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Pedrinho e Antony vivem situações semelhantes em janela de transferências

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Revelações de Corinthians e São Paulo, Pedrinho e Antony vivem situações semelhantes na atual janela europeia de transferências. Ambos são sondados por clubes europeus, seus times fazem jogo duro e assustam interessados, mas, mesmo assim, não é possível cravar a permanência deles até o encerramento do período de negociações.

A direção corintiana sinalizou ao mercado que não conversará sobre Pedrinho por menos de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 147,59 milhões). Já os são-paulinos anunciaram que recentemente recusaram oferta de 20 milhões de euros (cerca de R$ 84,3 milhões) por Antony sem revelar o pretendente. O blog apurou que se tratava do Manchester City numa parceria com o Sporting, onde ele atuaria por pelo menos uma temporada.

No caso de Pedrinho, conforme a apuração do blog, o Monaco é um dos que ficaram interessados e se assustaram com o valor idealizado no Parque São Jorge sem chegar a apresentar oferta oficial. No entanto, o estafe do atleta acredita que ainda pode chegar algo próximo do que o Corinthians quer.

Neste momento, há pelo menos três empresários tentando a colocação do jogador formado pelo Corinthians no mercado europeu. As atuações do meia-atacante pela seleção brasileira campeã do Torneio de Toulon são usadas como trunfo para tentar superar o “sarrafo alto” colocado pelo alvinegro.

Em relação a Antony também ainda há clubes que o monitoram. A observação mais antiga é feita pelo Ajax. No episódio envolvendo City e Sporting o atleta evitou forçar a barra para sair. Demonstrou entender que seria difícil para a diretoria se desfazer de mais um jovem talento enquanto a torcida cobra fortemente a conquista de um título. Ele também entendeu que pode se destacar ainda mais pelo São Paulo e conseguir uma transferência melhor.

Tudo isso não significa que Antony está garantido no Morumbi até o final do ano. Vai depender de como o mercado europeu digeriu a recusa dos são-paulinos por uma oferta que poderia chegar a 25 milhões de euros  (por volta de R$ 105,42 milhões) levando-se em conta bônus por desempenho.

No estafe do jogador, apesar de o discurso também ser de não pedir a venda de Antony, o entendimento é de ser possível que até o final da janela apareça oferta maior.

Antony e Pedrinho têm em comum o valor das multas rescisórias estipuladas em seus contratos. Ambas foram fixadas em 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 210,84 milhões).

Opinião: sete dúvidas que a volta do Brasileirão deixa

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1 – Algo mudou para pior no Palmeiras?

Diferentemente do que havia feito até aqui, o Palmeiras não conseguiu apresentar com alguns titulares poupados desempenho semelhante ao do time principal. Especialmente no primeiro tempo do empate em um gol com o São Paulo. Ficou claro que a equipe sentiu a falta de Bruno Henrique e de sua zaga titular. Foi uma exceção ou o time de Felipão já não consegue manter o nível sem algumas peças?

2 – O Flamengo de Jorge Jesus sempre será uma máquina ofensiva?

A estreia do técnico português no Brasileirão foi de fazer o torcedor flamenguista enlouquecer de alegria. Mas o time será sempre ofensivo e eficiente como foi na goleada por 6 a 1 sobre o Goiás? O Flamengo vai jogar desta forma quando enfrentar adversários que brigam pelo título? Jesus vai conseguir equilibrar ataque e defesa para não virar um “toma mas faz”?

3 – A liderança do Palmeiras está ameaçada?

O alviverde foi para a parada durante a Copa América com status de praticamente imbatível na briga pelo título do Brasileirão. Sua apresentação abaixo da média contra o São Paulo, a vitória do Santos por 1 a 0 fora de casa sobre o arrumado time do Bahia e o massacre do Flamengo sobre o Goiás deixam a dúvidas no ar. A rodada marcou o inicio de uma nova fase na caça ao líder? Santos e Flamengo têm grandes chances de desbancar o time de Felipão? Ou foi apenas uma ligeira diminuição da diferença que acontece rotineiramente nas disputa pelo título brasileiro?

