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Bico no racismo

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Balotelli deu esse bico na bola em Verona para tentar acabar com os insultos racistas admitidos pelo próprio chefe da “torcida” local. “Ele não é ‘totalmente’ italiano” foi o raciocínio (SIC) do bucéfalo misólogo da curva (o da foto) que torce e distorce. Como humano e parte bisneto de italianos eu só posso meter o bico (mais uma vez) para não deixar passar batido mais um ato intolerante e intolerável no calcio. Futebol que em italiano significa “chute”. Bico mesmo pra quem não fecha o bico e tem aberto demais a guarda pretoriana para ser intolerante. Dias tristes em todos os trópicos. Ainda mais na bela Verona que consegui unir Montéquios e Capuletos, mas é outro campo envenenado pelo racismo na talibancada.

Enquanto isso, na Inglaterra, o Everton busca saber quem foi o torcedor que foi preconceituoso contra o adversário sul-coreano Son, do Tottenham.

Esse é o jogo.

Tiago Nunes. Ou Sylvinho.

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O texto de sexta falava do que não vinha rolando com Carille. Da cabeça que rolou depois do atropelamento final desse Flamengo que mudou de técnico no meio do ano e está sendo muito mais feliz do que a encomenda.

Não parece haver tempo hábil para uma guinada para que o Corinthians volte ao G4. Zona de Libertadores, ainda mais se der Flamengo contra o River, não se pode descartar. Está no páreo, embora esteja muito distante do futebol.

Mas agora é pensar em 2020 e adiante.

Tiago Nunes é o meu nome. Seco. A questão é fazer não que ele aceite vir ao Corinthians. Quem não gostaria? O problema é deixar o Athletico. Baita trabalho e lugar para tanto.

Sylvinho entende demais de futebol e Corinthians. Não sei se pra agora. Seria meu segundo nome.

Quem assumiria até o final do ano em condição de ainda brigar pela mais do que necessária Libertadores?

Fabinho e Coelho se prepararam bastante para a função. Mas não sei se já estão preparados para assumir a bucha. Ainda mais em momento de pressão.

Enfim, insistindo, eu e quem precisa saber não sabemos o que fazer.

Bruno Hatrique. Hat-trick! Flamengo 4 x 1 Corinthians.

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Bruno Hatrique. Hat-trick. Bruno Henrique.

Mais um show do Flamengo. O timaço que pulveriza rivais com dois gols em dois minutos no final de uma primeira etapa equilibrada em chances até o primeiro gol aos 45. Um time que faz gols com BH e faz tudo com um camisa 8 como Gerson. Herdeiro de Geraldo e de Adílio. Com a classe do canhota Gerson. Honrando o nome e esse futebol espetacular.

O grande time que faz história é assim. Tinha mais de 75% da bola mas não tinha chances até Cássio derrubar Bruno Henrique. A melhor chegada no calor do Maracanã lindo e quente havia sido corintiana. Carille enfim voltou a organizar bem seu sistema defensivo – até os gols… Bruno Mendez e sobretudo Gil desarmando vários lances e tiros. Ralf protegendo bem a

zaga dos centralizados Reinier e BH. Fagner sofrendo com Arrascaeta aberto, como Carlos se virando contra outra cria da base corintiana pouco aproveitada – Everton Ribeiro. Todos os rubro-negros se mexendo como sempre.

No meio, Ramiro travando Renê, Pedrinho tentando se criar contra outro ex-alvinegro (Arão), Júnior Urso de olho embevecido em Gerson, Vital tentando conter Rafinha.

4-1-4-1 compacto. Sem espaço. Bem organizado. Igualando os desiguais até o 1 a 0. Não deu um minuto e Gerson deu a meia-lua em Ralf é um passe solar para Bruno ganhar na corrida como Bolt e tocar por cobertura como ele mesmo. Outro golaço de um líder que não sentia as ausências de Gabriel Barbosa e Filipe Luís.

