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Opinião: Corinthians diz não priorizar novo zagueiro, mas deveria

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O discurso da diretoria do Corinthians depois de interromper as negociações por  Manoel, do Cruzeiro, é de que o clube não tem outro zagueiro na mira. E que trazer alguém para a posição não é prioridade. Só virá um reforço para a defesa ou outro setor do time se aparecer uma oportunidade no mercado.

Pode ser apenas estratégia para tentar manter em sigilo negociações em andamento. Mas, se for verdade, a direção alvinegra deveria repensar sua posição. Trazer um zagueiro deveria estar entre as prioridades do alvinegro na opinião deste blogueiro. Só há mais urgência na lateral esquerda.

Carille não tem hoje à disposição um zagueiro de primeira linha, capaz de ser referência para os demais. Alguém como foi Balbuena num passado recente.

Não significa que as opções atuais sejam todas ruins. Mas falta alguém que passe segurança ao time incontestavelmente, o que não seria o caso de Manoel. Se não der para buscar um beque desse nível, é necessário pelo menos contar com mais um bom reserva.

Dos que fazem parte do elenco atual, Henrique é experiente, tem condições de ser titular, não é inferior em relação a Manoel, mas está longe da eficiência de Balbuena. Léo Santos é uma boa promessa, merece a titularidade, porém evoluiria mais rapidamente com um parceiro de primeira linha. Pedro Henrique é irregular e Marllon ainda não provou poder ser titular. Tal cenário não deveria deixar os dirigentes corintianos se sentirem confortáveis em relação à zaga.

 

Estafe de Ferraz vê ida para SPFC como improvável e se irrita com Peres

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A transferência de Victor Ferraz para o São Paulo passou a ser considerada praticamente inviável pelo estafe do lateral por conta de uma suposta demora do Santos em responder à última oferta feita pelo São Paulo. A interpretação é de que José Carlos Peres não quer a negociação. Mas o presidente santista negou ao blog, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tenha respondido ao clube paulistano. Só não revelou qual foi a resposta e ainda disse que a oferta são-paulina não foi enviada de maneira oficial, e sim por meio de uma carta proposta.

De acordo com um dos envolvidos no negócio, a mais recente tentativa tricolor foi de pagar 1 milhão de euros (cerca de R$ 4,2 milhões) pelos 40% dos direitos do atleta pertencentes ao alvinegro. O Coritiba possui outros 40% e o jogador 20%.

Inicialmente, foi avaliada a troca entre Ferraz e o são-paulino Trellez. Segundo Peres, a sugestão foi do São Paulo, já uma pessoa ligada ao lateral diz que o presidente do Santos teve a ideia e depois recuou.

O desenrolar das tratativas deixou o estafe do atleta irritado com o principal cartola santista. Um dos motivos de  insatisfação está relacionado a declarações dadas por Peres sobre o jogador pensar em “seu “futuro financeiro” ao estudar a transferência. A queixa é de que o dirigente estaria jogando Ferraz contra a torcida. E ainda de que esse cenário desvaloriza o lateral-direito, que terminou o ano como capitão santista.

Apesar do imbróglio em que se transformou a possibilidade de ida do atleta ao Morumbi, quem convive com Ferraz afirma que ele está motivado, principalmente por conta do pedido de Jorge Sampaoli para que ele permaneça na Vila Belmiro. O ex-volante Renato, agora dirigente santista, também tem tido papel fundamental conversando constantemente com o atleta.

O blog não conseguiu ouvir representantes do São Paulo sobre o tema nesta quarta (10) pouco antes da estreia do time na Flórida Cup.

Bastidores da venda de Arrascaeta têm 246 mil mensagens hostis e tensão

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De Arrascaeta se transformou na contratação mais cara da história envolvendo clubes brasileiros depois de três dias de reuniões, momentos de tensão e alegação de centenas de milhares de mensagens ofensivas. Os encontros aconteceram em Montevidéu, no Uruguai, com os vários interessados na negociação que tirou o jogador do Cruzeiro e o colocou no Flamengo.

No ápice da polêmica, Arrascaeta e Daniel Fonseca, um de seus empresários, alegaram terem recebido em seus celulares cerca de 246 mil mensagens hostis de torcedores do time mineiro. Conforme apurou o blog, eles chegaram a falar em pedir a liberação do atleta na Fifa apontando falta de segurança para continuar em Belo Horizonte.

