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Direção do Corinthians não vê postura do Palmeiras com a Globo como ameaça

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O discurso interno de pelo menos parte da diretoria do Corinthians é de que a atitude agressiva do Palmeiras em suas negociações com a Globo não representa ameaça para o alvinegro a curto ou a longo prazo.

O principal argumento é o de que a emissora teria convicção de que o alviverde não é capaz de manter uma média de audiência superior à da equipe de Itaquera.

Outra tese é a de que o Palmeiras segue com torcida menor do que a do rival e que isso se reflete no número de assinantes do pay-per-view.

Historicamente, o Corinthians ganha mais da Globo do que o Palmeiras. De acordo com o balanço dos dois clubes, em 2018, a agremiação presidida por Andrés Sanchez recebeu pelos direitos de exibição dos jogos R$ 197.756.000,00 contra R$ 136.724.000 do rival. Entre as principais fontes de receita, essa foi a única em que os corintianos conseguiram mais dinheiro.

O formato atual de pagamento dos direitos de transmissão dá pouca margem para os clubes negociarem. Na TV aberta, os R$ 600 milhões pagos pelo brasileirão são divididos pelos 20 times de acordo com critérios fixos. Do total destinado para cada um, 40% são iguais (R$ 12 milhões por time), 30% dependem da colocação das equipes na competição e 30% estão atrelados ao número de jogos exibidos.

Ou seja, para diminuir a vantagem corintiana, o Palmeiras teria que terminar o campeonato em melhor posição (o que acontece neste momento) e ter mais jogos transmitidos.

Caso se mantenha na liderança, a equipe treinada por Felipão, em tese, é um grande atrativo para a grade da Globo. Mesmo assim, ao menos uma parcela da diretoria corintiana acredita que a emissora não mudará o tratamento dispensado ao alvinegro na hora de montar sua programação.

Vale lembrar que jogos envolvendo o Palmeiras obtiveram resultados expressivos para o canal TNT até aqui. A partida contra o Internacional registrou a melhor audiência na televisão paga na ocasião.

No pay-per-view a projeção inicial é de uma divisão mínima R$ 650 milhões entre os clubes de acordo com pesquisa feita pela Globo para avaliar a quantidade dos torcedores de cada clube assinantes do sistema. O Palmeiras quer a garantia de receber pelo menos 10%. Corinthians e Flamengo têm mínimo garantido de cerca de 18,5% cada.

Além disso, as luvas podem ser negociadas de maneira independente pelos times.

O Palmeiras já mostrou força na negociação com a Globo conseguindo retirar a multa aplicada pela a emissora pelo fato de o clube ter assinado contrato com a Turner para a TV fechada.

As negociações entre Palmeiras e Globo estão adiantadas e a expectativa no clube é de que o acerto aconteça antes do final de semana.

Oposição corintiana se movimenta para cobrar ação contra Odebrecht

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Conselheiros de grupos oposicionistas do Corinthians recolhem assinaturas para tentar marcar reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com o objetivo de emitir uma posição oficial do órgão sobre eventual ação contra a Odebrecht. A discussão se refere a supostas irregularidades que teriam sido cometidas durante a construção da arena alvinegra e também a obras que a construtora teria deixado de fazer ou executado de maneira incorreta, de acordo com resultado de auditoria encomendada pelo clube.

São necessárias 50 assinaturas de membros do conselho para que a sessão seja marcada. Caso ela aconteça e a maioria decida que o clube deve acionar a empresa, o resultado será enviado para a diretoria. O entendimento desses conselheiros é de que só a direção, sob orientação do presidente Andrés Sanchez, pode tomar a decisão de acionar ou não a construtora. Porém, a aprovação deixaria o cartola pressionado politicamente.

Odebrecht e Andrés sempre negaram terem sido cometidas irregularidades no projeto da casa própria corintiana. A construtora também nunca reconheceu  o resultado da auditoria. E afirma que deixou de fazer parte das obras por conta de um estouro no orçamento, mas em acordo com o Corinthians. Alega ainda que respeitou rigorosamente o contrato.

