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‘Grupo dos 8’ vê maior independência em relação à CBF e TV com MP e união

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Ao menos parte dos dirigentes de clubes que integram o bloco de oito times que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro na última terça (30) avalia que a MP 984 combinada com a união dessas agremiações dará a elas mais independência em relação à CBF e a emissoras de TV, em especial a Globo. No grupo que foi para Brasília estão Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza. Todos assinaram contratos para transmissão de seus jogos no Brasileirão em canal fechado com a Turner e agora brigam com a emissora. A empresa acusa cartolas de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a companhia esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Historicamente, os clubes brasileiros dependem de antecipações dos contratos de TV, quase sempre com a Globo, e de cotas antecipadas por CBF e federações. Nesse cenário, cartolas entendem que agremiações ficaram amarradas, sem poder explorar o potencial comercial que aumentou com o rápido surgimento de novas plataformas digitais.

A partir da MP, que dá ao mandante o direito de comercializar os direitos de transmissão dos jogos, pelo menos uma parcela dos dirigentes do grupo de oito clubes que assinou com a Turner entende que as agremiações ganharam liberdade, agilidade e, o mais importante, poder de negociação. Ficou mais fácil vender os direitos, já que não é preciso autorização do adversário como antes da MP, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Nesse cenário eles têm mais opções do que dizer sim ou não para a proposta da Globo, que normalmente fechava com uma série de clubes e pressionava quem estava fora do bolo e que não podia negociar jogos que com adversários “globais”.

Agora cada time pode fazer o que bem entender. Porém, o que os representantes dos oito clubes desafetos da Turner mostraram a Bolsonaro é que estão e pretendem ficar unidos. Já usam os mesmos advogados e assessores de imprensa, por exemplo. Acreditam que a liberdade dada pela MP associada à união organizada os fortalece. O discurso não vale apenas para questões comerciais. O empoderamento do bloco é visto como importante, por exemplo, para debater calendário com a CBF e federações.

“O que nos uniu inicialmente foi a dor, o problema com a Turner. A gente vem conversando desde abril. E a gente percebeu, enquanto grupo, que coletivamente a gente consegue brigar mais forte, consegue mais resultados. Vou dar o meu exemplo pessoal. No ano passado, fiquei brigando sozinho com a Turner e não tive resultado tão expressivo. Agora, coletivamente, a gente sente que as portas se abrem mais, as pessoas escutam mais. Nesse grupo, a gente está falando aproximadamente de 40 milhões de torcedores. Então, tem um peso maior. Temos um sentimento de que juntos a gente consegue mais”, disse ao blog Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. O dirigente completou afirmando que não houve conversa sobre a criação de uma Liga.

O presidente do tricolor cearense não critica CBF e Globo. Pelo contrário. Elogia a atual administração da confederação e exalta as quantias investidas pela rede de TV até aqui na compra de direitos de jogos no Brasil. Porém, Paz acredita que a mudança promovida pela Medida Provisória pode deixar os times numa situação de protagonistas ainda não atingida por eles.

“Conceitualmente, acho que os clubes têm que ter mais protagonismo em tudo no futebol. Porque o torcedor, que é a razão de existir do futebol, ele vai para o estádio para ver o clube. Os jogadores passam, os dirigentes passam, e ele continua indo no estádio para ver o clube. Então, os clubes têm que ter o protagonismo e ainda não é assim. Quando você pega Campeonatos Estaduais, olha o borderô, e o ‘time’ que mais ganhou na competição chama-se federação, é uma coisa muito errada. Talvez, com exceção do Campeonato Paulista, em todos o Estaduais, quem ganha mais dinheiro com arrecadação, estou falando de borderô e bilheteria, o ‘time” que mais ganha dinheiro em todos os Estaduais é a federação, somado o faturamento. Então, acho que os clubes tem que ter mais protagonismo, também nos direitos de TV. O modelo a partir da MP dá mais protagonismo aos clubes, desde que a gente consiga se organizar coletivamente. Essa ressalva é imprescindível”, afirmou Paz

A expectativa de dirigentes do grupo é de que as receitas das agremiações aumentem significativamente graças à capacidade de explorar novas propriedades comerciais, livres de antigas amarras burocráticas, e a um novo poder de negociação. O sentimento é de recuperar tempo e dinheiro perdidos.