 

4 – Preparo físico é um dos principais problemas do São Paulo?

Antes da retomada do Brasileirão Cuca afirmou que a parada havia sido importante para igualar o elenco fisicamente. Mas, o desempenho no empate com o Palmeiras coloca seriamente em dúvida a condição física da equipe. O primeiro tempo são-paulino foi muito bom. Pato, Antony, Pablo, Hernanes e Tchê Tchê se movimentavam constantemente e confundiam a defesa rival. Na segunda etapa, porém, a queda de rendimento foi visível. Os tricolores se encolheram e convidaram o alviverde a empatar o jogo. O recuo foi uma opção tática de Cuca ou os jogadores perderam o fôlego? Ou foi um pouco de cada? A olho nu, dá pra dizer que Hernanes cansou. Teve também a contusão de Pablo. E vale lembrar que recentemente o preparador físico Carlinhos Neves pediu demissão.

5 – Carille não vai mesmo conseguir acertar o Corinthians?

Na volta ao Brasileirão, o alvinegro penou pra fazer 1 a 0 no CSA, penúltimo colocado. O que se viu foi a repetição de velhos problemas. Lentidão, excesso de erros de passes e finalizações, meias pouco produtivos, Pedrinho sem decolar, Sornoza abaixo do que se espera… Ou seja, quase nada foi resolvido nos treinamentos durante a Copa América. A boa novidade foi a estreia de Gil, que deu mais segurança à zaga. No restante, o corintiano ficou na dúvida: o técnico Fábio Carille sabe como arrumar o time?

6 – O Cruzeiro não vai conseguir jogar no Brasileiro no mesmo nível em que disputa Libertadores e Copa do Brasil?

Depois de uma atuação de gala na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG pela Copa do Brasil, o time de Mano Menezes teve uma queda brutal de rendimento e não saiu do empate em casa e sem gols contra o competente Botafogo. Pedro Rocha, destaque contra o Galo, simboliza a queda de rendimento cruzeirense. Acabou substituído diante do Bota.

7 – Até onde o Botafogo pode chegar?

Antes de o Brasileirão ser interrompido, já estava claro que Eduardo Barroca havia organizado o Botafogo. No retorno da competição, ele viu seu time arrancar um ponto diante do Cruzeiro no Mineirão. Resultado de respeito, apesar da queda de rendimento cruzeirense em relação à atuação anterior pela Copa do Brasil. Antes de o campeonato começar, parte dos analistas apontava o alvinegro do Rio de Janeiro como um time que brigaria para não ser rebaixado. Neste momento, porém, a equipe está na sexta posição. O Botafogo chegou ao seu limite ou dá pra conseguir mais?

 

 

Opinião: Cuca deveria falar em falha de marcação em Dudu, não em sorte

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Depõe contra Cuca a declaração dada pelo técnico do São Paulo afirmando que o gol de empate do Palmeiras neste sábado (13) foi espírita e que a iluminação do Morumbi atrapalhou o goleiro Volpi. Soa como desculpa esfarrapada de treinador que não admite os erros de seu time e ainda desmerece os acertos do adversário falando em sorte incrível.

O técnico são-paulino seria mais justo e condizente com a realidade se falasse que houve uma falha de marcação de sua defesa no lance. É inadmissível num jogo de alto nível um jogador, ainda mais habilidoso como Dudu, ter tanto tempo para receber a bola, passar, avançar e ficar livre, parado, esperando o passe de volta. Só quando o palmeirense tenta o chute aparecem três tricolores para fazer o bloqueio. Daí a bola bate na defesa, sobe e Volpi se atrapalha.

