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Agente cobra R$ 183,6 mil do Corinthians por rescisão do lateral Moisés

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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

A empresa que controlava os direitos de imagem do lateral-esquerdo Moisés no Corinthians entrou com ação na Justiça cobrando R$ 183.674,48. A New Ace Sports & Marketing, do empresário Adriano Freire de Sá, alega que o clube deve esse valor pela rescisão do contrato referente à imagem do jogador, vendido para o Bahia.

A New Ace detinha os direitos de imagem do atleta, por isso firmou contrato com o alvinegro. De acordo com a petição inicial, datada da última quinta (28), o empresário alega que, em janeiro, por conta da ida do lateral ao tricolor baiano, a direção corintiana se comprometeu a paga R$ 240 mil pela rescisão do acordo relativo aos direitos de imagem. Ainda conforme os advogados do agente, os pagamentos deveriam ser feitos em quatro parcelas mensais de R$ 60 mil a partir de fevereiro, mas apenas a primeira foi paga.

Em seu pedido à Justiça, a empresa pede a citação do Corinthians para pagar a quantia em três dias com juros, correção monetária, custas e honorários advocatícios. Solicita também que, se a quitação não for feita no prazo estabelecido e se não forem encontrados bens para penhora, o clube seja intimado para, em cinco dias, indicar propriedades penhoráveis sob pena de ser multado em 20% do valor cobrado. Até a conclusão deste post, Fabio Trubilhano, diretor jurídico do Corinthians, não havia respondido à mensagem enviada pelo blog sobre o assunto.

Contratado pelo alvinegro em 2015, Moisés passou por uma série de empréstimos e atuou pelo clube do Parque São Jorge apenas 18 vezes.

Caixa e Arena Itaquera pedem suspensão de processo por mais 60 dias

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Caixa Econômica Federal e Arena Itaquera S/A, ligada a Corinthians e Odebrecht, pediram à Justiça Federal de São Paulo a suspensão da ação de execução movida pelo banco por mais 60 dias. A solicitação foi feita na última quinta (28) com o objetivo de dar mais tempo para as partes entrarem em acordo. Até a publicação deste post não havia resposta ao pedido publicada no site oficial de consulta pública de processos, mas a tendência é de que ele seja aceito.

No final de outubro a Justiça já havia atendido ao desejo dos envolvidos de suspender os efeitos da ação por 30 dias. “Em razão das tratativas com vistas à composição amigável entre as partes, requer-se a suspensão dos feitos pelo prazo complementar de 60 dias”, diz a nova petição.

Internamente, a diretoria do Corinthians afirma que aguarda o banco responder à sua última proposta. O clube não aceita ter que pagar no trato uma multa cobrada por inadimplência. Alegando que a Arena Itaquera atrasou parcelas do financiamento referente ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por intermédio da Caixa, a instituição financeira executou o contrato exigindo o pagamento antecipado da dívida. Com multa, a cobrança chega a cerca de R$ 536 milhões. O empréstimo foi feito para ajudar a bancar a construção da Arena Corinthians.

Opinião: demissões derrubam discurso de que Galiotte resiste a pressões

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As demissões de Alexandre Mattos e Mano Menezes derrubam a imagem que Maurício Galiotte tentava construir de dirigente que não cede a pressões. Esse era o discurso em seu entorno para justificar principalmente a manutenção do diretor executivo de futebol diante das cobranças de parte da diretoria e da torcida para afastar o funcionário palmeirense.

O clima que antecedeu as demissões era de pura pressão. Cadeira voando no gramado do Allianz Parque, placar mostrando 3 a 1 para o Flamengo, torcedores protestando diante do camarote da direção do Palmeiras e o temor de novos protestos da Mancha Alviverde.

Antes mesmo do final da partida contra os rubro-negros, a conversa entre cartolas no estádio palmeirense era de que o resultado deveria provocar protestos mais pesados da principal organizada do clube tendo como alvos principais endereços ligados a Galiotte e Mattos. Na semana passada, torcedores deixaram bananas na empresa do presidente. O ex-diretor executivo de futebol já tinha enfrentado manifestações em frente ao condomínio em que mora.

O anúncio das demissões soterrou a conversa propagada pela tropa de choque do presidente de que suas decisões são puramente técnicas e que ele faria uma avaliação do desempenho dos profissionais do departamento de futebol depois do final do Brasileirão. Acuado, o cartola adotou as medidas radicais faltando apenas duas rodadas para o término do campeonato nacional.