Desafetos da Turner mostram a Bolsonaro novo bloco empoderado por MP

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Abrir um canal de comunicação com Jair Bolsonaro e mostrar a ele que o grupo se sente empoderado após a publicação da MP 984 estão entre os principais objetivos dos representantes de oito clubes que se encontram com o presidente da República nesta terça (30). Os dirigentes também aproveitaram o encontro para dizer ao chefe do executivo que a Turner, ao se desentender com esses times, fez movimento favorável ao monopólio da Globo nas transmissões dos jogos no Brasil na contramão do que a Medida Provisória provocou.

Os representantes de Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza deixaram claro para o presidente que formam um bloco sólido, unido por pautas em comum e que conta até com assessorias jurídicas e de imprensa únicas. Também explicaram como ganharam força com a MP 984, que dá ao mandante o direito de negociar os direitos de transmissão dos jogos e que ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional. Antes, era preciso consentimento dos dois times de cada partida para a transmissão. Agora, por exemplo, quem não tem contrato com a Globo e jogar em casa pode vender a partida para quem quiser. Vale lembrar que o presidente tem longo histórico de desentendimentos com a emissora.

Os cartolas procuraram mostrar para Bolsonaro a mudança de status que a MP deu a um grupo que antes era visto como minoria, por não ter assinado contrato para TV fechada com a Globo, e que agora, agindo em grupo, pode ter os direitos de transmissão do equivalente a 40% do Brasileirão, nos cálculo dos representantes desses clubes. Também foi dito ao presidente que o bloco deve ganhar outras adesões.

“Os clubes que estavam lá é que organizaram (a ida para Brasília). A gente vem se juntando há muito tempo. A gente já tem advogado constituído conjuntamente, assessoria de imprensa constituída conjuntamente, estratégias definidas, regras de decisão interna. Os clubes já estão bem unidos há muito tempo, então a gente achou que precisava dialogar com o poder executivo e com o poder legislativo e começamos isso agora. Fomos dizer que a MP é boa e que a gente apoia, dentre outras coisas. Discutimos lei de telecomunicações no futebol, um monte de coisas”, disse ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.  O dirigente afirmou também que os clubes preparam uma nova ida para Brasília para conversar com congressistas.

Para os cartolas a visita foi considerada bem mais do que uma mera formalidade. Segundo um dos participantes, foram cerca de 2 horas e 15 minutos de conversa com Bolsonaro. Uma das pautas mais sensíveis foi em relação ao desentendimento deles com a Turner. Os clubes trabalham com a informação de que o Governo Federal está disposto alterar a lei que impede operadoras de TV a cabo de terem o controle de canais ou de empresas que produzem conteúdo de olho em investidores como a Turner. Os cartolas provocaram a reflexão sobre possibilidade de uma companhia que acaba de entrar em atrito num movimento que, em tese, facilita o monopólio da Globo no futebol, algo que não agrada o governo, ter uma MP eventualmente favorável à ela.

A Turner acusa os clubes de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a empresa esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Cade e ministério

O grupo ainda se encontrou durante aproximadamente uma hora com o superintendente-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Cordeiro. Ao representante do órgão que analise supostos casos de monopólio, o grupo sugeriu estudos de modelos de negociação de direitos de transmissão de jogos em outros países como forma de ajuda nas análises a respeito das questões no Brasil. Outros temas que resvalam nas transmissões dos jogos foram conversados na reunião, também de aproximadamente 60 minutos,  com Fabio Wajngarte, secretário-executivo do Ministério das Comunicações.

No final dos encontros, houve membro da delegação entendendo que o dia pode ter sido histórico no sentido de fortalecer clubes dispostos a se unirem em busca do que consideram melhores condições comerciais e legais para seus desenvolvimentos.

Cúpula do conselho corintiano vê desrespeito ao órgão em ação contra Andrés

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A decisão do grupo oposicionista Frente Liberdade Corinthiana de pedir na Justiça o afastamento de Andrés Sanchez da presidência do Corinthians incomodou integrantes da mesa diretora do Conselho Deliberativo (CD) do clube. Conforme apurou o blog, integrantes da mesa diretora interpretaram a atitude como um desrespeito ao conselho.