O Corinthians mal voltou do intervalo e ele fez 3 a 0 com frieza no tórrido Maracanã, com 22 segundos, depois de outro sprint que não tem tido igual por estes campos.

Bruno Hat-trick.

Vital diminuiu aos 7, depois de levantamento de Pedrinho e falha de Diego Alves.

Aos 22, Vitinho que entrara bem no lugar de Reinier fez mais um. Não apenas mais um gol do grande líder.

Mais um belo lance de um Flamengo que não dá mole, dá gosto de ver.

Ufa! Palmeiras 1 x 0 Ceará.

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Tudo que o Palmeiras jogou contra o São Paulo ele pouco levou ao sábado contra o desfigurado Ceará que merecia melhor sorte no Allianz Parque. Ou menos Weverton (autor de três grandes defesas e mais um pênalti discutível que Bergson não bateu bem, e árbitro nenhum, mesmo com VAR, manda repetir cobrança quando há invasão de área). Ou uma discussão ainda maior no lance que impugnou o gol de QqFelipe Silva (outra quase Lei do Ex) que pareceu em condição legal na cabine e na transmissão da TNT. Menos no VAR. Nessa discussão não só com a tecnologia. Também com quem a opera. Um frame a mais pode mudar tudo. Como pareceu o caso.

O que não muda é que o Palmeiras mais uma vez pode engatar boa sequência de vitórias. Não de atuações. Se fez um gol em lance bem trabalhado com Zé Rafael, pouco mais fez na primeira etapa. Quase nada no segundo tempo em que Adilson soltou mais o time, apostou na volta da cavalaria com Ricardinho para armar e Galhardo para criar, e foi um sufoco só para o Palmeiras que mal soube criar, deu muitos espaços na entrada da área e também nas laterais (apesar da boa volta de Mayke), e só pôde celebrar outra ótima atuação do goleiro que merece mais elogios. Pela celebração no terceiro gol contra o São Paulo com a torcida. Por evitar que o Ceará conseguisse até mesmo sua primeira vitória em São Paulo.

BOTA-TEIMA – Além de um dos impedimentos mais ajustados dos últimos tempos (que até por isso o bandeirinha poderia ter esperado para levantar o instrumento), o pênalti é muito discutível. Na cabine fiquei em dúvida se Vitor Hugo tocou primeiro na bola. Pelos ângulos da minha transmissão cravei pênalti. Pelos da Premiere, voltei a aceitar qualquer ponto de vista. Se sou o VAR, chamo o árbitro. Lance muito discutível.

Outro lance bizarro da arbitragem afobada foi o amarelo que o árbitro iria mostrar e ficou na ameaça provavelmente ao perceber que seria o segundo para Cristovam. Se é possível discutir se era lance para amarelo (eu mostraria), indiscutível foi que ele botou a mão no peito para mostrar o que provavelmente mudou de ideia ao ser alertado.

Não sei. E quem deveria saber no Corinthians, também não

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O melhor treinador para o Corinthians evoluir e/ou mudar de ideia de jogo em 2020 seria Tiago Nunes. Mas talvez o melhor treinador para dirigir a equipe que decepciona, frustra, irrita e entendia em 2019 seja mesmo um dos responsáveis por tudo isso que não está rolando agora: o grande multicampeão de 2017.

Fábio Carille.

O paradoxal da situação é que hoje ele não acerta e equipe que só erra o pé. Não acerta a mão na condução do elenco. Não coloca bem a língua para administrar o vestiário. Não se acerta com o plenipotenciário prócere Andrés. Não acerta o tom com a imprensa. Sobe o tom com todo mundo.

Carille tem sido outro em 2019. Porque ninguém é o mesmo a cada ano. Mas esse Carille com esse Corinthians não se acertam.

Quem sabe em 2020?

O problema é que a cada rodada, a cada péssima atuação e/ou resultado que não chega há 7 jogos, cada vez mais o sonho/necessidade de Libertadores se esvai. Seria péssimo para o clube e para os cofres não chegar onde esse elenco conseguiria se estivesse melhor. Uma equipe que não cria. Um time que também não se defende tão bem. Nada encaixa.

