Todos os posts de Mauro Beting

Barcelona, Manchester City, Juventus e Liverpool?

Leia o post original por Mauro Beting

LIVERPOOL 65% x 35% PORTO – Sete títulos em campo, os campeões de 2005 e 2004 se enfrentando. Porto luta pelo título nacional como o Liverpool também. Os Reds não o conquistam desde 1990. Possível dizer que até, se pudessem optar, trocariam o hexa continental pelo primeiro na Era Premier League… Porto passou bem pela instável Roma na prorrogação, e fez a melhor campanha na fase de grupos. Merece muito respeito pela história e atenção pela capacidade. Ninguém está de graça em quartas de Liga. Liverpool muito bem superou o Bayern em Munique. Equipe mais sólida que a da temporada vice em 2018, quando fez o que quis contra o Porto nas oitavas. Com mais banco agora. Bem favorito o Liverpool.

AJAX 45% x 55% JUVENTUS – o tri europeu em 1973 do clube holandês foi contra a Juve. O bi italiano foi em 1996 contra o ótimo Ajax. O atual é muito bom, muito jovem, acabou com o Madrid no Bernabéu, e também sonha com o Holandesão com pelo menos dois jovens que serão históricos como De Ligt e De Jong. Tem o dobro de europeus que a Juve. Tadic jogando demais. Time acertado. Mas a Juve foi duas vezes vice europeia desde 2015. Joga de braçada na Itália em busca do octa. Decide em Turim. E decide com CR7.

TOTTENHAM 40% X 60% MANCHESTER CITY – Os Spurs já mereciam quartas de Champions desde a temporada passada. Mantiveram a base e melhoram o elenco. Duas vitórias contra o Dortmund. Futebol vistoso e competitivo. Mas… Enfrentam o City rumo ao bi na EPL. Rumo àquilo desejado, planejado e aguardado quando chegou Guardiola. Time que faz e sofre poucos gols. Pode não ter jogadores tão desequilibrantes. Mas parece pronto para o sonho europeu.

MANCHESTER UNITED 40% x 60% BARCELONA – Tem que respeitar os Red Devils e o que fizeram em Paris sem 9 atletas. Camisa pesada. Ótimos jogadores. Solskjaer iluminado. Pesa. E muito. Mas é o Barcelona confortável na Liga Espanhola, louco pra reconquistar a Europa, defesa mais confiável. E Messi.

Fácil. Flamengo 3 x 1 LDU

Leia o post original por Mauro Beting

100% de aproveitamento em dois jogos, um na proibitiva altitude de Oruro, outro com 62 mil enchendo o Maracanã para ótima vitória contra a frágil LDU. Melhor que o próprio desempenho.

Ainda passa a sensação de que não é a melhor versão possível do Flamengo. Começando pelo princípio. Já na escalação se vaia Arão e Abelão. Pra quê? É torcedor, tem resquícios e rescaldos e recuerdos. Mas é pra tanto?

Diego também. Não é ainda o que pode ser. Não sei se ainda será. Mas é pra tanta corneta?

O Flamengo não precisava falhar tanto atrás. Ainda que dando mais nome e moral a Diego Alves. Essencial contra o San José, bem contra o time que só chegou nos pênaltis.

O Rubro-negro foi enfileirando gols com facilidade. Mas ainda deve aquele jogo ou uma sequência de atuações que sustentem o otimismo natural e o investimento sobrenatural.

O ótimo é que está 100%. O melhor é quem tem como e com quem evoluir.

Tem jogo. Só não sei quando.

Leia o post original por Mauro Beting

Neste país que não tem e não pode ter dono, mas precisa ser domesticado, mais provável que os que foram mortos pelos que depois se mataram talvez não viriam a ser conhecidos quando partissem quando Deus os chamasse, não quando convocados pelo diabo nesta quarta dos infernos.

(Se você não acredita em Deus, não me xingue. Eu cada vez mais duvido, e também cada vez mais dos homens de Deus, de bem, e acima de todos e de tudo).

Mais provável que os mortos de Suzano não virassem profissionais conhecidos. Mas talvez fossem o que é mais preciso: pessoas reconhecidas. Pelo esforço, talento, estudo, sabedoria, decência, respeito, bondade, ética. Na comunidade onde vivem, não na digital que vive de assassinar reputações.

O Brasil e este mundo agora contam mais números que nomes. Quantos cliques, likes, posts, outras bostas. Quanto se compartilha mais do que o que se compartilha. Quanto mais virtual “melhor”. Não maior. Quanto menos real, menos próximo, mais “longe” se chega.