Trecho do requerimento que está sendo assinado diz que ação, se concretizada, visaria a “apuração de eventuais ilícitos cometidos na construção da Arena Corinthians, bem como pendências sobre obras inacabadas e com defeitos”.

O documento não cita quais seriam os supostos ilícitos, porém, recentemente, como mostrou o blog, conselheiros do grupo de oposição Frente Liberdade Corintiana foram à Justiça Federal para tentar tirar o sigilo de um inquérito no qual ao menos um dirigente corintiano estaria sendo investigado por supostamente receber dinheiro da Odebrecht em esquema de caixa 2.

A medida foi tomada depois de o jornal “O Estado de S.Paulo” publicar reportagem apontando o envolvimento de André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do Corinthians e homem de confiança do presidente Andrés Sanchez, no caso. A acusação é relacionada à campanha do agora novamente presidente do Corinthians a deputado federal.

O advogado de André, Júlio Clímaco, nega que seu cliente tenha recebido valores da Odebrecht e cometido irregularidades. Andrés não fala com o blog, mas afirma publicamente não ter existido caixa 2 em sua campanha e nem falcatruas envolvendo a construção do estádio.

Outro trecho do requerimento diz que o pedido “fundamenta-se no que foi deliberado em reunião desse conselho no dia 4 de fevereiro de 2019 tendo transcorrido o prazo de três meses acordado com o diretor presidente da diretoria do Sport Club Corinthians Paulista para tentar uma solução amigável junto à construtora. Caso seja aprovada a proposta (de ir à Justiça), esta servirá de posição oficial do Conselho Deliberativo, a fim de ser remetida à diretoria para a devida análise dentro de seu poder discricionário”.

Em fevereiro, Andrés afirmou em encontro do órgão que estava perto de fechar um acordo com Odebrecht e Caixa sobre eventuais pendências. O trato evitaria o risco de uma longa disputa judicial.

A discussão no conselho deliberativo sobre o acionar a construtora na Justiça é antiga, assim como a pressão de conselheiros para que a diretoria tome esse caminho.

O que a Globo deixa de mostrar sem o Palmeiras em sua grade

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Confira abaixo o que a Globo e o sistema de pay-per-view da Globosat deixaram de mostrar por ainda não haver acerto da empresa com o Palmeiras para exibir os jogos do time no Brasileirão deste ano. Os números são do site especializado em estatísticas Footstats.

Garçom

Até aqui, a Globo está sem mostrar em ação o líder de assistências no campeonato, Dudu. O jogador palmeirense já deu cinco passes para companheiros marcarem gols em quatro jogos.

Artilheiro

Ao vivo, a emissora também não mostrou os três gols de Bruno Henrique, no Brasileirão. Ele divide o posto de goleador da competição com Everaldo (Chapecoense), Ricardo Bueno (Ceará), Everton (Grêmio) e Bruno Henrique (Flamengo).

Pontaria

Quem depende da Globo para assistir ao vivo aos jogos do Brasileirão, não vê a equipe com pontaria mais calibrada. O Palmeiras tem o melhor índice de acerto de finalizações: 55,1%. Em média, são 5,4 arremates com endereço certo por partida.

Melhor ataque

O time que mais fez gols no Brasileiro em cinco rodadas está fora da programação aberta da Globo e do pay-per-view do grupo. Os palmeirenses balançaram as redes 12 vezes, duas a mais do que o Fluminense, segundo colocado nesse critério.

Melhor defesa

Numa prova de que Felipão conseguiu montar um time ofensivo sem deixar sua meta desprotegida, o telespectador da Globo não pode contemplar o sistema defensivo menos vazado do Brasileirão. O alviverde só levou um gol até agora.

Evolução

Os crescimentos de Raphael Veiga e Zé Rafael também não são atrações da Globo. Eles fizeram dois gols cada em quatro jogos. A estatísticas  ainda apontam uma assistência para cada.

Bom de ‘mecânica’, tática e técnica, Lauda simboliza era romântica da F-1

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Com  a morte de Niki Lauda nesta segunda (20), a Fórmula 1 perde uma das principais referências de sua era romântica. O austríaco está entre as lendas da época em que as ultrapassagens aconteciam aos montes, tocar roda com roda era normal, e não existiam regras que hoje impedem a agressividade nas pistas.