A impressão é que, se possível, o comando até o final fosse dado a outro treinador. E Carille voltaria em janeiro para reformular o elenco. E aprimorar alguns conceitos.

Do jeito que não está, não tá legal para ninguém. O treinador tem milhões de motivos para não sair agora do clube. A direção e o DP tem milhões de motivos para não arcar com mais contas que não fecham, por mais motivos contras que a permanência do treinador coloque.

Acredito no Carille e na recuperação do Corinthians.

A questão é que, agora, não acredito neste Corinthians e neste Carille.

A solução seria mais uma longa DR e quem sabe um entre as partes. Pra depois voltarem a se falar. Um sabático antes de terapia de casal.

O que é sempre mais complicado num bando de loucos.

A entrevista de Carille nesta sexta teve a sinceridade como mote. Ele disse ter “vergonha” pelas atuações recentes. Perfeito. Disse que não falta empenho dos atletas, mas parece que eles não entendem o que precisa ser feito. Correto. Disse mesmo que parece que não é um time que treina, que se juntou na hora no vestiário. É por aí.

Sincero? 110%. Justo? 90%. Bom para administrar o grupo? Nem 40%.

Até porque admitir que o grupo relaxou depois de superar os 41 pontos contra o rebaixamento para o Corinthians que sonha com Libertadores é um pesadelo de afirmação e conduta.

Corda esticada. Goiás 2 x 2 Flamengo.

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O Goiás é das boas surpresas do BR-19. A revelação do campeonato é o atacante Michael, autor do passe para o gol de Rafael Moura, e do empate esmeraldino (em lance que lá atrás prejudicou o Flamengo, com a falta que seria expulsão de RM em Filipe Luís que não foi marcada pelo sempre péssimo Ricardo Marques Ribeiro. O sucessor de Sandro Meira Ricci na arte de fazer mal e ainda ser premiado).

O Serra Dourada nunca é fácil de jogar para o visitante – embora mais da metade da arquibancada fosse eufórica rubro-negra. O mesmo time que sofreu o início da arrancada do Flamengo no torneio (naqueles 6 a 1 de show de Arrascaeta) desta vez foi a equipe mais consistente e competitiva que soube segurar o grande líder. Outra vez privado da intensidade, aplicação, técnica e dinâmica admiráveis.

Normal. A corda tão esticada também dá uma folgada. Alguns reservas não estão à altura do momento excelente do time de Jorge Jesus. É hora de tanto administrar a vantagem ainda enorme e o corpo e alma em Santiago – ou onde for a final. Ou finais da Libertadores.

A ótima notícia rubro-negra é que mesmo assim o time não perde desde a Bahia. Foi abrir o 2 a 0 em Goiânia com gols depois de escanteios. Bolas paradas bem trabalhadas – que também são uma arte, são recursos, e devem ser valorizadas. Ainda mais com Pablo Marí pra ganhar quase tudo por cima, e Rodrigo Caio em dias goleadores.

O desgaste mental e físico também pesa. Além da expulsão do atrapalhado César, isso também contou no final. O destempero entre Arão e Gabriel Barbosa no gramado depois do apito final é alerta. Não é motivo pra crise. Nem pra empurrar com a barriga ou pra debaixo do tapete do banheiro do vestiário. É pra intervenção que teve ainda em campo JJ. Não pra passar pano. Mas pra lavar o uniforme sujo. Na hora. Sem pendurar a conta e nem no armário.

Administrado vaidades e desgastes, o Flamengo vai longe. No Brasileirão e na Libertadores. E quem sabe mais além.

Parabéns a vocês. Palmeiras 3 x 0 São Paulo

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Nickollas fez 13 anos ganhando do locutor do Allianz Parque Marcos Costi um tocante Parabéns a Você da torcida palmeirense. Cantado em coro pela mãe Silvia. Decantado em cuore grato pelo Fiori Gigliotti que na véspera teve sua história contada por mim e pelo colega Paulo Rogério no livro que lançamos no Pacaembu.