O entendimento na cúpula do CD é de que toda tentativa de afastar um presidente da agremiação deve ser feita por meio dos órgãos internos. O estatuto alvinegro determina que eventual pedido de impeachment deve ser encaminhado pelo presidente do conselho à comissão de ética do órgão para análise, apresentação da defesa,  emissão de parecer e posterior votação no colegiado. Caso o afastamento seja aprovado pelo CD, ele ainda precisa passar pelo crivo dos sócios.

A cúpula do conselho entende que, para demonstrar respeito, o grupo oposicionista deveria pelo menos ter procurado a mesa diretora do órgão para informar sua intenção.

Como não foi procurada antes de a Justiça ser acionada, a cúpula do órgão não irá chamar os opositores para conversar agora. A ideia é esperar a próxima reunião do conselho para manifestar internamente a insatisfação.

Ao blog, Antônio Goulart dos Reis, presidente do CD, disse que não concederia entrevista sobre o tema.

O sentimento da cúpula do conselho de que o órgão foi desrespeitado é compartilhado pela diretoria corintiana. Em nota divulgada no site oficial do clube, a diretoria disse que o estatuto foi atropelado com a ida dos opositores à Justiça.

Ao entrar com a ação, a Frente Liberdade Corinthiana escancarou a insatisfação com a condução de suas demandas nos órgãos da agremiação.

“Optamos pelo ajuizamento da ação por conta das evidentes violações aos mandamentos legais, estatutários, e pelo fato de o STJ já ter se manifestado em outras oportunidades sobre a competência do poder judiciário para enfrentar questões como essa. Em tempos passados, o Conselho Deliberativo foi instado a se manifestar no caso do (então presidente) Roberto de Andrade e acabou não acolhendo o pleito dos conselheiros. Então, optamos pelo poder judiciário”, disse Cristiano Medina, advogado da Frente Liberdade Corinthiana ao blog nesta segunda (29).

Desrespeitar o estatuto é um dos motivos que permite o pedido de impeachment de acordo com as normas estatutárias. O grupo oposicionistas acusa Andrés, entre outras supostas infrações, de contrair empréstimos sem autorização do Cori (Conselho de Orientação).

Sanchez não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido. Porém, em outras ocasiões, o departamento financeiro negou falhas em suas operações.

Grupo de oposição pede na Justiça afastamento de Andrés da presidência

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O grupo oposicionista Frente Liberdade Corinthiana entrou com ação no Fórum Regional do Tatuapé com pedido de liminar para afastar imediatamente Andrés Sanchez da presidência do Corinthians. O advogado da ala formada por sócios, conselheiros e torcedores, Cristiano Medina, alega que o presidente alvinegro desrespeitou o estatuto em diversas oportunidades, por isso pede para que ele seja afastado. Normalmente, os pedidos de impeachment são feitos no Conselho Deliberativo, porém, o grupo escolheu o caminho judiciário. Andrés não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

Entre as normas estatutárias que teriam sido desrespeitadas, segundo o grupo, estão a realização de empréstimos sem a autorização prévia do Cori (Conselho de Orientação). Indagado sobre o tema em outras oportunidades, o departamento financeiro alvinegro afirmou ter seguido todas as normas previstas pelo estatuto durante sua gestão.

A Frente Liberdade Corinthiana  acusa Sanchez de gestão temerária. Entre outros exemplos, é usado o fato de a previsão orçamentária para 2019 ter sido de superávit de R$ 650 mil. O ano terminou com déficit de R$ 177 milhões. O grupo também alega que Andrés não responde aos pedidos de esclarecimentos feitos sobre atos de sua administração.

Saiba o que os postulantes à presidência do SPFC pensam para o futebol

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O blog ouviu o candidato à presidência do São Paulo, Júlio Casares, que tem o apoio da situação, e os três pré-candidatos da oposição, Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros, sobre o que eles pensam para o futebol do clube. Veja abaixo o que disse cada um.