Na opinião deste blogueiro, nada justifica a decisão de não esperar o fim da temporada, tão próximo, para refazer o planejamento a não ser as pressões interna e externa. Ficou no ar o cheiro de que Galiotte temia o que poderia acontecer nas horas seguintes à derrota para o Flamengo se não entregasse as cabeças de Mattos e Mano.

A entrevista dada pelo cartola com uma postura firme e cobranças ao elenco é uma demonstração de mudança de atitude no auge do cerco ao dirigente. Ele sofre críticas internas de integrantes da diretoria por não ter dado uma entrevista coletiva enérgica após a confirmação da perda do título brasileiro e por ter deixado a missão para Mattos. Cobriu a lacuna agora.

Alguns dos dirigentes mais descontentes com Galiotte se animaram com a reação do presidente ao fracasso em casa diante do atual campeão brasileiro. Ouviram o que queriam. Porém, o dirigente terá que manter a nova postura na próxima temporada para evitar a retomada do fogo amigo.

Demissão de Mattos gera comemoração e alívio no Palmeiras

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Nem parece que o Palmeiras perdeu de 3 a 1 para o Flamengo. Não para quem conversou pouco depois do jogo com conselheiros e diretores que queriam a saída de Alexandre Mattos. O tom deles era de comemoração pela demissão do dirigente.

As críticas ao diretor executivo vinham de longa data. Porém, nos últimos meses, parcela importante da base aliada de Maurício Galiotte, incluindo membros da diretoria, passou a querer a cabeça do dirigente. Como mostrou o blog, até as críticas feitas por Zezé Perrella, gestor do Cruzeiro, a administrações passadas, na última sexta (29), serviram pra aumentar a pressão sobre Mattos.

Havia temor entre aliados de Galiotte de que a insistência com o dirigente remunerado isolasse politicamente o presidente alviverde. Assim, o anúncio da demissão trouxe também alívio. A queda do cartola foi até mais comentada por esse grupo do que a demissão de Mano Menezes.

Também houve comemoração entre apoiadores de Galiotte que queriam a saída de Mattos por conta da entrevista dada pelo presidente após a derrota no Allianz. O discurso é de que, dessa vez, o dirigente não se omitiu. Apareceu e apresentou medidas duras para tentar reverter a situação. Galiotte também foi elogiado por anunciar que vai mudar os rumos da gestão do futebol palmeirense. Esse é um desejo de situacionistas e opositores. O presidente havia sido criticado por não dar entrevista após a confirmação da perda do título brasileiro para o Flamengo.

Até crise do Cruzeiro vira munição contra Mattos no Palmeiras

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“O Alexandre Mattos quebrou o Cruzeiro e vai quebrar o Palmeiras”. Esse é o discurso adotado insistentemente por críticos do diretor executivo de futebol do Palmeiras. Na última sexta (29), o slogan da campanha pela demissão do cartola remunerado foi alimentado por entrevista de Zezé Perrella, gestor de futebol cruzeirense, na qual ele creditou a crise do clube a gestões passadas.

“Quebraram o Cruzeiro para ser Campeão Brasileiro! É essa cultura que temos que recuperar. O presidente Wagner (Pires de Sá) quando assumiu, foi pelo mesmo caminho tentando ser campeão a qualquer custo. Dia 8, quando o campeonato acabar, vou soltar um balanço e quero que todos saibam a situação real do Cruzeiro. Não estou aqui disposto a quebrar com o Cruzeiro não, mas eu estou fazendo o que posso”, afirmou o ex-presidente cruzeirense em sua entrevista coletiva.

Imediatamente, conselheiros e até gente que integra a diretoria do Palmeiras passaram a usar as declarações como comprovação de tese de que Mattos é tóxico para as finanças alviverdes. Os detratores do cartola associam o histórico dos dois clubes. Com Mattos como dirigente, ambos conquistaram dois títulos brasileiros cada e fizeram uma série de contratações caras.

Atualmente, o Cruzeiro enfrenta sérios problemas financeiros e não consegue pagar salários de jogadores em dia. Já o alviverde viveu nos últimos anos época de vacas gordas, principalmente por conta do forte patrocínio da Crefisa. Porém, este ano, a agremiação registra deficit até aqui, não levantou taças e depende da venda de jogadores para não fechar o ano no vermelho. Os salários continuam sendo pagos em dia.