O argumento foi rebatido por André Cury, empresário que representou o Cruzeiro nas tratativas. Ele respondeu que, se fosse “fácil assim”, ninguém precisaria desembolsar uma fortuna para tirar Neymar do PSG, por exemplo. Bastaria vazar  o número de telefone dele para os torcedores e esperar a reação em cadeia.

O blog não conseguiu localizar Arrascaeta e Fonseca para falar sobre o assunto. Mas, no início do rompimento com seu ex-clube, o meia emitiu nota reclamando de mensagens ofensivas. Ele afirmou que depois da reunião em que Itair Machado, vice de futebol cruzeirense, e seu empresário se desentenderam por conta da primeira oferta do Flamengo, os números dos celulares de ambos se tornaram públicos. Imediatamente teriam virado alvos de centenas de mensagens com insultos e ameaças. Na ocasião, o uruguaio também disse que estava avaliando com seu estafe o que seria melhor para sua segurança.

Depois da discussão entre o vice do Cruzeiro e o empresário do meia, o clube de Belo Horizonte chamou Cury para representá-lo na tentativa de acordo. Então, o empresário foi para o Uruguai onde estava o jogador.

Das reuniões realizadas a partir de então, também participaram o outro agente de Arrascaeta, Javier Manzo, e Bruno Spindel, CEO do Flamengo, entre outras pessoas. De acordo com um dos participantes, até o representante de uma financeira que seria credora de um dos envolvidos no negócio chegou a ter assento numa das tratativas. Também foi apontada a presença de guarda-costas.

Na última segunda, por volta da 1h, uma das reuniões terminou com o negócio praticamente fechado. Na manhã seguinte, porém, houve nova divergência em relação a um valor que o Club Atenas, do Uruguai, tinha a receber do Cruzeiro. O impasse adiou o fechamento da transferência, que aconteceu após nova rodada de discussões.

Sugestão de estafe de Luan agrada ao Atlético-MG, mas não ao Corinthians

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Na tentativa de destravar a negociação entre Corinthians e Atlético-MG por Luan, o estafe do jogador sugeriu que o Galo aceitasse R$ 4 milhões e mais 15% dos direitos de um atleta da equipe paulista a ser definido. O Galo topa vender sua parte por essa quantia, mas avalia que, se tiver a participação em algum corintiano, é mais interessante receber o escolhido por empréstimo.

O novo modelo de negócio pouco adiantou. O Corinthians continua considerando o valor alto e não se mexeu. Um dos problemas é que os direitos de Luan são fatiados. Ou seja, além dos R$ 4 milhões para o Atlético, o clube de Andrés Sanchez teria que acertar a compra do restante. Os mineiros, porém, não falam publicamente sobre qual sua porcentagem.

“Os valores passados não são viáveis para a contratação”, disse o diretor de futebol da agremiação paulista, Duílio Monteiro Alves, em entrevista coletiva nesta terça (8). No entanto, ele não detalhou a negociação

A primeira tentativa corintiana foi com uma oferta de 3 milhões de euros (cerca de R$ 12,7 milhões). A equipe de Belo Horizonte não aceitou e tentou envolver o corintiano Clayson na negociação, porém não houve acerto com o jogador o que emperrou as tratativas.

Com Thiago Fernandes, do UOL, em Belo Horizonte

Apesar de europeus, Corinthians vê renovação de zagueiro da Copa SP próxima

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A diretoria do Corinthians admite que Caetano, 19 anos, zagueiro do time na Copa São Paulo, desperta o interesse europeu. Ele tem contrato até dezembro de 2019 e na metade do ano pode assinar pré-contrato com outro clube. Porém, a direção alvinegra avalia que a renovação do compromisso do jogador está praticamente acertada.

“Na verdade está tudo acordado entre as partes, está bem encaminhado. O desejo do jogador é ficar no Corinthians, seguir carreira aqui. Está tudo acertado, tempo de contrato, salário”, afirmou ao blog Fernando Yamada, gerente das categorias de base do Corinthians.

Ele declarou que o zagueiro aceitou um novo contrato válido por três anos. O blog não conseguiu localizar os responsáveis pela carreira de Caetano para confirmar o avanço da negociação.

De acordo com o blog do jornalista Jorge Nicola, o Porto tem interesse em levar o beque após o fim do compromisso atual, assinando um pré-contrato no meio do ano. Assim não teria que pagar pelos direitos do atleta.

“A gente já esperava a especulação (por parte dos clubes europeus) desde a Copa RS. Por causa do estilo europeu dele, ele joga em pé, é inteligente”, disse Yamada.