Júlio Casares

“Vamos mudar a dinâmica do futebol. Vamos ter um diretor executivo que venha do mercado, porém, ele não vai ter um salário astronômico, a não ser na composição de fixo e variável, meritocracia. Na nossa gestão, o diretor vai poder ganhar (quantia em) três dígitos, só que ele vai ter que ter um plano de metas para chegar em três dígitos. Ele não pode ganhar três dígitos no conforto e só ficar chateado quando contrata errado, quando perde. A composição da remuneração vai ter legado esportivo, que é conquista, performance, e legado financeiro. Legado financeiro entra, primeiro, quando você promove jogador com sucesso da base. Quando você vende bem, foi um produto que o futebol cultivou, ele (executivo) também vai ter um percentual, é a consultoria que está nos ajudando que vai definir quanto. Quando ele compra bem, também ele vai ter um handicap bom na avaliação da remuneração variável. Então, em primeiro lugar o legado esportivo, mas também vai ter o legado financeiro. No frigir dos ovos, ele trouxe um jogador em final de carreira, mas ele trouxe um campeonato, ele já cumpriu um item importante do seu variável. Se ele revelar, comprar bem, vender bem, ele vai ganhar mais. Eu vou ficar feliz se o cara ganhar três dígitos porque o São Paulo vai ficar feliz. O executivo ficar contrariado quando o time perde não basta pra gente.  A cada 90 dias vamos avaliar as metas. Se ele estiver abaixo da meta, vamos acender o sinal amarelo, falar: ‘você tem que correr atrás’, mas, claro, vamos fechar a avaliação em um ano. Essa é a primeira ação estrutural. Outra ação estrutural eu chamo de hierarquização das contratações. Hoje, como as pessoas contratam? Hoje, às vezes, o diretor quer, vai para o avaliador de desempenho… Então, nós vamos ter uma hierarquização. Primeiro, quem tem que apresentar a necessidade de contratação é o técnico. Vou montar o CAF (Comitê Avançado de Futebol), com a figura de um ex-jogador ou ex-técnico, figura de um especialista financeiro, uma pessoa com visão médica, clínica e fisiológica. Quando isso vem para para o CAF, e eu vou participar como presidente, a gente pergunta: ‘esse jogador que você quer vem para compor elenco ou para ser titular?’ Se ele falar que é pra compor elenco, nós vamos fazer uma avaliação prioritária da base. A base tem que ter um jogador pronto para compor elenco. Porque, se não estiver pronto para compor elenco, a base tem que ser questionada. Se você contrata um jogador para compor elenco e ele não dá certo, você gasta e pode inibir o aparecimento de alguém bom da base. Esse comitê vai avaliar a vida pregressa do jogador que o técnico quer, se ele é ‘chinelinho’ ou não, como ele jogou, qual o estado de saúde dele, qual a idade, porque a idade vai determinar o tempo de contrato. Então, se não acharmos na base o jogador que o técnico quer para compor elenco, vamos procurar no mercado dentro de uma responsabilidade financeira. Então, como vamos compor isso com responsabilidade financeira? Vamos ter jogadores cascudos, jogadores da base e também algumas estrelas. O que não pode é contratar cinco ou seis jogadores numa faixa muito alta de salário. Mas você pode ter dois e mais um com salário intermediário. Depois você mescla com um time competitivo e que tenha a base também”.

Marco Aurélio Cunha

“O presidente não pode só sentar na cadeira, contratar jogadores que agradam a torcida e achar que está tudo bem. Se fizer isso, nós vamos continuar gastando e não ganhando de ninguém. Temos que pensar na estrutura do time. Não é só contratar o ídolo. O time precisa dos carregadores de piano também. Na nossa história, fomos campeões com participações importantes de jogadores que carregavam o piano, como Pintado, Ronaldão, Lugano… E isso passa pelo executivo de futebol, que precisa ter essa visão de estrutura de time, de equilíbrio”.

Roberto Natel

“Acho que o próximo presidente, a primeira coisa, ele vai ter que focar na dívida. E usar a base, vai ter que mesclar mesmo. Ter dois ou três jogadores para dar confiança para os garotos, é por aí. Acho que não tem muito como fugir disso. Nenhum dos candidatos pode dizer que tem uma mágica. A mágica é ter coerência, refletir bem, porque o problema do São Paulo é a grande dívida que vai ficar, e usar, sim Cotia, a equipe de base, e ir mesclando com alguns jogadores que não sejam aquela fábula de dinheiro que hoje o São Paulo gasta com salários. Você trazer um Daniel Alves para fazer aquela parte psicológica que traz para os garotos uma confiança muito grande, aí tudo bem. Agora, você trazer vários, é o que acontece com o São Paulo hoje. O São Paulo está com uma dívida muito grande por falta de um planejamento.