No nosso mundinho da bola, precisamos educar para jogar e não julgar, para ganhar e perder. Ou até empatar. A base do Schalke 04 é das melhores do mundo. Neuer, Ozil, Draxler, Sané entres eles. Tem dinheiro e campos pra treinar. Um dos técnicos da base do clube alemão tem um irmão que treina time sub-20 que só tem 18 jogadores e um campinho. Ele fala pros seus meninos dele e do Schalke 04 que é mais provável que na vida eles joguem – se jogarem – no clube do irmão. Não no Manchester United.

No Brasil, mais provável no infrafuturo do país ultrapassado é que estaremos prostrados como agora. Massacrados pelo que não fizermos ou deixarmos que façam do que tentando fazer o nosso melhor.

(E, se tudo der mais sorte do que certo, faremos na Europa, não neste faroeste caboclo. Bang-banho de sangue. Big Ban que no princípio e no fim é uma bola de fogo).

Mesmo palmeirense, costumo ser otimista. Mas não é o que estamos fazendo à minha esquerda e à sua direita que vai resolver. Militantes, milicianos, milicos, malucos, micos e mitos precisam dar as mãos. Não para o alto. Nem às armas. Pensar que almas perdidas e apenadas ainda podem ser resgatadas salvas.

Mas não sãs nesse mundo doente e com remédio. Mas sem receita.

Coração quem manda. Palmeiras 3 x 0 Melgar.

Leia o post original por Mauro Beting

Camisa azul de Marcos de 1999 no peito, pareciam 10 goleiros entrando em campo na estreia verde no Allianz Parque. Quem não gostou de usar azul em casa achou que eram 10 com uniformes de treino contra o limitado Melgar. Ou 10 gandulas. Cada um com seu gosto. E com o respeito total à camisa e à história.

Acabou como começou para o Palmeiras a Libertadores em 2019. Tudo azul. O melhor time da hora para Felipão honrou a escolha do treinador. Marcos Rocha e Victor Luís são os laterais em melhor forma. Felipe Melo segue importante como abriu o placar de cabeça. A mesma que não usou para dar a pernada despropositada (que FM disse ter sido com as “genitais” dele?!) que seria para cartão vermelho e não o amarelo envergonhado mostrado por mais um árbitro caseiro em Libertadores.

Na segunda etapa, se Dudu foi mais discreto mais uma vez, Scarpa cresce a olhos e jogos vistos, como se esperava. Meteu na cabeça privilegiada de Goulart o segundo gol, num trio ofensivo que promete demais. Como o Palmeiras que estava tão eficiente enfim que até Deyverson não se perdeu e ampliou, em belo lance dele com Goulart, que joga como se há anos fosse verde. Ou azul de São Marcos.

O Palmeiras jogou bem e fez o que dele se aguarda. Como se espera mais equilíbrio de Felipe Melo sem a bola. E mais cabeça de Deyverson não apenas como pivô. O apaixonado atacante que tatuou para o amor a mensagem “coração é quem manda” no braço direito.

E manda mesmo quem Palmeiras. Obedece quem tem juízo. Quem não tem muito, que seja guiado pela paixão que também segurou o Menino Maluquinho no Brasil. Ou se segure para não botar tudo no pau como Felipe.

Libertadores se ganha na bola, não na porrada “com responsabilidade”. Taça se conquista na raça, não na raiva.

O Palmeiras está acertando o pé. Que não se perca pela cabeça.

Ih… Grêmio 0 x 1 Libertad.

Leia o post original por Mauro Beting

Abusando da célebre frase de Marinho, ainda no Ceará…

“Está tudo certo. Mas hoje deu errado”.

A explicação simplista de Renato é complexa. É real. O Grêmio tem jogado bem. Quando Tardelli estiver o que claramente ainda não está, o time vai engrenar tanto quanto tem mostrado no RS-19. Mas não foi assim no empate em Rosário. Foi ainda menos na Arena com um belo gol sofrido além dos acréscimos na primeira etapa. E um futebol abaixo da média no segundo tempo mais nervoso que jogado. Mais desesperado que pressionado.

Leonardo não esteve bem de novo na marcação e pouco aportou na frente. Todo o time marcou pouco e esteve desconcentrado, descompactado. Não parecia o Grêmio de Renato. Muito menos Grêmio em Libertadores.

Geromel e Kannemann hesitaram algumas vezes, pra se ter a ideia da falta de ideias do time. Luan não funcionou, Maicon errou demais, os centroavantes pifaram, pouco se viu de Everton, e se viu até demais de Marinho. Alguns rompantes, algumas inconsequências, e a vontade além do recomendável de permanecer em campo mesmo baleado.

Jogo pra esquecer. Ou recordar sempre de que não é assim. E normalmente não é o Grêmio de Renato.

Veni vidi vici. Juventus 3 x 0 Atlético de Madrid.