Essa falha foi um dos motivos para o São Paulo não sair do Morumbi com a vitória por 1 a 0 e não um fator sobrenatural. Outra causa, bem racional, é o recuo do time da casa no segundo tempo. Depois de uma etapa inicial quase que perfeita, os são-paulinos abandonaram o campo de ataque. Ficaram espremidos na defesa, apenas convidando o time de mais qualidade do Brasileirão a fazer o gol. Não deu outra.

Que Cuca resolva tentar emplacar em público uma versão fantasiosa para o empate eu até entendo. Acho um método ultrapassado, mas compreendo. Agora, se ele não apontar os erros visíveis para seus jogadores e trabalhar para corrigi-los, lascou-se. Nesse caso, a esperança que o são-paulino teve com a eficiente atuação no primeiro tempo do clássico vai embora pelo ralo.

Com ‘segunda chance’ para Griezmann, Braça faz torcedor pensar em Neymar

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“A vida tem segundas oportunidades”. O tema do vídeo produzido pelo Barcelona para anunciar a contratação de Griezmann faz uma referência ao fato de no ano passado o francês ter recusado uma oferta catalã. Porém, para alguns torcedores do Barça, a frase soou como uma mensagem para Neymar, que também mereceria uma nova chance após trocar o ex-clube pelo PSG.

Mais do que essa associação de ideias, o slogan criado para o ex-jogador do Atlético de Madri gerou nos contas oficiais do clube no Twitter muitos pedidos e manifestações de apoio à eventual volta de Neymar. Mas também houve rejeição. Entre 306 comentários sobre o vídeo com Griezmann lidos por este blogueiro, 40 falavam do brasileiro. Destes, 30 pediam ou de alguma forma apoiavam seu retorno e 10 continham manifestações contrárias à sua contratação. A pesquisa foi feita nos perfis em espanhol e em inglês do Barça no Tiwtter.

“Neymar está tendo uma segunda chance?”, indagou um torcedor na conta em inglês. E uma torcedora emendou: “boa pergunta. Talvez o clube apenas tenha introduzido essa coisa de ‘segunda chance’ para nos preparar para Neymar”. Outro seguidor já havia escrito: “eles basicamente estão dizendo que vão dar uma segunda chance a Neymar agora”.

Nos comentários no perfil em inglês, entre 109 postagens verificadas pelo blog, 17 apoiavam o retorno do brasileiro e apenas três eram contrárias. As outras não citavam Neymar. Na versão em espanhol, o brasileiro, em atrito com o PSG, também levou vantagem. De 197 comentários abaixo do vídeo sobre chegada Griezmann checados pelo blog, 13 exibiam depoimentos a favor da contratação do brasileiro. Sete traziam posições contrárias.

“Deem a ele uma segunda segunda chance”, dizia uma das postagens acompanhada de um vídeo com belo drible de Neymar nos tempos de Barça. “Neymar também merece uma segunda chance”, “vem, Neymar”, e “anunciem Neymar” foram outras das mensagens de apoio à eventual volta do brasileiro.

Entre os que aproveitaram o tema para protestar contra a possibilidade de retorno do jogador da seleção de Tite, um torcedor postou montagem de Neymar com uma garrafa e dinheiro. Outros escreveram frases como “legal, mas mantenham Neymar longe” e “enquanto essa segunda oportunidade não chegar a Neymar, tudo bem”.

Ex-advogado de Najila responde a Neymar pai, e juiz arquiva caso

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José Edgard Bueno, primeiro advogado de Najila Trindade (Crédito: Suamy Beydoun/AGIF)

José Edgard da Cunha Bueno Filho, primeiro advogado de Najila Trindade na acusação de estupro e agressão contra Neymar, e seus sócios num escritório de advocacia responderam à interpelação do pai do jogador na Justiça. Treze perguntas sobre a participação deles no episódio, incluindo questões sobre o relacionamento de Bueno com Mauro Naves, tinham sido feitas como parte de uma medida para eventuais ação penal e/ou indenizatória sob a acusação de difamação contra os advogados.