Sylvio de Barros

“Minha filosofia não é do futebol, é do São Paulo Futebol Clube. Você tem um problema, por má gestão, por tudo o que aconteceu, tem um problema de déficit financeiro muito alto. Então, temos que achar uma fórmula para contornar esse problema e, de uma forma ou de outra colocar o clube em ordem. Na nossa opinião, primeiro temos que fazer uma comunicação, conversar diretamente com nossos credores, saber o que é possível fazer, saber de que forma podemos ordenar nossas necessidades. Ter uma conversa coma a torcida, ter uma conversa com os jogadores. Dessas conversas, vai sair um plano que seja viável para o clube e para todos que o rodeiam. Os artistas têm que ser ouvidos. A torcida tem que ser ouvida. Então, é uma forma de você achar o caminho. A ideia é criar um grupo grande de apoio para que, juntos, a gente possa reorganizar o São Paulo

Entenda crise na oposição do SPFC após anúncio de filho de ex-presidente

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O movimento que pode colocar o filho do ex-presidente do São Paulo Marcelo Portugal Gouvêa na presidência do Conselho Deliberativo do clube gerou estresse na oposição e esvaziou a convenção do grupo para escolher o candidato à presidência do órgão na eleição de dezembro. O processo que culminou com a candidatura de Marcelinho Portugal Gouvêa foi visto como uma virada de mesa por parte dos opositores e provocou a saída dos outros dois pré-candidatos.

Inicialmente, José Carlos Ferreira Alves, José Roberto Ópice Blum e Homero Bellintani Filho, o Homerinho participariam da convenção. A crise começou depois de Alves retirar seu nome da disputa alegando que teria dificuldades para conciliar o eventual cargo com seu trabalho como desembargador. Os outros dois candidatos entenderam que a disputa estava fechada entre eles. Mas foram surpreendidos com o anúncio de que o filho do ex-presidente decidiu participar da convenção, ainda sem data marcada. O evento também vai definir quem será o candidato da oposição. Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros estão no páreo. Júlio Casares é o candidato que tem o apoio do presidente Leco.

O blog apurou que Homerinho entendeu não ser justo o lançamento da candidatura de Marcelinho aos “45 minutos do segundo tempo”, se sentiu sem respaldo da coordenação da coligação de oposição e se retirou da disputa. Na última quinta (25), foi a vez de Blum fazer o mesmo por, segundo apuração da reportagem, não ter concordado com a forma com que foi conduzido o processo que alçou o filho do ex-presidente à condição de pré-candidato.

Homerinho acreditava que teria o apoio de Alves na convenção. Já Marcelinho diz que decidiu se candidatar depois de o desembargador desistir e perguntar se ele teria interesse em tentar o posto.

“Retirei minha candidatura para não rachar o grupo. Penso que seriam muitos nomes concorrendo na convenção, talvez não fosse escolhido o melhor nome para ganhar a eleição. Posso garantir que a eleição para a presidência do conselho (antes da entrada de Marcelinho na disputa) estava ganha. Agora não sei mais”, disse Homerinho, antes de saber da desistência de Blum. “Estou magoado”, completou ele, referindo-se ao que entende ter sido de falta de respaldo de parte da coalisão. O ex-pré-candidato diz que agora se considera neutro na política tricolor, como antes de entrar na coalizão oposicionista. “Vou votar em que eu achar melhor para o São Paulo”, declarou.

Marcelinho afirmou ao blog não ver problemas em relação à sua pré-candidatura. “O processo de convenção é muito democrático. Acho que todo mundo que tem a intenção de se tornar candidato da oposição deve concorrer. Se a pessoa não tem a intenção de concorrer e retira seu nome da disputa, claro, cada um tem seus motivos particulares, mas eu estou num sistema democrático, disputando a convenção e há a disposição de disputar com qualquer nome que surja”, afirmou o filho do ex-presidente tricolor.