No Allianz Parque no Choque-Rei agora são oito vitórias verdes e apenas um empate (que foi vitória tricolor no SP-19). Placar agregado de 24 x 4 absurdo. Como foi a diferença entre as equipes no clássico. A melhor partida de Mano e a pior de Diniz. Foram 11 chances do mandante na primeira etapa e apenas três do visitante que parece traumatizado na casa verde.

Diniz fez o certo. Daniel Alves na lateral, Luan na cabeça da área, Tchê Tchê e Igor Gomes por dentro, com Antony e Vitor Bueno pelos lados. Problema é que Pato flanava como tantos, e estava desatento como o eficiente miolo de zaga tricolor. Arboleda errou a primeira da noite e cedeu a Deyverson (em grande dia) chutar a bola que acabaria na cabeça de Bruno Henrique.

Eram 11. Com 20 minutos já poderia ter sido o segundo gol que saiu aos 41, quando Felipe Melo ganhou de cabeça de Arboleda e fez 2 a 0.

Diniz tentou atacar o que não havia criado com o Luan sacado. Igor Vinicius foi pra lateral, Tchê Tchê na função de Luan, Daniel Alves armando por dentro. Aos 11 um belo contragolpe de Zé Rafael acabou no gol de Scarpa, com todo o São Paulo assistindo ao lance. O Palmeiras tirou o pé que deveria seguir acelerando. Ou só manteve o pique pela vontade, raça e técnica de Dudu. Tudo aquilo que Pato parece viver em Patópolis. E o time do São Paulo em uma irrealidade paralela que dragou até Daniel Alves.

Até acabou tendo mais chances que o rival no tempo final (5 x 3). Mas a sensação é de que se mais tempo tivesse, Dudu levaria o Palmeiras a mais uma grande vitória ainda maior contra mais uma preocupante atuação tricolor em clássicos.

Festa para o palmeirense. Festa para Nickollas e Silvia. Torcedores que mostram como a companhia agrega. Como se associar e se aproximar funciona.

Um jogo para o Palmeiras usar como exemplo. Um clássico para o São Paulo usar no divã.

O ínfimo príncipe

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O essencial é invisível ao óleo.

Todo mundo gostaria de passar uma tarde com um príncipe…

Eu, de coração, nem como um príncipe eu gostaria. Sou contra a monarquia. Qualquer uma que não tenha Pelé, o único rei que admiro. Nem o Rei da Empada eu gosto. Sultão do Quibe. Grão-vizir das Esquadrias de Alumínio. Emir da Porra Toda. Dessas realezas todas ainda prefiro a realidade nua e crua. Mais nua e ao ponto pro bem passado.

Não sei foi a educação que tivemos (ou mal tivemos) que nos faz gostar de monarcas da carochinha. Rei Leão é legal. Mas quem se acha leão não é mesmo legal. Até porque se acha e, por tabela, se perde. Vê o resto como hienas ameaçadoras. Ainda que algumas mais sorriem do que rosnem. São hienas, afinal. Não bichos escrotos como aqueles que veem ameaça em tudo.

Enfim, nunca quis ser um príncipe. Não gosto de monarquia. Poder absoluto. Falta de democracia. Apartheid por gênero. Intolerância religiosa. Assassinato de opositores. Algo que principies de anedotas fazem. Ou absolutistas da hora deixam fazer nas terras planas do quem manda sou eu. Obedece quem não tem juízo. Piada de péssimo desgosto.

Não sou mulher para saber o que elas querem. Mas se eu tivesse algum poder, por mandato ou absoluto, não falaria e nem faria um monte de coisa. Para não ser preso ou para prender.

Mas mais do que ter poder que é conferido ou confiscado, o principal para qualquer cidadão é ter pudor.

Algo que não parecemos ter à minha esquerda e à sua direita.

Viva o Rei Pelé do futebol plebeu.

Abaixo a Monarquia das tropas das elites.

O mundinho do futebol só quer a realidade, não a realeza.