Lauda era rápido, técnico e estrategista. Foi um dos responsáveis por este blogueiro criar o hábito mantido até hoje de passar quase duas horas nas manhãs de domingo em frente à televisão para assistir às corridas.

Comecei acordando para ver Emerson Fittipaldi. Daí fui descobrindo outros gigantes das pistas que não falavam português. Lauda é um desses caras inesquecíveis. Depois ainda o vi no asfalto com Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Lembro como comemorei a ultrapassagem de Senna, iniciante, com uma Toleman, sobre o veterano Lauda, de McLaren, no GP de Mônaco em 1984. Valia o segundo lugar. É uma das manobras mais marcantes da F-1, na curva, sob chuva, feita por um jovem promissor em cima de um piloto lendário.

Comparar Niki com os pilotos de hoje é difícil. Os carros exigiam muito mais braço. O acerto das máquinas nos finais de semana dependia mais dos pilotos do que hoje em dia com tanta tecnologia. E ele tinha sensibilidade para tirar o melhor do carro, manjava da parte mecânica da brincadeira. Pra finalizar, sabia controlar os bólidos como só gênios da categoria sabem. Conquistou três títulos mundiais numa era que tinha muita fera pilotando, e em que a diferença entre os carros era bem menor do que hoje. Sobrava gente no grid brigando pela vitória. Perdão pelo saudosismo, mas lá se vai mais um símbolo dos bons e velhos tempos da F-1.

Opinião: cinco lições deixadas pela quinta rodada do Brasileirão

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1 – Dudu é o melhor jogador do Brasileirão – Neste momento, ninguém supera o palmeirense. Ele é mais decisivo e regular do que seus concorrentes.

2 – Pedrinho pode ser a solução para melhorar criação do Corinthians – Contra o Athlético ele entrou no lugar de Jadson, num momento delicado para o alvinegro e deu conta do recado. Mostrou visão de jogo e precisão para servir companheiros, além de fazer um gol. Carille deveria experimentá-lo mais vezes como principal armador do time, que sofre tanto para criar jogadas.

3  – Felipe Melo não muda – Jogando bem e com o Palmeiras passeando em campo, o volante foi agressivo em discussão com  o santista Jean Mota e  levou amarelo. Na saída de campo, após a vitória de sua equipe por 3 a 0, voltou com o velho papo de que o futebol está chato, cheio de mimi e não assumiu o erro. Está cansativa essa história.

4  – Passou da hora de Renato Gaúcho acordar o Grêmio – A penúltima colocação no Brasileirão não pode mais ser considerada como um efeito colateral momentâneo para quem prioriza a Libertadores. Terminar a quinta rodada nesta posição significa que o treinador gremista precisa fazer a equipe responder rapidamente. Tem muito campeonato pela frente, mas demorar para reagir pode criar uma perigosa bola de neve.

5 – Sidão tem poder de reação – O goleiro do Vasco entrou pressionado no jogo contra o Avaí (1 a 1), depois de suas falhas contra na derrota por 3 a 0 para o Santos e de passar pela constrangedora situação de receber o prêmio de carque do jogo. Ele provou em campo, com uma atuação segura, fazendo importantes defesas, que se recuperou rapidamente do golpe.

Cotado para vaga de Edu, Juninho Paulista admite estudar eventual convite

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Em entrevista ao blog, Juninho Paulista, um dos preferidos de Rogério Caboclo, presidente da CBF,  para substituir Edu Gaspar no cargo de coordenador da seleção brasileira, disse que irá estudar a proposta, caso ela se concretize.

De acordo com o blog do Juca Kfouri, Edu já aceitou convite do Arsenal e deixará a Confederação Brasileira após a Copa América.

“Por enquanto, eu penso em exercer essa função (diretor de desenvolvimento). Acho que (coordenador de seleções) é um cargo diretamente relacionado ao futebol, à prática, acho que teria que pensar, claro. Não é uma situação de ‘vou’, na empolgação. Acho que é uma coisa de se pensar, e caso isso aconteça (saída de Edu), a intenção é ter mais ou menos o mesmo perfil (que o atual dirigente)”, disse Juninho.