Antes de ser pré-candidato, ele apoiava Alves na candidatura, mas que quando sua possível pré-candidatura foi colocada em pauta passou a ter incentivo de vários conselheiros e entendeu ser natural sua entrada na convenção. Ele também afirmou ter procurado Homerinho antes de lançar sua pré-candidatura. “Liguei para ele antes de decidir pela minha candidatura. Liguei quando começaram a surgir as primeira conversas. Perguntei o que ele achava, falei com ele por duas vezes de uma forma são-paulina. Ele é um excelente nome, já prestou muitos serviços para a instituição, continua prestando até hoje. Um cara que respeito muito, então o Homero foi um dos primeiros a saber que eu teria a intenção de concorrer. Conversamos duas vezes. Na segunda, ele deu a entender que, eu concorrendo, ele desistiria. Eu o incentivei a concorrer, mas ele optou por desistir. Com o Blum não falei ainda, mas estou aberto a falar com qualquer conselheiro do São Paulo, de qualquer lado político”, disse Marcelinho na última sexta (26).

Por mensagem pelo celular, Blum afirmou que não daria entrevista. O conselheiro apenas confirmou que havia retirado seu nome da convenção para definir o candidato oposicionista à presidência do conselho. A situação lançou o nome de Olten Ayres de Abreu Júnior.

Dois opositores ouvidos pelo blog acreditam que a crise deve ter mais desdobramentos na oposição. Situacionistas comemoram o episódio como uma fratura precoce no time adversário. Historicamente, é importante nos clubes o presidente da agremiação ter no comando do Conselho Deliberativo um aliado político.

Voto em drive-thru e urnas pela cidade devem ser vetados no Corinthians

A proposta da Chapa 82-Reconstruir, um dos grupos políticos do Corinthians, para que o clube tenha, na eleição em 28 de novembro, votação por drive-thru e urnas espalhadas pela cidade com o objetivo de combater a transmissão do novo coronavírus não deve vingar. Há o entendimento inicial na comissão eleitoral de que as sugestões esbarram em problemas de segurança e logística.

Um dos principais receios é de que urnas sejam roubadas, especialmente durante o transporte. Outro entrave é a fiscalização dos postos fora do Parque São Jorge. Como são muitos sócios candidatos a assentos no Conselho Deliberativo, além dos postulantes à presidência da agremiação, o número de associados que pode fazer a fiscalização voluntariamente é reduzido. Contratar fiscais para a votação externa geraria custos indesejados. Procurado pelo blog, Romeu Tuma Júnior, presidente da comissão eleitoral, afirmou apenas que responderá à chapa na próxima segunda, sem dizer como será sua resposta.

O grupo sugeriu que o estacionamento da Arena Corinthians seja usado pra votação como “drive-thru” para eleitores que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. Outra proposta é colocar urnas em locais como o Pacaembu, o CT corintiano e a arena. A pulverização dos pontos de votação teria como objetivo diminuir a chance de aglomerações no Parque São Jorge, sede do alvinegro

Outra argumento de quem vê obstáculos para a votação espalhada pela cidade é que parte considerável dos associados mora perto do Parque São Jorge e não estaria disposta a votar num local mais distante. A tendência é de que os eleitores sejam divididos em dois ginásios dentro do Parque São Jorge para diminuir a chance aglomeração.

A Chapa 82-Reconstruir também sugere que o tempo de votação seja ampliado como forma de reduzir a quantidade de gente indo votar simultaneamente. Felipe Ezabella, integrante da diretoria na primeira gestão de Andrés Sanchez, é um dos integrantes do grupo que assinam a carta enviada para Tuma Júnior. Ele apoia Mário Gobbi. Porém, o ex-presidente declara que ainda não definiu se será candidato, apesar de fazer inúmeras reuniões técnicas sobre a situação do Corinthians.

 

Empresa cobra São Paulo por operação com Luis Fabiano

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A empresa Kirin Soccer, do agente Joseph Lee, entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 206.271,22 do São Paulo por uma operação envolvendo Luís Fabiano.

A empresa alega que, em 2015, durante a gestão de Carlos Miguel Aidar no clube do Morumbi, negociou a cessão do direito de preferência de compra de Luis Fabiano com o Fenerbahçe. Seus advogados alegam que a agremiação tricolor ficou de pagar 35 mil euros de comissão pelo serviço.

O valor corresponde a 10% dos 350 mil euros que o clube turco se comprometeu a pagar para ser prioritário numa eventual negociação do atacante.