Fiori e o futebol

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A foto da capa do meu 17º livro não é minha. Como o próprio livro é muito mais do Paulo Rogério e dos filhos do locutor da torcida brasileira, o Marcos e o Marcelo. Mas a imagem do narrador que melhor contou, decantou e, permitam-me, floreou o futebol, é a que eu senti muitas vezes no cantinho da saudade do nosso velho Palestra.

Quando eu comentava jogos pela Rádio Gazeta, de 1991 a 1996, quando tive a honra de conhecer, ser colega e amiga do moço de Barra Bonita, nossas cabines no estádio do nosso Palmeiras eram vizinhas. Ele pela Bandeirantes contando o jogo do seu jeito único, eu tentando começar a contar as partidas.

Como eu fazia desde que lembro da vida, a partir de 1972, corujava futebol em todas as rádios. Começando pela Jovem Pan, onde meu pai começara jo jornalismo econômico (onde comento desde 2015), passando pela Bandeirantes (que me faria hors-concours em 10 anos de prêmio Aceesp), onde de 1977 a 1985, e de 2004 até seu último suspiro no ofício em 2012, Joelmir Beting falava com amor. Como Fiori descrevia o jogo da nossa vida e a nossa própria vida.

Também me considero filho do rádio. Meus pais se conheceram na Rádio 9 de Julho. E me considero sortudo também por aqueles anos de Palestra e de aulas do Fiori no meu ouvido. Porque eu tirava como sempre um dos fones do ouvido não só para sentir o estádio. Mas também para ouvir Fiori ao meu lado, em outra emissora, falando direto no meu ouvido. Sem microfone. Sem transmissor. Sem radinho.

Apenas a essência. A quintessência do jogo. Era a imagem que eu tinha dele. Narrando ali do meu lado. Do lado de todas as torcidas. Como ele também fazia no antigo púlpito do Pacaembu. Pela Pan-Americana ou pela Bandeirantes. Prefixos que tenho ou tive a honra de defender. Tentando ao menos ter a mesma paixão de Fiori.

Pacaembu que nesta terça, a partir das 19h, no Museu do Futebol, abre as portas do espetáculo para a noite de autógrafos da obra da Onze Editorial que publica o livro que os parceiros e patrocinadores bancaram. Uma história que merece ser contada. Uma honra a contar. Um desafio botar no papel o que só Fiori conseguiria. A história de um grande amor pela palavra e pelo futebol.

A farra dos canastrões do Brasil

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Brasileiros simulam tanta falta que até parecem que simulam jogar bola

Sou velho. Não sei fazer o “arrasta pra cima” no Instagram. Faço outros papelões e papéis de bobo e de trouxa.

Mas sei que o meu papel como torcedor que escreve (e que assume essa condição e por isso é mais transparente de quem não assume) também é ficar estarrecido quando um atacante diz que “o papel dele é cair” quando tocado na área. Ou mesmo quando nem é tocado.

Atacante que até fez sucesso na Espanha. É campeão brasileiro de 2018. Com autoridade e atuações surpreendentes.

Mas que se perdeu como o time. Está se perdendo enquanto atacante e personagem. E não pode dizer que papel de atacante é simular faltas e agressões.

O jogo no Brasil está no baixo nível que está também por isso. Troca-se o ataque pela queda. Troca-se o contragolpe pelo golpe contrafutebol da simulação. O jogo para por nada mesmo. Irrita com a interrupção cavada. Pela farsa manjada que a arbitragem apita junto.

Vários lances são trocados por essa simulação circense. Por esse antijogo boçal. Por esse desserviço ao que há de bom.

Uma coisa é a malícia e a milonga vez e outra. Mas não sempre.

O que é mais deplorável é que quase todos os nossos quando jogam lá fora não se jogam assim.

Aqui vira a farra dos canastrões. Lá sao logo combatidos. Ou viram memes mundiais como os exageros de quem mais sofre faltas no futebol. Mais tem faltas não marcadas sobre ele também. Porque também Neymar simula algumas. Ou simula dores que não batem bola.