Nesse cenário, os críticos apertaram ainda mais o botão da pressão sobre o dirigente remunerado assim que souberam das palavras de Perrella. Porém, o cartola cruzeirense não chegou a citar Mattos. O link é feito porque ele era o executivo de futebol do clube de BH nas conquistas do Brasileiro.

Mattos não concedeu entrevista ao blog. Quem o defende, entre outros argumentos, diz que o ataque de Perrella foi político, direcionado a outros dirigentes, como Bruno Vicintin, ex-vice de futebol do Cruzeiro e que teve seu nome pronunciado durante as críticas do cartola cruzeirense. Na defesa do executivo palmeirense também aparece o registro de que ele está no alviverde desde 2015. Ou seja, saiu faz tempo da agremiação mineira, assim, não poderia ser responsabilizado pelo que acontece lá agora.

Por sua vez, Vicintin divulgou uma carta aberta para rebater as declarações dadas por Perrella na entrevista coletiva. Abaixo, leia na íntegra a resposta do ex-dirigente do Cruzeiro.

“Entendo o desespero do ex-presidente Zezé Perrella. Ele aproveitou a oportunidade para tentar desviar o foco me atacando, mas vamos aos fatos:
Zezé Perrella estava fora do clube e as coisas andavam bem dentro do possível. Ao término do seu mandato como senador, sem qualquer força política, voltou ao clube por debaixo dos panos e quando teve que assumir e colocar a cara, imaginou que iria ser o salvador da pátria. Entretanto, as coisas ficaram ainda piores agora. E em uma tentativa insana vem me acusar. De quê?
Quando saiu em 2011, entregou um Cruzeiro a um ponto da zona de rebaixamento. Com muito trabalho e dedicação, de muita gente séria e que tem amor verdadeiro ao Cruzeiro, o clube foi bicampeão brasileiro, fato esse que ele não consegue engolir.
Do time que foi entregue da diretoria da qual fiz parte, para a atual gestão, o único que ganhou o título brasileiro de 2013, como titular, foi o goleiro Fábio.  Do time que conquistou a Copa do Brasil no ano passado, contra o Corinthians, dos 11 titulares, 10 atletas que jogaram a final foram deixados por nossa administração.
Ele faz ilações de que tenho seis procurações de jogadores da base, mas isso é mera desinformação. Atualmente eu represento muito mais de seis atletas no clube, porque eu tenho uma empresa aberta de representação, empresa com CNPJ, registrada na CBF e que paga todos os seus impostos. Eu sou um investidor no futebol. De de cara limpa e todos sabem disso, porque é fato público.
Existe um exemplo muito claro nesse sentido: no Atlético-MG, nosso maior adversário, um ex-presidente montou um fundo de investimentos e opera no futebol. Tudo dentro da lei e com muita responsabilidade.
Para deixar ainda mais claro, são mais de 100 jogadores representados por minha empresa em 19 clubes brasileiros
Mas quero fazer um desafio ao Zezé Perrella e seu fiel seguidor, Itair Machado: que eles me acompanhem na Receita Federal, para que lá possamos abrir nossas contas pessoais e que eles apresentem as verdadeiras contas pelas quais são responsáveis nos dois últimos anos no Cruzeiro.
Eu fui dirigente no Cruzeiro Esporete Clube por seis anos e jamais tive qualquer responsabilidade pela parte financeira. E sei que eles passaram os últimos dois anos, entre desculpas e fracassos, procurando alguma coisa do período em que estive no departamento de futebol. É óbvio que não acharam absolutamente nada, ou alguém tem alguma dúvida de que se tivesse algo, já teriam colocado na imprensa?
Esse é um sinal de evidente do desespero do Zezé Perrella. Lamento muito por envolver o Cruzeiro, clube que amo e que lutei pra torná-lo maior, mesmo com limitações nas minhas funções. Mas o fato é que, em dois anos, esse pessoal conseguiu destruir tudo que estava sendo feito, por conta de muita incompetência e extrema vaidade.
A título de comparação, do time que entrou em campo ontem e foi derrotado pelo CSA, na 35ª rodada do campeonato brasileiro, todos os jogadores ou foram trazidos pela atual administração ou, se da minha época, tiveram seus contratos renovados também pela atual gestão, o que determina que foram escolhas deste pessoal.
É interessante como Zezé Perrella não cita nessa entrevista coletiva seu parceiro e antecessor, Itair Machado, responsável direto pela formação do atual elenco. Nem sequer comenta sobre seu filho, Gustavo Perrella, que esteve trabalhando para essa gestão – em algo que nem se sabe o que, afinal, transparência não é com eles.
A verdade pura e cristalina é que a conta chegou para esse pessoal.
O Zezé Perrella usou o Cruzeiro para atingir seus objetivos, usou o Clube e o tamanho de nossa torcida para alcançar projeção política e isso é inegável. Até por ser um cidadão que, antes do Cruzeiro, não tinha nenhuma expressão.
Quero fazer mais uma lembrança: o Zezé Perrella foi presidente do Conselho na gestão do Wagner Pires, tinha obrigação de fiscalizar e não apresentou nada, agora pela pressão do atual momento vem querer acusar a gestão anterior. Estou faz dois anos completamente afastado do Cruzeiro, não frequento o Clube e até pelas divergências, eu não queria atrapalhar. Mas ele e seus parceiros não me esquecem.
Esse momento do Cruzeiro é bastante delicado e todos deveriam pensar apenas no Clube, porém, infelizmente esse pessoal prefere sangrar ainda mais o Cruzeiro. É preciso registrar da forma correta: foram eles que tiraram o clube das manchetes esportivas e o colocou o Cruziero Esporte Clube nas páginas policiais.”