Em nota oficial para comentar a situação do coordenador, a CBF admitiu que ele recebeu sondagem de um clube inglês. A entidade ainda acrescentou “ter clareza das qualidades necessárias para esta posição, que unem capacidade administrativa e grande experiência dentro de campo”.

As características citadas pela confederação batem com as de Juninho. Além de ter defendido seleção brasileira como jogador, ele estava perto de completar dez anos como gestor do Ituano quando aceitou o convite da CBF.

O ex-atleta entende que o fato de ter passado tantos anos como administrador não o prejudica nas questões relacionadas diretamente à parte técnica. “Eu teria essa intimidade (com assuntos relacionados a dentro do campo), agora  é uma questão de se conversar. Acho que não é só ‘ah, o Juninho’, é uma questão de perfil de cargo e aí cabe o Rogério (Caboclo) analisar.

O ex-jogador conversou com o blog nesta sexta (17) após sua participação na Conafut (Conferência Nacional de Futebol), que aconteceu em São Paulo.

Com Pedro Ivo Almeida, do UOL, em São Paulo

 

Carille paga conta por fraco desempenho de Boselli

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Fábio Carille começa a pagar a conta pelas fracas atuações de Boselli no Corinthians. No clube, incluindo gente da comissão técnica, há quem cobre o treinador por ter indicado o argentino.

O técnico já disse em entrevista que observava o atacante desde os tempos em que era auxiliar e que se impressionava com sua habilidade para abrir espaços na área adversária.

O jogador, porém, não aproveitou a ausência de Gustavo, após lesão do titular, para se firmar na equipe. Na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, na última quarta (15), pela Copa do Brasil, Boselli foi um dos mais criticados pela torcida.

As más atuações reforçaram no clube a lembrança de que o treinador pediu a contratação para a diretoria. A cada jogo, a desconfiança em relação ao argentino em Itaquera aumenta.

Depois da do jogo com o Flamengo, Carille apontou serem duas as dificuldades de Boselli: o time entender a forma dele de jogar e o atacante se adaptar à intensidade de jogo proposta pela equipe.

O técnico afirmou ainda que acompanha constantemente o futebol mexicano, onde Boselli atuava pelo León, e que lá a intensidade de jogo é diferente. Por isso, segundo o treinador, o atacante está tendo problemas. Ou seja, o comandante sabia da diferença de estilos quando indicou o reforço.

 

 

Blindar seleção de poder ‘tóxico’ de Neymar está mais difícil para Tite

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Este blogueiro avalia que Tite acertou ao convocar Neymar para  a Copa América. Não faria sentido deixar a maior reserva técnica do país fora da competição por conta de uma indisciplina (agressão a torcedor) praticada com a camisa do PSG.

Porém, é preciso ter consciência de que Neymar pode contaminar a seleção com essa ou outras polêmicas. Indicador disso é o fato de o assunto ter invadido a entrevista coletiva do treinador sobre a convocação nesta sexta (17).

Não é novidade que Neymar tem  potencial “tóxico”  para  suas equipes. É um efeito colateral para quem conta com seu imenso talento.

Tudo que acontece com ele e seu estafe faz mais barulho. Natural que seja assim. Acontece com os grandes, mas claro que existem alguns exageros por  parte de torcedores e jornalistas.

O fato novo é que Tite não tem mais o mesmo poder para blindar a seleção de eventuais problemas envolvendo seu principal jogador.

Antes da Copa da Rússia ele era quase unanimidade entre torcida e imprensa. Depois da eliminação nas oitavas de final do Mundial, diante da Bélgica, seus atos passaram a ser mais questionados.

A situação do técnico é como a de alguém que manipula um material valioso e indispensável,p tóxico. E sua máscara de proteção está frouxa.

Qualquer defesa do treinador a Neymar numa situação difícil do astro do PSG durante o torneio resultará em pancada no técnico e poderá invadir a intimidade da seleção.

Isso num mento de pressão. Se perder a Copa América em casa Tite deverá ver gente pedindo sua cabeça. Assim, ele convive ao mesmo tempo com um Neymar que pode ajudá-lo a conquistar o título ou a complicar sua permanência na seleção.