Nesta quinta (11), o juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior determinou o arquivamento dos autos após o autor tomar ciência, considerando prestadas as explicações pedidas por Neymar da Silva Santos na notificação. Nesses casos, é comum o caso ser arquivado depois de os interpelados responderem. Agora, cabe ao pai do astro do PSG decidir se entrará com ação por difamação contra os advogados ou não.

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Davi Tangerino, um dos advogados de Neymar pai, disse ao blog que está de férias, não sabe do andamento dos caso e por isso só poderá se manifestar quando retomar ao trabalho. Por meio de sua assessoria de imprensa, Bueno afirmou que não comentaria o assunto.

Bueno é acusado de tentar extorquir o Neymar mais velho para que Najila não apresentasse queixa contra seu filho. Ao negar essa acusação, o advogado escreveu em carta obtida pelo UOL Esporte que foi vítima de uma armadilha ao se reunir com representantes do jogador para tentar um acordo. Essa e outras declarações motivaram o pedido de explicações na Justiça.

Na resposta à interpelação, sem responder à cada indagação pontualmente, Bueno e seus sócios afirmaram que suas declarações só foram dadas para esclarecer a opinião pública sobre o encontro com representantes de Neymar diante do que chamam de ataque a suas honras, numa referência à acusação de extorsão. Ao mesmo tempo, afirmam que jamais tiveram a intenção de atingir a honra do pai do jogador.

Eles sustentam que a reunião, ocorrida num apartamento de Neymar pai em São Paulo, “teve por objetivo buscar, na via extrajudicial, acordo na esfera cível, acerca dos danos causados, segundo a narrativa” de Najila. Também alegam que queriam evitar eventual ação penal pública na França, onde teriam ocorrido o estupro e as agressões. Neymar nega ter cometido os crimes.

Na resposta, os ex-representantes da modelo também afirmam considerar judicialmente descabido o pedido de explicações feito por Neymar pai. Isso por inexistirem, segundo eles, frases ambíguas ou dúbias que ofendam a honra de Neymar pai e que demandariam esclarecimentos. “Não obstante o presente pedido de explicações pareça prestar-se somente para tentar constranger os interpelados com descabida distribuição de natureza criminal, esses são os esclarecimentos que cumpria aos interpelados responder”, diz o fim da resposta.

Bueno não respondeu se conhece Mauro Naves, demitido da Globo por seu envolvimento no episódio, e se conseguiu com o jornalista o telefone do pai de Neymar, como indica mensagem anexada à interpelação. O blog apurou que advogado e o ex-funcionário da emissora de TV são amigos de longa data.

Estafe de Neymar repete roteiro de 2017 ao negar desejo de mudança

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Negar até o fim, mesmo diante de uma avalanche de evidências em outra direção. Assim agiu o estafe de Neymar em 2017 durante a novela que terminou com sua transferência do Barcelona para o PSG. Agora, os responsáveis por cuidar profissionalmente dele usam discurso semelhante nos bastidores para negar que o brasileiro está fazendo o caminho de volta. Isso apesar de todos os indícios de seu desejo em retornar para a Catalunha.

Enquanto a imprensa mundial noticiava que Neymar estava arrumando as malas para Paris, seu estafe ridicularizava as notícias. Afirmava que ele estava satisfeito no Barça e que não tinha interesse em sair. Outro argumento era de que o Paris Saint-Germain não teria como gastar 222 milhões de euros sem ter problemas com as regras de fair-play financeiro.

O discurso é semelhante agora. O estafe do jogador afirma que ele não tem motivos para deixar o PSG e até que o Barcelona não tem condições financeiras para contratá-lo. Como em 2017, critica os meios de comunicação que noticiam o possível retorno.

Nem a ausência do brasileiro no retorno do time parisiense aos trabalhos foi aceita como evidência de que ele quer deixar Paris. Com tranquilidade, seu estafe afirmou que foi combinado com o clube que ele voltaria apenas dia 15 por ter evento internacional anual em seu instituto e que seu empregador havia sido informado sobre isso. O comunicado do PSG anunciando que o brasileiro faltou e que medidas apropriadas seriam tomadas foi minimizado.