Torcida única em Palmeiras x Fla soa como retaliação e aumenta rivalidade

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O veto à presença de torcedores do Flamengo no jogo deste domingo no Allianz Parque contra o Palmeiras fede a clubismo. A medida, tomada a partir de iniciativa do Ministério Público e da Polícia Militar, soa como uma infantil retaliação à cantoria dos jogadores rubro-negros “acusando” o alviverde de não ter mundial e copinha. Parece coisa de palmeirense que se sentiu ofendido, ligou pra um amigo influente e deu a ideia. Algo como “provocaram agora vão ficar sozinhos em São Paulo”.

Se as autoridades identificaram torcedores nas redes sociais agendando brigas, deveriam localizar os caras e tomar as medidas cabíveis. Porém, vetar o flamenguista no estádio é descabido. É como se a polícia recebesse a informação de que traficantes tentarão passar no aeroporto de Guarulhos com drogas num voo vindo de determinado país e proibissem as aeronaves partindo de lá de pousar em Cumbica em vez de se preparar para dar o flagrante.

Não bastasse ser infantil e injustificada, a medida aumenta a rivalidade entre os clubes o que pode gerar mais violência, apesar de o argumento para adotá-la seja evitar conflitos. O caso também piora a imagem do Palmeiras como anfitrião. A famigerada rede no setor de visitantes não incentiva torcedores adversários a comparecerem ao local. E, coincidentemente, também foi adotada tendo como argumento recomendação das autoridades de segurança pública.

Em 2015, o Ministério Público tentou impedir a torcida corintiana de entrar no Allianz no primeiro jogo entre as duas equipes no local. Na ocasião, o Corinthians conseguiu na Justiça o direito de ser acompanhado pela Fiel. À época, Mário Gobbi, que presidia o alvinegro, deu entrevista afirmando que Paulo Nobre, então presidente alviverde, tinha o interesse na torcida única porque para colocar os visitantes em seu estádio precisava deixar de vender uma grande quantidade de ingressos por questões de segurança.

Esportivamente, claro, o Flamengo é prejudicado porque recebeu palmeirenses como mandante e agora ficará sem seu público. Como consumidores, os torcedores rubro-negros também são prejudicados e num momento em que os que moram em São Paulo teriam a chance de abraçar o time após as conquistas do Brasileirão e da Libertadores.

A diretoria do Palmeiras se faz de morta. Ordens de cima. Não é com ela. Será que Maurício Galiotte acredita mesmo que não vai sofrer o contra-ataque quando seu time for jogar no Rio contra o Flamengo? Como o presidente palmeirense poderá agir se sua torcida for impedida de entrar em algum estádio brasileiro já que agora ficou de braços cruzados?

MP e PM têm a seu favor o argumento de que a torcida única diminuiu a violência nos dias de clássicos paulistas. Mas aqui não falamos da rivalidade estadual. Se for por esse caminho, é mais coerente que as autoridades tentem emplacar uma lei que só permita partidas com torcida única em São Paulo, uma bizarrice, mas valeria para todos, ninguém seria refém da vontade de um especialista em segurança pública.