Entenda o jogo de xadrez que virou a renovação de Romero com o Corinthians

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Apesar de estar convicta que Romero não quer renovar antecipadamente seu contrato com o Corinthians, a diretoria do clube ainda não jogou a toalha e trabalha em diferentes frentes. O caso virou um jogo de xadrez cercado de estratégias e que exige paciência dos cartolas.

Uma das alternativas dos corintianos é conseguir um interessado em comprar o paraguaio agora. Teria que ser uma oferta atraente para quem fica sem vínculo com o alvinegro em julho e a partir de 14 de janeiro poderá assinar pré-contrato com outro clube. Porém, até agora nenhuma oferta concreta chegou.

A venda imediata poderia resolver um problema financeiro. Se Romero não renovar seu contrato, o Corinthians terá que pagar US$ 3 milhões (R$ 11,1 milhões) ao investidor que colocou dinheiro em sua contratação. A negociação do atacante por um valor igual ou superior a este evitaria prejuízo.

Tal situação desconfortável ajuda a OTB Sports, que agencia o paraguaio, a não ter pressa para renovar. Se não aparecer um interessado no atleta, resta ao Corinthians fazer uma proposta de renovação que seja altamente sedutora para o jogador. Contrariados, os cartolas enxergam a negociação tomar o mesmo rumo da renovação de Balbuena. O zagueiro aceitou renovar se a multa contratual fosse baixa para os padrões normais. A cláusula penal foi estipulada em 4 milhões de euros (R$ 16 milhões pela cotação atual). Ele acabou negociado com o West Ham por esse valor, e a diretoria corintiana foi criticada por conselheiros de oposição insatisfeitos com a quantia.

Mas, há também um fator que pressiona Romero e seus agentes. Os reforços contratados para a próxima temporada aumentam a disputa por vagas na equipe. Em tese, sabendo da alta probabilidade de o jogador sair em julho, seria natural Fábio Carille apostar em jogadores com mais chances de permanecer até o fim do ano. E, se tiver poucas oportunidades para jogar, Romero ficará desvalorizado, ao menos em tese.

No cenário hipotético, ao ficar livre, ele teria que se contentar com luvas menores do que poderia pedir para seu futuro clube caso estivesse jogando e se destacando. Nesse tabuleiro complexo, não há indícios de que o caso vai se revolver rapidamente.

Opinião: desejos atendidos e título recente deixam Felipão mais pressionado

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Uma combinação de fatores faz com que Felipão comece a atual temporada mais pressionado do que quando voltou ao Palmeiras em 2018.

O principal motivo é o fato de a diretoria entender que atendeu a todos os pedidos do treinador para reforçar a equipe em 2019. A direção faz questão de deixar isso claro quando é indagada sobre a possibilidade de novas contratações. “Mas analiso que tudo o que a comissão pediu a gente já deu, especialmente a velocidade nas extremas”, disse o diretor executivo de futebol Alexandre Mattos em recente entrevista ao responder sobre as chances de contratar Ricardo Goulart.

Em 2018, a diretoria entendida que já tinha um elenco forte. Agora está segura de que o qualificou ao gosto do treinador. Chegaram Arthur Cabral, Zé Rafael, Matheus Fernandes, Carlos Eduardo e Felipe Pires.

Além de ter o que pediu, Scolari enfrentará outro nível de exigência. Quando voltou ao Palmeiras a principal missão era fazer decolar um time caro. Ele falhou na tarefa de conquistar a Libertadores, mas fechou o ano em alta com o incontestável título do Brasileirão.

Com duas taças nacionais conquistadas recentemente (2018 e 2016), em tese, o torcedor palmeirense está mais obcecado ainda pela Libertadores e pelo Mundial de Clubes da Fifa. O que a equipe de Felipão fizer no torneio continental deve ter peso maior.

Dessa forma, Scolari começa o ano vivendo situações antagônicas. Desfruta do conforto de ter o melhor elenco do Brasil (na opinião deste blogueiro) e sofre uma gigantesca pressão pelos triunfos internacionais.

Opinião: destaque do Corinthians na Copinha, Oya é desafio para Carille

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Fábio Carille esteve em Itu para assistir a vitória do Corinthians por 4 a 1 sobre o Sinop-MT, no último sábado (5) e viu Fabrício Oya marcar seu terceiro gol em dois jogos nesta Copa São Paulo. O treinador corintiano tem motivos de sobra para pensar sobre o futuro do destaque alvinegro na competição.

