe…”. Abelão sabe o que faz e o que fala. O Flamengo teve mais chances, tem muito mais time que o Bangu e qualquer outro no Rio (e pode ter até no Brasil), teve um a mais que o time de Alfredo Sampaio por 75 minutos, e não fez muito para virar o placar. E ainda não virar o jogo com o torcedor desconfiado demais para ser Flamengo.

Eram mais de 46 mil na arquibancada. Melhor público no século para início de temporada. Mas ainda com algumas birras acumuladas. Vitinho fez bons lances pelo fundo, mas a torcida pegou no pé. Diego ficou bastante com a bola, quis jogo, pisou mais na área. Arão apareceu bastante por lá. Mas Uribe pouco se viu. O goleiro Jeferson fez muito. Até pênalti pegou.

E o Flamengo deveu bola.

Mas não tanto para a torcida seguir desconfiada.

Vai ter mais jogo e muito mais time. E, como sempre, polêmica. A bola saiu no lance de Renê que daria no pênalti que eu também não marcaria. Mas não era fácil para a adicional atropelada ver. E eu não daria mão na bola porque ela vem do peito do atleta do Bangu e bate no braço do defensor. Não teve intenção de usar o braço. Nem tempo.

Como também não se pode cobrar ou cornetar já a desatenção de Rodrigo Caio no gol de Anderson Lessa. Muita calma nessa hora.

Pós-temporada. Red Bull Brasil 1 x 1 Palmeiras

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Mais do que a pré-temporada incipiente dos grandes contra menores que trabalham há meses como o Red Bull Brasil, também tem aquele espírito infalível, logo, falível, do “vamos ganhar a hora que quisermos”. Como no primeiro ataque verde Scarpa colocou a bola na cabeça de Borja para iniciar os trabalhos em 2019 para o campeão brasileiro.

Pouco se viu depois além do bonito gol de empate de Jobson, volante do organizado time de Zago, que pisou na área verde como não conseguem os eficientes Felipe Melo e Thiago Santos, que deixam o Palmeiras pesado demais. Mais leve na segunda etapa com Bruno Henrique e o estreante Felipe Pires pela ponta. Mas pouco criativo. E sem gás nos 20 finais de um jogo pobre para um elenco tão rico, contra um Red Bull Brasil que pode fazer um SP-19 competitivo.

Como o Palmeiras pode ganhar quase tudo. Também se achar que precisa muito mais do que isso.

Longo ano. Santos 1 x 0 Ferroviária

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Toda bola recuada para Vanderlei e os mais de 8 mil santistas aplaudiam a saída de bola dele. Ou vaiavam – em silêncio – a ideia infeliz de Sampaoli de exigir um novo goleiro que saia bem com os pés.

Com tanta dificuldade financeira, perdendo Gabriel, agora Bruno Henrique, Dodô e em breve Rodrygo, sem uma base boa para puxar alguém para agora, goleiro não é mesmo prioridade na Vila. Não é por ali que o Santos tem de focar.

Tem muita coisa para se acertar no Santos. Infelizmente, mais ainda para errar

Corinthians mais para 2017 que para 2018

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Volta a ter jogo, time e elenco em Itaquera. E não apenas pelo BMG que chega chegando, volta chegando ao Corinthians.

Boselli é ótimo. Se voltar Love, melhor ainda, e até podem jogar juntos em algumas circunstâncias. Arana, se voltar a ser o do primeiro semestre de 2017, é dos melhores reforços para qualquer clube. Até para quem voltará a ser dirigido por Carille.

Cássio é bandeira. Fagner é segurança, como Carlos também será pelo outro lado se jogar. Na zaga, Manoel é bom reforço. Léo Santos pode crescer. Ainda falta mais gente ali. Mas com Carille, se Ralf repetir o que fez, se Gabriel voltar a ser o de 2017, e com Renê Júnior e Richard, estará melhor protegida. Ainda mais com Ramiro que pode fazer e bem várias funções.

Sornoza qualifica, desde que entenda as necessidades do jogo. Dá opções a Jadson e Pedrinho (que precisa ajudar mais sem a bola), além da turma de frente que é muito boa, e com opções que podem dar caldo como André Luís e Gustavo Silva.

É um Corinthians mais forte. Com chances de repetir 1939, quando foi tri estadual pela última vez.

Palmeiras tem bola para ir além em 2019

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Não ganha o Paulista desde 2008. Menosprezou erradamente o Paulista ao perder a final em casa em 2018 para o maior rival, ainda que pareça mesmo ter razão pela indevida interferência externa no pênalti polêmico. Vai ser cobrado absurdamente por algo que ninguém pode exigir – ser campeão estadual.

Mas é mesmo o maior favorito. Não apenas manteve a base do time, ou melhor, dos times que foram campeões do BR-18. Trouxe mais gente. E do nível de Ricardo Goulart (ainda que não inscrito na primeira fase).

O ótimo é que o elenco já sabe o que pretende Felipão (o primeiro treinador que vira o ano no clube desde 2016). E o rodízio gaúcho em todos os torneios.

Difícil, por tabela, montar o time titular do Verdão. Ou melhor: não é complicado. Ruim é ter um elenco péssimo. Como não souberam os palmeirenses até 2014.

O Palmeiras tem opções para todas as posições. Talvez mais um zagueiro seja interessante. Mas não mais do que isso. Com Goulart, fica ainda melhor o que já era muito forte. Com Dudu permanecendo, mesmo sem Willian, é time, ou melhor, times para sonhar com tudo.