Caso o interesse seja mesmo impedir confrontos entre palmeirenses e flamenguistas, as autoridades da área deveriam estar mais preocupadas com a aliança entre torcidas organizadas de Vasco e Palmeiras, que contribuiu para aumentar a hostilidade aos rubro-negros em São Paulo e aos alviverdes no Rio. Esse pacto também aumentou animosidade entre vascaínos e corintianos.

É básico: problemas recorrentes de violência no futebol se resolvem com trabalho de inteligência e aplicação da lei, não criando injustiças em campeonatos e agindo com a mesma serenidade de um torcedor derrotado e provocado pelo adversário vencedor.

Em notificação agente cobra R$ 2,6 milhões de Pato por ida ao São Paulo

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Ao mesmo tempo em que é criticado por seu desempenho no São Paulo, Alexandre Pato sofre cobrança de aproximadamente R$ 2,6 milhões do empresário André Cury e de R$ 150 mil do advogado Breno Tannuri. Ambos trabalharam para viabilizar a transferência do jogador do Tianjin Tianhai para o clube do Morumbi em março deste ano. O atleta contesta a cobrança.

O desentendimento entre as partes se arrasta desde o primeiro semestre do ano. No dia 22 de maio, Cury, como representante de sua empresa, a Link Assessoria Esportiva e Propaganda, enviou notificação extrajudicial ao atacante. Nela o agente, que entre outras operações cuidou da ida de Neymar ao Barcelona, clube que representa no Brasil, cobra R$ 2.614.685,72. A quantia se refere à comissão que alega ter direito de receber por trabalhar na volta do jogador ao Morumbi. No mesmo documento, o empresário cobra o pagamento de R$ 150 mil ao escritório Tannuri Ribeiro Advogados. Em 18 de novembro, Pato, com o advogado Geronimo Antonio Defaveri, enviou contranotificação ao empresário negando dever os valores cobrados.

Na cobrança, conforme apurou o blog, Cury diz que Pato assinou com sua empresa em janeiro contrato de representação registrado na CBF. Ele escreve no documento que a notificação visa esclarecer o valor devido pelo jogador para a Link a título de pagamento de comissão por serviços de assessoria e representação prestados pela empresa.

Também está escrito que cláusulas contratuais determinam que o jogador pague 10% do valor bruto que receber de seus contratos profissionais para a empresa de Cury. Em seguida, a notificação aponta que o atacante firmou em abril contratos de trabalho, direitos de imagem e cessão de direitos econômicos com o São Paulo e que irá receber durante o período de vigência deles, em valores brutos, R$ 48.273.952,61. Assim, a Link teria direito a 10% desse valor (R$ 4.827.395,26).  O empresário também alega na notificação que sua empresa teve despesas com passagens aéreas internacionais e estadia para viabilizar a liberação por parte do clube chinês no valor de R$ 187.290,46.

Com mais R$ 150 mil referentes aos honorários do advogado, o agente chega à quantia de R$ 5.164.685,72. Porém, o São Paulo também assinou contrato com a Link pela intermediação e se comprometeu a pagar R$ 2.4000.000 em 30 parcelas mensais, de acordo com a notificação. A quantia sob responsabilidade do clube foi abatida do valor total. Assim, a Link chegou à cobrança de R$ 2.614.685,72 e pede no documento para que Pato faça o pagamento em 30 prestações de R$ 87.156,19 a partir de 10 de junho deste ano. Também é cobrado o pagamento de 30 parcelas de R$ 5 mil para o escritório de advocacia.

A resposta de Pato

Na contranotificação enviada para a Link, o atacante confirma ter assinado contrato que previa pagamento de 10% de seus rendimentos profissionais brutos para a empresa. Porém, sustenta que o valor de R$ 48,2 milhões usado como referência para a cobrança não foi recebido por ele. Isso, segundo o documento, porque Pato atualmente ganha R$ 157 mil mensais.

O atleta sustenta também que Cury recebe do São Paulo atualmente R$ 17.280 mensalmente e que esse montante supera 10% do montante embolsado pelo atleta a cada 30 dias nesta fase do contrato. Para o empresário, são acertos diferentes que não se misturam.