O que Janaina Paschoal tem a ver com retorno de cervejas a estádios de SP

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O que Janaina Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff e deputada estadual mais votada da história de São Paulo, tem a ver com o desejo de quem quer voltar a tomar cerveja nos estádios paulistas? Ela é uma adversária de peso para o retorno das bebidas alcoólicas nas arenas e ganhou importância no processo.

A deputada foi nomeada relatora na Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJR) para a análise de emenda que obriga a realização de blitz com bafômetro nos arredores dos estádios em dias de partida, caso o projeto seja aprovado.

Janaina, autora de projeto de lei que veta festas com “open bar” nas universidades paulistas, votou contra a emenda. A comissão acompanhou seu voto na última quarta (15).

O veto seria uma demonstração de que a deputada entende que não é necessário reforçar a fiscalização contra motoristas embriagados caso a lei passe? Não é o que ela afirma em sua justificativa para o veto.

Janaina classifica o projeto para a volta das bebidas alcoólicas nos estádios, de autoria do deputado Itamar Borges (MDB),  como inconstitucional. Assim, entende ser impossível aprovar a emenda do bafômetro.

“Não há nenhum interesse público que possa justificar seguir adiante com um projeto de lei natimorto, como é o ora analisado. Natimorto por ser inconstitucional, natimorto por ser ilegal e natimorto por ter um veto anunciado e decisões judiciais contrárias!”, afirma Janaina em seu parecer.

No documento, ela cita casos em que a volta de bebida alcoólica foi aprovada em outros Estados, mas derrubada pela Justiça.

Curiosamente, a deputada aparecia como uma das signatárias da emenda que pedia a fiscalização com bafômetro. Antes de elaborar o parecer, no entanto, ela pediu a retirada de seu nome do documento, alegando que ele ali estava por um erro. Sustentou que apoiar a emenda significaria concordância com a proposta de liberação de bebidas alcoólicas nas arenas.

O projeto agora segue seu trâmite passando por outras comissões. Nesse momento está na comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários.

Depois de passar por todas as comissões, ele volta para ser votado em plenário. Se aprovado, pode ainda ser vetado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

Opinião: por que mesmo com escalação ousada, Corinthians teve ataque fraco?

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Mesmo iniciando o jogo com uma escalação teoricamente ofensiva, com Ralf como único volante de origem, e Boselli e Love jogando juntos, o Corinthians não foi forte no ataque na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, nesta quarta (15), pela Copa do Brasil. Isso ocorreu por uma série de motivos. Confira a seguir.

Posicionamento

Os meio-campistas corintianos se preocuparam muito em manter seus postos na faixa central do gramado para não dar espaços ao rival. Isso funcionou defensivamente, gerando dificuldades para a criação do Flamengo.

Mas, ofensivamente não deu certo. Na maioria das vezes, o alvinegro chegava ao ataque em desvantagem numérica em relação à defesa flamenguista.

Distância

Esse posicionamento quase fixo dos meio-campistas alvinegros fazia com que quem estivesse com a bola no campo de ataque contasse com poucas opções para fazer o passe na maior parte do tempo.

O principal exemplo foi o sofrimento de Clayson, que em diversas oportunidades foi marcado por dois ou até três rivais sem receber ajuda dos companheiros.

Lentidão

De novo, o time de Fábio Carille sentiu a falta de jogadores capazes de fazer a transição para o ataque em velocidade, sem abusar dos passes laterais e para trás. A bola “engasgada” no meio-campo dava tempo para a defesa do Flamengo se reorganizar.

Passes errados

Os erros nas trocas de bola também impediram que o alvinegro contra-atacasse com rapidez. O índice de acerto de passe da equipe de Carille foi de 86%, pior que o do Flamengo, que também não foi brilhante nesse quesito, registrando precisão de 88,41%.

Falta de pontaria

Quando teve a chance de finalizar, o Corinthians errou na maioria das vezes. Acertou apenas dois arremates e errou cinco. Já o Flamengo, finalizou com eficácia quatro vezes e falhou em seis.