O grande legado de Felipão para o Palmeiras – e quem sabe para outros grandes – é rodar mais o elenco. Sem bico na bola e no campo.

Santos pior, mas pode melhorar em 2019

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Perder o artilheiro do BR-18 não é bom negócio. Mas era o possível sem dinheiro. Gabriel Barbosa fará falta. Como Rodrygo quando for para o Real Madrid no meio da temporada preocupante pelas dívidas e dúvidas na Vila Belmiro – que poderá ser menos utilizada do que deveria pela confusa direção do clube.

Tão atrapalhada que, mesmo quando dá bola dentro trazendo um ótimo treinador como Jorge Sampaoli, não consegue dar a ele tranquilidade para fazer o dele. Algo que necessita tempo, paciência e muito trabalho.

Mas aos poucos a casa se arruma. Até pelos poucos mas ótimos reforços. Aguilar tem bola e técnica para fazer grande dupla com Gustavo Henrique. Soteldo tem muito talento, e precisa mesmo para superar o 1m60. Ainda tem Sánchez, o melhor santista no último semestre, para equilibrar um time que pode jogar sem centroavante, até pela característica do elenco disponível.

Ainda faltam mais opções para a lateral-esquerda ainda mais carente sem Dodô, volantes, e uma referência de ataque mais confiável. Goleiro que jogue com os pés é necessário para a filosofia de jogo do treinador, mas o que jogam com as mãos Vanderlei e Vladimir, e o que não sobra nos cofres, não é prioridade.

O Santos está atrás dos rivais antes de a bola rolar. Mas, com tempo, se tiverem paciência com o treinador (e ele com a diretoria), pode dar mais resultado do que o prometido.

São Paulo melhor do que em 2018

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É a maior fila estadual da história do clube com melhor média de títulos no país. Amenizada pelo tri continental e mundial naquele mesmo 2005, e pelo tri brasileiro que começaria em 2006 até a arrancada espetacular de 2008.

Ainda teve a Sul-Americana de 2012 com Lucas voando. Mas, desde então, são os piores anos tricolores. Ainda com um vice brasileiro em 2014 com time de estrelas. Uma semifinal inusitada de Libertadores-16. Um BR-18 melhor que a encomenda até a previsível queda pela falta de elenco que, em 2019, o São Paulo tem mais. Tem melhor. E tem o entrosamento natural de 2018. E com ótimos reforços para temporada cheia pela Florida Cup, e pela dura fase inicial da Libertadores.

Essa falta da pré-temporada mais adequada, além dos compromissos pesados logo de cara, podem perturbar o ano. Ou, pelo von lado, se tudo der certo na Liberta, animar para a disputa do estadual que não e prioridade. Mas que precisa ser reconquistado. E pode mesmo, também pelas armadilhas do regulamento.

André Jardine pode ser o comandante da retomada. Sabe bastante. Gosta do jogo que esse elenco tem como jogar – se quiser. Se puder, e eles têm que poder porque têm poder, Raí, Vagner Mancini e Lugano precisam blindar a comissão técnica e jogar duro com o elenco que também deu mole no final colérico de Aguirre.

Na bola, os possíveis titulares são-paulinos já mostraram capacidade contra os titulares do ótimo Ajax que venceram no primeiro tempo em Orlando. Mantidos, com os devidos rodízios que Felipão mostrou necessários em 2018 no vizinho de muro, dá para ter uma temporada ainda mais competitiva.

O time da foto é um dos possíveis. Com Hernanes (baita contratação) dando um pé atrás e também à frente, com velocidade e qualidade pelos cantos, e a capacidade e inteligência de Pablo na frente. Ótimo reforço. Caro, mas muito bom.

Como seguem importantes Diego Souza e Nenê, que precisam entender e compreender eventuais bancos. Rojas fará falta. Mas Biro-Biro pode ser boa solução.

Liziero e Luan seguem como promissoras opções no meio. Leo é bom reforço pra esquerda. Igor Vinicius ainda precisa ser testado. Como Bruno Peres pode jogar mais. Trazer um zagueiro depois da partida – necessária – do desgatado Rodrigo Caio seria bom.

Na meta, a insegurança de Sidão será bem substituída por Tiago Volpi. Ainda espero mais de Jean. E do São Paulo inteiro.

2019 pode ser melhor. O problema é que outros rivais seguem fortes. Ou até mais fortes e encorpados.

Ricardo Goulart no Palmeiras

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Ricardo Goulart pode ser o 9. Mas Felipão prefere um como Borja. Ou Deyverson. Ou Arthur Cabral.

Ricardo Goulart pode ser o que é Dudu, aberto pela esquerda e cortando pelo meio. Mas não deve ser, desde que Dudu permaneça.

Ricardo Goulart é o meia-atacante atrás do centroavante. O que faz gols como tal. Prepara como tal. Pisa na área como tal.

Chuta muito bem de direita. Não teme e finaliza bem de esquerda. Ótimo cabeceador. Batedor de pênaltis frio. Sabe sair da área e criar espaços além de enfiar e enfileirar lances. Ajuda no combate e nas interceptações.

Só deverá estar treinando em fevereiro. Possível que só jogue em março. Não é barato. Mas vale todo o investimento do clube para quem já está se tratando da operação no joelho desde outubro. Para quem desde 2017 está apalavrado com Mattos. Desde a China é adorado por Felipão.

Megacontratação palmeirense.