Leia o post original por Mauro Beting

Eu não sei se ele tem os huevos que mostrou a Turim e ao chulo Cholo Simeone que começou com esses cojones em Madri. Mas eu sei que sem ele o tricampeão merengue derreteu em tudo na temporada. Só sei que com ele a Juventus avançou como na temporada passada parou diante do mesmo CR7 no pênalti letal no Bernabéu.

Desta vez foi ele quem bateu sem chances pra Oblak. Como antes havia feito de cabeça o segundo gol numa testada que só a tecnologia pra cantar que era gol. Embora quem não vai acreditar que bola na área europeia seja dele?

Não há tecnologia que consiga detê-lo ou contá-lo.

Não é robozão. É um monstro mesmo.

Como foi mais alto, mais forte, mais CR7 no primeiro gol de um jogo que foi todo da Juve. Uma partida que a Vecchia Signora tinha como reverter. Mas que usualmente o time de Simeone não perde.

Mas que, na dúvida, amigos, em Champions, não duvidemos: se o jogo é parelho como estava o confronto, como também serão os próximos, aposte depois do tema da Liga que o time que tiver o pentacampeão tem mais chances de vencer. Contra qualquer rival. Ainda mais no mata-mata onde ele é mais letal.

Essa máquina capaz de pulverizar pelo alto e avante colossos e colunas como Giménez e Godin. Dupla GG que é de tamanho grande.

Mas quem é maior que Cristiano na Champions?

GGG. XXXG.

Extracristiano!

Extra nesta Terra?

Melhor, no mundo, eu sei a resposta.

Mas, na Europa, aproveitemos tudo que Cristiano foi buscar na Itália.

Ele é a manchete do GLOBOESPORTE:

“Cristiano F”. Nome de filme de ficção. De Cristiano que, como César, veio, viu, venceu.

Furacão Eurico Miranda

Leia o post original por Mauro Beting

Ele fez o Vasco ser mais respeitado, mais temido, mais adorado, mais vencedor, mais desrespeitado, mais temido, mais odiado, mais perdedor.

Ele fez tudo isso por ficar tempo demais mandando e desmandando em São Januário, no Maracanã, na Ferj, na CBF. Ele fez os melhores times que vi do Vasco em todos os campos e tempos e os piores que montou e desmontou. Se metendo onde não devia. Mentindo onde não podia.

Foi diretor de futebol mandando mais que o presidente. Foi presidente mandando mais como torcedor.

Foi o que há de pior como cartola para todos os adversários. E fazia questão de tudo isso. Não poucas vezes foi o mais vascaíno da história. Não necessariamente o melhor para a história do Vasco.

Muitas vezes foi Clube de Regatas Eurico Miranda mais do que CRVG. Algumas vezes carregou a Cruz de Malta e a malta de todas as encruzilhadas.

Sabia de bola e de boladas. Driblava nos bastidores como se fosse Edmundo, goleava nos tribunais como Romário, bombardeava rivais que viravam inimigos como Dinamite.

Não gostava dele como palmeirense, jornalista e cidadão. Brigava com ele sempre. Mas admirava a inteligência. Perseverança. E a paixão que também o levava para o lado ruim da força e o pior da fraqueza humana.

Mas quase todos os que foram atletas e trabalharam com ele dizem o mesmo. Ele era foda. Mas foi foda pra defender o que era dele. Do Vasco ou só dele. Independente de quem vestisse a camisa.

Muito do que houve de pior no futebol brasileiro em quase 40 anos tem as digitais dele. Mas o futebol fica mais vazio como ficaram os cofres depois do Furacão Eurico.

À família, força. Ao futebol e ao Vasco, luz.

Paul, John, Pelé e Coutinho eterno. RI9. Rest in 9.

Leia o post original por Mauro Beting

Se você é o melhor parceiro do John Lennon, você é o Paul McCartney.

Depende do gosto. Não do gênio.

No caso, até pela aparência física, Coutinho é tão bom quanto Ele, feito à Sua imagem e semelhança, que até torcida e imprensa se confundiam pelo jeito e genialidade da dupla. “Mas quando a jogada não dava em gol, a culpa era do Coutinho. Não do Pelé”.

Não adiantava. Narradores não sabiam quem era Couto e quem era Pelé. Não só pelo negro no branco. Mas pelo talento divino e infernal.

Palavras do maior camisa 9 do Santos. O melhor parceiro do 10. O que quase sempre estava acima do peso. O que que mesmo assim sempre esteve acima da média. Abaixo apenas Dele. Ainda que ao lado. E mesmo sem ter o melhor relacionamento pessoal com o Rei.

Mas, lá dentro, na grande área, e sobretudo perto do goleiro onde aprendeu a duras bolas que menos força no chute é mais abraço de gol, Coutinho foi 10. Foi bicampeão mundial pelo Santos. Foi campeão mundial pelo Brasil no Chile. Só não foi titular porque havia um peito de aço já campeão em 1958 como Vavá. Só não ganhou o lugar do lesionado Pelé porque também ele estava meio baleado. E o possesso botafoguense Amarildo era bom demais e era o reserva imediato de Pelé.