Aos 19 anos, o meia faz sua quarta e última apresentação no torneio sub-20. Então, caberá a Carille decidir o que o clube deve fazer com sua revelação nos próximos meses.

Obviamente, Oya não é um jogador pronto. Precisa ser lapidado. Também não merece carregar o status de craque, pelo menos por enquanto. Porém é o atleta de maior potencial no atual time corintiano na Copinha. Deve ser tratado com boa vontade pela comissão técnica da equipe profissional e pela diretoria alvinegra.

O meia tem bom passe, inteligência na armação de jogadas, faz assistências e gols. Ainda é especialista em cobranças de escanteios e faltas, características importantes para definir jogos.

Como ocorreu recentemente com Pedrinho, há no Parque São Jorge e em parte da imprensa quem diga que Oya não tem força muscular para aguentar o tranco no profissional. Porém, faz parte da tarefa da comissão técnica saber alternar o trabalho de ganho muscular com a maturação em campo.

É mais interessante para o clube, cuidar metodicamente da evolução de Oya, dando aos poucos oportunidades para ele na equipe de cima, do que terceirizar o serviço para uma agremiação pequena do futebol brasileiro, como o alvinegro faz constantemente. A temporada é longa e desgastante, sempre haverá espaço para dar chance a um jovem promissor como Oya.

Será desafiador para Carille entender as necessidades do meia. E do Corinthians, mas não só a curto prazo. Os resultados imediatos são fundamentais para a sobrevivência dos treinadores, no entanto, preparar jogadores com potencial para se tornarem grandes e pensar no que o clube pode ganhar lá na frente são características dos treinadores de ponta.

 

Copa São Paulo tem queda em venda de publicidade estática

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Reprodução/SporTV

Chama atenção nas transmissões dos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior a escassa quantidade de patrocinadores em placas de publicidade em volta dos campos. São apenas dois: Eurofarma e Sicredi.

Tal situação evidencia uma queda de interesse de empresas nesse tipo de anúncio na mais badalada competição da categoria do país. De acordo com dados da Federação Paulista, coordenadora do torneio, no ano passado a publicidade estática foi negociada com cinco parceiras. A venda, então, caiu em mais da metade.

Também conforme dados da FPF, em 2018 havia apenas um patrocinador ligado à arbitragem e agora são três. Em tese, esse aumento ajuda a minimizar a diminuição dos anúncios ao redor dos campos. Mas a federação não revela os valores de cada modalidade de patrocínio.

A redução de publicidade estática contrasta com o que a FPF chama de edição com maior exposição da história da tradicional competição graças à transmissão de mais de 220 jogos. Consultada pelo blog sobre o tema, a FPF enviou a seguinte nota:

“A Copa São Paulo de 2019, que chega à 50ª edição, será a com maior exposição da história. Serão mais de 220 jogos transmitidos ao vivo, por Globo, SporTV, ESPN, Rede Vida, além da FPF TV, canal de streaming da Federação Paulista. Temos dois parceiros de placas de campo nesta edição, Sicredi e Eurofarma, além de três patrocinadores da arbitragem: AOC, Odontocompany e Sky, o que evidencia a relevância da competição”.

Com Boselli, Corinthians acerta ao trazer atacante que cabe em seu bolso

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O Corinthians oficializou nesta sexta (4) a contratação de Mauro Boselli. Não chega a ser motivo para o torcedor corintiano soltar fogos, mas é um acerto da diretoria do clube por ser um reforço que cabe em seu bolso.

Com média de 0,4 gol por jogo na temporada 2018/2019 no León, do México, o argentino teve um desempenho regular. É difícil projetar se ele manterá ou melhorará esse nível no Brasil, mas é preferível trazer um jogador que o clube pode pagar do que fazer loucuras. Se enforcar para repatriar Tardelli, por exemplo, seria temerário para as contas alvinegras.

Os cartolas corintianos agiram com a cabeça, da mesma forma que se espera que o centroavante faça em campo. O jogo aéreo é uma de suas especialidades. Sua presença na área dá uma alternativa importante para Carille.

Em tese, porém, Boselli deverá exigir de seus companheiros um empenho um pouco maior na marcação na saída de bola dos adversários já que a contribuição defensiva não está entre seus pontos fortes. Mas o elenco tem pernas para isso.

No balanço geral, o Corinthians ganha uma referência na área e alguém para realmente preocupar os defensores rivais. Faltou isso na última temporada.