Pelo trato, o São Paulo ficava obrigado a informar os turcos se recebesse uma oferta por Luis Fabiano. Por sua vez, o Fenerbahçe poderia fazer a contratação nas mesmas condições da proposta apresentada por outro time.

Na inicial, datada de 22 de junho, os advogados da empresa convertem os 35 mil euros para R$ 206,2 mil.

A Kirin alega que o São Paulo não pagou nem parte do valor combinado. Luis Fabiano não foi comprado pela equipe turca, mas a empresa sustenta que realizou o seu trabalho de negociar a preferência.

“Pois bem, passando por severa crise financeira e política, o SPFC buscou a requerente (Kirin) para que, em seu benefício, prospectasse oportunidades de negócios no mercado global,
preferencialmente, à época, envolvendo a transferência do atleta Luis Fabiano Clemente para alguma entidade de prática desportiva com sede no exterior, visto que seu contrato especial de trabalho desportivo estava prestes a expirar”, escreveram os advogados da empresa na ação.

O blog tentou ouvir o departamento jurídico são-paulino por meio da assessoria de imprensa do clube, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

Até ontem, a Justiça não havia analisado o pedido de cobrança, que inclui juros e correção monetária.

Corinthians pede para prefeitura autorizar reunião presencial do conselho

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Antonio Goulart dos Reis, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, enviou na última segunda (22) pedido para o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizar reunião presencial do órgão. Isso, apesar das medidas de distanciamento social impostas como combate à transmissão do novo coronavírus.

“Ainda não (recebemos resposta). Estamos tratando com o comitê de combate à covid”, disse Goulart ao blog no final da manhã desta quinta (25).

No pedido, o presidente do conselho diz que a reunião aconteceria no ginásio Wlamir Marques, local com capacidade para 10 mil pessoas sentadas, segundo o dirigente. Ele afirma que o órgão é composto por 320 pessoas e que seria possível oferecer assentos previamente marcados com distância mínima de quatro metros entre eles.

O ofício também aponta que a reunião será para a apreciação das contas referentes ao exercício de 2019 e que deve ser presencial para atender ao estatuto alvinegro. Goulart diz que a quarentena impediu o encontro de acontecer antes e que o prazo legal está perto de se encerrar, o que traria problemas ao Corinthians.

O dirigente assegura que todas as medidas sanitárias exigidas pela prefeitura serão respeitadas. Vale lembrar que, em grande parte, o conselho é formado por idosos, que pertencem ao grupo de risco da covid-19. A data será marcada após eventual autorização da prefeitura. Uma cópia do ofício foi endereçada ao governador João Doria

 

 

Justiça manda Corinthians pagar R$ 19,6 mi por usar rua como estacionamento

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Em decisão publicada no Diário da Justiça de São Paulo nesta quinta (25), a Justiça determina que o Corinthians pague cerca de R$ 19,6 milhões para a prefeitura da capital paulista por ter usado durante décadas uma avenida como estacionamento do Parque São Jorge, sua sede. O clube deve recorrer.

A juíza Luiza Barros Rozas Verotti  homologou laudo pericial que avaliou quanto o alvinegro deveria pagar pela utilização da área.

São R$ 265.876,88 de valores locatícios pelo uso em outubro de 2019 e R$ 19.405.289,96 para o período entre 07/05/2009 e 05/06/2015. O clube ainda terá que pagar sucumbências e honorários. A quantia total deve superar os R$ 20 milhões.

Em 2010, a Justiça já havia condenado a agremiação a devolver a área e a indenizar a prefeitura, deixando a definição do valor para a fase de execução, iniciada em 2017.

A prefeitura entrou com a ação de reintegração de posse em 2010, contestando lei municipal de 1996 que outorgou ao Corinthians o uso gratuito da área por 99 anos. Os advogados do município alegaram irregularidades como falta de interesse público e de concorrência para conceder o uso da avenida, além de configurar restrição ao direito público de livre fruição.

Em sua defesa, o alvinegro negou haver uso irregular da área por existir lei municipal que autorizou a utilização como estacionamento. Disse também que as instalações do clube estão à disposição de diversos órgãos públicos e entidades  governamentais e que instituições de ensino da região usam o local como estacionamento.