Nem o fato de o ex-jogador Leonardo, dirigente da agremiação francesa, falar abertamente que o Barcelona manteve contatos superficiais por Neymar, fez os responsáveis pela carreira do jogador mudarem seu discurso.

Tudo muito semelhante ao roteiro de quando o jogador rumou da Espanha para Paris. Naquela ocasião, em meio as negativas, de repente, veio a confirmação oficial da transferência. A diferença agora parece ser apenas o fato de não existir uma multa contratual fixada com antecedência para facilitar a saída. A situação é mais complexa e a tendência é que se arraste em meio a desmentidos do pessoal de Neymar.

Manchester City fez oferta que poderia chegar a R$ 106 milhões por Antony

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A proposta que a diretoria do São Paulo disse ter recusado por Antony foi feita pelo Manchester City numa parceria com o Sporting, de Portugal, que ficaria com o jogador por pelo menos uma temporada para ele ganhar rodagem na Europa, conforme apurou o blog.

Nesta terça (9), o diretor executivo Raí e o gerente executivo Alexandre Pássaro afirmaram que o clube do Morumbi recusou uma oferta superior a 20 milhões de euros  (cerca de R$ 85 milhões) pelo jogador. O valor poderia chegar a 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 106,04 milhões) com a aplicação de bônus por desempenho, de acordo com a apuração do blog.

O contrato do atacante vale até 30 de setembro de 2023 e tem multa rescisória estipulada em 50 milhões de euros (cerca de R$ 170 milhões).

A oferta salarial também era tentadora para a revelação são-paulina. Porém, de acordo com pessoas ligadas a ele e ao departamento de futebol do clube, o jogador não fez pressão para ser negociado. Isso porque entendeu que estrategicamente seria ruim para a diretoria perdê-lo num momento em que a agremiação tenta retomar o caminho dos títulos e após as saídas de outros jovens que geraram protestos de torcedores.

Outro ponto é que Antony compreendeu que a eventual tentativa de sair agora poderia abalar sua identificação com o São Paulo e com os torcedores. Segundo gente próxima ao atacante, ele manifesta o desejo de ainda alcançar metas pela equipe e crê que mais para frente pode conseguir uma negociação ainda melhor.

Corinthians sinaliza não falar sobre Pedrinho por menos de 35 mi de euros

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As boas atuações de Pedrinho pela seleção brasileira sub-23, campeã do Torneio de Toulon, reascenderam sondagens de times europeus pelo jogador corintiano. A diretoria alvinegra sinalizou ao estafe do jogador que não aceita conversar por uma quantia inferior a aproximadamente 35 milhões de euros (cerca de R$ 149,29 milhões). Publicamente, o clube não coloca preço para uma eventual venda.

De acordo com dois agentes que tiveram acesso às sondagens, o valor exigido pelos corintianos tem dificultado a evolução de interesses. Até a última segunda (8) nenhuma proposta oficial havia chegado ao alvinegro.

Pedrinho tem contrato até dezembro de 2020 com multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 213,28 milhões). O Corinthians é dono de 70% dos direitos econômicos. O restante pertence à empresa de Will Dantas, agente do jogador e que tem uma parceria nesse caso com o empresário Giuliano Bertolucci.

Apesar da dificuldade, no entorno do atleta há quem acredite que ele pode ser negociado na atual janela de transferências da Europa.

Caboclo se descola de falhas de copa e ganha com Bolsonaro e beijo em Tite

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Perto dos integrantes da seleção brasileira e de Jair Bolsonaro, porém, mantendo distância regulamentar dos muitos problemas de organização da Copa América. Com essa fórmula, Rogério Caboclo aproveitou a competição vencida pelo Brasil para transformar pontos fracos em fortes.