Ainda conforme o documento, o jogador argumenta que receberá do clube pelo contrato inteiro R$ 16.720.000 referentes a salários e R$ 9.510.000 a título de direito de imagem. Ou seja, são 26.230.000 a serem pagos pelo São Paulo ao jogador entre abril de 2019 e dezembro de 2022. A quantia mensal aumenta conforme o tempo de contrato. A contranotificação também sustenta que os 10% relativos à intermediação só são devidos após o efetivo recebimento por parte do atleta.

Em suas contas, Pato não coloca R$ 10.750.00o que ele tem a receber do São Paulo por seus direitos econômicos. O atacante não considera esse valor como benefício financeiro porque sustenta ter desembolsado a mesma quantia para obter sua liberação do time chinês e que será apenas ressarcido pelo clube brasileiro. Na ocasião, os chineses exigiram que o jogador devolvesse valores já recebidos. Dessa forma, o atleta argumenta que a empresa de Cury não tem direito a 10% dessa fatia, o que o agente deixou claro discordar em sua notificação.

Em relação aos honorários advocatícios e as demais despesas alegadas pelo empresário, Pato afirma no documento que esses gastos são de responsabilidade do Cury. Alega ainda que o contrato entre as partes não prevê que o jogador tenha que bancar custos do agente para realizar seu trabalho.

O blog apurou que o advogado Tannuri recebeu procuração assinada pelo atacante para negociar sua rescisão com os chineses e cuidar do contrato com o São Paulo. Ele participou ativamente das duas operações.

Para encerrar a carta enviada como resposta a Cury, os jogador e seu advogado pedem que a Link preste conta dos atos praticados referentes à promoção da carreira do atleta desde o início do contrato.

Procurado pelo blog, Geraldo Rodrigues, pai do atacante são-paulino, disse que só o advogado que cuida do caso poderia falar sobre o assunto. Foi deixado recado com a secretária do escritório de Defaveri, defensor do jogador, mas ele não falou com este blogueiro até as 23h58 desta quinta (28). O blog não conseguiu entrevistar Cury. Diante do impasse entre os envolvidos até aqui, a tendência é de que a cobrança seja feita na Justiça.

Corinthians tem contas bloqueadas em ação que envolve arena e prefeitura

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O Corinthians sofreu bloqueio de R$ 760.741,11 em suas contas correntes devido a cumprimento de sentença a pedido da Prefeitura de São Paulo. A Justiça havia determinado que o clube pagasse multa de R$ 800 mil em favor do município sob a acusação de litigância de má-fé em processo sobre contrapartidas relativas à cessão do terreno em que foi construída a arena da agremiação. As buscas não localizaram o valor total cobrado. Nesta quinta (28) foi publicada no Diário de Justiça do Estado determinação para que o município se manifeste sobre a quantia bloqueada.

Conforme apurou o blog, os advogados corintianos tentam um acordo com a prefeitura. Eles discordam que tenha havido litigância de má-fé, mas não conseguiram evitar o bloqueio.

Em maio de 2011, Ministério Público e Corinthians fizeram um acordo reconhecendo a validade da concessão de direito real de uso da área em Itaquera por parte da prefeitura para o clube erguer seu estádio. O trato previa por parte do alvinegro contrapartidas sociais nas áreas de educação, assistência social e saúde com investimento de 12 milhões. As obrigações foram divididas em uma etapa de R$ 4 milhões e outra de R$ 8 milhões.

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, aplicou a multa de R$ 800 mil em maio deste ano depois de o clube não ter se pronunciado por três vezes sobre o andamento das contrapartidas estabelecidas na segunda parte do acordo. Em julho, a prefeitura deu início ao pedido de cumprimento de sentença.

A defesa corintiana alega que houve atraso na segunda parte da execução das contrapartidas principalmente por conta da complexidade da operação que envolve diferentes órgãos da prefeitura paulistana.

 

 

Parte dos diretores dá razão a torcedores que chamam Galiotte de banana

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Parte dos diretores de Maurício Galiotte no Palmeiras avalia como justos os protestos de torcedores que chamam o presidente do clube de “banana“. Esses aliados do cartola consideram que ele  merece a crítica por não se manifestar nos últimos dias sobre o atual momento do time. Faz parte da avaliação o fato de a palavra oficial da direção após a confirmação  da perda do título brasileiro ter sido dada em recente entrevista por Alexandre Mattos, diretor executivo de futebol e que tem sua demissão pedida por muitos conselheiros do clube faz tempo.