Até porque o parceiro imediato de Pelé era Coutinho. O 9 que em 2013 eu tentei apresentar ao Fenômeno Ronaldo. Não rolou. Uma pena. Mas pra quem jogou como jogou, pra quem emparceirou com quem brilhou, mais não é preciso dizer da figura doce e risonha com quem tive a honra de vez ou outra tabelar em papos e almoços. E, nesse dia da foto, em 2014, conduzir Pepe, ele e Zito para uma aula à mesa.

O futebol me deu muitas alegrias de ver e torcer. Naquele almoço, me deu a honra de ouvir três amigos e gênios brincando na mesa como se fosse em campo. E eu só pensando o que meu pai diria ao nos ver ali.

Coutinho, hoje você pergunta pro meu Babbo o que ele sentiu. E diga a ele que já estou com saudades de tudo que nao vi de vocês. De tudo que a história perpetua como você.

Coutinho eterno.

Paul e Pelé. John e Coutinho.

A volta do que só foi. Zidane no Real Madrid.

Leia o post original por Mauro Beting

Poucos no mundo jogaram como Zidane. Nenhum foi mais elegante que Zinedine em campo. Ninguém perdeu a cabeça numa final de Copa que foi final de carreira como Zizou em 2006.

Só ele ganhou três Champions, dois Mundiais (que seriam três se ele tivesse permanecido depois da Copa na Rússia), mais uma Liga espanhola e mais três canecos com ele começando a carreira de treinador no meio de uma temporada.

Só esse mito madridista e mundial para já agora voltar ao clube que não se acertou desde quando acertou com Lopetegui, teve na passada a pior semana da história do clube com oito gols sofridos em três jogos eliminatórios seguidos em casa para Barça e Ajax (que custaram o afastamento de Solari).

Compreensível queda para o tamanho do Madrid. Como era de se esperar o tri da Europa e do mundo se perder sem o comandante e sem o maior artilheiro, maior assistente e maior vencedor da Era Champions League.

Se ZZ pudesse trazer CR7 de volta, régua e panos passados. Mas ele não o terá de volta. E, agora, terá a chance de fazer a renovação necessária e esperada desde o monumental tri de 2018 em Kiev.

Zidane também saiu porque Cristiano se converteu a Juve. Também porque naquele momento não conseguiria tirar mais daquele elenco farto de fortuna.

Agora, com carta da cor da camisa, e verdinhas pra torrar em Neymar e quem mais quiser, depois do período sabático, Zidane pode reestruturar um processo doloroso. Mas necessário.

E, de velho: mesmo se Cristiano seguisse em Madri, talvez ainda o ótimo Ajax tivesse se classificado na Champions. Se Zidane também estivesse no banco com todo o crédito do mundo que é do Madrid, capaz de os resultados ruins persistissem.

Normal: ser campeão da Europa é pra raros. Ser bicampeão, desde 1990 não se via. Tri? Desde o próprio Madrid de 1958, além dos tris do Bayern de 1976 e do Ajax de 1973

Seria muito difícil seguir assim. Até pelo nível dos rivais. Mas não era pra ser tão ruim como foi. Também por isso era o caso de ligar pro Zizou.

Vai que ele de novo. E ele ainda é jovem pra novamente. E o Madrid, também.

Se sou o Madrid, assino embaixo tudo que ele quer.

Se eu fosse ele, ainda que com ressalvas, faria o mesmo.

Baita vitória. Huracán 0 x 1 Cruzeiro.

Leia o post original por Mauro Beting

Rodriguinho recebeu uma bela bola de Robinho e tocou na saída do goleiro do Huracán. Gol. Bastou para o Cruzeiro estrear como cruzeiro na Libertadores e para Mano ganhar como Mano em qualquer competição e clube.

Fechadinho ao extremo lá atrás. Sofrendo pressão nos últimos minutos até pelo alto quando armou um 5-4-1 muito defensivo, ainda que com algumas estocadas finais, e concedendo chances a El Globo.

Nada muito brilhante. Tudo muito o futebol brasileiro e braseiro dos últimos anos. Muito como é a Libertadores desde 1960.

Temos que cobrar melhor desempenho e por vezes até mais empenho dos nossos. Mas os resultados como o na Argentina são muito bons em qualquer tempo de Liberta.

Insisto. Nem aquele espetacular Cruzeiro de 1976 jogava sempre tão bem e tão bonito fora de casa.

É pra celebrar a vitória fora de casa sem Dedé. Ainda que se possa cobrar mais criatividade no meio. Mais velocidade pelos cantos. Mais ofensividade no geral.

Mas pra começo de conversa tá ótimo.