O cartola terminou o torneio com uma coleção de fotos ao lado do presidente brasileiro, de Tite e dos jogadores, incluindo a comemoração da conquista do título. Contudo, mesmo sendo o CEO do COL (Comitê Organizador Local) da Copa América, ele praticamente não teve seu nome ligado às falhas de organização. Caboclo foi discreto na função, mas ativo como presidente da Confederação Brasileira. Pouco se viu o cartola no papel de explicar problemas de logísticas e gramados ruins, por exemplo.

Já a aproximação com Bolsonaro poderá facilmente ser usada por ele como uma conquista de sua gestão. Mesmo organizando uma Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, seus antecessores, não conseguiram se aproximar de Lula e Dilma Rousseff, enquanto os petistas estavam no poder. Quando Caboclo sentou na cadeira mais cobiçada da CBF, em abril deste ano, a entidade era criticada por dirigentes de clubes e federações por estar distante do governo federal. A realidade parece ser diferente agora.

Assim que o atual presidente foi eleito, antes da Copa da Rússia, para assumir em 2019, uma de suas claras fragilidades era não ser boleiro. Por outros cartolas era descrito como alguém que pouco falava sobre jogos e que não tinha intimidade com atletas.

Caboclo começou a trabalhar contra essa imagem na Copa da Rússia. Apesar de não ficar em período integral com a seleção como chefe da delegação, ele assistiu a treinos e começou a conhecer os atletas. Neste domingo (7), durante a premiação dos campeões, exibiu sua nova versão. Ficou à vontade com jogadores e comissão técnica. Cumprimentou Tite trocando beijinhos e deu até tapinhas nas mãos de atleta parecendo um “parça”.

Mas havia outro ponto a ser atacado. A ausência de Del Nero em reuniões da Conmebol e da Fifa desde que cartolas começaram a ser presos fora do país sob a acusação de corrupção, fizeram o Brasil perder força nos bastidores. Dirigentes de clubes brasileiros reclamavam principalmente de falta de prestígio na entidade sul-americana dizendo-se constantemente prejudicados nas competições continentais.

Hoje, não dá pra saber exatamente quanto Caboclo progrediu nos gabinetes da Conmebol. No entanto, a reclamação da associação argentina para a entidade de suposto favorecimento ao Brasil pode ser usada pelo dirigente brasileiro como demonstração de que pelo menos o Brasil teria anulado uma suposta desvantagem nos bastidores. Mas, claro, o episódio também pode ser interpretado como vergonhoso, como fazem os argentinos.

Nesse cenário, assim como Tite fez levantando a taça, Caboclo sai da Copa América fortalecido nos bastidores. Entretanto, parece longe de conquistar algo que foi impossível para os outros que ocuparam sua posição: a simpatia do torcedor.

Tite campeão é melhor do que o de 2018, mas Brasil precisa evoluir muito

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O título da Copa América foi conquistado pela seleção brasileira de maneira justa na opinião deste blogueiro. A equipe comandada por Tite foi a melhor do torneio continental.

Evolução é a palavra que resume a campanha brasileira. O time que bateu o Peru por 3 a 1 na final é muito mais maduro, inteligente e objetivo do que aquele que venceu a Bolívia na estreia.

Na decisão, os jogadores brasileiros tiveram mais ousadia para furar a defesa com dribles, além de  inteligência e visão de jogo para aproveitar os espaços. São virtudes que fizeram falta durante parte da competição.

Essa melhora aconteceu porque o treinador entendeu as necessidades da seleção,  não se abraçou aos titulares iniciais e mudou o que foi preciso mudar.

Ou seja, o Tite campeão da Copa América evoluiu e é melhor do que o Tite eliminado na Copa da Rússia. No Mundial de 2018, o treinador carregou a tendência que tinha nos clubes de morrer abraçado aos seus titulares.

Foi uma evolução significativa do técnico. Mas se olharmos para a seleção, ela ainda precisa evoluir muito para pensar em título na Copa de 2022.