O blog ouviu de dois cartolas alinhados com Galiotte e que pediram para não serem identificados que o presidente deixa o dirigente remunerado agir como se fosse Mattos o principal responsável pela agremiação.

Uma das posições que os insatisfeitos cobram de Maurício é em relação a quem vai comandar o time no próximo ano. A opinião é de que ele deveria dar uma entrevista e anunciar a permanência de Mano Menezes para estancar especulações sobre uma possível mudança na comissão técnica.

À suposta omissão é somado o fato de, com investimento alto, o Palmeiras ter passado o ano sem levantar uma taça. Nesse ponto, voltam as cobranças relacionadas a Mattos.

O discurso é de que o diretor executivo tem seus acertos desde que chegou ao clube, mas que abusa de contratações caras e que especialmente neste ano elas não deram resultado, já que a equipe passou 2019 em branco. Existe ainda a preocupação com as finanças, pois o clube acumula deficit em 2019. Também gera incômodo a não publicação de balancetes financeiros periódicos no site alviverde.

Mattos é visto pelos descontentes como um profissional que tem carta branca para fazer o que quer e nunca é cobrado publicamente pelo presidente. Galiotte já recebeu até a sugestão de formar uma comissão de conselheiros para supervisionar o trabalho do funcionário, mas não a aceitou e é criticado por supostamente não ter pulso firme com o subordinado.

Diretores que criticam o presidente neste momento dizem internamente estarem incomodados também porque são cobrados por sócios e esperavam que, com um posicionamento oficial, Maurício respondesse a eles.

Nesse cenário, aliados do mandatário palmeirense apontam que ele sofre grande risco de murchar politicamente caso não mude de postura.

Galiotte

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente afirmou que não comentaria as críticas.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o cartola entende que faz parte das atribuições de Mattos se pronunciar oficialmente pelo departamento de futebol. Assim, não teria havido omissão por parte do mandatário, que em outras oportunidades se pronunciou.

Sobre os pedidos de demissão do diretor executivo, o discurso é de que o presidente não age sob pressão e toma decisões técnicas.  A renovação com a Globo e a troca da Adidas pela Puma são episódios usados para exemplificar esse modo de agir.

Também segundo pessoa próxima a Galiotte, o cartola entende que o deficit atual pode diminuir ou ser anulado até o final do ano.

Internamente, o presidente justifica o momento deficitário pela estratégia de investir alto em contratações e na manutenção de em busca de títulos.

Pagamentos de dívidas feitas em gestões passadas e receitas que não atingiram a expectativa, como a comercialização de placas de publicidade, também entram no bolo.

O argumento usado por Galiotte nos bastidores é de que a não conquista de taças nesta temporada não significa que a situação saiu do controlo. Isso porque o risco era calculado e administrável.

A respeito de os balancetes financeiros não estarem sendo publicados, a mesma fonte ligada ao presidente  diz que o procedimento é comum entre os clubes e que todos os dados são exibidos ao CPF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Cobrança do São Paulo ao River por Pratto na Fifa chega a R$ 21 milhões

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A cobrança  do São Paulo que fez o clube brasileiro ir à Fifa contra o River Plate por causa da venda de Lucas Pratto totaliza neste momento 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 21 milhões). Como mostrou a coluna De Primeira, do UOL Esporte, a diretoria tricolor decidiu em setembro recorrer à federação internacional por causa do atraso em uma parcela de 2 milhões de euros (cerca de R$ 9,08 milhões pela cotação da época). Porém, outra prestação nesse valor venceu. Os 500 mil euros (R$ 2.342.550,00) restantes são referentes a multas e juros, de acordo com a argumentação da direção são-paulina na cobrança.

Caso a Fifa tome decisão favorável ao clube do Morumbi, o River pode ser receber punições que incluem multa, proibição de registros de novos jogadores por determinado período e, em casos extremos, rebaixamento. A sentença da Fifa pode ser alvo de apelação no CAS (Corte Arbitral do Esporte).

De acordo com o balanço do São Paulo referente a 2018, Pratto foi vendido por R$ 49.542.000. Porém houve gasto de R$ 3.561.000 com pagamento de comissão e mais R$ 1.331.000 relativo à divisão de direitos econômicos.

Criticada por fazer uma série de empréstimos bancários em 2019, a diretoria são-paulina coloca entre as justificativas para essa medida a inadimplência de agremiações que adquiriram jogadores do São Paulo e não pagaram em dia, o que afirma ser o caso do River Plate.